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Original subtitles

- Sim? - Loja de conveni�ncias.

Srta. Judith! Encomenda!

J� est� pago. Pegue-o, Pop.

Depois que sair para jantar, eu vou voltar...

e terminar de consertar o encanamento.

Est� bem.

Usarei minha chave-mestra.

N�o se preocupe com nada.

Obrigada por tudo. Boa noite, Pop.

Boa noite.

Loja de conveni�ncias outra vez.

Acho... que entreguei o pacote errado.

Um minuto a mais e eu j� estaria no banho.

- N�o, meu nome est� aqui. - Desculpe.

NO SIL�NCIO DE UMA CIDADE (1956)

PERGUNTE � M�E

Sr. Mobley, entrar� no ar dentro de 15 minutos.

S� um minuto, Gus.

Rapaz...

prepare a c�pia para o ponto eletr�nico.

Por favor, Sr. Mobley.

"Sempre alerta para informar..."

Escrit�rio do Sr. Loving.

Diga a seu chefe para parar de debru�ar-se sobre seus ombros...

enquanto est� ditando.

Cale-se, seu sem-vergonha!

Quer um drinque mais tarde?

- Em sua casa? - N�o, n�s j� tentamos l�!

O que sugere, o Madison Square Garden?

Sinto muito, Sr. Loving. Esse Mobley! J� lhe disse mil vezes...

Francamente, Nancy, eu n�o o censuro.

�s vezes desejaria que estas paredes n�o fossem de vidro.

"E a ag�ncia de not�cias Kyne, sempre alerta".

"Sempre alerta".

- Ol�. - Est� indo pra casa, Mildred?

Oh, querido, n�o preciso ir.

H� duas teorias sobre este casaco de pele.

A primeira � que o sindicato o comprou...

e a outra � que Mark Loving desembolsou toda a grana.

Por que n�o nos encontramos a s�s uma noite dessas...

...e eu conto tudo a voc�? - � uma boa oferta.

Voc� deveria procurar saber como � boa!

At� logo!

- Sr. "Olho Vivo"... - Sim, senhor?

- Veja o que h� no telex. - Est� bem.

Chame Mark Loving aqui! E John Day Griffith!

... e Harry Kritzer! - Sr. Kyne!

...e Ed Mobley tamb�m! - Sr. Kyne!

Prometeu ao m�dico que n�o trabalharia mais.

Um caso de assassinato, Srta. Dodd! � um furo e eles est�o perdendo.

AGENCIA DE NOT�CIAS KYNE Mark Loving

EDITOR-CHEFE John Day Griffith

Sr. Griffith, o Sr. Kyne gostaria de v�-lo.

AG�NCIA FOTOGR�FICA KYNE Harry Kritzer

Cavalheiros...

Sr. Griffith.

N�o gosto que meu servi�o de telex seja o �ltimo do pa�s.

Bem, � apenas outro assassinato.

N�o creio que a vida de um ser humano seja...

indigna de sua considera��o.

Est� bem. Vou cuidar disso pessoalmente.

- John? - Devo lembrar-lhe...

que a primeira edi��o sai �s 19h?

Tudo que me resta � o final. Vou colocar isso na p�gina 2.

Quantas mulheres nos EUA usam batom?

- Quantas mulheres h�? - Quero todas elas...

apavoradas cada vez que pintarem os l�bios.

Vamos cham�-lo "o assassino do batom"...

e estamp�-lo na primeira p�gina!

- Como quiser, Amos. - E sobre fotos?

Vou enviar os homens agora mesmo.

E eu vou lhe mandar uma carta especial de recomenda��o.

Agora, fora daqui os dois, e v�o trabalhar!

Quer que noticie isso em meu telejornal?

Ed, estou realmente nervoso.

Eu tamb�m. Tenho que entrar no ar em 4 minutos.

Quem vai conduzir a coisa toda quando meu carburador pifar?

Voc� mesmo o far�, por muitos anos.

Empresas Kyne.

Algo que foi constru�do com sangue, suor e l�grimas.

E em toda essa vida s� cometi dois grandes erros.

Bem, estou surpreso que admita tantos.

Um, meu filho Walter. Eu o mimei demais.

Dei-lhe tudo: p�neis, iates, mulheres...

especialmente mulheres casadas.

O segundo...

Acho que est� olhando pra mim.

