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Equipe ArtSubs apresenta

Mais b�nus!

A rep�blica isl�mica j� disp�e de 3.000 centrifugadoras nucleares.

2.700 a mais das que se conheciam at� agora.

Suficientes segundo os peritos

para fabricar uma bomba at�mica em menos de um ano.

O presidente do Ir� nega e insiste uma vez mais...

que s� enriquece ur�nio para uso pac�fico...

-Me d� uma dose de anisete. -De anisete?

Sim, uma dose. Para tirar o gosto.

Puta que pariu!

-Qual eu ponho? -Tanto faz, o que tiver.

-"Anisete do Macaco". -Do "Macaco" n�o fazem mais.

Faltam 4 dias para Madri receber a c�pula do G-20.

Me d� o troco.

Conclue-se a seguran�a: mais de 15.000 efetivos das for�as

de seguran�a garantir�o o desenvolvimento da c�pula.

E me ponha outra.

Tamb�m se esperam violentos protestos dos jovens antissistema.

que acompanharam o desenrolar das �ltimas c�pulas.

Apesar do refor�o aos controles da fronteira e dos acessos � capital,

calcula-se que ao redor de mil destes jovens violentos...

podem ter chegado j� � cidade. Agora as not�cias do esporte.

Ram�n Fuente, boa noite...

Boa noite. Come�amos com a informa��o das equipes da capital.

Desliga isso, porra!

Madri perdeu.

Que se foda...

Senhor, s�o 34 euros... Temos que fechar.

Ponha a �ltima.

Chefe... faz meia hora que t�nhamos que ter fechado.

V� para sua casa agora... descansar.

Fodam-se voc�s.

Venham me pegar, filhos da puta!

Venham me pegar, se tiverem coragem...

Est� fechado.

A m�sica est� tocando!

J� est�... fechado. As garotas j� se foram.

Ficou voc�...

Colombiana, n�o?

Espanhola.

Me v� uma Cuba Libre, querida.

N�o sirva nada. Est� fechado.

Quanto aposta?

Ponha o copo, bonita.

Estou te dizendo para ir embora.

Na boa.

Veja como vou tomar.

E agora me sirva essa Cuba.

Boa noite.

Desculpe-me. Teem que ser r�gidos no hor�rio. Voc� me entende, n�o?

Ingrid, sirva um copo ao senhor inspetor e algo para mim tamb�m.

Um escoc�s, puro.

� uma pena ter vindo t�o tarde. Temos umas garotas preciosas.

Deveria passar numa tarde destas. Por conta da casa, � claro.

Ingrid, sirva outro copo ao inspetor.

N�o se preocupe, amigo. Todos temos um dia ruim.

Me ligue com quarto de Hugo Anglada.

N�o est�? Me diz o n�mero do quarto, por favor.

Obrigado.

Diga-me, Ana. Estou num congestionamento.

Como? Onde fica isso?

Um tiro pelas costas.

Este tem dois.

Um no ombro e outro na cabe�a. A queima-roupa, para apagar.

Tem o nariz quebrado, podem ter batido no balc�o. Tem sangue.

E neste atiraram de muito perto.

Desculpe.

O que � isto?

Tr�s mortos a tiros. Sem documenta��o.

Por enquanto s� encontramos os documentos dela e n�o h� balas.

E este cheiro?

Estes lugares... cheiram assim, senhora.

Deem uma olhada l� fora. Para ver se o carro aparece.

Temos a grava��o?

N�o, a levaram.

Vi uma c�mera no parque industrial.

Sim. Mas n�o funciona h� tr�s anos. Localizamos outra.

Ver�nica Garcia. Apareceu em Val�ncia.

Foi presa por queimar um carro.

Certo, no refor�o da c�pula.

Rubio e voc�, na quinta-feira vigiam a embaixada da Alemanha.

-Sabe que n�o posso correr. -Por isso mesmo.

�lvaro, Herrera e voc�, todos os �mpares...

Marta e Lorenzo, todas as portas de 2 a 12.

Checamos inquilinos, janelas, enfim, o de sempre.

Voc�s dois, vigiam amanh� a embaixada da It�lia.

Desta vez, voc� liga para a fam�lia.

Onde vai?

Te ligo depois.

Sim, sou eu.

Voc� disse ao inspetor que viu um homem.

Estranhei ver algu�m naquela hora, por isso olhei. Tinha sua altura.

