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O SOLAR DAS ALMAS PERDIDAS (1944)
Legendas portugu�s BR: Nete Domi Sincronia: Mawricio58
Chamam de "As Terras Assombradas,"
estas costas de Devonshire, Cornualha e Irlanda,
que se erguem face ao Oceano a Oeste.
H� neblina e a n�voa marinha e misteriosas hist�rias.
Isso n�o � porque h� mais fantasmas aqui que em outros lugares, acreditem.
� s� porque quem vive aqui, � estranhamente consciente deles.
Vejam, dia e noite, ano ap�s ano...
escutem o bater e o som das ondas.
H� vida e morte nesse inquietante som,
e eternidade tamb�m.
Se o escutarem bem atentamente, todos os seus sentidos se intensificam.
E voc� guia-se por estranhos instintos.
Sente um frio, que � o primeiro aviso.
Frio que n�o tem a ver com a temperatura,
mas com uma perda de calor nos centros vitais dos vivos.
As pessoas do lugar disseram-me que o ter�o sentido,
mesmo al�m desta porta fechada. N�s n�o sentimos.
Eles n�o podem entender porque n�o percebemos o significado...
quando o nosso c�o se negou a subir aquelas escadas.
Os animais podem pressentir a maldade, � o que parece
A minha irm� Pamela e eu n�o sab�amos nada sobre isso...
n�o naquele momento.
T�nhamos a desvantagem de ser londrinos.
Ap�s duas semanas de descanso,
nesse 10 de maio de 1937, no final das nossas f�rias.
Parece que estamos no jardim de algu�m.
No que foi o jardim de algu�m. Que casa antiga t�o maravilhosa.
� melhor irmos embora antes que nos prendam por invas�o.
- Aonde deixamos nosso carro? - Nessa dire��o, creio
Olhe, um esquilo.
- Pegue Bobby! - Tarde demais! Bobby, Volte aqui!
- C�ozinho malvado! - Bobby!
Rick, ele apanhou o pobre esquilo. Vai mat�-lo.
Minha querida maninha, parece mais, que ele � que apanhou o nosso Bobby.
Bela maneira de passar as f�rias... perseguindo um c�o!
- Onde est� ele? - Acho que aqui embaixo.
Pensei que o tinha pegado.
Ele que me pegou. L� vai! Segure Bobby!
N�o posso!
Bela corrida, sim senhor.
- Acha que poder� escapar? - Sim, pelo telhado.
� um c�o esperto. Voltar� num instante.
Rick, percebeu alguma coisa?
S� que n�o estou em forma para ca�ar.
N�o, quero dizer, esta casa. � a coisa mais ador�vel que j� vi.
- Olhe para essa escada. - Que corrim�o para escorregar.
- Oh, Rick. - Que houve?
O seu coment�rio e a casa... me fizeram pensar.
- Sim, � pouco como... - Ali a floreira das rosas
e o rel�gio antigo do vov�,
e mam�e com o seu melhor vestido cinzento descendo a escada.
- Daqui h� pouco vai estar louca. Vamos. - Nem pensar.
Vou ver o resto. Anda, Rick, finja que vamos compr�-la.
Vamos achar o quarto com a melhor vista.
Todas eles t�m as melhores vistas.
Que encantador! Porque me faz sentir como se estivesse num barco?
� a luz do teto. � o mar. � agrad�vel levantar e ver isso.
Oh, como odeio viver num apartamento em Londres!
Se tivesse sido criada numa casa antiga, desejaria viver em um apartamento.
Est� travada. Tente voc�.
Est� fechada. Provavelmente s�o os esqueletos da fam�lia.
Oh, que chatice!
Rick, o banheiro.
Lareira enquanto toma banho. Que luxo.
Sabe, isto � o banho s� para os s�bados � noite.
Esquenta at� ficar vermelho, ent�o corre para a cama para evitar um resfriado.
- Rick. - O que �?
Tive um dos meus "pressentimentos", Vamos realmente comprar esta casa.
�? O seu "pressentimento" diz com que � que vai comprar?
Bem, se ambos juntarmos tudo o que temos, talvez possamos compr�-la.
� bastante afastada e esteve desabitada durante anos.
Que far�amos com ela? N�o podemos dirigir 500 km s� para os fins de semana.
Viver�amos aqui permanentemente e voc� trabalharia com m�sica.
Minha pobre, maluca irm�, tenho que ter um emprego.
Ora! que emprego... ir a concertos,
e contar aos seus leitores como a m�sica � ruim.
N�o � suficientemente bom, Rick. Deixe disso.
Aqui, poderia escrever a sua pr�pria m�sica como sempre deveria ter feito
e como sempre quis.
Rick, nem sequer � um grande cr�tico musical.
Muito obrigado. Seja como for, sou bem pago.
Mas a id�ia nem sequer o atrai um pouco?
Atrair-me?
Vamos embora, voc� � perigosa.
N�o sabe como s�o raras casas como esta?
- Gosto do corrim�o. - Como Lizzie gostaria desta cozinha.
Essa praia deve agrad�-la.
Tamb�m est� em boas condi��es, n�o tem sinais de umidade.
- Tiraremos nossa mob�lia do armaz�m. - Calma, Pamela.
Uma mudan�a destas deve ser discutida.
De modo nenhum. Decis�es importantes devem ser tomadas rapidamente.
Bem, no meu jornal me pediram que fa�a a s�rie...
"Vidas dos Grandes M�sicos" tempo de leitura, 2 minutos.
- A� est�, isso nos dar� de comer. - At� que se acabem os m�sicos.
Como sabemos que esta casa est� � venda?
Rick, a vida n�o � t�o cruel, tem que estar.
Agora lembre, Pam, n�o mostres sinais de interesse.
Estamos apenas um pouco interessados. Um pouco.
- Boa tarde. - Boa tarde.
Gostar�amos de ver o Comandante Beech, se fosse poss�vel.
- Ele n�o est�. - Pod�amos esperar por ele?
N�o querem entrar?
H� um problema no est�dio.
Creio que poderei localizar o meu av� pelo telefone.
- Quem s�o voc�s? - N�o nos conhece.
Somos os Fittzgerald. Minha irm� Pamela e eu, Broderick Fitzgerald.
- Como vai? - Como vai?
Sou Stella Meredith. Querem sentar-se?
Obrigado.
N�o, nessa cadeira, n�o! Est� com defeito.
- N�o se importa? - N�o.
- Isto serve? - Obrigado.
Que casa horr�vel, onde n�o se pode fumar.
Uma vez meu av� engasgou com um charuto quando estava deitado.
Perdeu o gosto pelo tabaco.
Posso ajud�-los em alguma coisa?
Quer�amos falar com o comandante sobre a casa que possui
no alto da colina.
- Windward? - Sim.
Ficamos loucos de tanto que nos agradou...
- quer dizer, talvez nos interesse. - De verdade?
Segundo nos disse a Sra. Brown da pousada, est� � venda.
A Sra. Brown est� enganada. Lamento que tenham vindo at� aqui.
Talvez pud�ssemos falar com o seu av�...
N�o tomar�amos muito tempo.
Lamento, mas n�o faz sentido que fiquem � espera.
Stella, est� a�?
Sim, vov�.
Aqui.
Ent�o, o que acontece?
Umas pessoas que vieram por engano, vov�.
J� est�o de sa�da.
T�nhamos ouvido que a casa de Windward estava � venda.
Sim, e est�.
N�o querem sentar-se, voltarei num instante.
Muito obrigada.
Vov�, por favor.
Creio que fui bastante claro a respeito disto, Stella.
- Sim, vov�... - N�o compreendo.
Uma casa onde n�o vive desde minha inf�ncia.
Uma propriedade que n�o podemos manter.
Mas foi a casa de minha m�e...
- N�o posso expressar com palavras, �... - Tolice.
Vov�, por favor.
N�o creio que seja preciso muitos reparos.
O telhado � s�lido,
as paredes suportaram vendavais do mar durante dois s�culos.
- Obrigada. - Obrigado.
Gastei uma quantia consider�vel com a casa h� 20 anos,
- quando a entreguei � minha filha. - Compreendo. Bem, lamento,
mas receio que 1200 libras seja o nosso limite.
- Essa � uma oferta definitiva? - Sim.
E pagariam a soma total imediatamente?
- Quer dizer que a venderia por isso? - Sim.
Suponho que queira fazer uma verifica��o antes...
- Oh, Rick. - N�o h� d�vida.
A casa vale muito mais que isso,
mas tenho uma neta muito jovem,
e 1200 Libras no banco para ela me deixariam tranquilo.
Compreendemos perfeitamente.
E n�o sentir�o medo numa casa t�o solit�ria?
N�o, de modo algum.
Ou do vento durante a noite? Faz bastante barulho nas casas antigas.
Est� tentando nos dizer que a casa � assombrada?
N�o, Srta., n�o � assombrada.
Mas tive uns inquilinos h� 5 anos que se queixaram de... perturba��es.
Qual era o problema... mulheres carregando cabe�as debaixo do bra�o?
N�o quis discutir com elas e cancelei o aluguel.
- Mas n�o posso cancelar uma venda. - Nem queremos que o fa�a.
Certamente, uma hist�ria destas faria baixar o pre�o.
J� fiz uma redu��o consider�vel, Sr. Fitzgerald.
Talvez ambos precisemos de mais tempo para pensar.
- Mas a nossa oferta � definitiva, n�o � Rick? - Oh, sim, sim.
Muito bem, ent�o aceito.
Escrituras e pagamento ser�o acertados com nossos advogados.
Enquanto isso, tenho sua palavra, e voc� a minha.
� maravilhosamente simples comprar uma casa, n�o?
