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UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX
A hist�ria mostra que qualquer um pode chegar � pol�tica
e assegurar o seu lugar sem fazer grande esfor�o.
� por isso que a candidatura a vice-presidente de Bernal
j� n�o � de estranhar.
Al�m disso, tenhamos em conta
que a sua ajudante, que est� a dirigir a sua campanha,
� a propriet�ria do canal de informa��o 24/7, Isabel Santa Cruz.
Os donos do 24/7, Isabel
e Alfredo Santa Cruz, pertencem a uma dinastia dos m�dia
que pretende aumentar o seu poder,
e nada melhor do que um partido nost�lgico como este, como fachada.
� dif�cil prever o n�mero de votos real desta candidatura,
tendo em conta a proje��o que t�m atrav�s de um canal � sua disposi��o
para criar todo o tipo de opera��es pol�ticas e medi�ticas.
Lembremos ainda que ambos s�o pessoas pol�micas,
com um passado s�rdido por tr�s,
sobretudo Franco Bernal.
N�o podemos tamb�m esquecer que Rosario Santa Cruz,
filha da candidata a presidente e companheira do candidato a vice,
perdeu o controlo ontem � noite,
quando sacou de uma arma ao vivo num programa televisivo.
Algo nunca visto.
Noutras not�cias...
A CHAMAR
TR�S ANOS ANTES
Estamos a receber muita ajuda atrav�s das redes sociais.
Obrigada por estarem a� e por nos fazerem sentir
menos sozinhos nesta luta.
QUEM � ROQUE CARBONE?
Hoje, al�m da reportagem especial sobre Roque Carbone
que Ros�rio preparou com a ajuda do Agente H,
temos um programa especial
com testemunhos e estat�sticas
deste flagelo que devasta o mundo: o tr�fico humano.
� um tema sens�vel, pois movimenta 32 mil milh�es de d�lares por ano.
Mas n�o temos medo.
Vemo-nos mais tarde, em hor�rio nobre.
Obrigada pela sua companhia.
Estas foram as not�cias que decidimos dar.
Sra. Isabel, o ministro Vega est� � sua espera no escrit�rio do Alfredo.
Ele que espere.
Sirva-lhe um caf�. Se bem que ele dever� pedir um u�sque.
Uma pessoa que se considere inteligente n�o pode ser feliz. � assim.
Nem todos veem isso.
Sei disto desde crian�a. Por isso � que sou assim.
Mataste-me com a tua trai��o, mi�do.
Partiste-me o cora��o.
Mas fizeste-me crescer, por isso, perdoo-te.
Sei que n�o estavas pronto. Nunca estarias.
Querias ser feliz? Estavas perdido.
Vou ajudar a tua m�e e as tuas irm�s. Nunca lhes faltar� nada.
Isso nunca ser� problema.
Ajudar as pessoas compensa.
Terei muitas saudades tuas. Muitas saudades, Rusito.
Est� tudo pronto.
Trata da Rosario Santa Cruz.
Se algo me acontecer, j� sabes o que tens de fazer.
N�o, Roque. N�o podes ir.
� o funeral do Rusito. Como n�o haveria de ir?
Foi merecido por abrires a boca, chibo.
- Bom dia. - Bom dia, agente.
- Tudo em ordem? - Sim, estou a mudar o pneu.
Tem uma esta��o de servi�o a 300 metros daqui.
A do Severino, sim.
- Conhece? - Sim, passo muito por l�.
- Posso ver os seus documentos? - Claro.
Carta verde, seguro, est� tudo em ordem.
O meu filho tamb�m se chama L�cio.
Significa "iluminado". Sabia isso?
- O que transporta? - Os meus dois c�es, agente.
Pode abrir a caixa, por favor?
- S�o os meus dois c�es. - Abra-a, por favor.
N�o lhe disse?
- Quietos a�. - Muito bem.
Est� tudo em ordem.
Aonde vai?
Vou pescar. A ver se tenho sorte.
- O rio subiu. - Sim.
- Tenha um bom dia. - Para si tamb�m.
Deram alguma prova de vida?
- N�o. Nem pediram resgate. - Querem negociar.
O Carbone � um tipo que tem leis pr�prias.
N�o vai querer deixar as coisas assim.
Tem a certeza de que foi ele?
Est� mesmo a perguntar-me isso?
