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Original subtitles

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

Obrigado.

Quer um?

Porque a matou?

Sabia que ela trabalhava ali h� tr�s anos. Porqu� agora?

Porque n�o o fiz quando foi preciso. Eu sei que ele controlava tudo.

Andei paranoico durante anos.

Mas acabou. Tenho de me distanciar dele.

Sabe que complicou a situa��o para todos, n�o?

A Isabel nunca o vai perdoar.

O senhor e a Isabel nunca se esfor�aram.

Nunca fizeram o trabalho sujo.

Enquanto n�s arruinamos as nossas vidas para encobrir o que voc�s fazem.

Mas agora

controlo a minha vida.

Franco, vai sair por aquela porta

e ter� de enfrentar o passado.

Lembro-me do que a Rosario disse:

o Gonzalo n�o existe.

N�o � a lei. � a justi�a.

Justi�a que n�o se esconde nem est� escrita.

A que n�o pede permiss�o.

A que arrisca o corpo e o sangue.

E, um dia, sem ningu�m se aperceber, quase como um fantasma,

como um sussurro,

ir� apanhar-nos.

Comece a fugir, porque ela vem atr�s de si.

3 ANOS ANTES

Ainda est�o a ser investigadas as causas

que levaram o deputado Francisco Canicoba Pereyra,

presidente e fundador do Partido Conservador Federal,

a cometer suic�dio...

O que vais fazer?

Para j�, receber as condol�ncias dos deputados e dos ministros.

Vais ter de fazer de marido preocupado pelo momento dif�cil que atravesso.

E o problema da Rosario e da origem dela, quanto tempo vai durar?

Quase nenhum.

Trata disso.

N�o posso.

A Rosario s� vai parar quando descobrir a verdade.

Mais cedo ou mais tarde, vai encontrar-se com a m�e.

... abriu a porta e deparou-se com o corpo do deputado Canicoba Pereyra.

- Estou? - Come�aram a mover as pe�as.

Est�o a apertar o cerco.

Ouve. Est�o a jogar forte.

Se for o que estou a pensar, vai vir muita coisa � superf�cie.

A tua fam�lia vai ser afetada.

Os meios de comunica��o v�o acabar com o meu pai.

Ele j� est� habituado.

N�o posso deixar que fa�am isto � minha fam�lia.

- Onde est�s? - Invadiram a minha casa. Tive de sair.

- Estou certo de que o Franco me traiu. - O Franco?

As coisas est�o a mudar.

Preciso de falar contigo, de te ver.

Falei com a Larissa e ela revelou-me coisas sobre a minha m�e biol�gica.

Rosario, por favor, n�o confies nela. Estamos sozinhos nisto.

�s a �nica pessoa em quem confio.

Vou mandar-te a morada onde estou agora.

Espero aqui por ti.

- Estou? - Onde est�s?

- Onde raio est�s, idiota? - Espera. N�o estou a ter um bom dia.

Se n�o vieres ter comigo, vou ao canal dizer que sou o Agente H.

- Acalma-te. - Ou vens ou vou ao canal.

Est� bem. Diz-me onde, e eu vou a� ter.

Atende, cara�as.

Raios.

�s mesmo teimosa.

Como est�, Isabel?

- Serve-me um, por favor? - Claro.

- Com gelo? - Sim, obrigado.

- Com licen�a. - A morte do Francisco foi terr�vel.

Sim, estive a pensar e acho que devia ir ao funeral,

e voc� devia ir para o canal, onde � um peixe dentro de �gua.

Acho que a sua presen�a na televis�o... Obrigado.

... a prestar homenagem ao fundador do partido

vai ser bom para n�s.

- Est� bem. - V� como tinha raz�o?

Eu disse que devia deixar o jornalismo e dedicar-se a ser deputada.

Temos de pensar sobre

a substitui��o do Francisco, quem vai ser l�der do partido.

- Ou, pelo menos, o que vamos dizer. - Claro, mas vamos esperar.

Pelo menos, at� o corpo esfriar.

