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- Equipe Art Subs - 4 anos fazendo Arte para você
tradução: drcaio
BETTER ANGEL ANJO DA GUARDA
Ei, tire as mãos!
É para a Suíte Presidencial.
12.000 Euros por noite.
-Vamos dar uma checada nisso. -Está bem.
Vamos.
Incrível!
Nina!
-Vem me pegar, velho! -Velho?
Legal.
Mac Book Pro.
Não importa. Eu quebro a senha mais tarde.
Não!
Por favor. Vou perder o meu emprego.
Me ferrando de novo?
Quem cozinhou esta porcaria? Você?
Pedi ao ponto e não esse pedaço de carne cheia de sangue!
Eu devia quebrar sua cara, idiota!
Está tentando me ferrar de novo?
-Alô? -Onde está meu laptop? -Em cima da mesa.
Não está.
Na mesa grande da sala de jantar.
Não está aqui. Estou sentado na mesa.
Onde está o uísque.
Tenho certeza. Eu vi ele aí
-Estava aberto. -Venha para cá, depressa.
Já vou.
Me dê o laptop. Vou colocá-lo no lugar.
Espere aí!
Ei!
Eu quase atirei em você.
Ele está morto?
Merda!
Ele ainda é uma criança.
Merda! Merda!
Que idiota!
Merda! Merda!
Tire suas roupas e ponha no saco
de roupa suja. Eu cuidarei delas.
A cueca também?
Não, pode deixar.
Estamos direto do local do crime
onde há poucas horas o industrial Thomas Backer
atirou no ajudante de cozinha Tony Ranter
em legítima defesa. Pelo menos, isto é
o que Backer alegou quando foi preso.
O Chefe de Segurança de Backer, Nicholas Wulff,
um major reformado da Legião Estrangeira,
também foi preso pela polícia.
Ele comandou a equipe de segurança
nos últimos cinco anos.
Thomas Backer tem permissão para portar armas.
Ele não só tem permissão, como também
a licença para portar arma carregada em público.
Isto é algo bem incomum neste país.
Thomas Backer fez sua fortuna
predominantemente negociando armas
e ganhando contratos no valor de bilhões de dólares.
Mas apesar disto ou por causa de seu sucesso,
houve numerosos boatos,
sobre lavagem de dinheiro ilegal,
boatos sobre subornos no valor de milhões.
Backer foi publicamente acusado de
estar envolvido em tráfico de armas.
Ele doa anualmente milhões
para várias instituições de caridade.
Thomas Backer sempre foi generoso
com o povo russo e o governo.
Thomas Backer está aqui. Thomas Backer
é um dos mais influentes industriais da Alemanha.
Eu tenho que voltar para o orfanato?
Nina, eu...
Eu tenho medo que não exista
nenhuma outra solução a longo prazo.
Você não tem um tutor legal.
Mas...
agora temos que achar outro lugar para você ficar.
O que você acha?
Não sei.
Eu só não quero voltar para o orfanato.
No entanto, foi ótimo você ter feito sua declaração.
Tony era a única pessoa que sempre me dava uma força.
E agora ele está morto.
Eu realmente sinto muito, Nina.
Eu posso imaginar o pesadelo que está passando.
Está com fome?
Está bem, vejo você mais tarde.
-Perdi alguma coisa? -Nada. Começamos agora.
-Você entrou no banheiro -Meu cliente recusa comentar.
Ele não quer nem descrever do ponto de vista dele?
Certo.
Quando foi interrogado
no local do crime pelos policiais,
-você disse... -Acha que falo bobagens?
E está ciente que os policiais acharam uma testemunha
em sua suíte que descreveu o tiroteio
de um modo totalmente diferente.
E ela disse que Tony Santer
-não tinha uma arma. -Eu ainda pego esse bastardo.
Eu exijo ver os registros nesse meio tempo. Meu cliente
-recusa fazer comentários. -Foi autodefesa, Sr. Backer?
Meu cliente recusa-se a comentar.
Não temos um caso?
Temos uma testemunha, temos um caso.
-Quer mesmo levá-lo a julgamento? -Sim, quero.
Manter seu emprego também?
É claro.
Sua testemunha não é ninguém,
uma pivete com folha corrida enorme!
-Sabia que é uma menina de rua? -Ela é órfã.
Não há nenhuma família que a queira adotar. Duas famílias
a devolveram. Ela não só arrombou vários carros.
Ela também os levou. Ela é violenta.
Aqui. Dois violentos ataques ao diretor, insultos,
pichações. Ela fugiu do orfanato por três semanas.
Ela vai à escola? Não.
Uma lista interminável. Devo continuar?
O fato de que teve problemas com a lei,
não afeta sua credibilidade.
Meu cliente tem uma testemunha.
Que é pago pelo Sr. Backer.
Ele é um homem muito respeitado
-ao contrário de sua testemunha. -Tem mais que aparência.
Pare de fazer suposições!
Afinal, não é a primeira vez que está tentando
ganhar fama às custas do Sr. Backer!
Faça o seu trabalho, e liberte meu cliente de imediato!
Afinal, não há risco de fuga.
Mas existe risco de dissimulação.
E sei como fazer o meu trabalho.
Eu sei que quando as pessoas estão mentindo e me enrolando.
Percebe o que você está dizendo?
Falei com a menina por três horas,
e ela está dizendo a verdade.
Ela sabe detalhes, e suas declarações são precisas.
Sra. Muller,
imagine sua órfã no banco das testemunhas.
Será uma tortura para a pobre menina.
Realmente quer que ela passe por isso?
Vamos despedaçá-la.
Vamos fazê-la ainda menos acreditável do que já é.
Se é que isso é possível.
Só para você saber. Vou solicitar que
a fiança seja negada.
Seu cliente vai para a cadeia hoje.
Por que ainda estou aqui?
O juiz ouviu Sara Muller.
Ela de novo não.
Seu telefone.
-Falkner. -Karl.
-O juiz negou a fiança? -Já estou nisto. Sem problema.
E aquela vadia?
Está no seu caso, mas vou cuidar disso.
E a testemunha? Pode ser comprada?
-Isso é difícil. -Como assim?
O programa de proteção à testemunha.
Por que não soube disso?
Bem, então tire-a fora!
Não posso. É essencialmente uma questão da polícia.
