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�O RETORNO DE FRANK JAMES�
$10.000 em recompensa. Jesse James vivo ou morto. Assalto a trem e banco.
Jesse James morto pelos irm�os Ford.
Morto pelas costas por antigos amigos.
Adeus, Jesse.
Uma bala traidora acaba com a carreira do bandido mais not�vel do mundo.
Deixa mulher e filho.
Jesse, por Jeov�. Fim da gangue de James.
Seu irm�o, Frank, desaparecido e talvez morto, depois do assalto em Northfield.
Pronto!
-Pinky! -Sim, senhor!
-Venha c�. -Sim, senhor.
Leve-o de volta ao celeiro. Vou para casa e depois � cidade.
-Sim, senhor Frank. -Venha c�.
-Sim, senhor. -Voc� nunca vai aprender?
-Qual � meu nome? -Woodson? Sr. Ben Woodson.
Por que me chamou de Frank? � f�cil dizer Ben.
� porque eu sempre te chamei de Frank.
N�o tem problema, quando n�o h� ningu�m por perto.
S� que um dia vai se esquecer e me chamar de Frank na frente dos outros.
Frank James n�o est� escondido, est� morto!
Morto? Voc� n�o est� morto!
-Sou mentiroso? -N�o, senhor. Mas...
Nada de mas. Frank James est� morto e enterrado.
Claro, est� morto, enterrado, apodrecendo debaixo da terra.
-Agora, lembre-se! -Sim, lembrarei, Sr. Frank.
Jesse! Mataram-no!
Jesse est� morto?
Morto pelas costas, quando estava distra�do.
S� assim o pegariam.
-Sabem quem foi? -Claro. Os covardes Bob e Charlie Ford.
Bob e Charlie...
Coitada da esposa e do beb�.
Frank, posso ir com voc�?
Ir comigo?
Sei que n�o precisa de ajuda, mas...
N�o preciso porque n�o vou fazer nada.
O qu�?
N�o vou recome�ar.
Diga ao Pinky para preparar o jantar.
Eu tinha certeza que iria atr�s dos Ford!
Comprei uma arma.
Entregue.
Usei meu pr�prio dinheiro!
Entregue-me.
Voc� est� audacioso demais.
Voc� n�o tem o direito de usar uma arma!
-Se houvesse problema... -N�o haver�.
Escute, rapaz.
Quando seu pai foi morto em Northfield,
eu o trouxe para c�, para que se tornasse um trabalhador.
At� agora n�o tenho do que reclamar.
Estamos nos dando bem, estamos quietos,
n�o incomodamos e n�o somos incomodados.
-Os Ford n�o o incomodaram? -A justi�a cuidar� deles.
-E se n�o? -Imagino que cuidar�.
N�o importa o que Jesse fez, ele foi assassinado.
-A lei prende assassinos. -Frank,
se nada acontecer aos Ford, as pessoas v�o pensar que...
-Bem, que voc� est�... -Com medo?
-Bem... -O que acha?
Sei que voc� n�o tem medo de nada.
Eu e voc� poder�amos...
O Jantar est� servido.
Sente-se, Sr. Frank.
Quero dizer, Sr. Ben, o Sr. Frank est� morto.
Quero dizer Sr. Ben. Sr. Frank est� morto, ent�o quero dizer Sr. Ben.
Quero dizer Sr. Ben, Sr. Frank est� morto.
Cuidado com a ira de Deus.
Arrependam-se, pecadores. Preparem-se para a vingan�a do Senhor.
O Dia do Ju�zo est� pr�ximo e ficar�o mal se n�o se arrependerem.
O fogo do inferno os aguarda. Est�o prontos para conhecer o Criador?
Acho que sim.
Vai ser julgado mascando tabaco?
Voc�s n�o passam de almas perdidas.
Cheios de pecados e erros.
A luz do senhor n�o est� em voc�s.
J� pensaram na salva��o? No reino de Deus?
N�o. S� pensam em si mesmos, nas suas coisas, na sua bebida.
Irm�o, queria um gole disso a�.
-N�o � �lcool, n�o �? -S� �gua.
-Trabalhador rural? -Sim. Voc� � da cidade?
-Alguma not�cia? -Subiu o pre�o do porco.
-�timo. -Conhece os Ford?
-Mataram Jesse James. -V�o ser enforcados.
-� mesmo? -O j�ri os condenou.
N�o sei por que, j� que havia uma recompensa.
O encontro da b�blia � amanh�. Esteja l�, sou eu contra o diabo.
A lei funciona.
Foi o melhor que j� vi.
Nenhum j�ri em Missouri aceitaria uma morte pelas costas.
N�o importa o que ele tenha feito.
Que sirva de li��o para voc�, rapaz.
Poder�amos ir ao encontro da b�blia amanh�.
Ser� seguro se eu ficar no escuro.
Voc� gostaria de ver outras pessoas.
N�o preciso ver outras pessoas. Vamos pescar, n�s dois, amanh�?
Claro.
Aqui, Sr. Frank.
Os Ford foram considerados culpados.
Receberam perd�o do governador, meia hora ap�s o veredito.
N�o ser�o enforcados?
N�o, os soltaram e deram a recompensa.
Sabia que aquele religioso tinha escutado errado.
� como meu pai dizia, n�o h� justi�a para os pobres, s� o cano da arma.
Cale-se.
Eu tinha certeza que n�o fariam nada.
Fazem alguma coisa por n�s? N�o.
McCoy roubou nossa fazenda e matou a nossa m�e.
O que aconteceu? Nada. E quando Jesse se entregou,
a lei foi justa?
-Pinky, sele os cavalos. -Sim, senhor.
-S� o meu. -Sim, senhor.
-Voc� n�o vai. -N�o vou atrapalhar.
Voc�s tem que cuidar da fazenda. Voltarei logo.
Pinky pode cuidar de tudo, n�o h� muito que fazer.
A cerca tem que ser terminada e tem os animais.
