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Original subtitles

CENTRO PSIQUIÁTRICO DE MANHATTAN

Então faz seis meses que você saiu do Exército.

Vi que entrou com 21 anos. Serviu por um belo tempo.

É natural ter dificuldades de se adaptar

à vida de civil depois de tanto tempo.

Como preenche o seu tempo?

-Já encontrou um emprego? -Não.

O que está fazendo consigo mesmo, John,

além de um curso na arte da conversa?

Eu durmo.

Dorme?

Ponho o sono em dia e leio.

Dorme e lê? O que tem lido?

Principalmente ficção.

Algum tipo específico? Alguma preferência?

Os jornais diários.

E eles o perturbam?

Eles o perturbam?

O que a mídia noticia.

Não.

A minha pergunta o incomoda?

Não.

Você disse que tem dormido muito.

Quantas horas por noite diria que dorme?

Falei que estou pondo o sono em dia,

mas não que estou dormindo muito.

Tem diferença?

Você que tem que saber.

John,

dada a natureza do seu serviço e o seu histórico,

eu preciso avaliar sua adaptação à vida de civil.

Coopere comigo!

Doutor, eu durmo tarde pois gosto de ficar acordado até tarde

e fico acordado até tarde porque gosto de ver TV.

Durante o dia, posso ir à academia ou ao parque.

Uma vez por semana, posso ir à biblioteca.

E quando recebo o dinheiro do governo, vou me divertir, me levo para passear.

E eu sou tão perigoso quanto um idoso.

Seria bom que tivesse um propósito, John, uma razão para viver.

Você tem uma filha. Vocês têm contato?

Aqui consta que você é avô. Seria bom que tivesse uma família.

FILHA (JANE) KING'S DRIVE, LONDRES

REINO UNIDO

CENTRO EMPRESARIAL DE AVONDALE

Mil desculpas. Vou direto para lá pôr tudo em ordem.

Desculpe.

ATENÇÃO: LIMPEZA. FAVOR NÃO ENTRAR.

Jane, antes de ir, é a terceira vez que atrasa no mês.

Já falamos nisso.

Eu sei, George, desculpe,

mas você sabe que venho o mais rápido que posso.

Tenho que deixar a Wendy primeiro e depois pego dois ônibus até chegar.

Hoje o segundo ônibus atrasou.

Você sabe que faço tudo o que posso para vir rápido.

-Você sabe disso! -Não sou eu que decido, Jane.

Já perceberam.

Sinto muito, mas preciso dar uma advertência oficial.

Mais uma vez e... Tchau.

Oi.

-Gary! -Cala a boca.

Gary, o que está acontecendo?

Bem...

Você se meteu em uma encrenca.

Não sei o que você está falando!

Sabe, sim.

Você está vendendo o que não devia.

Ou não está comprando das pessoas certas.

Não o culpo, Gazza. Provavelmente você nem percebeu!

Mas, como dizem, ignorância não é desculpa.

Não sei do que você está falando!

Sabe, eu odeio essa parte.

De onde você comprou, Gary? Não tenta tirar uma comigo.

Não sei o que você quer dizer!

Aqui.

O que é aquilo, Gary?

Onde você arrumou isso?

Já tenho uma ideia, mas preciso ouvir.

Ele vai me matar!

Não, não vai, não.

Vem cá, querida. Tudo bem.

Eu vou matar você, Gary.

Vou matar você! É culpa sua, sabia?

Ela podia estar sentada e respirando bem

ao seu lado se você tivesse dado o nome.

Vou perguntar de novo

e depois vou cortar o resto do pescoço e terminar o serviço se você não falar.

Carnie! Eu peguei do Carnie.

É só isso?

Não, tem mais no armário do quarto e ao lado da banheira.

Sabe como sou chamado, Gary?

Navalha.

É, sabe... Eu acho ofensivo.

Até calunioso.

Sendo que eu prefiro essa aqui.

Mas também não quero ser chamado de "Pistola".

Aquele Carnie, sabia que estava nessa!

Seu nojento!

Coronel Neal.

John!

Que bom que ligou. Está no Reino Unido?

Não sabia. Vamos nos ver.

