All language subtitles for Count.Dracula[1977][BBC]DvDrip[Eng]-PREACHER

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Original subtitles

Vai escrever sempre?

Todo dia, Mina. Eu prometo.

E eu prometo aprender taquigrafia para poder ler suas cartas quando nos casarmos.

Jonathan! Hora de partir!

Sim, claro.

Jonathan, eu gostaria que a Boêmia não fosse tão longe.

Ora, Lucy, você vai aborrecer sua irmã.

Mas você nem a fala o idioma deles.

Mas percebe-se pelas cartas que o Conde fala bem o nosso.

Sei que vocês duas vão rir de sua velha mãe...

... mas fiz uns sanduíches para você, Jonathan.

Todo cuidado é pouco quando se viaja para o estrangeiro.

Obrigado, Sra. Westenra, é muita gentileza sua.

Bem, hora de ir.

Adeus, Jonathan.

CONDE DRÁCULA

Licença.

Algum de vocês fala inglês?

Fala inglês?

Eu falo um pouco.

Bem, quando saímos da pousada...

algumas pessoas apontaram para mim.

Assim.

O que significa?

O que quer dizer?

Dizem que é uma simpatia contra mau-olhado.

Por que eu precisaria dessa simpatia?

Onde o senhor vai descer?

Na entrada do Passo Borgo.

É importante que cheguemos lá antes da meia-noite.

Mesmo? Por que?

Não sabe que dia é hoje?

É 4 de maio, véspera do dia de São Jorge.

À meia noite, todos os espíritos malignos ganharão força.

Para onde o senhor vai depois que chegar no Passo?

Sou advogado e levo a escritura de uma propriedade na Inglaterra...

... para um Conde Drácula assinar. - Strigoi!

Não vá!

Minha senhora, eu tenho que ir.

Por favor, não se transtorne.

O senhor sabe que horas são?

Seis e meia.

Aqui é a entrada do Passo Borgo.

- Obrigado. - Vá com Deus.

"Pelo amor de sua mãe".

Devia haver uma carruagem esperando por mim.

Espere um momento.

Me disseram que haveria uma carruagem esperando por mim.

Lamento, não podemos esperar!

Mas vocês não podem me me deixar no meio do nada!

Bem-vindo a minha casa, Sr. Harker.

Entre de boa vontade e em segurança.

Conde Drácula?

Eu sou o Conde Drácula.

Queira entrar.

E, por favor...

... deixe aqui um pouco da felicidade que trás.

Não, permita-me.

Eu insisto. Você é meu hóspede.

É tarde e os criados não estão mais disponíveis.

Feche a porta.

Siga-me.

Obrigado.

Perdoe-me por não acompanhá-lo.

Eu já jantei.

Por favor, sirva-se à vontade.

Obrigado.

Um pouco de Tokai?

Aceito.

Desculpe-me a pergunta, mas...

esses pratos são de ouro maciço?

Eles têm quatrocentos anos de idade.

A nós, Boyars, interessa mais a significância histórica...

do que o valor ou utilidade deles.

Eles são muito distintos.

O senhor deve conhecer muito da história da Transilvânia.

Tudo que há para se saber.

Às vezes, acho que sei demais.

Ouça-os. As crianças da noite.

Que música elas fazem.

Bem, Sr. Harker...

fale-me sobre essa casa na Inglaterra que foi comprada para mim.

- Qual o nome dela? - Carfax.

Carfax. Qual a origem do nome?

É uma casa antiga, no distrito de Purfleet...

próxima do rio Tâmisa.

É quadrilátera, e cada um de seus ângulos corresponde aos de uma bússola.

O nome, então, é provavelmente uma corruptela do francês "Quatre Face".

Quatro faces.

Absolutamente correto, Conde.

E como o Sr. Hawkins a encontrou?

Minha cunhada conhece um médico na região.

- O senhor está noivo? - Sim, senhor.

- E sua noiva mora em Londres? - Sim, com a família.

Mas sempre viajam no verão.

Claro, o costume inglês. Vão para a zona costeira.

Viajam para Whitby, na costa de Yorkshire.

Sua casa é bem próxima do sanatório administrado pelo médico que mencionei.

- Dr. Seward. - A casa é velha. Fico feliz.

Uma casa não se torna habitável em um dia...

e, afinal, quão poucos dias se passam para que um século se complete.

- O Sr. Hawkins o elogia muito. - Muita bondade dele.

E acrescenta: "O Sr. Harker o atenderá no que for preciso durante sua estadia."

"E seguirá todas as suas ordens."

Creio que toda a documentação está em ordem.

Obrigado.

Dê-me.

Veja, já é manhã!

Que falta de consideração eu tê-lo mantido conversando.

Deve estar cansado.

Mas, amanhã, poderá dormir até quando quiser.

- Boa noite, Sr. Harker. - Boa noite, senhor.

Sr. Harker?

O senhor pode ir aonde quiser no castelo.

Contudo, as portas de certos quartos estão trancadas.

É evidente que o senhor não poderá entrar neles e nem deve tentar.

Eles estão trancados há gerações...

e só os senhores da casa sabem o porquê.

Respeite essa tradição, por favor.

- Bom dia!

Ou melhor, boa noite!

Você durmiu bem. Já anoiteceu.

Coisas idiotas.

Não devia confiar nelas.

O problema dos espelhos é que eles não refletem o bastante, concorda?

Você se cortou.

Uma dessas duas é sua noiva?

Sim, senhor. A da direita.

E a outra?

Sua irmã.

Uma escolha difícil. As duas são muito belas.

A literatura inglesa é a mais rica do mundo.

Mas, claro, eu sou tendencioso.

Tenho uma paixão pelo idioma inglês.

Gostaria de falá-lo impecavelmente.

Mas o senhor quase fala, Conde.

Esse "quase" me aborrece.

O senhor ficará aqui por um tempo para que eu possa aprender...

e esmagar esse "quase" definitivamente.

Por favor corrija qualquer erro gramatical que eu cometer.

Por menor que seja, corrija.

Francamente, eu esperava voltar para Londres...

assim que a venda da casa fosse concluída.

Não, o senhor deve ficar aqui por um mês, no mínimo.

