All language subtitles for Versailles - 1x03 - It is time that the nobility reply.1080p.BluRay.SH0W.pt

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Original subtitles

O problema dos reflexos � que a maioria diz a verdade.

Deus escolheu-me para ser rei.

Por�m, eis-me continuamente fragilizado.

As pessoas ainda n�o vos veem como deveis ser visto, Sire.

Ver�o.

O que quereis de mim, Montcourt?

Num aguaceiro, procura-se abrigo sob a �rvore de maior porte.

No norte, n�o h� ningu�m mais forte, ningu�m mais poderoso,

ningu�m mais determinado do que o poderoso carvalho, Cassel.

Sou um refugiado deste dil�vio real e preciso de prote��o, Meu Senhor.

- Sou um vosso criado. - Criado...

Contemplai o direito divino dos reis e as suas d�divas.

� esta a nova lei do vosso rei,

que ataca a dignidade de um verdadeiro nobre,

que mancha a reputa��o de um homem cuja fam�lia forma a base deste pa�s.

N�o h� muito tempo, sab�amos em que p� nos encontr�vamos,

mas agora temos de dar provas, temos de oferecer algo em troca,

agora o rei diz "A Fran�a sou eu", mas eu digo que n�s � que somos a Fran�a.

A situa��o do nosso caro amigo Montcourt � uma mensagem.

O rei ter� a sua resposta.

O rei est� obcecado com esse seu novo recreio na floresta.

S� v� Versalhes. Esqueceu-se de quem construiu este pa�s.

Se lhe retirarmos esta nova distra��o, talvez o rei recupere,

e Versalhes possa regressar �s ervas daninhas, o rei a Paris e n�s

�s nossas terras e �s nossas vidas.

Uma nobre causa, de facto.

Persuadir�eis o rei pela for�a?

Ele perdeu o ju�zo. De nada servir� um apelo � raz�o.

O futuro de Fran�a est� nas suas fam�lias nobres.

Desejais a minha prote��o, Montcourt?

Sirvo Vossa Senhoria com a minha vida.

Servis, de facto.

Que tipo de homem achais que sou?

- Sire? - Sou misericordioso?

- Se o desejardes. - Vingativo?

- Se as condi��es o merecerem. - Tudo, ent�o, para todos?

De forma equitativa e sem condi��es.

Como rei. Pergunto como homem.

Sois ambos. N�o podemos separar um do outro.

Ao enviar o meu irm�o para a guerra, fa�o-o como rei.

Se ele morrer nela, chor�-lo-ei como homem.

� como homem que serei bem visto pelos outros.

- Como rei, n�o. - Sois sempre bem visto por n�s, Sire.

Achais que Montcourt sente o mesmo?

Um rei ser� mal visto tanto por bons como por maus feitos.

O casaco assenta-vos bem, Sire.

N�o gosto deste espelho.

Produ��o

_____ I I I _____

Argumento

Realiza��o

Ora, ora! Majestade!

- Meu caro Rohan, voltastes. - Vedes? Fa�o sempre o que mandais.

- Tive saudades vossas. - Igualmente.

H� aqui mais mulheres bonitas do que recordo.

A mem�ria falha-vos, amigo. Envelheceis.

- S� posso ser como sou. - Isso j� eu sei.

Mas aprendi a li��o e volto redimido, renovado e ao vosso servi�o, Sire.

- Vi a planta do est�bulo. - E?

Ou estais a ca�ar em grande quantidade

ou estais a construir algo completamente diferente.

- Um pal�cio, talvez? - Uma cidade.

Desejo-vos sorte, cavalheiros.

A Fran�a agradece-vos.

Como est� a minha rainha?

Muito melhor, obrigada.

Mudai de roupa.

A �poca de luto j� passou. Retomareis os vossos deveres oficiais.

- Assim farei. - Teremos um convidado na corte.

Receb�-lo-eis pessoalmente.

Enchei-o de aten��es, com a vossa...

... habitual cordialidade e eleg�ncia.

Quem � essa pessoa, para que prepare a conversa?

Ser�o espanh�is, por acaso?

O Pr�ncipe Aniaba.

Dou-vos a minha palavra.

Dela dependo.

Sire, se me permitis,

creio que Sua Majestade j� encontrou o nosso visitante uma vez.

Sim, em Paris.

