All language subtitles for Commandos Strike at Dawn (John Farrow, 1942).portuguese-brazil

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Original subtitles

OS COMANDOS ATACAM DE MADRUGADA

Dedicado aos oficiais e homens...

das For�as Armadas do Canad�, Gr�-Bretanha...

e da lutadora Noruega, que participaram...

da realiza��o deste filme.

Durante muito tempo, o Reino da Noruega tinha sido um dom�nio de paz.

Contentes com os seus padr�es de honestidade e ind�stria,

eram um povo que n�o temia nem invejava ningu�m.

Assim era no ver�o de 1939...

Bom dia, Johan.

- Bom dia. - Bom dia, Erik.

- Bom dia, Gunnar. - Bom dia, Erik.

Que tal foi a pesca a noite passada?

Encontramos o cardume onde voce disse.

Naquele lugar mesmo.

Amanh� ter�o mais sorte.

A temperatura da �gua subiu dois graus.

- E a sua sorte, Erik? - A minha sorte?

N�o preciso de sorte no meu trabalho.

N�o estava falando de trabalho. Nem o seu trabalho � igual ao meu...

...nem eu sou homem de conversas, mas h� muitas pela aldeia.

O eremita j� n�o � eremita.

V�o secar as redes.

Erik, haviam salm�es marcados nas redes, tr�s.

Bem, � verdade, as minhas etiquetas.

S�o os primeiros a aparecer.

Marquei-os em Junho de 1935. Voltaram para casa.

Quatro anos depois, no tempo certo.

Obrigado por os trazerem.

Tenho que anotar isto.

Voce est� muito ocupado para ir ao meu casamento esta noite?

- Estarei l�. - Anna pediu-me que te lembrasse,

- ela convidou o almirante ingl�s. - E a filha?

Sim, a filha tamb�m.

V�o secar as redes.

N�o olhe ainda.

- Agora pode virar-se. - O seu bolo de casamento.

Que lindo! Obrigada.

- Fa�a um desejo. - Sim.

Fez o desejo?

Fiz.

- Esse bolo � maravilhoso. - Todos os bolos de casamento s�o.

Este � o mais bonito de todos, eu sei.

Guarde uma boa fatia para seu pai.

- Sim. Isto � para voce, Alfred. - Obrigado, Anna.

- Mas lembre-se do convidado. - Sim, o almirante ingl�s.

Vou servi-lo j�.

Obrigado.

- Aos nossos amigos ingleses. - Obrigado.

- Muito obrigada. - Boa sorte para voce, para sempre.

Obrigada.

A primeira dan�a com o seu marido. Com licen�a.

Este bolo � mesmo muito bom.

Parecemos comemorar todos os eventos na Noruega com um banquete.

Um costume agrad�vel, na minha opini�o.

Judith gosta muito de comida.

Os poetas dizem que as mulheres est�o envolvidas...

...em amor e sonhos de pr�ncipes melanc�licos...

...mas minha irm� prefere rosbife, de longe.

- O mano n�o tem ilus�es quanto a mim. - Os irm�os s�o todos iguais.

- Quer dan�ar? - Vou fazer o poss�vel.

Gosto de casamentos. Gosto de tudo o que descobri na Noruega.

A Noruega retribui o elogio, Miss Bowen.

Feliz?

Sim, mas � melhor voltar e acabar de partir o bolo.

Est� bem.

Te digo a verdade, Anna. Fico feliz por voce ter casado com meu filho.

N�o podia ter escolhido melhor mo�a.

Duas ou tr�s notas �teis:

De manh�, n�o fale com ele at� ele falar contigo.

De manh�, um homem � um animal que devia estar num zoo.

- O Gunnar n�o? - Gunnar!

Segunda nota: N�o se deixe engordar.

A gordura j� estragou mais casamentos...

do que atrizes e vi�vas bonitas.

A m�e j� te ensinou a n�o falar comigo at� eu falar contigo de manh�?

- Gunnar! - Como � que sabia?

Mam�e j� casou meus cinco irm�os.

Quando o Alfred casar, ela vai ouvir o mesmo.

Dance. As suas instru��es vir�o mais tarde...

...e n�o ser� de mim. V�, dancem.

Nunca vi tantas mo�as lindas na vida.

Estou pensando seriamente em viver na Noruega durante cinco ou seis anos.

Voce est� t�o s�rio, como se tentasse resolver um problema mundial.

Estou s�rio em rela��o a um problema. N�o � um problema mundial.

Se sente alguma coisa, seria muito mais f�cil...

...se desabafasse com algu�m.

Os meus amigos dizem que tenho um jeito simp�tico e sincero.

Dan�amos. Bebemos. Rid�culo.

- Outra bebida, almirante? - N�o deveria...

- S� uma. - Obrigado.

- � Inglaterra. - � Noruega.

Apesar de ter certas cr�ticas ao governo ingl�s, entenda.

Eu entendo. Imagino que n�o esteja sozinho nessa quest�o.

Dan�amos. Bebemos. Rezamos. � rid�culo.

Boa noite, almirante. Meu marido est� importunando-o com pol�tica?

- Sim, Mrs. Bergesen. - Num casamento?

Sim, num casamento, na igreja, ao jantar, na escola,

em f�bricas, at� na cama falo de pol�tica.

Ria-se. Depois rio-me eu, s� que n�o vou querer rir.

� um patriota. Viajou pelos oceanos de Deus. Est� habituado a tempestades.

Com essa barba parece t�o s�bio quanto Mois�s. O que me diz?

Vai haver arenques, com alem�es ou sem alem�es.