- Pam, onde est�? - Estou aqui. Olhe, nossas pr�prias rosas.
Rick, tudo isto � nosso, N�o � maravilhoso?
Sabe? � maior do que eu pensava.
Mal posso esperar para ver o que h� naquela ala fechada.
Certamente coisas de limpeza. Escova, esfreg�o, torneiras pingando.
Imagino quando vamos ter pessoal limpando e pintando.
Regressar� a Londres, claro, enquanto eu ficarei aqui.
Como, enrolada numa manta como uma �ndia?
Na pousada, idiota, at� que mande os m�veis.
O velho disse porque estava fechada?
Nunca pensei em perguntar.
Bem, agora j� sabemos.
- � a parte mais feia da casa. - N�o � assim t�o m�.
Mas essa janela � muito feia.
Acrescentaram-na mais tarde para fazer um est�dio de pintura.
Nem sequer a vista Ihe d� alegria.
- Que faremos com ela? - O meu est�dio, claro.
� ideal. Ponho o piano ali, com estantes para a m�sica.
Muito espa�o para andar, partituras por todo o ch�o...
Tenazes para arrancar a carne de quem se atrever a dizer que o almo�o est� pronto.
Montes de cheques dos meus editores e...
- Acha que este quarto � �mido? - Precisa ser arejado.
� engra�ado que fa�a frio aqui dentro depois de um dia t�o quente.
- Droga! - O qu�, Rick?
De repente sinto-me totalmente desmoralizado.
Penso que nunca escreverei m�sica, aqui ou em outro lugar.
De que diabos est� falando?
N�o acha que cometemos um erro terr�vel, n�o �?
Oh, Rick, cometemos?
Porque � que o Comandante reduziu o pre�o t�o r�pido?
Os "fen�menos". Boatos assim s�o explosivos se estiver querendo vender uma propriedade.
Pamela, n�o est� assustada com essas hist�rias de fantasmas, n�o �?
Claro que n�o. N�o acredito nelas,
estou curiosa, nunca assustada. Voc� est�?
Eu? N�o, os "fen�menos" n�o me preocupam nem por um segundo.
- � o Bobby. - Claro, � o Bobby.
N�o fique imaginando coisas.
O quarto est� sujo, n�o?
Estamos aqui, Bobby.
Est� tentando nos dizer algo sobre o esquilo, espero.
- Faltou ao encontro com voc�? - Porque n�o sobe, est�pido?
Rick, olhe para a janela!
Nunca pensei que o Bobby fosse um destruidor de cora��es.
Quem est� l� fora?
Parece a neta do nosso velho amigo.
Oh, n�o perca tempo com ela.
Porque n�o queria que compr�ssemos a casa?
- Rick, creio que estava chorando. - Estava?
N�o v�?
Adorava a casa e n�s a pusemos para fora.
- N�o � p�ssimo? - Deixe de inventar hist�rias.
Ela n�o mora aqui. N�o queria que n�s mor�ssemos.
� doentio ser assim ego�sta.
Est� bem, Bobby. Vamos lev�-lo � pousada...
e pediremos seu jantar.
Esqueceu alguma coisa?
N�o. Pensando melhor, o meu trem de aterrissagem, n�o � o mais o mesmo.
- Bom dia, senhor. - Bom dia.
- Um ma�o de cigarros, por favor. - Sim, senhor.
- Esta n�o � a casa Windward? - Sim, senhor. Uma casa magn�fica.
Fico feliz em saber que est� habitada novamente.
- Tem uma d�zia destes? - Provavelmente, sim.
Talvez voc� seja o novo dono.
Sim, minha irm� e eu compramos a casa ontem.
Espero que a transformem outra vez no que foi.
Os �ltimos que l� viveram n�o eram bons.
Foram-se embora me devendo dinheiro.
Quebraram o contrato falando coisas ruins sobre a casa.
- Foi assim que come�aram os rumores. - Acho que sim.
Aqui tem senhor, nove parece que s�o tudo o que tenho.
- Est� bem. - Outros dizem algo diferente.
- Dizem? - � natural,
depois da maneira como a senhora de Windward morreu.
- Que descanse em paz. - Refere-se � filha do comandante?
�nica filha. Quase partiu o cora��o do comandante.
- Nunca mais foi o mesmo desde ent�o. - Como ela morreu?
- Caiu do penhasco. - Acidente?
� o que eu acho.
Bom dia, Sr. Hardy.
- Um exemplar da "Amateur Garden", por favor. - Sim, Sra. Coatesworthy.
Boa sorte senhor.
Se quiser seu tabaco favorito, teria prazer em encomend�-lo.
Obrigado. Adeus.
O cavalheiro que acaba de comprar a Casa Windward.
N�o me diga!
- Sr. Fitzgerald? - Sim?
- Oh, � voc�. - Posso falar com voc� um momento?
Olhe, Srta.,
se quer falar sobre Windward, pode poupar o f�lego.
N�o � isso. � a meu respeito. Ontem � tarde.
Meu comportamento foi indesculp�vel.
- N�o se preocupe com isto. - Muito obrigada.
O seu av� mandou pedir desculpas, n�o foi?
Oh, n�o. Foi a minha m�e.
A sua ma...
Mas eu entendi que... Desculpe?
Fiquei olhando para ela ontem, pensando como a tinha decepcionado.
- Mas a sua m�e n�o est� morta? - Sim, mas sei tudo sobre ela.
Pelo meu av�, claro. Eu s� tinha 3 anos quando ela morreu.
Mas entendi que disse que a estava olhando.
O retrato dela est� no meu quarto. Foi meu pai quem pintou.
- Oh, ent�o era o seu est�dio. - Sim, e ela era t�o bonita.
Vamos caminhar um pouco.
O meu av� nunca superou a sua morte.
- Desde ent�o odeia Windward. - � compreens�vel.
Mas n�o � motivo odiar a casa por algu�m ter morrido l�.
Eu adoro Windward porque ela viveu l� por 3 anos...
e essa era a minha idade.
E � por isso que n�o quer que ningu�m more l�?
- � est�pido, n�o �? - N�o, s� uma coisa � est�pida:
Viver a vida de outra pessoa.
- Que idade tem, Stella Meredith? - Vinte.
Tem vinte anos e � bonita.
N�o devia gastar nem um segundo, lembrando desses tr�s anos.
- Deveria estar vivendo bem. - E estou.
Oh, tolices. Que vai fazer hoje, por exemplo?
- Algumas coisas. - Fatos, detalhes, vamos l�.
Oh, meu Deus. Tenho de preparar alguma l�.
Depois, tenho de ir � biblioteca e pedir um exemplar de "Bleak House".
O meu av� e eu estamos lendo Dickens.
N�o vai fazer nada disso. Tenho uma id�ia melhor.
N�o � melhor isto que ler para seu av�?
- Oh, � maravilhoso. - Nunca enjoa?
Felizmente tenho um est�mago de ferro.
N�o literalmente, claro.
- Est� dormindo? - N�o.
Simplesmente pensando se a confian�a em Gibraltar n�o estar� deslocada.
N�o deveria sair do sol?
N�o, eu...
Eu prefiro...
continuar aqui.
Oh, por favor... o leme... por favor...
- Cheira bem. - � mimosa. Era de minha ma...
Oh, esqueci, n�o devo falar disso.
- Porqu�? - Devo esquecer o passado.
- Oh, continue. - Era o perfume favorito da minha m�e.
O meu pai me enviou um frasco antes de morrer.
Tenho feito durar muito tempo.
Mimosa. Nunca a viu crescer?
- N�o. - Como milhares de sinos amarelos,
como campainhas de tren�.
Se acalmou. Sente-se melhor?
Oh, sim. Estava quase no controle.
Agarre com for�a. V� em frente direito para o cais.
Baixe a vela. Cerre as escotilhas.
Srta., por favor.
Pensei que tinha ido para Londres Sr. Fitzgerald.
- Estou de partida, Ben. - � meia coroa.
- Est� prendendo o cabelo outra vez? - Sim.
N�o, n�o, n�o. Vamos.
Est� maravilhoso como est�. Solto e livre, agitado pelo vento.
Que fa�o? Recito poesia ou fa�o publicidade de cabeleireiro?
- Voc� ri de tudo, n�o? - Demais?
Oh, n�o. Nunca conheci ningu�m que risse muito.
Visite a Pamela enquanto eu estiver fora, est� bem?
- Quanto tempo vai estar fora? - Oh, umas tr�s semanas.
Talvez ela me deixe ajudar com as cortinas e essas coisas.
Diga que fale de mim... num bom sentido, claro.
Nenhuma dessas hist�rias onde sou o bobo da fam�lia.
Espero que fa�a uma boa viagem.
- A levarei para casa primeiro. - Vai se atrasar.
Bem poderia.
Eu preferia contar com cuidado ao meu av� sobre o passeio, se n�o se importa.
De acordo, com cuidado mas com firmeza.
- Adeus. - Adeus.
- Oh, Sr. Fitzgerald! - Sim?
Quase me esqueci de dizer.
Fico muit�ssimo feliz que a sua irm� e voc� estejam em Windward.
Obrigado, Stella Meredith.
Bem, aqui estamos.
Que grande casa, Sr. Rick. � uma mans�o.
Voc� � digno dela. Lizzie Flynn, � o que me pergunto.
Est� no topo do mundo.
- Rick! - Ol�, Pam.
- Minha querida. - Lizzie!
Que maldade chegar t�o tarde.
Queria que visse tudo enquanto ainda havia luz do dia.
Rick e os seus amigos e as suas bebidas.
- Embriaguemos a Lizzie. - Vou com voc� Rick.