Temos de ter cuidado com uma coisa,

e isso � tarefa sua.

Esperemos que n�o tenham a ideia brilhante de o substituir por um jovem.

�s vezes, somos demasiado conservadores quanto a certos assuntos e chauvinistas.

Por isso teremos de mudar algumas coisas

para podermos ter uma mulher como l�der.

- � a sua oportunidade. - A nossa oportunidade.

N�o a podemos deixar escapar.

E entre n�s, a morte do deputado foi boa para n�s.

Ele era demasiado corrupto.

Eu n�o.

Temos de ter cuidado com o Bernal.

Temos de ter muito cuidado.

N�o aguento n�o saber quem � o Agente H.

Temos informa��o,

por isso vamos investigar. Brindamos?

Sa�de.

N�o me est� a investigar a mim, pois n�o?

Nunca fiando.

Aqui estou eu. Posso saber o que raio queres?

- Lixaste-me, filho da m�e. - N�o v�s os problemas que tenho?

Mentiste sobre trazeres um gangue. Voltaste a mentir-me, ot�rio.

Est�s desorientado. N�s n�o somos como eles.

N�o entendes? Tornaste-te num criminoso. S� me tens a mim.

Usaste-me para subires politicamente e juntares-te �queles ot�rios.

Vais dar-me um serm�o? For�a. Vais fazer como a Josefina?

Ajoelha-te. Ajoelha-te, ot�rio!

Vais matar-me? Vais matar o teu irm�o?

- N�o �s meu irm�o. - Claro que sou.

Sou irm�o da Anita. A nossa irm�.

Usaste-me a mim e � Rosario. Meteste-a no meio disto.

Morreram pessoas inocentes, Franco. Tive de ver pessoas como o Rusito morrer.

A Anita era inocente.

O Rusito n�o servia para nada. Ainda bem que morreu.

- Estamos a fazer justi�a. - Isto � que � justi�a, filho da m�e.

Quem est� acima do Carbone e os acima dos acima do Carbone?

N�o te metas nisso. V�o matar-te.

- Fizeste o que quiseste. � a minha vez. - N�o vou poder proteger-te.

N�o interessa. Eu n�o preciso.

- O que est�s aqui a fazer, pai? - Temos de parar de nos tratar assim.

- Tenho pressa. N�o posso falar agora. - �s adulta. Tens de entender.

Eu tenho de perceber? N�o sabes mesmo nada sobre a minha m�e biol�gica?

- Est�s a mentir. Outra vez, n�o. - N�o te mentimos sobre a tua origem.

- Sabes como me sinto? - Quando as coisas melhorarem,

prometo que te ajudo a encontrares tudo o que quiseres sobre a tua origem.

- Achas que estou a mentir? - Sim.

- Onde vais? - Vou embora.

N�o me digas. A tua m�e tem raz�o.

Vais ter com aquele idiota, n�o vais?

Querida, se algo te volta a acontecer, n�o sei o que vou fazer.

Pai, tu � que tens de ter cuidado. N�o percebes?

N�o quero que acabes como o deputado Francisco.

Est�o a extorquir pessoas, e o pr�ximo �s tu.

- N�o vais sozinha. - Vou,

porque tenho de ir. - Por favor, Rosario.

O que foi?

O que se passa, pai?

- D�-me algo para beber, por favor. - Est�s bem?

- Acho que estou com a tens�o baixa. - Entra.

Entra. Devagar.

Maria Marta, querida.

N�o. O que tem de dizer � que o seu marido recebeu as fotografias

e n�o aguentou. Que estava num momento de fraqueza espiritual.

Que estranho, n�o �?

Ele tem-na a si e recorre a prostitutas.

N�o, n�o vou ao funeral. N�o quero encontrar-me com jornalistas.

V�o pedir a minha opini�o, e vou dizer o qu�? Sim.

Sabe que pode contar comigo para o que precisar. Sim.

Um destes dias vou visit�-la. Sim.

Claro. Os meus p�sames, querida.

Agora, j� a confortou e vai saber o que dizer aos meios de comunica��o.

