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Todos os personagens e nomes neste filme s�o fict�cios.
Qualquer semelhan�a com a realidade � coincid�ncia.
Qualquer semelhan�a com pessoas reais, vivas ou mortas,
� pura coincid�ncia.
As imagens deste filme s�o s� para obter o efeito desejado
da narrativa do filme.
DEDICADO AOS SOLDADOS, CIENTISTAS E ENGENHEIROS DA �NDIA
INSPIRADO NUMA HIST�RIA REAL
"A �NDIA PRECISA EXIGIR RESPEITO DO MUNDO.
APENAS A FOR�A RESPEITA A FOR�A".
DR. ABDUL KALAM EX-PRESIDENTE DA �NDIA
1995. � um per�odo de grande incerteza.
Ap�s o colapso da Uni�o Sovi�tica, h� alguns anos,
a �ndia fica sem aliados poderosos.
Na regi�o, o Paquist�o fortaleceu os la�os
com os EUA e a China para criar uma potente amea�a militar.
O mundo ocidental est� constantemente pressionando
uma �ndia isolada para assinar tratados unilaterais
que podem enfraquec�-la militar e financeiramente.
Em meio a isso, n�o muito longe da fronteira indiana,
uma contagem nuclear come�ou.
Subpack by DanDee
NOTICI�RIO NACIONAL
Na semana passada, a China fez mais um teste nuclear.
Foi o 43� teste nuclear feito por eles.
Acredita-se que essa bomba at�mica seja capaz
de destruir qualquer grande cidade da �ndia.
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO, �NDIA, 1995
Vamos responder como a China merece.
� s� me dizerem quando e como.
Enviarei um relat�rio ao primeiro-ministro.
Precisamos ter cuidado com as palavras, senhor.
Acho melhor n�o enviar o time de badminton este ano
para nenhum torneio com a China.
Vamos banir a comida chinesa, senhor.
N�o vamos exportar manga para a China este ano.
O momo � um prato chin�s? Eu gosto.
Dev�amos fazer um teste nuclear.
O qu�?
A �ndia deve ter armas nucleares.
- Quem � voc�? - Ashwat Raina, senhor.
- Qual departamento? - Pesquisa e estrat�gia.
Certo.
Voc� n�o pode dar suas opini�es aqui assim.
Deve nos ouvir.
Estamos criticando as a��es deles, e voc� diz algo irrelevante.
� hora de agir, n�o de criticar.
Como assim? Devemos explodir tamb�m?
Sim, senhor.
Tenho um plano chamado "Paz Nuclear".
Com uma bomba at�mica aqui, teremos paz.
Sua pesquisa � fraca, Sr. Raina.
Temos uma bomba at�mica desde 1974.
Foi uma explos�o pac�fica.
Tem um carro na garagem.
Como saber se ainda podemos dirigi-lo?
N�o se preocupe com o carro.
Deixe-o falar, Tripathi, enquanto esperamos o ch�.
Continue, rapaz.
� um assunto confidencial.
Por qu�?
Quando a �ndia ser� respeitada pelo resto do mundo?
Por exemplo, pelos EUA.
Eles testaram mais de mil bombas at�micas.
Em terra, debaixo d'�gua, no c�u.
Hoje s�o uma superpot�ncia.
Logo atr�s deles, vem a China.
At� hoje fizeram 43 testes e fornecem bombas para o Paquist�o.
Tem uma crise existencial vindo a�
enquanto ficamos criticando com medo.
Precisamos mostrar nosso poder ao mundo.
N�o pe�a paz e se acovarde.
Fa�a algo e professe paz.
- O ch� chegou. - Os petiscos tamb�m.
O plano est� neste disquete.
Os americanos n�o podem saber do teste, sen�o v�o nos atacar.
- Os sat�lites deles... - Me d� o disquete.
Eu cuido disso.
Pode me dar.
Escute.
- Como se chama mesmo? - Ashwat.
�.
N�o fa�a discursos ao falar daquilo.
Seja sens�vel ao lidar com isso.
Por que n�o faz um relat�rio sobre isso?
Claro, senhor.
Ficar� pronto amanh�.
E tem que ser curto.
O primeiro-ministro n�o tem tempo para ler relat�rios longos.
Fa�a algo curto e simples,
e marcarei uma reuni�o com ele.
- Sim, senhor. - Muito bem.
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO
Dez, nove, oito...
- Pai, mais sete. - Certo.
Sete...
Pronto. Chega.
Continue.
Ashwat, vem c�.
O garoto me cansou.
O que est� havendo?
Voc� parece muito feliz hoje.
- Est� bem? - N�o estou sempre s�rio.
Est�, sim. Sempre!
Mere�o uma medalha, como seu pai,
por ser t�o feliz apesar de ter um marido t�o s�rio.
Acho que finalmente vou poder ajudar meu pa�s, como meu pai.
- Talvez eu fale com o primeiro-ministro? - S�rio?
Finalmente meu pai vai ficar orgulhoso.
Ele sempre sentiu orgulho de voc�.
- Ser�? - Com certeza.
Ele queria que eu servisse o ex�rcito como ele.
Ashwat, nem todo her�i usa uniforme. Suas atitudes bastam.
Tenho certeza de que vai impressionar o primeiro-ministro.
Pode me dizer sobre o que � a reuni�o?
Posso.
Depois da reuni�o.
Vamos! Quer deix�-lo esperando?
Eu resumi, mas � muita informa��o.
- Tive... - Me d� o arquivo.
- Posso ir junto? - Aonde?
Eu cuido disso. Sente-se ali.
PRIMEIRO-MINISTRO
Voc� n�o sabe como esse plano nuclear � �til para o nosso pa�s.
A ideia do Sr. Yadav � brilhante.
Ap�s fazermos o teste, os chineses saber�o.
N�o pe�a paz e se acovarde. Fa�a algo e professe paz.
�timo, senhor.
POKHRAN, �REA DE TESTES NUCLEARES
Sat�lites americanos detectaram um teste nuclear indiano.
�NDIA PEGA NO FLAGRA
Ap�s um aviso do Presidente Clinton, o projeto nuclear foi suspenso.
A �ndia amea�a a estabilidade da �sia
e desafia o consenso internacional
de parar com testes nucleares.
Os EUA amea�aram a �ndia de a��o militar nas �reas nucleares
caso n�o parem imediatamente.
O Paquist�o tamb�m se op�s aos testes.
A busca pelo programa nuclear indiano...
PRIMEIRA-MINISTRA, PAQUIST�O
� preocupante.
A recusa de um di�logo significativo tamb�m � preocupante...
Vou deixar bem claro.
Foi apenas uma verifica��o de rotina em Pokhran.
Tudo n�o passou de um engano.
Vamos descobrir quem est� por tr�s dessa confus�o.
N�o tenho nada a ver com a execu��o da miss�o.
Sr. Yadav, nem falei com o primeiro-ministro.
Devia me agradecer.
Seu plano era terr�vel.
Voc� tinha tanta certeza dele.
Veja o que aconteceu.
Voc� envergonhou nosso pa�s perante o mundo.
Algu�m prestou aten��o no plano?
N�o d� para resumir tudo em duas p�ginas.
Estou sendo responsabilizado pela miss�o que n�o fiz.
J� que sabia, por que n�o nos deu todos os detalhes?
Eu dei o disquete.
Ainda est� a�.
O senhor viu...
Voc� est� exonerado a partir de agora.
Fim da reuni�o.
GOVERNO DA �NDIA GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO
EXONERA��O IMEDIATA
Eu nem acordei
Por que o sol j� nasceu?
Antes mesmo de eu come�ar
J� se acabou
O sonho que eu tanto queria
Est� perdido para sempre
O Ashwat devia ter recorrido da suspens�o.
Passei o n�mero do Sr. Sharma.
Por favor, fale baixo. Ele pode ouvir.
Voc� sabe que ele n�o gosta de falar do trabalho dele.
Nem eu sei o que houve.
J� se passaram dois meses. Por que ele n�o procura outro emprego?
1952 - GUERRA DA INDOCHINA
Ele � engenheiro. Eu trabalho no observat�rio.
Mudar-se para Mussoori ser� bom para o Ashwat.
Ele quer fazer algo pelo pa�s.
Que pa�s? O pa�s o abandonou.
Como vai cuidar do Prahlad trabalhando � noite?
Pai, por favor, fale baixo! Por favor!
N�o se preocupe.
Vamos dar um jeito.