E aquela bebida que você me deve?

Está bem, mas você também me deve uma.

Certo. Vejo você lá. Até logo.

Oi, amor, feliz aniversário de casamento.

Sim, estou atrasado de novo, sempre atrasado.

Sempre dando desculpas.

Bem, chega de desculpas.

Vim aqui para pedir perdão.

Não passei nem um dia sem pensar em você depois que parti.

Mas é isso.

Não devia ter ido. Devia ter ficado com você.

Daria tudo para voltar no tempo.

Acima de tudo, perdão pelo que fiz.

A única pessoa que nunca quis machucar.

Não posso mudar o passado, tenho que conviver com isso.

Mas prometo ser melhor com a Jane e com a Wendy.

Eu juro, Karen, eu juro.

Adeus, Karen. Eu amo você.

Teve confusão nos prédios ontem.

Policiais por toda parte.

E daí?

Estava cheio de polícia.

Um cara e a namorada se deram mal. Na sala da casa dele.

-Quem se importa? -Meu Deus.

Mas você conhecia o cara.

Eu o vi aqui. Vocês fizeram negócios juntos?

Você nunca viu o cara. Sacou?

"Eu nunca vi o cara".

Se falar outra coisa, corto o seu pescoço também!

Entendeu?

Você vai poder falar, não liga para ele.

Volte aqui!

Ei, volte aqui.

Ei, idiota, volte aqui. Quero falar com você!

-Não vai correr para sempre! -Carnie!

Vamos lá, desista. Volte aqui!

Não, não, não foi nada.

-Que trabalho você deu! -Só alguns...

Me soltem! Me ponham no chão!

Que confusão causou, Carnie.

Tudo porque achou que as regras não se aplicam a você.

Foi só um pouco.

Eu sei.

Sou a favor de um pouco de competição. Se fosse por mim, tudo bem.

Mas duas pessoas mortas por causa disso?

É um pouco demais, não é?

Mas não é comigo.

Eu não sou o chefe e não faço as regras.

Eu só as faço cumprir.

Não! Não, Navalha, por favor. Por favor, Navalha...

É como você disse. Não é certo.

Pois é. Nada certo.

O seu cliente, Gary, o entregou.

Então quero saber: onde você conseguiu?

Não sei, Navalha! Não sei.

Angels.

Foi no Angels Club.

O Terry é segurança.

Ele que arranjou o encontro.

Não me deu nenhum nome.

Eu só encontrei o cara e ele me vendeu.

Eu juro, Navalha. Juro!

Sabem... Acredito nele.

Deus! Quanto movimento aqui hoje.

Andem! Lá vamos nós.

Ele está morto.

O Jack também. Aposto que foi com a arma do Jack.

Demos azar com esse. Olha só: tiro duplo, na cabeça e no peito.

Vamos embora, vai.

-Alô? -Jane, sou eu.

Seu pai.

Pai?

Estou aqui.

-Pai! -Oi, Jane.

O que você...

Vem cá!

Estou feliz em ver você.

Eu também.

Venha, eu pego isso aqui. Entre.

Vou fazer um chá.

O que você está fazendo aqui?

Quer dizer...

Por que agora? Eu escrevi e liguei.

Foi duro, pai.

Eu sei. Sinto muito.

Assim,

não saber, não falar com você... Isso foi o pior.

Perdão. Não queria que passasse por isso.

Foi muito difícil para a mamãe também.

Sim, eu sei. Não queria nada disso. Eu só...

-Não tive escolha. -Não teve? Soldados têm licença.

Nem todos.

Não entendo.

O que estava fazendo que não podia tirar licença?

Não queira saber, Jane.

Se eu contasse o que já fiz, você nunca me olharia do mesmo jeito.

Eu não quero isso. Só quero esquecer e recomeçar.

Não importa o que houve.

Você está aqui agora.

E sempre será bem-vindo.

-Sente-se. -Não, tudo bem.

-E então? -Tenho que falar com o Terry do Angels.

Ele tem um nome, mas temos que ir seguindo a cadeia.

-Angels? -Sim, é uma boate.

Não sei muito de lá. Só posso dizer que é tudo limpo.