-E agora? -Thomas...
Foda-se essa coisa de Thomas!
Então?
Não há nada que eu possa fazer.
Ah, Karl.
Ficamos satisfeitos pelo meu cliente ser libertado!
O juiz tomou a decisão depois de novas provas.
O Sr. Backer não vai fazer comentários!
Silêncio!
Suas hienas!
Vou comunicar uma coisa. Sou completamente inocente.
E se toda esta coisa, esta farsa,
for ao tribunal,
mais tarde vou olhar nos olhos da testemunha
e vamos ver quem pisca o olho primeiro.
-Vende armas para a Turquia? -Sim, em nome da Alemanha.
Sr. Backer, o que há de verdade no caso Spencer?
Sente-se como um assassino?
Não, me sinto como um homem livre.
Por que carregava uma arma?
Porque eu tenho o direito, imbecil!
Este país é meu! Idiota!
Sem mais comentários!
Animal!
Sr. Backer.
Solte a porta!
Está tudo bem. Está fazendo um ótimo trabalho.
Cale a boca!
Vagabundo nazista!
O que aconteceu com este país?
Continue em frente!
Desculpe, procuro por leite sem lactose.
Nunca ouvi falar disso.
É leite sem lactose.
Temos leite de soja e leite desnatado.
Leite sem lactose.
Não.
-Nunca ouviu falar disso? -Nunca.
-Alô? -Sou eu.
-Chegou cedo. -Senti saudades.
-A senha? -Abre a merda dessa porta!
-Conseguiu o leite? -Abre a porta.
Conseguiu o leite?
Ótimo.
Ei, Nina.
-Isso é leite desnatado. -É tudo o que tinham. Ou isso
-ou queijo. -Contém lactose.
Sabe que lactose me incha?
Vou passar a noite toda no banheiro.
-Então não beba. -E o meu café macchiato?
Eu adoraria um.
Leo...
Ponha seu casaco, ou sua arma
debaixo da camisa. Ela é só uma criança.
Tem razão.
Então faça isto.
Onde está Helena?
Está tomando banho, para você.
Lava os cabelos para você.
Está caída por você.
Leo...
É verdade.
Alguma coisa de interessante hoje?
Começou a chorar, trancou-se no banheiro e não queria sair.
Então eu tirei a fechadura. Pode dar uma espiada se quiser.
Leo...
Oh, Deus, acho que saiu.
Ei!
-Chegou cedo. -Estava chato em casa.
Feliz aniversário.
Obrigado.
Eu avisei.
-Velho peidorreiro! -O prazer é meu, Steiger.
-O que está assistindo? -TV.
Então é como isso se chama.
Posso te fazer companhia?
Este é um país livre.
O homem preso por atirar
em um empregado de hotel, Thomas Backer,
e seu chefe de segurança foram
surpreendentemente liberados sob fiança
hoje em Berlim.
Devido a falta de provas, o Procurador Federal
não viu a necessidade
de manter os dois homens detidos.
Novas provas, Karl? Por que não fui informada?
Eles arranjaram duas novas testemunhas,
duas mulheres acompanhantes
que Backer não havia mencionado antes.
-Duas acompanhantes? -Sim.
Mais alguma coisa?
Não.
Vai ter muita diversão em casa.
A propósito, tem uma surpresa para você na geladeira.
Cubra sua arma.
Olha só.
-O que é isto? -O que você acha?
-Leo fez para você. -Leo sabe assar um bolo?
Nina o ajudou.
-Tivemos uma boa conversa. -O que ela disse?
Ela falou principalmente sobre Tony.
Pela primeira vez
ela estava apaixonada.
Prometeu à mãe dela que ia para a reabilitação.
Mas ela nunca foi. É por isso que está sozinha.
O diretor do orfanato batia nela e castigava quando ela resistia.
Tem uma pesada cruz nas costas.
Oi, querida.
-Onde você está? -Indo para o carro. Chego logo.
Certo, ótimo.
Viu o doutor?
Sim.
E então?
-Não me deixe esperando. -Eu conto quando você chegar.
Não, fale agora.
-Eu te amo. -Eu também te amo.
Fale para mim. Estamos esperando um bebê?
Sim ou não?
Sim ou não?
Sim.
Sim?
Sim.
Menino ou menina?
Não dá para saber ainda. -Não importa de qualquer modo.
Contanto que seja um menino.
Leo? Está tudo bem?
Leo!
Leo?
Alô. Acabei de conversar com meu marido.
Sim.
-Obrigado. -Por quê?
-Pelo bolo. -Foi ideia do Leo.
Nina, está na hora.
-Mais tarde. -Não, agora. Depois vai deitar.
-Nina? -Mais tarde.
Se não for deitar, eu também não posso ir e estou cansada.
Eu não quero ir para a cama. Não consigo dormir mesmo.
Max!
Estou sangrando.
Ah, não.
Não olhe para ela, Nina. Não olhe.
Eu vou tirar você daqui.
Fique atrás de mim e agarre no meu cinto.
Vamos juntos,
passo a passo, esquerda, direita.
Esquerda, direita, certo?
Certo?
Sim.
A partir de agora, fique à minha direita.
Entre mim e os prédios, certo?
-Alô? -Henry, é o Max.
Fomos descobertos.
O esconderijo foi atacado.
-Helena está morta. -Não. E a menina?
-Está comigo. -Leve-a para o Local 2.
Henry, não ouviu o que eu disse?
A casa foi atacada. Temos um dedo-duro.
Leve-a para o Local 2.
-Pegamos ela lá. -Não a levarei aonde o departamento quer.
-Estação de metrô Deutsche Oper em uma hora? -Certo, estarei lá.
Certo.
Só mais uma coisa. Nina precisa de insulina.
Por que aquele homem foi solto?
Ele matou o Tony.
-Como isso pode acontecer? -Ele conhece as pessoas certas.
-Vamos. -Não vou a lugar nenhum. Não consigo.
-Foi bem até agora. -Posso rir de mim mesma.
Não estou rindo de você.
Que grande coisa eu fiz? Segurei seu maldito cinto?
Eu estava lá e
vi as pessoas morrendo à minha volta.
-Devia ser um local seguro, não? -Acho que sim.