Por que n�o quer ocupar meu lugar, Ed?

Onde est� sua ambi��o?

Estou satisfeito assim.

S� quero poder escrever um livro de vez em quando...

manter-me longe de problemas...

N�o tenho sede de poder.

N�o estou falando sobre poder.

� muito maior do que isso.

� a responsabilidade da imprensa livre para o povo.

Neste pa�s, � o povo que toma as decis�es.

E para tomar as decis�es certas...

precisa de todos os fatos que...

N�o queria interromper, mas...

- Amos! - S�o 23h...

- Amos! - e as empresas Kyne...

incluindo os jornais Kyne...

a Ag�ncia de Not�cias Kyne...

a Ag�ncia Fotogr�fica Kyne e o Seman�rio Kyne...

apresenta o renomado escritor, colunista...

e ganhador do pr�mio Pulitzer.

Pode filmar, n�o preciso de roteiro.

Senhoras e senhores...

Todo jornalista quer uma not�cia exclusiva.

� o que eu desejaria n�o ter hoje.

H� alguns instantes, Amos Kyne faleceu.

Al�?

Sim?

Os cavalheiros est�o aqui, Sr. Kyne.

- Onde os localizou? - No Stork Club.

- Onde mais? - Sim, senhor.

Voc�s tr�s. Ed, espere.

Cavalheiros...

com exce��o de Harry, creio que n�o os conhe�o.

- Foi terr�vel o que houve com seu pai. - Sim.

- Voc� �... Mark Loving. - Isso mesmo.

E o que faz na empresa?

Eu dirijo a Ag�ncia de Not�cias Kyne...

KNS. Eu presumo que j� verificou que tratamos...

da morte de seu pai. Alguma sugest�o?

O telex.

Sim. Precisamos falar sobre isso em breve.

Voc� deve ser...

...John Day Griffith. - Eu varro o ch�o...

e sou editor-chefe do "The Sentinel"...

e tamb�m consultor editorial dos outros 9 jornais.

Voc� � o respons�vel pelo fato de que um crime barato...

seja destaque da 1� p�gina junto com a morte de meu pai?

O velho queria esta hist�ria em grande destaque.

Claro, ainda n�o sabia que ele mesmo seria not�cia.

Mas j� que era seu �ltimo desejo...

Walter, preparei uma reportagem sobre a vida do velho.

Devo d�-a ao Mark para que envie por telex?

Vamos ver.

Harry, h� quanto tempo...

Como est� Dorothy?

Precisamos jantar em breve.

Eu apenas queria dizer aos tr�s que, no momento...

n�o estou planejando mudan�as na equipe.

Ent�o, por enquanto...

nenhum de voc�s precisa se preocupar.

Quando sa�rem pe�am a Mobley que entre.

- Ent�o? - Sua vez.

O qu�...

Ent�o voc� � Edward Mobley.

Meus sentimentos, Sr. Kyne.

- Sente-se. - Obrigado.

Voc� � o cara que escreveu o livro.

Toda vez que o velho se irritava comigo...

o que ocorria com frequ�ncia...

costumava falar sobre voc�.

Mobley isso, Mobley aquilo...

Eu ficava doente com isso.

Sim, posso imaginar.

Esses tr�s que acabaram de sair...

deixaram claro o que pensam de mim.

O filho idiota de Amos Kyne.

Suponho que voc� pensa da mesma forma.

Francamente, n�o sinto-me qualificado...

para pensar qualquer coisa a seu respeito, Sr. Kyne.

Outros editores levaram seus filhos...

e ensinaram-lhes o of�cio...

mas ele n�o!

At� que eu pegue o jeito das coisas por aqui...

vou precisar de alguma ajuda.

Pretendo fazer as coisas � minha maneira...

mas por tr�s dos bastidores. Eu tive uma ideia.

Uma grande ideia, se posso falar assim.

Vou criar um novo cargo...

diretor-executivo.

algu�m para fazer o...

trabalho efetivo.

O que acha disso?

Soa como algo que seu pai n�o aprovaria.

Meu pai est� morto.

Este � meu plano agora.

Vou arranjar algum artif�cio.

Algo que mantenha os tr�s digladiando-se...

pelo novo cargo.

O que acha disso?

Prefiro n�o dizer.

Quando eu os tiver pendurados pelos cord�es...

quando eles se derem conta de que eu tenho...

suas vidas inteiras em minhas m�os...

n�o v�o mais zombar de mim.