Terry trabalha numa empresa de segurança, fica na porta.

Faz vista grossa pra venda de drogas, fica com uma parte.

Os caras fazem isso.

Nunca deu problema.

Ainda. Melhor cortar o mal pela raiz.

Garantir que todos captem a mensagem.

Principalmente quem estragou meu dia.

-Treze. -Não imaginava que fazia tanto tempo.

Faz, sim.

Sentimos a sua falta. Muito mesmo.

Principalmente quando mamãe morreu.

Eu não podia voltar, Jane.

Enfim... Vamos dar boa noite. Não tenho outro quarto, sobrou o sofá.

Sem problemas.

-Estou muito feliz em ver você! -Eu também.

-Oi. -Pai, está acordado?

Sim.

Dormiu bem?

Trouxe um chá.

Obrigado.

Tenho que ir trabalhar agora. Também preciso levar a Wendy à escola.

Você vai ficar bem? Quer que eu faça o café?

Sim, só preciso de cinco minutos. Quero ir com vocês.

-Tem certeza? É bem longe. -Sim, tenho.

-Pronto. -Vem aqui!

-Tchau, vô. -Tão envergonhada.

Tchau, querida.

Ainda tem mais um ônibus. Tem certeza que quer ir?

Claro.

CENTRO EMPRESARIAL DE AVONDALE

-E aqui eu fico. -Certo.

As chaves para você.

Não fique passeando por aqui.

-Até mais. -Até.

Até depois.

E aí?

-É novo aqui? -Visitando a minha filha.

A gente se vê.

-Quem mora no 12? -No 12?

Aquela vadia loira, Jane Hayes.

Venha.

Uma investigação criminal está em curso

após corpos terem sido encontrados

dentro e nos arredores de prédios. A polícia foi chamada...

É aquela. Jane Hayes, do 12. Ele está morando com ela.

Sou eu. Abre aqui.

-Oi! -Oi, vô.

-Cheirinho de comida! -Fiz o jantar para nós.

-Alguém subiu com vocês no elevador? -Não.

Reparou em alguém que nunca viu antes lá embaixo?

Não, mas sempre tem gente se mudando. Nunca dá para saber quem mora aqui.

Por quê? Algo errado?

Nada, só queria ter certeza. Um hábito antigo.

Certo. Preciso que vocês se esqueçam de que me viram aqui.

Boca fechada!

Para sempre.

Olha os dois, tremendo de medo. Agora vão.

Deem o fora.

-E aí? Beleza? -Olha isso!

-Onde conseguiram? -Um amigo que ajudamos. Vamos.

Está muito bom!

Quando você aprendeu a cozinhar? Antes não sabia nem fritar um ovo.

Jane, recebi uma ligação. Preciso resolver algo amanhã.

Vou ficar um pouco fora.

Mas acabou de chegar.

É rápido, um ou dois dias. Volto no fim de semana.

O que você tem que fazer?

É do Exército. Ajudar com um relatório, coisa rápida.

Só lembrei hoje.

Está bem. Você tem que voltar.

Já ia esquecendo. Trouxe algo para você.

Obrigada.

Cuide bem disso. É muito especial.

Olhá só, meu Deus, essa sou eu.

A sua avó. Ela era tão linda.

Nossa, olha esse cabelo!

Obrigada.

Deus nos abençoe.

-Vovô! -Oi, meu bem.

Estou feliz em ver a mamãe assim.

Que bom que você voltou.

Desculpe por não estar presente antes. Mas isso vai mudar, eu prometo.

Eu não acreditava em Deus, mas, depois de você, acredito.

JANE, ATÉ O FIM DE SEMANA. COM AMOR, PAPAI.

-Quem é? -Olá, Srta. Hayes?

-Sim. -Sou o oficial Donald. É sobre seu pai.

-Papai? O que houve? -Podemos subir, por favor?

Sim, subam.

-Oi, Jane. -Vocês não são da polícia.

-Onde ele está? -Quem?

-O seu pai. -Ele saiu de manhã. Não está aqui.

Quando ele volta então?

Não sei. Não tenho certeza.

Você não sabe?

Ele disse que ia ligar, mas... Não falou aonde ia.

Bem...