A sua filha meteu-se com pessoal da pesada.
Voc� n�o tem nada que ver com isto, pois n�o?
Como disse?
Quero saber como conseguiu essa informa��o
e porque n�o a deu � justi�a,
em vez de fazer este circo com o Agente H.
Ter�amos evitado muitos problemas.
N�o sei o que dizer-lhe, Sr. Ministro.
Mas reconhe�o que estou surpreendida por estar mais preocupado
com a imagem da Pol�cia e da Justi�a do que com a vida da minha filha.
A sua filha vai aparecer s� e salva. Garanto-lhe.
Falou com o Carbone?
O seu partido tem vindo a avis�-la
que est� a meter-se com gente do piorio.
Isabel, o que ganha com o desaparecimento da sua filha?
Porque n�o diz ao Francisco que v� a merda?
E de caminho v� o senhor tamb�m.
Est�o a enterrar o Rusito.
N�o era o bra�o direito do Carbone?
Sim.
At� descobrirem que era ele o traidor.
Para a Pol�cia, o Rusito foi apunhalado 17 vezes
pelo chefe dos hooligans do Transandino FC.
Algu�m tem de pagar.
As coisas aqui s�o diferentes.
E vais ter de confiar cegamente em mim.
Que se passa?
- Eu confio em si. - N�o parece.
N�o parece que confia em mim.
Eu disse-lhe que isto n�o � um jogo.
Aqui n�o h� pol�cias, nem c�maras, nem advogados.
Aqui faz-se justi�a de outra forma.
E onde est� a justi�a?
Vai dizer-me que � um justiceiro?
Matar um inocente � justi�a? Trair um amigo � justi�a?
De que est� a falar?
A mim n�o me faz frente! N�o me faz frente!
Eu n�o o matei!
Se tivesse de mat�-lo para salv�-la a si, f�-lo-ia sem problemas.
O que tem de entender � que, aqui, faz o que eu digo.
Se duvida por um segundo, d�o-nos um tiro na cabe�a a cada um.
Percebeu? Percebeu?
Esperava um pouco mais de compreens�o e solidariedade.
Mas tudo bem, n�o se preocupe.
Esta nossa entrevista foi muito �til. Obrigada.
- O que vai fazer? - Recuperar a minha filha.
Como?
Usando a minha hist�ria, o meu carisma...
Algo que voc�s nunca ter�o, nem que ganhem 20 elei��es seguidas.
H� coisas que n�o se podem saber, Isabel.
N�o ganhamos nada se metade do pa�s souber o nome de um esclavagista
que trabalha com gente que financia as nossas campanhas pol�ticas.
H� algo que creio que n�o est� a perceber.
Eu estou onde estou porque o povo votou em mim.
N�o foi gra�as aos corruptos.
O povo conhece-me, h� 25 anos que entro em suas casas.
O povo conhece o Alfredo e a Ros�rio.
Eles sabem que aqui n�o se trata de flashes,
de fotos ou de capas de revistas.
Trata-se de trabalho,
de correr atr�s da not�cia, de dar tudo no trabalho.
Mas eu acho que o senhor n�o faz a menor ideia do que falo.
S� lhe pe�o uma coisa.
N�o nos trate a mim e a quem votou em mim como se fossemos imbecis.
Sabe perfeitamente que nos conhecemos h� muito tempo
e n�o a considero uma tonta. N�o, pelo contr�rio.
Eu vim c� dar-lhe o meu apoio.
Vim p�r-me � sua disposi��o.
E recordar-lhe porque gosto de si,
que para ser presidente de um partido,
ou para apoiar uma nova lei,
n�o precisar� do voto de uns quantos imbecis.
Quando ocupar o lugar,
eles ter�o desaparecido.
Estar� sozinha.
Sobreviver depender� exclusivamente
da sua capacidade de adapta��o. N�o queime as pontes.
N�o fa�a inimigos que n�o poder� controlar.
Boa tarde, Isabel.
Uma pergunta, por favor.
Sabe quem � Carbone?
Acha que Larissa est� viva? Ela conhecia Carbone?
Ela j� o conhecia?
O desaparecimento de Rosario est� relacionado com Larissa?
Acha que Larissa est� viva?
- Ol�. Como est�? - Bem. Estou bem.
Venha por aqui.