Usava jaqueta marrom e tinha cabelo comprido. Entrou num carro.

Um homem obscuro.

Confirma que eram cinco e quinze da manh�?

Sim, senhora. Chego para trabalhar sempre a essa hora.

Reparou no carro?

Olhe, esse homem me deu medo e apertei o passo.

Tem certeza que n�o viu ningu�m mais?

Tenho certeza, senhora. S� esse homem.

Muito obrigada. Seu testemunho nos vai ser de grande ajuda.

Posso ir?

Pode ir. Muito obrigada.

Obrigado.

� um Citroen Xantia. Um modelo de alguns anos.

Eu tive um igual, da mesma linha.

Pedro Vargas Cartagena, "o Velho", 59 anos, colombiano, de Cali.

Est� na Espanha desde 2003. Casado com Maria Fernanda Olmedo Sanchez.

O clube est� em seu nome.

Esteve comprometido num caso de tr�fico de coca�na em 2004.

O outro n�o foi identificado,

estamos checando suas digitais com a Interpol.

A bal�stica diz que todos os tiros procedem da mesma arma. Um 38.

Foi encontrado algum celular?

N�o.

Falem com sua esposa. Todo mundo tem um celular. Que d� o n�mero.

Ana, prepare uma ordem para a companhia de telefones.

Que horas s�o?

S�o oito e vinte.

Hora de ir para casa.

O que est� acontecendo?

Viu o Rachid?

Quem?

N�o te conhe�o.

E eu tampouco a voc�.

Procuro Rachid.

Faz tempo que n�o vem aqui.

Continua com a C�lia?

N�o sei. Pergunte para ela.

Podemos ir?

Ol�, C�lia.

Porra, que susto!

O que quer?

Eu te vi dan�ar e achei melhor te convidar para tomar um copo.

Isso � o que eu tenho.

N�o tem rum?

N�o.

Onde est� Rachid?

Rachid, onde voc� est�?

No arm�rio.

N�o se importa, n�o �?

� coca?

Haxixe. Quer uma chinesa?

N�o.

Continua fazendo "business" com os colombianos?

N�o sei e nem quero saber.

Mas se o encontrar, diga que vou jogar todas suas merdas no lixo.

Ligue para ele.

Esse n�mero � velho.

Troca em pouco tempo, por seguran�a. N�o tenho o atual.

Ainda n�o me disse porque o procura.

Sinto falta dele.

Continua com aquela moreninha t�o linda?

Ningu�m me quer.

N�o sabe a pena que sinto de voc�...

Colombiano.

Procurado por assassinato na Holanda, Fran�a e It�lia.

N�o sabemos qual com das identidades.

Estamos procurando as tr�s.

Uns 300.000 euros.

Obrigada, Ana.

300.000 euros, aqui... N�o, n�o?

N�o...

No fim, tive que falar com a m�e da loira.

Estou cheio de engolir aquela merda toda.

O que foi? Escolheu o maior perdedor?

V� se foder.

Reclama, garoto. Eu faria.

Talvez consiga que me fodam de vez.

A que horas chega a substitui��o?

Faltam sete horas.

Rota 21 da Municipal...

informa tr�s �nibus queimando no distrito universit�rio.

Parece que est�o se reunindo l�.

Foda-se o mundo!

Desde quando escuta essa coisa?

O que � esta merda?

N�o est� aprontando nada?

Voc� e o senhor Vargas eram s�cios?

Bom, t�nhamos neg�cios no passado. Dom Pedro era amigo do meu pai.

E agora? Qual era sua rela��o atual com o senhor Vargas?

Mais pessoal do que qualquer outra coisa. Como da fam�lia.

E j� identificaram as outras v�timas?

Onde voc� estava no domingo, 7 de mar�o, � noite?

Roma.

Estou... ampliando meus neg�cios de alimenta��o.

Em que hotel?

Excelsior.

O Sr. Vargas estava envolvido com o tr�fico de coca�na?

As pessoas pensam que traficante e colombiano s�o a mesma coisa.

Responda � pergunta.

O Sr. Vargas estava envolvido com o tr�fico de coca�na?

N�o sei. Mas n�o acredito.

Sabe se o senhor Vargas tinha inimigos pessoais?

Ele n�o tinha inimigos. Dom Pedro era uma boa pessoa.

O Sr. Vargas tinha ou participava de algum outro neg�cio

al�m do "Clube Leidy's"?