-Voc� � muito novo. -J� sou bem crescido.
Os Ford s�o meu assunto pessoal e voc� n�o vai comigo.
Pinky, cuide de Clem, n�o o perca de vista.
-Sim, senhor. -Ele precisa estudar matem�tica e leitura.
-Sim, Sr. Frank. -Qualquer coisa, chame o Sr. O'Brien.
-Tchau, Pinky. -Tchau, senhor.
Tchau, rapaz.
Gazeta semanal de Liberty.
Cuide disso, j� vou.
Ol�, n�o sabia que sabiam ler.
Ol�, Callie.
U�sque!
Continuem, Bob Ford vai pagar.
-Beba algo, major. -N�o bebo com ratos.
-Cuidado, major. -N�o h� perigo, s� atiram pelas costas.
-Est� arrumando encrenca. -N�o, mas se dependesse de mim...
Voc� e seu jornal nojento fizeram tudo para nos enforcar.
Estamos livres, com o dinheiro do pr�mio e n�o pode fazer nada.
Vamos esquecer o passado. O caso James est� encerrado.
N�o est�!
S� estar� quando eles pagarem.
-Suas m�os tamb�m est�o sujas. -Minhas?
O que fiz? Sou um empregado da linha f�rrea, eu...
Nem ligo para o velhote. Ele s� sabe falar.
Sim, � s� o que fa�o, mas � peculiar... � peculiar.
Jesse morreu e talvez Frank tenha morrido tamb�m.
Mas, talvez, n�o.
Eles sempre tiveram o jeito peculiar de aparecer, quando se menos espera.
Muito peculiar.
Quais s�o seus planos?
Vamos para o oeste, encontrar um amigo.
Quando?
Agora.
Leia para mim, Roy.
Se quisermos ter lei e ordem nesta parte do pa�s,
temos que deter os Ford e o nojento detetive Runyan.
Temos que mat�-los como cachorros.
Certo!
Par�grafo. Al�m disso,
devemos abolir o poder de perd�o.
-� melhor ir jantar, Roy. -Sim, senhor.
Venha, Frank, entre!
Sabia que viria logo, mas chegou tarde.
-Tarde? -Partiram h� algumas horas.
Saia da janela.
Sente-se e me conte sobre voc� e os seus.
Aqui, beba alguma coisa.
Minha fam�lia est� bem. Est� no Kansas.
N�o h� nada a dizer, estou escondido em uma fazenda.
-Soube do Jesse. -Foi a coisa mais suja e covarde.
Ele fez por onde, n�o vou negar,
mas ser morto por pessoas que eram como irm�os...
-E n�o ficarem presos! -Eu sei, foram perdoados.
Foi tudo um plano. McCoy mandou os Ford matarem e arranjou o perd�o.
McCoy?
N�o sabe para onde os Ford foram?
S� sei que foram para o oeste. O que planeja fazer?
Gostaria de encontrar Bob e Charlie.
-Velhos amigos, sabe? -Sei.
Bem, vou andando.
Bem, boa ca�ada, Frank.
Avisarei onde estiver. Boa noite, major.
Espere, rapaz.
Fique a�.
Boa noite.
Roy!
Sim, senhor.
Prepare os obitu�rios dos Ford. Letras datilografadas.
Sim, senhor.
Em mem�ria a Jesse James. Morto em 3 de Abril de 1882.
34 anos de idade, 6 meses e 28 dias.
Assassinado por um traidor cujo nome n�o merece estar aqui.
Pinky!
-O que est� fazendo aqui? -O garoto fugiu.
-Quando? -Logo depois que voc� partiu.
Ele montou e partiu. Tentei impedi-lo, mas quase me atropelou.
Ele � dif�cil de segurar.
Encontrou o que procurava?
N�o, Pinky. Foram para o oeste.
Devem ter suspeitado.
-Vai atr�s deles? -Em breve.
-Preciso de dinheiro. -N�o vai roubar, n�o �?
N�o, Pinky. Isso est� no passado.
Gra�as a Deus, Sr. Frank, gra�as a Deus.
-Pinky, estou pensando. -Sobre o que, Sr. Frank?
Foi o dinheiro do McCoy que matou Jesse, n�o foi?
Parece justo usar seu dinheiro para pegar os Ford.
O que diz, Sr. Frank?
Sim. � isso.
-Amanh� � dia 15, n�o �? -Sim, 15.
O pagamento � dia primeiro e dia 15.
O dinheiro estar� na esta��o � noite.
-Sr. Frank... -Volte para a fazenda e fique l�.
-Sim, senhor. -Se Clem aparecer, diga para se aquietar.
-Sim, Sr. Frank. -Volte, Pinky.
Adeus, Sr. Frank. Deus o aben�oe.
Boa noite.
Est� frio para a primavera, n�o �?
Sim, o ar gelado.
-O que quer, amigo? -Tenho que enviar isso.
-Pode enviar amanh�. -Quero que v� no trem das 4:15.
Tudo bem.
-Sabe escrever? -Sim, senhor.
Tudo bem.
Preencha isso.
-M�os ao alto. -Tudo bem.
Acho que est� cansado, deite-se e descanse.
Deite-se!
Cara no ch�o.
Fique a� e n�o quero ouvir um pio.
N�o vai ouvir, quero estar vivo de manh�.
Durma, eu o acordo antes de ir.
-Abaixe-se. -Sim, senhor.
Clem!
O que est� fazendo?
Eu o segui. Estava l� fora e como n�o saiu...
Quase atirei em voc�!
Volte para a fazenda antes que eu te mate.
Vai!
Feche a porta e fique de olho no vigia.
-De onde veio o tiro? -Dali, vamos!
-O que foi? -Um tiro. Veio dali!
Voc� e voc�, d�em a volta e derrubem a porta.
Podem sair por tr�s.
Pra tr�s.
Vamos, derrubem!
-Est� com medo? -N�o.
Vamos!
Sinto muito, eu podia t�-lo matado.