T�o preciosos eram aqueles sonhos
Eu os guardava no cora��o
N�o consigo pensar no passado
Essas lembran�as eram t�o valiosas
Tentei tanto mant�-las
Tentei tanto mant�-las
Mas meu t�o desejado sonho
Agora se perdeu para sempre
Meu t�o desejado sonho
Meu t�o desejado sonho
Meu t�o desejado sonho se perdeu para sempre
Ele se perdeu para sempre
MUSSOORI TR�S ANOS DEPOIS
- Al�? - Oi, filho. Tomou seu leite?
Hoje n�o.
Tem que tomar leite.
Fez o projeto de ci�ncia? A entrega � amanh�.
- Onde est� seu pai? - Dando aula.
� tarde, n�o �?
Senhor, com licen�a. J� s�o 20h.
- E da�? - Quero ir para casa.
A aula n�o acaba �s 18h?
Para estudar para concurso, veja o plano de estudos, n�o o rel�gio.
Agora se concentre.
� a segunda vez que o senhor revisa tudo.
Pai, meu projeto de ci�ncia.
A mam�e disse que voc� me ajudaria.
Sentem-se.
Agora estou dando aula.
Quando vai me ajudar, pai? Preciso dormir.
V� que j� te ajudo.
S� faltam umas seis ou sete aulas.
Se estudarem bastante, v�o gabaritar as provas.
AULA DE CONCURSO
Gabaritar pra qu�? S� queremos trabalhar no governo.
Me contento com uma mans�o e um carro com sirene.
Essa...
Essa atitude da sua gera��o...
Sabe o que � ser funcion�rio p�blico? � servir a na��o.
Se n�o conseguem fazer isso,
n�o desperdicem a vaga.
Vamos l�.
- Oi. - Oi.
Ainda n�o cal�ou os sapatos.
V� peg�-los. Vai se atrasar. Anda!
Pegou todos os livros?
Prahlad! Onde est� o projeto de ci�ncia?
J� tinha dormido quando o papai chegou.
Eu esqueci.
Como assim?
N�o podia ajud�-lo um pouco?
Minha aula acabou tarde, Sushma,
Ele j� est� grandinho. Consegue fazer a pr�pria tarefa, n�o �?
Ele faz tudo sozinho, Ashwat.
Ele � muito maduro para a idade.
Ele ajuda muito.
- N�o pode arrumar um tempinho para ele? - Estamos fazendo o nosso melhor.
Eu estou fazendo meu melhor, voc� n�o.
V� fazer sua cama.
- J� fiz. - J� fez?
V� encher de �gua. V�.
At� quando vai ser isso, Ashwat?
Sabia que cobram as aulas por hora agora?
Sua aula tem cinco horas, em vez de duas.
Meus alunos precisam de tempo para estudar.
E o Prahlad?
Quem ser� respons�vel pelo estudo dele?
O pai dele pode pagar a mensalidade da escola, aula extra,
prova da faculdade, do concurso?
Ele tem s� nove anos.
- Temos tempo. - � mesmo?
Temos tempo?
N�o acredito nisso.
Ele � grandinho para fazer os projetos dele.
Quando a responsabilidade � sua, temos tempo?
Que besteira � essa?
Nossas economias est�o acabando.
Quando vai arrumar um emprego s�rio e largar esses bicos?
Vem c�.
Vem c�!
N�o sei qual � o fardo
que carrega nesses tr�s anos.
Mas afeta a gente tamb�m, al�m de voc�.
Entenda sua responsabilidade, Ashwat.
Cuide da sua fam�lia, e eu te darei uma medalha.
Vamos. Estamos atrasados.
Desculpa, papai.
- Ela gritou com voc� por minha causa. - Tudo bem.
Primeiro lugar.
- Tchau, campe�o. - Tchau, papai.
A escurid�o vai sumir.
O sol vai brilhar...
PRIMEIRO-MINISTRO, �NDIA
Muito obrigado.
A esperan�a aumenta com Atal Bihari Vajpayee como primeiro-ministro.
Eu juro em nome de Deus
que n�o comunicarei nem revelarei direta ou indiretamente
a nenhuma pessoa
qualquer assunto que chegue a mim.
Seu governo e gabinete de ministros
podem melhorar a instabilidade pol�tica
que a �ndia enfrenta h� tr�s anos.
NOVA D�LHI MAR�O DE 1998
SECRET�RIO DO PRIMEIRO-MINISTRO
Bem-vindo, senhor.
Quem estiver com buqu�, saia, por favor.
No caminho do carro at� aqui,
o m�ssil Ghauri paquistan�s rec�m-lan�ado
teria destru�do toda Nova D�lhi.
Enquanto o Paquist�o e a China continuaram com seus testes,
tentamos um em 1995.
Que, ali�s, foi um fracasso. Algu�m lembra?
Quem n�o se lembra, saia.
Sr. Tripathi, aonde vai?
- Bem, eu... - N�o me interrompa por meia hora.
Voc� era desse comit�, certo?
Vamos come�ar com voc�.
M�SSIL PAQUISTAN�S DE BOAS-VINDAS AO PRIMEIRO-MINISTRO INDIANO
VAGA DE CONTADOR
- Bom dia, mam�e. - Bom dia.
J� est� pronto?
O papai me ajudou com a tarefa.
Verdade? � para voc�.
- � para voc�. - Obrigada.
Meus pais chegam hoje � noite.
- V� busc�-los na esta��o. - Claro.
CARO SR. ASHWAT RAINA
A Universidade Open de D�lhi me chamou para o departamento de engenharia.
A entrevista � depois de amanh�.
- Vou fazer. - Tome o iogurte com a��car.
5 DE ABRIL DE 1998
TRANSPORTES UTTAR PRADESH
ESCOLA GORKHA MILITAR DE DEHRADUN
- Ashwat Raina? - Isso.
Entre, por favor.
- Bom dia. - Bom dia.
Voc� �?
Himanshu Shukla. Secret�rio principal do primeiro-ministro.
- N�o � entrevista de emprego? - Claro que n�o.
A entrevista � sobre seu trabalho em 1995.
N�o quero falar disso.
Precisa da minha permiss�o para entrar aqui e para sair.
Sente-se.
Por que seu plano falhou?
N�o foi meu plano que falhou.
Devia ter feito sua li��o de casa.
O disquete tem todos os detalhes.
Est� tudo codificado.
Ningu�m quebrou o c�digo ou n�o quis quebrar?
� uma investiga��o oficial.
Por favor, responda � pergunta.
Me diga...
Qual era seu plano?
� tarde demais, Sr. Shukla.
N�o pode me responsabilizar.
O que houve em 1995 foi um fracasso para o nosso pa�s.
N�o se trata do senhor.
- Voc� deve explica��es ao seu pa�s. - N�o devo mais.
Deixei tudo para tr�s.
Al�m disso, o seu sistema n�o aprecia o meu talento.
Voc� n�o � filho do Ajitabh Raina?
Servi a ele na guerra sino-indiana.
Ele ganhou uma medalha por bravura na guerra,
mas n�o ficou feliz.
Sabe por qu�?
Porque perdemos a guerra.
Se ele estivesse no seu lugar, teria posto o pa�s em primeiro lugar.
N�o temos acesso ao disquete. Ele � in�til.
Pode ficar com ele.
Serviu quanto tempo?
Este plano tem duas partes.
Os cientistas e engenheiros far�o a bomba.
Depois o ex�rcito as instalar�.
A� vem a terceira parte, a mais importante,
a qual ningu�m prestou aten��o.
Sigilo.
Fomos pegos porque a base de teste � aberta.
Preparamos tudo de dia
porque o Sr. Yadav e sua equipe n�o leram meu plano inteiro.
Ningu�m viu os arquivos nem me deixaram explicar.
O que era t�o importante?
Os sat�lites.
O sat�lite americano Lacrosse nos vigia o tempo todo.
LACROSSE SAT�LITE ESPI�O AMERICANO
Eles tamb�m ajudaram os EUA na Guerra do Golfo.
O zoom das lentes permite ver a hora no rel�gio de pulso de algu�m.
Tamb�m usam termografia para capturar imagens � noite.
Nada se esconde deles. A vis�o penetra at� as nuvens.
- Meu plano era evit�-los por completo. - Como evitaria?
Ag�ncia Espacial Indiana.
Mas n�o � uma organiza��o civil?
A �nica que pode monitorar os sat�lites americanos
e nos avisar quando poder�amos trabalhar em Pokhran.
Meu plano � juntar ci�ncia e bom senso,
mas ningu�m me deu ouvidos.
A �ndia seria um estado nuclear hoje.