Ent�o porque for�ais a rainha

a novo encontro privado com ele?

As terras de �frica s�o um quarto trancado

e o nosso Pr�ncipe Aniaba pode ter a chave.

Soubemos pelos nossos mission�rios no rio Senegal

que h� riquezas incomensur�veis nestas regi�es.

A sua gente e o seu com�rcio ser�o as bases do nosso futuro

e financiar�o mil guerras, cem pal�cios.

Ent�o temos de conquistar �frica.

E s� resta saber como.

E a rainha?

Est� a ajudar-nos.

- Que tal estou? - Eu pr�prio vos vesti.

Como achais que acho que estais?

Por falar nisso, quem p�e um an�o num dreno?

Como assim?

Se o homenzinho estava triste, poderia t�-lo feito sozinho.

Ou ter-se-� a rainha fartado dele?

Talvez estivesse a tentar consertar as fontes do rei

e a cair de novo em boas gra�as e enfiou-se l� como uma rolha,

s� para vir � tona a flutuar e assustar os jovens.

Tendes demasiado tempo livre.

Dever�eis ir comigo para a frente de batalha.

Estais a convidar-me para uma guerra? Que rom�ntico!

- Estais louco? - N�o � uma guerra qualquer.

� a minha guerra.

O vosso irm�o diz uma coisa e faz outra. N�o tenhais grandes expetativas.

Por�m, se chegardes a ir, ficarei aqui, naturalmente,

para me assegurar de que o vosso lugar na corte est� seguro.

Ai sim?

Sois muito generoso em assegurar o meu lugar!

- Estais bonito. - Eu j� lhe disse.

Por acaso, n�o dissestes.

Marido, h� novidades?

Ainda n�o.

Bontemps!

Bontemps!

Tenho uma espada, uma armadura e um cavalo.

Porqu� a demora? Quando irei para a guerra?

O rei ainda n�o marcou uma data.

O que devo fazer entretanto?

Talvez ele vos mande no lugar dele.

- Ficaria feliz por servir, claro. - Naturalmente.

Achais que ele n�o vos v� exatamente como sois?

Ele v�-me. E gosta.

Isso, minha cara, � o que nos divide.

Ao menos, quando o vosso marido partir, saberei onde vos encontrar.

Se vierdes aos meus aposentos, n�o responderei.

Naturalmente. N�o me ocorreria procurar-vos l�,

tal como n�o procuraria o rei nos aposentos da rainha.

Sei o quanto gostais de nadar.

Poderia encontrar-vos na casa da piscina, por exemplo.

Ouvi dizer que � muito popular entre os jovens amantes... da natureza.

Estais avisado, senhor.

Constantemente, minha cara.

Bela casa.

Convidado de honra do rei:

- Aniaba, Pr�ncipe de Assinie. - Filho do rei de Eguafo,

herdeiro da Costa do Marfim e Dentes,

Senhor do C�u.

O meu irm�o, Kobina.

Pr�ncipe Aniaba, acompanhai-me, por favor... sozinho.

O vosso irm�o acompanhar� Monsieur Marchal.

E os meus amigos?

Deleitar-se-�o com a hospitalidade do rei.

- � lindo. - Obrigada!

T�o bonito!

Como pode ser bonito se � negro?

Como pode n�o ser?

Sois t�o estranha!

Ouvi dizer que nas suas terras correm rios de ouro.

A que dist�ncia estamos das �rvores?

Vossa Majestade, est� cumprido o vosso pedido.

O Pr�ncipe Aniaba est� convenientemente pouco � vontade.

�timo! Fazei-o esperar.

Foi-me dito que os meus bons amigos, os Parthenay,

partiram da sua propriedade a sul e dirigem-se para Versalhes.

- A pequena Fran�oise vem? - Com o marido e a fam�lia.

Como o tempo voa!

Os Parthenay s�o bem considerados no sul.

V�m apresentar-me as suas credenciais como um exemplo para os restantes.

Certificar-nos-emos de que "La Gazette" relatar� o sucedido.

E que tal cunhar uma medalha, Colbert?

A aritm�tica pol�tica augurar� grandes feitos vindouros.

"Os grandes nobres do sul apresentam as credenciais ao rei". Bastar�.

"O rei recebe as credenciais dos nobres do sul." Soa melhor, n�o achais?

Isso � muita merda!