Bobby! Oh, Bobby! Onde est� o nosso Bobby?
- N�o, Rick. - Aconteceu alguma coisa?
Nada tr�gico. S� fugiu.
Suponho que n�o sou bastante atraente para os c�es.
- N�o, � s�rio, Pam - Ele detestava o campo.
Sabe, n�o h� latas de lixo, nenhum interesse em encontrar uma �rvore.
Nunca ouvi falar em nenhum terrier que fugisse.
Ah, Srta. Pamela, estou sonhando acordada.
Pam, est� perfeito. Fez direitinho.
H� sopa na cozinha.
Olhem para o "U�sque" agora. Ele sabe onde est� a comida.
- Ent�o a mob�lia serviu? - Oh, perfeitamente.
Vi o rel�gio do vov�. At� me acenou com ambas as m�os.
Se a sopa queimar, Lizzie vai me bater.
Vou mesmo, Srta.
Os santos sejam louvados. Minha velha cadeira de balan�o.
J� passaram 10 anos desde que balan�ava nela.
- Fez maravilhas, Pam. - Obrigada.
O que Stella achou das mudan�as?
Refere-se a Stella Meredith?
- N�o a vi. - N�o?
Escrevi para convid�-la para o ch�. E o comandante respondeu,
dizendo que n�o estava bem disposta para aceitar convites.
N�o estava bem disposta?
Acho que somos n�s. N�o somos agrad�veis de conhecer.
Para Stella, n�o. Estava louca para ser nossa amiga. Ela me disse.
Mas onde a viu?
Antes de ir para Londres.
Mas, que mentiroso!
Estava t�o irritado com essa menina como eu.
Pare de pensar nela como uma crian�a. Ela me disse que tem 20 anos.
Gosta dela.
N�o posso evitar.
H� um tipo de beleza m�gica adormecida nessa garota.
Pensarei se posso fazer alguma coisa para quebrar a magia.
Parece que n�o.
"Pr�ncipe Desencantado", esse sou eu.
Basta por esta noite, Sr. Roderick.
Esta na hora da Srta. Pamela ir para a cama. Parece cansada.
� uma velha tirana, Lizzie Flynn.
Tem toda a raz�o.
Apague as luzes, Rick.
Agora, deixe-me ver. Creio que reduzo a fuma�a da lamparina.
N�o fazia isto desde crian�a.
Vamos, U�sque.
- Ele fica no quarto? - Ele se acostumou.
Vamos subir agora.
J� n�o o carreguei bastante hoje?
- Suba, agora. - Vou dar um susto.
Mas o qu� em nome de todos os santos?
Oh, bem, n�o est� habituado a viajar, nem de casas estranhas.
Se ele quiser, me encontra.
N�o dormia com o som do mar desde que sai da Irlanda.
Gostaria de voltar l�, Lizzie?
- Preferia morrer. - Vou com voc�!
Porque as chamas se movem?
Parece que h� corrente de ar na escadaria.
Rick, nadei todos os dias na nossa praia,
e comecei a fazer um jardim.
Aprende-se as coisas mais curiosas com... a jardinagem.
Sabia que houve uma altera��o com as sementes?
- N�o. Boa noite, Pam. - Boa noite, Rick.
- Boa noite, Master Rick. - Boa noite, Liz.
Entre!
Pensei que estava dormindo.
Aqui, �s vezes, esfria muito � noite.
Oh, obrigado.
H� algo que quero falar.
Tem algo mais macio para que possa trocar este colch�o?
- Vamos te dar outro amanh�. - Nada me impedir� de dormir esta noite.
Qual � o valor real da casa? Bem alto?
- Est� realmente satisfeito com ela? - Nunca fui t�o feliz na minha vida.
Come�ou a dizer algo. O qu� era?
Bem, era s� que fui eu quem insistiu para comprar a casa.
E eu pareci n�o gostar muito. N�o � isso?
Isso pode esperar at� amanh�.
Aben�oado, Rick. Durma bem.
Voc� tamb�m.
Estas s�o ma��s muito boas.
Assim termina nossa edi��o de hoje.
Boa noite a todos. Boa noite.
Pam, � voc�?
- Rick. - Pamela.
- N�o devemos acordar Lizzie. - Mas n�o � Lizzie?
N�o, n�o � Lizzie.
Vem l� de baixo.
Vem de algum ou nenhum lugar.
Calma, Pam. Vou l� embaixo olhar.
Rick, j� olhei.
- Nunca h� nada. - Nunca? Quer dizer que j� ouviu antes?
Sim.
� verdade, n�o? O som, quero dizer. Ouviu tamb�m?
- Claro que estou ouvindo. - Eu n�o tinha certeza.
- Pam! - Pensei que era loucura.
- Foi por isso que n�o me disse? - Sim, por isso...
� a sua casa. � o �nico lugar que temos para viver
- Soa t�o doloroso. - Agora n�o fique nervosa.
- H� uma explica��o l�gica para isto. - Tal como?
N�o acha que j� sei. Mas h� uma raz�o.
- Acontece todas as noites? - N�o.
Mas quando come�a a pensar que foi um sonho, come�a outra vez.
Calma Pam, calma.
Estou bem.
Isso vai parar daqui a pouco.
Como sabe?
Desaparece com o amanhecer.
Escute.
Isso � a brisa do amanhecer.
- Bem, � tudo por esta noite. - � uma pena, s�rio.
Nem deu tempo para investigar. Agora escute, querida.
Olhe, falaremos amanh�. Morrerei se n�o dormir um pouco.
Pam, deixe a sua porta aberta caso esteja nervosa.
Est� bem, Rick.
Lembre, n�o tem nada com que se preocupar.
Este assunto tem uma explica��o cient�fica.
Talvez um fio solto em algum lugar da casa, que age como uma antena...
espalhando o ru�do de alguma mulher chorando na vila.
Ela chorava quando os �ltimos inquilinos fugir�o assustados?
Bem, talvez ela tivesse uma vida triste.
Seja como for,
agora estou aqui, e n�o estou nada assustado.
Nem um pouquinho.
� bobagem ficar preocupada.
Ontem � noite eu mesmo ouvi.
Um verdadeiro som medonho de choro.
Sr. Fitzgerald, agora Windward House � sua.
- Porque me fala sobre isto? - Porque queremos saber.
Eu, por raz�es pr�ticas, e minha irm� porque acredita em fantasmas.
- Ela quer saber o que o fantasma quer. - Que grande bobagem.
Bobagem, concordo. Mas quando come�aram os ru�dos
- Voc� herdou a casa, n�o �? - Da minha av�.
E n�o haviam perturba��es naquela �poca?
Nenhuma. E se agora h� alguns ru�dos, t�m causas perfeitamente naturais.
Um eco de uma gruta subterr�nea, talvez.
Isso seria ouvido na �poca da sua av�.
A eros�o pode ter mudado a estrutura dos penhascos.
- Bem, n�o � uma m� id�ia. - Posso entrar vov�?
N�o, v� para igreja. Vou para l� daqui uns minutos.
- Mas quero ver o Sr. Fitzgerald. - Fico feliz em saber que est� melhor.
Melhor? Mas eu n�o estive doente.
Stella sofreu apenas uma debilidade geral.
- Ela n�o aceita convites. - Nunca?
Talvez devesse dizer que ainda n�o est� preparada para fazer novos amigos.
- Vov�?! - V�, minha querida.
Estamos discutindo algo particular.
H� mais alguma coisa, Mr. Fitzgerald?
S� mais uma pergunta. A m�e de Stella teve alguma vez problemas em Winward?
- Que quer dizer? - Ela ouvia o choro?
A minha filha n�o incentivaria rumores rid�culos.
Se tivesse ouvido, teria mencionado, e nunca o fez?
Claro que n�o.
Ent�o o problema deve ter come�ado depois da sua morte.
- Est� insinuando que... - S� quero saber quando come�ou.
- N�o quis dizer que a sua filha assombre. - Como se atreve a sugerir tal coisa?
Na verdade, lamento bastante. Por favor, me desculpe.
Muito bem. Aceito as suas desculpas. Mas por favor compreenda uma coisa.
O fato de ter comprado a casa, n�o estabelece um v�nculo social entre n�s.
Qual � o problema conosco? Porque n�o permite que Stella nos veja?
Porque n�o quero.
E quero que me d� a sua palavra que n�o Ihe enviar� mais convites.
N�o posso garantir.
Muito bem, eu sei como tratar este assunto.
Stella n�o vai entrar naquela casa.
Grande Scott, voc� acredita que a casa est� assombrada.
Esperava que viesse. Queria falar com voc�.
- R�pido, d� a volta na pr�xima esquina. - Entre.
Voc� tinha 4 sardas no barco. Desapareceram.
N�o pude ir ver a sua irm�. O meu av� esteve doente.
Vire aqui.
Porque n�o foi ver Pamela?
Ante a simples men��o de ir a Windward, meu av� quase teve um ataque.
Voc� pensa que a sua m�e nunca o teria deixado?
Nunca.
No entanto o fez quando casou. Parece que ele sobreviveu bem.
Ele ent�o era mais jovem.
Portanto voc� vai tornar-se uma dessas meninas sozinhas...
que enchem bolsas de �gua quente para seus familiares idosos?
- Adeus, Stella Meredith. - Eu n�o sou agora.
Voc� est� aqui agora.
Esse � a frase mais bonita que j� me disseram.
Voc� e sua irm� estariam em Windward esta noite?
Sim.
O jantar � �s oito, mas por favor, venha mais cedo poss�vel.
Abaixe depressa. Ele vem vindo.
J� se foi.
Como poderei chegar � Igreja?
Fique no banco de tr�s, vou dirigir at� passarmos por ele.