Nesse caso, se ele não está, você vai ter que servir.

-Mãe? -Está tudo bem. Venha comigo.

São só uns amigos do vovô.

O que vão fazer com ela?

Nada. Se você se comportar.

Tudo bem. Só fique quieta.

Agora, Jane...

Por favor!

Você precisa me falar do seu pai.

Eu não sei de nada. Até então, não o via há anos.

Quando ele volta?

Acho que não volta.

Por que não?

Ele não lida bem com a gente, com a família.

Então você não sabe onde ele mora, não pode entrar em contato.

Bem, acho que vamos ter que forçá-lo.

E você vai nos ajudar.

Como?

Meu Deus.

Às vezes, acho que você não serve para esse tipo de trabalho.

-Cadê a menina? -Está tudo certo. Trancada no quarto.

Ela está bem.

Vá, Sunny, espere no carro.

Vocês dois, distraiam a moça.

Mas sem barulho, tenho que ligar aqui.

Quem é?

-É a minha mãe. -Quem é esse?

Meu avô John. Ele que me deu.

John.

Vamos lá, não devíamos lutar.

Está tudo saindo do controle. Fora de controle.

John.

Chega. Caiam fora, os dois.

Quase acabando.

Você não fez isso. A menina?

É a regra. Nunca deixe uma testemunha.

Ou, se tiver mesmo que deixar,

garanta que ela não possa identificá-lo.

Me ajude.

Você tem que vir comigo, John.

-Jane? -Pai, é você?

Pai!

Não sei o que aconteceu. Não sei por quê.

Está tudo bem, querida. Eu estou aqui.

Wendy!

Eu nem posso chorar. Dói tanto.

Meus olhos!

Por que fizeram isso? O que nós fizemos?

Nada. Vocês não fizeram nada.

Deixe-a descansar agora. Tenho que ver os curativos.

Certo.

Papai, não vá embora. Prometa que você não vai.

Não vou. Vou ficar ali na porta.

Preciso interrogá-lo, John. A polícia também.

Você tem ideia de quem fez isso? Ou por quê?

Wendy! Quero vê-la agora.

-Eu faço isso. -Tudo bem. Pode sair.

Sinto muito, John.

Eu também.

Sinto muito, mas você precisa vir comigo.

Diante dos fatos,

achamos melhor que passe um tempo conosco

para ter ajuda e apoio.

Apoio?

Com uma cerca de arame farpado e trancado à noite?

Não estou pedindo, você sabe.

Minha neta... Minha filha!

-Eu sei. -Saia da minha frente.

Viemos preparados.

As armas habituais.

-Jane, sou eu. -Pai?

-Sim. -Disseram que você tinha ido.

Sabia que não.

-Jane, tenho que ir. -Vai achar os homens que nos machucaram?

Tenho que ir, filha.

Deus que me perdoe, mas faça-os pagar.

Não por mim, pela Wendy.

-Faça-os pagar. -Eles vão pagar com sangue.

Dou a minha palavra.

Briga doméstica, perto do Tâmisa.

Um homem foi esfaqueado.

O nosso homem... Vocês são amigos, não?

Os dois serviram juntos.

Sim, somos amigos. E servimos juntos.

Bem, preciso de todas as informações que tem sobre ele.

Do Exército e tudo.

Como dizem, posso dar as informações, inspetor, mas aí teria que o matar.

Chega de besteira. Quem é ele e onde mora?

John. Onde mora não importa agora, pois ele não vai voltar para lá.

Ainda assim, tenho que investigar. Protocolo, já ouviu falar?

Edifício Green Gables.

Há algo que queira dizer antes que mande meu pessoal atrás dele?

Você não vai achá-lo.

Mas não precisará de muito esforço para saber por onde ele andou.

A filha dele está em um quarto aqui,

com curativos e pontos no lugar dos olhos.

A neta dele está no necrotério.

Se eu fosse você, inspetor, saía do caminho dele até tudo terminar.

É, bem, eu não posso fazer isso.

Ele pegou a chave do carro e a minha arma.

Ele está armado e instável.

Se ele machucaria seus homens? Não sei.

Mas, se eles tentassem feri-lo, sim, John os mataria.