Se conseguiram me achar lá, vão me
achar em qualquer lugar, certo?
-Não se você vier comigo. -Eles vão me encontrar
e irão me matar.
-Ninguém vai matar você. -Eles tentaram.
-Mas não conseguiram. -Helena está morta.
Isso não vai trazê-la de volta se você desistir.
Então ela teria morrido por nada.
-E se eles matarem você? -Isso não acontecerá.
-Você é a prova de bala? -Não, mas eu fui escoteiro.
Muito engraçado.
Nina, prometo que vou cuidar de você.
Está segura comigo.
Se alguém tentar chegar perto de você, eu mato.
Desculpe.
Um pouco mais.
Agora tudo que precisamos é um carro.
Viu isso? Eu nem sequer disse abracadabra.
Eu preciso de seu carro.
-Abra a porta! -Saiba que sou faixa preta!
Seu telefone?
-Por favor, eu tenho família. -Ainda preciso de seu carro.
Saia. Por ali!
Quantos anos você tem?
O que você acha?
50.
50?
-Pareço ter 50? -Sim.
Pelo menos 48.
Antes de te conhecer parecia que tinha 26.
Continue a sonhar!
-Desculpe, Max. -Conseguiu a insulina?
Uma?
-É o que tinham. -Eu aplico a injeção nela.
Faço isso sozinha.
-Tem certeza? -Sim.
Quem conhecia nossa localização? Quantas pessoas?
-A minha equipe e a promotoria. -A promotora?
Ela é a testemunha deles.
Vou encontrar o problema e corrigi-lo.
De jeito nenhum. Não tem ideia de quem Backer comprou.
-Deixe-me fazer isto. -De jeito nenhum!
Escolho a minha equipe e desaparecemos.
Não é assim que trabalhamos.
Henri, temos um dedo-duro.
Exatamente, houve uma violação.
Dois agentes mortos e você está vivo.
-Tem que ser investigado. -Dois agentes mortos?
-Helena e Leo. -Leo? -Sinto muito, Max.
Sabia que ele ia ser pai?
Vá para casa e descanse um pouco.
Amanhã será um dia muito difícil.
Conhece o procedimento. Não tenho permissão para
para mantê-lo no trabalho. Não vai cuidar mais da garota.
Vamos iniciar com uma equipe totalmente nova.
-Henri, sabe o que está dizendo? -Confie em mim.
A única pessoa em que confio agora sou eu mesmo.
-O que isto significa? -Que não vou para casa.
Faça o que eu digo. Vou levá-la para a delegacia.
Não vai fazer isso.
-Por favor. -Eu não a deixarei sozinha.
Venha junto se quiser, mas amanhã está fora.
-Vamos, Nina, vamos. -Nina!
Faça o que digo. Por favor, para sua própria segurança.
Não vamos. Obrigado pela insulina.
Max, não posso deixar você fazer isso.
Me pare então.
Não seja idiota! Irá para a cadeia,
e não poderei fazer nada!
As algemas.
Henri, você não devia beber no trabalho.
Pare, Max! Isto é uma loucura!
Max, você será procurado pelo
sequestro de uma testemunha chave!
Sou apenas o chefe da polícia.
-Alô? -Chefe.
-Achamos o carro roubado. -Perto de "Deutsche Oper".
-Exatamente. -Mande os rapazes e diga
para trazerem um alicate. -Digger, alicate! Rápido!
O que foi, Tarzan?
Muitos esteróides anabolizantes?
Vamos andando, cara! Está acumulando poeira! Anda!
E cuspa essa coisa! Retardado.
Sete pessoas foram mortas
num verdadeiro banho de sangue em Berlim,
incluindo dois agentes da polícia,
Helena K. e Leo S.,
Pessoas descreveram um intenso tiroteio
e uma tremenda explosão.
Nossos repórteres disseram que
pela destruição, parecia uma guerra.
-Onde ela está? -Não sei.
-O quê? -Não sei onde ela está.
Eu sei que ela está viva. Sei quem está com ela.
-Não tenho ideia onde ela está. -Pensei que tinham encontrado.
-Ele pegou a garota e saiu. -E você deixou ir?
Devia ter atirado nele? Tentei, mas ele tirou a minha arma.
-Kung Fu não é a minha arte. -Quem é esse cara?
Ex-Forças Especiais, KSK. Condecorado. Tipo John Rambo.
-John Rambo? -O cara dos filmes.
Sylvester Stallone?
Tem um nome?
Aqui.
Max Fischer.
Isto é tão fodido.
Algo errado?
Está tudo bem.
Quero saber tudo sobre Max.
Se ele parou num estacionamento em Cabul eu quero saber!
Se ele passou por cima de um burro em Kundus eu quero saber!
E quero fotos da garota nos carros de patrulha,
e nos hotéis!
Eu quero que todas as clínicas, consultórios médicos, farmácias
e hospitais monitorem seus estoques de insulina.
Se encontrar alguma coisa na cidade
que tenham esquecido de verificar,
ficarão em apuros! Muito bem.
Vamos começar com o apartamento dele.
Sem luzes.
Tem uma mensagem, Max.
O¡, sou eu, Lily.
É aquela época do ano outra vez,
e eu pensei em você.
Espero que esteja bem e seguro e
ainda esteja inteiro.
E que esteja feliz, as coisas de sempre.
Estou bem.
Muito ocupada.
Feliz Aniversário.
Vamos.
-É um apartamento vazio. -O quê?
Está registrado, mas não vivem lá.
-Onde ele mora? -Mesmo edifício, um andar acima.
-Está brincando comigo? -Não.
Chefe, isso vai te matar algum dia.
Quando chegar até onde cheguei vamos falar sobre isso, certo?
Claro que sim.
Quem era a mulher?
-Uma velha amiga. -Claro que sim.
-Ela é a sua namorada? -Já foi há muito tempo.
Tem uma fotografia dela?
Eu não ando com fotografias.
Por que não?
Ela não é mais sua namorada.
Não.
-Mas você gostaria que fosse. -Isso não vai acontecer.
Ela ligou para você.
Talvez ela te queira de volta.
Isso não vai acontecer, porque sou gay.
Isso é uma piada?
-Não. É imaturo. -Beba seu shake.
50 anos e sem namorada.
-Não tenho 50. -Vai ter em breve.