- Dirija at� a porta lateral, por favor. - Sim.
- Quer uma carona comandante? - N�o. Obrigado.
Foi por pouco!
- Assustou-se? - Sim, mas foi maravilhoso.
Bem, adeus. Reze por mim.
Deus! Como poderei sentir-me calma na igreja?
Oh, Stella.
Aqui est� o seu missal e a sua carteira.
- Adeus. - Adeus.
Obrigado, Sra. Carlton, Coronel.
- At� o pr�ximo Domingo. - Sim.
- Adeus. - Adeus.
Est� muito calada.
Que tem contra os Fitzgerald, vov�?
Bem, n�o s�o de nossa classe.
Decidi ser amiga deles.
N�o far� semelhante coisa.
Porque diz isso, vov�?
N�o considero apropriado para voc� visitar Windward.
- N�o considera? - N�o posso discutir o assunto.
- Ent�o essa � a justificativa que me d�? - Ter� de ser o suficiente, sim.
N�o, vov� tenho 20 anos e sou...
� tempo de parar de viver a vida de outra pessoa.
- Irei a Windward sempre que quiser. - Ouviu o que eu disse?
Isto n�o � nada bom, vov�. Estou chocada.
V� para o seu quarto.
N�o tente me trancar no quarto. N�o h� nenhuma chave.
N�o seja impertinente.
- Ol�, Annie. - O jantar est� atrasado, Srta.
Estou tendo problemas com o cabrito.
� melhor dizer ao comandante.
Sim, � muito urgente. Pode apressar a chamada?
Obrigado. Estou ao telefone. Feche a porta.
� que o jantar est� atrasado. O cabrito est� complicado.
N�o ficarei para o jantar. Leve para Stella numa bandeja.
E feche essa porta!
Posso falar com a Srta. Holloway?
Telefone, um tal Comandante Beech.
Obrigada.
Sim, Comandante Beech.
Quero consult�-la sobre Stella, Srta. Holloway.
� assunto de m�xima urg�ncia. Posso v�-la no fim da tarde.
S� estarei livre � noite, mas terei prazer em receb�-lo esta noite.
N�o � um pouco tarde para falar sobre Stella?
Sim, sei disso, mas pe�o que me ajude agora.
Voc� � o �nico ser humano a quem posso recorrer.
A �nica pessoa que n�o acharia que estou louco...
porque acredito que uma casa pode estar possu�da pela maldade.
Maldade dirigida a uma certa crian�a.
A sala de jantar ainda n�o est� acabada.
Estou satisfeita pela casa estar habitada de novo.
Devo apressar-me para ajudar Lizzie. Estamos discutindo...
quanto jerez devemos p�r num "pudim au sherry".
N�o queremos exagerar.
- Gosta de "pudim au sherry"? - Gosto de tudo que se coma.
Mostre o resto da casa, Rick, antes que escure�a.
Realmente n�o esteve aqui desde os 3 anos?
Dentro, n�o.
Mas aos dez anos andei por aqui, e espreitei pelas janelas.
Levei uma bronca enorme.
E na semana seguinte fui despachada para uma escola em Bruxelas.
- O seu av� deu alguma explica��o? - Explica��o?
Se alguma vez me tivessem explicado, poderia ter sido uma crian�a melhor.
- O meu antigo quarto era por ali, n�o �? - Sim, havia papel de parede infantil.
Que bonito que a sua irm� o deixou.
O que �?
Algo que tinha esquecido.
Quando era pequena,
costumava sonhar com este quarto.
� mesmo?
Estava deitada aqui, estava escuro...
e um frio espantoso.
E ent�o... uma pequena chama tornava-se...
apenas num ponto min�sculo t�o forte...
e subitamente tudo ficava...
confort�vel, luminoso e tranquilo.
E ent�o...
algu�m vinha e apagava a chama e eu ficaria aterrorizada.
Talvez a sua m�e habituada a trazer-Ihe uma vela � noite.
Mas quem a apagava?
Posso ver o est�dio antes que escure�a?
Isto est� bastante desarrumado. Pensava em me livrar disto.
Foi aqui que o meu pai pintou o retrato da minha m�e.
� estranho pensar neles aqui.
O meu pai punha aqui seu cavalete, perto da luz, n�o �?
E talvez minha m�e se sentasse aqui com um delicado vestido branco.
Mas �s vezes, certamente, ela pintava a outra...
- A outra? - Uma modelo...
Uma mo�a estrangeira.
Nunca consegui saber muito sobre ela.
As pessoas s�o muito reservadas quando pergunto.
Entre voc� e eu, e o grande piano,
suspeitava que meu pai tinha um h�bito ruim.
- Temperamento art�stico? - Muito art�stico, receio.
�s vezes, sabe, isso me consola um pouco.
- Em que sentido? - Se meu pai foi t�o bom como mam�e,
penso qu�o boa eu teria sido.
Est� ficando muito escuro para v�-la perfeitamente.
N�o vai tocar nada?
J� era tempo de me pedir.
- Por favor continue. - S� um segundo.
- Foi voc� que comp�s isso? - Sim.
- Mas voc� deve ser brilhante! - Oh, deslumbrante!
- As pessoas t�m de usar �culos de sol. - Como se chama?
� uma serenata. "Stella � Luz das Estrelas".
Quer dizer, isto � "Para Stella"?
� a coisa mais linda que j� me aconteceu.
Sim?
Por favor continue.
Est� vendo, esta � a �nica maneira que posso pint�-la.
Algumas teclas negras e algumas brancas,
e dedos que s�o demasiado torpes,
mas est� ali, de qualquer maneira.
Tornou-se horrivelmente triste. Porque a alterou?
Simplesmente saiu assim.
O que houve? O que houve, Stella? Est� tremendo!
Fui t�o m�. Como pude rir na casa dela?
Mas � a minha casa agora... de Pam e minha.
Mas ela era t�o jovem e morreu t�o cruelmente.
Stella!
Stella!
- Rick o que �? - N�o sei. � este maldito quarto!
Stella, pare!
Stella!
Pelo amor de Deus, Stella.
- Que houve Rick? - Ia pular do penhasco.
- Ia? - Se n�o a tivesse segurado.
N�o tinha nenhuma sensa��o de perigo.
Olhe.
Creio que foi aqui que a minha m�e caiu. Junto da �rvore seca.
Est� bem?
Sim, obrigado. Exceto que estou morrendo de fome.
Ent�o deve entrar e comer qualquer coisa.
Sabe que � a nossa primeira visita nesta casa?
- �? - Cantemos a can��o dela?
A sua introdu��o � m�sica.
Esperem aqui.
Lizzie, onde est�? O que houve?
Mr. Roderick! Mr. Roderick!
- O que foi, Lizzie? Est� ferida? - A porta do est�dio.
H� qualquer coisa l�.
Olhe, Lizzie, n�o h� nada.
Mas havia! Eu vi com os meus pr�prios olhos.
O qu�?
Era como uma n�voa... uma n�voa que se movia.
Imaginou, s� porque ouviu dizer que a casa � assombrada.
N�o ouvi nada disso, Sr. Roderick.
Por Deus, est� dizendo que est�?
Pelo amor de Deus, Rick. O que houve?
A Lizzie imaginou ver um fantasma.
Vamos, Lizzie.
Querida Lizzie.
Subi as escadas e me dirigi para os quartos,
e estava na porta do est�dio, olhando para mim.
- Era uma mulher. - Depois s� havia neblina.
Era uma mulher, juro.
O fantasma de uma mulher!
Vamos l�, sente-se. Vai melhorar.
- Tome um jerez, Lizzie. - S� um pouco.
N�o dormirei outra noite nesta casa, Sr. Roderick.
- Vamos, Lizzie. - Nunca! Antes morta.
Ela pode ir para a fazenda de Jessup
Que houve com Stella?
Estava comigo quando entrei.
Stella?
Stella! Onde est� voc�?
Stella! Est� em casa?
Stella!
Pamela! Pamela!
Stella, querida.
Sim, Rick. O que aconteceu
- O que houve? - Est� desmaiado.
- O quarto parece uma geladeira. - Mais frio que uma.
Precisaremos de um m�dico.
H� um na primeira casa da vila.
Ent�o garota?
Bem, que esp�cie de bicho pap�o viu?
Eu n�o vi nada.
Desmaiou por pura imagina��o?
S� consigo lembrar do frio vindo.
Ol�, Stella.
- Ol�. - Sentiu um frio repentino?
N�o foi apenas isso.
- O quarto esfriou e fiquei apavorada. - Sim. Bem, esque�a isso.
A Srta. Fitzgerald trouxe sopa para voc�. Tente fazer com que ela coma.
Ela vai melhorar. Mas � um estranho caso de choque.
- � tudo? Tem certeza? - Sente-se.
Entenda, eu a trouxe aqui
Tome um gole.
N�o posso passar a noite aqui?
Sim. Mas suponha que o fantasma comece a uivar.
O seu fantasma.
Pode ser s� um eco da gruta, mas parece um fantasma.
Prefiro correr esse risco do que tir�-la daqui esta noite.
Aconteceu algo bastante estranho mais cedo esta noite.
O penhasco estava perto e ela foi at� a borda, e se n�o a tivesse segurado...
Manteremos vigil�ncia.
- Bem, ela tomou a sopa? - 8 colheradas, e depois adormeceu.
Espl�ndido, agora dormir� por horas.
- Continuaremos a vigi�-la. - � melhor ir dormir, Srta. Fitzgerald.
- J� se preocupou muito. - Eu preferia ficar com voc�s.
- Quer caf�? - Obrigado.
Pam, quem acha que se mudou para casa do Dr. Scott?