-E aí, Navalha? -Não fale meu nome aqui. Lá atrás.

O que houve?

Fiz o que você mandou.

Sim, pois é, você fez.

Toma.

Agora tenho outro serviço.

Quero que você vá à Zona Norte para mim.

Não posso aparecer por lá agora.

-O que quer que eu faça? -Nada demais. Só marcar presença.

Mostrar quem manda no pedaço. Manter tudo em ordem.

Tudo bem.

Sem problemas.

Bom.

Dê uma passada lá amanhã.

Evite a polícia. Mantenha os moradores sob controle.

Como quiser, Navalha.

Sim, como eu quiser.

Todas as unidades, atenção. O suspeito é homem,

-caucasiano... -Posso ajudar?

Meu Deus, é você!

Há alguns dias,

um homem e uma mulher foram mortos em casa, aqui perto.

No dia seguinte, outro homem foi morto

junto com um infeliz que passava por lá.

E os dois que atiraram acabaram morrendo também.

No outro dia, acontece isso.

O que está havendo?

É melhor você abrir a boca.

-Drogas. -Drogas?

-Esse é o principal negócio aqui. -Nome, local, rua, quem comanda.

Tem três ou quatro gangues,

mas quem está no controle agora

é um cara chamado Joe Calder.

Por isso as mortes. Tem outra gangue querendo tomar o poder.

Que gangue?

Não sei!

Só faço segurança ou blitz da Lei Seca de sábado à noite.

Se tem um suspeito, ninguém me falou.

Em que buraco posso encontrá-lo?

Não tenho certeza. Sei que ele é dono de alguns lugares.

Mas não sei onde, nem se ele fica nesses lugares.

Se você fosse um homem melhor, teria me dado um nome.

Sei que vão vir atrás de você se não entrar em contato.

Tomara que não precise tomar o seu mijo antes que eles cheguem.

Eu mesmo não tenho nada contra você.

Fale o que quiser para ficar bem na frente dos seus colegas.

Mas,

se bancar o espertinho e contar onde estou, o que farei, onde vou,

nós teremos um problema pessoal.

Agora, algeme-se no fogão. Algeme-se já.

Fique onde está e aguarde reforços.

Repito: fique onde está e aguarde reforços.

E não traga cerveja.

E aí, caras?

-O que é isso? -Olha só o que é.

Vim ver se você está se comportando.

Se o Calder não precisasse me mandar vigiar idiotas como você,

podia fazer algo mais importante, como coçar o saco.

Calma, cara. Ele não sabia quem você é.

O que você quer?

-Um pouco de privacidade. -Que isso? Me solta!

Me larga!

Você está morto.

-Encosta um dedo em mim e Calder... -É dele que quero falar.

Onde posso encontrá-lo?

Você não sabe?

Então não faz ideia de onde está se metendo.

A força bruta não basta.

-Você devia cair fora agora. -Pois é. Nunca soube calcular isso bem.

Sempre foi minha filha que cuidou de mim assim,

mas agora ela está passando por uma fase difícil.

Pela última vez,

onde encontro esse Calder?

Tem uma boate na rua Bethin. Ele fica lá quase sempre à noite.

A chave do seu carro. Me passa.

É um Mitsubishi Colt.

Obrigado.

Mas decidi que odeio você.

Vi um amigo seu fazer isso há uns dias.

E aí ele atirou na cabeça, mas não sou do nível dele.

Sou muito, muito mais baixo.

-O que posso oferecê-lo? -Coca.

5ubr1P P1X

Você me deve 5 contos pela Coca.

Precisamos conversar.

Se não sabe o que houve aqui,

eu sou o pai da mulher que você pôs no hospital.

O avô da menininha que você mandou matar.

O Navalha... É ele que deve procurar.

Eu nunca o mandei fazer isso.

Entendo, mas foi feito no seu nome

e para você tudo bem até agora,

o que é péssimo para o seu lado.

Socorro!

-Eu não fiz nada. -Fez sim.

Vamos.

Se alguém aqui ainda puder falar, façam curativos e descubram o que houve.

Vejam também se há imagens de câmeras.

-Certo. -Andem logo.

