All language subtitles for Todo.o.Dinheiro.do.Mundo.2017.1080p.BluRay.x264-DUAL.WWW.COMANDOTORRENTS.COM

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian Download
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

UNITED apresenta...

Legenda: C@rlinha | Shiokata

Legenda: GDias | Lucasvsribeiro

Legenda: Durenkian | Eryck

Legenda: LiaWV | Tulio | Monk

Revis�o: Durenkian

INSPIRADO EM EVENTOS REAIS

ROMA 1973

TODO O DINHEIRO DO MUNDO

Cristinha.

Boa sorte!

Ol�, garoto!

- O que posso fazer por voc�? - Ele � americano!

Venha c�.

Venha aqui.

T�o magro...

Magrelo.

Podemos cozinhar para voc�. Macarr�o.

Cuidaremos de voc�.

Voc� n�o come massa?

N�o, ele n�o come nada...

Sei cuidar de mim mesmo...

Deveriam me dar um desconto, pela minha idade.

O que ele disse?

Ele quer um desconto!

Deixe-o ir...

Qual � o seu nome?

Paolo.

A rua n�o � lugar para um garoto como voc�.

N�o deixe sua pobre mam�e preocupada.

V� para casa.

Posso cuidar de mim mesmo.

Tchau, belas garotas!

Ol�, Paolo?

Sai fora!

Me solte!

Sr. Getty.

Sr. Getty!

Desculpe, deveria bater antes de entrar.

Direto ao ponto, Nancy. O mercado est� aberto.

Ele foi sequestrado. Paul.

O pequeno Paul, seu neto, em Roma.

Eles precisam falar com o senhor, agora.

A pol�cia italiana e a m�e dele, est�o no telefone.

Bom, eu n�o estou dispon�vel.

Desculpe, Sr. Getty?

A porta, Nancy.

Ser um Getty � algo extraordin�rio.

Sei porque meu av� me disse.

O que voc� quer?

Meu av� n�o era s� o cara mais rico do mundo.

Era o cara mais rico na hist�ria do mundo.

ARABIA SAUDITA 1948

Bem-vindo.

Meu av� foi quem trouxe petr�leo

do deserto da Ar�bia Saudita.

Todos sabiam que estava l�.

Mas pensaram que n�o tinha como fazer.

Mas meu av� achou um jeito.

Ele fez um acordo com as tribos bedu�nas.

Mas tinha tanto petr�leo,

que n�o havia navio grande o suficiente para carregar.

Ent�o, meu av� inventou um.

ESTALEIRO DE TOULON, FRAN�A 1958

Ele o chamou de petroleiro.

H� relatos de que o senhor � o primeiro homem na hist�ria

a ter uma fortuna maior que um bilh�o de d�lares.

N�o fa�o ideia.

Mas se pode contar seu dinheiro, voc� n�o � um bilion�rio.

Sim.

Estou contando isso para voc� entender

o que est� para ver.

E talvez possa nos perdoar.

� como se f�ssemos de outro planeta,

onde a for�a da gravidade � t�o forte

que dobra a luz.

Parecemos com voc�.

Por�m n�o somos como voc�.

Mas fomos, um dia.

CAL�BRIA, SUL DA IT�LIA JULHO DE 1973

Em frente.

Certo.

Certo?

Fique � vontade.

Certo, agora pode tirar o saco.

O saco.

� isso a�!

A m�scara!

Idiota.

�gua.

Vamos ser amigos.

Direi coisas sobre mim

e contar� sobre voc�.

N�o quero saber nada sobre voc�.

Garoto esperto.

Vamos falar sobre voc�, ent�o.

Sim? Do que se trata?

Senhora,

estamos com seu filho.

C�us.

Obrigada.

Ele est� bem?

N�o, senhora,

n�s somos raptores, sequestradores,

ele est� em cativeiro.

Isso � alguma piada?

N�o, n�o � piada, senhora.

Ele est� bem. N�o est� machucado.

Mandaremos provas nos pr�ximos dias.

Quem � voc�?

Sou Cinquanta.

Paul est� a salvo.

Mas queremos

17 milh�es de d�lares para libert�-lo.

V� � pol�cia se preferir.

N�o far� diferen�a.

Eu n�o tenho dinheiro.

Consiga com seu sogro.

Ele tem todo o dinheiro do mundo.

NOVE ANOS ANTES, S�O FRANCISCO 1964

Certo. Um, dois, tr�s.

- M�e! - Pai! M�e!

M�e, pai!

- Acordem! - N�o. Pare.

- N�o, n�o. - Vamos, m�e!

- Muito cedo. - Vamos!

Queremos panquecas.

Voltem para a cama, monstrinhos.

Saiam da cama!

Certo.

- Aileen, quer suco? - O qu�?

Aqui.

Certo. Tenho trabalho a fazer esta manh�.

Ter�o que se divertir em sil�ncio.

E depois iremos �s compras de Natal.

- Mark, pare. - Amo voc�s.

Se estiver quente, assopre.

L� vai voc�.

Bom dia, pai!

� s� beber que passa.

Beber que passa?

O que significa, pai?

M�e, para onde agora?

Presente de Natal do papai.

Macy�s.

Len�o, chap�u, t�nico capilar.

Deve ter, pelo menos, 80 hist�rias.

Quantas hist�rias t�m, mam�e?

N�o sei, querido.

� uma grande quantidade de andares.

De quem � isso?

Do seu av�.

- Sim, sim, sim, sim! - N�o!

Sim!

- Ainda vamos derrotar voc�s. - Mas ele � seu pai.

Eu mal conhe�o o cara.

Como isso � poss�vel?

- Ao menos, quando crian�a. - Meu pai n�o

tinha nenhum interesse em mim.

Sem visitas no Natal, sem liga��es de anivers�rio.

Por qu� n�o escreve uma carta para ele?

Diga que est� procurando um emprego.

N�o quero ser um petroleiro. O qu�?

Bom, eu tamb�m n�o quero que seja um, mas...

Voc� nunca ser� pobre, Gail, sei disso.

N�o somos pobres. Estamos quebrados. � diferente.

Querido papai.

- Pai. - Pai.

Querido pai.

Por anos, tentei entender

porque voc� mantinha dist�ncia.

Agora percebi que estava me dando

a chance de provar a mim mesmo,

longe das sombras de suas imensas conquistas.

� assim que os ricos falam?

Sim, como no Henry James.

Certo, fa�a do seu jeito.

Mas seja sincero.

Voc� n�o quer isso.

Desliguem a televis�o, � hora do jantar.

Vamos.

Vamos!

- Oi, querido. - Voltem por ali.

Sua m�e e eu levaremos quando estiver pronto, certo?

- V�o se sentar. - Est� quase pronto.

Meu Deus, suas m�os est�o geladas.

Pare.

Falo s�rio. As crian�as...

Merda.

� a Srta. Canzanelli de novo, dizendo que chamar� a pol�cia.

Quem ainda manda telegramas?

TENHO UM TRABALHO PARA VOC� EM ROMA.

J. P. GETTY.

Meu Deus, algu�m morreu.

N�o, amor. Fomos convocados.

Vamos, vamos.

Pai, ele � s� para n�s?

Olhem aquilo.

M�e, acorde.

M�e, olhe aquilo.

Pai, acorde. � o Coliseu!

M�e!

M�e, � o Coliseu!

- Pai. - Pai?

- Por favor, acorde. - Certo. Certo.

Obrigado, senhor.

Bem-vindos.

- Venha, querida. Est� tudo bem. - Aileen, � incr�vel.

Mam�e a ama. Est� tudo bem.

� muito maior que nossa casa.

- Sr. Getty. - Querida.

Sr. Getty, seus visitantes est�o aqui.

Pode levar os menores?

Querido, n�o toque nisso.

Por favor. � muito antigo.

Possivelmente inestim�vel. Coloque a�.

"Inestim�vel"? N�o aprovo esta palavra.

Perd�o?

J� com "velho e sujo" n�o tenho problema.

Na verdade, tenho at� carinho por elas,

j� que elas s�o muito usadas para me descrever.

Junto com "rico", � claro.