- O nosso Bobby. - N�o!
Um dia encontrei o pobre c�o na rua. Estava em p�ssimo estado de nervos.
- Como est� agora? - �timo.
- Bobby foi o primeiro a ver o fantasma. - Pamela acha isso.
Pare de se enganar. Ouviu os ru�dos noite passada.
Lizzie ficou assustada at� quase perder o controle...
e Stella esteve em perigo de morte por duas vezes.
Todo povo na vila sabe que a casa � estranha.
Esperava que me apoiasse.
Tem de dizer tudo que sabe sobre a casa, depois que eu fizer o caf�.
Infelizmente, cheguei h� pouco a Biddlecombe.
Entenda, s� vivo aqui h� 12 anos.
N�o nos conte hist�ria antigas. Por favor continue.
O nome da modelo era Carmel.
Uma cigana espanhola, e de mau car�ter.
E tamb�m o Sr. Meredith, pelo que pude saber.
- A Sra. Meredith n�o desconfiou? - Talvez. Todos sabiam do esc�ndalo.
A garota e ele teriam sido apedrejados se n�o fosse Mary Meredith.
Ela era muito admirada. Suponho que ela simplesmente aceitou a situa��o.
E ainda continua a chorar de dor por causa disso.
- Onde est� Carmel agora? - Morta. Morreu nesta casa...
logo ap�s a queda de Mary no penhasco, tentando salv�-la do suic�dio. Ir�nico, n�o?
- Porque ela queria suicidar-se? - Meredith disse que estava cansado dela.
Imaginem... Aquelas duas mulheres lutando no penhasco.
Penso se a morte de Mary pode ter sido um assassinato.
Chegou a ser insinuado.
Tudo foi desenterrado e investigado quando o pai de Stella morreu.
- Quando foi que morreu? - H� tr�s anos, no estrangeiro.
- Nunca mais voltou a Windward. - Todos morreram com seus segredos.
Um deles n�o est� bastante morto para mim.
N�o diga isso da pobre alma.
Se um esp�rito regressa, � por causa de algum motivo.
- � o croch� especial da minha irm�. - Temos de desvendar o que houve.
Desejaria poder saber algo mais, mas n�o sei.
- A que horas ouve o choro da mulher? - Por volta do amanhecer.
Bem, at� l� teremos nos conhecido bem.
21, m�o. Passo.
- � a minha vez? - Foi duas horas atr�s.
5:30.
Sim, a chorosa Martha parece ter perdido a sua vez.
Trouxe mais flores para c�?
N�o. Porqu�?
N�o sente um perfume? � exagerado.
Extraordin�rio.
� heliotropo, n�o �?
N�o.
N�o, � Mimosa.
- H� uma luz! - De onde vem aquilo?
� como uma luz de presen�a.
Desapareceu!
Rick, a janela!
- O que foi? - Onde est�, Stella?
N�o tenha medo, Stella.
- Medo? - Bem, n�s estamos com um pouco.
Queria ver o amanhecer... com ela.
Ela?
N�o sabe quem est� na sua casa?
- � a minha m�e. - Voc� a viu?
Eu n�o a vi,
mas quando acordei, ela estava no quarto.
Senti o seu perfume. Pude sentir a sua presen�a.
E havia mais alguma coisa...
algo que nunca soube em toda a minha vida.
O qu�?
A confirma��o de que algu�m me amou muito ternamente.
Agora, vamos, Stella, vou lev�-la para casa.
Mas eu n�o quero ir.
Desculpe, mas tenho que dormir um pouco, sabe.
- Mas, posso voltar? - N�o.
Que quer dizer? N�o pode querer me afastar dela.
Stella, lembra como estava doente a noite passada?
Mas isso n�o teve nada a ver com ela.
S� estava assustada depois do que Lizzie disse.
A minha m�e nunca me faria mal.
N�o voltarei a ter medo outra vez, por favor.
Sinto muito. � s� que meus joelhos tremem.
Vamos. O Dr. Scott vai lev�-la para casa.
Imagino o que fiz a voc�, Pamela, a trazendo aqui.
N�o se culpe.
Mas aquele seu olhar, aquela terr�vel felicidade.
Espere, Rick. Talvez ela esteja mais certa do que n�s.
- Ela o qu�? - Talvez ela esteja certa.
Supondo que o esp�rito de Mary esteja procurando por Stella,
agora que a encontrou, alcance a paz.
Acha que n�o temos mais fantasmas.
- Onde vai? - Para o est�dio.
Como ela tem se manifestado no passado?
Com som de solu�os l� embaixo, e frio e depress�o no est�dio.
N�o houve mais solu�os esta noite, s� calor e perfume.
- Mas porqu� o est�dio? - Saberei l� dentro.
Saberemos se � um lugar para entrar pessoas. Percebeu?
Pode ser que n�o seja assim t�o frio, na realidade.
Pare, Pam. � pegajoso e podre.
Seja o que for, est� aqui dentro conosco.
Vamos sair.
Mary Meredith, por favor.
Por favor! Lamentamos que tenha sofrido.
N�o � o bastante? O que mais quer?
Tem raz�o sobre uma coisa, Pam.
N�o, n�o temos mais um fantasma. Temos dois!
- O Comandante Beech est� em casa? - N�o voltar� at� � noite, senhor.
- Na verdade quero ver Stella. - Quer entrar? Vou avisar.
Obrigado.
A Srta. Stella est� no seu quarto, senhor. Eu...
- Rick. - Stella.
- Sabia que n�o falava a s�rio. - Falava o qu�?
N�o veio me buscar para me levar a Windward?
N�o, Stella.
N�o pode voltar l� novamente.
Escute, querida,
Pensei bem sobre isso, e deve se afastar daqui.
- Me afastar? - Sim, para sempre.
N�o se importaria?
Nem um pouco, porque irei com voc�.
N�o ser� luxuoso... S� o menor apto. de Londres. Mas ser� nosso.
Nada de h�spedes invis�veis n�o convidados.
- E Windward? - Vamos demoli-la e esquec�-la.
E a minha m�e?
Mas Stella, est� falando de um sonho e uma lembran�a.
Estou falando de minha m�e. Ela me espera.
De uma maneira muito estranha, sempre soube disso.
Mas e eu? Sempre achei que se importava comigo.
Isto n�o tem nada a ver com voc�.
Fala em destruir aquela casa... me arrasaria completamente.
Pare com isso, Stella. Est� interessada em mim ou n�o?
N�o posso pensar em voc�, nunca, enquanto ela estiver l�.
Leve-me l�, Rick.
Mas isto � horr�vel, uma coisa doentia. Tire-a de sua mente, Stella.
Vira as costas ao passado e fuja, fuja r�pido!
Irei l�, de qualquer maneira.
- N�o ir�, eu garanto. - Odeio voc� por isso.
Stella.
Voc� n�o me far� esquec�-la! N�o conseguir�!
Basta, Bobby, j� chega!
Ser� envenenado pelo batom.
Ele tem paix�o por ovos fritos. Sabia?
Com nabos por cima.
N�o creio que ele tenha id�ia de que � um c�o. Realmente n�o.
Ele pensa que tem uma apar�ncia estranha para um homem.
N�o perguntei de onde vinha.
Tinha receio que ele pudesse descobrir. Agora lamento.
- Lamenta? - Sim. Eu a teria conhecido mais cedo.
- Scott est� a�? - Aqui dentro.
- Viu Stella? - Sim.
Scott, deve fazer algo. Ela est� � beira de um colapso.
O que est� dizendo? � um caso complicado para um m�dico de vila.
- Quando o comandante volta? - No �ltimo trem da noite.
- Que Deus ajude a jovem Stella. - Olhe aqui.
N�o consegue convenc�-la que sua m�e n�o a quer perto daquela casa?
N�o. Ela tem ouvido uma voz que esteve calada por 17 anos.
Posso dar-Ihe um sedativo.
Porque n�o tentamos conseguir uma mensagem de Mary Meredith?
- O qu�? - Fazer uma sess�o esp�rita.
N�o fala s�rio!
� como supostamente os mortos se comunicam com os vivos.
- De acordo com algum maluco. - N�o deve dizer isso.
Muita gente inteligente acredita no espiritismo.
- Alguma vez esteve numa sess�o? - Sim.
Luzes suaves, o alfabeto numa placa, um copo posto ao contr�rio,
mensagens de um tio Oswald, como achar uma escova de dentes perdida.
Pare de brincar, Rick. Nem todas as sess�es s�o fraude
Est� bem, faremos uma sess�o.
N�o seria dif�cil mover um copo e dizer "sou Mary Maredith".
- O que acha voc�, Scott? - Me deixe fora disto.
N�o permitirei que engane Stella.
Mas que espera que Mary Maredith diga a ela?
Confia sua vida a um homem alto, moreno, extremamente atraente?
C�us, n�o! Quero � que a mente de Stella descanse. Ela est� prestes a se partir.
A menos que o conflito que h� dentro dela desapare�a,
- poder� mesmo afetar a sua lucidez. - Eis uma mensagem que poderia falar...
"Stella, eu sou a sua m�e. Desde que encontrei voc�, encontrei a paz. "
"Afaste-se de Windward House. "
- Stella teria de estar na sess�o. - Naturalmente.
Isso ter� de ser em Windward e � perigoso para ela estar l�.
- Mas estar�amos sempre com ela. - Talvez valha a tentativa.
O segredo est� em que todos acreditemos.
- N�o � Dr. Scott? - Acredito que sim. E agora?
Todos colocaremos um dedo sobre a copo
Talvez devesse fazer algumas perguntas, Stella.
Algu�m est� aqui?
� voc�, minha m�e?