-Coronel Neal. -Chega de tirar uma comigo.

Seis cadáveres e mais seis caras que vão comer de canudinho até o Natal.

-John. Me fale dele. -Falei o que podia.

Posso ser bacana com você

ou usar meios legais, prendê-lo e interrogá-lo.

Pode, mas vai se dar mal. Você não tem autorização.

Não é uma boate cheia de bandidos mortos que vai mudar isso.

Nós dois obedecemos a ordens, inspetor.

E ambos comandamos pessoas por quem somos responsáveis.

Mas não quero ninguém ferido, nem o meu nem o seu pessoal.

Estamos do mesmo lado. Me dê alguma coisa.

-Não é um jeito bom de falar. -Como, então?

-Depois. -Alô? Coronel?

-Alô, Neal? -John?

-Preciso de ajuda. -Já ajudei você.

Eu vi o jornal. Você fez o que tinha que ser feito.

Agora é hora de se entregar.

Não acabei. Ele não estava lá. Preciso da sua ajuda na busca dele.

-Como? -Tenho um telefone.

-Não posso autorizar isso. -Pode, sim.

Você sabe onde me encontrar e tudo acaba.

Certo.

-Que telefone? -0-7-7-0-0-0-1-9-7-7.

E você está com esse telefone que ligou?

Não. Monitore a localização do telefone,

eu ligo de volta e você me passa a lista de lugares e horários.

Alô?

A menos que os mortos usem telefone, e duvido que usem,

devo estar falando com a estrela do noticiário das 22h.

Não? Não quer falar comigo?

Não tem nada a dizer?

Só queria ouvir a sua voz.

Garantir que tenho o cara certo.

Tinha uma namorada que me ligava e falava coisas parecidas.

Já o ouvi antes. Aquele dia, nos prédios.

Você devia ter entrado e se apresentado.

Ainda vou me apresentar. Assim como fiz com o seu pessoal.

Mesmo? Mal posso esperar.

Sente-se.

Está atrasado, chamando muita atenção.

Parece que alguém anda irritado.

Sim, bem, acabou para o Calder.

Acabou?

Você não viu jornal? É o resultado da fraqueza do Calder.

Todos sabíamos que ele estava se dando mal.

Por isso toda a intimidação,

tentando apavorar todo mundo.

Só que quem pega esse caminho corre o risco de cruzar com alguém pior.

Foi o que aconteceu.

Esse cara ainda está por aí. Dizem que é alguém novo.

Situação perigosa.

Isso é ruim para os negócios.

É por isso que estou aqui. Para garantir o andamento do negócio.

E como vai fazer isso?

Sei quem gostava do Calder.

Porque posso entrar no lugar de Calder e comandar o negócio. Direito.

Mesmo?

Tão fácil falar quanto fazer, não?

Talvez ele não estivesse atrás do Calder.

Talvez estivesse atrás de você.

Até tudo se resolver, não fazemos mais negócios.

O que entrar nessa cidade passa por mim.

Estamos entendidos?

Totalmente.

Então dê o fora!

Olha, antes de seguir o conselho do seu chefe,

posso passar no banheiro?

Vai.

Sunny, é o Navalha. Faz um favor.

Estive no Cooper mais cedo e acho que deixei meu outro celular lá.

Sim, pega para mim.

Não, sem pressa. Uma hora está ótimo.

Na verdade, uma hora é perfeito.

-O cardápio. -Obrigado.

-Gostaria de uma água? -Por favor.

-Gostaria de pedir algo? -Não, tudo bem.

-Bom truque. Tem outros? -John Bradley.

Está bem. O que pode me dar?

Não posso dizer onde ele está nem o que fará,

somente o que ele é.

-E o que ele é? -Perturbado.

Considerando o que fazia, isso é comum

e até desejável para alguns tipos de trabalho.

"Tipos de trabalho". Como assim?

O que você viu. Ele é capaz de coisas muito piores.

Tem algo concreto além de boatos vagos?

Ele não tem rumo desde que aposentou.

Agora, tem um propósito de novo e isso é o que ele conhece e faz de melhor.

-Ele era um especialista, como dizemos. -Um assassino.