Por�m "inestim�vel" � algo totalmente diferente.

As pessoas falam "inestim�vel" querendo dizer,

na verdade, que algo � incalcul�vel.

Esse minotauro que voc� segura, por exemplo.

Alguns especialistas disseram-me

que data

de 460 A.C.

Estou certo de que aqueles putos do Met

- matariam para colocar... - Ele disse...

aquelas m�os nojentas nele.

V�.

Importar-se em adivinhar quanto paguei por ele?

Eu n�o conseguiria.

11 d�lares e 23 centavos.

Consegui no mercado negro de Heracli�o.

Um velho aleijado queria 19 d�lares por ele.

Levei uma hora para chegar ao limite dele.

Hoje, em leil�o,

eu arrisco que isto valeria 1,2 milh�es.

Entendem?

Tudo tem um pre�o.

A grande dificuldade da vida

� o esfor�o para entender qual � esse pre�o.

Quero que fique com ele.

N�o podemos.

Gosta dele, Paul?

Est� tudo bem. N�o preciso dele.

N�o, eu insisto.

� extravagante demais para um garotinho.

Para alguns garotinhos pode ser.

N�o para um Getty.

"Obrigado."

Obrigado.

Agradecimentos s�o para estranhos.

Voc�s s�o da minha fam�lia, minha fam�lia.

Vamos.

Venham, venham.

Deixem-me olhar para voc�s.

Filho.

Meu filho.

Meu neto. Minha filha.

Nora, receio.

N�o, voc� n�o � mais filha de um juiz de bairro.

Voc� � uma de n�s agora.

Preciso focar em minha miss�o, entende?

Em meu neg�cio. E...

Eu n�o poderia ficar sobrecarregado mentalmente

com uma fam�lia.

Entende isso, n�o �, Paul?

Perdoem as roupas penduradas.

N�o vejo motivo em pagar dez d�lares

para o servi�o de quarto lavar minhas cuecas

quando posso fazer isso por algumas liras.

E � dedut�vel do imposto.

Quase tudo � assim se voc� souber como lidar.

Que diabos estamos fazendo parados num quarto de hotel?

Dever�amos celebrar.

� o que fam�lias fazem.

Certo?

"Querido Sr. Getty,

escrevo-lhe pois estamos desesperados.

Meu marido sofre de um tumor que est� lhe causando

um incha�o de dimens�es incontrol�veis em sua genit�lia.

Os m�dicos dizem que, sem cirurgia imediata,

o movimento normal logo se tornar� imposs�vel.

Deus o aben�oe. O senhor � um grande americano.

Elvira Broadus, Mound City, Arkansas."

Querida Sra. Broadus,

se eu fosse responder

a cada pedido de dinheiro que recebo,

eu estaria t�o necessitado quanto a senhora.

Agora...

Pr�xima.

"Querido Sr. Getty..."

Pode conseguir outro para responder suas cartas.

- Eu gosto disso, pai. - Ele gosta, filho.

O garoto quer ser �til.

Acho isso admir�vel.

� um neg�cio de fam�lia.

Todos tem um papel a desempenhar.

O que me lembra que demitirei Howard Larkin.

E tornarei voc� vice-presidente executivo da Petrol�fera Getty

no comando das opera��es europeias.

O qu�?

Tudo que sei sobre petr�leo � se � comum ou premium.

Voc� queria um emprego. Estou lhe dando um.

Falhe ou triunfe.

Atenciosamente, J. P. Getty.

Pr�xima.

Voc� � um Getty, Paul.

Um Getty � especial.

Um Getty n�o � enganado por ningu�m.

Quero lhe mostrar algo.

O que �?

� o lar.

� onde dormi com minha esposa, Sabina.

� onde comi carne assada de javali com meus generais.

E � onde fiz amor com minhas concubinas.

Voc� morava aqui?

Sim, no segundo s�culo,

quando fui o Imperador Adriano.

Eu soube no primeiro momento que visitei este lugar.

Lembro-me de cada pedra

t�o claramente como se eu acabasse de voltar da loja

com um pacote de cigarros.

Nunca me senti em casa em nenhum lugar da Terra

at� que eu cheguei aqui.

Talvez eles deixem que voc� fique.

Para passar a noite. Tipo, numa tenda.

Saco de dormir.

Eu tentei.

Eu tentei, acredite em mim.

Fiz uma oferta bem generosa a eles.

- "Eles"? - Eles. Os Romanos.

Mas ao ouvir o nome Getty,

passam a s� enxergar cifr�es.

Disseram que n�o estava � venda.

- D�gitos - Exatamente.

Essa velha t�tica.

� disso que te falo, Paul.

O sangue dos imperadores corre nas suas veias

e tamb�m nas minhas.

Voc� � um Getty, Paul.

Voc� tem um destino.

Meu av� queria tornar nossa fam�lia uma dinastia.

Mas meu pai nunca conseguiu controlar a bebida.

E assim que experimentou drogas, se perdeu de vez.

MARROCOS AGOSTO DE 1971

Pai?

Pai?

Pai?

S�O FRANCISCO SETEMBRO DE 1971

Sra. Getty, j� est�o � sua espera.

Sabemos que a Sra. Getty

espera um acordo financeiro generoso,

t�pico dos div�rcios de alto padr�o.

E h� a cust�dia das crian�as.

O pai � um viciado incapaz de amarrar os sapatos.

Voc�s deixariam o menino, no Marrocos, com esse pai?

O tribunal se interessar� na sua aptid�o como m�e.

A Sra. Harris sofre

de um problema comum entre mulheres inteligentes

que se apaixonam por imbroglioni.

Perdedores.

Vagabundos.

Al�m disso, ela � uma excelente m�e.

Voc� sabe disso t�o bem quanto eu.

Voc� s� est� nos atrasando, usando crian�as como moeda.

N�s temos todo o tempo do mundo.

Um acordo.

Me desculpe, a senhora disse algo?

A oferta que farei agora

- expira ao fim do dia. - Gail, por favor.

- Qual oferta, Sra. Harris? - Nada.

Voc� n�o paga nada.

Nem pens�o aliment�cia, nem acordo,

nem propriedades, nem nada.

Nenhum dinheiro para mim, apenas pens�o para as crian�as.

N�o entendi.

Quero meu filho de volta do Marrocos esta noite

e cust�dia completa.

- Qual � o seu jogo? - Eu n�o quero seu dinheiro.

Todos querem meu dinheiro.

Voc� quer seu dinheiro, eu quero o Paul.

Podemos ter o que queremos.

Sinto que est�o me conduzindo.

Eu s� n�o sei como.

� mais forte que voc�.

Voc� chegou onde chegou

por saber bem o valor de cada d�lar.

Voc� tem um bom faro para pechinchas.

E sabe aproveitar as fraquezas do advers�rio.

Estou lhe oferecendo a maior pechincha da sua vida.

Mas oferta boa n�o dura.

�s 18h. Venha.

AEROPORTO DE ROMA OUTUBRO DE 1971

Eu queria ficar.

Vamos para casa, s� isso tudo bem?

Eu estava feliz com papai e Talitha.

Por que voc� estragou tudo?

Sr. Getty.

Eles chegaram.

Sinto, Sra. Getty, o Sr. Getty n�o est� dispon�vel.

Diga-lhe que � sobre o sequestro

do neto dele em Roma. Eu espero.

Gail, olhe isso.

Sr. Getty, soubemos

que chegou uma nota, escrita � m�o pelo seu neto

exigindo 17 milh�es de d�lares.

17 milh�es?

Isso � muito dinheiro para um rapaz t�o jovem.

O que far� pela seguran�a do seu neto?

Nada.

Acho que n�o entendemos essa.

Eu tenho 14 netos.

Se eu come�ar a pagar resgates,

terei 14 netos sequestrados.

Voc� � um famoso por ser um duro negociador.

Sim, mas h� muito pouco na vida

que vale seu pre�o cheio, voc� n�o acha?

Quanto voc� pagaria pelo seu neto,

se n�o forem esses 17 milh�es?

Nada.

Sra. Getty, ainda est� a�?

- Sra. Getty... - Sim, estou aqui.

Gostaria de deixar um recado para o Sr. Getty?