Um mês? Realmente precisa que fique tanto tempo?

Só minhas necessidades devem ser consideradas.

Lembre-se das instruções de seu chefe.

Veja isso como um feriado.

Entendo, senhor.

Escreva para o Sr. Hawkins e sua noiva, se desejar.

Ou já o fez?

Não, não achei papel de carta em meu quarto

Tem papel de carta aqui na mesa. Sente-se, por favor.

Muito fino. O mais fino papel de carta.

Pode-se quase enxergar através dele.

- Sim, de fato. - Sim, de fato.

Perdoe-me, mas tenho muitos negócios a resolver...

antes de viajar para a Inglaterra.

Tenho que ir.

A propósito...

em circunstância nenhuma durma neste cômodo.

Muito bem, senhor.

Ótimo. Até amanhã.

Whitby.

Mina.

Eu estou enlouquecendo?

Não entendo, Sr. Hawkins. Não parece uma carta de Jonathan.

"Tudo está indo muito bem. Eu estou muito bem."

Nada sobre a viagem ou o que aconteceu.

O mesmo com a carta que ele me enviou.

Francamente, me surpreende que ele tenha que passar um mês.

Um mês? Ah, não!

O Conde solicitou que eu permaneça por um mês...

e como o senhor deseja que eu faça o que for conveniente para ele...

eu, naturalmente, concordei.

Ah, o que faremos?

Bem, se eu tiver qualquer outra notícia, com certeza a informarei.

Sim, claro.

Iremos para nossa casa em Whitby no fim-de-semana.

Permanecerei em contato, minha cara.

Obrigada.

Parece os velhos tempos, não é?

Quando todas vínhamos para cá nas férias escolares.

As mesmas canecas de chocolate quente.

Bem, querida...

foi uma das coisas que acabaram com seu sonambulismo.

Não faço isso há tempos...

Só adquirimos o hábito de beber chocolate quente.

E a senhor tem que adquirir o hábito de dormir cedo, mamãe.

A senhora sabe o que o Dr. Seward disse.

Ora, médicos...

mas acho que é mesmo hora de eu ir dormir.

Mas saibam que me sinto muito melhor.

- Boa noite, mamãe. - Filha.

- Boa noite, Mina. - Boa noite, mamãe.

- Boa noite. - Boa noite.

Você está mesmo preocupada com Jonathan?

Você não estaria?

Pobre Mina...

você está tão apaixonada e não entende nada dos homens.

E você entende?

Eu estava louca para te contar...

Recebi duas propostas de casamento!

- Eu sabia do Dr. Seward... - O nome do outro é Quincey.

Quincey P. Holmwood.

É um belo rapaz americano do Texas.

E tem uma posição importante na embaixada em Londres.

Como você o conheceu?

Essa é a parte constrangedora.

John Seward nos apresentou.

Com qual deles vai se casar?

Não tenho certeza.

Por que uma mulher não pode casa com dois homens?

Ou quantos a queiram.

Pouparia toda essa dor-de-cabeça.

Você realmente é impossível.

Querido John... acho que vai ser Quincey.

- Boa noite, Mina. - Boa noite.

E eu não me preocuparia com Jonathan.

Se eu conheço os homens...

ele deve estar se divertindo com o tal Conde.

Discutindo Direito, escrituras e negócios...

tudo regado a vinho da região.

Jonathan não é assim.

Eu só estava brincando.

- Boa noite, querida. - Boa noite.

- Vai escrever sempre? - Todo dia, Mina. Prometo.

Vá. Você pode ser a primeira.

Eu? A primeira?

Sim, você tem o direito.

Ele é jovem e forte.

Não toquem nele.

Nenhuma de vocês.

Nã o olhem para ele. Deixem-no.

Afastem-se. Afastem-se.

Você nunca me amou.

Você nunca amou.

Você nunca ama.

Claro que amei.

Venham.

Preciso dele por um tempo.

E depois vocês podem ficar com ele.

Ele será de vocês. Só de vocês.

Agora, vão. Devo acordá-lo.

E esta noite? Não nos dará nada?

Nada?

Imagino que esteja ansioso para voltar à Inglaterra.

Gostaria de voltar logo, é verdade.

Muito bem.

Escreva uma carta aos seus amigos dizendo que já saiu do Castelo...

e chegou em Bistritz, onde está aguardando a diligência.

Posso perguntar por que motivo, senhor?

O correio aqui é muito inconstante.

Escrever agora vai despreocupar o Sr. Hawkins e sua noiva.

- Conde Drácula? - Sim?

Me ocorreu um fato curioso.

Sim?

Não vi um só empregado desde que cheguei aqui.

Mas minhas refeições são servidas, minha cama é arrumada.

Estamos sozinhos neste castelo?

Sozinhos? Como alguém pode estar sozinho neste castelo?

Neste canto remoto, o passado...

o passado vivo está presente, cercando-nos.

Isso não responde minha pergunta, senhor.

Estou aqui há três semanas e nem uma vez saí do castelo.

Eu lhe teria mostrado a região com prazer...

se o senhor tivesse expressado interesse.

E quando seria isso?

Na calada da noite?

Nunca vi o senhor durante o dia.

Eu tenho uma grande propriedade para administrar.

Tampouco o vi comer.

Eu como sozinho.

E quem conduziu a carruagem?

Meu cocheiro.

O senhor está mentindo, Conde Drácula!

Está se descontrolando, Sr. Harker.

Quem me levou de volta a meu quarto ontem à noite?

De volta a seu quarto? Como assim?

Eu dormi por acidente na biblioteca...

testemunhei um pesadelo e acordei em minha cama.

Como fui parar lá?

E agora eu sou responsável por uma imaginação fértil?

E agora o senhor quer que eu escreva dizendo que já saí do castelo.

Por que?

Está me mantendo aqui contra minha vontade. Por que?

Para aperfeiçoar meu inglês, como o senhor sabe muito bem.

Mas, se deseja ir, assim que sua bagagem estiver pronta...

meu cocheiro estará à sua disposição...

para levá-lo aonde quiser.

Conde, você está brincando de gato e rato comigo!

Quero saber o motivo!

- Você não confia em mim? - Não, não confio.

E confiança é essencial nas relações humanas.