N�s seremos.
Estamos planejando outro teste. O primeiro-ministro est� empolgado.
Por isso o interrogat�rio?
Obrigado por ajudar.
Ap�s ouvir seu plano, acho que conseguiremos.
N�o � t�o simples quanto parece. Boa sorte para achar quem fa�a.
Vamos achar, j� que n�o est� interessado.
Por que estaria?
Quem aceitar esse emprego
n�o ter� posto oficial, sal�rio, medalha nem nada.
Se encontrar algu�m interessado,
esta � minha oferta.
Obrigado.
Senhor?
Uma pessoa n�o d� conta.
Precisamos de uma equipe.
Fique � vontade.
Come�ar do zero, n�o �?
LIDERANDO AG�NCIA ESPACIAL INDIANA
INSTITUTO NACIONAL DE CI�NCIA
RASTRO NUCLEAR
Ashwat?
Dormindo aqui?
Fique com meus pais enquanto fa�o o caf� da manh�.
Bom dia.
Tire os sapatos. Estamos vendo Mahabharata.
Como cinco Pandavas derrotaram os centenas de Kauravas?
Seguindo o conselho de Krishna.
Cada um dos cinco Pandavas tinha um objetivo espec�fico.
Isso fez deles muito poderosos.
O suficiente para derrotar centenas?
� claro. Sente-se aqui.
O mais velho era Yudhishthir, o justo.
Sempre seguia a moral.
Tamb�m tinha o Arjun, atr�s do Lorde Krishna na carruagem.
Ele nunca errava o alvo de t�o focado que era.
A� vem a terceira parte, a mais importante,
� qual ningu�m prestou aten��o.
Sigilo.
O Sehdev via os problemas futuros nas estrelas.
O Nakul era famoso pela beleza,
mas nada escapava dos olhos dele.
Agora fale do Lorde Krishna.
Quero apresentar os Pandavas.
- Mahabharata? - Sim, senhor.
Pokhran � nosso campo de batalha.
Os sat�lites, os inimigos, Kauravas.
Precisamos de qualidade, n�o quantidade, para vencer esta guerra.
Cinco Pandavas derrotaram centenas de Kauravas.
S� um membro ser� nosso contato em cada organiza��o.
Ningu�m mais vai saber nada sobre a miss�o.
O irm�o mais velho...
BARC.
O Centro de Pesquisa At�mica de Bhabha far� as bombas.
Nosso contato l� ser� o Yudhishthir.
Dr. Viraf Wadia, cientista, ganhou o Pr�mio Presidencial.
Dr. Wadia, uma pergunta!
- Qual sua inspira��o para a pesquisa? - Um elevador.
- Elevador? - �.
Como assim?
Fiquei preso num elevador e me faltou ar.
Sofro de claustrofobia.
Ent�o decidi que precisamos de energia infinita.
A energia nuclear � o futuro.
Um dia, n�o haver� apag�es na �ndia, nem gente presa em elevador.
Depois, Arjun. Nosso Departamento de Defesa.
Eles dar�o os detonadores da bomba.
Dr. Naresh Sinha.
- Ele est� l� h� 30 anos. - �.
A experi�ncia dele nos ajudar�.
Viu minha carteira?
Guardei aqui. Onde est�?
- Safadinha! - Sua carteira?
Voc� est� procurando, e est� no seu bolso.
Desculpa.
Voc� lan�a m�sseis e n�o se lembra de onde deixou a carteira.
- Esqueci algo mais? - Seu �culos.
Tudo bem. Obrigado.
- Tchau. - Tchau.
Bheem � o Major Prem.
Ele j� est� na base de Pokhran.
� o oficial mais apto para a miss�o.
- A casamata est� em 135 graus? - Sim, senhor!
T�m certeza?
Sim, senhor.
Est� em 130 graus. Verifiquem.
- Quanto? - 130 graus.
- Refa�am. - Major Prem?
N�o sabe que esteve na miss�o que fracassou?
O fracasso ensina muitas coisas.
Confio na equipe.
Mas n�o confio nele.
Ele j� conhece as dificuldades da �rea.
- Ele ser� um trunfo. - Ele falhou em 95.
N�o me deu uma segunda chance?
Tudo bem. Pr�ximo.
Puru Ranganathan da Ag�ncia Espacial Indiana.
Ele vai mudar tudo.
Ele dir� quando os sat�lites n�o nos vigiam.
Nosso Sehdev.
� um verdadeiro patriota.
Podia ter aceitado empregos
em v�rias ag�ncias espaciais dos EUA, R�ssia ou Alemanha
mas recusou todos.
Nosso �ltimo Pandava, Nakul, Servi�o de Intelig�ncia.
Ele ajudar� a manter tudo em sigilo.
- RAW. - N�o. Nada de RAW.
Pode ser a melhor ag�ncia, mas a CIA e outras ag�ncias vivem de olho.
- Toma. - Desculpa, mas n�o podemos fazer isso.
A seguran�a da miss�o toda depende dele.
Sei de algu�m para o servi�o.
Esta � Ambalika Bandyopadhya. Departamento de Intelig�ncia.
Ela far� a seguran�a do Forte de Pokhran, nossa base.
Voc�s ser�o as autoridades da Pesquisa Arqueol�gica da �ndia.
Vou fazer os documentos.
Ambalika, n�o use nossos nomes reais.
Vamos usar codinomes.
Eu sou Nakul?
Belo nome pra mulher.
O plano n�o era esse.
E qual � seu nome?
Krishna.
Krishna Joshi.
Nosso guia.
Nosso l�der.
Vou reservar passagens e hotel para os Pandavas.
- Vamos viajar separados. - Podem ligar de dia ou noite.
Vamos precisar de celulares.
- � mais seguro. - Quem �?
Siddhant.
Perdeu a vida em Siachen.
- Sinto muito. - N�o sinta.
Ele � um m�rtir.
Tenho muito orgulho dele.
N�o fique muito esperan�oso.
Os cr�ditos ser�o dos cientistas e engenheiros.
O senhor deve ter me entendido mal. Eu sou como meu pai.
Claro que �.
Fecharam o melhor lugar do deserto.
POKHRAN 12 DE ABRIL DE 1998
O que est� acontecendo com este pa�s?
Saiam da frente! Est� fechado.
Vamos!
Pra tr�s!
Vai pra tr�s!
Documento, por favor?
- Deixe-o passar. - Pra tr�s.
- Pra tr�s! - N�o est� vendo?
Muito bem.
TRABALHO DE RESTAURA��O DESCULPE PELO TRANSTORNO
Obrigado.
Estamos refor�ando a seguran�a. Acabamos at� a noite.
Ter� vigil�ncia 24 horas aqui e no hotel.
No hotel n�o precisa.
Os moradores desconfiar�o. Temos de parecer turistas.
� minha responsabilidade proteger voc� em todo lugar.
Foi assim em 1995.
Cientistas e engenheiros sempre com guardas fica �bvio demais.
S� voc� e eu temos celulares. Vou passar as senhas a cada dia.
- Obrigado. A equipe chegou? - Est�o esperando.
Est� quente demais aqui. Como vamos trabalhar?
N�o � um chal� nas montanhas.
Fique numa casamata. O ventilador vai parecer ar condicionado.
Sou cientista, mas n�o sei usar fax.
N�o sei qual � o problema.
Me deixe ver. Deve ser um problema no circuito.
Senhores!
Ashwat Raina.
Voc� j� conhece todos.
� claro. � uma honra trabalhar com voc�s.
Vamos come�ar?
Desculpa. Sou al�rgico a p�.
Acostume-se. P� � o que n�o falta aqui.
Base de Pokhran.
Temos que testar seis bombas nucleares em 30 dias
e tudo isso em segredo.
- Como est�o os t�neis subterr�neos? - Estes s�o os que j� existem.
Casa Branca, Taj Mahal e Kumbhkaran, mas est�o cheios de �gua.
N�o ser� f�cil retirar por terem quase 250m de profundidade.
E os outros?
N�o d� tempo de fazer outros,
mas eu achei tr�s po�os secos
que podemos usar.
Ficam prontos uma semana antes do teste,
para eu montar as bombas
e coloc�-las no t�nel.
Precisamos conectar as bombas � sala de controle com cabos.
Na sala de controle, haver� seis travas de seguran�a.
O s�timo est�gio...
� a explos�o.
Parece f�cil, mas a miss�o � muito dif�cil.
Tr�s sat�lites americanos est�o sobre n�s desde 1995,
mas h� um intervalo de algumas horas em que n�o nos veem
enquanto trocam de posi��es.