Ser� que lhe vai fazer uma coroa de flores?

O pa�s inteiro sabe que foi tra�da.

N�o sei, mas, �s vezes, precisamos de com�dia para ultrapassar trag�dias.

A Rosario quer ir ter com o Agente H.

Sinto falta dos tempos sem telem�veis.

- Est� tudo bem? - Sim. Tenho de ir.

Isabel, tente n�o se expor at� eu resolver a quest�o dos votos que faltam.

- Est� bem? - Sim.

Preciso do condutor. Obrigada.

Encontraste algo novo?

N�o, nada me motiva. Parece tudo igual.

A tua encomenda chegou.

Nunca encomendaste tantas.

- Bernal. - Que foi? Tinhas saudades minhas?

J� me conheces.

- A Garrido? - N�o sei nada dela desde ontem.

- Pensei que estava contigo. - N�o. Ligaste-lhe?

A �ltima vez que fal�mos, ela ia a casa da rapariga morta.

Disse-me que tinha de falar contigo,

supus que o tivesse feito. - Ela deixou-me uma mensagem.

O corpo da Chloe est� na morgue.

A Paola Suarez foi reconhec�-lo.

O Rulfo disse-me que tinha de falar com a Garrido.

- Talvez tenha sa�do com outro procurador? - N�o me stresses.

... Canicoba Pereyra confirmou que o seu marido recebeu material

pelo qual poderia ser indiciado por tr�fico humano.

Deixa-me sozinho.

... ouviram-se tiros quando o carro chegou...

- Atende, Isabel. - Encontrou o corpo do deputado...

- O que � que a m�e est� aqui a fazer? - N�o podemos deixar que estragues tudo.

A tua m�e tem raz�o. Fala com ela, por favor. Anda.

Ol�, boa tarde. � da florista? Queria encomendar uma coroa de flores.

Grande. Sim, n�o sei. A maior que tiver.

O dinheiro n�o � problema, senhor.

Perfeito. Tem com letras douradas? �timo.

Anote esta frase.

- J� falou com a Garrido? - N�o. N�o consigo contact�-la.

- As tintas coincidem. - Que tintas?

Como assim? Em que caso est� a trabalhar, procurador?

As dos c�digos de barras.

Claro, eu sei. Desculpe.

- Descobrimos onde a vendem. - D�-me a morada.

Quero enviar ao Congresso uma proposta de expans�o da lei de tr�fico.

Eles n�o querem, mas vou enviar na mesma.

O Franco Bernal e o Agente H deram-me informa��o que vou usar.

Eventualmente, vamos aperceber-nos que a morte do Francisco foi boa para n�s.

Criou uma situa��o de acefalia que podemos aproveitar.

Vamos retirar algo de bom das coisas horr�veis que te aconteceram.

Sabias que o l�der do teu partido estava metido nisto?

N�o me meto na vida das outras pessoas

para n�o se meterem na minha.

Se achavas que ia concordar com isto,

est�s enganada, m�e.

Eu confio no Agente H.

"Eu confio no Agente H"?

O que aconteceu entre voc�s?

Sim, salvou-te a vida e vou ficar-lhe eternamente agradecida. Mas que mais?

A �nica maneira de acabar com o tr�fico � a partir de dentro. Aprendi isso.

Aprendeste? Quem � que te ensinou? Ele?

Querida, o que se passa? Est�s com o S�ndrome de Estocolmo?

Tudo o que est� a acontecer � culpa do corrupto Franco Bernal.

Est�s habituada a que te digam que sim a tudo. Mas eu n�o o vou fazer, m�e.

Est� bem. Agora, vamos fazer o que plane�mos.

O programa especial de m�e e filha. Ontem tiveste a Larissa, hoje �s tu.

Depois,

dizes-me quem � esse Agente H.

Estamos em direto do funeral do deputado Francisco Canicoba Pereyra.

Os familiares e amigos v�o chegando para se despedir deste l�der.