Preciso que me leve � Isabel.
A filha dela sabe onde est� a Larissa.
Mas Rosario n�o sabe onde ela est�. S� recebeu aquela fita.
Est� a mentir-me?
� que eu tenho de encontr�-la. N�o aguento mais isto.
N�o estamos a mentir-lhe.
A Rosario desapareceu por exibir o v�deo da c�mara oculta.
Se tiv�ssemos mais informa��o, d�-la-�amos a si e � Pol�cia.
Percebe? N�o estamos a mentir.
Eu vi o v�deo. Eu vi-o.
Porque me fizeram vir c�, ent�o?
A primeira pergunta � h� quanto tempo n�o a v�.
A segunda � a fam�lia, contexto familiar, inf�ncia,
se comiam bem, com quem...
- Alfredo? - Sim?
Desculpe. Tenho aqui a Monica, a m�e da Larissa.
- Mande-a � Isabel. - Ela pediu para falar consigo.
Est� bem, traga-a c�.
Monica, por favor, entre.
Como est�, Alfredo?
Estou desesperado.
Nunca pensei que isto fosse acontecer-me.
V�? � horr�vel.
H� muito tempo que me sinto assim.
� t�o injusto levarem a Rosario.
Foi a primeira a preocupar-se com a Larissa. Foi muito corajosa.
Corajosa � voc�.
Eu sei que � um momento delicado,
mas viu que Larissa est� viva.
Acho que a Rosario deve saber onde ela est�.
Ela n�o sabe nada. S� recebeu informa��o.
Mas falou com pessoas
e podem ter-lhe dito...
Foi um agente infiltrado que enviou. Sabe como s�o essas pessoas.
Dizem o que lhes for conveniente.
Al�m disso, n�o temos aqui a Rosario para perguntar-lhe.
J� n�o lhe somos �teis, Alfredo.
O que est� a dizer?
Quer dizer, a justi�a, este canal,
agora andam atr�s da Rosario
e esquecem-se da minha filha. Esquecem-se da Larissa.
Sabe-se l� onde est� a minha filha, o que est�o a fazer-lhe.
Est� a ser muito injusta.
A minha filha arriscou-se pela sua filha.
Podia pensar que a Larissa se meteu nisto por vontade pr�pria,
e n�o o fez. Decidiu confiar na sua dor.
E divulgou toda a verdade.
O que quer dizer com "por vontade pr�pria"? O que est� a dizer?
Monica, desculpe o Alfredo.
Ele est� muito perturbado com o desaparecimento da Rosario, n�o �?
Sim.
Desculpe, Monica.
Desculpe-o. Posso garantir-lhe
que queremos realmente trazer
as nossas filhas de volta a casa. E mais do que isso,
� uma promessa que lhe fa�o.
Vamos encontr�-la e traz�-la de volta.
Obrigada. Obrigada, Isabel.
- O que fazes aqui? - Preciso de falar contigo.
� urgente. - Algu�m te viu?
- N�o. - Anda.
Entra.
Senta-te.
N�o gosto que apare�as por c�. Que aconteceu?
A Chloe n�o veio dormir a casa.
Liguei-lhe e ela n�o me responde.
Parece que desapareceu.
Deve ter dormido com um colega da faculdade.
N�o, n�o. Ningu�m a viu.
� muito estranho. Acho que lhe aconteceu alguma coisa.
N�o. Quando chegares a casa,
ela estar� no teu sof� com uma ressaca terr�vel, a pedir-te desculpa...
Isso � imposs�vel. Esta � a chave dela.
O porteiro encontrou-a perto do pr�dio.
Isto � s�rio, Franco.
A Chloe � capaz de tudo, mas n�o faz destas coisas.
Podes ajudar-me? Acho que algo lhe aconteceu.
Eu trato disso.
Para todos os efeitos, ias ter com ela e ela n�o apareceu.
- Entendido? - Sim.
Agora, vai embora.
- Mambo! Mambo! - Bom dia, amigo.
Como est�? - Bom dia. Est� tudo bem.
C� est�. H� algum problema?
Vim cobrar a entrada. S�o 90 pesos.
Noventa pesos?
� bastante caro para um parque de campismo municipal.
� s� uma contribui��o.
Se n�o puder pagar...
N�o, eu posso. Mambo!
Vou ficar c� dois dias.