Agora n�o tem mais jeito.
V�o me ca�ar tamb�m!
N�o h� a menor d�vida.
Sei como os James agem.
J� vi bastante.
Foi Frank James e vou oferecer outra recompensa de $10.000.
Vou acabar com ele como fiz com seu irm�o.
Sr. McCoy, com sua permiss�o, gostaria de partir para o oeste.
-Para qu�? -Quero encontrar Charles e Bob Ford.
-O que eles tem a ver? -Se eu os encontrar,
acho que encontrarei tamb�m Frank James.
-Ent�o v�. -Obrigado.
-Havia dois, n�o era? -Sim, Sr. McCoy.
Um era Frank... e o outro?
Outro amigo.
-Onde Jesse est� enterrado? -Fora da cidade.
Pode rir se quiser, mas vou olhar o t�mulo.
N�o confio nos James.
Casa Denver, o melhor hotel das montanhas.
Bem! Se n�o � o Sr. Woodson!
-Como vai? -Bem, rapaz.
-Onde est�o voc� e seu pai? -Em um rancho no M�xico.
-Abaixo da fronteira. -Gosta?
� �timo pro gado, mas tem que andar armado. Tem tiroteio a toda hora.
-Adivinha quem morreu em uma briga? -Quem?
Frank James.
-Voc� o viu? -Sim e agora est� debaixo da terra.
Devem ter dado uns 15 tiros nele.
Ele fez por onde.
-Vamos beber. -Estou morrendo de sede.
Ent�o, finalmente pegaram Frank.
Parece que sim.
Eu fiz bem, n�o �?
Bem, ningu�m poderia ter feito melhor.
Obrigado.
-Vai se espalhar? -Espero.
Quando os Ford souberem, sair�o da toca e os pegarei.
Os Ford n�o s�o os �nicos.
Eles n�o s�o os �nicos para os quais voc� deve se fingir de morto.
-McCoy colocou outra recompensa. -J� sei. Recebi uma carta do major.
McCoy acha que eu tive algo a ver com o assalto.
Desconfiado, n�o?
-Sabia que descobriram a fazenda? -N�o.
Descobriram. McCoy a est� vigiando por todos os lados.
Est� tudo bem. Pinky n�o vai falar.
Ele n�o vai falar, � como se eu estivesse morto.
-O que vai ser? -Cerveja.
-E voc�? -Suco.
Certo.
Por que fez isso? J� tomei cerveja.
Sr. Woodson.
Uma mo�a quer v�-lo.
-Uma mo�a? -Sim, ela est� no sal�o.
Mandou-me cham�-lo.
-Tudo bem. -Por aqui.
-Sr. Woodson? -Sim, senhora.
Sinto incomod�-lo. Estou procurando o homem que viu Frank James ser morto.
Disseram-me que ele estava falando com voc�.
Fui eu que vi a morte.
Ent�o gostaria de falar com voc�.
S� um momento. Quem � voc�?
Meu nome � Eleanor Stone e sou uma jornalista.
-Estava passando e me contaram. -Jornalista? Escreve pro jornal?
Sim, sou rep�rter do Denver Star.
Uma mulher rep�rter?
Posso sentar? � melhor para fazer anota��es.
Uma jornalista.
Ainda n�o sou jornalista, mas serei. Meu pai � dono do jornal.
Talvez o conhe�a. Randalph Stone?
N�o conhe�o. Mas se ele tem um jornal,
porque a filha dele precisa trabalhar?
Eu n�o tenho que trabalhar. Na verdade, meu pai � contra.
Ele acha que eu deveria terminar a faculdade e ficar sem fazer nada.
Esperando algu�m para casar.
N�o vou fazer isso.
As mulheres acordaram e querem fazer coisas.
N�o no lugar de onde venho.
L� as mulheres acham muito alimentar os animais e criar os filhos.
Todas n�o precisam fazer a mesma coisa.
Cada uma quer algo.
Eu quero ser jornalista.
Conte-me sobre Frank James.
Se eu tiver um furo, talvez meu pai se conven�a de que eu posso ser rep�rter.
-V�o me ajudar? -Sim, vamos.
Vamos, conte tudo.
Tudo aconteceu h� umas 6 semanas.
Est�vamos ca�ando no Hernandez
e naquela noite fomos beber na cidade.
-Um garoto como voc�? -Madame, n�o sou garoto.
No M�xico, trabalho e bebo como homem.
Quando chegamos ao bar, havia uns b�bados de outro rancho.
Estavam arrumando confus�o.
Tinha visto Frank James algumas vezes.
Ele estava no bar, bebendo, sem incomodar ningu�m.
Est� anotando com taquigrafia?
Anoto para n�o esquecer. Continue!
Os caras do outro rancho estavam fazendo algazarra.
Especialmente um cara chamado Red.
Dessa altura. Uma garota entra no local.
Uma garotinha de 10 ou 12 anos.
Procurava seu pai.
Red a pega e ela come�a a chorar e gritar.
Isso irritou Frank.
Ele se levanta
e toma a garota do Red
e o derruba!
Sabia que haveria problema e apaguei a luz.
Todos sa�ram do bar,
mas eu me escondi atr�s do bar.
Frank n�o ficou com medo.
Ele puxou a arma e ficou de costas pro bar.
Era um contra 12 ou 15.
Eles come�am a atirar e Frank atira de volta.
Ele derruba dois caras e leva um tiro no bra�o.
Para encurtar, ele mata o Red.
�timo! �timo!
Mo�a, � melhor anotar.
Eu lembro.
Onde estava? Sim!
Ele mata Red e mais uns 5 ou 6.
Mas Frank tamb�m est� sangrando.
Ele est� quase morto no ch�o, mas ainda luta.
Uma bala acerta seu cora��o.
Os caras que sobraram esvaziaram as armas nele.
Que covardes!
Isso pertencia a Frank, veja: F.J.
Peguei para entregar � sua fam�lia caso encontrasse.