� toda a filosofia que vai ouvir dele. Ele � dono de uma frota de barcos.

Tenho de beber. Tenho mesmo de beber.

Diga-me, a Inglaterra tamb�m est� assim dormindo?

- Talvez dormite um pouco. - Johan, porqu� falar?

Sim, s� me faz mal ao est�mago. E � um casamento.

- Vamos dan�ar. - Sim. Venha.

Desculpe. Desculpe. Mrs. Bergesen?

Quando Bergesen era um jovem, n�s dissemos que aquilo passaria.

Est�vamos enganados. Ainda assim, ele n�o faz mal.

Ao meu filho, e que ele tenha tamb�m sete filhos.

Espero que sim, senhor.

- Tudo bem, Mr. Korstad? - Lamento n�o ter mais sete filhos...

...para casar no seu hotel, Mr. Arnesen.

Muito obrigado.

Tome, cheire.

Uma bela combina��o de frutas e �lcool.

N�o esperem a noite toda, meninas. Vejam se todos t�m o que querem.

Quando penso em casamentos, penso no cheiro.

Voce parece infeliz. Algu�m entornou alguma coisa?

Aquele Bergesen! S� conversa. Devia ser ilegal!

Voce quer sempre parar alguma coisa atrav�s da lei.

N�o come vegetais suficientes.

Uma mulher n�o devia zombar das convic��es pol�ticas do marido.

Vai p�r isto na tigela. N�o te faz mal nenhum...

...metere l� o nariz uma ou duas vezes.

Hilma, temos que ter uma conversa s�ria.

Para o ano, Lars. Agora, vai-te embora.

Uma ta�a de ponche vazia � contra a natureza...

Vou lembrar-me sempre disto.

�rvores altas, �guas profundas, �guas calmas.

Estrelas como gelo. Aquelas pessoas bondosas l� dentro.

Que lugar agrad�vel para se fazer um casamento.

Sim, agrad�vel.

- Foi aqui que se casou? - Sim, h� sete anos.

Minha mulher morreu quando a Solveig nasceu.

Sim, eu sei.

Hans! N�o, Hans. Eu disse que n�o!

O "n�o" aqui n�o � muito diferente dos outros lugares.

Primavera. A neve derrete nas colinas. Os brotos nascem nas �rvores.

O salm�o volta para casa e as mo�as dizem: "Eu disse que n�o."

O que foi?

A minha Solveig est� ali dormindo com os filhos dos outros convidados.

Quando eu era pequena e os adultos faziam uma festa...

...costumava ficar no topo das escadas olhando a noite toda.

- Talvez ela ainda esteja acordada. - Vamos l� ver?

- Pai. - Dormiu bem, Solveig?

Muito bem. Mas perdi um bot�o da minha camisa de noite.

Isso � grave. Eu arranjo isso.

- Pai, a festa foi boa? - Sim, muito boa.

- Houve dan�as? - Sim.

Quantas dan�as?

- Seis? - Seis.

Voce dan�ou seis vezes?

- Sim. - Dan�ou.

Consigo?

Est� bem.

- Boa noite. - Boa noite.

Este ar faz bem, depois de tanto ponche.

Est� na hora de nos recolhermos. Amanh� nos levantamos cedo.

- Judith levou uma hora se vestindo - N�o � muito para uma mulher...

Ela costuma demorar oito minutos.

- Toresen � agrad�vel, n�o �? - Muito.

Acha que aquilo vai dar em alguma coisa?

N�o. � melhor ir dar Boa Noite �s 5 mo�as com quem voce dan�ou.

Sete.

Observo o vento, o tempo,

a chegada e a partida de v�rios tipos de peixes.

Digo todos os dias para Oslo se h� aqui nevoeiro ou neve...

...que o bar�metro est� descendo.

� tudo?

Bem, falo comigo mesmo.

Parece-me uma divers�o boa e cara.

Discuto com os Bergesen sobre a Liga das Na��es...

...esquio no inverno, ensino minha filha a cozinhar e Geografia.

J� "est�" na �frica e nos ovos mexidos...

At� voc� aparecer...

...pensava que tinha passado uma vida ocupada e repleta.

Eu ter aparecido mudou alguma coisa?

Tudo, Judith. Quero dizer, Miss Bowen.

Como �, Judith ou Miss Bowen?

N�o sou muito dado a palavras bonitas, palavras vazias.

Nunca me sinto sozinho com as �rvores...

...as montanhas. S�o permanentes.

Porque disse isso?

Desculpe se falei demais.

N�o falou. Queria que dissesse isso.

Mas vai-se embora...

...e a Inglaterra � do outro lado do Mar do Norte.

Isso � muito longe?

Demasiado longe.

- Eu posso voltar. - Quando?

Na pr�xima primavera, no pr�ximo ver�o. Qualquer dia.

Qualquer dia...

Acho que � melhor ir. Est� se fazendo tarde.

Sim. Est� ficando tarde.

- Boa noite. - Boa noite.

Querido Erik: H� algum tempo

que tento te escrever,

mas eu...

O embaixador brit�nico em Berlim entregou...

uma mensagem final ao governo alem�o...

dizendo que se n�o soubermos que est�o se retirando imediatamente...

as tropas da Polonia, existe um estado de guerra entre n�s.

GUERRA!

VARS�VIA EM CHAMAS

ALEMANHA GARANTE A NEUTRALIDADE DA B�LGICA

HITLER PROMETE PAZ � HOLANDA

DINAMARCA OCUPADA

NEUTRALIDADE DA NORUEGA ASSEGURADA-AFIRMA O FUEHRER

NORUEGA INVADIDA!