O que pensa a sua família?
Eu não tenho família.
-Sério? -Sim.
Não tem uma família?
O meu pai morreu quando eu era criança,
e minha mãe nunca mais se casou.
E ela morreu quando eu tinha 18 anos.
Não conheci o meu pai.
Minha mãe era alcoólatra
e tomava muitas drogas.
Um dia, me ligaram e disseram que ela estava morta.
Então somos dois órfãos solitários no meio da noite.
Acredita no céu?
-O que você quer dizer? -Existe lá alguém nos vigiando?
Conheço muita gente que ninguém vigia.
E você?
Quando eu era pequena
a minha mãe me disse que toda criança tem um anjo da guarda.
-Viu? -Talvez você seja o meu anjo da guarda.
Me ensina como se usa uma arma?
-Está brincando? -Não.
-Então? -Não.
Tenho que ir ao banheiro.
Posso fazer isso sozinha.
-Posso ajudá-lo? -Dois cafés.
Isso é ótimo.
Droga.
Aqui tem.
Aqui.
Obrigada.
Quanto eu devo?
16 Euros e 40.
O que aconteceu?
Este idiota bêbado me deu uma cotovelada na cara
quando o ajudei no carro de patrulha.
-De propósito? -Não.
Não, ele estava fora de si.
Droga, isso não vai parar.
Inclina a cabeça para trás e pressiona os dedos no nariz.
Assim.
Obrigada.
Muito obrigado.
25, 30, 40
100.
Isso é vomito?
Onde?
Isso é vomito.
-Droga. -Mantenha os dedos no nariz, senão não vai parar.
Tiro para você.
Preciso ir.
Até logo.
Até logo.
Não se mexa!
Max! A arma!
Não atire nela!
-O que está fazendo, Nina? -Sai da frente, garota.
-Sai da frente, garota! -Abaixe a arma!
-Sai da frente, Nina! -Não! -Sai da frente, garota!
-Não quero atirar, mas se precisar, atiro. -Não!
Merda!
Eu disse para largar a arma!
Largue a arma! Largue!
Para trás de mim, garota!
Não atire, Max! Por favor!
Seu colega não está ferido. Apenas inconsciente. Só isso.
Devagar, pego a arma no chão, e a garota e te deixo ir.
-Não, não vai! -Faça o que ele diz. Por favor!
Ou ele vai atirar!
-Estou correndo contra o tempo. -Fique atrás de mim.
Max, não atire nela! Por favor, Max! Não atire!
Max! Max!
-Largue a arma. -Venha aqui, Nina. -Não.
Não atire! Max! Por favor!
Por favor, faça o que ele diz!
Ele está comigo. Ele é um cara bom.
Não!
Vamos.
É um cara bom de verdade.
Tem alguém em casa?
Pediu por Rudi Limo Serviços? Aqui estou eu, e como pode ver
selecionei meu melhor modelo e reservei os melhores lugares.
Infelizmente no porta-malas.
Acabou o champanhe!
-Não está falando sério, não? -Estão bloqueando as estradas.
-Sou claustrofóbica. -Vamos.
-Tudo bem? -Não.
Vamos respirar juntos, certo?
Respire fundo e lentamente.
Tenha calma. Vai ficar tudo bem.
Pense em algo agradável.
Vai ficar tudo bem.
Droga.
Polícia!
Tenho que encostar.
Vamos parar, certo? Tente ficar calma.
Vou colocar a minha mão com cuidado na sua boca.
Então, vamos respirar juntos muito devagar, certo?
Respire fundo e lentamente.
Estou a caminho do mar,
para a praia. Quer vir?
Eu nunca vi o mar.
Nunca viu o mar?
Vamos juntos quando sairmos disto, certo?
ESMAGUE OS POLICIAIS COMO UMA PANQUECA
Boa noite. Estava correndo, não?
-O cinto de segurança? -Arrebentou esta manhã...
-Avançou a faixa de pedestres. -Sério? -Sim.
Peço desculpas. Eu não vi.
-Não enxergo bem sem óculos. -O que foi isso?
É sério, sem eles sou tão cego como os morcegos.
-Carta de motorista e RG. -Eu sabia que ia pedir.
Não vai acreditar, mas ela venceu na semana passada.
-Já pedi a renovação. -Saia do carro lentamente.
Estou brincando.
Tome.
Saia do carro.
Desculpe, mas eu não posso.
Saia do carro!
-Eu não posso sair. -Saia devagar e com calma.
Não posso. Dê uma olhada
Desculpe. Não vi isso.
Não tem culpa. Mas eu tenho um problema.
Tenho que ir ao banheiro, depressa.
Estou sem a cadeira de rodas, não posso usar o WC público.
-Pretendia ir ao Drive-in. -Tudo bem. Tenha uma boa noite.
-Obrigado. Muito obrigado. -Ei!
Abra o porta-malas.
Deixa ele ir. Está tudo bem.
Não está bem fechado.
Então, feche-o.
Obrigado.
-Tenha uma boa noite. -Tenha uma boa noite.
ESMAGUE OS POLICIAIS COMO UMA PANQUECA
Sem pernas! Sem pernas!
Cara, foi por um triz!
Adoro essa merda! Amo! Amo.
-O seu amigo é louco? -Um pouco.
Anda, vai para casa. Vou estacionar o carro.
Sr. Backer, é um vendedor de armas por paixão?
Sr. Plasberg, todos os países do mundo
tem o direito de se defender.
Todo país exerce esse direito.
E todo país
quer comprar as mais confiáveis, armas modernas e eficazes
se for capaz de financiar.
Isso cria uma enorme demanda.
Nós satisfazemos essa demanda e criamos emprego e segurança.
Não se importa com o que acontece com as armas?
Segurança é como...
a água, uma necessidade.
Não se importa com o que acontece
com as armas? Essa foi a pergunta.
Eu me importo, mas não é da minha responsabilidade.
Veja, quando você vende um martelo,
alguém pode ser morto com ele.
Quando você vende um carro, uma criança pode ser atropelada.
Você gosta de biscoitos?
Rudi tem sempre os melhores biscoitos.
-Gosta de biscoitos? -Não, obrigada.
Como conheceu o Rudi?
Combatemos juntos na guerra.
Que guerra?
Afeganistão.