Que maravilhosa hist�ria para o jornal.
Sim, uma hist�ria maravilhosa.
Muito obrigada, preciso do seu nome.
Grason. Tom Grason.
Voc� falou que isso aconteceu h� 6 semanas,
ent�o ele n�o poderia estar envolvido no assalto � esta��o em Missouri.
-Um homem foi morto. -Frank ficou no M�xico por um ano.
Frank James nunca matou ningu�m.
Claro que sem contar com esse epis�dio no M�xico.
Ele e seu irm�o devem ter sido bem interessantes.
Gostaria de t�-los conhecido. Tenho que correr para o jornal.
Adeus e muito obrigada.
Eu...
�s vezes eu...
Eu tenho not�cias, posso v�-la?
Ficaria feliz em v�-lo.
Sempre pode me encontrar no jornal Star.
Frank James morto. Morre corajosamente em batalha abaixo da fronteira.
Depoimento exclusivo de testemunha ao Denver Star.
Est� �timo, mas ainda acho que o jornal n�o � lugar para mulheres.
Por favor, querido, n�o seja duro.
-Edna, n�o interfira. -Mas, pai...
Tem que admitir que � o maior furo em meses.
Foi telegrafado por todo o pa�s e fui eu que consegui para voc�.
Voc� apenas deu sorte, poderia ser qualquer um.
Mas estou na folha de pagamento, n�o estou?
N�o sei, tenho que pensar nisso.
N�o, obrigada.
Por apenas uma semana, Bob e Charlie Ford.
Os homens que mataram Jesse James mostram exatamente como o fizeram.
Com Nellie Blane, a mulher mais linda do oeste.
Leve os cavalos e fique com eles.
Vamos precisar fugir.
-Vai entrar? -Preciso ver esse show.
Vai atirar nele no palco?
N�o, primeiro vou assust�-los.
Bem, devo partir.
Onde est� minha sacola?
Est� aqui, pai.
Est� tudo arrumado.
N�o esque�a o rem�dio do reumatismo.
N�o quero deix�-la sozinha, Nellie.
Mas tenho que ir, tio Joe est� morrendo.
N�o se preocupe, pai. Ficarei bem.
Ningu�m sabe que o dinheiro est� aqui.
E eu sei como usar isso.
Que Deus a proteja, querida.
N�o tem ningu�m aqui!
Abra a porta ou vamos derrub�-la.
V� embora!
Queremos o dinheiro.
Vou atirar.
N�o vai, n�o. Sabe quem somos?
-N�o e nem quero saber. -Jesse James e esse � meu irm�o Frank.
-Queremos o dinheiro. -Sobre o meu cad�ver.
Se quer assim.
Socorro! Socorro!
Socorro!
Socorro!
Socorro.
Socorro.
Por que n�o fez o que mandei?
-Queria v�-lo peg�-los. -Onde est�o os cavalos?
Ali no canto.
O teatro est� em chamas!
Vamos, vamos!
Vamos!
Suba aqui.
Suba.
Vamos.
Esse foi um deles, Jesse.
-Voc� � a Srta. Stone? -Sim.
Meu nome � Runyan. Sou da empresa de trem de Saint Louis.
Pol�cia da linha f�rrea. Sente-se.
Obrigado.
Sinto incomod�-la, mas... � s� uma formalidade.
Estou verificando a morte de Frank James.
-Voc� escreveu sobre isso, n�o foi? -Sim.
Agora estou escrevendo sobre sua vida.
Deve ser bem interessante.
O jovem que relatou a morte,
fale-me sobre ele. Como ele era?
Como? N�o tinha mais de 16 anos.
Cabelo encaracolado, nariz arrebitado.
S� isso.
Entendo.
E o homem que estava com o garoto?
Como era?
Um homem de 29 ou 30.
1.80 m.
Talvez mais, n�o sei.
Um andar interessante, olhos azuis e ma��s do rosto salientes.
Tem um sotaque arrastado, mas n�o fala muito.
Como era seu nome?
Woodson. Ben Woodson.
Woodson, ele est� aqui agora?
Disseram-me no hotel que viajaram a neg�cios.
Voltar�o logo.
Voc� espera que sim.
Sim, ele � ador�vel.
Sim.
As mulheres v�em algo em Frank.
Frank?
Seu amigo Woodson � Frank James.
-O que disse? -Seu amigo ador�vel � Frank James.
-Criminoso e assassino. -N�o pode ser.
N�o � seu amigo Woodson?
N�o entendo.
-Por que... -� simples, querida.
Frank tinha 2 bons motivos para querer estar morto.
O assalto em Missouri e seus amigos Ford.
N�o acredito.
Ele n�o faria isso!
Ele foi t�o legal e prestativo.
-Tem certeza que n�o h� engano? -Sim.
Depois que li sua reportagem, fui at� a fronteira.
Ningu�m sabia da briga que o garoto contou.
Sinto muito, querida. Voc� foi v�tima de uma farsa cruel.
Voc� e o seu jornal.
Mas esses criminosos s�o cru�is e maus.
-Voc� disse que ele voltaria. -Foi o que me disseram no hotel.
-Mas agora que a not�cia se espalhou... -N�o se espalhou.
S� n�s dois sabemos sobre Woodson.
Vou embora agora, mas entro logo em contato com voc�.
N�o se preocupe, querida.
Voc� vai rir por �ltimo.
Mose.
Sim, senhorita.
-Quero que fa�a algo para mim. -Sim?
Lembra do homem a quem levou um recado?
-O Sr. Woodson? -Sim.
Quero que fa�a o seguinte: ele est� viajando, mas quando voltar,
diga para ele n�o entrar no hotel,
n�o falar ou encontrar com ningu�m at� falar comigo.
-Entendeu? -Sim.
Dizer ao Sr. Woodson para n�o fazer nada at� falar com voc�.
Mose, lembre-se que � importante.
Muito importante.
Olha!