Povo da Noruega, n�o fiquem alarmados devido �s tropas alem�es.

As negocia��es est�o sendo conduzidas com as autoridades locais.

A resist�ncia ou dist�rbios ir�o apenas prejudicar as negocia��es.

Fiquem sabendo que a nossa neutralidade ser� respeitada...

...e lembre-se de que n�o dever� haver resist�ncia.

Este � o Minist�rio da Guerra noruegu�s,

falando em nome do seu Rei e do Governo.

- Bom dia. - Bom dia.

V�o, crian�as.

V�o, crian�as.

N�o dever� haver mais resist�ncia.

Foi nos ordenado para n�o resistirmos mais.

N�o resistimos?

1933: N�o resistimos. 1936: N�o resistimos.

1939: N�o resistimos.

Agora, em 1940, os alem�es est�o marchando sobre a Noruega...

...e continuamos a ouvir "n�o resistam".

- S�o essas as minhas ordens. - N�o podemos fazer isto.

Os alem�es v�m a�, temos que fazer algo.

Erik, amigo, voce � um homem sensato. � um homem culto.

Diga-lhe.

- O capit�o tem ordens. - Foram dadas pelo r�dio.

Foram dadas pelo r�dio.

No final das contas, � com ele. Ele � oficial.

Ele sabe mais sobre a forma como uma guerra deve ser conduzida.

Para n�s, civis, n�o � bem o nosso ramo.

Ent�o, n�s, os civis, teremos que torn�-la o nosso ramo.

Povo da Noruega, sauda��es.

O povo alem�o aperta a m�o de seus irm�os n�rdicos.

Estamos afastando os invasores ingleses da costa e garantimos...

...que nunca mais nenhum p� ingl�s ir� pisar solo noruegu�s.

Estamos criando uma nova ordem mundial e haver� lugar...

...para os nossos amigos e irm�os, os noruegueses.

Tudo ser� como antigamente, exceto que...

n�o ter�o mais de viver com medo do "polvo ingl�s".

O Fuhrer envia as suas sauda��es aos seus irm�os noruegueses...

...e congratula-os por sua n�o-resistencia.

Tudo continuar� a ser como antigamente.

As suas ind�strias est�o em boas m�os. A sua cultura est� protegida.

Claro que ir� haver um toque de recolher obrigat�rio �s 6.30 h todas as noites.

E qualquer noruegu�s encontrado na rua depois disso ser� alvejado.

Nenhum barco dever� sair do porto sob pena de morte.

Qualquer ato de desobedi�ncia contra o uniforme alem�o � pun�vel...

...pela morte � minha discri��o.

- General, o concerto. - Sim.

Haver� um concerto da banda do regimento aqui...

...�s 14:30 h todos os domingos. � tudo.

Soube-se que um dos cavalheiros...

...tem algumas opini�es interessantes sobre a nossa chegada.

Qual de voc�s � Bergesen?

� o meu nome.

Foi considerado necess�rio ser detido para interrogat�rio.

- Mas por qu�? - Venha comigo, j�.

Capit�o...

...o que significa "interrogat�rio", ao certo?

E qual � o seu nome?

- Toresen. - Erik, isto � comigo.

- Cuide da Hilda. - Quero ir com voce.

Por favor, querida.

O seu irm�o noruegu�s est� pronto para ser levado...

para a Nova Ordem Mundial.

N�o gosto deles.

Pai, n�o gosto daqueles homens. N�o gosto deles.

Estou escrevendo um romance.

Ficaria desiludido se n�o o queimassem.

Todos os aparelhos de r�dio ser�o imediatamente confiscados.

Qualquer pessoa na posse de um, ser� punida com a morte.

Foi depressa demais, coronel. A �ltima palavra...

Porque n�o ouve, Beckhardt? A �ltima palavra � morte.

Porque leva os nossos cobertores?

Tamb�m faz frio na Alemanha, avozinha.

- Seis. - Bergesen. Seis cobertores.

Roubam cobertores, tachos, frigideiras, comida, tudo.

Raptam nossos maridos. Uma grande na��o?

Conquistadores, ladr�es, � isso que s�o.

Deviam lidar com eles no tribunal.

Finalmente, Mrs. Bergesen...

...o tribunal ser� organizado e o tr�nsito ser� enorme.

Pai, parece cansado. Tem dores de cabe�a?

N�o.

Est� com 2 cores de cabelo diferentes.

Parece que sim.

- Est� ficando louro, n�o �? - N�o, linda, n�o est� ficando louro.

A palavra � "grisalho".

- Grisalho � t�o bom como louro? - N�o, receio bem que n�o.

O meu cabelo est� ficando grisalho?

Que eu veja, n�o.

- Porque o teu cabelo fica grisalho? - � uma longa hist�ria, Solveig.

- Portou-se bem na escola hoje? - Muito bem.

Aprendi sobre os alem�es, e os noruegueses...

...e os poloneses, e os judeus, e os ingleses.

Os russos vivem ali. Os franceses vivem ali.

N�s vivemos aqui.

Em primeiro est�o os alem�es. S�o melhores do que os outros todos.

E depois estamos n�s, os noruegueses, somos n�s.

Somos quase t�o bons quanto os alem�es.

E depois v�m os franceses. N�o s�o t�o bons.

E depois v�m os poloneses, s�o muito, muito maus...

...e ningu�m fala com eles.

E depois v�m os judeus e... O que � um judeu?

Foi isso que aprendeu hoje na escola, Solveig?