Pode ser. Mas n�o sei se posso garantir.

Voc�s eram s�cios do "Clube Leidy's"?

N�o, fa�o "importa��o-exporta��o". Alimentos, principalmente.

Algo de hotelaria. Coisas normais.

Vejo tamb�m que � dono de um sal�o de festas, a "Sala Machuca"

e do "Clube Cartagena". Que tipo de locais s�o?

Sal�es de baile. Ambiente latino. Lugares de encontro e de festa.

N�o s�o prost�bulos. Esse n�o � meu neg�cio.

Em 2004, voc� e o Sr. Vargas foram envolvidos em uma investiga��o

por tr�fico de narc�ticos. Coca�na, est� certo?

N�o tivemos nada que ver com isso.

Aquilo foi descartado, senhora. N�o houve nada.

Sim? Sim, sou Ana. Diga-me, Leiva...

Direi para ela agora.

Se tem inten��o de sair do pa�s nos pr�ximos dias...

comunique com anteced�ncia este juizado.

Leiva.

Ol�, Ram�n, � o Leiva, o que houve?

Como todo mundo, n�o reclame.

Temos um carro, no estacionamento.

Por favor, veja para mim a lista de passageiros. Anote.

Voo Roma-Madri,

de 3 de outubro, um dos seus, n�mero 19-51.

51, sim, �s 17:15H.

Olhe, manda-me ao fax do Chamart�n, ao hotel sim, obrigado.

Pegou o GPS?

N�o.

Lembra se estava no clube?

N�o... N�o tinha nenhum GPS.

-E acima? -N�o.

Pe�a as grava��es das �ltimas 72 horas. De todo o hotel.

O inspetor Leiva? Chegou seu fax.

Obrigado.

Ana, me ponha com a Divis�o de Narc�ticos.

Pergunte por Cerd�n.

Est� perdendo a forma.

S�o apenas alvos.

� medida que se aproxima a data de in�cio da c�pula do G-20,

aumenta a press�o dos grupos antiglobaliza��o.

No distrito universit�rio, ao longo de todo o dia...

aconteceram v�rios confrontos muito violentos.

Mas temos que falar tamb�m de outro tipo de viol�ncia em Madri.

Identificadas duas das v�timas do Leidy's na madrugada de ontem.

S�o um homem de nacionalidade colombiana,

e uma mulher nacionalizada espanhola...

Antonio, anda, v� para sua casa j� bebeu demais. Venha cara.

As primeiras hip�teses indicam que pode ser um ajuste de contas

entre membros das m�fias de tr�fico de escravas brancas.

O que foi bonita, o que te pe�o?

-N�o, n�o quero nada, obrigada. -Vamos. At� amanh�!

-At� amanh�! -Tchau!

-At� amanh�. -At� amanh�.

Me v� uma Cuba Libre, Romero.

Havana, certo?

Voc� � Santos Trinidad?

Sim.

Sou filho do V�zquez, do Jos� V�zquez. N�o sei voc� se lembra.

Claro. Como vai?

Estou bem. Ele vai ficar feliz quando eu disser que te vi.

Meu pai fala muito de voc�. Conta mil hist�rias.

Tamb�m me preparo para entrar no grupo.

Muito bem, garoto.

Foi uma sacanagem o que aconteceu com voc�.

Olhe, n�o diga ao seu pai que me viu.

Saio em cinco minutos.

-Voc� � a juiza Chac�n? -Sim.

Cerd�n. Desculpe t�-la feito vir. Mas com a c�pula...

estamos todos fora de lugar e ontem passei o dia no aeroporto.

N�o se preocupe.

Conhece ele?

Sim. Andr�s David Furtado. Um assassino da m�fia colombiana.

Foi da guerrilha das FARC. Um fen�meno.

Est� envolvido com o "Clube Leidy's".

Acham que foi ele?

N�o. � uma das v�timas.

Um a menos ent�o.

Voc�s fizeram a investiga��o

de Pedro Vargas e Augusto Lora em 2004, certo?

Sim.

Fizeram um trabalho excelente.

O que n�o entendo � porque desistiu do caso.

O recurso chegou na sexta e o funcion�rio esqueceu de apresentar.

Quando fez, estava fora do prazo.

Foi isso que ocorreu. O que vou te contar.

Imagino que n�o deixaram de investigar.