Nesse intervalo, ningu�m v� o que acontece.
Isso se chama ponto cego.
Todo dia teremos dois pontos cegos.
Um de dia, outro � noite.
Trabalharemos no ponto cego da noite.
De dia � muito quente e tem muita tempestade de areia.
Receber�o senhas novas todo dia para entrar na base.
� a de hoje.
"Me abrace. Pode ser a �ltima noite."
N�o parece uma senha.
Exatamente.
Uma senha nova todo dia?
Vamos usar s� os codinomes. Lembram?
- Nakul. - Bheem.
- Yudhishthir. - Sehdev.
Sou o arqueiro.
- Arjun. - Arjun, �.
Os codinomes e senhas s�o importantes. H� espi�es por todo lugar.
Vamos usar uniformes do ex�rcito na base para os moradores n�o suspeitarem.
�.
Pedimos para todos. S�o os melhores.
N�o podemos deixar rastros na base,
para quando o sat�lite voltar,
tudo parecer normal.
Como uma miragem.
Sabem o que significa Pokhran?
Terra das cinco miragens.
DESERTO THAR BASE DOS UNIFORMES
Sempre quis entrar no ex�rcito, n�o �?
�.
Meu pai era do ex�rcito,
mas meu p� chato...
P� chato?
Nunca passei.
Tem algo nestes uniformes...
N�o vamos usar uma manta tamb�m?
Vamos morrer de calor mesmo.
Como vou trabalhar com cal�a larga?
Vou focar na cal�a ou no sat�lite?
Me sinto �timo com este uniforme.
S� tem um probleminha.
Voc� � major; e eu, capit�o.
Major n�o parece superior?
Eu sou um major.
Sabe como � dif�cil a vida de um soldado?
N�o sabem o que significa este uniforme, que est�o recebendo de gra�a.
- Voc�... - Major.
Nos considere membros da sua unidade nos pr�ximos dias.
Somos todos novos nisso.
Precisamos da sua ajuda.
Vamos nos esfor�ar para sermos dignos deste uniforme
ao fim da miss�o.
Por favor.
Fui levado pela emo��o.
Somos uma equipe.
O ch�o treme conforme avan�amos Nada vai nos impedir agora
Vamos cumprir nosso dever De cabe�a erguida
N�o vamos nos curvar
O ch�o treme conforme avan�amos Nada vai nos impedir agora
Vamos cumprir nosso dever de cabe�a erguida
N�o vamos nos curvar
Por voc�, minha p�tria
Darei minha vida por voc�
BASE DE TESTE NUCLEAR ENTRADA PROIBIDA
Por voc�, minha p�tria
Vou revirar tudo
- Lembra-se do treino? - Sim.
Qual � a senha?
"Me abrace. Pode ser a �ltima noite."
Podem passar.
O ch�o treme conforme avan�amos Nada vai nos impedir agora
S� MELHORES AMIGOS E PIORES INIMIGOS
VISITAM O EX�RCITO INDIANO
N�o vamos nos curvar
Por voc�, minha p�tria
Eu darei a vida por voc�
Por favor, minha p�tria
Vou revirar tudo
Impediram meus sonhos todo esse tempo
N�o consegui tocar o c�u
PARQUE DO VEADO, SALA DE CONTROLE
A estrada � frente nos chama
Com esperan�a renovada, marchamos
Por voc�, minha p�tria
Eu darei minha vida por voc�
Por voc�, minha p�tria
Vou revirar tudo
T�NEL CASA BRANCA
O ch�o treme conforme avan�amos Nada vai nos impedir agora
Vamos cumprir nosso dever de cabe�a erguida
N�o vamos nos curvar
O ch�o treme conforme avan�amos Nada vai nos impedir agora
Vamos cumprir nosso dever de cabe�a erguida
N�o vamos nos curvar
Est� demorando demais para descer. Tenho que sair.
As placas est�o enferrujadas.
�. Precisamos trocar.
At� as paredes est�o rachadas.
Vai demorar para ficar tudo pronto.
N�o d� para descer mais.
Tem muita �gua.
Como eu disse, precisamos bombear j�.
Podemos parar um pouco?
Precisa ser forte para subir de patente. Olhe para cima.
AG�NCIA NACIONAL DE IMAGENS E MAPEAMENTO, EUA
POKHRAN (�NDIA)
TUDO CERTO
- O ponto cego acaba �s 19h30. - Entendido.
Podemos ir.
COMPRESSOR DE AR
Coloque aqui.
Precisamos ir mais r�pido.
Precisamos de bombas mais fortes.
- Faltam 50 minutos. - Vamos sair.
Parem! Vamos limpar tudo. Vamos l�!
- Capit�o, tudo certo? - Tudo.
Mas a �gua vai continuar saindo. Como escondemos?
N�o precisa.
ABASTECIMENTO DE �GUA
O sat�lite ver�, e achar�o que houve um treinamento.
Escondam todos os rastros. Vamos!
Abaixem.
R�pido!
Voltem! Soldados, v�o para os bunkers.
Faltam cinco minutos!
S� 30 segundos.
Ser� que deu certo?
Tomara que sim.
Vamos saber no jornal de amanh�.
TUDO CERTO
JAISALMER MANH� SEGUINTE
RESTAURANTE CENTRAL
Nas �ltimas 18 horas, houve muita atividade na base.
Houve muito vai e vem.
Voc� sabe como os sat�lites americanos s�o potentes.
- N�o est� acontecendo nada. - Veja isto.
Estas pessoas que vieram restaurar o Forte de Pokhran
est�o aqui de uniforme do ex�rcito.
- Por qu�? - Acha que os sat�lites n�o viram algo?
Dev�amos ir para Pokhran.
Parab�ns, pessoal.
� s� fazer assim mais 29 dias.
- Quando chegam as ogivas? - Os produtores j� sabem.
Vou receber no dia 28 de abril.
No dia 28 de abril? Dia de Akshaya Tritiya.
Ogiva?
Significa "bomba"!
Como v�o chegar?
� bem simples, na verdade.
A esfera de plut�nio � um pouco maior que isto.
- O qu�? S�rio? - S� isso?
S� isso.
Podia vir de moto.
Mas siga o plano para as nossas ogivas.
Major Prem arrumou quatro carros-fortes, que chegar�o na BARC de madrugada.
MUMBAI 28 DE ABRIL DE 1998
Por volta das 2h. Quando h� poucos funcion�rios.
CENTRO DE PESQUISA AT�MICA DE BHABHA
�TOMOS A SERVI�O DA NA��O
Seus colegas estar�o esperando perto do cofre.
Que repentino! Para onde vai lev�-las?
� instala��o nuclear em Jaisalmer. � tudo o que sei.
Os documentos.
De l�, voc� ir� para o Aeroporto de Mumbai.
As pessoas aqui nem fazem ideia.
Se isto explodir, a cidade vira p�.
Jura?
Em minutos, soldado. Levar� minutos.
Feita na �ndia.
Chegar� ao Aeroporto de Jaisalmer �s 10h.
O Major Prem e a Ambalika encontrar�o voc� l�.
Haver� mais carros-fortes para levar as ogivas at� a base.
- A �guia pousou. - Que bom!
A que horas come�a o ponto cego?
Come�a �s 20h03.
Ambalika, � tudo ou nada.
Os carros-fortes n�o podem chegar perto antes disso.
- Entendeu? - Entendi.
Ent�o n�o podemos sair daqui antes das 18h.
�timo. O que faremos at� l�?
Passeiem por Jaisalmer.
Tudo bem.
Na rua, s� h� alegria Tudo est� cheio de flores
S� os enfeites mais belos Meus sonhos se alegram
A terra d� boas-vindas � a chegada das nuvens de chuva
Comemore com doces Junte-se � felicidade
� hora de celebrar
Essas nuvens trazem a chuva da felicidade
� um dia de festa
� um dia de festa H� cor por todo lado
� muita felicidade Sorrisos por todo lado
� um dia de festa
Chame a lua e traga as l�mpadas Junte todas as estrelas reluzentes
- Senha, por favor. - Se espalhar, todos v�o saber.
Junte todas as estrelas reluzentes
Junte todas as estrelas reluzentes
Junte todas as estrelas reluzentes
Espalhe a felicidade
Que todo cora��o se encha de alegria
Neste dia maravilhoso
Bem-vindo � terra da festa
Bem-vindo � terra da festa
- Que dia de gl�ria - Glorioso
- � s� alegria - Dia glorioso
- Cheio de flores - Glorioso
Vamos comemorar
� um dia de festa
� um dia de festa
Bem-vindo!