N�o quer que me afaste de Windward n�o �, mam�e?
Eu sabia, m�e. Eu tamb�m quero estar perto de voc�.
� por isso que continua aqui? S� para estar perto de mim?
Mas voc� o est� segurando, Rick. E voc� Dr. Scott, est� segurando com for�a.
Retirem os dedos.
� essa a sua raz�o, querida... s� para estar perto de mim?
Mas e o que mais?
E...
G...
U... A...
"Eu guardo"
Quer dizer que me protege de qualquer perigo?
Mas de qu�?
C...
A...
R...
- M... - "Carmel. "
- J� chega. - J� sim, verdade.
Vamos para a outra sala.
- Stella, o que foi? - Tudo bem, Stella?
Calma. Deixe-a em paz.
Oigan! Oigan!
- Segure-a, Scott. - Ela est� em transe.
Eu vi isto acontecer uma vez numa sess�o. Achei que era fraude.
- Mas isto n�o �. - Eu sei, e � perigoso.
- Posso fazer algumas perguntas? - N�o, n�o!
Pode ser melhor, para chegar at� sua mente.
Agora mantenha a sua voz calma e tranquila.
� voc� Mary Meredith, a m�e de Stella?
Ella no e'. Ella no e'!
No le crean na'!
No le pongan oido que est� mintiendo!
N�o perguntem mais nada!
� a campainha da porta.
Atendo? Lizzie est� na casa de Jessup.
N�o, n�o se movam at� que ela melhore.
So' ladrona Ladrona de mi cari�o!
- Isto � espanhol, n�o �, Scott? - N�o sei.
Rick, o perfume de mimosa!
A sala est� cheia dele!
Mary Meredith tamb�m est� aqui.
O frio.
Nunca fez frio aqui.
Velas! Olhem para as velas!
- � melhor ver quem �. - Est� bem.
Pare, Pamela!
N�o se aproxime dessa porta.
Est� vindo em nossa dire��o!
Que diabo � isto?
- Stella, est� tudo bem agora. - Devemos lev�-la daqui.
O que andarem fazendo com a garota?
O que significa isto, Dr. Scott? N�o posso explicar agora.
- Que comportamento inacredit�vel! - Calma, Stella.
- N�o h� porque estar assustada. - Controle-se, Srta!
N�o fale com ela assim!
� respons�vel por isto... voc� e sua intromiss�o criminosa.
Sou igual a voc�. Porque n�o disse a verdade sobre a casa?
- Eu o avisei. - Sobre rumores!
Talvez quer que devolva seu dinheiro. Vou devolver o valor total da venda.
N�o, obrigado, comandante. Eu sei isto agora...
Stella nunca ficar� bem at� que esta casa esteja purificada.
E de algum modo n�s vamos purific�-la!
Dr. Scott, fa�a a gentileza de nos levar at� em casa.
Isso. Agora voc� dormir� bem.
Estarei aqui de manh� cedo.
Stella j� n�o � sua paciente, nem eu tampouco.
- Mas algu�m tem que cuidar dela. - Isso n�o � da sua conta, Dr. Scott.
- Estarei � disposi��o a qualquer hora. - Obrigado.
Tudo vai se resolver.
Quer entrar, Srta. Holloway?
- Ela est� dormindo? - Ainda n�o.
Ol�, Stella.
Srta. Holloway.
Durma, Stella.
O Dr. Scott me disse que ela entrou em transe esta noite.
Falou algumas palavras que pareciam em espanhol.
Como � que ela estava em Windward?
As pessoas que compraram a casa investigavam o seu passado.
- E investigaram mesmo. - Pode fazer com que a garota fique bem?
Espero que sim
Mas n�o ser� um processo r�pido. Est� mais doente do que imagina.
Ela n�o vai querer ir com voc�. Ela nunca perdeu o temor de voc�.
Eu poderia t�-la curado h� anos se tivesse me deixado cuidar dela,
como Mary teria desejado que eu o tivesse feito.
O lugar dela era na casa de Mary. A ensinei a ser como Mary.
- Como pode dizer tal coisa? - Ela n�o � t�o bonita, claro.
Mary era uma deusa!
A sua pele era radiosa, e aquele cabelo brilhante, brilhante!
Como este quarto a traz de volta para mim!
As noites em que nos sent�vamos conversando diante da lareira,
planejando as nossas vidas.
N�o fal�vamos de namoricos e vestidos.
N�o �ramos tontas, garotas superficiais.
- Tent�vamos conquistar a vida. - Voc� afinal conseguiu.
Agora tentar� tomar o lugar de Mary com ela?
Farei o meu melhor.
Ela est� dormindo.
Se chamar meu motorista, ele vai carreg�-la at� l� embaixo.
Ser� melhor para ela que acorde na minha casa.
Fico profundamente agradecido.
Ent�o eles est�o investigando o passado?
Eles nunca encontrar�o nada, minha querida...
Garanto!
- Elizabeth Flynn, onde voc� est�? - Estou aqui, Sr. Roderick.
Pode fazer o favor de vir aqui imediatamente?
N�o vamos tomar caf� da manh�? O que est� havendo?
Oh, aquilo! Aquilo que aconteceu ontem � noite.
N�o estou falando disso.
- Eu estou falando disto. - As cartas de anagramas? Sim, sim.
Anagramas, n�o �?
N�o tente me enganar, Sr. Roderick.
� um instrumento para chamar os dem�nios do inferno.
Deixa de olhar para mim como se fosse tomar minha bicicleta.
N�o ficarei numa casa onde coisas assim ocorrem, e isso � um ultimato!
Vamos l�, Lizzie. De agora em diante pararemos com estas bobagens.
- Vamos em busca de fatos. - Que fatos?
Os fatos sobre esta maldita assombra��o.
Rick, porque assustou Lizzie com isto?
Vou me calar agora, Srta. Pam. Por onde come�amos Sr. Rick?
N�o sei. Todos parecem estar mortos.
- A enfermeira n�o est�. - Qual enfermeira?
Estava aqui quando aconteceu... amiga da mulher que caiu do penhasco.
Onde � que ouviu isso?
Ora! Sobre o que acha que falamos na casa de Jessup?
Foi a enfermeira quem gritou e o Sr. Jessup ouviu na praia.
- O Sr. Jessup assistiu � trag�dia? - Procurava algumas ovelhas perdidas.
A mar� estava baixa, por isso desceu.
E quando passava debaixo da �rvore seca, ouviu um grito.
- A Sra. Meredith? - N�o.
Foi o grito de uma crian�a apavorada.
E enquanto ele corria para l�, a pobre senhora caiu.
- Foi ent�o que a enfermeira gritou. - Lizzie Flynn, � muito valiosa.
- Se descobr�ssemos o nome da enfermeira. - Certo, isso � f�cil. Espere.
- Sr. Jessup! - Sim, Sra. Flynn?
Qual era o nome da enfermeira da senhora Meredith...
essa que se tornou famosa?
- Srta. Holloway. - Srta. Holloway.
Ela tem uma bela propriedade uma esp�cie de hospital.
� em Bodmin Moor. Ela o chama de "Retiro Mary Meredith. "
- Sr. e Srta. Fitzgerald? - Sim.
- N�o querem entrar? - Obrigado.
Esperem aqui, por favor. Vou avisar a Srta. Holloway.
O lugar � impressionante, n�o �?
- Porque est� sussurrando? - Porque voc� est�?
Um cavalheiro!
- � pouco comum. - Boa tarde.
Oh, meu querido... Sim. Boa tarde.
Boa tarde.
Voc�s est�o por acaso esperando para ver a Srta. Holloway?
Sim, temos hor�rio marcado.
Voc�s tem sorte.
E que sorte a minha tamb�m, porque tenho certeza de que n�o se importam.
- Mas talvez sim. - H� algo que possamos fazer?
Se fizesse a gentileza. Entenda...
n�o tinha visita marcada para hoje e quero que ela receba isto.
O que s�o... ovos de p�ssaros?
� t�o divertido, porque veja, eu sou a Srta. Bird.
S�o s� pequenas pedras,
porque ela gosta de coisas simples, e ela tem tantas flores.
- N�o h� muito onde possa encontrar. - Bem, entregarei para ela.
Obrigada.
E agora, eu... acho que sairei para um pequeno passeio.
Volte j� para o seu trabalho, Srta. Bird!
N�o se esque�a!
Venham por aqui, por favor?
- Devo lev�-las? - N�o, eu levo.
Como queira.
Entrem.
- Como vai? - Como vai?
� muito gentil da sua parte.
Uma Srta. Bird pediu para Ihe entregar isto.
Pobre Srta. Bird. O nosso caso mais triste.
S�o realmente umas pedras muito interessantes, n�o s�o?
Tenho de me lembrar de agradecer.
Vem uma vez por semana para conversarmos um pouco.
- Porque n�o se sentam? - Obrigado.
Srta. Holloway, desculpe, mas desconhecemos seu trabalho.
Cuida de doentes mentais?
N�o s�o doentes, Srta. Fitzgerald, apenas h�spedes.
De certo modo, isto � como um hotel...
onde h� coisas bonitas para ver, m�sica para escutar,
e um pouco de simpatia.
Mas n�o falemos de mim.
Falaram-me por telefone sobre perturba��es em Windward.
Como posso ajud�-los?
Pensamos que voc� pudesse nos contar como eram realmente Mary e Carmel.
Ambas eram mulheres extraordin�rias.
Mary Meredith era o ser mais delicado que j� conheci.
- � ela? - Sim.
- E Carmel? - Ela tamb�m era excepcional.
Nunca vi semelhante intensidade mal�fica.
Ela era uma cigana espanhola... Astuta, cruel!