Diga-lhe que estou indo a�.

Sr. Getty.

Uma mensagem da Sra. Getty.

Chame o Fletcher Chace.

A nova gera��o � fraca e pregui�osa.

Eles s� se importam com Lamborghinis e discotecas.

Ent�o a oferta do concorrente pode ser melhor para voc�s.

Como assim, Sr. Chace?

A Standard Oil poder� sugar todo o seu dinheiro

com truques cont�beis

e assim trazer seus filhos mais para perto de Deus.

Brincadeiras � parte, Sua Alteza,

meu patr�o o deixou rico.

N�o t�o rico quanto ele.

Ao renovar o seu acordo com a Getty,

ele vai duplicar sua riqueza.

A Standard Oil pode dizer isso?

A Standard Oil pode dizer isso?

Sabe onde o Getty achou esse cara?

Ele pertence ao grupo de espi�es da CIA,

que junto com a SIS, derrubaram o Mossadegh.

Pertencia, Sua Alteza, no passado, por favor.

N�o precisamos mais de americanos.

Nosso cartel, a OPEP, passar� a controlar o estoque.

A OPEP ir� definir o pre�o do petr�leo.

Deixe-me ser muito claro.

O Sr. Getty ficaria muito feliz com uma alta do petr�leo.

Na verdade, ele teria prazer em ajudar.

Fletcher! O velho te chama ao telefone!

Senhores, me desculpem por um momento.

MANS�O GETTY INGLATERRA

Merda.

Receio que o Sr. Getty esteja indispon�vel.

Voc� n�o ir� me expulsar, n�o �?

Eu nunca os expulsaria da minha casa, madame,

nem ao Paul, mas esta n�o � a minha casa.

- � direita, madame. - Obrigada.

Senhor.

Isso � novo.

Quanto diria que vale esta pintura?

Muito, tenho certeza.

� bem pequeno para um Vermeer.

Vermeers s�o pequenos.

N�o diga.

Aprendi a apreciar as coisas finas do Sr. Getty.

Mas n�o nesse n�vel.

Se eu tirasse ele da parede, voc� acha que notariam?

O alarme dispararia.

Os c�es lhe pegariam antes de voc� chegar na cerca.

Com esse belo rosto, eu n�o faria isso.

Voc� parece bem informado.

Sobre pinturas, n�o.

Sobre outras coisas, um pouco.

Sr. Chace.

� dif�cil conseguir uma audi�ncia com ele.

Aparentemente, n�o.

Lan�ar.

E lan�ar.

- Belo tiro. - Acho que estou melhorando.

- Bom dia, Fletch. - Bom dia.

Fiquem � vontade.

- Voc� manda. - Lan�ar.

- D� uma arma ao Sr. Chace. - Sim, senhor.

- Bom dia, senhor. - Bom dia.

Lan�ar.

Preciso saber se houve contato com os sequestradores de Paul.

Claro, senhora.

Sr. Getty instalou especialmente para os convidados,

caso quisessem fazer liga��es.

Entendo, mas Roma � interurbano.

Posso trocar o dinheiro.

Lembre-me novamente, Chace, da situa��o da sua fam�lia.

J� fui casado tr�s vezes.

A primeira me trocou pelo meu irm�o,

a segunda era uma modelo,

e com a terceira, acabei de terminar.

Eu sempre digo: "Voc� nunca conhece algu�m

at� passar por um div�rcio."

Poderia ter me dito isso h� tr�s casamentos atr�s.

Dizem que amor n�o se compra, mas � s� esperar o cheque, n�o?

- Filhos? - Nunca muito fui caseiro.

Eu tamb�m n�o.

Meu pai costumava dizer uma coisa:

"Um homem que tem filhos fornece ref�ns � sorte."

Seu pai era um homem s�bio.

Ele falou que eu nunca valeria um tost�o.

Ent�o, o fiz parecer um miser�vel.

Certamente, senhor.

Eu amo meu neto, Chace.

Tenho a certeza que sim.

Eu amo todos os meus netos, claro, mas Paul,

Paul � especial.

N�o sei o que faria se acontecer algo a esse garoto.

Quero que v� a Roma.

Quero que o traga de volta o mais r�pido e barato poss�vel.

Vou precisar de recursos se o quer de volta vivo.

Sim, claro. S� n�o desperdice meu dinheiro.

Encontre o garoto, Chace.

E descubra quem o levou.

E mais uma coisa. A m�e do garoto.

Uma negocia��o de ref�ns n�o � assunto para uma mulher.

Ent�o, cuide dela, mas a deixe fora dos detalhes.

- Entendido? - Eu sei como lidar com ela.

Giovanni, pode me ouvir?

Voc� pode me ouvir? Giovanni?

Giovanni, est� a�?

- Merda. - Senhora?

Desculpas por n�o me apresentar antes.

Meu nome � Fletcher Chace. Ajudarei a encontrar seu filho.

Voc� deve ser muito bom no que faz, Sr. Chace.

Meu ex-sogro s� compra o melhor.

Mas n�o preciso de um ex-agente secreto

para descobrir o que aconteceu com meu filho, n�o h� mist�rio.

Preciso apenas de uma coisa, 17 milh�es de d�lares.

Pagar o resgate n�o garante que recupere seu filho.

N�o pagar o resgate quase confirma que n�o.

Eu diria que as chances dele s�o melhores que isso.

Por que n�o explica as probabilidades para mim?

� um sorteio? Cara ele vive, coroa ele morre.

Entendo as chances quando tem dinheiro envolvido.

Deixe-me reformular, por favor.

1 bilh�o gera 17 milh�es por m�s

num cofre de banco.

Ele poderia comprar um Matisse ao dia e nada gastar.

N�o � pelo dinheiro para o Sr. Getty.

Desculpe, n�o percebi

que era o seu primeiro dia no servi�o.

J� negociei com muitas pessoas. Xeiques, sult�es.

O que aprendi � que dinheiro nunca � s� dinheiro.

Certo? Sempre significa algo.

Geralmente � o que nunca tiveram.

E at� descobrir o que �,

estar� batendo sua cabe�a contra a parede.

Eu n�o a culpo. Veio pelos 17 milh�es...

- N�o. - E em vez disso voc� me tem.

Sou o �nico que o velho ouve e estou oferecendo ajuda.

N�o sairei daqui at� falar com ele.

- Cara a cara. - O Sr. Getty j� partiu, temo.

Ele est� viajando a neg�cios e seu retorno � incerto.

Sei que quer voltar para Roma no pr�ximo voo.

Estou indo para l�.

Posso oferecer uma carona at� o aeroporto.

Saiam da frente!

Escutem! Escutem!

Sil�ncio!

Escutem!

- Fale. - Meu filho, Paul,

deve estar muito assustado. Sei que temo por ele.

Ent�o, aos que o sequestraram,

n�o me importo com o motivo,

mas pe�o, como m�e, que pensem

em seus pr�prios filhos

ou na crian�a que j� foram e libertem meu garoto. Obrigada.

Seu filho desapareceu. Uma m�e choraria pelo filho.

Certo, chega. Deixem-na passar. Vamos! Saiam!

Deixe-me passar!

Sou o Magistrado Corvo. O investigador principal.

- Poderia nos acompanhar? - Venha comigo. Venha.

Getty, conte mais. Disse que tem o dinheiro.

Voc� est� bem?

Eles querem que eu chore? � isso?

Todas estas cartas est�o endere�adas a mim.

Abriu minhas correspond�ncias?

Pode ser sua correspond�ncia, Sra. Getty,

mas s�o nossas provas.

Todas essas cartas vieram de pessoas

que alegam ter sequestrado seu filho.

Elas v�m do mundo inteiro, tamb�m.

Alemanha, Calif�rnia...

Mais r�pido do que conseguimos investigar.

Bem, 17 milh�es de d�lares certamente atrai uma multid�o.

- Est� contando que nada tem? - N�o.

Estou contando que temos demais.

Muitos sequestradores, muitos rep�rteres.

Quer um conselho? Ponha nos jornais.

Quando os raptores souberem que todo pobre de Roma

est� atr�s do resgate, eles vir�o reivindic�-lo.