Nossa! � quase do tamanho de uma laranja.
Krishna, liga��o de D�lhi.
Esta coisinha...
Hora perfeita. J� ia ligar para o senhor.
As ogivas chegaram.
Ashwat, pare tudo. Acho que n�o conseguiremos fazer o teste.
Como, senhor?
N�o posso dar detalhes. Vou te manter informado. Tchau.
Houve muita press�o do governo de Vajpayee.
Algumas coliga��es principais podem retirar o apoio.
Houve muita como��o no parlamento quanto a isso.
- Entrevista? - Claro, Ashwat.
Lembrei. Para a escola do Prahlad.
O que houve?
� a primeira vez que parece triste ap�s ir para D�lhi.
N�o parece animado por encontrar sua esposa e seu filho.
Est� tudo bem?
N�o � verdade, Sushma. Sinto muita saudade de voc�s.
- � estresse de trabalho. - Imagino.
Dar aula � muito estressante hoje em dia.
N�o � isso, Sushma. A situa��o aqui � diferente.
E voc� n�o vai me contar.
Leva t�o a s�rio
que parece que ainda trabalha para o primeiro-ministro.
Desculpa.
- Desculpa mesmo. N�o quis dizer isso. - Tudo bem.
Ashwat, me escuta.
Demorou muito para ter esta chance.
N�o deixe ningu�m tir�-la de voc�.
Entendeu?
- Te amo. - Tamb�m te amo.
- Tchau. - Tchau.
Quando foi necess�rio,
apoiamos o partido com maioria na �poca...
Sabe a seriedade da situa��o?
A coliga��o est� amea�ando retirar o apoio.
Como fazer o teste sem o primeiro-ministro?
- Quando ser� a mo��o de censura? - Em duas semanas.
E se fizermos o teste em dez dias?
Sei que voc� n�o entende de pol�tica,
mas voc� � engenheiro.
Devia saber que uma tarefa dif�cil para 15 dias � imposs�vel em dez.
- Eu consigo. - � muito arriscado, Ashwat.
Seu filho deu a vida pelo pa�s. Ele n�o teve medo do risco.
Deixe o meu filho fora disso.
Meu filho morreu para manter a honra do pa�s,
e voc� quer p�r a honra do pa�s em risco.
Assunto encerrado.
Quero que esta tradi��o continue.
A luta pelo poder seguir�, governos vir�o e ir�o,
partidos pol�ticos mudar�o,
mas este pa�s e sua democracia seguir�o em frente.
Que bom que a entrevista dele deu certo.
Ele sabia todas as respostas.
O que foi, Ashwat? Voc� n�o estava prestando aten��o.
N�o pode relaxar um dia?
Desculpa. � um problema do trabalho.
Que trabalho?
Voc� mudou tanto por causa desse trabalho.
Eu gostava do seu cabelo comprido.
Que barulho � esse?
Que barulho?
- Ouvi um toque. - Prahlad!
Prahlad!
- Tudo bem? - Tudo.
Voc�s dois t�m que ir agora.
Como assim, ir?
N�o vamos para sua casa?
Vamos receber o formul�rio dele mais tarde.
Voc�s v�o chegar tarde em Mussoori. Eu pego o formul�rio.
N�o � seguro viajar � noite.
- Por favor, entre. - Mas...
Vai.
Motorista, cuidado!
- Tchau, campe�o. - Tchau. Papai.
SIGA EM FRENTE HIMANSHU SHUKLA
FALTAM 10 DIAS
Dez dias?
� imposs�vel.
N�o terminamos metade do cabeamento.
Vai levar s�culos para entregarem os detonadores, Akshat.
- Ashwat. - Ashwat.
Ent�o use sua influ�ncia.
Os detonadores t�m que chegar em tr�s dias.
Precisamos p�r saco de areia muito bem amarrados no t�nel.
- Como vamos acelerar isso ainda mais? - Com turno diurno.
Puru, a que horas � o ponto cego de dia?
� arriscado. J� falamos.
Tem muita tempestade de areia de dia, e n�o d� pra controlar.
� seu trabalho controlar situa��es dif�ceis.
Faremos o teste em dez dias.
Sabe a pot�ncia dessas bombas?
Se o t�nel n�o estiver isolado, n�o s� Pokhran,
mas todo o Rajast�o vai virar p�.
Precisamos de 100% de precis�o e 200% de planejamento.
Vamos testar tr�s bombas ao mesmo tempo.
Dez dias s�o suficientes para a precis�o e o planejamento, entendeu?
Encontra uma solu��o.
Ashwat, o teste deu errado da �ltima vez por isso.
Por que vai ceder � press�o pol�tica? Quer falhar de novo como em 95?
N�o se preocupe com falhar.
Se der errado desta vez, vai ser minha responsabilidade.
FALTAM 9 DIAS
Ligue este aqui e aquele l�. Nunca trabalhei num lugar t�o quente.
Vamos! R�pido!
Ligue agora.
Saia da� em 15 minutos.
Certo, Sehdev.
Vamos! Mais r�pido!
Naresh, toma.
N�o vai morrer. S� faltam nove dias.
Acho que n�o duro at� l�.
O Ashwat est� planejando o meu funeral.
Parab�ns, pessoal.
Desse jeito, terminaremos a tempo.
UNIDADE DE CONTROLE BRAVO
Tempestade de areia. Vai passar em meia hora.
Todas as unidades para o abrigo!
- Anda logo! - R�pido!
Vamos!
Vamos! R�pido!
Todos para o abrigo!
Quanto tempo para o sat�lite voltar?
- Faltam 15 minutos. Por qu�? - Est� tudo exposto.
O t�nel, as m�quinas.
Voltem �s posi��es j�!
Amarrem!
- Faltam cinco minutos. Saiam r�pido. - Certo.
Vamos! Temos que apagar as marcas.
Solte agora.
O que foi?
Droga! Assuma o volante.
Saiam!
Empurrem!
Empurrem!
Tr�s minutos.
Empurrem!
Um minuto.
Pronto.
N�o vai dar.
Eu avisei das tempestades.
Eles t�m 30 segundos.
Cinco, quatro, tr�s, dois, um.
Deu certo?
POKHRAN DIA 253 POKHRAN DIA 254
O que houve?
Achou alguma coisa?
- Como a ag�ncia n�o percebeu? - N�o percebeu o qu�?
O jipe est� estacionado do lado contr�rio.
Mas aqui est� do mesmo lado dos outros carros.
E da�?
Se sa�ram com o jipe, onde est�o as marcas de pneu?
As marcas ficam vis�veis por dias no deserto.
Sr. Daniel, parab�ns. Excelente observa��o.
Vamos ligar para a CIA e contar tudo agora.
V�o contar ao Bill Clinton e v�o ligar para o primeiro-ministro parar com isso.
Calma.
Precisamos de mais provas.
Que mais provas voc� quer?
O calor me queimou por dentro. Nem consigo aproveitar o chaat.
Pra que tanto drama?
Anda. O turno da noite j� vai come�ar.
Voc� passa o dia no ar condicionado
enquanto a gente torra.
Oi. Me v� um chaat tamb�m.
Bem picante.
Oi.
- Daniel. - Sehdev.
Oi. Daniel.
- Oi. - Arjun, arque�logo.
Arque�logo!
Vi o Taj Mahal e o Qutb Minar, mas n�o vi o Forte de Pokhran.
Quando podemos ver?
Em breve.
Em breve. Legal.
Acho que encontrei seu chefe.
- O nome? - Krishna Joshi.
�. Krishna. Cara legal.
Legal?
Ele � muito r�gido.
N�o, ele � legal. Estava com a fam�lia.
A fam�lia do Ashwat n�o veio.
Ele n�o tem fam�lia aqui, n�o.
Acho que me enganei.
Est� tarde.
- Certo. Tchau. - Tchau.
- Do que ele estava falando? - Nada.
Adoro comida picante.
Certo.
S�o codinomes.
Os cinco Pandavas de Mahabharata:
Yudhishthir, Bheem, Arjun, Nakul, Sehdev.
Ashwat � o �nico nome verdadeiro. Ashwat Raina.
Fazia parte do projeto nuclear anterior.
Como sabe?
A intelig�ncia paquistanesa � t�o boa quanto a sua CIA.
Vamos contar a eles.
- Al�? - Senhor, � o Ashwat.
Onde est�?
- Esqueceu sua fam�lia em D�lhi? - N�o � verdade, senhor.