N�o, n�o. Depois daquilo, Lora assumiu e tomou mais precau��es.

Reduziram os envios e depois mudaram os canais de transporte

e de distribui��o. Deixaram de trabalhar com os galegos.

Recebido. Recebido. Dois minutos. Desculpe.

Deixaram os galegos trabalharam com a m�fia africana do haxixe.

Faz tempo que a coca�na entra na Espanha pela via africana.

Somos um coador. Daqui se distribui ao resto da Europa.

Fundamentalmente a It�lia.

E sabem para quem trabalham agora?

A investiga��o passou � Unidade Central de Intelig�ncia Exterior.

Mas como? Por qu�?

Deveria falar com eles.

Pensavam que os mouros tinham liga��es com o islamismo radical.

Momentos antes de ser assassinado, �s 3:50H e �s 4 e 5 da madrugada

e segundo registro da telef�nica, Pedro Vargas fez duas liga��es,

ambas a um telefone de uma empresa de sua propriedade.

Eu posso garantir que n�o falou comigo.

Quantos telefones temos nesta empresa?

Uns 25, n�o sei.

Gostaria de saber se isto � um interrogat�rio

ou uma conversa��o privada.

� uma conversa��o. Podemos ter uma conversa��o, n�o?

Sim, o que estamos tendo � uma... conversa��o.

Olhe, as liga��es n�o teem nada de estranho, inspetor.

Para n�s s�o comuns a essas horas.

Ele pode ligar por uma consulta, um pedido, algo, � normal.

Conhece um homem chamado Andr�s David Furtado?

N�o.

Certeza? Talvez com outro nome...

N�o.

� o homem que apareceu morto no clube com Pedro Vargas.

N�o o conhe�o.

Em 3 de outubro passado voc�s dois voaram juntos de Roma a Madri.

Desculpe, Sr. Lora.

J� vou Flavio, um segundo.

N�o sei. Pode ser. Viajo com muita frequ�ncia a Roma.

Sim, nos consta.

Bem, me permite?

Vai bem o neg�cio, n�o?

Desculpe, inspetor.

Est�vamos falando do avi�o...

Sim. Voc�s dois viajavam juntos nos assentos 2-A e 2-B...

O morto, Andr�s David Furtado, esse homem que voc� n�o conhece,

estava no mesmo voo. Exatamente tr�s filas atr�s.

E da�?

O Sr. Lora n�o tem porque conhecer o resto dos passageiros.

Certamente.

Sinto inspetor, mas n�o vamos seguir por este caminho.

E penso em reclamar � juiza Chac�n.

Se quiser interrogar novamente meu cliente, mostre um mandado.

Olhe, Sr. Lora,

voc� quer convencer de que Vargas era uma esp�cie de vov� de Heidi.

Mas estava gelado junto a um assassino procurado em meio mundo.

Acho que algum filho da puta

iniciou uma guerra contra seu neg�cio.

E que voc� sabe de quem se trata.

E tamb�m penso que se n�o nos ajudar, ser� por alguma raz�o.

Se quiser tomar algo no bar, eu o convido inspetor...

Obrigado.

Santos!

Ol�, Leiva.

O que faz por aqui?

Nada... Procurando uma garota.

� verdade, voc� agora est� na "Desaparecidos". Santiago me disse.

Como est� l�?

Bem. Devagar... Outra vida.

�timo... Quanto fazia? Tr�s anos que n�o te via?

Ou mais.

Est� o mesmo.

A gente faz o que pode.

Feliz em te ver, Santos.

Santos... Sabe que Ortega morreu?

Sim. J� soube.

Bom, Leiva...

Cuide-se.

V� se foder, Leiva!

O que eu sirvo?

Sirva-me um caf�.

Com um pouquinho de anisete.

Anisete do Macaco.

Sinto mas... n�o temos desse.

Ent�o, sirva s� caf�.

Seu caf�.

Vamos ver. Temos os dados da licen�a solicitada.

Mas n�o � um 4x4. � um mini de La Coru�a.

Em nome de Carmen Ciller Castro, professora, 40 anos. Algo mais?

N�o, nada mais.

O que foi?... N�o...

Diga para ele o que voc� quiser, mas n�o sei quando estarei l�.

Escuta, te ligo depois, t�?

O que ele disse? Onde est�?

Vai ao m�dico. O est�mago est� mal.

O que acontece com Santos?