S�o os comunistas. A Brigada Vermelha.

- Possivelmente. - Raptar

o filho do capitalista mais rico do mundo,

� o sonho que virou realidade para eles.

Posso talvez abrir alguns canais com as Brigadas Vermelhas.

Canais? Sr. Chace, s�o terroristas.

N�o ir� encontr�-los numa lista telef�nica.

Ainda tenho contatos nessas �reas.

Aconselho que deixe isso conosco para sua pr�pria seguran�a.

E a senhora, Sra. Getty, eles v�o lev�-la tamb�m,

se tiverem uma chance.

Por isso vou coloc�-la sob prote��o policial.

Encontrar� meus oficiais em sua casa.

N�o preciso de prote��o.

N�o sou... uma Getty de verdade, nunca fui.

Sou uma pessoa comum.

N�o, n�o � mais uma pessoa comum.

� um s�mbolo.

Irei v�-la em seu apartamento.

- Senhora. - Marina.

- Guardas na cozinha. - Obrigada.

T�m outro lugar onde p�r isso para podermos cozinhar?

Seu filho foi raptado. Como pode pensar em comer?

Oi.

Oi.

- N�o consigo dormir. - Querida, venha.

Todos esses homens estranhos na sua casa.

- Posso dormir na sua cama? - Claro que pode.

Encontrou algo, senhor agente secreto?

Paul usava drogas?

Haxixe?

� um adolescente.

Tem problemas de adolescentes.

Faz burradas de adolescentes.

Estou tentando achar antes daquele cara l� fora.

Ele tinha problemas na escola, certo?

Um menino precisa de um pai

e o dele se drogava em Marrakesh junto com Mick Jagger.

� s� o que eu podia fazer

para que voltasse para casa � noite.

� melhor pegar isto.

Carrega uma arma, Sr. Chace?

Disse que costumava ser um espi�o.

N�o poria assim na declara��o de renda, mas era.

Espi�es carregam armas.

Nunca me preocupou.

Estragam o caimento do palet�.

E armas s�o para pessoas que n�o tem dinheiro.

S� cuidando de papelada,

perseguindo, jogando dardos envenenados na KGB,

no bairro �rabe, n�o foi o que fiz na vida.

E o que fez?

Fiz acordos, comprei pessoas.

Pegue.

Com licen�a, Sra. Getty.

S� uma �ltima pergunta

em rela��o ao seu testemunho mais cedo.

Por que achou que o rapto era uma piada?

Foi figurativo.

A situa��o toda era inacredit�vel e ainda �.

Tr�gica, sim, mas n�o inacredit�vel.

Ainda n�o � tr�gica.

Talvez voc� deva trabalhar para mant�-la assim.

Muito bem, escreva outra carta para sua m�e

e diga a ela que se ela n�o pagar,

enviaremos o seu dedo.

Por que sua fam�lia n�o ama voc�?

Acho que me amam.

Espero que sim.

O que h� de errado com voc�?

Voc� � um menino mau?

- � um menino mau. - N�o.

Voc� � um menino mau.

N�o minta.

O que voc� fez?

Pus fogo na minha escola uma vez e fui expulso.

Bem,

meninos brincam com fogo.

Eu brinquei.

Quer experimentar?

Se meu filho fosse raptado,

bom ou mau,

pagaria qualquer quantia para t�-lo de volta.

Pegaria emprestado. Roubaria.

Certo, j� roubava de todo modo, mas roubaria mais.

Tem mais um f�sforo?

Americanos...

N�o entendo voc�s.

Para n�s, a fam�lia � tudo.

N�s somos obrigados.

Nasci dentro da minha fam�lia

e isso decide minha vida inteira.

Minha vida inteira.

Tamb�m sou obrigado.

Tanto quanto voc�.

O que est� fazendo? Escreva!

Conven�a-a a pagar nosso dinheiro,

ou, pela Santa, eu...

Mato voc� eu mesmo.

A comida est� pronta.

Deixa. Eu mesmo levo.

Voc� viu.

O qu�?

Droga! Voc� me viu.

Se eu contar a Piccolino,

ele ir� arrancar seus olhos

para que nunca possa nos identificar.

Mesmo cego, sua fam�lia pagar� por voc�.

N�o precisa contar a ele.

Por favor.

Olhe para mim. Quero ver seus olhos.

Olhe para mim, olhe.

Eu n�o conto de voc�

e voc� n�o conta de mim.

Certo.

Olha s� o...

Droga de comunistas.

Siga-me.

Por ali.

Voc�s n�o parecem com comunistas.

- Vamos falar do dinheiro. - Primeiro me provem

que t�m o garoto e ele est� saud�vel

e depois negociamos os termos. Mas primeiro a prova.

Primeiro o dinheiro, depois o garoto.

N�o acho que est�o com ele.

Por que estamos negociando com ele?

Dev�amos julg�-lo e mand�-lo para a tumba.

Pelo qu�?

Pelos crimes contra o proletariado.

Agora sei que voc�s n�o est�o com o garoto.

T�nhamos um acordo.

Com Paul.

Como �?

Paul costumava falar sobre ser raptado.

Com os amigos, na rua.

Uma brincadeira. Ningu�m de ferido.

Um jeito de tirar dinheiro do av�.

2 milh�es, talvez.

Foi o que fizemos.

Paul sabia quem eram voc�s?

Fizemos amizade com ele e dissemos que pod�amos ajudar.

E a� ele desapareceu.

Acreditamos que ele encontrou outros.

E o que querem agora?

Comiss�o? Pr�mio de consola��o?

Pensei que todos aqui estivessem acima do dinheiro.

Ningu�m est� acima do dinheiro.

O problema � que ele est� nas m�os erradas.

Queremos pegar o que nos devem.

Paul falou a voc� sobre ser raptado?

Deve lembrar de quem s�o os Getty.

O tempo todo algu�m fica no banheiro tempo demais,

algu�m faz piada sobre ser raptado.

Paul pode ter feito piada disso uma vez ou outra com amigos...

Essa palavra de novo.

Que palavra?

Uma "piada".

Voc� falou que era uma piada quando aconteceu.

Agora est� parecendo aquele policial.

De que lado est�, Sr. Chace?

Do meu pr�prio lado, sempre. E se isso � uma piada,

gostaria de ter certeza de estar nela.

Onde anda o velho?

Venha!

Boa menina.

N�o posso dizer que estou surpreso.

Tudo bem, Sr. Getty?

Quando eu escrevi meu livro "Como Ser Rico",

os editores queriam mudar o t�tulo.

Eles queriam "Como Ficar Rico".

Eu disse a eles: "ficar rico � f�cil."

Qualquer idiota consegue ficar rico.

E muitos ficam.

Eu percebi isso.

Mas "ser rico",

� outra coisa.

Quando um homem � rico,

ele tem que lidar com os problemas de liberdade.

A cada escolha que ele possa fazer,

surge um abismo.

Eu vi esse abismo.

Eu vi isso destruir homens, casamentos...

Mas, na maioria das vezes,

destr�i as crian�as.

Achei que eu poderia confiar no meu pr�prio sangue.

Ele � uma crian�a.

Crian�as fazem coisas idiotas.

Ele deve estar numa praia.

Quando enjoar ou ficar sem dinheiro

voltar� e ter� aprendido.

Sen�o, eu poderia ensin�-lo. A seu crit�rio, � claro.

Eu queria dar tudo a ele, tudo que aprendi,

todo meu conhecimento, tudo que eu constru�.

E ele s� queria

bater minha carteira, igual ao pai dele,

como todos os parasitas

que me rodearam minha vida inteira.

� por isso que eu gosto de coisas.

Entende?

Coisas, objetos, artefatos, pinturas...

S�o exatamente o que parecem ser.

Nunca mudam.

Nunca decepcionam.

H� uma pureza nas belas coisas

que eu nunca consegui achar em outro ser humano.

Eu tamb�m n�o.

Sr. Getty, o senhor estava certo em n�o pagar o resgate.

Estava certo em seguir sua intui��o.

Voc� se saiu bem.

Isso ir� refletir no seu b�nus de final de ano.