Dois eslovacos me deram isso. Está cheio de estranhos hieróglifos.

Dê uma olhada, pode diverti-lo.

E não esqueça de escrever a carta, como mandei.

Asilo de Purfleet Dr. J. H. Seward

Boa noite, Sr. Renfield.

Sim, doutor. Entre, por favor.

Veja o que tenho aqui.

Sim, é uma bela coleção de moscas.

Que eu tiver o bastante, vou começar a colecionar aranhas.

Para comer as moscas?

Exatamente.

O senhor precisa usar tanto de sua comida para atrair insetos?

Eu serei compensado.

Espero que sim.

Mestre, mestre, o senhor virá logo?

Abra esta porta!

Não! Para a Inglaterra? Nunca!

Lucy!

Acho que já está na hora de voltarmos, Lucy.

Para ver se o correio de hoje já chegou?

Não sei o que é, mas...

estou com um mau pressentimento sobre Jonathan.

Ele disse que escreveria todo dia.

Boa tarde, Srta. Mina! Srta. Lucy!

Boa tarde, Sr. Swales.

Ainda sentadas entre as lápides?

Tem idéia de quantas mentiras têm escritas nelas?

Olha aqui:

"Consagrada à memória de George Cannon...

morto ao cair dos precipícios de Whitby...

erigida por sua mãe enlutada, em homenagem a seu filho amado."

Francamente, Sr. Swales, não vejo graça nenhuma nisso.

Claro que não!

Porque você não sabe...

não sabe que a mãe dela era uma bruxa que o odiava...

porque ele era corcunda!

O jovem Cannon cometeu suicídio...

para ela não receber um seguro que tinha feito sobre a vida dele.

Ele ficou na beira desse precipício...

e estourou os miolos.

E foi assim que ele caiu do precipício!

Agora, aquela é uma vista perigosa!

Perigosa?

O céu! Vem ventania por aí.

Essas nuvens... já vi isso antes.

A tempestade chegando e crescendo.

Já vi isso antes.

Devo ir para casa e fechar as janelas.

Saudações, senhoritas.

Que velho engraçado!

Um pouco assustador.

Eu não acho, querida. Só excêntrico.

Ele precisa arranjar uma namorada.

Talvez ele tenha razão.

Veja aquela nuvem!

Nunca vi uma tempestade assim. É assustadora.

Adoro relâmpagos.

Sempre fico achando que algo empolgante vai acontecer.

Olhe!

- O que? - Acho que vi um navio.

- Onde? - Bem próximo das rochas. Espere.

- Ali! - Eu vi!

Está indo direto para as rochas.

Que terrível!

"Uma das intrigantes consequências da tempestade da noite passada...

foi a descoberta, de madrugada, da conhecida figura do capitão Swales."

O que?

"Seu corpo estava sobre uma lápide embaixo de um banco."

Nosso banco!

"Ele foi atacado fatalmente por um cão."

"Fica evidente, com a leitura do diário de bordo...

que a tripulação acreditava que um homem estranho...

estava assombrando o navio."

"Alguns fugiram com os botes e os demais se jogaram do barco."

"Foi então que o capitão se amarrou ao leme."

Não é emocionante?

Eu diria que é trágico.

Claro. Mas emocionante, também.

E assustador!

"A carga do navio incluía várias caixas cheias de areia...

destinadas a um advogado de Whitby, que as recebeu esta manhã."

O correio!

Acho terrível que Jonathan não esteja escrevendo direito para ela.

Não sei o que se passa na cabeça dos jovens!

Mamãe, podem haver várias razões.

E cartas se extraviam. Especialmente quando vem do exterior.

Não paro de pensar que aconteceu algo errado.

Três para mamãe...

uma para você, Lucy...

e eu recebi uma do Sr. Hawkins.

É de Quincey! Ele vem passar o fim-de-semana!

Que bom! Vai ser ótimo para você, querida.

- Mina? - Praticamente nada.

O Sr. Hawkins recebeu uma carta de Jonathan.

E o que dizia?

Que ele está a caminho de casa, esperando a diligência em Bistritz.

- Quando ele vai partir? - 18 de junho.

Mas ele já devia ter chegado há semanas!

Lucy! Qual o problema?

Acorde.

Acorde agora, Lucy! Acorde!

O que estou fazendo aqui?

Você teve um ataque de sonambulismo, querida.

Está tudo bem.

Vou te levar para casa.

Está tudo bem!

Levante.

Deixe-me afrouxar isso.

Venha, Lucy. Vamos para casa.

O frio vai passar logo. Está tudo bem.

Mina, por favor, você tem que prometer...

- Ora, Lucy, você não acha... - Não.

Por favor...

Você sabe que mamãe está doente. Isso só a transtornaria...

Não conte a ela!

Muito bem, querida. Prometo.

Venha. Vamos dormir.

- Que descuido o meu... - O que foi?

Quando mexi no broxe, devo ter furado você.

Eu não senti nada.

Por que não está comendo nada, querida?

- Não é nada demais, mãe... - Mas você está tão pálida!

Ela não está pálida, Quincey?

Com certeza.

Para falar a verdade, estou com uma dor-de-cabeça...

Deve ser a emoção de ver Quincey de novo.

Calma aí, mocinha!

Espero não provocar sempre esse efeito em você!

Por que não vai dormir, querida?

Acho que vou, se ninguém se incomodar.

Menina sensata!

- Boa noite, querida. - Boa noite, mãe.

Boa noite, meu bem.

Espero que esteja se sentindo melhor amanhã.

Tenho certeza que sim.

Amanhã, vamos andar de barco. Vamos nos divertir muito!

Claro. Boa noite.

Quincey, você não sabe como estamos preocupadas!

Num dia, tão alegre e tão cheia de vida...

no outro tão pálida e... ah, eu não sei...

Não está na hora de ela ver um médico?

Sim. Acho que devíamos voltar logo para Londres.

- Você se incomodaria, querida? - Não, claro que não.

E, então, Jack Seward poderia examiná-la.

Justamente o que pensei.

Bem, Mina, está uma noite tão linda!

Por que você não leva Quincey para ver o porto?

Talvez o consulado americano em Budapeste possa

ajudar a descobrir o que aconteceu com Jonathan.