Agora, diga-me...

Ele teria pensado em algo assim?

N�o. Nunca!

Mais alguma coisa?

- Por enquanto, n�o. - Ent�o, bom dia.

Caro Walter Kyne...

Antes da morte de seu pai eu estava trabalhando...

em um acordo com a TV Midwest...

que poderia ser muito proveitoso.

Durante estes dolorosos dias de luto...

n�o quis perturb�-lo...

mas precisamos nos reunir o mais breve poss�vel.

Certo, Nancy. Envie isso pela manh�. Isso � tudo.

Sim, senhor.

O que o Griffith est� fazendo h� meia-hora com Walter Kyne?

Boa noite, Srta. Donnar, Sr. Loving.

- Boa noite. - Boa noite.

Mil...

at� que eu consiga esse novo cargo...

ficarei como gato em teto de zinco quente.

Oh, amor, os rapazes n�o t�m a menor chance.

Voc� � o favorito dele, e o meu... 6 a 5.

N�o � t�o simples.

Estou usando tudo que me vem � cabe�a.

O neg�cio com a Midwest, influ�ncias...

escrevi d�zias de cartas.

Estou pressionando, mas Kyne s� pensa neste assassinato...

como se sua solu��o pudesse ser efetiva.

- Voc� acha que... - Por que n�o?

Isso mostra que Walter Kyne � mais inteligente do que parece.

Sim. Vai conseguir um furo e um diretor-executivo...

sem precisar pensar muito.

Ai est� o cara agora!

Querido, pensava que voc� gostava do John.

Bem, n�o h� lugar para o amor por aqui, agora.

O que estar� fazendo com Gerald Mead?

Bem, querido...

resolver este assassinato � o grande neg�cio...

e, naturalmente, ele quer o perito criminal em seu time.

Por que voc� n�o tenta traz�-lo para o seu?

Griffith provavelmente est� acertando-se com ele agora.

Gerald � capaz de vender a pr�pria m�e e mandar entregar.

Ent�o, como posso ficar seguro quanto a ele?

Devo dormir com ele?

Voc� vai tratar do Mead...

e se isso o deixa mais tranquilo, amor...

dentro de um instante descerei ao bar e...

sondarei o Griffith.

Carlo.

Sim, senhor?

D�-me outro, Carlo.

Eu estava l� em cima, com Walter Kyne.

Um homem agrad�vel.

Um sujeito venenoso e cruel, se quer saber!

- N�o o conhe�o muito bem... - Mas eu...

Sirva dois. N�o, sirva tr�s.

- Ol�, John. - Ol�.

- Ol�. - Deixe a Nancy sentar-se no meio.

Assim ela e eu podemos nos tocar sob o balc�o.

Rye com soda para mim. E vou tom�-lo com m�sica.

Sim, senhora.

O velho l� em cima est� rugindo como um le�o.

"Traga-me o assassino", ele diz.

"Use seus melhores homens, rep�rteres, editores...

redatores, fot�grafos, operadores de telex...

mas traga-me o assassino!"

E o homem que pegar o assassino ficar� com o cargo.

Em quem voc� aposta, Ed? Em Loving?

Loving � esperto, Loving � r�pido...

Loving conhece as pessoas certas...

mas Loving n�o vai ficar com o cargo.

- N�o? - N�o, eu ficarei.

porque gastei minha juventude e 30.000 d�lares em u�sque...

e devo��o ao trabalho.

Porque tenho uma esposa doente e dois filhos maravilhosos...

e porque voc� e eu vamos resolver este assassinato.

O Sr. Loving quer Ed no seu time.

Ah, �? Mas n�o o ter�...

porque o Ed vai me ajudar!

E quero deixar uma coisa bem clara...

n�o vou lhe prometer nada.

Nada!

Bem, tamb�m vou deixar uma coisa bem clara, John.

Pouco me importa quem vai ficar com o cargo.

Em primeiro lugar, estou fora da reportagem criminal h� 5 anos.

e por outro lado...

n�o vou arriscar minha garganta em uma briga de cachorro.

Oh, Ed! Sempre fui bom com voc�.

Nancy, diga a Ed que sempre fui bom com ele.

J� imaginava, todos juntos.

E sabia que encontraria um rosto amigo por aqui.