-Eu não sabia que é um soldado. -Não mais.
E Rudi?
Rudi também não.
Uma pergunta que os nossos telespectadores
estão curiosos sobre
como pode estar conosco hoje a noite? Por que você
foi tão rapidamente libertado após a prisão?
-Concordamos em não falar sobre isso. -Por que não?
Faço as perguntas que quiser, e você responde às perguntas
se você quiser. De acordo?
Está dizendo que não concordamos
-não discutir o assunto? -É isso mesmo
-Então, mente, Sr. Plasberg. -Ou você, Sr. Backer
Desculpe por isso. Demorou um pouco mais de tempo.
Quase não entro nesta coisa. Acho que estou engordando.
Ou deixo de lado os biscoitos ou começo a correr de novo.
-Isso é novo? -Sim, é novo.
Tenho batom no meu rosto?
Parece horrível, não é?
Quer tocar?
Vamos, toque nelas. Elas não mordem.
Como perdeu as pernas?
Adivinha.
-Na guerra? -Ding, ding, ding, acertou.
Uma estúpida mina terrestre explodiu debaixo de mim.
Ainda tenho um zumbido na minha orelha esquerda.
Mas pelo menos não ganho bolhas nos meus pés.
Sorriu, não foi? Combina com você. Ela sorriu, Max.
-Viu? -Não vi.
Como não viu? A sala toda se iluminou.
Certo, veja isto.
O que é isto?
-Um cara numa cadeira de rodas atirando dardo. -O que é isto?
O mesmo cara atirando.
E o que é isto?
O mesmo cara correndo obstáculos.
-Alô? -Sara? -Sim.
É o Henri. Desculpe, mas é necessário.
-O quê? -Eles têm um mandado de busca.
O que quer dizer?
-Não havia outra maneira. -Pensa que sou eu.
É apenas rotina.
-É um idiota, Henri. -Desculpe. -Pede desculpas?
Estão procurando aí também? Espero que você se dane.
Por favor, leia isto.
É uma ordem.
Ei!
-Isso é privado. -Silêncio.
Forças Especiais.
Medalha de honra por bravura.
"Citação Presidencial da Unidade Naval
de excepcional coragem e espírito
contra um inimigo traiçoeiro, concedido por George W. Bush".
Só uma pergunta. Desde quando as
Forças Especiais protegem testemunhas?
-Não tenho ideia. -Não tem ideia?
Meu departamento não escolhe os seguranças.
É trabalho da polícia.
Vou dizer isso apenas uma vez.
Não vou para perto de um tribunal.
Trabalhei muito para construir tudo que tenho.
E não vou deixá-lo estragar tudo.
Se eu cair, levarei você comigo.
E não só você. Vou levar todos que te pertencem.
O julgamento tem que desaparecer.
Essa garota tem que desaparecer rápido.
Se eles encontrarem o esconderijo
eles vão te encontrar e se te encontrarem, me encontram.
Vamos ficar só uma noite.
Não queria falar dessa maneira.
Enquanto esse cara estiver vivo, a garota corre perigo.
Tem que ir atrás dele e dar um fim.
É a única solução.
Só estou dizendo que estou nisto com você.
-Tento ficar vivo. -Vou fazer isso por você.
O primeiro a ir, último a sair: KSK.
Ei, cara, escuta, droga! Chamam isso de o momento da surpresa!
O que foi?
-Falo sério. -Eu sei. Esse é o problema.
Me leva para o telhado.
Vou explodir os miolos destes merdas.
Cuido da minha própria fuga.
Rudi, não posso levá-lo até o telhado. Está muito gordo.
-Gordo? -Sim.
Merda, não estou gordo. Olhe para mim.
Estou na minha melhor forma.
Até minhas camisas encolheram.
Max?
Ainda está dormindo?
Não estou mais.
Gostava de atirar na polícia?
Não.
Não, ainda não atirei neles.
Mas às vezes as coisas não saem como devem.
As coisas nunca saíram errado para você?
Sim.
Já matou alguém por engano?
Alguém que era inocente?
-Max? -Talvez. Eu não sei.
Uma criança?
Max?
Tenta não cometer erros.
Mas na guerra acontecem coisas terríveis.
E tudo acontece tão rápido. Decisões têm que ser tomadas.
E às vezes toma a decisão errada.
Já foi ferido?
Sim.
-Quantas vezes? -Muitas vezes.
-Quantas vezes? -Podemos falar de outra coisa?
Isso machuca?
O que você acha?
-Como é estar numa guerra? -Quero dormir.
Conte para mim, ou não vou dormir.
Conte para mim.
Na sua primeira batalha tem tanto medo
que prefere mijar nas calças do que atirar.
E depois?
Depois você se acostuma.
Mas é como se o tempo tivesse parado.
Treina para isso, mas não é nada comparado com a situação real.
Você está lá
e apenas tenta permanecer vivo.
E pensa nas coisas.
Por exemplo?
Sobre as pessoas que ama.
Tudo o que está prestes a perder.
Tudo o que ainda queria fazer.
A sua vida passa como se fosse um filme,
e já tem tudo resolvido.
E de repente, uma voz interior diz,
NÃO!
Ainda não quero morrer.
Não hoje.
Não hoje.
Qual é a sensação de matar alguém?
Por favor, Nina.
Diga, por favor.
A primeira vez foi horrível.
Mas, depois,
acostuma com isso, também.
Mas tem pesadelos.
Quando eu morrer, quando eu estiver morta...
Ninguém vai te matar.
Mas se eles fizessem isso,
eu teria um funeral?
-Nina. -Não faria sentido.
Não teria ninguém para me velar.
Se vai falar a noite toda, fale de algo agradável.
-Quem iria ao seu funeral? -Alguém especial.
Quem iria chorar por você?
-Rudi? -Ninguém, eu não vou morrer.
Mas se acontecer?
Fica assim.
Vou chorar no seu funeral, se chorar no meu, certo?
Desculpe por aquilo no carro.
Não se desculpe. É uma garota corajosa.
Vai ficar aqui esta noite, certo?
Vou ficar aqui esta noite.
Mas lembre-se, estou perto de você.
Não quero os seus pés na minha cara.
Muito bom. Dois noves. É habilidosa!
Muito bem.
Saque a arma,
aponta.