Val�ncia. A terceira vez que ligam perguntando por Santos. O que digo?

Passa pra mim.

Venha ao meu escrit�rio.

Sim?

Senhores viajantes, por sua seguran�a...

mantenham seus pertences controlados todo o momento...

Desculpe senhora. Acaba de chegar.

Mande-o entrar.

Entre.

Inspetor M�rida, da Unidade Central de Intelig�ncia Exterior.

Bom dia.

Estou muito grata. Sei que nestes dias est�o muito ocupados.

N�o vou te prender muito.

Sei que estavam encarregados de um caso de narc�ticos que ligava

Pedro Vargas e Augusto Lora com as redes africanas de haxixe.

Correto.

Por qu�?

O qu�?

Por que a Intelig�ncia Exterior cuidou de um caso de narc�ticos?

Bom, lembro que um de nossos informantes falou da conex�o

entre estes colombianos e um grupo marroquino,

que ao que parece estava dirigido por...

por algu�m pr�ximo a c�lulas jihadistas radicais. Terroristas.

Desculpe.

E acredita que a rela��o de Vargas e Lora com esse grupo se mant�m?

Pode ser. Mas n�o nos consta.

N�o sabem.

N�o. Nosso objetivo era o chefe do grupo, o Ceut�.

Mudou para Barcelona e perdemos a pista.

Ent�o deixamos de investigar nessa linha.

E o resto do grupo?

Quem?

O resto do grupo desse Ceut�. Continuaram com os colombianos?

Suponho que o caso voltou para a Narc�ticos.

Sup�e... ou voltou para a Narc�ticos?

Lembra o nome do tal Ceut�?

Teria que olhar.

Poderia ligar e consultar agora? Quero falar com seu informante.

O que voc� disse que informou sobre os contatos desse pessoal.

Essa � uma quest�o... mais delicada, senhora.

� melhor falar diretamente com o delegado.

N�o me chegou ainda o dossi�, delegado.

Como que n�o? Um momento.

Escuta, sou Ontiveros. O que est� havendo com o dossi� do Ceut�?

Bom, diga para me ligar assim que chegar.

Obrigada.

De qualquer maneira, M�rida j� contou tudo.

Com Ceut�, no come�o tivemos muita sorte. No come�o.

O problema � que eles se mudam muito e de jeito dif�cil de prever.

Foi o que aconteceu. Um dia foi para Barcelona e perdemos a pista.

Depois foi localizado no Afeganist�o

e os �ltimos informes o situam no Yemen.

E por que n�o o prenderam antes?

Bom. Nunca trabalhamos uma s� op��o, fazemos em v�rias dire��es

e Ceut� era s� uma possibilidade.

Quando o perdemos em Barcelona pensamos que saiu do pa�s

e abandonamos essa via.

Mas o pessoal do Ceut� continuava trazendo coca�na aos colombianos.

Por isso o caso voltou � Narc�ticos.

A Narc�ticos n�o tem conhecimento disso.

Pois ent�o que olhem de novo. Tem que estar l�.

� incr�vel. O que acontece? N�o se falam entre voc�s?

E a�, campe�o?

Rachid, te apresento a juiza Chac�n.

Est� muito interessada em saber com quem Augusto Lora negocia.

E voc� a que se dedica?

Sou rela��es p�blicas, "stripper" e modelo.

E sa� em algumas s�ries de TV como marroquino, traficante de haxixe,

com a permiss�o do delegado.

Cumpriu seis meses por tentativa de roubo.

Sim, senhora. Um erro.

Conhece pessoalmente o senhor Lora?

Claro. Somos bons amigos. Tem alguns sal�es de baile muito bons.

Como conhecia Ceut�?

M� pessoa. Controlava todo o haxixe em Malasa�a. Era muito violento.

Gostava de mandar. M� pessoa. Depois ficou louco com a religi�o.

Voc� colocou Ceut� em contato com o Sr. Lora?

Lora queria mudar as coisas.

Conhecer outras pessoas. Eu os apresentei.

N�s supervisionamos essa opera��o.

E agora com quem Lora trabalha?

Nenhuma puta ideia!

Perd�o, quero dizer que n�o sei. H� muitos mouros em Madri.

E eu estou saindo de tudo isto.

Quero levar uma boa vida, senhora. N�o �, delegado?

Muito obrigada.

-� isso? -Sim. Por enquanto, � isso.