Bem, meu rosto � amigo. Oi!

Ol�, pessoas ador�veis.

Sempre vejo voc�s dois juntos, n�o �?

Voc� poderia escrever uma coluna sobre isso.

Oh, eu adoraria, querida.

Eu adoro romance.

Tome um rum com gelo ou coisa assim.

Oh, n�o, obrigado, John. � muito am�vel de sua parte...

E acho todos dever�amos ser muito am�veis...

em tempos t�o dif�ceis.

Como est�... Mark?

Est� indo � casa de "voc�-sabe-quem".

Quem � "voc�-sabe-quem"?

John, � Walter. Walter Kyne.

Eu tinha entendido que o "honesto" Harry Kritzer...

jantaria em sua casa hoje.

Uma tarde no Sand's em Vegas eu estava nadando...

Ent�o eu olhei pra cima e vi Dorothy...

sentada na beira da piscina.

Primeiro vi suas pernas.

Suas belas e longas pernas.

Ent�o fiz aquele tipo de abordagem curta e grossa.

Nunca vou esquecer o que ela me respondeu.

Duas palavras.

Sabe o que ela me respondeu, Harry?

N�o, n�o sei.

Eu lhe disse: "olhando vitrines?"

Sim!

Ent�o, tr�s noites depois resolvemos nos casar.

- Com licen�a, senhor. - Ahn?

O Sr. Griffith o aguarda ao telefone.

Vou atender l� fora. Com licen�a.

- Sente-se perto de mim, Harry. - N�o.

N�o gosto das paredes desta sala.

Parece que t�m pain�is deslizantes.

Covarde!

� prov�vel que haja microfones atr�s dos quadros, tamb�m.

Bem, voc� n�o precisa fazer barulho para me beijar.

Quando poder� visitar sua m�e novamente?

Amanh� � noite...

Eu espero.

N�o gostaria de continuar com essa hist�ria de "m�e".

Cada vez que menciono "m�e" ao Walter...

...mal consigo prender o riso.

Como voc� acha que estou indo na corrida, querida?

Oh, bem atr�s, querido, bem atr�s.

Bem, querida, eu n�o acho.

Griffith e Loving que fiquem batendo cabe�a.

Que chance eu tenho? Mandar um fot�grafo?

Por acaso sou detetive? N�o, vou jogar do meu jeito.

Como o melhor amigo de Walter.

Com a melhor esposa de Walter?

N�o quero envolver voc� nisso.

Meu her�i!

Nunca vai adivinhar quem mudou-se para c�.

Harry Kritzer!

Harry "honesto"?

Muito misterioso...

N�o colocou seu nome na caixa de correio.

Esconderijo?

Voc� acha que o velho Harry tem uma loura escondida ao lado?

Se ele me vir, vai morrer. Est� no apartamento em frente.

Sabe, querida, como eu ia dizendo...

Entre o quarto e o quinto u�sque com soda...

A coisa mais inteligente a fazer...

� nos conhecermos bem antes de casar.

- Quanto mais melhor. - J� sei muita coisa sobre voc�.

Frequentou uma escola perto daqui...

Jogava stoopball nos muros...

do 18� batalh�o de bombeiros.

N�o me referia a esse tipo de conhecimento.

J� sei disso.

Estou apenas tentando evitar um desastre.

Voc� sabe, j� viu estes casais...

Um sujeito enorme, de 2 metros, e uma mulher baixinha...

de 1 metro e meio.

Como podem se dar bem?

Ele nem sabe se ela gosta de m�sica...

e ela n�o sabe se ele gosta de livros.

Talvez precisem se casar para descobrir isso.

Bem, j� sei tudo que gostaria de saber esta noite.

Boa noite.

- Boa noite. - Boa noite.

Cuide-se bem.

Sabe? Voc� tem belas pernas.

N�o est� sendo gentil!

Belas meias de nylon, tamb�m.

O que segura suas meias?

H� muitas coisas que sua m�e deveria ter lhe ensinado.

N�o perguntei � minha m�e. Perguntei a voc�.

� uma simples quest�o...

de pesquisa cient�fica.

N�o t�nhamos nos despedido antes de interessar-se por minhas meias?

N�o consigo lembrar quando n�o estive interessado nisso.

Voc� nunca espera que as coisas sejam oferecidas?

Est� bem. Estou aberto a uma oferta.

Est� bem.

