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Original subtitles

UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX

JANEIRO DE 1475

VALÁQUIA

ALDEIA DE LUPU

Fique bem aí, Sra. Djuvara. Vou pegar algo para a sua tosse.

Obrigada, Dra. Tepes.

"Borbulha" quando respiro. Eu já disse isso?

Já, sim. Não saia daí. Já volto com um remédio.

Mais folhas, imagino. O Sr. Djuvara sempre me dá folhas.

Folhas e nozes. Devo estar virando um esquilo.

Eu não sabia que era casada.

Meu marido viajou para o exterior. Vai voltar antes do inverno acabar.

Eu já volto.

Isso.

Detesto que não esteja aqui, todo dia.

Ainda bem que me ensinou a ajudar as pessoas.

São folhas?

Se tiver que continuar ruminando, vou acabar dando leite, Dra. Tepes.

Não. É um pó misturado com vinho de morango.

Um pó? Fala como a velha sábia que tínhamos aqui.

Acabou que o pó dela era pele seca do próprio pé.

Meu Deus. Incrível vocês ainda estarem vivos.

Não. Este pó é um remédio que cresce como bolor.

Está me dando bolor? Acho que vou querer minhas folhas.

Confie em mim. Tome dois goles três vezes ao dia até acabar.

Só isso?

Venha me ver semana que vem. Mas seu peito deve limpar até sexta.

Não sei como nos viramos antes de você, doutora.

Pós mágicos. Meu Deus.

Não é mágico.

É só sabedoria antiga que esquecemos, que perdemos ao longo dos anos.

E sem pele de pé.

-Sra. Lisa Tepes? -Sim?

Pode ir para casa.

Sou emissário do Arcebispo de Targoviste.

Entendi direito que você atua como médica nesta comunidade?

Sou médica, sim.

Posso ajudá-los? O arcebispo está doente?

Vocês sabem o que procurar.

O quê? Do que precisam? Digam. Darei com prazer.

-Silêncio. -Não vou fazer silêncio.

Apenas me deixe ajudar.

Com seus instrumentos satânicos?

Acho que não.

Como é?

Aqui, vossa eminência.

Instrumentos satânicos.

Toquem fogo. Destruam tudo.

O quê?

Contaram que havia algo de errado aqui. Parece que ela dizia a verdade.

O que faz aqui que precisa sujeitar a brava gente desta terra

a apetrechos tão medonhos?

Não entendo.

Olhe ao redor!

Vai fingir que tudo isso não é feitiçaria e alquimia?

Mexe sozinho!

O que é isso?

Remédios.

Como as artimanhas do diabo podem ser medicina, mulher?

É sabedoria antiga, só isso.

Ciência de outros tempos, perdida na história.

Estudei tempos passados

e aprendi formas mais eficazes de tratar o nosso povo. Só isso.

Paganismo.

Não. É apenas ciência. Nada a ver com nenhum deus...

Nada a ver com Deus?

Não foi o que quis dizer.

Levem-na para a Catedral de Targoviste. Vai haver uma inquisição.

Depois de a internarem,

podem levar algumas esmolas àquela que era a sábia do vilarejo.

Digam que sua boa ação vai... levá-la direto para o céu.

Destruam tudo aqui. Não deixem resquício da magia dela.

Por favor. Não sabe o que está fazendo.

Sei bem o que estou fazendo: salvando a Valáquia das bruxas.

Não. Ouça. Não sabe o que pode acontecer se me fizer algum mal.

Está me ameaçando?

Ouça. Apenas me deixe ir. E eu irei. Nunca mais me verá.

Não garanto sua segurança se me prejudicar.

Ousa me ameaçar com Satã?

Levem-na daqui antes que eu dê cabo dela.

Não é Satã!

Se o enfurecer, vai ser pior, porque ele é real.

Por favor! Ele melhorou tanto. Não o obrigue a isso.

Não o obrigue a matá-los! Por favor!

Ponha-se de pé como um homem.

Meus generais.

Nossa guerra é santa.

Ao matar minha mulher,

a humanidade me provou que não merece a Valáquia.

A Valáquia, agora, será nossa sede.

Vamos extirpá-los da face da terra.

Continuaremos usando as hordas noturnas,

todas as criaturas de terror que a humanidade, certa vez, exilou.

Depois, acho que darei a Valáquia a elas.

Talvez seja melhor.

Hector, Isaac, quero ver planos para nossos próximos passos ainda hoje.

Os únicos dois humanos na sua corte mais íntima,

e serão eles a planejar nosso próximo ataque?

Os únicos dois generais na minha corte que não são motivados pela sede.

Os únicos dois jurados por lealdade e intelecto.

É verdade que não são vampiros como você e eu, Godbrand.

E é por isso que confio neles.

Pois é nossa intenção extinguir a humanidade na Terra...

e eles ainda estão comigo.

Mas que diabos foi isso?

Ele nos faz vir do mundo todo, nos diz que é guerra,

finalmente, temos o controle do rebanho e de tudo,

e agora isso?

Vamos entregar tudo isso para dois humanos?

Que merda é essa?

-Ei! Aonde vocês vão? -Conversar com ele.

Por que ele conversaria com vocês e não comigo?

Talvez ele prefira ter com os da mesma espécie.

Godbrand, você nunca teve com nada que não fosse para matar, foder

ou fazer um barco.

Não entendo como nosso senhor não os amarra lá fora com os animais.

Intolerante!

Gosto de barcos. Sou viking, porra.

Fazemos barcos das coisas.

Mestre?

Hector. Isaac.

Aproximem-se.