Mas apenas merda da melhor, dos cavalos do rei no Louvre.

Eu...

Falai. O que tendes a dizer?

� vinda para c�, atrav�s da floresta,

encontrei um velho a cozinhar uma ratazana junto a um riacho.

De in�cio, pensei que fosse um vagabundo, mas...

Mas reconheceste-lo?

Da corte de vosso pai.

Lutou contra ele.

Durante a revolta?

Pois, se tivessem sido bem-sucedidos...

Estar�eis morto.

Um dia gostaria muito de saber mais sobre o meu pai.

Bom dia, Pr�ncipe Aniaba.

Bom dia,

Alteza.

� um prazer ver-vos novamente.

O que tendes?

Tremeis.

Por muitas raz�es:

v�s, n�s, ele, o Chevalier.

O Chevalier faz-vos tremer?

Ele assusta-me. A forma como me olha,

a forma como fala de v�s e de meu marido.

Lembrai-vos de quando t�nheis 16 anos?

Pisastes uma rosa.

O vosso p� sangrava.

Beijastes-me os dedos do p�.

Mandei embora a dor?

Num instante.

Nada mudou.

E farei com que sempre assim seja.

Os vossos bra�os protegem-me agora, mas quando estou sozinha com ele...

N�o tendes de vos preocupar...

... no que ao Chevalier diz respeito ou ao vosso marido.

Sou o vosso porto seguro.

Proteger-me-eis das ondas?

Mesmo quando baterem em n�s.

Mesmo quando a mar� me levar.

Ele est� pronto para v�s.

Quereis acompanhar-me, por favor?

Pr�ncipe Aniaba de Assinie, sois bem-vindo � minha corte.

Versalhes � mais belo do que poderia imaginar.

Permiti que vos apresente o meu irm�o, Filipe, Duque de Orle�es,

a sua esposa, Henriqueta de Inglaterra,

Colbert, meu ministro de Estado,

Mademoiselle de la Valli�re.

J� conheceis a minha esposa.

Quando dei uma festa aqui h� alguns anos,

n�o tivemos espa�o para acomodar os meus amigos.

A maioria teve de se instalar na cidade,

por isso estou a construir acomoda��es:

400 apartamentos, no total.

Onde est�o os trabalhadores?

Est�o, de momento, ocupados com as fases de planeamento

de uma parte particularmente perigosa da constru��o.

Poderemos voltar amanh� para os vermos ocupados a trabalhar.

Agradar-me-ia muito.

- Falai-me dos pa�ses de �frica. - Quando negociamos?

Pr�ncipe Aniaba, em Fran�a fazemos as coisas de outra forma.

Talvez eu tenha cometido um erro.

Talvez devesse falar com os holandeses, os espanh�is, os ingleses.

Todos desejam falar do futuro.

A nossa hospitalidade n�o vos agrada?

H�-a em abund�ncia.

E ainda mais, como vereis hoje � noite.

O que acontecer� ent�o?

Ent�o, sentar-me-ei convosco.

N�o tenho explica��o.

Lamento profundamente, Monsieur Marchal.

Metade da remessa perdida e quatro homens mortos.

O rei perdeu ouro, m�rmore, pedra e vinho.

Est� a tornar-se habitual.

A apar�ncia � tudo.

Tudo!

N�o entendeis? Algu�m tem prestado aten��o ao que eu digo?

Ele � meu convidado

e a sua roupa � mais esplendorosa do que o meu pal�cio.

Uma remessa de m�rmore e pedra desapareceu no caminho, Sire,

e, naturalmente, os homens n�o podem trabalhar sem mat�ria.

Desapareceu? O m�rmore meteu-se sozinho pela floresta dentro?

H� ladr�es na estrada, Sire. Sempre houve.

Achais que foi um vulgar ladr�o? Isto foi organizado! � sabotagem!

Quanto mais constru�mos, mais precisamos.

Quanto mais precisamos, maior n�mero de bens transportamos para Versalhes

e mais normais se tornar�o estes momentos.

E estes momentos geram movimentos,

que n�o tardar�o a incendiar-nos as terras.

N�o poderemos construir sem alicerces.

- Sire... - A estrada do rei � sacrossanta!

Terreno sagrado! Protegido e seguro!

E se n�o o for, ent�o o tecido do pa�s est� rasgado,

e ningu�m saber� onde se encontra.