Pode comer isso pelo caminho, n�o acha?

Claro, campe�o.

Encantado, senhora.

Desculpe n�o poder ter ajudado mais.

Est� bem, n�o se preocupe.

Senhora...

Permita-me dizer que fazemos muito bem nosso trabalho, acredite.

Agora temos sob vigil�ncia mais de nove poss�veis c�lulas ativas.

Mas eles se mudam muito.

E para prend�-los, localiz�-los, � muito dif�cil.

Na minha opini�o sua matan�a de colombianos � obra de profissionais

contratados pelas m�fias latinas. Estes n�o trabalham assim.

E menos os jihadistas radicais. Esses est�o em outra guerra.

Ceut� n�o � seu homem.

Ainda assim, se acha necess�rio seguir por essa via, saiba que n�s

para evitar confus�es e mal-entendidos,

dever�amos estar inteirados.

Me compreende, n�o?

Claro. E espero que seja rec�proco.

N�o deixe de me mandar esse dossi�, por favor.

Sim?

Desculpe, senhora. Aqui mora Dom Jos� Luis Garc�a Garc�a?

Sim. Acontece algo?

Uma formalidade.

Queria fazer umas perguntas sobre uma moradia de sua propriedade.

Um apartamento na rua Litos, n�mero 6.

Entre.

Este senhor da pol�cia. Pergunta pelo apartamento de Paloma.

Meu marido.

Pode falar.

Trabalho com desaparecidos. Procuramos uma garota.

E na investiga��o apareceu este endere�o. Rua Litos, n�mero 6.

A conta da luz est� em seu nome.

Sim, esse apartamento � nosso,

deixamos para nossa filha quando se casou.

Mora l�?

N�o. Ela e seu marido est�o h� dois anos em Londres.

� sua filha?

Sim. � Paloma.

Seu marido � �rabe?

Espanhol, de Ceuta.

De uma fam�lia muito boa. Dava aula de �rabe em Lavapi�s.

Ali se conheceram. Era um rapaz muito agrad�vel.

At� que se casaram. Agora minha filha se veste assim.

Lembra o endere�o desse lugar em Lavapi�s? Onde dava aulas?

Pode ter algum cart�o guardado por a�. Vou olhar.

Voc� tem filhos?

Sim.

Ent�o me compreender�.

Toda a vida a ensinei a ser livre, a n�o ser menos que ningu�m.

Sabe o que me disse quando decidiu casar-se?

Que livremente renunciava a tudo para entregar-se a esse homem.

Aqui est�. "Associa��o Cultural Tangerina".

Aqui tampouco se v� a cara.

Espera. Isto � quinze minutos antes.

N�o parece colombiano.

O relat�rio das impress�es.

Obrigado.

-O que foi? -Quero falar com o Rachid.

E desta vez n�o me venha com hist�rias que quebro sua cara.

Est� pegando pesado com Rachid!

Sei que est� em Madri. Encontre-o.

Ol� Baronesa, � C�lia. Muito bem.

Preciso do telefone do Rachid, o que anda usando agora.

Simples assim.

Ultimo ano de engenharia em inform�tica.

Bom estudante, vida ordenada.

Discreto. N�o recebe visitas.

Parece que se foi, tr�s dias sem aparecer por aqui.

-Desde segunda? -Sim.

Suponho que isso � para mim.

O que acha, Ontiveros?

Suas digitais est�o nos bilhetes do cofre do Vargas.

� muito jovem, deve ser novo. J� est� fichado?

N�o. tirou o passaporte espanhol h� dois anos.

Vejam os colegas de apartamento. Se reconhecem ou viram alguma vez.

De acordo.

Ceut� n�o est� na Espanha, senhora.

Est� casado com uma garota de Madri?

Sim, claro.

E n�o poderia ter me dito isso antes?

Sobe. Eu te levo.

Conhece-a?

N�o tenho ideia.

Tem certeza?

� muito importante ach�-la, Rachid. Boa fam�lia, garota fina.

Nunca a vi.

Contaram-me que anda perdida com um de sua ra�a.

Com este. Este � voc�. Conhece-o, n�o?

Este � o Ceut�. N�o liga para as mulheres.

A foto � velha. Jogamos futebol. Reun�amo-nos alguma vez.

Onde?

Em restaurantes, na casa dele.

Onde? No apartamento da rua Litos?