Tamb�m os membros do partido c� est�o, estupefactos

por quem foi, em vida, um l�der da pol�tica nacional.

A sua mulher ainda n�o chegou,

e o corpo est� a ser guardado pela irm� e tr�s dos quatro deputados do partido.

A deputada Isabel Santa Cruz prometeu homenage�-lo na televis�o.

Est� tudo em jogo, Rosario.

Se o Agente H contar tudo o que sabe, o primeiro a ser afetado � o teu pai.

Se ganharmos, ganhamos todos.

Mas se algu�m perder, ser� o teu pai.

Querida, nem sempre podes fazer o que queres na vida.

Tens de negociar para sobreviver. O mundo que ele te mostrou n�o � o teu.

O teu mundo � o mesmo que o nosso.

Pensa nisso, Rosario. E se pensares bem,

espero-te no est�dio para te fazer a entrevista que todos esperam.

A estrela do jornalismo entrevistada pela sua m�e.

Pela sua m�e. Ouve bem o que te vou dizer.

Deputada do partido do homem que se suicidou por causa do tr�fico.

Ele era um cliente do que tu combates.

- O que faz aqui? N�o posso falar. - Porque disseste aquilo � Rosario?

Porque � verdade. Porque ela foi boa e justa comigo.

N�o sabias que ela era minha filha?

- N�o sabia. Acho que n�o importa. - Tenho uma d�vida.

Ouviste algu�m falar disso ou inventaste?

Ou algu�m te enviou?

A minha m�e est� a chegar. Tenho de ir embora.

- Quem te enviou? Foi ela? - V� embora, por favor.

Ol�. O Alfredo esteve aqui.

Disse-lhe o que combin�mos.

Est� bem.

- Bom dia. - Sou o Franco Bernal. Procurador.

- N�o veio fazer uma tatuagem. - Tem raz�o.

Quero saber se vendem esta tinta.

Tinta prateada. Sim, � das mais caras. Se � ilegal, n�o sabia.

N�o � isso.

- Querem comprar? - N�o. Quero saber a quem vende.

- Encomendo para um cliente especial. - A quem faz tatuagens?

N�o, � para uso pr�prio. Eu apenas forne�o.

- Prefiro trabalhar com outras tintas. - O que sabe mais?

N�o lhes posso dar essa informa��o, a menos que provem ser quem dizem que s�o.

- E porque querem saber. - Posso provar-lhe j� que sou procurador.

E tamb�m posso fechar-lhe j� a loja e prend�-lo. Quer arriscar?

N�o. Tenha calma. N�o h� problema.

S� vos pe�o, se o virem, que n�o lhe digam

que vos dei esta informa��o. Ele � um bom cliente.

- N�o se preocupe. Onde o posso encontrar? - Veio buscar uma encomenda h� uma hora.

Sabe onde ele vive?

N�o. Ele s� vem encomendar e levantar a encomenda.

- Chega e vai embora de carrinha. - Que tipo de carrinha?

- Uma comercial. - E que mais?

- � amarela. Dos anos 80. - E que mais?

Tem uma tira bordeaux dos lados.

- E cortinas castanhas. - Est� bem.

Encontra essa carrinha.

V� as grava��es das c�maras da zona e localiza o telem�vel da Garrido.

- E ent�o? - J� estou a ir.

Mexe-te.

N�o somos nada.

Estamos aqui hoje, mas amanh�...

Bem...

Espero que respondam com um sim contundente.

Porque se for um n�o...

Bem, j� sabem.

Podes ir.

A Larissa desapareceu.

Levaram-na outra vez?

N�o sei.

- Franco, j� soube - Acho que n�o foi rapto.

Os seguran�as estavam l�, mas ela fugiu. Acontece.

Elas fogem, precisam de estar sozinhas.

Acha que devo divulgar?

N�o. Aviso-a quando souber de alguma coisa. Adeus.

Ligue � m�e da Larissa.

- Tem de ir � televis�o. - Ainda n�o. Quero indiciar os pol�cias.

S�o in�teis. Ela fugiu-lhes?

