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O LAGO DOS ZUMBIS
Faz tempo que n�o aparece tanta gente.
N�o se preocupe.
Ela provavelmente encontrou algum rapaz...
Isso... Ela n�o disse aonde diabos estava indo?
Ela deixou a mochila aqui.
Ela disse que estava indo pros lados do lago.
De manh�, se ela n�o voltar...
eu vou at� o prefeito! E vamos procurar por ela.
Bom dia, prefeito.
Ela apareceu?
N�o, nenhum sinal dela.
Eu fui at� o lago pela manh�...
e achei isto.
Era o que eu temia.
As pessoas est�o come�ando a comentar... desaparecimento.
Se ela n�o aparecer at� amanh�, ligarei pra pol�cia.
Mas... Estou preocupado.
Eu temo que h� mais coisas que os olhos possam ver.
Obrigado, Chanak. Passar bem.
N�o podemos enterrar sua filha antes de sabermos...
o que causou a morte dela.
Muitas coisas v�m acontecendo por aqui.
Vamos levar o corpo at� o hospital, para uma aut�psia.
Estou certo de que, se algo estiver errado...
a pol�cia vai mandar algu�m para investigar...
Ou�a, Gazik. Algo est� acontecendo aqui, e eu n�o sei o que �.
Eu sei.
Certo. Venham.
Sejam gentis e me digam de novo o que viram ontem � noite.
Eu quero os detalhes.
Um conhaque, por favor...
obrigada.
Desculpem-me interromp�-los, mas eu sou uma rep�rter.
Eu vim atr�s de uma hist�ria.
- Onde? - Aqui.
Sim? Com licen�a.
Que tipo de hist�ria?
Digamos que eu soube de um pequeno alarde sobre esse lago de voc�s.
Talvez tenha uma hist�ria nele.
Quem pode me contar das lendas que nasceram me torno dele?
Voc� viu... o lago dos... o lago dos fantasmas?
Ah, isso. Isso n�o � problema.
Voc� v� em frente e encontre-se com o prefeito.
Ele sabe sobre isso. Talvez haja uma hist�ria.
Se voc� quiser, eu a levo para v�-lo.
Ah, muita bondade sua, muito obrigada.
Eu vou com voc�... Que bondade sua.
Certo, vamos.
- � por ali. - Obrigada.
Toque a campainha e entre.
Por que entrou aqui? Quem � voc�?
Me chamo Katia Muso. Sou rep�rter.
Me disseram para entrar. Gostaria de te fazer umas perguntas.
N�o posso falar com voc� hoje. Volte amanh�.
Desculpe-me, mas n�o posso. Minha agenda � apertada.
Senhor Chanak... eu o encontrei... e me disse umas coisas...
que por acaso voc� sabe algumas hist�rias estranhas sobre o lago.
Eu trouxe um livro sobre outro fen�meno conhecido no mundo.
Voc� vai ach�-lo fascinante. Leia-o se tiver algum tempo.
J� posso v�-lo engajado nisso. Acho que te interessam hist�rias m�sticas.
- Entre. - Tudo bem.
- Sente-se, por favor. - Obrigada.
De todas as coisas poss�veis, por que se interessou pelo lago?
O que me pergunto �... por que este nome?
Eu o vi recentemente... h� tr�s s�culos, acredito.
Est� errada.
O seu nome real � "O Lago Amaldi�oado"...
e n�o Lago dos Fantasmas.
O povo da cidade o nomeou assim recentemente.
Por que mudariam o nome?
Tem um motivo, deixe-me explic�-lo.
Veja, tem uma hist�ria de muito tempo atr�s...
mas ningu�m mais se preocupa com ela.
N�o tem como voc� atualiz�-la. Seria perda de tempo.
Pode at� ser, mas eu gostaria de ouvi-la.
Voc� nunca foge de uma hist�ria.
O tempo ocasionalmente transforma uma hist�ria em contos e lendas.
Foi durante a guerra. J� faz 10 anos.
Arriscou a vida por uma estrangeira.
Esta � a R�dio Liberdade.
O ex�rcito inimigo que ocupou nossa regi�o...
est�, no momento, a caminho de Zine.
Companheiros, aos seus postos. Agora, recados pessoais.
R�pido, voc� tem cinco minutos.
Vamos cham�-la de Helena.
Voc� n�o pode apenas partir e abandonar esses cad�veres.
N�o podemos ficar aqui por muito tempo.
H� dois caminh�es carregados de alem�es vindo pra c�.
Ou mais. Eles v�o matar todos na cidade se voc� deix�-los para tr�s.
Certo, mas temos que ser r�pidos. Precisamos voltar para a floresta.
Chris est� nos esperando para nos dar instru��es.
Venham todos. O prefeito tem raz�o. Precisamos sumir com os cad�veres.