Quem fez isto declarou-nos guerra.

Levarei os meus homens e colocarei patrulhas na estrada.

- De imediato. - Sim, Sire.

Esperai!

Contramandais Sua Majestade?

Com a guerra � porta, n�o temos homens suficientes.

Proteger o rei � a nossa prioridade.

Eu tratarei das estradas.

Certificai-vos de que os vossos homens s�o de qualidade.

Ser�o os meus olhos e os meus ouvidos.

O meu nome � Madame de Beauvais.

Fui enviada pela vossa m�e.

Sou a vossa nova professora.

O que me ensinareis, Madame de Beauvais?

Tratai-me por Catherine.

Quereis que mande os trabalhadores de volta aos andaimes, Sire?

Sim.

Sim, claro.

- Mesmo que finjam trabalhar. - Sire?

Onde est� o meu irm�o?

O nosso visitante inspirou-me.

Acho que preciso de mais cor.

Como nos vestimos para a guerra?

O p�rpura...

- ...ou o vermelho? - O vermelho, claro.

- Gosto do p�rpura. - Eu tamb�m.

Por isso eu disse o vermelho.

Filipe, quando partirdes,

por favor certificai-vos de que voltais.

- N�o posso prometer isso. - Dizei as palavras.

Se eu morresse a vossa vida seria simples, n�o seria?

Os meus problemas nunca se resolver�o. Sabei-lo.

E, em todo o caso, preferia que n�o morr�sseis.

Dizeis as coisas mais doces, boneca.

E a s�rio.

Desde a nossa meninice,

o meu sonho tem sido a guerra.

O vosso tem sido o meu irm�o.

Vede como temos sorte.

Talvez, um dia, vivamos ambos os nossos sonhos.

Podemos ter guerra ou podemos ter esplendor,

mas n�o creio que possamos ter ambos.

Ent�o ter� de ser a guerra.

Todos os que vos rodeiam sorrir�o e negociar�o,

mas todos querem a vossa destrui��o, Sire.

V�s sois o rei do nosso futuro.

A �nica quest�o �: de que tipo ser�?

Sonhais com o para�so,

mas tendes de ser v�s a constru�-lo.

Vestiram-me assim desde os tr�s meses de idade,

para n�o ensombrar o sol.

Am�m.

Pensei que se desse in�cio � minha partida, a aprov�sseis.

Creio que j� me aben�oastes o suficiente. Obrigado.

N�o entendo.

Espero pela vossa palavra, irm�o.

E quando n�o consigo mais esperar, pe�o ajuda ao meu Deus.

Qual deles sois?

Sou capaz de ser um cavalo.

Pelo menos, � o que me constou.

Irm�o...

Quereis que fale a s�rio.

Ficai sempre perto do vosso guarda.

Partis hoje.

Trar-vos-ei gl�ria.

Juro-vos.

Que Deus olhe por v�s e vos traga para casa em seguran�a.

Ide, ent�o.

Correi para ela.

Tendes a minha b�n��o.

Sabe Deus que n�o precisais de um padre para isso.

- Sophie, minha cara... - Sim?

A vossa ajuda, por favor. Um dilema moral.

Farei o meu melhor.

Se algu�m que eu adoro foder outra pessoa sem o meu consentimento,

n�o ser� certo e justo, para que a paridade seja restabelecida,

que eu foda algu�m da minha escolha?

Tentei falar com o Bispo Bossuet, mas mostrou-se muito reservado.

- Eu... - Sophie, n�o respondais.

Mas ela tem a resposta. Vede! Est�-lhe estampada no rosto.

Chega de provoca��es!

Dev�amos agradecer aos c�us. S�o tantas as fam�lias expulsas da corte.

Nenhuma tinha os documentos necess�rios.

Mesmo assim, suponho que n�o tinham quem respondesse por elas.

S�o essas as leis a que agora temos de obedecer.

Bem, ao menos, temos o nosso Chevalier.

E porque estais a ser t�o simp�tica comigo?

Loucura minha! L� no fundo sei que nos usareis e enxotareis como aos outros.

Naturalmente!

Mas olharei por v�s no meio de toda esta loucura. N�o receeis.

Sobretudo v�s, minha linda.

Sophie!

Vinde imediatamente!

Passai-me essa esp�tula!

A mistura est� muito espessa. Juntai-lhe �gua.