Por que n�o liga com frequ�ncia?
A Sushma est� preocupada.
Ela est� cuidando de tudo sozinha.
Fale com ela.
- Sushma! - Oi, pai?
� o Ashwat na linha.
Por onde andou?
- Por que n�o liga h� dois dias? - Trabalhei dois turnos.
Est� me escondendo algo, Ashwat?
N�o tem departamento de engenharia na sua universidade
nem tem funcion�rio chamado Ashwat Raina.
- O que est� havendo? - Ligou para a universidade?
Claro! Tive que ligar.
Voc� n�o mandou o formul�rio do Prahlad, nem ligou.
Ia fazer o qu�? Fiquei preocupada!
N�o se preocupe. � um departamento novo.
Temos linhas separadas.
Vou passar uma semana com voc�s.
Mande o formul�rio. O prazo vai acabar.
E me passe o telefone de l� para eu ligar.
Rapidinho.
Sushma, n�o lembro o n�mero. Tenho que desligar.
Tem gente esperando.
N�o se preocupe, est� bem? Tchau.
Mas...
Ele mente para a mulher que d� aula numa universidade em D�lhi.
Me v� umas cebolas!
Se ela descobrir que ele est� em Pokhran...
Ele vai ter que contar a verdade.
Vamos p�r lenha na fogueira?
Al�? � a Sra. Sushma?
Sim.
Oi, Sra. Sushma. O Ashwat pediu para te enviar algo.
�. Diga.
Na pressa, ele se esqueceu de me passar o CEP.
Se me disser, eu mando j�.
J� vou te passar. Est� ligando da universidade?
Universidade?
Estou ligando de Pokhran, Rajast�o, do hotel RTDC.
O Ashwat est� hospedado aqui.
O que ele faz no Rajast�o?
Veio em lua de mel com a esposa.
Sabe como �.
Qual � o CEP?
N�o precisa mais mandar.
Vou buscar pessoalmente.
Temos que consertar j�.
Usem mais equipamentos.
Como assim, Ashwat?
Os geradores j� est�o no m�ximo.
Uma sobrecarga pode causar apag�o geral.
Desculpa. N�o posso deixar.
Abaixe o tom.
Concentre-se nos problemas, n�o no tom.
A miss�o dar� errado por causa da sua pressa.
Por que n�o entende?
Pensei que brigariam por telefone,
mas ela quer vir para c�.
Daniel, est� me ouvindo?
Limpei seu quarto, senhor. Precisa de algo mais?
N�o, obrigado. Pode ir.
Olha...
- Pois n�o? - Me v� um ch�.
Claro.
Alguma novidade?
Foi por pouco.
Todos est�o tensos, Ashwat.
Voc� os pressiona demais.
Eles est�o � bravos com voc�.
N�o faz diferen�a para mim.
Mas para o trabalho faz. O problema com o gerador � s�rio.
A Casa Branca requer muita energia.
- Gerador. - Por que est� sussurrando?
Gerador.
Eu concordo.
Mas qual � o seu plano?
Vamos passo a passo.
Primeiramente...
Voc�.
O que faz aqui?
Eu que pergunto...
Esta � Sushma, minha esposa. Essa �...
Oi.
Ashwat, n�s...
conversamos depois.
A esposa chegou.
Quem � ela?
� a Nakul.
Nakul?
Pelo menos sente um pouco de vergonha?
- Esse � o turno duplo? - O qu�?
- Est� enganada. - Estou enganada?
N�o imaginei que fosse um mentiroso.
Agora tudo faz sentido.
Por isso n�o fui � faculdade em D�lhi.
Esque�a o quarto. O seu departamento nem existe.
Conhe�o esse barulho...
Voc� tem um celular?
Vivemos ao lado do telefone para n�o perder uma liga��o sua,
e voc� tem celular?
� muito caro e cobra para receber liga��o.
- Jura? - Juro.
Jura? � a sua desculpa?
Para que usa este celular?
Para falar com a Nakul?
"Hoje � noite �s 20h."
"O dia passa, mas a noite n�o tem fim."
"Voc� n�o me sai da cabe�a."
Vai quebrar. Voc� n�o sabe. S�o senhas e hor�rios do ponto cego.
GERADOR PONTO CEGO 20H
- N�o posso falar mais, Sushma. - Por que n�o?
Por que n�o pode?
N�o pode dizer que cansou da sua vida comum?
Eu fiz tanto por voc�, Ashwat.
Eu te dei o m�ximo de amor e respeito.
Respeitei sua decis�o de n�o trabalhar e trabalhava a noite toda.
- Me escuta. - Me larga!
Por favor, Sushma.
H� quanto tempo... H� quanto tempo est�o juntos?
N�o estamos juntos. Ela � minha colega de trabalho.
- Por favor. - Colega?
Chega!
Como pode ser, se voc� nem tem emprego?
Onde trabalham juntos?
Por favor, me escuta.
Por favor. Est� exagerando.
Estou exagerando?
Sushma.
N�o vem atr�s de mim!
Ponto cego.
O que quer dizer?
Eles trabalham quando o sat�lite n�o cobre a �rea.
Por isso a CIA n�o detectou.
Ligue para eles j�.
Como assim, ativar outro sat�lite?
J� tem tr�s cobrindo Pokhran.
Vai por mim.
Voc� vai entender �s 20h, hor�rio oficial da �ndia.
- Precisamos acabar com o ponto cego. - Tudo bem.
FALTAM 6 DIAS 19H59 - HOR�RIO DA �NDIA
Faltam 60 segundos.
- Como ela veio? - Ela saiu antes de eu descobrir.
S� 50 segundos.
- Qual foi a �ltima vez que conversaram? - Sei l�. Dois dias atr�s.
- Faltam 40 segundos. - Espera.
Todos de prontid�o.
Todos de prontid�o.
Per�odo de vis�o come�a em 30 segundos.
- Falaram do qu�? - A escola do Prahlad.
S� 20 segundos.
Falou daqui sem querer?
- Por que falaria? - Sei l�. Pensa!
N�o entendeu? Descobriram tudo.
Precisamos saber como ela conseguiu o endere�o.
- Cinco, quatro, tr�s, dois, um. - Vai, vai, vai!
Vis�o do sat�lite.
Vamos, pessoal!
O que houve?
Estou vendo.
Equipe, espere.
Continua normal.
Eu disse que sobrecarregaria o gerador.
Eu mandei cuidar disso.
Por que n�o diz o que quer?
- Conseguir � problema meu. - Tempo!
Preciso de tempo!
As coisas n�o v�o bem para mim. Somos casados h� 11 anos.
Ela me acusou de algo muito s�rio.
� uma arma��o.
Mandaram-na para c� para saberem mais sobre a miss�o.
O que � aquilo?
Consertei.
- Comecem a trabalhar. - Parem tudo.
Tem um sat�lite acima.
Olha, eu sei que est�o aprontando.
Deixe o sat�lite na �rbita.
Viu as imagens? N�o tem nada.
Eu sei.
Estou arriscando meu pesco�o, mas espere.
Cuide bem do seu pesco�o, Daniel. Voc� est� por um fio.
Pode ter sido um avi�o.
- �s vezes, n�o d� para saber. - Eu sei.
Eu tamb�m vi, senhor.
Era um sat�lite, sim.
� poss�vel. Sat�lites s�o vis�veis � noite.
Eles se deslocam assim.
Os avi�es, assim. Como era?
Voc� tinha raz�o. Puseram outro sat�lite de �ltima hora.
Ainda bem que a energia caiu.
N�o � coincid�ncia.
A Sushma chegou. Sat�lite de �ltima hora.
Qual a dura��o do ponto cego agora?
Menos de uma hora.
Est�o nos vendo.
� noite?
O dia todo.
S� tem um ponto cego. S� para cobrir os rastros leva uma hora.
Mande as ogivas de volta.
N�o deixe nenhum documento.
E libere todos de suas fun��es.
Fizeram um bom trabalho.
Cancele tudo.
Obrigado. Voc�s s�o uma equipe fant�stica.
Finalmente um elogio.
Vamos voltar � vida normal a partir de amanh�.
Voc�s, sim.
Minha vida profissional e pessoal acabou aqui.
N�o fizemos o teste.
O que direi � Sushma?
O que fazia aqui?
O que tem para contar?
Sua esposa � instru�da.
Astrof�sica.
� at� estranho ela n�o pensar em testes nucleares aqui.
N�o � culpa dela.
�s vezes, a desconfian�a nos cega
e n�o vemos o que est� na nossa frente.
O que disse?