N�o tenho troco.
Deixe estar, n�o faz mal.
Se precisar de algo, a cabine � entrada � a minha.
- H� muita gente por c�? - S� o senhor.
Nesta �poca do ano, num dia da semana, n�o h� c� ningu�m.
N�o est�o habituados a tanto espa�o e ficam inquietos. Pode ir � vontade.
- Belo animal. - Obrigado.
Adeus. Tenha um bom dia.
O que vai fazer comigo?
Fique calma, vai ficar bem.
N�o sei como posso confiar em si se n�o me diz nada.
Lembro-lhe que amea�ou contar tudo ao Carbone.
- Lembra-se? - Que sugere que eu fa�a?
Talvez ele lhe d� um tiro e me liberte.
Quer que lhe diga o que acontecer� se chegar a isso?
Primeiro, metem-me numa jaula,
onde metem as mi�das novas.
Depois, vem algu�m
e corta-me a ponta do dedo com uma tenaz ou com uma pin�a.
Se eu n�o falar, trazem um balde com merda.
Com toda a merda que cagaram esta semana e metem-me a cabe�a l� dentro.
Se eu continuar sem falar, vem o Gordo.
Sim, vem o gordo para foder-me. Tem uma picha assim.
Toda a gente fala quando leva com a ponta.
Mas, como o Carbone sabe que eu nunca falaria,
ele iria busc�-la a si.
Seria posta � minha frente,
com uma arma apontada � sua cabe�a,
para ver se eu falava.
Percebeu?
De que � que estamos � espera?
Quando chegar a hora certa,
ter� de fazer o que eu disser.
Consegue fazer isso?
Aguardo a chamada do Franco.
N�o sei se isso lhe interessa, mas o Franco � muito pontual.
Ol�.
Diz-me onde est�s.
- D�-me mais tempo. - Para que precisas de tanto tempo?
N�o me chateies, Franco.
Ela est� bem?
Um pouco assustada, desconfiada. Faz demasiadas perguntas.
Cuida bem dela, n�o sejas parvo.
Estamos a um passo de conseguir tudo o que queremos.
Se as coisas se complicarem, n�o te sacrifiques por ela.
O mais importante �s tu.
- Est�s a�? - Sim, diz.
N�o vaciles, estamos perto. J� est� na m�o.
Rosario ajudou-me desde o in�cio da minha luta.
Por isso, preciso de saber
de onde saiu o v�deo da minha filha,
quem o entregou, que lugar � esse
e quem � esse sacana do Roque Carbone.
TR�FICO HUMANO
� tudo uma grande inc�gnita.
N�o h� not�cias da Larissa. N�o h� not�cias da Rosario.
Ainda n�o detiveram o Roque Carbone.
N�o estamos admirados pela apatia das autoridades.
H� d�cadas que desaparecem no nosso pa�s
mulheres, meninas,
filhas de mulheres como estas,
de quem depois nada se sabe.
Como mulher, m�e,
jornalista e deputada da na��o,
recuso-me a admitir que as nossas filhas s�o raptadas
e escravizadas por criminosos
e que ningu�m faz nada.
Exigimos a imediata liberta��o de todas elas.
Estamos aqui � espera de respostas.
Queremos saber onde est�o as nossas filhas.
ONDE EST�O AS NOSSAS FILHAS?
Est� na hora de a justi�a funcionar.
Que os ju�zes e os procuradores cumpram o seu trabalho
e acabem com as cumplicidades.
Esta edi��o especial ser� dedicada
a elas e � procura da verdade.
EXIGIMOS A LIBERTA��O DE ROSARIO
Estou. Sim?
Estou a anotar.
Est� bem. Vemo-nos a�.
Obrigada.
- Ol�. - Isabel.
Fale depressa. Daqui a dois minutos entro no ar novamente.
A Rosario est� bem. Vou enviar a dire��o, mande para l� as suas c�maras.
Sim, por favor. R�pido.
A equipa j� est� pronta.
Andrea.
Andrea? - Entramos dentro de 30 segundos.
Sim?
Manda a nossa melhor equipa de exteriores para esta dire��o.
- O que �? - O s�tio onde t�m a Rosario.
R�pido, acorda, Andrea! Vai!
O que fazes aqui?
Como n�o me atendes o telefone nem respondes �s mensagens,
vim ver se queres jantar com a tua amiga.