Sophie.

Ela chama-se Sophie.

Ora a� est� um desejo de morte.

Mais vale morrer por algo em que se acredita, certo?

Como dissestes que vos cham�veis?

Beno�t, senhor.

Jacques.

O que faz um jardineiro aqui em cima?

A vista ajuda-me a medir as linhas do jardim.

E as mo�as que nele se passeiam.

Tende cuidado com isso.

Pensai no vosso futuro.

� o que fa�o.

Se os vossos amigos, os Parthenay, forem t�o relevantes como creio,

quando tiverem visitado e mostrado a sua lealdade,

poderemos persuadir grande parte do sul a acatar as ordens.

Quem restar�?

O norte e o leste.

Quem me desafia l�?

O Duque de Cassel, Sire, se bem me lembro.

Ele � muito influente no norte e no leste.

Metade da nobreza deve-lhe muito.

A sua fam�lia ocupa aquelas terras desde que h� mem�ria.

Ent�o, � ele a nossa pedra angular.

Se o removermos da parede, toda a estrutura ruir�.

Se n�o o fizermos, o colapso ser� nosso.

Ele n�o considera as nossas cartas, Sire. N�o obtivemos resposta.

Enviai-lhe um presente. O meu retrato,

com um mensageiro, juntamente com a ordem de acatar as nossas leis.

Ter� de fornecer a sua prova de nobreza ou sofrer as consequ�ncias,

consequ�ncias essas que ser�o testemunhadas por toda a Fran�a.

Um mensageiro do rei.

Trazendo presentes.

Qu�o am�vel.

Quereis champanhe?

Lu�s, o Grande, ordena a vossa presen�a na corte.

Sois obrigado, a seu pedido, a apresentar prova da vossa nobreza.

� mesmo?

Devo avisar-vos, Kobina.

O rei montou um entretenimento em nossa honra,

mas n�o estamos aqui para nos divertirmos.

Desde que partamos com vida, tanto me faz.

O Chevalier �, sem d�vida, muito mais influente do que pensei.

Mas estes aposentos s�o muito mais pequenos do que os anteriores.

- Sabeis o que mais me agrada aqui? - N�o. O que �?

O ru�do. Toda a agita��o da corte.

Que tal estou?

N�o ides sair assim, minha menina!

- M�e, por favor, n�o exagereis. - Exagerar?

Isto n�o � um jogo.

� a minha tarefa, garantir que sereis v�s a captar a aten��o do rei.

Agora olhai para o espelho.

O que vedes?

Vejo-me a mim.

Esta �poca n�o � das mulheres. � dos homens.

Mas at� o mais s�bio rei poder� tornar-se um tonto por algo t�o belo.

Podereis nunca ser uma rainha, mas com isto...

... podereis viver como uma.

Acredito mesmo

que sois a mais bela de todas.

Boa sorte a todos.

Adoro o vosso perfume.

N�o estou a usar perfume.

Deve ser dif�cil ser m�e sozinha.

Fa�o o que posso.

Deve ser dif�cil estardes t�o longe de vosso marido e de vossos filhos.

A aus�ncia s� � dolorosa se a ela se referirem.

Esse vestido � muito bonito e envolve uma criatura muito bela.

Muito obrigada!

O rei deseja sentar-se comigo para negociar.

- E sentar-vos-eis. - Negociamos em p�blico?

Mandar�eis todos para a cama?

Se for necess�rio.

Tendes mulher?

- A minha esposa vive em Paris. - Convosco?

Eu vivo com o rei.

- Agora estou confuso. - Durmo onde o rei dormir.

Daqui n�o passarei.

A sua cama deve ser muito concorrida.

Irm�o, n�o somos bem-vindos aqui. � melhor retirarmo-nos.

Irm�o, as negocia��es est�o a come�ar.

Por favor, marido, n�o brinqueis com ele desta forma.

Parece-me que sei jogar este jogo.

Pelos vistos, sim!

Infelizmente, a sorte hoje n�o nos bafeja a esta mesa.

Ora ent�o, joguemos!

O que estais a fazer?

A ganhar.

Tendes um ar entusiasmado.

E um grupo de rostos preocupados pela frente.

Vossa Majestade, assuntos urgentes requerem a vossa aten��o imediata.

Espero que o vosso rec�m-descoberto �xito vos leve depressa ao nosso leito.