Olhe, Frank! Um p�lo!
Um p�lo de verdade.
Viu?
Sente. Sente.
Mais uns dois e vai precisar ir no barbeiro.
M�os ao alto, cavalheiros.
Que prazer, Frank.
N�o nos vimos desde Northfield.
Vamos, n�o haja assim.
Cad� o charme que voc� jogou para a jornalista?
Voc� � bem criativo, n�o?
Vamos, ponham as botas e o casaco e chamem o delegado.
Vamos!
Deve estar imaginando como o achei.
Muito simples.
Sabia que a hist�ria do M�xico era falsa.
Mostrei uma foto sua � Srta. Stone e pronto.
Os criminosos s�o todos iguais.
Alguns s�o mais espertos que os outros, mas
mais cedo ou mais tarde erram...
Fiz bem?
Sim, dessa vez, fez.
Respire fundo, Senhorita.
Um garoto deixou isso para voc�.
Pode me encontrar na pra�a do hotel em meia hora?
Preciso v�-la. Ben Woodson.
Diga � minha m�e que me atrasarei.
Uma amiga est� doente e vou visit�-la.
Sim, senhorita.
Entre.
Entre!
Socorro!
Saia ou eu atiro!
Tentando se matar?
Foi assim. N�o queria mentir, mas n�o havia outro jeito.
-Sinto muito. -Deveria mesmo.
Tirou vantagem de uma mo�a,
e pendurou pessoas no arm�rio como um casaco.
N�o pode ficar. Tem que fugir.
Se n�o, v�o enforcar voc�, como seu amigo.
-Amigo? Que amigo? -N�o leu?
O jornal o chama de Pinky.
-Pinky alguma coisa. -O qu�?
Recortei para voc�.
Negro c�mplice do assassinato na esta��o.
''Pinky'' Washington recebe a pena de morte por ajudar Frank James.
Pinky nem estava na cidade quando isso aconteceu.
Eu o mandei de volta � fazenda.
-N�o podem enforc�-lo. -J� foi julgado e condenado.
Mas ele � t�o inocente quanto voc�.
Isso foi McCoy tentando se vingar de mim.
Pinky nunca roubou nem mesmo uma galinha.
-O que voc� vai fazer? -Tenho que fazer algo.
-Quero falar com voc�. -Pode falar na frente dela.
Descobri onde est� Bob Ford.
-Sim? -Em uma mina chamada Cree.
Fica a uns 4 ou 5 dias, ouvi dizer.
Pegue os cavalos, j� vou.
Tudo bem.
Vai deixar ent�o seu amigo morrer.
O qu�? N�o d� para fazer nada agora.
-Quando eu pegar Bob Ford... -Ser� tarde demais.
O jornal diz que o enforcamento ser� na pr�xima semana.
Eu sei, mas o que posso fazer?
Diga-me, � mais importante matar um homem do que salvar um inocente?
Nada � mais importante que Bob Ford.
Enviarei um telegrama ao governador dizendo que Pinky � inocente.
Vou me entregar assim que pegar Ford.
Qualquer pessoa pode enviar um telegrama com seu nome.
Tem que ir voc� mesmo, agora!
Frank, n�o h� escolha.
Matar � uma coisa, mas deixar um inocente morrer...
Concordo, mas pode ser minha �nica chance.
Prometo que me entrego depois de peg�-lo.
Adeus, Eleanor.
Frank James est� vivo. A morte descrita no Denver Star foi uma farsa.
Not�vel bandido foge do detetive no hotel.
Entre.
� voc�! Feche a porta e sente-se.
Tenho coisas a dizer, mocinha.
Tudo bem, pai. Diga logo.
Voc� me fez virar motivo de piada em todo o pa�s.
Sinto muito.
E voc� acha que isso concerta as coisas?
-Outros jornais j� erraram. -Sim.
Mas nenhum cometeu o erro de colocar uma mulher tola na equipe.
Nenhum...
Voc� viu a entrevista com Runyan, no Globe, essa manh�?
-Sim. -� tudo verdade, n�o �?
-Nem tudo. -N�o?
Runyan n�o veio v�-la? Frank James n�o o pendurou no arm�rio?
S� falta dizer que Frank James est� morto.
N�o, falei com ele ontem � noite.
Voc� viu aquele assassino e n�o o denunciou?
Mocinha, voc� vai voltar para a faculdade amanh�.
J� chega.
Minha filha metida com assassinos.
Pai, tenho que ir a Liberty, Missouri.
Claro... O qu�?
Voc� leu no jornal sobre o negro chamado Pinky?
Vai ser enforcado por ter sido c�mplice do assalto na esta��o.
-O que tem ele? -Ele � inocente...
O que voc� tem a ver com isso?
Enlouqueceu? Como sabe que ele � inocente?
Deixe de ser teimoso e sente-se.
Vou falar como eu sei e porque tenho que ir.
Essa galinha selvagem � uma comida boa.
Claro...
N�o ficou t�o boa como se Pinky tivesse feito.
-N�o d�, Clem. -N�o d� o qu�?
-N�o posso continuar. -Est� doente?
Sim, doente por dentro.
Em alguns dias Pinky vai ser enforcado.
Por algo que ele n�o fez.
Estava louco.
Vou voltar, Clem.
-E deixar Bob Ford escapar? -Deix�-lo escapar.
N�o pode fazer isso. Depois de tanto trabalho, desistir?
N�s vamos.
N�o � por Pinky, � por aquela garota em Denver.
Voc� pensa mais nela do que no Ford.
Voc� vai j� apanhar, rapaz.
Talvez, mas est� abandonando Jesse.
Chega, Clem.
Ela tem medo que se machuque.
N�o v� Frank, o Ford...
Eu vou, Clem. E vou sozinho.
Frank! Frank!
Frank.
-Frank, posso ir com voc�? -Fique � vontade.
Trocando cavalos, $50.
-Por que fez isso? -Somos honestos.
-Eu poderia negociar... -Talvez, rapaz.