O qu�? O que eu disse?
"�s vezes, a desconfian�a nos cega
e n�o vemos o que est� na nossa frente."
O que foi?
Me passa a �gua.
Todos estamos decepcionados, mas acabou.
- Acabou. - Senhor!
Me escuta uma vez.
� simples tirar os sat�lites de Pokhran e da base.
Pe�a para vazarem a informa��o
de que a �ndia pode atacar o Paquist�o por causa do conflito na Caxemira.
- Est� brincando? - N�o estou.
A �ndia enfrentando o Paquist�o...
Voc� conhece os EUA.
Quando souberem da inten��o de atacar,
v�o mudar a posi��o dos sat�lites.
Sei que v�o. E a� fazemos o teste.
Mas o ex�rcito precisa fingir atacar a Linha de Controle.
- Ouviu? - Voc� se ouviu?
Quer que eu crie uma guerra no nosso pa�s?
Crie histeria para voc� explodir sua maldita bomba?
Sim, senhor.
O ex�rcito indiano aumentou a guarni��o na Caxemira
nos �ltimos dias.
Essa demonstra��o de for�a incomodou o Paquist�o.
O primeiro-ministro paquistan�s teme um ataque da �ndia na Linha de Controle.
PRIMEIRO-MINISTRO PAQUISTAN�S
Precisamos de um mediador neutro.
Algu�m fora da �ndia e do Paquist�o
tem que ajudar os dois pa�ses a resolver o problema.
Os EUA se ofereceram para mediar para resolver a tens�o na Caxemira.
PRESIDENTE DOS EUA
Espero que os paquistaneses apoiem a decis�o dele
de continuar este di�logo.
Acho importante.
Se eu puder ajudar as duas partes, � claro que vou ajudar.
Voc�s n�o v�o tirar Caxemira da �ndia com sua jihad,
suas armas e suas amea�as.
A �ndia n�o vai abaixar a cabe�a
devido a seus ataques e injusti�as.
- Por favor, senhor! - Senhor!
Sabemos defender nosso pa�s.
N�o queremos guerra.
Mas se for preciso, n�o vamos recuar.
Obrigado. Com licen�a.
Coloque um sat�lite sobre Caxemira.
Voc� tem duas horas.
Daniel, n�o posso falar com voc� agora.
Fale com o Steven.
Que seja importante.
N�o troque a �rbita dos sat�lites. Precisamos vigiar Pokhran.
Seus relat�rios s�o toscos.
Pode ter uma guerra na Caxemira, entendeu?
Sei que parece isso.
Com todo o respeito, est� cometendo um erro.
Acabei de saber que voc� vai ser realocado.
Fa�a as malas.
Vamos sair de Pokhran.
FALTAM 3 DIAS
Havia escutas no quarto.
Tenho umas pistas perto da Vila Khetolai.
Tem espi�es l�, e a miss�o pode estar comprometida.
- Estamos de olho neles. - �timo.
- Por que n�o tira a seguran�a do hotel? - Por que sempre isso?
Pessoal!
Temos pontos cegos agora.
Quanto tempo?
Oito horas.
Contando os tr�s dias?
Acho que d� certo.
- Para fechar... - Oito horas por noite...
em cada um dos tr�s dias.
- Preciso de 24 homem-horas. - Brilhante.
Sr. Naresh, o tempo est� bom para voc�?
J� colocamos todos os cabos.
S� faltam as conex�es finais.
Logo depois dos testes, o mundo vai cair em cima da gente.
Vai ter muita cr�tica.
Sr. Naresh...
Por favor, n�o pense no mundo.
Estamos num ponto
em que podemos mudar o futuro deste pa�s.
Nossa habilidades ser�o testadas.
Nunca vai parecer que o tempo � suficiente.
N�o vamos dormir por tr�s noites
para que o inimigo n�o durma mais.
N�o devemos pensar no resultado.
Devemos continuar com o plano.
N�o sei se o mundo vai nos elogiar ou n�o,
mas tenho certeza
de que quando nos olharmos no espelho,
vamos dizer com orgulho que executamos o plano do pa�s.
Fizemos isso pelo pa�s,
e o resultado que tivemos
pertence ao pa�s.
Minha p�tria
Minha alma tem cor
Minha alma tem cor
Minha alma tem cor
T�NEL KUMBHKARAN
Meu pa�s � meu amor e meu orgulho
O c�u se curva perante ele
Meu pa�s � meu amor e meu orgulho
O c�u se curva perante ele
Minha alma tem cor
Minha alma tem cor
Minha alma tem cor de a�afr�o
FALTAM 2 DIAS
Minha alma tem cor de a�afr�o
Minha alma tem cor de a�afr�o
Minha alma tem cor de a�afr�o
Posso lutar com o mundo todo
Para defender a honra do meu pa�s
Minha alma tem cor de a�afr�o
Minha alma tem cor de a�afr�o
Minha alma tem cor de a�afr�o
Minha alma tem cor de a�afr�o
O mundo vai nos respeitar Devido � nossa determina��o
Vamos lutar para cumprir nossa promessa
O mundo vai nos respeitar Devido � nossa determina��o
Vamos lutar para cumprir nossa promessa
FALTA 1 DIA
N�o temos medo Nossa determina��o � forte
T�NEL DA CASA BRANCA
Nada pode nos deter agora
T�NEL DE KUMBHAKARAN
Minha alma tem cor
T�NEL TAJ MAHAL
Minha alma tem cor de a�afr�o
Minha alma tem cor de a�afr�o
Minha alma tem cor de a�afr�o
Minha alma tem cor de a�afr�o
Posso lutar com o mundo todo
Para defender a honra do meu pa�s
O que foi?
Claustrofobia.
Minha alma tem cor de a�afr�o
Ogiva na Casa Branca.
Verifique, por favor.
� a bomba de hidrog�nio?
Por favor, use o c�digo.
A linha � segura. N�o me irrite.
Sen�o aciono a bomba agora.
Todos em seus deques.
Hora de fechar os t�neis. Vamos. Preparem-se.
Minha alma tem cor
Minha alma tem cor
A tens�o b�lica na fronteira continua.
Os EUA e o mundo todo est�o de olho em Caxemira.
Est�o enganando os EUA.
Eles n�o nos escutam.
Me v� cebola.
- N�o tem. - Por qu�?
Est� muito cara.
Pago a mais.
De que adianta, se acabar a cebola?
O ex�rcito pegou tudo.
Como assim?
Levaram tudo para o quartel. N�o tem cebola em toda Jaisalmer.
Consegui a prova.
- Que prova? - Cebola.
Cebola absorve radia��o.
Eles v�o fazer um teste em breve.
Liga pra CIA.
Sargento, a CIA n�o vai acreditar na sua teoria da cebola.
Seu informante em Pokhran foi pego.
N�o podemos ser pegos tamb�m.
E eu vou embora, entendeu? Acabou.
Daniel, voc�...
N�o. Sinto muito. Est� sozinho.
DIA DO TESTE 11 DE MAIO DE 1998
A m�e n�o quer falar com voc� de novo. Como voc� est�?
Estou bem.
A mam�e sempre te anima antes das provas, n�o �?
Tamb�m tenho uma prova hoje.
- Ela n�o quer mesmo falar comigo? - N�o, pai.
Tome iogurte com a��car. A m�e sempre faz pra voc�, n�o �?
Beleza, campe�o. Tchau.
Tchau, pai.
Voc�?
N�o sou camareiro.
Me d� o celular.
Voc� n�o vai fazer o teste
que tem planejado.
- O teste acabou. - Como assim?
Olha os quadros.
O abalo secund�rio os derrubou.
Minha juventude se ati�ou
Voc� reacendeu meu desejo
Eu quero ser sua noiva
Quero ser sua esposa
Meu cora��o grita para voc�: "Venha para mim"
- D� o celular, sen�o atiro. - Est� travada.
O celular tamb�m.
Anda com isso!
Alunos, hoje vou ensinar a import�ncia de n�o ser violento.
Solte a arma.
Prenda-o. � o homem do quadro.
PROCURADO
Abaixa a arma antes!
- A arma n�o � minha. - Abaixa a arma!
Est� travada. Viu?
M�os pro alto!
Temos que fazer o teste agora.
O espi�o paquistan�s pegou meu celular, que tem muitos dados.
Vou ver o primeiro-ministro.
Mando um fax com a permiss�o dele.
Mais r�pido. De que adianta a sirene?
COMPLEXO RESIDENCIAL DE DEFESA
Eu vou pegar o seu celular.