- Você acha que sim? - Vale a pena tentar.

Acho que podem começar a investigar em Bistritz.

Não foi de lá que ele deu notícias pela última vez?

Sim. Eu agradeceria. Estou tão preocupada.

Vou mandar uma mensagem assim que chegar em Londres.

Obrigada.

- Vamos voltar? - É, o clima está ficando meio fechado.

Vamos indo.

O que houve?

Aí está você!

Sim. Sim, querida.

Eu devia estar sonhando.

Sim, querida. Me conte amanhã.

Eu não vou conseguir lembrar amanhã.

Era uma coisa alta...

com olhos vermelhos...

e havia algo doce no ar...

e ao, mesmo tempo, muito amargo.

E então minha alma pareceu sair de meu corpo...

e flutuar pelo quarto.

E então, você veio e me colocou na cama.

Meu eu vi você fazer isso antes de sentir.

Não é estranho?

Quin apareceu em seu sonho?

Quin?

Quincey, Lucy. O homem com quem você vai se casar.

Quincey?

Não, eu não creio que era Quincey.

- Bowles? - Senhor?

Tem idéia do que diabos está havendo ali?

- Em Carfax, senhor? - Sim.

Eles passaram a tarde toda descarregando.

Essa caixas parecem pesadas pra caramba!

Que diabos há nelas?

Eu entenderia se estivessem descarregando móveis. Mas isso?

Não foi um cavalheiro estrangeiro que comprou o lugar, senhor?

O homem que o Sr. Jonathan foi visitar no exterior?

Sim.

Vou contar quem ficou fascinado com toda essa movimentação.

- Quem?

- Renfield? - Mesmo?

- Hora dos exames da tarde, senhor. - Sim, claro.

Se um pássara come 50 aranhas e cada aranha come 50 moscas

e cada mosca é uma vida, quantas vidas tem esse pássaro?

Sr. Renfield?

Como vai seu experimento?

Moscas, aranhas, pássaros!

Sim, estou vendo!

Como conseguiu pegá-los?

Foram enviados para mim.

Por quem?

Não estou autorizado a revelar.

Vejo que as aranhas conseguiram comer a maioria das moscas.

Naturalmente.

- Dr. Seward? - Sim?

Posso possuir um gatinho?

Ora, vamos, você não pode fazer isso. Cuspa fora!

Por que? Ela é muito nutritiva.

Está cheia de vida. Vai dar vida a mim!

Deixe-o, Bowles. Deixe-o.

Um gatinho, por favor. Dr. Seward, por favor.

Sente-se aqui. Sente-se.

Não acho aconselhável, Sr. Renfield.

Não no momento.

Vou lhe dar um calmante. Espero que o senhor tome.

Claro que sim, doutor. Sei que o senhor é meu amigo.

Farei o que o senhor mandar.

Obrigado.

Bowles logo trará seu almoço.

Hora do jantar!

Sr. Hawkins! O senhor está sorrindo! São boas notícias?

Sim. Jonathan está a salvo.

E ele está vindo para casa?

Não, minha cara. Ele está em Budapeste.

Recebi uma mensagem do consulado americano de lá.

Sim, foi Quin quem providenciou. Mas por que Jonathan não deu notícias?

Ele estava muito doente, minha cara. Está hospitalizado.

Hospitalizado? O que houve?

Um terrível colapso nervoso, aparentemente.

Tenho que ir até ele.

Já tomei a liberdade de providenciar sua viagem.

Mandarei suas passagens por um mensageiro.

Deus te proteja, minha cara, e tenha uma boa viagem.

Tenho que contar a minha mãe imediatamente.

E então tenho que arrumar as malas.

Obrigada, Sr. Hawkins. Obrigada.

Eu soube que Mina finalmente teve notícias de Jonathan.

Calma. Estamos quase terminando.

Olhe para cá. Para cima.

Sua mão.

Pronto. Acabou. Totalmente indolor.

Há algum problema sério comigo, John?

Nada que eu tenha percebido até agora.

Não nenhum dos sintomas de anemia.

Conte isso a mãe e Quincey. Estão tão preocupados.

Certamente que sim.

E obrigada por ter vindo até aqui.

Minha cara Lucy...

Não sabe que fico sempre feliz em vê-la?

Boa noite, John.

Vou procurar uma segunda opinião.

Por que, Jack? Temos total confiança em você.

Obrigado, Quincey, mas há certas doenças que não são minha especialidade.

Quem você sugere?

Acho que posso convencer meu antigo professor a vir de Amsterdã.

Ele não só é um bom amigo, mas brilhante em diagnósticos.

E especialista em doenças obscuras.

Adeus, Sra. Westenra. Por favor, não se preocupe.

- Adeus, Quincey. - Adeus, Jack.

O correio, por favor. Rápido!

Lucy? Permita-me apresentar o Professor Van Helsing.

Permita-me dizer que é uma honra conhecer uma jovem

que é amada por tantos.

Obrigada.

É este é o Sr. Holmwood.

Ah, o felizardo futuro noivo.

"É o amor que faz o mundo girar", e como a maioria dos...

- Clichês. - É verdade.

Uma coisa me chamou a atenção:

há muito menos sujeira em Londres do que na última vez que estive aqui.

Professor, o senhor já me faz sentir melhor.

Viu? Aquele terrível Dr. Seward disse

que você está horrivelmente pálida. Que sabe ele sobre mulheres?

Não fale assim de John.

Tem razão, Srta. Westenra,

pois ele teve a bondade de me hospedar no asilo.

Mas os jovens não se abrem com os jovens.

Mas comigo, que sou velho e já vi muitas tristezas...

as jovens falam.

Lucy, devo advertir-lhe sobre os sofismas do Prof. Van Helsing.

Sra. Westenra...

peço-lhe que leve estes dois jovens lá para baixo e lhes ofereça

uma taça de xerez. - Sim, claro.

Venham, vocês dois.

Srta. Lucy, agora teremos uma agradável conversa, certo?

- Sim, Professor. - Ótimo.

Então, repassemos os fatos que conhecemos.

Não há causas funcionais, nem histórico de anemia e etc.

Mas, claro, há uma causa para tudo. Por exemplo...

notei que você fica tocando na garganta.