Se isso ajudar a me livrar de voc�.

- Vou precisar de uma autoriza��o. - Para me beijar?

Uma autoriza��o de explorador.

Os exploradores precisam ter autoriza��o?

Deveriam ter, especialmente quando...

dirigem-se a um territ�rio inexplorado.

Oh, perdoe-me, meu anjo!

N�o sei mais o que estou dizendo.

Boa noite, beberr�o.

Senhora, posso usar seu telefone?

Como entrou aqui?

Calma, calma.

Empresas Kyne.

Oh, sim, Sr. Mobley!

Ligue-me com Gerald Mead.

Tire-o da cama... qualquer que seja a cama!

Sr. Mobley, � um brincalh�o!

Gerald, essa garota Felton, que foi assassinada...

tinha uma fechadura de bot�o em sua porta?

Sim.

Por que est� t�o interessado?

Sou funcion�rio da Sociedade...

Protetora das Donzelas Virtuosas.

Voc� deveria colocar uma corrente na porta.

Oh... Nancy est� furiosa...

Muito furiosa para um drinque?

Se quiser um, fa�a voc� mesmo.

Voc� tem toda raz�o, Nancy est� furiosa!

Esta � uma boa conduta para minha futura noiva?

Oh, voc� n�o quer uma noiva...

o que voc� quer � uma companheira informal.

Preparo um drinque pra voc�?

N�o, eu n�o quero me embebedar com voc�.

Prefere alguma outra coisa?

Aquela Mildred Donnar � mais o seu tipo.

Tente com ela.

N�o vai ficar a� dizendo quem � meu tipo.

Voc� entendeu?

Voc� � o meu tipo.

E deixe-me dizer algo mais.

Ed ama Nancy.

Profundamente. Muito.

Ed quer casar com Nancy.

Voc� s� diz isso da boca pra fora.

Quer que coloque tudo por escrito?

Que conveniente!

O grande rep�rter n�o tem l�pis.

- Um maldito bom rep�rter. - E um maldito bom homem.

Um homem muito am�vel.

Talvez demais, porque amortece a ambi��o.

"Ambi��o"?

Se est� querendo dizer com isso...

que eu deveria entrar naquela corrida, n�o.

Voc� vai ver, Nancy.

Eles v�o quebrar a cara, todos os tr�s.

- Talvez... um deles n�o. - Qual deles?

O rep�rter.

Editor-chefe do The Sentinel, mas...

no fundo do cora��o, rep�rter.

O �nico que n�o me ofereceu nada.

Uma boa oferta, uma oferta de amigo.

N�o acha que deveria ajud�-lo?

Ningu�m nunca me ajudou!

Voc� sabe que isso n�o � verdade.

Amos Kyne o ajudou, Griffith o ajudaria.

E eu tamb�m.

Faria qualquer coisa que me pedisse.

� melhor ficar com seu amigo, ele � do seu tipo.

Voc� � meu tipo.

Vamos telefonar para meus pais?

E lhes perguntar se deve casar com um rep�rter sem l�pis?

Para dizer-lhes que vou faz�-lo.

Oh, quem diria?

� o seu chefe?

Ele costuma ligar �s 3h da manh�?

Todas as noites. Al�?

Sim. Um momento.

� para voc�.

- Sim? - Escute, Ed.

Voc� � um grande amigo do tenente Kauffman, n�o �?

Burt? Estudamos no mesmo col�gio, lutamos juntos...

tivemos encontros com Janice atr�s dos saxofones...

da loja de penhores de seu pai. Por qu�?

Eles pegaram algu�m, Ed.

Quem?

Como quer que eu saiba? Pato Donald!

Os tiras n�o dizem nada, mas Kauffman o ver� na chefatura.

Parabenize-me, John.

Estou noivo.

E o que me importa que est� noivo?

Agora, fa�a-me um favor e v� � chefatura.

O qu�?

Eu j� enviei o Mead.

E onde acha que o achei?

No apartamento de Loving.

Ed, trabalhe comigo!

Mas � de madrugada, ter�a-feira, meu dia de folga!

Voc� � meu amigo ou n�o?

Est� bem. Vou tratar disso desta vez, mas � tudo.

Est� bem! J� disse que est� bem!

Em minha opini�o, considerando tudo...

ainda bem!

Ei, o que eles est�o fazendo l� dentro?