Sim. Foi um oficial alem�o quem nos ensinou hoje.

Geografia moderna.

Ou�a, querida, n�o deve acreditar nisso. � mentira.

Somos todos seres humanos, s� isso.

E h� os seres humanos bons e os seres humanos maus.

E os seres humanos podem tornar-se melhores...

...ou tornar-se piores.

Somos todos filhos de Deus, n�o importa o que te ensinem na escola.

Lembre-se do que eu disse, sim?

Sim, pai.

E agora, Solveig, espere aqui.

Tenho de ir falar com o seu professor.

N�o h� nada que eu possa fazer. Suponho que pudesse ser um her�i,

recusar-me a ensinar-lhes mais coisas. Demitir-me.

Mas depois as crian�as ficariam � merc� deles. N�o sei.

Se houvesse uma maneira de eu conseguir sair daqui.

Se houvesse alguma maneira de eu lutar.

H� noruegueses na Inglaterra. Eles d�o-lhes armas.

Treinam-nos, n�o � muito longe.

Os barcos chegam l�.

Alguns chegam, outros n�o.

Todos os homens dos 17 aos 25 anos, exceto alguns pescadores,

est�o limitados a trabalhar nas minas de Narvik.

Aqui � a pra�a.

Mexam-se. Depressa.

Johan.

Sou o Erik.

Erik.

Consegui. Consegui sobreviver.

Voltei.

Anda, Johan.

Johan.

Bergesen...

...sou eu. Erik Toresen.

Eu te levo para casa.

Vamos...

Johan.

Estou em casa, Mrs. Bergesen.

� uma bela sala, n�o �, Erik?

Sim. � uma linda sala.

Fui eu que a fiz.

Consegui sobreviver.

Voltei.

Sabia que eles eram maus, mas n�o fazia ideia do quanto.

Ningu�m...

...nenhum ser humano civilizado pode saber o quanto eles s�o maus.

Agora tenho que ir.

H� coisas que precisam ser feitas.

Bem-vindo a casa, Johan Bergesen.

N�o suporta olhar para mim?

Gra�as a Deus que nunca fui um homem bonito.

Durante muitos anos, cometemos um erro grave.

Acreditamos que viv�amos num mundo civilizado.

Hoje descobrimos que h� anos vivemos numa selva.

As regras foram postas em pr�tica e tentamos viver de acordo com elas.

Agora descobrimos que s� h� uma regra:

Matar...

...ou ser morto.

Estou pronto para obedecer a essa regra.

Vim perguntar a voces como podemos mudar nesta selva...

...de noruegueses assassinados...

...para noruegueses assassinos.

Erik Toresen, alguma vez j� bateu num homem em sua vida inteira?

Quando tinha 17 anos, dei um murro no Olaf Johnson.

Estava beijando uma garota por quem eu achava que estava apaixonado.

Meia hora depois, descobri que todos os rapazes da cidade...

...tamb�m tinham beijado a tal garota. Pedi desculpas ao Olaf.

Desde esse momento que levo uma vida pacata.

Os alem�es n�o t�m levado vidas pacatas.

Temos que aprender com eles...

...como nos tornarmos criminosos, bandidos...

...�teis com facas...

...dinamite, veneno.

N�o! Gunnar, n�o o escute.

Nenhum de n�s deve ouvi-lo. N�o podemos fazer nada.

S� podemos esperar. Deixar os ingleses vencer a guerra.

Deixar os americanos vencer, ou os russos.

Tudo o que podemos fazer � morrer.

Eu sei como se sente, Anna.

Sei como todas as mulheres devem sentir-se numa hora dessas...

...mas ningu�m vai vencer a guerra por outras pessoas.

Isso � muito bonito, mas n�o vai trazer o Alfred de volta.

- Anna... - Eles mataram o seu irm�o.

Agora tamb�m querem que voce morra. N�o os ou�a, por favor.

Ningu�m vai receber a vit�ria de presente, Anna.

S� temos o que merecemos...

...e eu proponho que mere�amos muito.

Se algu�m aqui quiser ser dispensado...

...por favor, pode ir agora.

O resto n�o ir� dizer nada. S� pedimos isso,

que n�o digam nada.

Ainda bem.

Agora come�amos a livrar-nos desta selva.

N�o haver� missa este domingo, ou outro domingo por muito tempo.

Sob o nosso presente governo, n�o � poss�vel servir a Cristo.

A Igreja n�o pretende servir a um governo assim.

Os pastores preferem fechar as igrejas...

...a trair a religi�o que servem.

Vou continuar a sacramentar os doentes. Deus esteja convosco.

Apresentar armas!

Calados.

Sil�ncio!

"E todas as crian�as aprender�o sobre o Senhor...

...e grande ser� a paz das suas crian�as.

Na Justi�a, dever�s fundar-te..."

Estamos a caminho de Narvik. O mapa diz que h� uma bifurca��o na estrada.

Sim, h�.

Avance 90 metros e depois vire � esquerda.

� esquerda.

Uma curva estreita � esquerda, n�o � direita. Existe ali um precip�cio.

Teremos cuidado. As suas estradas s�o t�o ruins como o seu tempo...

"Deus Todo-Poderoso, o consolo do sofredor...

...e a for�a do fraco...

...que as suas preces em tempos de desespero ou perigo Te rogam...

...apare�am graciosamente perante Ti para receberem ajuda e consolo...

...atrav�s de Jesus Cristo, Teu filho, Nosso Senhor. Amem."

Carregar!

Preparar!

Apontar!

Fogo!

Aquelas f�rias nas montanhas de Hartz.