Por que faz isso?

E por que usa essa fita de veludo no pescoço?

É a moda, Professor. E foi Quincey quem me deu de presente.

- Ele deve ficar feliz quando você usa. - Fica, sim.

Mas já que ele não está aqui agora, você pode tirá-lo.

Claro.

Não devia esconder tão belo pescoço.

Essas marcas foram causadas por minha irmã, em Whitby.

Quando ela colocou um lençol em torno de mim.

Há quanto tempo foi isso?

Algumas semanas.

- Doeu? - Não.

E veio a doer depois?

Não.

Por que motivo sua irmã cobriu você com um lençol?

Estava frio.

E?

Eu estava tendo uma crise de sonambulismo.

Entendo. Isso explica tudo.

E quando dorme, você tem sonhos?

Sim. E na hora, eles me assustam.

Mas, de manhã, não consigo lembrar de nada.

Acha que a causa podem ser dúvidas sobre seu casamento?

Eu amo muito Quincey.

Ótimo. Só mais uma coisa.

Você me permite examinar seus dentes e sua garganta?

- Claro. - Ótimo.

Pronto. Terminei.

Mas voltarei em um dia para ver se você está melhor.

Para poder me encantar novamente.

- Au revoir. - Au revoir, Professor.

- Aceita um chá. - Não, obrigado.

Depois de só um exame, não quero diagnosticar ainda...

mas uma idéia está me ocorrendo.

Quando voltarmos ao asilo, John, vou pedir por telégrafo alguns dos

meus livros e então desvendaremos o mistério.

Certamente que sim.

Até lá, me avisem imediatamente se houver alguma mudança.

- Como ela está, Jack? - Precisa de uma transfusão de sangue.

Então eu doarei. Daria até minha última gota de sangue por Lucy.

Não peço tanto, mas vamos nos preparar. Tire o casaco e arregace as mangas.

Agora, mocinha, eis seu remédio.

Eu a levantei para que possa engolir com facilidade.

Vamos. Beba tudo, como uma boa menina.

Boa noite!

Mestre.

O que o senhor me oferece?

Mais insetos. Com aço e safiras em suas asas.

Mariposas, com ossos e caveiras nas costas.

Sangue. Sangue. Vida.

Anos de vida.

Senhor e Mestre.

Dê-me vida eterna.

Hora de apagar as luzes.

Onde está o doutor?

Não está aqui esta noite.

Pegue uma camisa-de-força!

Pegue bandagens! Ele cortou meu pulso!

Sangue é vida! Sangue é vida!

Concordo que usar alho pode parecer bobagem, mas sinto...

a presença de algo maligno e devo tentar tudo para combatê-lo.

O mal não vai desaparecer simplesmente porque o reprovamos.

Mas que mal é esse?

Acredito que há um monstro entre nós.

Quem é, de onde vem ou que forma assume, não sei dizer.

Mas de uma coisa estou certo: devemos descobrir.

E ainda assim, só Deus sabe se teremos tempo para detê-lo.

- Essas são para você, Srta. Lucy. - Para mim?

Mas não são para brincar. São medicinais.

- Vou ter que comê-las? - Não, não faça careta.

Não são para consumo.

Esse colar é para usar em torno de seu pescoço.

Para ajudar a dormir.

Com a flor-de-lótus, vai fazer você esquecer seus problemas.

O senhor deve estar brincando. Essas flores são de alho.

Eu não brinco. Há propósito em tudo que eu faço.

E advirto-lhe: não me atrapalhe.

Cuide-se, pelo bem dos outros se não for pelo seu.

- Desculpe. - Minha cara Srta. Lucy, perdoe-me.

Pode haver muita virtude em uma flor tão ordinária.

Agora, John, pegamos mais e repetimos o processo ao redor...

da fechadura e da...

- Ombreira. - Isso, ombreira da porta.

- Isso é...? - O que, Srta. Lucy?

Isso é algum tipo de feitiço?

Um feitiço, sim, talvez não seja mais do que isso.

Cuidado para não tirar isso de seu pescoço...

e mesmo que o quarto fique muito abafado...

em circunstância nenhuma abra a porta ou a janela quando vier dormir.

- Prometo. - Terminou, John?

- Acho que sim. - Ótimo. E aqui?

Acho que não devemos contar nada do que fizemos à mãe de Lucy

- Só vai deixá-la mais ansiosa. - Concordo.

Se fizerem qualquer pergunta, diga que foram ordens do médico.

Tudo bem.

Esta noite poderá dormir em paz e amanhã John e eu viremos ver...

se meu feitiço funcionou. Boa noite!

Não me deixem!

Querida, vai ficar tudo bem. Devemos confiar no doutor.

Boa noite.

Mãe!

Meu Deus!

A luta foi demais para ela.

Queria que ela não tivesse insistido em ir ao funeral.

Só serviu para transtorná-la.

Que pode ter acontecido...

para fazer a Sra. Westenra morrer de choque?

Provavelmente, jamais saberemos.

- John, olhe! - O que?

A garganta! Cadê as marcas que estavam nela por quase um mês?

Meu Deus, elas sumiram completamente.

Da noite para o dia?

Ela está morrendo. Vá chamar Quincey.

Sim, claro.

Quincey, meu amor...

fico tão feliz que tenha vindo.

Não. Segura a mão dela. Vai confortá-la mais.

Fui ver a casa de novo, querida.

Vai estar pronta para a mudança assim que voltarmos da lua-de-mel.

Quincey... Quincey, meu amor...

Estou tão feliz por você ter vindo.

Beije-me!

Não, por sua vida!

Professor... meu amigo verdadeiro...

Proteja-o...

e lhe dê paz. - Prometo, minha cara jovem.

Venha, Quincey. Pegue a mão dela.

E dê-lhe um beijo na testa. Mas, só uma vez.

Acabou. Ela está morta.

Deus... Por que? Por que!?

Venha, Quincey, olhe para ela...

Olhe bem para ela.

- Ela não parece mais estar doente. - Deus é misericordioso.

Ela está em paz. E é o fim.

Não é assim, infelizmente. É apenas o início.

Não é maravilhoso estar em casa novamente, querido?