Que apartamento? Desconhe�o apartamentos. Morava no campo.

Mas � imposs�vel que esse cara se envolvesse com essa garota.

Al�m disso n�o est� em Madri.

Ah, n�o? E onde est�?

Vou saber? Se foi da Espanha.

E a casa onde se reuniam?

N�o me lembro. Faz muito tempo.

Me d� o celular.

Concentre-se Rachid. Puxa um pouquinho a mem�ria.

Dois anos?

Sim, mais ou menos. Aconteceu algo com minha filha?

Que saibamos n�o, senhora. Acalme-se. Interessa-nos seu genro.

� este, n�o?

Sim.

E ele, conhece-o?

N�o.

Tem o telefone de sua filha em Londres?

N�o tem telefone. Sempre nos chama de um orelh�o.

E n�o consta ent�o que seu genro possa ter voltado para Madri?

N�o. Meu marido e eu j� dissemos ao outro policial.

Perd�o, a quem se refere? Que policial?

Um que estava procurando uma garota desaparecida.

Veio na hora do almo�o.

Lembra o nome dele?

N�o. Acho que ele n�o disse.

Acho que � por aqui.

J� fomos por a�, Rachid.

Ent�o por este lado.

T� querendo levar porrada...

Tem certeza?

Fique aqui.

J� te disse que este homem n�o estava aqui.

Voc� continua trabalhando para Ontiveros, n�o?

Eu trabalho com muita gente, chefe.

� ruim trabalhar para tanta gente, Rachid.

Est� me entendendo?

Claro, campe�o.

Ontem � noite fui ver Lora e encontrei um companheiro.

Chama-se Santos Trinidad.

Est� em Pessoas Desaparecidas. Formamos no mesmo ano.

Eu juraria que � esse.

Falou com ele?

N�o. S� comentei com voc�.

Mas o que significa? O que tem que ver com os colombianos?

Esteve nos Grupos Especiais de Opera��es.

Ordem da Cruz de S�o Raimundo,

Grande Ordem do M�rito Policial categoria ouro...

E este homem o que faz em Pessoas Desaparecidas?

Esteve destinado em nossa embaixada na Col�mbia.

Ol�, querido. N�o, d� voc� o jantar. Chegarei tarde.

Passa ele pra mim.

Ol�, minha vida, como vai?

N�o, mam�e n�o pode. Ah, sim?

Quem bom, n�o?

Comporte-se bem. Um beijo, cora��o.

Que horas s�o na Col�mbia?

Uma Cuba Libre.

Mais b�nus!

Quer uns amendoins?

N�o. Pode cobrar.

Pr�mio! Mais b�nus!

"Rock and roll".

Seu grande filho da puta.

Vamos, vamos!

Recolham tudo. Vamos.

Deixamos?

N�o. Recolhe tudo e vamos embora daqui.

Tudo preparado para a inaugura��o oficial da c�pula do G-20

hoje no Pal�cio de Congressos da capital.

O ato ser� presidido pelos reis Dom Juan Carlos e Dona Sof�a.

Chegaram a Madri os �ltimos dirigentes...

Blasco?

Ol� Blasco, sou Leiva.

-Um pouco cedo. Desculpe. -Tudo bem.

Um caf� com leite.

H� quanto tempo est� com Santos?

Um ano e meio.

E como � que est�?

Bem, bem...

O que h� com o Santos?

No que andam agora?

Vigiando a C�pula.

Encontrei com ele e me disse que estavam procurando uma garota.

Bom, v�rias.

O que fizeram na segunda-feira?

Na segunda... vigil�ncia de rotina.

E Santos esteve com voc�, claro.

Claro.

Entre a uma e as duas da tarde?

Suponho que sim, sim.

Sup�e que sim? Vamos, rapaz. Estava ou n�o estava com voc�?

Por qu� n�o fala com ele diretamente?

Porque prefiro falar primeiro com voc�.

Tenho uma cita��o judicial para Santos. A coisa � s�ria.

Responda. Estava com voc� na segunda entre 1 e 2 da tarde?

N�o.

O seu celular est� desligado.

O que faz aqui?

Anda. Esperam-nos na delegacia de pol�cia.

Para que?

Dir� isso para a juiza.

Usa rev�lver, n�o?

Sim.

Aceitaria um teste de bal�stica volunt�rio?

Aonde vai tudo isso, Leiva?