Obrigado, senhor.

Volte para Roma.

Espere pelo retorno do Paul.

Ele disse que os americanos v�o pagar.

Em alguns dias, ele disse.

Eu j� te disse.

Voc� precisa ficar calmo.

Estou de saco cheio de estar aqui.

Estamos cuidando do menino h� meses.

Est� ficando frio. Meu saco est� congelando.

N�o aguento mais isso.

N�s merecemos mais dinheiro pelo tempo que passamos aqui.

Sen�o?

O que far�?

Eu preciso ir!

Eu preciso ir!

Ouviu? Ele precisa ir ao banheiro.

� a sua vez.

Voc� se importa?

Mexa-se.

R�pido.

Pronto, terminei.

Acabei.

Que porra est� olhando?

O que voc� est� olhando?

Porra.

Caralho!

Voc� viu meu rosto.

Eu n�o vi nada.

Tom� no cu. Voc� viu meu rosto! N�o minta!

Eu n�o direi a ningu�m, eu juro.

Pode confiar em mim.

- O que foi? - O filho da puta viu meu rosto.

- Ele viu meu rosto. - N�o vou contar a ningu�m.

- Filho da puta... - Ainda podem pegar o dinheiro.

Espera, espera! N�o, n�o, n�o!

N�o, n�o, n�o vou contar a ningu�m! Por favor!

Guisado de lebre!

- Chace. - Sr. Chace, � Corvo.

Acabei de enviar um carro para buscar voc� e a Sra. Getty.

- Para qu�? - Virem identificar o corpo.

- O corpo? - � do Paul.

� o corpo de Paul Getty.

Sinto muito.

Paul?

Sim, o garoto.

Houve um engano, com certeza. De alguma forma, eu...

Estou a caminho para identificar o corpo do meu filho.

Eu n�o quero conversar.

- Gail... - N�o tenho nada a dizer!

Minha investiga��o e a pol�cia nos levaram � conclus�o

- de que n�o havia risco. - Bastardos!

Voc� n�o fez nada! Nenhum de voc�s!

Voc� n�o encontrou Paul, ent�o inventou uma hist�ria

para cobrir seus rastros.

Voc� fez dele um criminoso e desistiu.

Seja quem for, voc� � pior. Seu pregui�oso!

Pregui�oso? N�o, n�o.

Idiota? Talvez.

Pregui�oso?

Ningu�m fez o bastante. Ningu�m.

Nenhum de n�s se importava o bastante.

Devo avisar,

o cad�ver foi queimado

e descartado no mar,

para dificultar a identifica��o.

Mostre-me.

Est� muito pegajoso.

Pode me ajudar, por favor?

N�o � ele. N�o � Paul.

Claro que n�o � ele. � um adulto.

Como voc� n�o viu isso?

Esse cara era de meia idade quando atiraram nele.

Um marinheiro viu aquele corpo saindo do mar no mesmo carro

que estava na vizinhan�a quando levaram o garoto.

Saia, por favor. Obrigado.

Vamos.

Vamos.

Descubra quem � esse cara!

O corpo pertence a Ettore "Il Tamia" Pazzano.

33 anos.

Roubo de bolsas, vandalismo, atentado ao pudor.

Parceiros conhecidos:

Alberto Laganadi.

Dino Bova.

E Dante Agnana,

apelido "Cinquanta".

Todos de Fiumara, na Cal�bria.

Calabreses, gente da peste!

Quando tempo at� Fiumara?

Seis horas.

Rapazes est�o na escuta? Nada de sirenes.

Vamos mais r�pido.

Vai, vai, vai.

Segura... Espera...

Em frente. Vai, vai, vai!

Devagar. Cubram o per�metro.

Estamos prontos.

Tem muitos homens aqui. N�o estamos invadindo um pa�s.

Diga para ficarem quietos.

Esperamos a noite toda se precisar.

Se algu�m atirar, o garoto pode ser pego em fogo cruzado.

N�o me olhe assim. Isso acontece.

O que ele est� olhando?

Vai, vai!

Devagar.

Temos vis�o.

Est� indo na sua dire��o.

Ele est� vindo.

Parece que est� apertado.

Francesca! Francesca!

Francesca!

N�o tem ningu�m aqui.

N�o encontraram ningu�m.

Paul.

Paul.

Corvo. Pegamos um vivo.

Entendido. Obrigado.

Um est� vivo.

Vire, ele est� sufocando.

Onde est� o garoto?

N�s o vendemos.

Eles o venderam.

Para quem?

Para quem?

- Como vai, madame? - Bom dia.

Bom dia.

Antonella, bom dia. Mostre-me.

O z�per est� muito frouxo.

Precisa costurar de novo.

Sen�o as pessoas v�o perceber que � falso, entendeu?

Fa�a de novo, pegue.

Tudo bem, Saro.

Ele est� aqui.

Ao trabalho senhoras, ao trabalho!

Abra a porta.

Saia.

Levante.

Rapaz, tire a m�scara.

Cai fora.

Ouviu o que ele disse?

Escute. Venha aqui.

Esse garoto. Ele faz o que voc� diz?

Sempre.

Ele � um bom menino.

� magro demais.

Ele precisa comer carne, muita carne.

A� vai se recuperar.

Entende o que estou dizendo?

O que voc� diz, consegue fazer isso?

Sim, sim.

Entendi perfeitamente.

Tudo bem.

Ent�o agora voc� trabalha para mim.

�timo!

Sgr�. Vamos indo.

- Senhor, tem um jornal? - Aqui.

Obrigado.

Racionamento de gasolina em breve.

� um bom dia.

Fico feliz em ouvir isso, Sr. Getty.

Far� com que seja mais f�cil.

Precisamos pagar o resgate.

Achei que havia dito que era um golpe.

Seu neto foi sequestrado pela m�fia calabresa.

Dois sequestradores est�o mortos e um desaparecido.

Para mim isso soa como um progresso.

Receio que n�o. Eles ficaram nervosos esperando o resgate.

Venderam o menino para um investidor.

Um investidor?

Quem investe em crian�a raptada?

Ficaria surpreso. N�o h� nada que n�o fa�am

desde que d� dinheiro.

Voc� disse que Paul e a m�e inventaram isso para me saquear.

Eu estava errado. Paul pode ter falado

a respeito, com seus amigos.

Mas n�o fez isso. N�o est� por tr�s disso.

Como saberei se n�o est� errado agora?

Essa gente n�o � tipo "Malavita".

A �nica regra � ganhos e perdas. Far�o coisas com Paul

que n�o ser�o desfeitas seja com que dinheiro for.

- Devemos pagar. - � simplesmente imposs�vel.

Minha situa��o financeira mudou.

Mesmo? H� 30 segundos disse que foi um dia bom.

N�o sou t�o brilhante assim, mas sei fazer multiplica��es.

Com o petr�leo subindo igual esta manh�,

amealhou outra fortuna.

E se o embargo for desfeito e o petr�leo cair?

Ficarei exposto.

Nunca estive mais vulner�vel financeiramente

- quanto agora. - Sr. Getty,

com todo respeito, ningu�m jamais ser� t�o rico

quando o senhor � neste momento.

N�o tenho dinheiro para jogar fora.

Do que precisa?

Do que precisa para se sentir seguro?

De mais.

Senhora.

Onde est� meu filho?

Estou com ele.

Est� bem saud�vel, n�o se preocupe.

� por sua causa que me preocupo.

Quero falar com ele.

Temo que n�o possa fazer isso.

Ele n�o est� mais a meu encargo.

Aqui fala Fletcher Chace.

O Sr. Getty me autorizou a negociar em nome dele.

Cobriremos todas as suas despesas

at� 200 mil d�lares.

Quantias abaixo dessas n�o s�o consideradas extors�o

segundo a lei italiana e voc� pode sair dessa livre e limpo.

Qual �?

O garoto vale muito mais.

Essas pessoas n�o s�o idiotas, senhor Chace.

O garoto n�o vale nada para ningu�m.

S� tentamos acertar isso sem causar

mais constrangimento para a fam�lia.

Ele � delinquente juvenil, o av� o deserdou.