Ficamos honrados com sua fé em nós.

Mas, para servir-lhe adequadamente, precisamos perguntar...

Por que nós?

Ouviram Godbrand lá embaixo?

"Rebanho", disse ele.

Tantos da minha raça são assim.

Não veem mais os humanos como seres pensantes.

Só como rebanho.

É o privilégio da nossa condição, suponho.

Não se pode odiar o rebanho. Eles são o que são.

Animais que pastam para o abate.

Mas vocês são diferentes.

Vocês são humanos. Não veem a extinção da raça humana

como uma oportunidade de controlar o rebanho,

encher estábulos, abatedouros, despensas.

Vocês... odeiam a sua espécie.

Vocês odeiam os humanos.

Têm o foco e a clareza que faltam aos outros.

Entendem que os humanos pensam...

maquinam e traem.

Entendem por que eles têm que morrer.

Sim. Essa é a missão para a qual nascemos.

Obrigado.

Sim.

Obrigado pelo esclarecimento, mestre. Tentaremos conduzir a guerra de acordo.

Só espero que seus generais nos ouçam.

Eles não terão escolha. Obedecem a mim.

Vocês são os líderes da minha escolha. Portanto, eles os obedecerão.

Assunto encerrado.

Claro.

Eu nunca o quis, Hector. Você me dá nojo. Entende?

Logo que saiu de mim, vi que tinha algo de errado.

Alquimia é para dinheiro e poder, menino.

Dinheiro, poder e comprar nossa segurança são tudo o que importa.

Pare de choramingar sobre crueldade. Assim é o mundo.

Assim são as coisas.

Agora, suma daqui.

Hector? Hector, destranque essa porta agora!

Está queimando alguma coisa aí?

Entendo perfeitamente.

Vai dar tudo certo. Vamos matar a todos eles por você.

Eles vão sofrer.

O sofrimento não importa mais para mim, Isaac.

Só a morte.

Só a morte importa agora.

Eles vão ficar bem.

Eu sei. E sei que precisam fazer isso.

Outras cidades precisam de ajuda. E salvar suas histórias.

-Não me preocupo com eles. -Você se preocupa com você, Sypha.

Você sempre esteve em família. Nunca viajou sozinha.

Nunca. Não é idiota? Eles indo de encontro ao perigo,

e eu aqui, triste e zangada, porque eles estão juntos, e eu sozinha.

É agora que você me diz que não estou só, Belmont.

Você, realmente, não é muito bom disso.

Aprendi a viajar só bem cedo na vida. Talvez esteja muito acostumado.

Mas você não tinha família?

Não era bem família, e não por muito tempo.

Ouça.

Sei um pouco como se sente. Sinto muito.

Mas temos algo a fazer agora.

Só posso tentar evitar que morra.

-Para que veja sua família de novo. -Esse é seu jeito de me encorajar?

Ou você morre, e eles são comidos na floresta

para ninguém ficar triste. Que tal?

Eu percebi logo de cara. Você é um grosso.

Já me chamaram de coisa pior.

Só estou começando.

Alucard, como me chamavam.

O oposto de você.

Mamãe nunca gostou. Sabia?

Ela odiava a ideia de eu me definir através de você.

Mesmo como o oposto de você.

Ela nos amava o bastante para querer que fôssemos independentes...

vivêssemos nossas vidas...

fizéssemos nossas escolhas.

E aqui estou eu, escolhendo honrar minha mãe, matando meu pai.

Não mais como Adrian Tepes.

Escolhendo ser Alucard da Valáquia, nome da família da minha mãe.

Sinto muito, mãe.

E eis que recomeçamos.

Pequeno Cezar, o que está fazendo?

Ele não está fazendo muita coisa, Hector. Está morto.

Você não entende mesmo o ato de forjar. Ele não está morto.

Criamos vida com morte aqui.

E você faz soldados para Drácula,

o que é motivo para ele investir tanto em você, apesar da sua...

humanidade.

O que quer, Godbrand?

Na verdade, vim me desculpar pelo meu surto no Salão de Guerra.

Excelente desculpa.

Drácula nos reuniu aqui para lutar a guerra dele, Hector.

Todos os vampiros sob a comando dele.

Uma guerra. Não a guerra dele.

É que é humilhante

ele olhar para dois humanos no recinto primeiro.

Eu deveria ter dobrado a língua. Então, peço desculpas.

Aceitas.

Mas os outros generais e meus subordinados têm algumas dúvidas.

Hector, acha que esta guerra está indo bem?

-Não a estamos perdendo. -Claro que não.

Mas parece caótica, sem direção. É como ir para cima da humanidade

sem um plano além da destruição desenfreada.

Acho que ele quer destruição desenfreada.

Deve haver ordem. Não?

Até na remoção de uma espécie,

as guerras têm ordem, planos, mapas e linhas.

Poderia ser feita com menos...

Poderia ser feita mais cuidadosamente.

Há mais derramamento de sangue do que eu gostaria.

Não amo o resto da humanidade.

Não quero dividir um mundo com ela, mas... o sofrimento...

-O que restou dos mortos de Gresit? -Sim.

As hordas pegaram um máximo de vítimas para as forjas.

Já está bom. Se houver mais, levem para o Isaac.

O Mestre-Diabo da Forja em ação novamente, ressuscitando os mortos.

Pena não ter mais bichos de estimação maltratados mortos para sua coleção.

Se me permite, Godbrand, tenho mais o que fazer.

Ele está relocando o castelo de novo.

Sim.

Tem maravilhas a fazer.

Legendas: guilherme vasques

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