N�o temos tempo.
Escolha uns bons.
Ei, vendedor... Quanto acha que a carro�a vale?
500 ou 600 d�lares.
$600 com os cavalos.
Vamos, Clem.
-Algum problema? -A carro�a n�o � minha.
-Quando � o pr�ximo trem para o leste? -Passou.
Agora s� amanh�.
Temos que estar no Kansas amanh�.
Voc� n�o estar�.
E esses trens?
S�o de carga, menos o 8, que � o correio expresso.
-Ele passa aqui. -Mas n�o para.
-Voc� pode mandar parar. -O n�mero 8?
Pra qu�?
Eles n�o levam passageiros, s� correio e encomendas.
Voc� vai par�-lo hoje.
Vamos, pegue sua lanterna.
-Vamos. -Sim, senhor.
Acho que sabe que pode ser preso.
Parar o correio � um crime federal.
-Sabemos, vai. -Estou indo, calma.
O maquinista ficar� surpreso.
Em 10 anos, o correio nunca parou aqui.
-Continue balan�ando. -Sim, senhor.
-Aqui! -O que foi?
-� um assalto? -N�o. Apenas queremos ir com voc�s.
Vai sem parar at� Kansas.
Entre na frente com eles, Clem.
Abra, colega. Vou entrar com voc�.
Xerife de Clay County. Liberty, Missouri.
-Desculpe, mas n�o h� raz�o. -H� sim.
Frank James pode chegar a qualquer momento.
Ele vai contar a hist�ria verdadeira.
Voc� quer que adiemos a senten�a enquanto James mata outro homem.
Quero que esperem para n�o assassinar um homem.
Pinky n�o � culpado.
Eu sei e acho que voc� tamb�m sabe.
Qual o problema de adiar?
Para dar tempo para Frank James juntar uma gangue?
-Ele pode atacar a pris�o como j� fez. -Isso � um plano e voc� � parte dele!
Voc� est� com McCoy!
-N�o, major! -Seu covarde!
N�o conseguiu pegar Frank, ent�o pegou o negro.
-Voc� e suas falsas testemunhas. -N�o d� mais, vamos.
Gostaria de mat�-lo como um cachorro.
Seu ianque nojento.
N�o consegui ficar.
Agora est� sem jeito.
Eu quero ficar longe disso.
-Entendo, me desculpe. -Tudo bem, major.
Voc� foi muito gentil, mas eu n�o entendo sua gente.
Teria que viver conosco muito tempo para isso.
N�o pense mal do Frank.
Ele, eu e todos aqui aprendemos a fazer justi�a, n�s mesmos.
-Acima de tudo. -E a justi�a para o Pinky?
Se encontrar com Frank James, diga que ele n�o vale nada.
� um ego�smo deixar um inocente morrer.
-Adeus, Major. -Adeus, querida.
Obrigada.
Frank! Voc� o pegou?
-N�o. -Aquele covarde!
-Sabia que viria. -� mesmo?
Sim.
Por tr�s da minha d�vida havia...
M�os ao alto e as mantenha assim.
Saiu do arm�rio.
E agora quero ver voc� sair da corda no pesco�o.
Ponha nele.
-Quanto trabalho para voc�. -� um prazer.
Um prazer.
Onde est� aquele seu jovem amigo?
Escondido, n�o lembro onde.
Entendo. Levem-no.
Frank.
Querido pai, a senten�a de Pinky foi adiada.
Frank James ser� julgado por roubo e assassinato.
Posso ficar como rep�rter? Eleanor.
N�o. Venha imediatamente para casa.
Obrigada, pai. Sabia que voc� entenderia.
Volto assim que acabar o julgamento. Eleanor.
Bom dia, Srta. Stone. Eu...
-Essa mesa � para rep�rteres. -Sou rep�rter.
-Represento o Denver Star. -Denver Star?
-Sr. Runyan. -Obrigado, boa sorte.
Nesse caso?
Ainda pode pedir outro advogado.
N�o pratico h� 20 anos por causa do jornal, talvez prefira outro.
Outro advogado faria o mesmo, n�o h� muito que fazer.
Talvez, talvez.
Mas n�o vamos desistir. McCoy e o promotor n�o ficar�o felizes no fim.
Ordem no tribunal. Ordem no tribunal.
Todos de p�. A sess�o come�ou.
-N�o � o juiz de sempre, �? -N�o. Esse � de St. Louis.
S� para garantir.
Sentem-se.
Merit�ssimo, o n�mero � 4358.
O estado do Missouri contra Frank James.
Continue.
Ele n�o s� roubou a esta��o f�rrea.
Provarei, sem deixar d�vidas,
que o r�u Frank James,
continuando com sua carreira assassina...
Protesto!
O r�u n�o est� aqui por uma carreira de homic�dios.
O promotor defende os interesses da companhia f�rrea.
-N�o aceito a sugest�o. -Ent�o se atenha � acusa��o.
-N�o estou pedindo... -Senhores, senhores.
Proponho que fa�amos esse julgamento de forma organizada.
O promotor deve se ater �s acusa��es
e voc� vai controlar seu g�nio.
O j�ri deve ignorar o que houve.
N�o vamos julgar crimes n�o apresentados na acusa��o.
N�o estamos preocupados com as associa��es do promotor.
Merit�ssimo, n�o h� associa��es!
Eu n�o disse que havia. Continue.
O estado ir� provar que o r�u, n�o s� assaltou a esta��o,
como tamb�m matou a sangue frio o oficial.
O estado chama a primeira testemunha.
Xerife Daniels.
Xerife Daniels.
Voc� disse que Frank James assumiu o roubo.
Sim, diante de testemunhas.
N�o perguntei diante de quem. Responda s� a pergunta, est�pido.
Frank James admitiu ter matado o guarda?
-N�o. -Ele negou.
Sim.
Ele disse que ele foi morto por um tiro de fora.
-H� quanto tempo � xerife? -2 anos.