Desculpa.
- Tenho muitos problemas. - Muitos problemas?
A tua vida � um problema. �s um procurador.
Acho que o que se passa � outra coisa.
- Est�s estranho. - N�o. � s� isso.
Eu conhe�o-te.
Lembras-te de quando n�o me mentias?
Estou a meio de uma opera��o, � s� isso.
Algo se passa contigo.
Santa Cruz. Encontraste a Santa Cruz.
Eu conhe�o-te. Aonde vais? Vou contigo.
N�o. Por favor, evitemos problemas.
Problemas de jurisdi��o ou de uma rapariga ciumenta?
Nenhum dos dois.
Est� bem. Ent�o, jantamos amanh�.
N�o sei onde estarei daqui a uma hora e queres que pense em amanh�?
Tu �s...
... terr�vel.
- Adoro-te na mesma. - E eu a ti.
- Sim, vamos. - Eu sigo-te.
Nesta foto, Sandra tinha 15 anos.
H� oito anos que os pais nada sabem dela.
Oito anos. Oito anos de dor...
Quero o meu bem forte. Tal como gostava o Rusito.
� assim t�o dif�cil p�r-se no lugar delas?
� assim t�o dif�cil imaginar
o que sentiriam voc�s se nada soubessem dos seus filhos?
Vou mudar de canal. Esta cabra irrita-me.
Espera, espera, deixa-me ouvir!
... se est�o vivos ou mortos?
J� chega de serm�o. Manda a bomba.
Desculpem, acabam de informar-me
que entrou em comunica��o com o canal
o agente dos servi�os secretos chamado Agente H,
para dizer-nos o paradeiro exato da minha filha.
O que est� esta puta velha a dizer?
- Rosario Santa Cruz... - Vai ver a gaja.
Que Deus nos ajude.
- O que est�s a fazer? - Vamos embora.
Escuta. Segura-te aos meus ombros,
fecha os olhos e segue-me. N�o me largues.
Vai, vai! Vai ver!
Vamos, vamos!
Filho da puta!
Vem c�. Ajuda-me a carreg�-lo.
Ajuda-me a carreg�-lo, anda!
Assustou-me.
O que � isto?
Por favor!
Meu Deus, por favor, n�o!
Podes parar de gritar?
Podes parar de gritar? Abre a boca!
Abre a boca!
Grita agora! Abre!
Abre a boca! Abre a boca, j� disse!
Abre. Come.
Engole.
Quer dizer-me o que fazemos aqui?
- � o Rolando? - Ricardo.
Ricardo, est� l� dentro.
Vem comigo ou fica aqui?
Vamos l�.
Come�a a filmar.
LIBERTA��O DE ROSARIO SANTA CRUZ
Estamos a meio de uma opera��o policial, no que parece ter sido um banho de sangue.
Esperamos encontrar viva a nossa colega Rosario Santa Cruz.
N�o fique para tr�s. Venha.
Diz ao Ricardo que est� no ar.
Estamos � espera de autoriza��o.
Este s�tio � um labirinto de t�neis. O cheio � nauseabundo.
O cheiro � mesmo impressionante.
N�o cortes.
A imagem que vemos � dantesca. H� corpos por todos os lados.
� impressionante.
Isabel, a cena � horr�vel.
H� uma pessoa aparentemente morta.
H� mais mortos ali.
Est� ali outra pessoa.
Est� morta, deve ter sido um tiroteio.
Tem uma arma na m�o.
Fiquem calmos. Estamos vivos.
Fic�mos sem luz. Vamos usar uma lanterna.
S� vemos as luzes das armas dos agentes de seguran�a.
Vem, vem.
Anda. Est� um corpo ali � frente.
Pode ser a Rosario.
Ricardo, por favor,
confirma-me que a Rosario est� bem.
V�s alguma coisa?
Ricardo, avan�a! Avan�a, por favor!
Ricardo, preciso de saber que a Rosario est� bem!
� a minha filha.
� a minha filha! � a Larissa!
AO VIVO. A LIBERTA��O
Larissa!
Meu amor!
Podes dizer-me o que raio fizeste?
As regras mudaram. Agora, quem d� as ordens sou eu.
TR�S ANOS DEPOIS
Tradu��o: Pedro Ribeiro
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