Lembre-se: os dois olhos abertos e...?
Olhos, mira, alvo.
Certo. Aperta e espera.
-Pronto? -Pronto.
Boa, mais rápido. De novo.
Muito melhor. Muito bom. Ótimo.
-O que está acontecendo? -Estamos brincando.
-Airsoft. -Diga-me onde apontar.
-Qual é a sua? É só uma criança! -Ei, cara.
-Pedi para ele me ensinar. -É muito nova para uma arma.
-É Airsoft, cara. -Não interessa.
-É uma brincadeira. -Não se brinca com armas.
Calma. Não fizemos nada de errado. É apenas diversão.
-É isso aí. -Exatamente.
Olhos, mira, alvo.
Max está acordado, a diversão acabou.
Max.
Ei...
Sabe,
se tiver de pedir desculpas, eu peço.
Mas não fizemos mal nenhum.
Não quero que ela pense que pode lidar com uma arma.
Primeira regra de proteção pessoal?
Distanciamento do indivíduo.
Nina é o indivíduo, e você quebrou a grande regra!
Preocupa-se com ela, não é?
Está muito próximo. Não me interprete mal.
Não quero dizer nada de mal. Ela é uma ótima garota.
Mas você não é o pai dela.
Afaste-se da janela, por favor.
Gosta de cogumelos?
Só na pizza.
Certo.
Eu preferia comer cereais com açúcar.
Não tenho cereais.
Ou viu algum coelho?
Tenho proteínas e frutas. Portanto, come.
Podemos jogar mais Airsoft?
Não, não podemos.
-Por que? Porque ele disse? -Sim.
-Sempre faz o que ele diz? -Normalmente.
E ele geralmente está certo.
Sabe,
ele salvou a minha vida.
Perdi as minhas pernas, mas ele salvou minha vida.
Ele abandonou o seu posto.
Estávamos debaixo de fogo e
ele arriscou a vida para me resgatar.
Me arrastou de volta ao acampamento.
Ele fez isso.
E os outros soldados fizeram o que estava certo.
Eles não abandonaram os postos.
Está vendo minha pulseira? Gosta?
-Está vendo? -Sim.
Chamamos de pulseira de irmão.
Tem de merecê-la.
Eu uso uma, mas ele
ele pode usar uma diferente a cada dia da semana.
Ele é um bom rapaz.
E um verdadeiro amigo.
Mesmo que ele não possa entender
que Airsoft é apenas um jogo de merda.
Toma, para você.
Gostaria que você usasse.
Faça-me um favor e cuida dela. Por mim.
E...
seja boa para ele, certo?
Na verdade, ele gosta de você.
-Por que não falou de Max? -Por que deveria?
Não sabia que ele trabalhava para você.
A última vez que o vi ele era um soldado.
-Sara, quando viu o arquivo dele já sabia? -Sim.
Eu sabia, e depois, foi uma grande surpresa.
-O quê? -O ex-namorado da promotora
em fuga com a testemunha-chave.
-Isso não é bom. -Eu sei.
-Falkner quer você fora do caso. -Ele não precisa saber.
-O quê? -Suma com as fotos,
-e ninguém vai descobrir. -Por que eu faria isso?
Porque confia em mim, e porque estou te pedindo.
Sabe onde está o triturador.
Obrigada.
-Conhece a Lily? -Sim, muito bem.
Bem?
Ela é legal.
Só isso? Legal?
Ela é inteligente,
estudou Direito e outras coisas, ela é linda,
mas o mais importante, ela é bem-humorada.
É engraçada, muito engraçada.
-Ele estava apaixonado por ela? -Muito.
Por que a deixou?
Ela o deixou.
-Por quê? -Tem que perguntar para ela.
-Ela tem uma voz agradável. -Certo,
mas o traseiro dela ainda é melhor.
Pervertido!
-O¡, é amigo de Rudi? -Sim, tem o material?
Não. Por alguma razão, não estão liberando os medicamentos.
-Quanto é? -Não é pelo dinheiro.
Rudi é meu amigo. Não consigo entrar na dispensa.
Está tudo bem?
Quando ele chega? Preciso de insulina.
Eu faria isso se pudesse. Verdade. Desculpe.
-Rudi. -O quê?
Está chegando um carro.
Mande um oi.
Droga.
Vamos.
Abre a grade e esconde. Rápido. Depressa.
-Alô? -Max, eles estão aqui.
Estou a caminho. Não deixe eles entrarem.
Sr. Ehrlichmann?
Sr. Ehrlichmann, somos policiais.
Queremos falar com você. Abra a porta, por favor.
Quero ver o documento.
O que é isso? Um bilhete de metrô?
Está frio aqui fora. Procuramos um amigo seu.
-Max Fischer. -Max Fischer
Ah, sim o Max. Não vejo o Max há meses.
Mesmo assim queremos dar uma olhada.
Não vamos demorar.
Certo, mas gostaria de ver o mandado de busca.
Certo.
Porra! Que tipo de policiais vocês são?
Ei, entrem e sintam-se casa. Droga!
Eu presumo que estão aqui. Estou certo?
Eu não tenho ideia do que está falando.
Sr. Fischer, apareça.
-Senão atiro neste coitado. -Faça o que quiser,
procure onde quiser, mas afasta essa coisa de mim.
Parece perigoso.
Ei rapazes!
Façam-me o favor e não desarrumem tudo.
A empregada esteve aqui hoje.
Fala para eles pararem.
Para de andar para trás e para frente.
Está me deixando nervoso, certo?
Certo.
Ótimo.
-Como perdeu as pernas? -Numa corrida de saco.
-Nada mau. -Bom, não? -Sim.
Vão pôr tudo onde estava Caso contrário
serei obrigado a apresentar queixa.
Lamento muito porque até gostava de você.
-Por que você é perneta? -Mina terrestre.
-Má sorte. -Era o que eu pensava.
Acredite ou não, gostava de ser professor de dança.
Você é um cara engraçado. Realmente.
-Você acha mesmo? -Não brinque.
-Gosto de você. -Legal. Muito bom.
Talvez pudéssemos ficar juntos.
-O que você acha? -Quem sabe?
Ei, qual é! Age assim em casa?
Cuidado, isso é uma herança. Não tem ninguém aqui, porra.