Houve momentos em que achei

que jamais veria você ou a Inglaterra novamente.

Aposto que mamãe e Lucy ficarão supresas...

quando contarmos que nos casamos.

Começaremos a procurar uma casa imediatamente.

- Mina, prometa-me uma coisa. - O que, querido?

- Prometa-me... - O que?

Prometa-me que nunca vai cozinhar frango com paprika.

Paprika hendl? Nein, nein.

Agora, meu bom homem, quanto estou devendo?

Meu Deus!

- Que foi? - Olhe!

- É só a carruagem indo embora... - Não, ele não aceitou dinheiro e...

É ele!

Jonathan, está tudo bem. Não há nada errado.

Mas você não entende. Era o Conde Drácula!

Sim, querido. Vamos entrar.

Meu Deus! E eu achei que tinha imaginado tudo!

Não houve como avisá-la quanto a doença havia piorado.

- Quando foi o funeral? - Anteontem.

Que terrível regresso, meus jovens.

Podem acreditar que fizemos tudo o que podíamos.

Dr. Seward e eu temos uma missão. Devemos nos retirar.

As velas, John. Por favor, acenda.

O que está fazendo?

O que você está vendo.

E depois?

Cortar a cabeça dela.

O que? Mutilar o corpo dela? Por que? É monstruoso!

Amigo John, eu sei que a amava, mas há certas coisas...

que você desconhece. Não faço nada sem bom motivo.

O corpo não está aí.

Boa lógica, até o momento.

Vamos.

Agora, eu lhe direi o que acredito...

e então devemos falar com Quincey.

- Ladrões de corpos. - E a chave da cripta? Não.

Tente novamente, meu jovem amigo.

John, olhe.

Meu Deus...

Rapazinho, o que está fazendo aqui?

Estava brincando com a moça buíta.

- Buíta?

Quer dizer "bonita"?

- Sim.

Não acha que está na hora de ir para casa?

- Sim. - Ótimo. O que é isso?

É para mim? Obrigado.

Suba aqui e vamos embora.

Que rapazinho bonito!

Eu estava com a moça buíta.

Meu Deus.

Não tão cedo!

Primeiro, tenho que perguntar:

Está disposto a acreditar no que John Seward e eu contamos?

Sinto muito, Professor, mas acho isso impossível!

As feridas no pescoço da criança...

não sugerem nada semelhante à morte da Srta. Lucy?

Está dizendo que as feridas no pescoço da criança...

foram causadas do mesmo modo que as de Lucy?

Infelizmente, não, não estou.

Então que raios você está dizendo?

Elas foram causadas pela Srta. Lucy.

Você está louco.

Ela já se juntou às fileiras dos mortos-vivos.

Os mortos-vivos?

Os nosferatu.

Os mortos que andam. Aqueles que não podem morrer.

Que estão amaldiçoados com a imortalidade.

Que devem vagar era após era fazendo novas vítimas...

Multiplicando os males do mundo.

Quincey, ela se tornou vítima de um vampiro.

E é agora, ela própria, uma vampira.

E agora, devo contar-lhe a coisa terrível que proponho fazer.

Olhem!

Deus, não! Essa não pode ser Lucy!

Não sua Lucy, meu amigo. Não.

Venha comigo, Quincey.

Venha, meu amor.

Deixe esses outros e poderemos descansar juntos pela eternidade.

Responda-me, amigo Quincey:

Devo prosseguir com meu trabalho?

Está amanhecendo. Podemos começar nosso trabalho.

John, as valises.

John.

John, por favor. Obrigado.

Olhe, Quincey.

Quando esta morta-viva se tornar realmente morta...

sua alma será novamente livre...

e ela poderá tomar seu lugar entre os anjos.

Será uma mão abençoada que dará os golpes.

Bravo amigo, um momento de coragem e estará feito.

Então, coloque a ponta sobre o coração, assim...

pegue a estaca com sua mão esquerda...

o martelo com sua mão direita...

e quando eu começar a ler a prece dos mortos...

desfira o golpe, em nome de Deus...

para que a morta-viva possa deixar de existir.

Está feito.

Quincey, está terminado. Está terminado.

Eu... eu estou bem, Jack.

Ótimo.

Venha, Quincey. Deixe-me mostrar-lhe algo.

Está vendo?

Não mais ela é uma morta-viva do demônio...

mas uma verdadeira morta de Deus, cuja alma está com Ele.

John, leve Quincey para casa. Dê-lhe um brandy forte.

Faça-o descansar.

Eu completarei o exorcismo e nos encontraremos amanhã.

Venha, Quincey.

Então, não há dúvida nenhuma de que o diário do Sr. Jonathan

e o relato da Sra. Mina dos dias passados em Whitby provam

que o Conde Drácula é um vampiro e está neste país.

Dúvida nenhuma.

Certo. Sua viagem para Whitby foi proveitosa?

Creio que sim.

Falei com o comandante da zona portuária e com

um advogado local.

50 caixas de terra foram retiradas dos destroços do navio.

E entregues em Carfax.

Não entendo o significado dessas caixas ou da terra.

É só em terra que já foi benzida, que já foi...

Consagrada?

Exato, obrigado. Terra que já foi consagrada que o vampiro...

que o vampiro pode encontrar abrigo.

E de onde vem essa terra?

Dos túmulos do Castelo Drácula.

Para as criaturas dele e as criaturas destas...

É tudo solo consagrado aos olhos de Deus.

E devemos destruir esse terrível e misterioso inimigo.

Lutaremos? Que dizem vocês?

Respondo por Mina e por mim.

Pode contar comigo, Professor.

Farei tudo o que puder, é claro.

Pequena mosca.

Como brincadeiras de verão, minha mão despreocupada

a espantou.

Não sou eu uma mosca como ti, nem tu um homem como eu?

Pois eu danço, bebo e canto até que uma mão cega interrompa...

interrompa meu vôo.

Sr. Renfield?

Gostaria de apresentá-lo à Sra. Harker.

Boa noite!

Como vai?

O senhor é um médico, senhora é uma mulher...

eu sou um exemplo de homem que já teve uma estranha crença.

Verdade, Sr. Renfield? Que crença?

Eu costumava acreditar que, consumindo uma pluralidade

de seres vivos, poderia prolongar minha vida por infinitamente.