Voc� deu azar, pegou o garoto errado,

mas pode se safar dessa agora.

Seu filho da puta arrogante. V� se ferrar.

Seu tio Piccolino morreu na cadeia � noite, ali�s.

� melhor aceitar antes que aconte�a igual...

Foda-se.

Cinquanta, n�o desligue. Aqui � Gail.

Merda! Merda.

Com licen�a.

- Gail... - Acabou. Est� despedido!

- N�o trabalho para voc�, Gail. - Cai fora!

- Deixe-me explicar. - Cai fora, cai fora, cai fora!

Gail, eu menti. Certo?

E disse que estava autorizado a pagar 200 mil d�lares.

Sabe quanto estou autorizado a pagar? Nada.

Se aceitam, n�o h� como pagar, mas eu precisava ganhar tempo.

Queria saber o que fa�o normalmente.

Isso � o que fa�o enquanto for para Getty.

Voc� faz acordos.

Compra pessoas.

Isso. Seja um po�o de petr�leo no deserto

ou uma vida humana, � igual.

Precisamos mostrar disposi��o a desistir.

Eu n�o posso desistir. Voc� pode,

porque n�o tem mais nada na sua vida.

Pois na sua vida s� h� uma pessoa, voc�.

� justo. 17 milh�es e zero d�lares,

� o que nos separa.

Esses n�meros precisam sair do lugar.

Senhora!

Senhora!

Senhora!

Espere.

Sim?

7 milh�es de d�lares.

Otto. Ele chegou.

Sr. Getty, Sr. Lam.

Bom dia, Sr. Getty.

Nada h� de bom nisso.

Direto aos neg�cios, � poss�vel?

Leva a s�rio fazer o pagamento?

N�o estaria aqui se n�o fosse assim.

Porque acabou a brincadeira.

Sabe o nosso pre�o,

e ele n�o est� mais sujeito a negocia��o.

O pagamento deve ser feito em dinheiro, hoje.

Quero a prova, antes.

Primeiro voc�.

Daniel.

A� est�.

Bela crian�a.

Por conta da proveni�ncia litigiosa

nunca poder� haver exposi��o p�blica.

Cuidado.

Estou um pouco desapontado.

N�o est� nas condi��es que eu esperava.

N�o tenho certeza que valha o um milh�o e meio que pediu.

Obras primas verdadeiras raramente s�o vendidas,

Sr. Getty.

Se n�o est� disposto a pagar, nunca ter� uma.

Pague.

- Pronto. - Obrigado.

Voc� paga.

O cadeado.

Paolo.

Paolo, olhe aqui.

Trouxe algo para aquecer.

� algo especial por andar comportado.

Poderia trazer s� uns biscoitos ao inv�s disso?

Para que biscoitos?

O que pretende?

Trouxe esta �tima bisteca.

Venha.

Por qu�?

Agora me traz bife, por qu�?

Sem perguntas. Voc� precisa ficar forte.

Forte, vai l�.

Paolo.

- Sorria. - Certo, certo.

Vou comer. Me deixe s� e vou comer, certo?

Fogo!

Fogo! R�pido, cuidem!

Fogo!

O que houve?

Tudo bem?

Venha comigo, rapaz. N�o se preocupe.

Fique calmo. Venha, venha comigo.

Voc� fede.

POL�CIA MUNICIPAL

For�a.

Um momento.

S� um momento.

Muito bem.

Siga-me. Siga-me.

Est� tudo bem.

Certo. Muito bem.

- Aqui est�. - Obrigado.

Por favor.

Posso telefonar para minha m�e?

Senhora, telefone.

Al�?

Al�?

- M�e? - Paul?

M�e, � voc�?

Paul?

Est� tudo bem. Estou a salvo agora.

Estou na delegacia. Estou bem.

Preciso que venha me buscar.

Em que delegacia voc� est�?

Chegaram t�o perto de...

S� penso em ir para casa, m�e.

Por favor, venha me buscar.

Por favor!

Estou indo te buscar.

Em qual delegacia voc� est�?

Espere, deixe-me perguntar.

Com licen�a...

Onde estou?

Paul?

Chega de joguinhos.

Venha comigo.

Come�o a entender porque n�o o querem de volta.

Talvez nos paguem para cuidar dele.

Ou para mat�-lo.

N�o culpe o garoto.

Voc� fazia igual se pensa assim.

O fogo foi muito grande, chamou a aten��o.

Pol�cia para subornar.

Eles custam caro demais.

Ou a fam�lia paga, ou devemos cortar as despesas.

Agora � o momento.

Vou chamar o doutor.

Agora... Voc� primeiro.

N�o, voc� mexeu nele.

O minotauro, uma criatura metade homem, metade touro,

no XVI s�culo A.C.

era um s�mbolo de fertilidade e prosperidade.

Vai. Voc� joga.

Cuide das crian�as. Volto daqui a pouco.

Qu�? O que darei de comer a elas?

Voc� descobrir�.

SOTHEBY DE ROMA

Sra. Getty.

Minha situa��o... � urgente.

Por favor, se puder me dar

- alguma ideia para o... - Deixe-me ajud�-la. Siga-me.

Esta pe�a vem do meu...

da cole��o particular do meu ex-sogro.

Pela estimativa dele, chegaria

a 1,2 milh�es num leil�o e isso, anos atr�s.

Sra. Getty, isto � "un gingillo",

uma bugiganga do tipo vendido a turistas.

J. Paul Getty � o maior colecionador do mundo.

Acredita realmente que sabe mais do que ele?

N�o, senhora, eu n�o.

Mas sei o que meus olhos veem.

Obrigado por me receber.

Sra. Getty, pode come�ar pelo Museu Capitoline.

Pergunte por esta pessoa.

Um momento, senhora.

Lindos, n�o �? Custam s� 15 d�lares.

Paul? Paul.

Vamos.

Beba.

T�o r�pido quanto possa.

Vai, beba.

- Beba. - Por qu�?

Vamos revesar. Olhe.

Muito bem.

Tem gosto de mijo.

Certo, beba, beba.

Bebeu que chega, n�o sente nada, certo?

Que merda � essa?

Ele �... Ele � um bom m�dico.

- Ele � um bom m�dico. - Qu�?

Voc� nem vai sentir. Juro.

Do que est� falando?

O que quer dizer com "nem vou sentir"?

O que ele vai fazer?

Paolo.

Esse homem vai tirar um peda�o de voc�.

A orelha.

Deixe-o tir�-la e sobreviva.

N�o, n�o v�o tirar minha droga de orelha.

N�o, n�o, diga para n�o fazerem isso.

Paolo, ele � um bom m�dico.

N�o, n�o.

- N�o fa�a isso, n�o. - Est� tudo bem.

N�o. Cai fora daqui. N�o.

- Vamos l�. - Caiam fora!

Me larga!

- Me larga! - Olhe pra mim!

- Me larga! - Paolo, olhe pra mim!

N�o importa o que houver, olhe pra mim.

Olhe pra mim!

Tudo bem. Respire.

Olhe pra mim! Paolo. Muito bem, muito bem.

Bom menino. Forte. Parab�ns.

Muito bem. Para a cozinha.

Firme. Segurem-no firme.

Est� tudo bem, Paolo.

Meus olhos. Olhe para meus olhos.

Logo acaba.

Meus olhos. Meus olhos.

Quase pronto...

Mais r�pido! Vai.

Olha pra mim. T� tudo bem.

Sant�ssima...

Venha ver, j�!

O que foi?

Olhe.

N�o toque em nada. Nada!

Quase acabado.

Giovanni, abra espa�o para essa senhora.

� ele.

N�o, n�o. � uma prova.

Ele est� vivo.

Gostar�amos de publicar,

Sra. Getty.

Uma fotografia da orelha.

Isso � not�cia

e n�s somos um jornal.

� a orelha do meu filho.

� dele.

� nossa.

E por isso queremos lhe oferecer alguma compensa��o.

N�o quero vender fotos da orelha do meu filho.

Sra. Getty, seu filho foi raptado pelo resgate.

A senhora alega n�o ter dinheiro.

�.

�, lembro, seu jornal

anunciou que meu aluguel estava 2 meses atrasado.