Aquilo � lindo na primavera.

Eu e a minha mulher tiramos fotos coloridas das flores no ano passado.

Primavera nas montanhas. D� vontade de chorar.

- Isso � muito tocante, senhor. - Muito tocante.

� tudo, senhor?

� um bom oficial. Executou aquele homem sem hesitar.

Isso vai ensin�-los a n�o desobedecer as ordens do Terceiro Reich.

Vou contar-lhe um segredo. Vou recomend�-lo para uma promo��o.

- � muito am�vel da sua parte, senhor. - N�o tem de qu�.

- Boa noite. - Boa noite, senhor.

- Soldado. - Sim, senhor?

- Arranje-me fogo. - Sim, senhor.

Capit�o! Capit�o! O Coronel foi esfaqueado!

E depois o pr�ncipe disse: " Rapunzel, Rapunzel, baixe as tran�as."

E a princesa soltou o seu cabelo loiro,

p�-lo fora da janela, desceu-o pelo lado de fora da torre...

...e...

E depois o que aconteceu?

Pelo lado de fora da torre...

...e o pr�ncipe agarrou-o e subiu para a salvar.

Depois casaram-se e viveram felizes para sempre.

- Erik. - Mrs. Olav.

Entre.

Viemos at� aqui. As suas terras ficam escondidas nas montanhas.

Se eles vierem, tem mais chances de conseguir escond�-la.

Escondi a vaca e tenho mais leite do que aquele que preciso.

E � bom leite.

- J� � muito tarde. - Eu tamb�m acho.

- Boa noite. - Boa noite.

- Durma bem. - Vou dormir.

Pelo caminho, papai contou-me uma hist�ria muito bonita...

...sobre uma princesa que viveu feliz para sempre.

As princesas s�o as �nicas que vivem felizes para sempre?

Todos fomos feitos para sermos felizes, Solveig.

Boa noite.

Boa noite.

Vamos, filha.

Obrigada pela noite, obrigada pelo dia,

junto as m�os, querido Jesus e rezo...

...mantenho os meus l�bios puros e as minhas m�os a praticar o bem.

E querido Deus, aben�oa meu pai, os meus amigos e toda a gente.

Mas tire as pessoas m�s da nossa aldeia. Am�m.

Erik.

Erik.

- Est� na hora de ir para a cama. - N�o posso ficar aqui. Tenho que ir.

- Mal se aguenta de p�, est� cansado. - Podem seguir-me.

Sento-me junto � janela, vigiando. S� h� uma estrada. Est� seguro.

Mrs. Olav, � a senhora que precisa descansar.

Uma mulher idosa dorme muito pouco. V� dormir, filho.

"Filho."

J� n�o me chamavam assim h� muito tempo.

O coronel foi assassinado.

Sim.

Foi voce?

Tem um assassino na sua casa esta noite, Mrs. Olav.

Deus te aben�oe, filho. Durma bem.

Erik, levante-se. Eles v�m a�.

Os alem�es?

V� buscar a crian�a.

Por aqui.

Vou esconder as roupas dela.

- Solveig, querida, segure-se bem. - Sim, pai.

Tentem o quarto.

- Demorou muito tempo a atender. - Desculpe. Estava no quarto.

Mesmo assim, foi muito tempo.

Venha c�.

- O seu nome � Olav? - Sim.

Erik Toresen � procurado por homic�dio. Viu-o?

N�o.

Olhe para mim. Sabe qual � a pena para quem esconde homicidas?

Sim.

- Ainda bem. - N�o h� ningu�m no quarto.

Vamos ver l� fora.

Vejam naquela cabana.

N�o v� embora, Mrs. Olav. Tenho algo para lhe dizer.

Ontem � noite, foram capturados cinco ref�ns na cidade.

Se ele n�o for encontrado dentro de dois dias, eles ser�o fuzilados.

S� mais um pouco, Solveig.

Andamos nisso h� dez horas. Onde ele arranja tanta energia?

- Ele come melhor do que n�s. - E bebe melhor.

Tem toda a cerveja que quer, quando quer.

Fico com sede s� de pensar nisso.

- Ent�o? - Se n�o temos cerveja, bebemos �gua.

N�o bebo �gua do po�o desde que sa� da fazenda do meu tio.

Vamos embora.

N�o parece ter ficado impressionada com os ref�ns.

Isso n�o me diz respeito.

Um deles � o seu neto Pedar.

Mas...

...ele � apenas um rapaz, tem 17 anos.

� poss�vel matar um rapaz...

Agarre-se.

Foram-se embora. Podem subir.

Vamos. Vamos, Solveig. Isso mesmo.

Ainda bem que aquele soldado ainda est� com sede.

Solveig, querida, ou�a.

Vou estar ausente algum tempo...

...e voce tem que fazer aquilo que Mrs. Olav disser.

- Entende? - Sim.

- E n�o chore. - Eu nunca choro. Sabe disso.

Eu sei.

Volto em breve, querida.

Boa sorte.

Acho que vi algo se mexendo aqui.

N�o h� nada aqui.

Quem me dera estar em casa.

As coisas v�o piorar antes de come�ar a melhorar.

O capit�o disse que dentro de semanas estar�o aqui centenas de avi�es.

O General von Breugel vem para c� amanh�.

Voce � o homem mais nervoso de todo o ex�rcito alem�o...

Acha que h� um noruegu�s atr�s de cada arbusto?

Erik Toresen. Deixe-me entrar.

- Garmo. - J� passa da hora do recolher.

Posso sentar-me?

O que quer?

Garmo, ouvi dizer que voce tem um barco escondido.