- Sinto muito. - Porque a Sra. Meredith tolerava isso?
Ela achava o Sr. Meredith � quem devia acabar com essa aventura.
- E ele acabou? - Sim, com o tempo.
Ela e Meredith levaram a jovem para Paris,
encontraram um trabalho para ela e a deixaram bem financeiramente.
Depois regressaram para c� com o beb� deles.
Por algum tempo parecia que havia uma possibilidade de felicidade.
- E depois? - Carmel regressou.
Ainda desejava o marido de Mary. J� sabem como tudo acabou.
Um vizinho nos falou de algo que ainda n�o compreendemos.
Ele falou de uma menina chorando na beira do penhasco nessa noite.
Uma menina apavorada.
Essa � uma parte da historia t�o desagrad�vel que nunca a tinha mencionado antes.
Lamentamos reviver isto.
Nessa noite, disseram a Carmel que ela devia deixar Windward.
Se pudesse matar Mary e marido, ela mataria.
Um plano melhor iluminou o seu pequeno e malvado c�rebro.
Foi ao quarto da menina, agarrou-a, e correu para o penhasco.
- Meu Deus! - Mary seguiu-a rapidamente,
o Sr. Meredith e eu logo atr�s. Carmel chegou ao penhasco junto � �rvore seca.
Por uns momentos, as vi lutando,
ent�o, Carmel empurrou Mary para o abismo.
Ent�o foi um assassinato?
A vontade de matar esteve sempre l�, acredito.
Dirigida contra Stella. Era t�o intensa que ainda perdura.
Talvez seja essa a raz�o do horr�vel incidente de Stella no penhasco.
- Como assim? - Algo nessa casa...
a impeliu na dire��o da beira do abismo, e se n�o a tivesse agarrado, teria ca�do.
Teria?
Que coisa curiosa.
Por favor acabe a sua hist�ria.
J� havia acabado.
Tudo estava acabado.
Meredith desceu os rochedos.
Mary estava morta quando ele a alcan�ou.
- E Carmel? - Ela correu em dire��o � tormenta.
Na manh� seguinte apareceu com um princ�pio de pneumonia.
Lutei pela vida de Carmel dia e noite.
A odiando todo o tempo!
Que horr�vel para voc�!
Lamento, eu disciplino aos outros... e n�o posso me disciplinar.
Isso. Contei tudo o que queriam saber?
Tudo exceto uma coisa.
Nessa �ltima noite, quem disse a Carmel que tinha de partir?
Foi Mary... quero dizer Meredith.
� a �nica coisa decente que soube que ele j� fez.
Isto tudo � extremadamente...
Desculpe.
Posso oferecer um ch�?
Obrigado, mas temos de regressar antes que nossa empregada saia.
Ela n�o fica em Windward depois de escurecer.
Receio que n�o tenha sido de grande ajuda.
De qualquer maneira, obrigado.
- Adeus. - Adeus.
Boa tarde, minha querida.
- Queria me ver? - Perguntei por voc� o dia todo.
Estou sendo tratada como se fosse uma louca.
Algu�m usou essa palavra?
- Disse a eles mil vezes... - N�o � uma quest�o de uma palavra.
A minha porta ficou fechada e eles tem um olhar estranho.
- Sente-se perseguida. - N�o.
Sobre o penhasco em Windward, Stella...
O que sentiu enquanto corria para l�?
N�o senti nada.
Estava triste na casa.
Foi assim como se algu�m estivesse a gui�-la?
- Uma for�a mais poderosa que voc�? - O mar soava forte e maravilhoso.
- Eu fui simplesmente nessa dire��o. - O fato � que n�o sabe bem.
- Quero ver o meu av�. - Ver�, no devido tempo.
O meu av� sabe como � este lugar?
Aquela mulher que ri.
A ouvi rir durante toda a noite! E aquela outra mulher que...
O seu av� lamenta que tenha de estar aqui,
mas sabe que em breve estar� melhor.
Melhor? Mas eu estou perfeitamente bem!
Eu n�o diria isso, Stella, querida.
E por favor n�o continue a pedir para me ver.
Por que me odeia Srta. Holloway?
Viu? Sente que est� sendo perseguida.
Rick, se acontecer de eu perder o ju�zo...
N�o creio que o perca. Pelo menos n�o totalmente.
Mas se acontecer, n�o quero ir parar no "Retiro Mary Meredith".
Um asilo de lun�ticas antiquadas! N�o, seria um horror!
Teria uma conversa agrad�vel com a Srta. Holloway uma vez por semana.
- Acha que ela mentiu para n�s? - Sobre o passado? Porque o faria?
Ela n�o ia nos falar do beb�. E depois, contou tudo.
Deixando escapar que foi Mary quem disse a Carmel para partir.
Porqu� tentar escond�-lo? � uma rea��o humana normal.
Me fez gostar mais de Mary.
Come�ava a estar muito aborrecido com a sua perfei��o.
Porque a Srta. Holloway queria convert�-la numa santa?
Talvez porque goste de santos. Ela pr�pria se considera uma.
Obrigada, Doutor.
Asseguro que quando este saud�vel beb� ri, ele n�o est� delirando.
Adeus, Doutor.
- Ol�! Entrem. - Ol�.
- Quais s�o as not�cias de Stella? - Nenhuma, e n�o terei mais nenhuma.
O av� me mandou embora. Onde estiveram todo o dia?
- Em Bodmin Moor e de volta. - Vendo a Srta. Holloway.
O Qu�? Sagrada, Holloway, da "Sa�de atrav�s da Harmonia"?
- O que sabe sobre dela? - Nada, exceto que...
O Dr. Rudd, meu predecessor, tinha algum preconceito contra ela
Ela disse que Carmel matou Mary Meredith.
Sim, ela estava l�. Tratou de Carmel depois.
- Podemos falar com o Dr. Rudd sobre ela? - S� se fizermos outra sess�o.
- Estou pensando... - O qu�?
H� somente uma muito vaga possibilidade, mas vamos l� para cima.
De 1908 a 1911, 1912 a 1915, 1916 a 1919.
Aqui est�.
- Aconteceu no inverno. - Sim, comecemos com Novembro.
Com a sua letra, o Dr. Rudd devia ter 200 anos de idade.
Sarampo, sarampo, sarampo, coqueluche, sarampo, apendicite.
Melhoria satisfat�ria no menino mais velho.
Aqui est�. Foi chamado � Windward House.
Carmel Quesada, a modelo de Meredith, pneumonia bilateral.
A jovem Quesada piorou. N�o tentaram aquecer o quarto.
- Encontrados restos de neve no ch�o. - Neve? Ent�o deixaram a janela aberta.
Repreens�o severa para a enfermeira.
Regresso a Windward esta noite. Paciente morta.
A enfermeira Holloway amea�ou-me com um processo...
quando usei as palavras, "neglig�ncia criminal. "
- Mas isto significa... - Para a gera��o do Dr. Rudd,
era o que podia significar assassinato.
- A Srta. Holloway assassinou Carmel? - Doutor.
- De forma gentil, quase feminina. - Doutor!
Sim, Edith?
A criada do Comandante est� ao telefone. Pede que o Sr. v� imediatamente.
- � a Srta. Meredith? - � o Comandante.
- Est� muito mal, disse a criada. - Est� bem, Edith. Levem isto para casa.
Podem haver outros detalhes. Estarei l� mais tarde.
Aqui est� ele, doutor.
Tirei os sapatos. Era tudo o que podia fazer
- Muito mal desta vez, Scott. - Sim, eu sei.
Mantenha isto debaixo do nariz dele.
Quer um pedido de desculpas, Scott?
Vai t�-lo, se insiste nisso.
N�o, obrigado. Vai ficar bom num instante.
- Quem est� a�? - Ora, quem acha que seria?
Ol�, Lizzie.
Estou sentada na cadeira da sua m�e, e se vier algum fantasma,
vou dar um grito que vai mat�-lo de susto.
O que aconteceu?
Pressinto a maldade desta casa a nos envolver
- Vamos agora para a casa dos Jessup. - Eu n�o vou.
Encontrarei a morte na minha cama pela manh�,
petrificada de medo, e minha morte ser� culpa sua.
Minha?
Como saberei a crueldade demon�aca que far� quando eu virar as costas?
Prometo que n�o faremos nada esta noite que o padre n�o aprove.
Deus o aben�oe, Sr. Rick. Esperava que dissesse isso.
Vou buscar o chap�u e o casaco.
- Encontrou alguma coisa no - Nada depois dessa anota��o.
- Que tal um u�sque com soda? - Menos soda que o normal, obrigado.
Horr�vel se ambos come�armos a beber.
Bem, � uma casa ideal para o "delirium tremens".
Antes de come�ar a beber n�o sente cheiro de Mimosa?
Sim. Est� assustada?
Desejaria acordar.
Veio do quarto de crian�as ontem � noite.
- Tem o melhor nariz da fam�lia. - Nenhum tra�o dele agora.
- � mais forte aqui. - Quase que nos deixa tontos.
Gostar�amos que nos dissesse o que quer, Mary Meredith!
- Sr. Rick? - Sim?
Esqueci de perguntar. Descobriu alguma coisa hoje?
- S� descobrimos dois assassinos. - Os santos nos protejam.
Atenda a porta. � provavelmente o Dr. Scott.
- Boa noite, Dr. Scott. - Boa noite, Lizzie.
- Aqui. - Boa noite, Srta. Pam.
- Boa noite. - Boa noite.
- Fico satisfeito de os encontrar. - Como est� o comandante?
N�o � com ele que me preocupo. � com Stella.
- Qual � o problema com ela? - Est� com a Srta. Holloway.