- Era not�cia. - Quanto oferecem?

50 mil d�lares americanos.

Tudo bem.

Deixarei voc�s a s�s, agora.

Aproveitem bem o caf�.

Vamos.

Pague-me em jornais.

N�o quero dinheiro, eu quero...

1.000 c�pias do seu jornal.

Para onde quer que elas sejam enviadas, Sra. Getty?

O que � isso?

Abra. Deixe-me ver.

Paul est� fraco.

Perdeu muito sangue.

Eles queriam cortar o p�

e os convenci a cortar a orelha.

Mas o p� ser� o pr�ximo.

Eu os ouvi falando.

Eu suplico, entregue o dinheiro.

Conte-nos onde est�?

Faremos um acordo com voc� em troca de sua coopera��o.

Ah, a pol�cia?

N�s tiraremos voc� da It�lia.

N�o, n�o. Voc� n�o entende.

Nunca poderei falar com a pol�cia.

� quest�o de honra.

� proibido.

Mesmo se fosse meu pr�prio filho.

Deve haver algo que voc� possa fazer.

E que tal voc�, signora?

Tenho arriscado minha garganta pelo seu filho.

E voc�, o que fez por ele?

E n�o me diga que n�o tem dinheiro.

O que voc� j� fez?

Voc�...

Espere.

Sim.

Sra. Getty, aqui � Oswald Hinge de Londres.

Tenho certeza que n�o lembra de mim.

Sr. Hinge.

N�o esqueci nem um pouco.

Ligo em nome do Sr. Getty.

N�o o seu ex-marido.

Pelo velho, o do dinheiro.

Esse mesmo.

O que posso fazer por voc�?

O Sr. Getty decidiu pagar o resgate de Paul.

Obrigada, Sr. Hinge.

Agrade�a a ele. Sou s� o porta-voz.

Eu gostaria, se ele me deixar.

Ter� essa chance.

Precisamos que venha a Londres

para discutirmos.

O que h� para ser discutido?

Muito obrigado.

Ele ir� pagar.

Boa tarde, senhoras e senhores.

Aqui fala o capit�o.

Fazemos a aproxima��o final de London Heathrow.

Pouso programado em cerca de 10 a 15 minutos.

Um pouco mais frio hoje, 16� C.

Em nome da tripula��o,

desejamos a todos um bom dia.

Senhores, a Sra. Abigail Getty.

Sr. Chace.

Ficar�o felizes em saber

que h� alguns novos desdobramentos

que finalmente nos permitir�o ajudar o pequeno Paul.

Muito feliz em ouvir isso.

Meus advogados tribut�rios descobriram que...

durante o resgate, os pagamentos n�o s�o dedut�veis por lei.

Eu poderia esquecer os juros

se emprestar o dinheiro do resgate para meu filho.

Descobriu que pode

usar o sequestro do meu filho para deduzir impostos?

Fico feliz que funcione financeiramente para voc�.

Acho que podemos concordar que a coisa mais importante

� trazer o Paul para casa em seguran�a.

- E em breve. - Sim, em breve.

O mais breve poss�vel, por favor.

Os pap�is do empr�stimo est�o prontos

e os fundos est�o prontos para serem transferidos.

Paul ficar� t�o grato a seu av� quando chegar em casa.

Ele te ama.

Mais do que imagina.

E eu o amo.

S� resta um assunto na carta ao lado.

Se me permite, o...

em troca do senhor Getty fazer o empr�stimo,

concorda em passar a cust�dia de todos seus filhos,

incluindo Paul, ao seu ex-marido.

"Passar"?

Sim, os direitos parentais ficam com o Sr. Getty.

Assine aqui.

Faz parte disso?

N�o podem fazer isso, podem?

Meus advogados s�o os melhores.

Se n�o se sustentasse no tribunal, n�o teriam escrito.

Agora, apenas leve na boa.

Leia com aten��o e pe�a ao seu advogado

para dar uma olhada.

N�o tenho tempo para ler.

Meu filho est� sendo mantido prisioneiro.

Bem, tem isso.

"Deixo voc� ficar com seu dinheiro da �poca."

N�o pedi nada, s� meus filhos.

N�o consegue tolerar nada fora do seu comando, n�o �?

Obrigado.

Temos um problema.

Getty concordou em emprestar o resgate para o filho dele

at� o montante que permite dedu��o de imposto.

- E da�? - E da� que investiguei.

Pela lei de impostos dos EUA,

s� o primeiro milh�o � dedut�vel.

Transferiram para n�s apenas isso.

Para quanto desceu o resgate?

Para quatro, era dezessete.

N�o temos quatro. Temos um.

Um momento, por favor.

Estamos transferindo a liga��o a seu apartamento.

Menos mal, est� quase acabando.

Como Paul est�?

N�o est� t�o bem,

mas conseguiremos mant�-lo vivo por uns dias.

O suficiente para fazer a troca.

- N�o temos tudo. - Tudo do qu�?

S� temos um milh�o.

O n�mero � quatro.

Um � o novo n�mero.

Um...

� um quarto do resgate.

Por esse valor, te mandar�o um quarto do seu filho.

Me diga, qual quarto quer?

Segurou a crian�a para cortarem a orelha dele?

Seus animais gananciosos.

S�o os piores criminosos de todos.

Escutem aqui.

N�o consigo mais tirar dinheiro disso.

Mas n�o quero que Paul morra.

Precisa voltar e fazer com que Getty pague.

Precisa me dar um tempo. Estou brigando com um imp�rio.

Acha que � a �nica?

Preciso falar com ele.

O Sr. Getty n�o pode receber convidados a estas horas.

N�o podemos ficar aqui. Chamar�o a pol�cia.

Deixe chamarem.

- Olhe, temos o milh�o. - Por um milh�o v�o mat�-lo.

N�o acreditar�o quando eu disser que n�o tenho o resto.

Ningu�m acredita em mim.

Nunca houve garantias, Gail.

O dinheiro nos dar� a chance,

talvez uma oportunidade para ir resgat�-lo.

- Talvez nem isso. - O dinheiro, o dinheiro.

N�o suporto mais ouvir falar de dinheiro.

Todos pensam que tenho o dinheiro.

Os jornais, sequestradores, todos acham que sou rica.

Sabem do que chamam isso?

Cr�dito.

Anunciamos que tenho o dinheiro, os 4 milh�es.

Fazemos a troca. Use essa oportunidade.

E o que acontece ao descobrirem que n�o est� tudo l�?

Nessa hora j� teremos Paul ou...

Agora est� pensando como Getty.

Com licen�a, por favor. Nos d� licen�a.

- Certo, fique pronta. - Obrigado.

Bom dia a todos.

Senhora Abigail Getty.

Ap�s uma longa e...

e dif�cil negocia��o, com os sequestradores,

decidi atender �s exig�ncias e pagar todo o resgate.

N�o posso descrever o impacto

que esse evento causou na nossa fam�lia.

Todo sequestro � horr�vel.

- Bullimore. - Deixar s� uma crian�a

sem a fam�lia � outra hist�ria.

- Senhor. - Chame Chace.

Abigail Getty, m�e do sequestrado

John Paul Getty III.

Eram 3 horas da madrugada...

Bom dia, Chace.

Vai me ajudar com isso?

Estou construindo uma casa na Calif�rnia.

Uma r�plica fiel da minha vila imperial de Roma,

com cada detalhe.

Mas com descargas.

�, a montanha pode n�o ter ido a Maom�,

mas com certeza, veio a mim.

Senhor Getty.

O Intermedi�rio de West Texas, senhor.

Como � ler essa parte do jornal?

Sabe, por um momento,

o dinheiro perde o significado,

e se torna t�o abundante como o ar.

Como voar.

E depois ele passa.

O que � tudo isso que vi na TV

com a Gail pagando todo o resgate?

Ambos sabemos que ela n�o tem.

Ela fez outros arranjos.

Mas ela n�o tem o dinheiro.

O que est� acontecendo?

Vamos, onde ela conseguiu?

Ela est� dormindo com algu�m?

Come�o a entender o que faz o senhor acordar.

N�o, n�o, n�o conseguiria nem come�ar.