- Não é verdade, doutor? - É verdade, Sr. Renfield.

E o senhor não tem mais essa crença?

Tenho um conselho que diz respeito à Madame Mina.

A ajuda dela foi extremamente importante, mas a partir de agora...

ela não deve mais participar desse assunto terrível.

O risco é muito grande, ela é muito preciosa...

e nós, homens, agiremos mais livremente...

sabendo que ela não corre perigo.

Muito bem. Vou levá-la de volta a Hampstead e retorno para cá.

John, pegue as chaves-mestras e abra essa fechadura.

Parece que o Conde tem mania de

esconder suas caixas em locais sagrados.

Jonathan, você conhece o layout da casa e do terreno.

- Jonathan, há uma capela? - Há, sim.

Ótimo. Leve-nos até lá.

In manos tuas, Domine.

- Deus do céu! - O mau-cheiro!

Cada respiração aqui diz que o monstro habita este lugar.

- Olhe! - Sim.

Venham, rápido.

Abriremos as caixas uma por uma e eu esterilizarei a terra.

- Como, Professor? - Com isso.

Hóstia consagrada. Eu tenho permissão.

Com partículas da hóstia...

eu esterilizarei as caixas e as santificarei...

para que ele nunca mais possa se deitar nelas.

Venha, Quincey, abra a valise. Vamos ao trabalho, rápido.

- Meu Deus, olhe! - O que foi?

- Ali! - Ali, no canto!

Você é tão jovem. Tão linda.

Então, após nossa visita de ontem à noite a Carfax...

pelo menos sabemos que 29 das 50 caixas...

foram santificadas e são inofensivas.

O Conde não pode mais encontrar refúgio nelas.

Mas, onde estão as 21 que foram tiradas de lá?

Desculpem o atraso.

A pobre Mina não está se sentindo muito bem.

Falei para ela ficar deitada mais um pouco.

John, Mina está muito ansiosa para falar com Renfield novamente.

Ela acha que pode haver uma ligação entre ele e o Conde.

Que talvez ele fale abertamente com ela.

Que acha, Professor?

Não sei. Pode funcionar. Pode ajudar.

Obrigado. Ela acha que à noite pode ser o horário mais propício.

- Muito bem. Eu providenciarei. - Ótimo.

Entrei em contato com Carter & Patterson.

Eles pegaram as 21 caixas em Carfax...

e as levaram para um endereço em Mayfair.

218 Chesterfield close.

Mayfair! Muito bem, jovem Quincey.

Será nosso próximo local de visita.

- Aceita uma xícara de chocolate? - Obrigado, Professor.

Tem uma jovem aqui para vê-lo, Sr. Renfield.

Estarei por perto quando quiser ir embora. Está entendendo?

Obrigada.

- Boa noite, Sr. Renfield - - Quem é você?

Sou a Sra. Harker. Nós conversamos ontem.

Onde?

No jardim. Eu estava com o Dr. Seward.

Fiquei muito interessada sobre o que disse sobre vida eterna.

Você está diferente hoje.

Estou?

Muito diferente.

Fale-me mais sobre suas teorias. Moscas e aranhas e etc.

As asas da mosca são típicas dos...

poderes aéreos das faculdades psíquicas.

Sim, a analogia faz sentido.

Os antigos acertaram em tipificar a alma como uma borboleta.

Está interessado em almas, Sr. Renfield?

Claro que não.

Vida é tudo o que quero.

Mas cada vida não possui uma alma?

- O que? - Até uma mosca ou um pardal?

Pode alguém tirar uma vida sem ser responsável pela alma?

Por que você insiste em ficar falando sobre almas?

Não quero saber de almas!

Tive um sonho terrível noite passada.

Você está tentando me confundir!

- Sr. Renfield, pode me ajudar? - Por que?

Eu sinto que nos entendemos.

Nesse sonho que tive...

cães estavam latido na noite...

tive a impressão de ouvir o senhor gritando...

protestando...

não consegui entender o que o senhor dizia.

Sonhei que minha vida estava sendo sugada lentamente.

E quando eu não tivesse mais sangue...

minha alma nunca encontraria paz.

- Sua alma? - Sim.

O que acha, Sr. Renfield?

Será que de algum modo eu...

poderia ser tão pecaminosa...

a ponto de ter que passar a eternidade no purgatório?

Peço a Deus para nunca mais ver seu doce rosto novamente.

Que ele a abençoe e proteja.

- Agora vá. - Adeus, Sr. Renfield.

Dr. Seward...

Dr. Seward! Dr. Seward!

Deve me deixar sair daqui imediatamente!

Sair, Sr. Renfield? Por que?

Agora! Neste momento!

Que me levem numa camisa-de-força! Acorrentado!

Para uma prisão! Mas deixe-me ir!

A Sra. Harker disse algo que o aborreceu?

Se eu fosse livre, não hesitaria em dizer, mas...

não sou meu próprio senhor!

Deixe-me ir!

Receio que teremos que aguardar até amanhã para discutir isso.

Não sou um louco delirando!

Sou um homem são lutando por sua alma!

Ora, vamos, Sr. Renfield! Chega disso!

Vá para o seu quarto. Tente se comportar mais discretamente.

Dr. Seward, espero que me faça a honra de lembrar...

quando esta noite acabar, que fiz o que podia para convencê-lo.

Eu poderia ser tão pecaminosa...

a ponto de ter que passar a eternidade no purgatório?

Por que você recusou o que lhe enviei?

Não quero você aqui.

Por que?

"Se pensamento é vida, força e vigor...

e falta de pensamento é a morte...

então eu sou uma mosca feliz...

se eu viver ou se eu morrer."

Você devia estar muito feliz que o que te enviei.

Você não me enviou nada.

Olhe para mim. Olhe para mim!

Eu te enviei um ser humano...

uma pessoa viva...

ele foi iniciada. Tire dela e dê para ela.

Vocês dois viverão eternamente.

Deus, dê-me forças!

Ele já demonstrou antes esse estado de excitação...

quando, por exemplo, pediu um gato. Essa excitação...

Eu não quis enviar a alma dela para o purgatório...

De quem?

Ele já começou... a Sra. Harker...