Ele causou baixas, seguindo ordens.

Então a boate, o pátio... É isso? Ele conseguiu o que queria?

Não, ainda não.

Ele vai continuar até achar quem fez aquilo com a filha e a neta.

-Depois, talvez pare. -Talvez?

Talvez seja suficiente, talvez não. Não posso dizer, porque não sei.

Se não for,

John continuará matando quem ele achar necessário.

Ótimo. Obrigado pela ajuda.

Você está o ajudando, Coronel?

Porque, se estiver,

o uniforme que usa não o poupará de problemas.

Estou ajudando o senhor, inspetor. O senhor.

Parabéns.

Se está procurando o Navalha, ele já foi.

Onde ele está?

Ele está no cais, plataforma 3. Como resolvemos isso?

Morte imediata.

-Por favor! Não fui eu. -Eu sei, foi o Navalha.

Tenho ouvido muito isso.

Quero conhecer esse Navalha direito, mas estou com dificuldades.

Talvez você possa me ajudar.

Eu falo tudo o que você quiser.

Ele tem que pagar. Eu o odeio! Odeio o que fez.

Mas você não o impediu!

Eu não estava lá. Estava no carro.

Esperando no carro?

A Wendy esperava a mãe buscá-la na escola,

mas isso não acontece mais.

Eu falo onde ele está. Levo-o até ele.

Não ligo para o que fizer com o Navalha.

Veja bem, aqui está o seu problema. Já sei onde encontrá-lo.

Mas não acredito em você nem na sua historinha de inocente.

Eu o vi ajudando a matar aquele cara. Como disseram os jornais?

Carnie.

Mas, como você disse, talvez possa me ajudar.

Eu ajudo!

Bem, então me ajude a extravasar um pouco da minha raiva.

Não!

Certo. Vamos resolver isso. Só quero ficar pelo tempo necessário.

Nada de brincar com a arma, a não ser que queiram se dar mal.

Estamos aqui pela mercadoria. Pareçam ameaçadores e ajam normalmente.

Então as coisas continuam? Você soube, não?

O Cooper está morto.

Eu sou o Cooper agora. E a mercadoria está aqui.

Esse pessoal não liga pra quem vende depois do transporte.

Eles só querem vender para o cliente certo,

que sou eu.

Quem é você? Cadê o Cooper?

O Cooper está fora.

Sou o novo chefe, então os negócios são comigo.

Mas você tem que entender... Preciso de provas. Não sei de nada.

Isso prova o bastante?

Então, vamos fazer negócios ou não?

-Certo, senhor... -Navalha.

-Pode me chamar de Navalha. -Sr. Navalha, podemos fazer negócios.

Vamos até o barco.

Qual é o seu problema? É só um corte. Tirem-no daqui.

-É só isso? -O resto será descarregado.

-É só isso? -Até eu ver o resto.

Não faço negócios à base de confiança, Sr. Navalha.

Não? Nem eu. Chega de conversa fiada.

Você veio de longe.

Eu sei o que trouxe e o quanto vale.

Estou disposto a fazer negócios com você agora que o Cooper se foi.

E vou ser o seu comprador.

Nenhum de nós vai se beneficiar com uma trapaça hoje, então...

Vamos ao que interessa?

O que é isso?

Encontre o sujeito e mate-o.

Você está cercado. Não vai sair daqui, John.

Droga.

Pare agora mesmo! Abaixe a arma.

Todas as unidades, alerta: múltiplos suspeitos armados.

Avancem com extrema cautela.

John, tenho algo seu aqui.

Apareça, Navalha.

Navalha! Apareça.

Por quê? Por que você a matou?

Fez aquilo com a mãe dela?

Você não entende, não é? Foram só negócios.

Essa é a diferença. Sobrevivência.

Não significou nada para mim. Nada.

A diferença é que eu gosto de fazer isso.

-Nos dê um minuto, por favor. -Sim, vá em frente.

A sua filha, Jane, está bem.

Dentro do possível.

Achei que gostaria de saber.

Não há mais nada que possa fazer por você, John.

Então, adeus.

Alô?

Jane, se cuida.

Eu amo você.

Subrip: Pix Sincronia by DanDee

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