E de jeito nenhum debaixo do sofá! Meu Deus.
-Idiota! -Dois pratos.
-O quê? -Dois pratos e copos na pia.
-Rudi? -Rudi, o quê?
Dois pratos?
Ouça aqui, seu merda. Arrume suas coisas, limpe sua bagunça
e dá o fora daqui. Senão, corro
contigo aos chutes, seu vagabundo!
Nina?
EMERGÊNCIA
-Qual é o nome dela? -Nina.
-Sobrenome? -Fischer.
Você é o pai dela, certo?
Sim.
-Quando ela nasceu? -Ela tem 15 anos.
Em 01 de agosto.
Ela vai recuperar, não vai?
Ela está bem, apesar de tudo.
Está reagindo positivamente ao tratamento.
Isso é tudo que posso dizer agora.
-Está ferido? -Não.
-É só um arranhão. -Está perdendo sangue.
-Estou bem. -Espere aqui.
Se continuar comendo assim, vai acabar explodindo.
Unidade de Emergência, Hospital Municipal.
Temos uma jovem em coma diabético.
Um homem diz ser seu pai
tem um ferimento de bala no abdome e recusa tratamento.
Certo, fique calma,
e continue conversando com ele. Vamos enviar alguém.
Estão no Hospital Municipal. Depressa!
Envia uma equipe de limpeza para Uckermark. Haverá mortes.
-Não acredito nisso. -O que aconteceu?
Max!
Pare!
Pare!
O que está fazendo?
Ei, temos pacientes aqui!
-Idiota! -Que se dane!
Pinça.
Chefe, retiro o que disse.
Estamos transmitindo ao vivo do Hospital Municipal,
onde, há poucos minutos, um evento dramático ocorreu.
Houve um tiroteio e sete pessoas morreram
alguns ainda lutam pelas suas vidas,
dezenas ficaram feridos e o resto em estado de choque
pelo que aconteceu aqui.
É quase impossível expressar em palavras
pois foi muito brutal.
Uma coisa é certa, isso aqui, já não é um hospital.
É um campo de batalha.
Toalhas limpas no banheiro, a cama tem lençóis limpos.
Se quiser ver o nosso canal de cinema tem que pagar um extra.
-Não queremos ver filmes. -Tudo bem.
-40 euros por hora. -Quanto é uma noite?
A noite toda?
Alugo o quarto por 400. O vídeo é de graça e...
tome.
São por conta da casa.
Meu pai e eu estamos de passagem.
A nossa bagagem foi roubada.
E ele está com febre. Então, nos dê
a maldita chave e parar de falar!
Seu doido!
Por que estamos num bordel?
Porque aqui não vão procurar.
Tranque a porta e fecha as cortinas.
Merda!
O que foi?
-Nada. -Por que disse "merda"?
Está mal?
Não, eu estou bem.
Não acredito em você.
Eu estou bem, só preciso de um curativo.
Quero que me ensine como se atira com uma arma.
Não.
E se você desmaiar?
A ferida está infeccionada.
Meu corpo está reagindo.
-Não é nada. -Você está doente.
E isso não vai melhorar. Não sou estúpida.
-Vai ficar tudo bem. -Ligue para alguém.
E a Lily?
Ligue para ela.
Ela ligou para você.
-Por que não? -Não.
E se você morrer?
O que vai acontecer comigo?
-Vai ao meu funeral. -Idiota.
-Vou chamar a ambulância. -Não.
-Vai sangrar até a morte nessa cadeira? -Pare com isso.
É o seu plano?
Cuide-se, Max.
Vê até onde cheguei?
Está ferido! Não consegue andar! Mal pode se mexer!
Não pode me ajudar. Não pode me proteger. Olha para você!
Podemos ir a um hospital.
Ou encontramos alguns bons policiais.
Por favor, Max. Ou vai morrer.
E eu não quero ir ao seu funeral.
Por favor.
Viu o que estou vendo?
Não tem mais de 14 anos.
Merda.
Duas vezes merda!
Pode ficar no carro.
Mas mostre sua carta de
motorista e a licença, por favor.
É muito jovem para dirigir.
Os seus pais não te ensinaram isso?
Tenho que falar com o seu pai. Ou sua mãe. Quem prefere?
Quem é mais rigoroso?
É com quem eu vou falar.
Devia saber que você não pode dirigir ainda.
Quietos!
Fique onde está.
Está me ameaçando com sua arma de brinquedo?
Está bem, está bem!
Vamos te levar aos seus pais.
Não tenho pais, seu filho da puta.
-Do que me chamou? -Ponha sua arma no chão!
-Não, não vou pôr. -Agora!
Pare com isso, Paul, faz o que ela diz.
E você me dá a sua arma? Entendeu, Srta.?
Sou o comandante da patrulha, não você. Abaixe a arma.
E vamos acabar com isto.
Cale a boca e põe a arma no chão! Vamos!
-Parado! -Pare de brincar, Paul.
Parado!
Está louco?
Põe a sua arma no chão.
Chute-a para longe!
Desculpe, mas o seu colega é um chato.
Sim, eu sei.
Você é um idiota.
Nina, o que está fazendo aqui?
Não se mexa.
-Nina, onde está o Max? -Onde está a Lily?
-Lily? -Onde está a Lily? -Nina, sou a Lily.
Só o Max me chama de Lily.
-Está mentindo. -Não, é verdade.
Sara Lily Muller. Entra. Mostro a minha identidade.
-Onde está o Max? -No carro.
Max.
Sou eu, Lily.
Ela te encontrou.
Sim.
Sim, ela me encontrou. Pega a mochila.
É apenas um sonho.
Um pesadelo.
Estou aqui, Max.
Não vou te deixar.
Eu prometo.
Isso é bom.
Já tirei o carro.
-Como ele está? -Está dormindo, sonhando.
Dormir vai fazer bem para ele.
-Foi o Max que te deu? -Não, foi o Rudi.
Do Rudi?
Rudi está morto.
-Não. -Estávamos escondidos na casa dele.
Mas eles nos encontraram.
A última vez que vi o Rudi
antes dele perder as pernas
ele me disse que queria parar,
que já tinha o suficiente,
e Max disse para ele que não podia abandonar a equipe.
E...
E quando isso aconteceu,
Rudi nunca o culpou.