Meu Deus! Mina!

Vá atrás dela...

Oh, Meu Deus! Leve minha alma para seu seio.

Bowles, pegue minha carruagem! Rápido!

Temos que ir para Hampstead!

Acorde! Acorde, Jonathan!

Seu marido não vai despertar!

Preciso de seu sangue.

Preciso.

Por favor...

Não ajude esses homens a lutarem contra mim.

São tolos supersticiosos. Estão perdendo há 2000 anos.

Você sabe o significado do "beijo"?

Você é nutrição para mim...

sangue do meu sangue... carne da minha carne...

minha bela prensa de vinho...

Cruzaremos terra e mares juntos...

Terra e mares...

Venha.

Tome de mim... Tome...

Beba! Beba!

Vida!

Tolos! Tolos!

O que houve?

Jonathan!

Deus! Não!

Impura, impura!

Professor, o que está fazendo aqui? John!

O Conde esteve aqui!

- Por que não me acordou? - Eu tentei! Eu tentei!

Minha, esse sangue!

Não toque em mim!

Não devo tocá-lo! Não devo beijá-lo!

Madame Mina, não tenha medo! Deus vai protegê-la!

Garantiremos sua segurança...

tocando sua testa com a Santa Eucaristia.

In nomine Patris, et filii et Spiritus Sancti...

Impura! Até o todo-poderoso me rejeita!

- Professor? - Obrigado.

Segundo meus livros, ele era um homem extraordinário...

soldado, estadista astucioso...

nenhum ramo de estudo era difícil demais para ele...

e parte de seu cérebro sobreviveu a sua morte.

In nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti, Amen.

Mas ele não escapará.

Nós o encurralaremos e fincaremos uma estaca em seu coração

Peço a Deus que seja eu quem o faça!

Deus agirá de sua própria maneira e em seu devido tempo.

Retro me, Satanas!

Sim, fica tudo mais convincente em latim, não é, Professor?

Você ordenou que eu me afastasse.

Estamos nos protegendo de seu toque.

Usando uma cruz como talismã.

Um instrumento de tortura e humilhação.

Um símbolo da provação pela qual nossa fé cristã é testada!

Vocês procuram me destruir. Por que?

Por causa do que você é e do que você fez!

Precisamos sobreviver. Todos nós.

Sangue humano para mim, carne cozida para vocês.

Qual a diferença?

A diferença entre o bem e o mal!

Estou preso a esta terra. Faço dela o meu domínio.

Vocês morrerão, após um lapso temporal miserável.

Eu tenho séculos diante de mim.

Por que, em nome de Deus, você saiu de seu castelo?

Devemos recrutar discípulos, como seu líder fez.

Você não vai capturar mais nenhuma alma.

Almas? Não há sangue para se beber de almas...

se é que tal coisa existe.

Juramos livrar o mundo de você!

Não será fácil.

Eu não morro, como a abelha, após atacar uma vez.

Eu me torno mais forte.

Vampiros são nutrição uns para os outros.

Nutrição bela e fundamental.

E sua esposa, Sr. Harker, já é minha.

Vocês acham que me deixariam se um lugar para descansar?

Sei que vocês devem lutar. Mas não deve ser uma luta de ódio.

A pobre alma que provocou toda essa miséria...

é a mais patética de todas.

Mina, como pode dizer tal coisa?

Se eu pudesse mandar a alma dele para o fogo do inferno, eu o faria.

Quieto, Jonathan!

Deve ter misericórdia dele...

assim como, como um dia, talvez deva ter misericórdia de mim.

Além disso, acredito que o Conde pode, de algum modo...

me forçar a contar o que sei e ajudá-lo contra vocês.

- Não acredito nisso. - Não?

Você acha que eu não me olho no espelho?

Meu bem, por favor...

Sim, temos que encarar os fatos, por mais desagradáveis que sejam.

Diga-me, quantas caixas encontrou em Abernathy?

- Oito. - E em Mile End?

- Quatro. - E consagrou todas?

- Sim. - Resta uma caixa.

Madame Mina, você é a mais sábia de nós.

Então, diga-nos: onde acha que está a última caixa?

Só há um lugar onde ele se sentiria realmente seguro.

Não devemos estar longe de nosso destino.

Pegaremos um atalho. Vamos!

- Madame Mina? - Sim, Professor?

Como sabe que este é um atalho para o Castelo Drácula?

Pelo relato de Jonathan sobre a viagem, é claro.

Ah, sim. Sim, claro.

Sua refeição está pronta, Professor.

Ótimo.

Esplêndido!

- Aqui está. - Que ótimo. Obrigado.

- E a sua, minha chef?

Não. Confesso que estava com tanta fome que já comi.

Perfeito!

Frio. Estou com frio!

Está quase amanhecendo! Venha para perto da fogueira...

Madame Mina, e se aqueça.

Venha!

Não posso!

Sim, o senhor está seguro aqui!

É pela senhora que temo.

Por mim?

Ninguém está mais protegida delas do que eu.

Eu também sou uma das irmãs delas.

Venha... Venha...

Irmã, venha conosco...

Obrigada. Eis o sol!

Sim. Louvado seja Deus!

Agora você pode dormir em segurança, Madame Mina.

Até que o sol se ponha novamente.

Aonde vai, Professor?

Tenho trabalho a fazer no castelo.

Jonathan! Acho que devemos seguir por aqui.

Certo.

A hora chegou, Madame Mina...

- Está com medo? - Não, claro que não.

Estou em suas mãos.

Estamos ambos nas mãos de Deus.

Madame Mina, muito bem!

Madame Mina, rápido! Rápido, venha!

Quincey!

Quincey, você está ferido?

Rápido! Rápido, John! A caixa!

Rápido! Mais um instante e o sol vai se pôr!

Pôr-do-sol!

Jonathan, espere.

Do pó ao pó, das cinzas às cinzas...

Olhe! A cicatriz sumiu!

Jonathan, é mesmo verdade?

É verdade.

Você não tem mais nada a temer.

Obrigado, Deus, por nos proteger, por todas as suas misericórdias...

e por nos escolher para ser seus instrumentos para o bem.

Amém.

Tradução e sincronia: Kurt Breichen

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