N�o me venhas dizer que est�o a fazer os poss�veis

porque n�o � verdade. Encontra a Garrido.

Eu conhe�o este s�tio.

- Vou l�. - Vou consigo.

Se tenho a for�a para falar sobre isto � porque eles me ensinaram.

A minha m�e � um exemplo como rep�rter e pessoa.

� deputada e dona de um canal televisivo. Muitos podem pensar que isso a diferencia.

Mas, antes de tudo, � mulher e m�e. A minha m�e.

Deem as boas-vindas, no Not�cias 24/7, a Isabel Santa Cruz.

- Amo-te, filha. - Obrigada por vires, m�e.

� um privil�gio e uma emo��o ser entrevistada pela minha filha.

Por favor, conta-nos sobre a expans�o da lei do tr�fico humano.

Para o p�blico saber como acabar com este flagelo.

V�timas inocentes,

clientes que se suicidam ao enfrentarem o esc�rnio p�blico.

Nem todas as mulheres t�m a m�e que eu tenho,

que tem o poder dos meios de comunica��o do seu lado.

Fico emocionada por te ouvir dizer isso.

Entrei no partido a pedido do meu sogro,

que sempre me disse que eu tinha poder sobre as pessoas,

que as pessoas gostavam de mim e acreditavam em mim.

E que era algo muito dif�cil de conseguir.

Para n�s, nunca foi um l�der pol�tico. Era apenas o Sr. Francisco.

Ele gostava muito de ti, Rosario.

� por isso que me sinto estupefacta com esta morte inesperada

e pela maneira como morreu. E sinto-me obrigada a pedir perd�o

aos simpatizantes do nosso partido

que sempre nos acompanharam, e aos espectadores em geral.

Porque o nosso partido era liderado

por um homem envolvido no tr�fico humano.

E n�o sab�amos.

Juro que n�o sab�amos.

Isto faz com que prometa que vou duplicar os meus esfor�os

para acabar com esta trag�dia que est� a dominar o mundo.

Estou a falar do tr�fico humano.

- Tem uma mensagem. - Gonzalo,

eu sei que n�o te devo nada, mas quero dar-te uma explica��o.

A vida n�o me preparou para passar por uma situa��o daquelas.

Tamb�m n�o quero que aches que �s respons�vel por mim.

N�o posso andar escondida como tu para lutar por esta causa.

Sou uma pessoa p�blica.

E... desculpa.

Desculpa por te deixar sozinho.

Espero que percebas e...

... que saibas que n�o h� apenas uma forma de chegar � verdade.

Existem duas.

A tua e a nossa.

Eu sei que ainda est�s em choque.

Que passaste por algo terr�vel.

E que temos de respeitar certos procedimentos jur�dicos.

Mas tu �s uma rep�rter nacional.

E h� algo que toda a gente quer saber, um mist�rio que tem de ser revelado.

O que queremos saber �, Rosario,

quem � o Agente H?

Merda. Correio de voz.

Onde est�s, Garrido?

Vai sempre para o voice-mail. Encontrei a carrinha.

Vou observ�-la e j� te mando a minha localiza��o.

Puta que o pariu.

Est�s bem, Garrido? Garrido.

Canalha.

O Agente H n�o existe.

Ele n�o � a lei. � a justi�a.

A justi�a que n�o se esconde, nem est� escrita. A que n�o pede licen�a.

A que arrisca o corpo e o sangue.

A que, um dia, sem ningu�m se aperceber, quase como um fantasma,

ir� chegar a todos eles.

TR�S ANOS MAIS TARDE

O Gonzalo n�o existe. Ele n�o � a lei.

� a justi�a.

A que um dia, sem avisar,

ir� chegar a todos n�s.

Foge, porque ela est� atr�s de ti.

Tudo bem, mano?

Olha. A partir de agora, fazes o que eu disser.

Vais onde eu disser.

Dizes a verdade ou mentes quando eu achar que o deves fazer.

Se n�o me obedeceres, apanho-te e mato-te.

Tradu��o: Joana Miranda

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