Vamos jog�-los no lago.
Me ajude a arrastar esse a�.
Agora eu entendo o porqu� do nome do lago.
Sim. Voc� pode cham�-lo... o Lago Amaldi�oado dos condenados.
Eu sei o que sente em rela��o ao lago e...
Voc� n�o... ningu�m sabe como me sinto e nem voc�.
Bem, senhor... Eu gostaria de lhe agradecer.
Voc� foi mais que prestativo. Chanak... estava certo.
Ele disse que voc� sabe bastante sobre o lago e responderia...
as minhas perguntas, pelas quais eu te agrade�o muito.
Sim, voc� ajudou muito. Obrigada.
At� logo.
Helena, minha garotinha.
Agora, voc� tamb�m.
Venha. Como sua m�e.
Vamos. N�o deve ficar sozinha.
Cad�veres exangues...
jugulares cortadas, causas n�o identificadas...
"Sr. Prefeito, sugiro que organize...
uma ca�ada com todos os ca�adores dispon�veis da aldeia.
Deve se tratar de um...
animal selvagem...
que veio da tundra durante o inverno. � preciso abat�-lo o quanto antes...
ou ele ser� capaz de causar outras mortes. Use todos os recursos...
para captur�-lo. Atenciosamente, Dr. Paul."
"Animal selvagem".
� tudo o que s�o capazes de dizer. � inacredit�vel.
Cientistas.
O lago! O lago!
Afastem-se.
- Me ajude. Vamos lev�-la para cima. - Certo. Cuidado, devagar.
Levem-na l� para cima. H� um quarto livre. N�o mexam-na demais.
Devagar... A porta est� aberta.
Ol�, oficial?
Aqui � o prefeito.
N�o posso imaginar que voc� disse isso.
Agora pare de se preocupar.
Estou te enviando dois investigadores. At� logo.
Voc� pode dizer que a guerra n�o foi boa.
A guerra n�o est� nos seus pensamentos. Sabe o que ele diz?
Ele diz que um bando de fantasmas est� prestes a atacar a vila...
e matar todos os moradores.
E ele quer refor�o policial.
Ele est� ficando maluco. O que faremos?
Vamos mandar Spitz e Morane.
Eles ter�o alguns dias de folga!
Se encontrarem algo, eles nos ligar�o.
Parece que todo o time de basquete feminino...
simplesmente sumiu no lago, engolido por fantasmas.
Quer dizer que todas desapareceram?
Pelo menos � o que ele diz.
E pode ser que o que ele fala seja verdade?
Ah, vamos. Voc� n�o.
Um maluco por noite � mais que suficiente.
Al�, sim, eu gostaria de falar com Spitz e Morane.
Agora.
- Pois n�o? - Pol�cia. Queremos ver o prefeito.
- Ele n�o est�. - Sabe onde podemos ach�-lo?
Claro. Deve estar em sua casa.
- No castelo no canto da cidade. - Por aqui?
Sim, antes de chegar no fim da floresta.
- Muito obrigado. - Ah, por nada.
Prefeito, esperamos que o senhor n�o acredite que fantasmas mataram elas.
Na verdade, estou convencido.
Hist�rias sobre o Lago Amaldi�oado retornar � �poca da Inquisi��o.
Eles costumavam fazer magia negra na Idade M�dia.
Eles sacrificavam crian�as...
assim acalmavam os esp�ritos que outrora amedrontavam...
e sa�am da tumba � procura de sangue.
E n�s tamb�m us�vamos ele como um t�mulo durante a guerra.
Mas os soldados que jogamos n�o eram para sacrif�cio.
E agora eles est�o voltando para se vingar.
Amigos, espero que eles mandem algu�m...
que entenda desses assuntos.
Mas n�o me parece que voc�s entendam. Bom...
talvez eu conven�a voc�s.
Estamos aqui para investigarmos o assassinato do time de basquete.
� mesmo? E ent�o voc� nos prende.
Eu imagino que voc� ache que somos todos burros.
Mas acontece que n�o somos.
Ah, cala a boca...
ou te prendo por desacato.
Algu�m com certeza matou elas, e n�s vamos achar quem foi.
V�o. Peguem eles.
Quando voc� viu as garotas pela �ltima vez?
Eu? Eu n�o as vi.
Ei. Voc� acha que, se algum de n�s viu essas pobres garotas...
acha que deixar�amos elas irem para l� serem mortas?
N�o acha que ter�amos falado para elas n�o chegarem perto do lago...
e principalmente n�o nadar nele? Acha que somos todos assassinos?
Algu�m aqui viu algum fantasma?
Sim. Uma menina viu um deles. Era um soldado alem�o.
O qu�?
� normal que n�o entenda nada, porque isso faz parte da nossa investiga��o.