- N�o. - Temos que tir�-la esta noite.
� o que penso, mas n�o fiquemos hist�ricos.
Afinal, a Srta. Holloway era a melhor amiga da m�e dela.
A id�ia de que fique uma s� hora naquele lugar � horr�vel.
- Pode conseguir a autoriza��o do velho? - Est� muito doente. N�o temos autoriza��o.
- Ent�o faremos sem autoriza��o. - Devemos levar o livro?
- Poder�amos a intimid�-la com ele. - Sim. N�o, esperem...
Descrevemos o que encontramos e depois exageramos um pouco?
Vamos ao telefone.
Sim?
N�o me incomoda nada, Srta. Fitzgerald. Terei prazer em v�-la de novo.
Tem transporte?
Em duas horas.
Adeus.
Traga a Srta. Meredith.
Poderei necessitar do carro esta noite.
Boa noite, minha querida. Entre.
Sente-se.
Pensava que aqui se sentiria mais em casa
Sinto-me, Srta. Holloway.
Dei ao seu problema, a maior import�ncia.
N�o tenho nenhum problema. Eu s� quero voltar para casa.
Para a do seu av�?
N�o poderia permitir isso. Nunca foi muito feliz l�.
- Onde gostaria de estar realmente? - Quer dizer Windward?
Essa � a base de todo o seu transtorno, estar afastada dali.
- Pensa que ela a quer l�? - Sim, creio que quer.
E o que ela quer, eu quero.
Falei com os Fitzgerald. Eles gostam muito de voc�.
Eles v�o me deixar ficar l� com eles?
O seu av� n�o pode saber que saiu daqui.
Isso vai preocup�-lo.
Tem de ir diretamente para Windward.
Entendeu?
Srta. Holloway, sou a pessoa mais feliz do mundo.
H� um trem partindo dentro de 40 minutos.
O meu carro vai lev�-la � esta��o.
Boa noite. Querem entrar?
- Mas devo anunci�-los! - N�o se incomode. N�s mesmos o faremos.
Boa noite. Ent�o, pensaram em mais algumas perguntas?
- Porque n�o disse que Stella estava aqui? - A presen�a dos h�spedes � confidencial.
- Viemos para lev�-la. - Este � o m�dico de Stella.
Come�o a compreender. Isto � uma opera��o de resgate
Me entregue Stella imediatamente.
Houve um tempo em que me sentiria ofendida ante tal impertin�ncia,
particularmente vinda de um m�dico cuja conduta deixa a desejar.
- Por favor, pare com os rodeios. - Eu n�o me irritarei esta noite.
Sabe, aqueles momentos quando a luz est� muito clara,
quando a intensidade final soa num equil�brio perfeito.
- Onde est� Stella? - Diga a eles, Srta. Ellis.
Est� no trem para Biddlecombe. O das 9:20.
� caminho de casa.
- Isso � verdade? - Estar� l� muito antes de voc�
- O que aconteceu? - N�o aconteceu nada.
N�o estava feliz aqui. Nada posso fazer pelas pessoas quando est�o infelizes.
- Foi para casa do av�? - N�o.
- N�o para Windward House. - Melhor que isso.
Para o penhasco e para os rochedos abaixo do penhasco.
Deixou-a ir?
� para onde Mary foi. Foi onde morreu.
Ela est� fora de si. Vamos! Stella est� 20 minutos � frente!
Ela tinha um ar t�o solit�rio.
- Como as ondas... - � melhor olhar por ela.
Srta. Holloway! O que h� com voc�?
Saia desta sala!
Eu fiz o que ela queria, finalmente.
N�o foi, Mary?
Est� tudo em ordem agora.
N�o h� pontas soltas. Nem finais inacabados.
Tudo est� em ordem.
Tudo tranquilo.
Estes trens s�o muito lentos, sabem. Mas este est� bem � frente.
N�o precisa de se preocupar. Ela n�o pode entrar na casa.
- Fechou a porta, Pam? - N�o. Pensei que voc� tinha fechado.
- Ficar� bem, Srta? - Oh, sim.
Eu estarei bem agora. Estarei com os meus amigos.
Pamela? Rick?
Pamela, est� a�?
Rick?
Onde est�o voc�s, por favor?
Lizzie?
� voc�?
Stella.
Stella.
Vov�! Vov�!
Stella, minha pequenina.
O que est� acontecendo? Que est� fazendo aqui?
Algu�m telefonou... da casa da Srta. Holloway.
E andou todo este caminho?
Bem, tinha que chegar aqui.
N�o tente falar, querido. Chamarei o Dr. Scott.
Ora, n�o existe telefone nesta casa.
- V�. V�! - N�o pode ficar sozinho.
Mas � voc� quem corre perigo.
- Por favor, saia desta casa, j� - Agora descanse, calma.
N�o tenho medo de nada aqui.
Ent�o tenha medo! Tenha medo, pelo amor de Deus.
Quando era menina, depois da morte dela,
os dem�nios desta casa vieram procur�-la.
Afastei voc� deles.
- Se ao menos pudesse lev�-la agora. - Est� bem, estamos juntos.
Stella! V�!
- V�. - Vov�!
N�o terei medo, mam�e.
Stella!
Stella!
Stella, pare!
Segure-se querida.
J� a pegamos. Segure-se.
- Est� bem? - Sim.
Tem certeza?
Dr. Scott, o meu av� est� no est�dio. Est� muito doente.
� melhor irmos v�-lo rapidamente.
N�o h� nada que eu possa fazer, minha querida.
Eu sabia.
Ela o matou como tentou me matar.
- A minha pr�pria m�e! - N�o, Stella.
Mas eu disse, vi a minha m�e, tal como o meu pai a pintou.
- Devia ser Carmel. - N�o era.
Calma, Stella.
A n�o ser que...
a n�o ser que talvez a Srta. Holloway tivesse raz�o.
Talvez esteja na minha mente.
- Oh, Rick! - N�o, querida, n�o.
O perfume de Mimosa est� flutuando em todo o quarto.
Tudo bem, querida, nada te far� mal.
Mas n�o tenho medo. Isto � o que senti no quarto das crian�as.
O livro!
O que � isto?
- O vento. - Mas o que houve com a Mimosa?
Estamos deixando que nossa imagina��o, brinque com os nossos sentidos.
11:15 da manh�. Mary Ann Hardy. Bra�o partido. Segundo este ano.
� a imagina��o, certo.
- O que esperava? - Esperem um minuto.
3:20 da tarde, Chamado � Windward House...
para atender a modelo de Meredith que desmaiou.
N�o foi necess�ria demasiada per�cia para perceber a raz�o.
A mo�a est� em p�ssimas condi��es f�sicas,
mas tenho a certeza de que sua felicidade, a far� melhorar.
- Ent�o Carmel teve um beb�? - 5:10 da tarde. A Sra. Meredith veio.
Estava chorando hist�rica. No entanto, um controle frio...
e um dominante desejo que a condi��o da mo�a se mantivesse em segredo.
Eu devia ter mais simpatia com a senhora se n�o soubesse como era receosa...
e como, por isso, se recusou a ser m�e.
Que pode significar tudo isso?
- Onde nasceu, Stella? - Em Paris.
Para onde levaram Carmel antes deles regressarem com o beb�.
- Mas certamente n�o pensa... - Acho que Mary adotou a filha de Carmel,
Ihe deu um lar e um nome com a condi��o de que Carmel nunca voltasse aqui.
Ela n�o suportou. Tinha que estar perto do seu beb�.
Mas Rick, isso n�o se encaixa. O perfume de Mimosa...
que vinha com o fantasma bondoso, era o perfume de Mary.
- O pai de Stella assim disse. - N�o
N�o, o meu pai s� escreveu que este era o perfume de minha m�e.
- Sou filha de Carmel. - Stella, n�o fique preocupada.
Me preocupar? N�o consegue ver o que isto fez por mim?
Sempre houve algo lutando dentro de mim,
algo que n�o me conseguia acalmar e fria como Mary.
Posso ser eu mesma agora.
Isso � o que ela esperou todos estes anos para dizer.
Oh, m�e, agora eu sei!
Ela est� feliz agora.
- O perfume desapareceu - Ela n�o chorar� nunca mais.
Foi-se para sempre
Voltar� para minha casa agora?
- Por favor, Stella. - Vamos, querida.
- Saiam pelo quarto das crian�as. R�pido! - Tudo bem.
- O que houve, o frio? - Vamos, Pam!
- Que vai fazer? - Ajude Stella, por favor.
Mary Meredith, onde est�?
Chegou a hora de algu�m enfrentar esse seu �dio gelado.
O que quer?
� Stella, n�o �?
� tarde demais, Mary. Agora estamos todos contra voc�.
Disse para Carmel desaparecer e deixar o beb� dela, mas Meredith n�o concordou.
E por �dio...
tentou matar a filha deles, em vez de tentar se atirar do penhasco.
Isto deu a voc� uma aura de santidade ao inv�s de maldade, n�o?
Ent�o n�o gosta do som das gargalhadas, �?
Mas isso � tudo o que ter� de agora em diante.
Acho que deve ir embora, Mary Meredith.
J� tivemos o suficiente. J� n�o temos mais medo de voc�.
A partir de agora esta casa � para os vivos!
Rick... tudo bem?
Deixe-me entrar, Rick!
- Oh, Rick! - Est� bem, Fitzgerald?
Sim, �timo. Ela foi-se, Stella.
Olhe!
Nunca conseguimos que se aproximasse destas escadas antes.
Bobby voltar� amanh�.
Creio que temos outros planos para Bobby.
- Ainda est� tremendo, Rick. - Bem, escapei por pouco.
Ela poderia ter sido a minha sogra.
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