Quero que tire o barco e que me ajude a chegar a Inglaterra.

- Onde esteve na �ltima semana? - Escondido na floresta.

Descobri que est�o construindo um aeroporto secreto...

Dentro de duas semanas ter�o l� centenas de avi�es e um general.

Est�o planejando um ataque.

Outros homens desapareceram e ca�ram nas m�os dos alem�es.

E quando eles voltaram, aconteceram coisas ruins aos amigos.

Eu n�o cai nas m�os dos alem�es.

Foram mortos cinco homens pelo assass�nato do Coronel Von Dorn:

Nils Skar, Karl Strom, Vidkun Koni, Pedar Olav...

Pedar Olav?

- Onde vai? - Entregar-me.

N�o vai servir de nada. N�o ir� ressuscitar os homens.

N�o, mas talvez amanh� sejam 50.

E no dia seguinte, a aldeia inteira.

Bergesen tinha raz�o.

Ningu�m, nenhum ser humano civilizado,

pode saber quanto eles s�o maus.

Erik.

Tenho um barco e te levo para Inglaterra, se Deus quiser.

Se Deus quiser.

Recebi a sua mensagem, Garmo.

Mrs. Garmo vai telefonar � meia-noite e te leva at� onde estarei.

Vou estar preparado.

Chamo voce � meia-noite.

Onde est� o barco?

- Depois voce vai ver. - Sim.

Garmo.

- Quem mais vai? - Vai ver � meia-noite.

L� estarei.

Quero falar com o capit�o.

Entre.

Ent�o?

Vai partir um barco para Inglaterra com seis homens a bordo, talvez mais.

E provavelmente o homem que procura, o Toresen.

Onde est� o barco?

N�o sei.

- Sabe quem s�o os homens? - N�o.

Mas o Garmo vai me levar at� l�.

S� tem que nos seguir.

N�o vale a pena. Veriam qualquer um a 45 metros.

Se apanh�ssemos um, o resto fugiria.

Temos de ser espertos.

- N�o ouviu nada, n�o �? - N�o.

N�o. � um tipo especial de assobio.

Para os c�es.

Os ouvidos humanos n�o o ouvem,

mas os ouvidos dos c�es ouvem o som.

Os detectores tamb�m. Os detectores de som.

E o local exato de onde vem. �ngulo. Rumo.

Mr. Arnesen, esta noite, quando soprar o assobio,

asseguro-lhe que o som ser� ouvido.

N�o tenho mais ordens, depois mando cham�-lo.

Pode ir.

J� volto.

Garmo.

- Correu tudo bem? - Sim.

Vou montar guarda aqui. Chame quando quiser que eu entre.

Hilma Arnesen, o que faz aqui?

Eu o segui.

Sabe que � perigoso.

Para mim n�o.

Para voce.

- O que quer dizer? - Ele os avisou.

Quem?

Lars, o meu marido.

Ele n�o � um bom homem.

Eles n�o o seguiram.

Ningu�m sabe que estamos aqui. Exceto voc�.

V�o esperar at� entrarem todos no barco.

Ele tem um assobio. Um assobio para c�es.

Voc�s n�o conseguem ouvi-lo, mas os instrumentos deles conseguem.

Quando estiverem num lugar espec�fico, apite e avise-os.

Os barcos aparecem e nunca saber�o o que aconteceu.

Hilma, sabe o que ter� que ser feito com o seu marido, n�o?

Eu sei.

Quem me dera n�o ter pena...

...mas � imposs�vel quando vivemos

com um homem que amamos tanto tempo.

Dois filhos.

Isso � para mim.

Um sinal.

Tenho que ir.

Tem certeza?

Tem certeza absoluta?

Sim.

Tenho certeza.

- Est� havendo alguma coisa? - N�o.

Vamos.

Captaram alguma coisa nos detectores de som?

N�o, senhor.

- Parem de mexer essa luz! - Parem de mexer essa luz!

J� deviam ter chegado.

Nada?

Os remos do barco.

Quero ouvir.

N�o se mexa, Arnesen, ou te estrangulo.

- Erik, est� louco? - Rema.

Muito bem. Johan, Siegard, remem.

Alguma coisa deve ter corrido mal.

Posso sugerir que envie o barco na mesma, senhor?

Sim.

- Sim. Acendam as luzes. - Sim, senhor.

N�o, esperem! Esperem!

Senhor.

- Vamos esperar mais um pouco. - Sim, senhor.

- Acendam as luzes. - Sim, senhor. Acendam as luzes.

Holofotes!

Estamos fora do alcance. N�o nos ver�o.

Muito bem, Arnesen, agora pode contar-lhes a sua hist�ria.

- N�o sei do que est� falando. - Conte-lhes a sua hist�ria.

Lembre-se, estou no mesmo barco que voce.

Se te acontecer alguma coisa, acontece a mim tamb�m.

Quero tanto ir para Inglaterra quanto voc�s.

Tenho tanto a perder quanto qualquer um de voc�s.

- N�o sei do que ele est� falando. - Erik.

Olhe para isto.

Um apito.

Nem sequer funciona. Vou mostrar a voces.

Sim.

Se nos mostrar, morremos todos.

Menos voce, Arnesen.

O que te levou a fazer isso?

Aqui n�o � lugar para discuss�es. Estamos todos nervosos.

Por que fez isso?

Os alem�es v�o vencer. E gostam de n�s.

Gostam dos noruegueses, s� temos que lhes dar uma oportunidade.

T�m que ser razo�veis. Vivemos numa era razo�vel.