O que foi feito sobre a morte da pobre filha de Gazik?
Mas a coitada era aqui da aldeia.
Spitz, vamos.
N�o vamos conseguir nada com esse bando de ignorantes.
Deve ter acontecido daquele lado.
Deve ser a perua delas.
Vamos dar uma olhada.
N�o fa�o a m�nima ideia do que aconteceu.
Nenhuma pista. Voc� acredita em fantasmas?
N�o me diga que aquelas supersti��es no bar intrigaram voc�.
� melhor encararmos o fato de que os zumbis declararam guerra.
Aqueles dois policiais estavam c�ticos.
Seu destino agora est� em suas m�os.
Devemos dar um jeito de proteger a nossa cidade...
desses zumbis loucos e assassinos.
N�s n�o somos fracos. Temos de agir.
Vamos embosc�-los se eles sa�rem esta noite.
� o �nico jeito de acabar com todos eles.
Qualquer um que tenha uma arma que se prepare.
Vamos esper�-los do lado oeste.
Tenho certeza de que eles vir�o pela alameda oeste.
- Vamos. - Vamos parar esses anormais.
Tem toda a raz�o.
Vamos acabar com eles de uma vez por todas. Conte comigo.
O que houve, Elisabeth? Por favor, conte-me.
Onde est� a Helena?
Pare de chorar.
Acalme-se, est� bem? Onde est� a Helena?
O diabo. Ela levou o dem�nio pra l�.
E todos os zumbis seguiram... Minha garotinha. Minha pobre garotinha.
Vamos, pare de chorar. Me acompanhe. Vamos, vamos.
Helena, minha querida...
essas criaturas horr�veis poderiam ter matado voc�...
como fizeram com tantos outros.
Ele n�o, vov�. Ele os enfrentou. Ele me salvou.
Eu nunca esqueceria do �dio da cidade por mim...
e pelo lago...
n�s criamos esses zumbis.
Eles n�o podem ser parados. O lago � o ref�gio deles.
E nada poder� faz�-los voltar �s cinzas.
Nada al�m do apocalipse...
ir� fazer volt�-los �s cinzas, e dar a eles paz eterna.
O fogo sagrado do apocalipse.
O fogo, eu estou achando que n�o tem nada de sagrado.
Veja, n�o � nada m�stico...
mas � t�o eficaz quanto o apocalipse.
Isso pode te salvar. Acho que deve tentar.
O que... O que...
No que est� pensando?
Lan�a-chamas.
Maravilhoso. Obrigado, Katia.
Voc� salvou esta cidade da destrui��o e a mim do desespero.
Com licen�a, senhor.
Voc� pode pedir ao Marcel Beriot para consertar o velho lan�a-chamas.
Voc� sabe quem � o homem do medalh�o?
Sim. Ele � meu pai, e por isso eu n�o quero machuc�-lo.
Os outros s�o fantasmas maus, mas ele n�o!
Eu vou ajud�-lo a capturar os outros se quiser...
mas n�o deixarei voc� machuc�-lo. N�o deixarei.
E a sua m�e? N�o acha que ela o amava?
Sim, mas ela est� morta.
E ele morto-vivo.
Ele n�o pertence mais ao mundo dos vivos.
Ele gostaria, mas antes... ele tem de voltar �s cinzas.
Esse milagre, voc� � a �nica que pode faz�-lo.
Eu acho que ele seria agradecido.
Se aceitar, voc� estar� fazendo um favor a ele e ele descansar� em paz.
Esse � o melhor presente que voc� pode dar a ele. Descanso eterno.
Senhor. Senhor.
Achamos a Maria. Est� morta. Foi assassinada. Maria est� morta.
Ouviu, Helena?
Por favor, nos deixe por um minuto.
Ele far� amanh�. � lua cheia.
E preciso que me traga muito sangue fresco.
Sangue fresco?
Sim, isso mesmo. Muito.
E quero ficar sozinha com ele.
Vou lev�-lo ao moinho e, quando ele beber o sangue...
eu saio e voc� pode fazer aquilo que quiser.
- Mas... - N�o.
Eu n�o quero falar disso.
Deixe-me agora!
M�e, me ajude. D�-me coragem para isso.
Est�o vindo. Corra.
Os zumbis est�o vindo.
N�o se preocupe comigo. Eu vou ficar.
Deve estar maluca. Eles v�o mat�-la.
Eu n�o quero perd�-los. Eu tenho que tirar uma foto.
- N�o seja rid�cula. - Fa�a.
Eu vou ficar aqui mesmo. Eu n�o tenho medo.
Venha. Isso � suic�dio.
� isso. V� em frente.
- � isso. V� em frente. - Frite-os.
N�o me esque�a.
N�o me esquecerei de voc�.
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