O que fazia antes?
Protesto. Para qu� importa sua profiss�o anterior?
N�o vejo por que protestar. Responda.
Eu era respons�vel pela pol�cia especial.
-Onde? -Na Linha f�rrea de St. Louis Midland.
Mais alto! E Fale para o j�ri.
Linha f�rrea de St. Louis Midland.
Isso � tudo.
Merit�ssimo.
N�o posso aceitar essas perguntas.
O advogado, no seu desespero,
est� tentando insinuar que � a companhia f�rrea que est� processando.
-O tribunal n�o aceita. -Tenho certeza.
Para n�o haver d�vida para o j�ri, vou trazer 5 testemunhas.
Nenhuma delas tem qualquer liga��o com a companhia.
-Estavam presentes na confiss�o. -N�o precisa!
Sabemos que ele roubou a esta��o.
-Fim de caso. -Nem precisa de recesso.
-Fico contente em ver. -Certamente.
-O que est� fazendo? -Tive que vir.
N�o est�o me procurando.
-Como est� indo? -N�o muito bem.
N�o seria bom dizer que o assalto foi id�ia minha?
N�o h� nada que voc� e eu possamos fazer.
-S� podemos esperar e torcer. -�?
N�o estar�amos esperando e torcendo se n�o fosse por voc�.
Por que n�o o deixou em paz? Tinha que insistir?
Ter�amos pegado Bob Ford e ningu�m teria pegado Frank.
Por sua causa ele vai ser enforcado.
Levante a m�o e ponha a outra na b�blia.
-Jura s� dizer a verdade? -Sim.
Sente-se.
-Voc� � Frank James. -Sem d�vida.
Por que est� aqui?
-Por qu�? -Foi trazido como fugitivo.
-Eu me entreguei. -Sei que veio voluntariamente.
Se dependesse do estado ainda estaria desaparecido.
Protesto, � uma conclus�o.
Aceito. A testemunha n�o deve especular.
Continue.
Por que veio voluntariamente?
Queria salvar Pinky de algo que ele n�o fez.
Ele n�o sabia de nada, ent�o achei...
Arriscou sua vida para salvar um negro inocente?
Merit�ssimo, tenho que protestar.
N�o est� pedindo o testemunho,
ele o est� usando para argumentar.
Est� correto.
Mas j� que o julgamento � pela sua vida, vou deixar a defesa continuar.
Contenha-se, major. Voc� ter� sua oportunidade de argumentar.
-N�o precisa faz�-lo atrav�s dele. -Concordo, merit�ssimo.
Voc� roubou a esta��o?
-Admito que sim. -O que fez com o dinheiro?
-Cacei os Ford. -Para qu�?
-O dinheiro do McCoy matou Jesse... -Merit�ssimo.
Major, quero ser justo, estou me esfor�ando, mas...
Tudo bem, terminei. McCoy pode ficar com ele.
Quer dizer... Os capangas do McCoy.
N�o. O promotor.
Desculpe merit�ssimo, me confundi.
Disse que n�o matou o guarda Wilson.
-N�o tinha motivo. -Voc� sempre mata com motivo?
-E voc�? -N�o estou sendo julgado.
Seu c�mplice poderia ter atirado, n�o �?
Poderia, mas n�o atirou.
Um tiro de fora pegou Wilson.
Sugiro que voc� causou a morte do guarda,
Usando-o como escudo para escapar.
Voc� pode sugerir o que quiser, mas n�o foi assim.
Onde estava Wilson quando foi atingido?
-Deixe-me ver, penso que... -N�o pense. Onde estava?
Desculpe, n�o falo sem pensar, n�o sou advogado.
-Seu nome � Breckman Jackson? -Cel. Breckman Jackson.
Cel. Jackson,
Disse que conhece James h� anos.
-Est� duvidando? -S� perguntei.
Respondi ao meu amigo major.
Voc� estava aqui na hora. Voc� � surdo?
-Ou�o muito bem. -Muito bem.
Deveria prestar aten��o no que acontece no tribunal.
Por favor, responda todas as perguntas sem discuss�o.
Farei o que pede. N�o posso recusar nada a um homem,
-que comandou um corajoso ataque... -Tudo bem.
Continue.
O que quer saber, ianque?
Coronel.
Quando conheceu Frank James.
Quando era garoto, tinha 14 ou 15 quando se alistou.
Quando foi para a guerrilha.
Guerrilha? Voc� disse guerrilha?
-N�o chamam assim? -S� os que n�o tem respeito.
Foi a melhor cavalaria da guerra, a flor do sul.
-Lut�vamos com coragem. -Acalme-se.
-Vamos continuar. -Devo tolerar insultos ao sul?
N�o me senti ofendido. Pr�xima pergunta.
Eu tinha v�rias perguntas, merit�ssimo.
Mas � como lutar sozinho na rebeli�o.
Voc� falou rebeli�o?
Est� se referindo � indisposi��o entre os estados?
Essa foi uma guerra pela Confedera��o do Sul.
-N�o � assim que chamam. -Neste tribunal �.
E que fique registrado.
Continue.
O estado encerra.
Ianques.
Com rela��o ao roubo, n�o preciso dizer nada.
Frank James admite que com um c�mplice desconhecido,
ele entrou na esta��o, abriu o cofre e fugiu com o conte�do.
At� meu oponente deve concordar
que invadir um lugar e roubar � um crime.
Fale com o j�ri, eles s�o obrigados a ouvir.
Mas o crime de Frank James n�o foi s� roubo.
Foi assassinato.
Assassinato a sangue frio.
Uma assassinato que clama por justi�a,
contra quem praticou.
Frank James matou o guarda Wilson.
Voc�s, homens honestos
far�o com que ele pague por esse crime.
� culpa minha.
N�o pensaria assim se fosse voc�.
Voc� fez o que achava certo.
Quando falei com Frank, s� pensava em um inocente condenado � morte.
N�o achei que o estaria enviando para a morte.