Cassel respondeu � vossa mensagem, Sire.

"Eis a vossa prova: uma contribui��o para o vosso nobre projeto."

Posso responder-lhe pessoalmente, Sire?

- Aconselho conten��o. - Face a insol�ncia?

Se me permitir, Sire. Enviar tropas e prend�-lo poria fim ao vosso plano.

Se puserdes Cassel na pris�o, mais vale pordes todos os nobres,

porque seria esse o resultado final.

Ao menos deixai-me ferir-lhe o rosto por este insulto que vos devolveu.

Se se cortar uma cabe�a, outra tomar� o seu lugar.

Abat�-lo ser� pedir uma guerra civil,

e vimos como isso correu bem para os ingleses.

Marido, ainda n�o estou pronta.

N�o estou aqui por dever, mas por gratid�o,

por manterdes a vossa palavra

e por mostrardes tamanha hospitalidade ao nosso convidado.

Fostes muito �til e, por isso, estou-vos grato.

Desejo dar-vos um presente.

Aceito.

O presente � um segredo.

Ainda melhor.

- A vossa filha est� viva. - Meu Deus!

Irm�o!

Irm�o, acordai! O rei quer ver-vos.

Dizei-lhe que espere.

Dizei-lhe v�s mesmo.

Por favor, vesti-vos. N�o temos muito tempo.

- Aonde vamos? - Vereis.

Sire, soubemos que a fam�lia Parthenay chegar� hoje de manh�.

E a minha afilhada Charlotte vir� com eles?

Sim, Sire.

Um pequeno raio de sol.

Estamos quase l�, Mam�?

Ficai aqui.

O que achastes do meu vinho?

O que me oferecer�eis?

Os holandeses n�o t�m a vossa hospitalidade, claro,

mas t�m dinheiro.

Onde estamos?

Uma breve paragem.

O meu jardineiro encontrou este homem por acaso.

Era um nobre que lutou contra a minha fam�lia durante a revolta.

Ele julgava-se a salvo

aqui na floresta.

Meu Deus!

Os vossos valores, se n�o vos importardes.

Conhe�o essa voz! Montcourt!

N�o!

Por favor, n�o!

Matai-a.

F�-lo-ei.

Temos de ir!

Montcourt, vamos!

- N�o tardar� a escurecer! - Ela desapareceu!

Ela morrer�! Vamos!

Porque estamos aqui?

Os holandeses t�m dinheiro, mas n�o t�m poder.

N�s temos ambos.

- Porque me trouxestes aqui? - Para terminarmos de negociar.

- Ainda nem come��mos. - Aniaba, temos estado a negociar

desde o momento em que descestes da carruagem.

- Deixais-me pouca escolha. - Ofere�o-vos seguran�a

e um rendimento justo.

Tamb�m vos ofere�o uma canhoneira para proteger o vosso porto.

Estais h� muito longe de casa e os vossos inimigos avan�am para a capital.

O meu pai tratar� deles.

Vedes esta pequena vida barulhenta perante v�s?

Um amigo chegado disse-me que o pr�prio Deus trouxe-ma por uma raz�o.

S� agora a entendi.

A sua pr�pria exist�ncia suscita uma quest�o, porque em qualquer outro pa�s,

em Inglaterra, Espanha, nas rep�blicas holandesas,

h� muito estaria morta, bem como a sua m�e.

Por�m, aqui est� ela e aqui estais v�s.

De uma coisa podeis ter a certeza.

Podereis chegar a acordo com os holandeses, os ingleses, os espanh�is.

Sorrir�o e concordar�o,

depois levar�o os seus ex�rcitos, queimar�o as vossas terras,

matar�o as vossas fam�lias e levar�o tudo o que estimais.

- Disso podeis ter a certeza. - Far�eis o mesmo.

Eu n�o. E sugiro que decidais depressa.

Um pa�s sem rei devorar-se-� a si pr�prio na guerra.

Rei?

Fomos informados de que o vosso pai morreu.

Agora sois rei.

As minhas condol�ncias, Vossa Majestade.

Majestade...

Aben�oai-me, Padre, porque pequei.

Vamos embora.

Os venezianos t�m trabalhado arduamente num novo espelho, Sire.

Esperam que este seja mais do vosso agrado.

Est� melhor.

Queimai-o.

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