Ent�o, desembuche.

O que est� acontecendo? Qual � a dela?

N�o esque�a, Chace, tenho um contrato.

E vou imp�-lo.

- N�o, acho que n�o. - Por que n�o?

Consegue me ouvir?

Quero ter certeza que estou sendo muito claro.

Pois a seguran�a particular da qual desfruta vem de mim.

Certo? Aqueles alsacianos mancando em torno da piscina?

Meu pessoal os treinou.

Seu sistema de seguran�a? Minha equipe instalou.

Os guarda-costas? Isso mesmo, seu velho ganancioso,

est� protegido de qualquer amea�a imagin�vel,

a menos que a amea�a seja eu.

Imagino que seja sua forma de pedir demiss�o.

"Homens de risco"? N�o foi assim que nos chamou?

"Eu arrisco meu dinheiro. Voc�s, suas vidas."

Voc� � cheio de baboseiras.

Voc� e eu? Nunca arriscamos nada em nossas vidas.

Nunca corremos o risco como pessoas comuns.

Por isso somos assim agora. Voc� � s� um m�o de vaca, Paul.

Pode ter todo dinheiro do mundo e ainda � um mau filho da puta,

e n�o esque�a disso.

Adeus, Sr. Getty.

Aquelas crian�as tem meu sangue, Chace!

Elas s�o minhas.

Ela as levou.

O dinheiro chegou.

O resgate inteiro.

3,3 milh�es de d�lares.

Com a cota��o de hoje, 1,6 bilh�o de liras.

Mandaram isto junto com o dinheiro.

O DINHEIRO E A CRIAN�A S�O DELA

Getty cedeu.

O que disse a ele?

Nem conseguiria lhe contar.

Eu mesmo farei a troca.

A senhora Getty sozinha.

Iria num carro com milh�es de d�lares.

Todos sabem como ela �.

Ela pode ser roubada na autoestrada.

� problema seu.

Ent�o n�s dois vamos. N�o � negoci�vel.

Devido � crise de combust�vel e as medidas de racionamento,

nenhum carro ser� permitido nas estradas no domingo.

Sendo assim, todas as estradas estar�o vazias,

e poder�o ver se Gail estar� sendo seguida.

Dirija um Fiat 125

com duas malas amarradas no teto.

Passe no ped�gio da autoestrada �s 09h00,

e dirija para o sul a exatamente 80 km por hora.

Estamos com eles � vista. C�mbio.

N�o os perca. C�mbio, desligo.

N�o pare para comer, ir ao banheiro, nada.

Lembre, eles est�o observando.

Uma pequena pedra vai atingir seu para-brisa.

Ser� o sinal deles para que voc� pare.

Obede�a essas regras, ou arrancar�o outra orelha dele.

O olho.

Uma m�o.

A� est�.

Deixem o dinheiro!

Dirija por 1 km em dire��o ao posto de gasolina

e enquanto contamos, aguardem nossa liga��o.

Vamos l�.

Tudo certo?

Leve o garoto para ela.

E se vir os policiais...

Sei o que fazer.

Pode ir.

Sente aqui.

Saia.

Vem.

Certo.

Voc� parece bem.

N�o pode ir encontrar sua m�e parecendo um vagabundo.

Ainda acho que dev�amos ter cortado a l�ngua dele.

S� por precau��o.

Fique ali e n�o se mexa, ou te matamos.

Certo.

Paolo. N�o espere. Corra.

E saia da It�lia.

Boa sorte, Paolo.

Vai r�pido, desgra�ados.

Para voc� tamb�m.

3 km descendo a estrada h� uma obra.

Paul aguarda por voc� l�.

Gastem aos poucos.

E usem o c�rebro.

Cinquenta.

Aqui est� sua parte.

H� policiais por toda parte.

Helic�pteros tamb�m. Eles nos enganaram.

O que faremos?

Encontre o garoto e mate-o.

Vamos! Agora! Agora!

Pegadas.

Eles fizeram a entrega.

Ele fugiu.

Quem est� a�?

Bullimore!

Me deixe entrar!

N�o, n�o feche. Por favor!

- Est�o me perseguindo! - N�o posso me envolver. V�!

N�o, n�o. Eu me chamo Paul Getty.

Eu fui sequestrado.

- N�o posso me envolver. - N�o, n�o, n�o.

N�o!

Voc�, por ali! Voc�, vem comigo, r�pido!

N�s ainda n�o o perdemos.

Cinquenta, vamos logo!

Bullimore?

Senhora, senhora. Senhora, por favor!

Voc� viu um adolescente americano...

- Americano. - N�o, n�o, n�o.

Droga. Ningu�m por aqui.

Nada aqui tamb�m.

Matarei o garoto quando o encontrarmos.

- Encontrou algo? - Ningu�m.

Nada? Por ali, v�!

Viu um garoto americano

- com cabelo cacheado? - N�o vi. N�o vi ningu�m. N�o.

Paul?

Paul!

Paul!

Aonde voc� vai?

Pare. Chega.

O que est� olhando?

Cinquenta.

Leve-o embora da It�lia. Agora!

- O que est� esperando? V�! - Venha.

Paul.

Porra!

Linda...

crian�a.

Vem c�.

Voc� est� bem.

Voc� est� bem.

Est� tudo bem.

Pronto.

Sr. Hinge, a Sra. Getty est� aqui.

Sra. Getty. Ch�?

N�o, obrigada.

Sra. Getty, nossas mais sinceras condol�ncias.

Voc�s s�o muito gentis.

Por favor, sente.

A morte do Sr. Getty criou uma pequena crise aqui.

A heran�a foi estruturada

como um fundo de caridade da fam�lia.

Alguma vez ele deu dinheiro para a caridade?

N�o.

O fundo permitiu ao Sr. Getty

criar a fortuna dele sem pagar impostos.

Havia s� uma pegadinha.

Segundo as regras do fundo, ele n�o podia gastar o dinheiro.

De que adianta tanto dinheiro se n�o pode gast�-lo?

Ele n�o podia gast�-lo, mas podia investir.

Ent�o ele investiu em coisas.

Arte. Antiguidades.

Logo, ele tinha um monte impressionante de coisas.

E um monte impressionante de dinheiro.

Agora, algu�m precisa decidir o que fazer com tudo isso.

O que querem de mim?

Como posso dizer?

O rei est� morto.

O trono est� vazio.

Seus filhos s�o herdeiros dele.

At� que sejam maiores de idade,

algu�m ter� que tomar as decis�es.

O que significa, � claro,

que algu�m ter� que assumir o lugar dele.

Ainda continuam achando obras-primas

escondidas sob as escadas.

A maioria ir� para a mans�o dele em Malibu.

N�o h� outro lugar onde caberia tudo.

- Tomem cuidado. - Sim, senhora.

Paul?

Venha dizer "oi" ao Sr. Chace.

Ou... "adeus". N�o sei qual dos dois.

Ele vai ter problemas com as mulheres.

J� tenho.

Espero que fique com a gente.

Sei que voc� tinha outras ambi��es, mas...

Caras como eu n�o enriquecem.

N�s nos perdemos facilmente.

Que pena.

Na verdade, n�o.

Penso em voc� como sendo da fam�lia.

Gentileza sua, senhora.

Havia umas coisas nos jardins que pensei em olhar.

Sim, � claro. N�o vou ret�-lo.

Voc� vem?

- Vamos ver os cachorros. - Certo.

Sra. Getty?

Podemos ajud�-la em alguma coisa?

N�o, obrigada. Eu estou bem.

Tenho tudo o que preciso.

A VASTA COLE��O DE ARTE DE J. PAUL GETTY

TORNOU-SE O PILAR DO MUSEU GETTY, EM LOS ANGELES.

A FAM�LIA DELE DOOU

A MAIOR PARTE DA FORTUNA PARA A CARIDADE.

ESTE FILME � INSPIRADO EM EVENTOS REAIS.

ALGUMAS CENAS, PERSONAGENS E DI�LOGOS

FORAM CRIADOS OBJETIVANDO A DRAMATIZA��O.

Legende Conosco @unitedteam contato@united4ever.tv

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.