- Porque fez isso? - Eles t�m algo novo que funciona.

Estudei o problema com muito cuidado.

Para qu� lutar? Eles t�m as armas.

Amarrem-no.

Por favor, Garmo.

Garmo, me conhece desde que nasci.

Bergesen, voce � meu cunhado.

Erik. Erik, lembre-se. Casou-se em minha casa.

Sim. E voce esqueceu disso.

Por favor, por favor lembre-se.

Por favor, lembre-se.

- Por favor, n�o consegue...? - Remar.

Socorro!

Por favor!

� ingl�s.

- O que quer fazer na Inglaterra? - Combater.

Combater.

- E voce? - Combater.

- E voce? - Combater.

- E voce? - Combater. Devo inform�-lo...

Primeiro, temos que saber se a hist�ria de voces � verdadeira.

Os oficiais noruegueses exilados ser�o informados da chegada de voces.

Isso demora tempo. Informem o Almirante Bowen que quero v�-lo.

� muito importante.

O seu pedido n�o obedece ao regulamento.

Contudo, vou fazer o melhor que posso.

Os restantes v�o esperar pelos oficiais noruegueses.

E voc�, senhor, vai acompanhar-me at� Londres.

- Um cigarro? - Obrigado.

O aeroporto � aqui.

A estrada at� l� deve estar bastante vigiada.

� imposs�vel para algu�m que conhe�a o local...

...vir at� aqui, subir a corrente...

...e chegar ao aeroporto, sem ser visto.

Tudo o que nos disse � interessante, se for verdade.

- S� posso dar a minha palavra. - E eu posso assegur�-la.

- Assumimos a responsabilidade total? - Sim.

Harper � decente, mas por ser do Servi�o Secreto, faz-nos desconfiar.

Um aeroporto l� s� pode significar uma coisa:

Os nossos trens para a R�ssia ser�o vistos do ar.

Est� disposto a guiar os nossos comandos at� esse aeroporto?

Ficaria grato at� ao fim dos meus dias.

- Toresen, espere l� fora. - Sim, senhor.

Leve isto para as Opera��es.

Erik.

- N�o � poss�vel. - Sim. Sim.

Erik Toresen.

- N�o acredito. - Sim, sou eu.

- Uma mensagem para voce. - O qu�?

Uma mensagem para voce...

Leve-a para as Opera��es.

Droga, acho que vou chorar...

De farda. � terr�vel, n�o �?

Escrevi 10 cartas para voce e nunca cheguei a mandar nenhuma.

Tamb�m tenho pensado em voce e no perigo que est� correndo.

Voce est� vivo. Est� mesmo vivo.

Os noruegueses s�o um povo forte.

Como voc�s ingleses, n�o cedemos facilmente.

� engra�ado, mas n�o sei o que dizer.

- O que vai fazer ao jantar? - Gostaria de jantar com voce.

�timo.

- Encontraram-se um ao outro? - Sim, senhor.

As coisas come�am a funcionar.

Voce e eu vamos voar para a Esc�cia esta noite.

- Mas, senhor, �amos jantar. - Esta noite, receio que n�o.

- Pe�o licen�a e vou com voc�s. - N�o h� espa�o.

Ent�o vou a seguir.

N�o tenho controle sobre a vida de voces quando est�o de licen�a.

- Vamos, Toresen. - Sim, senhor.

Desta vez, andamos � procura de algo muito importante.

Aqui tem.

Isto vai congelar os seus ossos noruegueses.

Bem, sa�de.

� um prazer v�-lo, Erik.

At� ficamos admirados como � que voc�s se d�o bem.

Falamos muito sobre isso.

Ou seja, Judy � que falou.

Aconteceu muita coisa em muito pouco tempo.

Vai acontecer ainda mais

num espa�o de tempo ainda mais curto.

Esse ritmo dos comandos � dif�cil e r�pido.

Cada homem � treinado para se mover rapidamente.

Erik, vai precisar de toda a for�a que tem.

� melhor ir para a cama.

Robert...

...� dif�cil para mim falar.

O nosso povo, como sabe, n�o � muito expressivo.

Mas n�o esquecemos dos nossos amigos.

Nem os nossos inimigos.

- Boa noite, Robert. - Boa noite, Erik.

Cansado como estou, acho que n�o vou pregar o olho esta noite.

Se n�o dormir esta noite, dormir� amanh�.

- Tem 24 horas para descansar. - Descansar?

Tenho a cabe�a num rebuli�o. Sabe como � quando pensamos.

Solveig.

A Noruega.

N�o vou pregar olho.

Nadinha.

Em frente. Marchar.

- Ol�. - O que faz aqui?

Pela primeira vez desde que a guerra come�ou, puxei os barbantinhos.

N�o ia deixar que a guerra me impedisse de jantar. Lembra-se?

Sim, me lembro.

- Janta com a gente? - N�o.

Coitadinho.

Nos veremos no quartel daqui a duas horas.

Estou com fome.

- O passado parece um sonho. - Sim.

Tudo mudou.

Tudo.

A Inglaterra est� cheia de poloneses e russos,

de noruegueses, tchecos e americanos, tudo misturado.

J� n�o � importante o que um homem faz,

ou quem � a fam�lia dele, ou de que pa�s �.

Por quem combate � aquilo que interessa...

Demorei tr�s anos a descobrir isso.

Tr�s anos...

...que se transformaram em 30 minutos.

Acabou-se o tempo?

Sim, receio que sim.

Voce deve estar de volta dentro de 3 ou 4 dias. Tem planos?

Sim, tenho planos.