O que eu tinha a ver com isso?
Frank n�o vai ser condenado � morte.
Vai pegar 10 ou 15 anos.
N�o deveria ter insistido.
Querida, acho que est� acreditando muito no seu poder de persuas�o.
Voc� acha que foi voc� que o fez voltar?
Est� enganada.
Ele teria vindo mesmo se n�o a conhecesse.
-Est� falando para me sentir melhor. -N�o.
� a verdade.
Frank nunca deixaria Pinky morrer.
Eu o conhe�o melhor do que voc�.
Hora de voltar ao julgamento.
Vamos l�.
Frank s� pensava em uma coisa:
vingar a morte de seu irm�o Jesse.
Mas para achar os Ford ele precisava de dinheiro.
Ele n�o tinha. Voc�s sabem como as fazendas das montanhas s�o ricas.
Como �nica sa�da e em desespero,
Frank resolveu assaltar. Mas veja,
Ele roubou um banco com o dinheiro dos pobres?
N�o. Ele roubou um comerciante? N�o.
Ele roubou a companhia que causou a morte de sua m�e e seu irm�o.
A companhia que roubou suas terras e os afastou de suas fazendas!
Protesto!
Seu protesto � aceito.
Vou lembr�-lo de novo, major.
A Midland n�o est� sendo julgada.
Sinto muito, merit�ssimo. Esque�am o que falei sobre a companhia f�rrea.
N�o h� provas de que Wilson, o guarda,
tenha sido morto por uma arma 44.
Resta a d�vida sobre isso.
Nem mesmo o m�dico legista soube dizer.
Essa � a arma que Frank James tinha quando se entregou.
� a arma de sempre. Eu sei porque fui eu que dei a ele.
No dia em que se alistou.
Vejam as iniciais, F.J. e a data aqui.
Isso � muito irregular. A prova � dele.
-Continue. -Merit�ssimo...
Essa arma tem uma hist�ria interessante desde o in�cio.
Os primeiros tiros foram contra os ca�adores do Kansas que nos atacaram.
Lembra-se, Ira?
Depois foi usada contra os ianques que queimaram Nickerville.
Salvou seu celeiro e sua fazenda, n�o foi, Lou?
Estamos julgando Frank James ou a arma?
Essa arma tamb�m esteve na batalha de Oaks.
Libertou Clay County dos invasores.
Quantos inocentes foram mortos por ela?
N�o h� sangue inocente nessa arma. Tenho orgulho de cada bala que saiu dela.
Essa arma...
Desculpe, n�o sabia que estava carregada.
Talvez seu cliente tamb�m n�o, quando atirou em Wilson.
Se o j�ri achar que alguma testemunha mentiu,
podem desconsiderar o testemunho dessa pessoa.
Para determinar a credibilidade da testemunha,
o j�ri pode levar em considera��o seu car�ter moral,
baseado no que foi mostrado no julgamento.
De acordo com sua moral e seus atos...
Agora � minha vez.
Se o j�ri n�o acreditar na testemunha,
podem desconsiderar partes ou todo o testemunho.
Alguma parte do testemunho pode ser corroborada por provas.
-Quinto, o j�ri... -O que est� fazendo?
-O que ele est� fazendo aqui? -Ele quer participar.
Essa � a lei e esses os fatos:
o r�u admitiu ter roubado a esta��o.
N�o agora.
Portanto, seu dever com rela��o a isso est� claro.
As raz�es pelas quais ele roubou a esta��o,
n�o devem receber nenhuma considera��o.
Com rela��o ao assassinato,
isso deve ser determinado pelas provas.
Tenham em mente que
n�o importa o que tenha sido dito nesse tribunal,
somente voc�s podem julgar a culpa ou inoc�ncia do r�u.
O j�ri deve agora deliberar.
Talvez n�o assassinato, mas n�o h� d�vida quanto ao roubo.
Queria que Bob Ford n�o tivesse vindo.
-Merit�ssimo. -Sim?
-Devemos sair? -N�o, se j� tiverem o veredito.
-J� temos. -Qual �?
Consideramos que o r�u Frank James
n�o � culpado de nada.
Aquele desgra�ado! Saiu!
Acalme-se, rapaz.
Por favor Frank, voc� est� livre.
Pode fazer o que quiser, ir onde quiser.
Se o matar ir� a julgamento de novo.
-N�o pode. -Devo.
N�o quer mais me ver?
Pegaram Bob Ford.
Tentei peg�-lo para voc�, Frank.
Parece que ele me pegou.
Eu acho que o acertei.
N�o sei.
Se soubesse, n�o me sentiria t�o mal.
-Algu�m chamou um m�dico? -Est� vindo.
-Frank. -Sim?
Voc� e Pinky podem cuidar da fazenda?
N�o podemos, Clem. Precisamos de voc�.
Ningu�m trabalha tanto como voc�, precisamos de voc�.
Tudo bem, Frank.
Mas, estou muito cansado.
Talvez, se eu descansar um pouco.
N�o durma agora, tem um trabalho a fazer.
Clem...
Algu�m viu para que lado Ford foi?
No celeiro.
Voc� sai ou eu entro?
Esse foi o outro, Jesse.
Dando perd�o a Frank James,
ele mostrou ser um homem,
que age de acordo
com o desejo da popula��o.
Quem n�o votar nele
na pr�xima elei��o, deve ser...
Morto como um cachorro.
Sim!
Ponha na primeira p�gina com letras grandes.
Acho que voc� n�o vai mais a Denver.
N�o sei, mas l� � bem bonito.
�, a gente se sente bem.
Quando o sol aparece por tr�s das montanhas.
Gosto de muitas coisas em Denver.
Fico contente.
Tchau.
Tchau.
$5.000 de Recompensa. Jesse e Frank James, por assalto a trem.
Legendas: Heraldo Medeiros - STUDIO MlLLE com devida sincronia web-dl 720 por Mauro em 23/01/2016
FIM
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