- Era ele? - Era ele, sim. Eu disse a ele.
N�o est� envergonhado?
Voc� deixou o suspeito fugir daqui.
- Pode ir. Eu cuido disso. - Certo.
- Leve-o � base. - Sim, senhora.
Consegui a prova.
- J� levei muita bronca por sua causa. - Eu sei a hora exata da detona��o.
V�o testar as bombas hoje.
Ouviu? Bombas!
Tem mais de uma.
Voc� me conhece. Venho aqui todo dia.
S� esqueci a senha.
Abra uma exce��o. Dou a senha todo dia.
� muito urgente.
Precisa dizer a senha.
Voc� criou a regra.
- Kavita, o primeiro-ministro est�? - O que faz aqui?
Ele tem reuni�o com diplomatas americanos no Hotel Ashoka.
Era uma linha?
Duas.
O amor �...
O amor n�o � f�cil...
N�o se esque�a de que amar n�o � f�cil.
- Voc� sabe o resto. - N�o, senhor.
Tem que dizer tudo.
N�o se esque�a de que amar n�o � f�cil.
� um rio de fogo que voc� tem que atravessar.
Pode entrar.
Achamos a localiza��o do celular.
- Onde �? - Kotwal Haveli, Jaisalmer.
Vamos.
� brincadeira. Est�o prontos para o teste.
Diga ao Presidente. Vamos impedir isso.
� pra j�.
O primeiro-ministro far� uma reuni�o
com diplomatas americanos acerca da tens�o na Caxemira.
SALA KALINGA
O que houve?
J� come�ou. O primeiro-ministro perguntou pelo senhor.
- Ashwat. - Conseguiu a permiss�o?
N�o d� mais.
O primeiro-ministro est� em reuni�o j�.
Isso vai levar horas.
N�o posso pedir com os americanos l�.
- Mas, senhor... - Me d� mais tempo.
- Voc� parece estressado. - Oi, Donald. Como vai?
As coisas n�o v�o como planejava.
Deu um passo maior que a perna.
Mas n�o se preocupe. Viemos limpar sua bagun�a.
Vai retirar suas tropas agora.
Seu primeiro-ministro assinar� um pronunciamento
e esqueceremos isso.
Isso mesmo, Donald. Vou fazer isso.
Muito obrigado. Obrigado.
- J� volto. - Boa sorte.
OGIVA - CASA BRANCA TAJ MAHAL - KUMBHKARAN
FAZENDA - NAVTALA
Abra a porta.
Concordamos, primeiro-ministro.
Senhor, o rascunho est� pronto.
DECLARA��O
Excel�ncia.
"Voc� tem uma reuni�o com a Excel�ncia..."
- Mandaram o fax errado. - Me d� aqui.
"O Embaixador dos EUA decidiu entrar em acordo
devido � situa��o pol�tica atual.
A �ndia garante � Casa Branca que hoje vai restaurar
a normalidade."
Himanshu Shukla, seu g�nio.
O t�nel da "Casa Branca".
"Hoje vai" � ogiva. Restaurar normalidade.
� a permiss�o. Vamos l�.
Unidades em prontid�o.
Preparar lan�amento.
Dire��o do vento, noroeste. Preparar detona��o.
- Espera. - O que foi?
A noroeste fica o Paquist�o.
- E da�? - O vento est� voltado para o Paquist�o.
Se vazar radia��o, o dano � grande. Temos que esperar.
Droga!
Preciso encontrar o Presidente. Ent�o o acorde!
Voc� sabe que � tarde demais, n�o �?
A �ndia vai fracassar de novo.
AG�NCIA CENTRAL DE INTELIG�NCIA ESTADOS UNIDOS DA AM�RICA
HORA MUNDIAL HOR�RIO OFICIAL DA �NDIA
Vamos em frente, Prem.
N�o podemos.
Temos que esperar.
- CIA. - Espere.
- Temos que seguir o protocolo. - Tudo bem. Depressa.
Para.
Para.
Para, caramba!
Vai demorar? � urgente.
Ele j� vai atender.
O vento parou. Vamos l�.
Sim. Obrigada. O Presidente vai receb�-lo agora.
SOMENTE PESSOAL AUTORIZADO
Contagem regressiva.
Dez, nove,
oito, sete,
seis, cinco,
quatro, tr�s,
dois, um.
Sr. Presidente.
Zero.
Vida longa � �ndia!
O ch�o treme conforme avan�amos Nada vai nos impedir agora
Vamos cumprir nosso dever De cabe�a erguida
N�o vamos nos curvar
N�o vamos nos curvar
Minha p�tria
Minha p�tria
Minha p�tria
Minha p�tria
Sou aben�oado de ter a chance
De dedicar minha vida a voc�
Eu rezo, minha p�tria Para servir a voc� primeiro
Toda vez que precisar
Por voc�, minha p�tria
Eu darei a vida por voc�
Por voc�, minha p�tria
Vou revirar tudo
- Conseguimos. - O senhor conseguiu.
Tenho algo para voc�, Major Viraf.
Obrigado.
Ashwat.
- Senhor. - Me diga.
A Casa Branca explodiu. Parab�ns.
Parab�ns, Ashwat.
Informarei o primeiro-ministro.
A �ndia fez hist�ria com o teste nuclear em Pokhran
e criou a base de um futuro brilhante.
Hoje, �s 15h45,
a �ndia fez tr�s testes nucleares subterr�neos na base de Pokhran.
Os indianos est�o comemorando hoje
enquanto os EUA e outros pa�ses est�o chocados.
DIRETOR DA CIA
Vigiamos o programa nuclear deles h� anos,
mas n�o h� como negar que, desta vez,
n�s perdemos e n�o previmos essa tarefa em espec�fico.
Ou seja, n�s erramos.
- � minha responsabilidade... - Sinto muito ter duvidado.
Tamb�m sinto muito.
N�o podia contar antes.
Olha...
Estou muito orgulhosa de voc�.
Venha para casa logo.
At� logo.
Batalh�o, saudar!
NOS DIA 11 DE MAIO DE 1998,
A �NDIA TESTOU UMA BOMBA DE FUS�O E DUAS BOMBAS DE FISS�O.
NO DIA 13 DE MAIO, TESTOU MAIS DUAS BOMBAS DE FISS�O
E ENT�O A �NDIA SE TORNOU UM ESTADO NUCLEAR.
FORAM AS DUAS MAIORES FALHAS DA INTELIG�NCIA AMERICANA
E AINDA � A MELHOR OPERA��O SECRETA EXECUTADA POR UM PA�S.
DEVIDO AOS TESTES, CONHECIDOS COMO OPERA��O SHAKTI,
OS EUA IMPUSERAM SAN��ES DURAS � �NDIA.
A �NDIA FORTALECEU SUA SEGURAN�A NACIONAL,
A ECONOMIA CRESCEU, E O PA�S SE TORNOU UMA POT�NCIA MUNDIAL.
HOJE, O DIA 11 DE MAIO � O DIA DA TECNOLOGIA NACIONAL,
EM MEM�RIA DOS TESTES NUCLEARES DE POKHRAN.
O ARQUITETO DO TESTE,
DR. A.P.J. ABDUL KALAM EX-PRESIDENTE DA �NDIA.
O EX-PRIMEIRO-MINISTRO ATAL BIHARI VAJPAYEE COM CIENTISTAS
NA BASE DE POKHRAN, NO DIA 20 DE MAIO DE 1998.
DR. K. SANTHANAM, DR. R. CHIDAMBARAM E DR. A.P.J. ABDUL KALAM
NA COLETIVA DE IMPRENSA AP�S A EXPLOS�O NO DIA 16 DE MAIO DE 1998.
A BOMBA TAJ MAHAL, ENTRANDO NO T�NEL DOIS DIAS ANTES DO TESTE.
T�NEL KUMBHAKARAN, ONDE FICOU A BOMBA DE SUB-QUILOTONELADAS.
PARQUE DO VEADO (�REA DE CONTROLE), NA BASE DE POKHRAN.
DESTRUI��O DA BASE DE POKHRAN AP�S EXPLOS�O.
EX-PRIMEIRO-MINISTRO, ATAL BIHARI VAJPAYEE,
COM SOLDADOS INDIANOS NA BASE DE POKHRAN.
SOLDADOS HASTEANDO A BANDEIRA AP�S A EXPLOS�O.
DR. A.P.J. ABDUL KALAM
COM O EX-PRIMEIRO-MINISTRO ATAL BIHARI VAJPAYEE.
Legendas: Guilherme Ferreira
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