Quando voltar, a primeira coisa que vou fazer � sair do trem...

...passar o port�o...

...ir ao telefone mais pr�ximo...

...ligar para a filha do Almirante Bowen...

...e pedir-lhe para se casar comigo.

N�o vai se esquecer, n�o?

N�o me esquecerei.

- Vai ter cuidado? - Sim, vou ter cuidado.

Ao futuro.

- Boa noite. - Boa noite.

Avance, senhor.

Abrandar � popa. Ambos os motores.

Este � o peda�o de costa que diz que n�o � vigiado?

Sim, senhor.

H� um pequeno areal � entrada do fiorde.

O inimigo n�o acredita que um barco consiga passar.

Quando a mar� est� cheia, h� �gua suficiente.

- Embora os mapas n�o digam isso? - Sim.

Muito bem. Vamos sincronizar os nossos rel�gios.

- Tempo certo, por favor. - 03:46 h, senhor

03:46 h.

�timo.

�s 04:45 h vamos estar passando pela entrada do fiorde interior.

A hora zero ser� �s 05:00 h...

...quando o bote sair do navio principal.

Devem estar em terra por volta das 05:10 h,

chegando ao rio cerca das 06:00 h...

Segundo o planejado, devem chegar ao aeroporto �s 06:30 h.

- Estou certo? - Sim, senhor.

�timo. O aer�dromo ser� atacado �s 06:45 h.

A miss�o deve estar terminada em meia hora, por isso, �s 07:15 h...

Depois vou ter com a minha filha.

Embora gostasse de o ajudar, temo que isso seja imposs�vel.

N�o posso arriscar este navio nem homens por um minuto que seja.

- Posso fazer uma sugest�o? - Sim.

N�o seria poss�vel que, enquanto ele nos leva at� l�,

um oficial e alguns homens levem a filha dele para os nossos barcos?

- A quinta n�o � dif�cil de encontrar? - Fica perto da costa.

- Posso desenhar um mapa. - Muito bem.

N�o h� raz�o para Solveig n�o estar � sua espera quando voltar.

- T�m perguntas? - N�o, senhor.

- Toresen? - N�o tenho perguntas, senhor.

Obrigado, cavalheiros.

"Meus irm�os, arranjem for�a no Senhor e no seu poder.

Vistam a armadura de Deus...

...para que possam combater as armadilhas do Diabo.

Pois n�o combatemos contra seres de carne e osso...

...mas sim contra principados, contra pot�ncias...

...contra os governantes das trevas deste mundo...

...contra a maldade espiritual dos poderosos."

Marca sete, senhor.

- 8-0 RPM. - 8-0 RPM, senhor.

E um quarto de seis, senhor.

� pouca �gua para este barco.

H� �gua suficiente para passar, senhor.

Profundidade de seis, senhor.

E um quarto de quatro, senhor.

- Profundidade de quatro, senhor. - Falta um cabo, senhor.

Esperem, �ncora a estibordo.

- Est� tudo pronto? - Sim, senhor, tudo pronto.

- Prontos para largar, senhor. - Largar.

- Continue, senhor, por favor. - Continuem.

Mantenham os dedos levantados.

Boa sorte.

Sargento? Sabe onde � a quinta?

- Encontro-a de olhos fechados. - �timo. Continuem.

A esta altura devem estar chegando ao rio.

Espero que sim, senhor.

Bateria inimiga, nove, cinco.

Levantar a bandeira!

Atirar!

Atirar!

Tiros de rajada!

Bom trabalho.

- Acabou-se por agora. - E agora vamos achar Solveig.

Ela vai ficar orgulhosa, e n�o ser� a �nica.

- Sargento. - Senhor?

De volta para os barcos. Vou reunir os homens, ponha-os em fila.

Onde est� a minha filha?

- N�o encontrou o caminho? - Sim, senhor.

- Onde est� ela? - A casa foi queimada.

Queimada?

Estava uma su�stica no ch�o onde estava a porta.

- N�o encontrou ningu�m? - Um lavrador. Pergunt�mos a ele.

Disse que levaram a mulher e a menina.

- Levaram-nas para onde? - Para a aldeia, para a estalagem.

Eles t�m l� todos os ref�ns.

Uma su�stica...

...no ch�o.

Erik!

- Adeus, Robert. - Ainda n�o.

- Mas voce tem ordens a cumprir. - Vamos buscar Solveig.

- Sargento? - Senhor.

- Leve os homens capazes. - Sim, senhor.

Uma vez disse que n�o conhecia um ingl�s t�pico.

Agora conhe�o.

Anda, vamos.

� melhor tirarmos os civis da rua.

Deixem-me fazer isso.

Para dentro. Fiquem onde est�o. � muito perigoso.

Para dentro. � muito perigoso. Fiquem l� dentro. R�pido.

Para dentro. � muito perigoso.

Vamos!

- D�-me uma granada. - N�o. Nosso pessoal est� l� dentro.

Est� bem, vamos nos aproximar mais.

Vamos!

- Mexam-se! - Vamos, venham para aqui.

O relat�rio da opera��o foi enviado, senhor.

Obrigado.

Lamento muito, senhor. Por causa do seu filho.

Dois filhos, Godfrey.

Mrs. Olav, voltaremos, algum dia, para nossa casa?

Sim, Solveig, um dia vamos voltar.

Sim, Solveig, vamos voltar.

Vamos voltar.

Pois n�o combatemos contra seres de carne e osso,

mas sim contra principados, contra pot�ncias,

contra os governantes das trevas deste mundo,

contra a maldade espiritual dos poderosos.

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