Anda, apresse-se. Tome banho e ponha algo limpo.

Chac�n?

Sim, sou eu. Entre.

Sente-se, por favor.

Posso saber por que me citou?

S�o s� umas perguntas, mas se achar necess�rio chame um advogado...

N�o acredito que precise, n�o?

Voc� est� bem?

Sim.

Voc� teve um in�cio brilhante. Primeiro de sua turma.

V�rias distin��es... O que aconteceu depois?

Por que abandonou os Grupos Especiais de Opera��es?

Tinha chegado o momento.

Nos �ltimos anos teve v�rios dias de folga e aten��o psiqui�trica.

Psicol�gica.

Ainda est� tratando?

N�o.

Vejo tamb�m que teve alguns problemas com o �lcool.

No domingo passado, 7 de mar�o, esteve bebendo?

N�o...

O que fez?

Fiquei em casa.

Algu�m pode confirmar?

Vivo sozinho.

Voc� foi anteontem � "Sala Machuca".

-Sim. -Para que?

Procurava uma garota desaparecida.

No curso de uma investiga��o de meu departamento. J� disse ao Leiva.

Conhece este homem?

N�o.

E a este, conhece?

A esse, sim.

Visitou ontem os pais de sua esposa?

Sim. No curso da investiga��o.

� este. A foto estava entre as coisas da garota.

Segundo uma amiga, estava com ele.

Eu conhe�o este. Chama-se Rachid e � nosso informante.

De fato fui � "Sala Machuca" para v�-lo.

E o que ele te disse?

Nada. N�o o encontrei.

Em 1997 voc� matou uma pessoa.

Durante servi�o. Deram-me uma medalha.

E em 2003, causou feridas graves a um companheiro.

Ent�o, estavam na Embaixada Espanhola na Col�mbia.

Pode me explicar o que aconteceu l�?

Devo contar l�.

Responda a pergunta, por favor.

Durante uma opera��o, a minha arma travou.

Ao mont�-la novamente, disparou.

Seu companheiro ficou parapl�gico.

Morreu. Faz dois anos.

Alguma das investiga��es de seu atual departamento...

est�o relacionadas com Pedro Vargas ou Augusto Lora?

N�o. Que eu saiba n�o. Quem s�o esses?

Voc� conhece Hugo Anglada?

Talvez o conhe�a por seu verdadeiro nome, Andr�s David Hurtado.

N�o. N�o o conhe�o.

Voc� disse que a arma disparou no curso de uma opera��o.

Que tipo de opera��o exatamente?

Trabalhos de vigil�ncia.

E � normal ter que usar a arma em trabalhos de vigil�ncia?

N�o � permitido falar das opera��es que participamos.

Segundo a pol�cia colombiana, em 2003,

no mesmo dia em que voc� diz que disparou

a arma acidentalmente,

houve um tiroteio em El Vallaito, um bairro nos sub�rbios de Cali.

No tiroteio, morreram 2 importantes membros de um cartel da droga.

A princ�pio, a pol�cia pensava que os fatos estavam relacionados

de alguma maneira.

Suspeitava que seu companheiro, Luis Mar�a S�nchez N�jera,

tinha algum tipo de rela��o com os membros desse cartel.

Luis era um bom policial.

Tudo o que posso te dizer est� no relat�rio oficial da embaixada.

A minha arma disparou.

Voc� esteve na manh� da segunda, 8 de mar�o, no Hotel Chamart�n?

N�o.

Nessa data, esta pessoa entra no hotel,

registra o quarto do Sr. Hurtado,

desce logo ao estacionamento e registra seu carro.

Algu�m acredita reconhecer voc� nesta foto.

Esse n�o sou eu.

N�o � voc�?

N�o.

Vejo que disparou recentemente sua arma.

Eu gosto de praticar.

Pode levar a arma.

N�o entendo como este cara pode estar ainda na pol�cia.

Vai imput�-lo?

N�o, agora, n�o. Com um relat�rio negativo de bal�stica, n�o posso.

Tem um daqueles comprimidos?

Aqueles que os elefantes tomam, quando teem dor de cabe�a.

Sinto muito, Santos.

Relaxe, rapaz. Eu teria feito o mesmo.

Santos, onde vai?

Em nenhum lugar!

Sa�da com destino a Los Alc�zares, terminal 27...

N�O HAVER� PAZ PARA OS MALVADOS

tradu��o: drcaio

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