Ele nunca se queixou.
Em vez disso continuou jogando para
que ele pudesse pegar o metrô de graça.
Você ama o Max?
Sim.
Sim, eu o amo.
Muito.
Mas era muito difícil conviver com ele.
Max
é um soldado, um guerreiro.
E ser um soldado
sempre esteve em primeiro lugar.
Pensava que podia viver com ele.
Eu o amava, e estava muito orgulhosa dele.
Mas de repente ele desapareceu.
Foi para uma missão, e eu não sabia onde ele estava.
Passaram-se semanas, meses, e eu não...
não sabia se ele estava vivo.
Ele não me podia ligar e dizer,
"Oi, Lily. Como está? Eu estou bem".
Essa foi a pior parte, a incerteza.
E de repente aparece de novo.
Geralmente, ferido e eu sempre tratava dele.
Mas eu não podia fazer perguntas para ele.
Ele podia ter testemunhado
algo terrível, ou perder um amigo.
Nunca falava nada comigo.
Ele nunca conseguia falar das coisas
que via ou como se sentia.
Depois de um tempo ficou...
muito difícil,
ou demasiado para...
Eu não sei.
Max não é mais um soldado.
Você acha?
Ele sempre foi um soldado. Ele sempre será um.
É a única vida que ele conhece, e no fim...
No fim, é tudo que ele vai ter.
Por que desejou "Feliz Aniversário"?
Porque eu ainda penso nele.
E porque sou uma idiota.
Max também é um idiota.
Ainda pensa em você.
Ele ouviu a sua mensagem,
mesmo com os policiais atrás de nós.
Ele ouviu a mensagem toda.
E eu vi a maneira que ele ficou.
Como ficou?
Triste.
Sara,
se não vê o Max há três anos
já teve outros namorados?
Nada sério.
Talvez ainda esteja apaixonada pelo Max?
Talvez deva tomar o seu chá.
Quando foi mais feliz?
Com o Max?
Sim, com Max.
Poucos meses depois de nos conhecermos.
Tinha acabado de terminar as minhas provas,
era verão, e estávamos na Inglaterra.
-Inglaterra? Sim.
Primeiro em Londres, depois em Brighton.
É um antigo resort à beira-mar com um cais,
uma bela praia e um parque de diversões.
Apaixonamos pelo lugar. E durante o mês inteiro
ficamos na cama e tomávamos o café da manhã.
Tinha herdado algum dinheiro e
prometemos um ao outro
que iríamos voltar um dia a Brighton
e abriríamos nossa cama para tomar café.
Mas não para os hóspedes. Apenas para amigos e familiares.
Ou seja, a minha família.
E me apaixonei pelo Max.
Isso é tão romântico.
Por que nunca fez isto?
Acho que foram apenas devaneios.
Max era um soldado,
não gerente de hotel, e...
Eu...
estava perdendo minha luta
pela justiça.
Acredita na justiça?
Nos tribunais? Não mais.
E na vida?
Acredito que quando você faz algo de bom
será recompensado.
E você? Quando foi mais feliz?
Estou feliz agora.
Aqui.
Dorme mais um pouco.
Eu vou fazer isso.
Nos vemos do outro lado.
Eu imaginava isso diferente vendo um ao outro novamente.
Eu também.
Muitas vezes me perguntei
o que teria acontecido se não tivesse sido soldado.
Sim, então
provavelmente não teríamos nos conhecido.
Certo.
Ficava tão bonito fardado.
Não quero mais discutir.
Eu também não.
Max!
-O que foi? -Lá fora.
Qual é o problema, Max?
Merda!
Nina, vamos!
Muito bem. Corram para o alto da colina,
depois para a floresta e continuem.
Depois de dois quilômetros há um campo aberto.
Por trás está a estrada.
Quando chegarem lá liguem ao Kurt ou Henri.
Aqui estão os números.
-Por que não vem conosco? -Porque não vou muito longe.
E porque sou mais útil aqui. Corram!
Eu te amo, Max!
Eu também te amo.
Nos encontramos no píer.
Max...
como é a sensação de estar numa guerra?
Está lá,
e tudo que quer é ficar vivo.
-E pensa nas coisas. -Como o quê?
Sobre as pessoas que ama.
Tudo o que está prestes a perder.
Tudo o que ainda queria fazer.
A sua vida passa como se fosse um filme,
e já tem tudo resolvido.
E de repente, uma voz interior diz,
Não. Ainda não quero morrer.
Não hoje.
-Merda! -O quê?
Saia depressa!
O conhecido empresário Thomas Backer
morreu junto com seu diretor de segurança
Nicholas Wulff. A polícia confirmou...
-Simplesmente explodiu. -Quem faria algo assim?
É um mundo cruel lá fora.
Mas agora está um pouco melhor.
Certo.
Está contente com as coisas que comprei para você?
Me dá um pedaço. Vamos lá!
A sua irmã é tão mesquinha.
O que você fez, querida?
Sua porquinha. Me dá o guardanapo.
O que está fazendo?
O que foi, pai?
Nada, minha querida.
Nada. Está tudo bem.
Falkner.
Viu a notícia?
-Quem é? -Alguém que sabe como você é fácil de ser subornado.
Foi você, certo?
Não, não tenho nada a ver com isso.
Vou te dizer o que aconteceu.
Conflitos armados na África ou no Oriente Médio. Você escolhe.
Backer entregava a ambos os lados.
Um lado não ficou satisfeito. Eles vieram para a Alemanha
e o puniram.
Não mexa com as pessoas erradas!
Ainda está ouvindo?
-Como vou resolver isso? -Não me importa como vai fazer.
Basta dizer outra mentira. É muito bom nisso.
Você se esquece de nós, e eu vou te esquecer.
Você me entendeu?
-Pai! -Vamos!
-Sim -Pai!
Vamos.
Em memória do cabo Martin Kadir Augustyniak
que deu a sua vida para salvar o seu companheiro ferido.
Este filme é dedicado a todos os
soldados que foram mortos, feridos
ou traumatizados no Afeganistão e seus familiares.
Para todos os nossos soldados que estão de plantão no momento.
EM MEMÓRIA DE TONY SCOTT
tradução: drcaio
- Equipe Art Subs - 4 anos fazendo Arte para você
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