Talvez algumas fotos, talvez j� estejam o interrogando.

O tenente Kauffman est� me esperando. Ed Mobley.

- Ol�, Gerald. - Ol�, Ed.

Ol�, Burt.

Onde voc� estava?

- Ficando noivo. - Est� brincando?

� s�rio.

Pobre Nancy...

Quem voc�s pegaram, Burt?

O zelador do edif�cio da mo�a.

Mas n�o pode usar isso antes do an�ncio oficial.

Est� sendo interrogado.

H� alguma chance de escutar?

Sob as mesmas condi��es. De acordo?

Claro.

Ela foi morta com sua chave inglesa. Por que mentiu para n�s, Pilski?

- N�o menti. - Sim, mentiu.

Nos disse que foi ao apartamento de Judy Fenton �s 21h...

e a encontrou morta.

Mas o pessoal da loja de conveni�ncias nos disse...

que o pacote foi entregue a Judith Felton �s 20h...

e que voc� abriu a porta e pegou o pacote. � verdade?

Sim.

Eu menti.

Eu estava assustado.

Ent�o admite que esteve no apartamento de Felton �s 20h.

Sim. Mas n�o a matei!

Eu a deixei quando ia tomar banho...

e quando voltei estava morta.

Se voc� foi e voltou, George...

como entrou no apartamento dela?

Eu usei a chave-mestra.

- A porta estava trancada? - Sim.

Algu�m mais no edif�cio tem uma chave-mestra?

N�o.

Est� tentando nos dizer...

que algu�m atravessou uma porta trancada...

e matou a Srta. Felton?

Estou dizendo a verdade.

N�o a matei, encontrei-a morta.

Est� bem, Pilski...

vamos come�ar tudo outra vez, desde o in�cio.

Oh, o sol est� nascendo.

N�o arrancaram nada do velho.

N�o foi ele, voc� sabe disso.

4 dias e nenhum resultado. Algu�m tinha que ser preso...

para aplacar a opini�o p�blica ou a Comiss�o do Crime...

mas voc� vai solt�-lo antes que termine o dia.

O que faz voc� ter tanta certeza?

As provas contra ele s�o muito boas pra serem verdadeiras.

- Posso usar seu telefone? - N�o para publicar nada.

Al�? Ed?

- Sim? - O zelador...

Se o velho a matou, vou sentar na cadeira quente por ele.

Chame o Mead! Eu vou para casa dormir.

- Suas pin-ups? - Sim.

Todas assassinadas.

Estava buscando poss�veis pontos em comum com o caso Felton.

- Procure um homem jovem, Burt. - Agora resolveu adivinhar...

Crime premeditado, por um psicopata.

E n�o � a primeira vez.

N�o deixou impress�es digitais.

Ent�o usou luvas.

Qualquer um que deixe digitais hoje em dia...

mesmo que seja seu primeiro crime, n�o sabe nem ler!

Voc� sabe quanta coisa se escreve e publica...

para instruir os futuros fora-da-lei?

Veja os chamados "gibis".

Vendidos a crian�as de todas as idades em bancas e...

Por que voc� diz que o assassino � jovem?

O batom.

- N�o � novidade, h� alguns anos... - Eu sei, eu sei.

O que � isso? "Prendam-me, n�o posso me controlar".

Somente mudou os versos: "Pergunte � m�e".

� um filhinho de mam�e, se n�o estou enganado.

Bem, a mensagem pode ser um engodo.

Eu acho que � uma provoca��o.

Ele est� rindo da pol�cia, deixando pistas...

mas sem impress�es digitais.

Continue falando.

Nos velhos tempos, quando ainda escrevia sobre crime...

voc� e eu costum�vamos trabalhar bem juntos.

O que pensa sobre as gavetas da c�moda encontradas abertas?

Revistamos o quarto do zelador e n�o encontramos nada.

Claro, n�o sabemos se algo foi roubado.

Kauffman.

Homic�dio.

Detalhes?

Mulher, branca...

21 anos...

solteira...

professora.

Estrangulada, �s 3h da madrugada.

Ele entrou pela janela do quarto.

Bem. Encontraram algum sinal de batom?

Batom?

Ele � muito esperto para voltar a deixar sinais de batom, Burt.

Ela agarrou os cabelos dele.

Encontramos alguns fios sob suas unhas.

Isso � bom.

Alguma coisa?

N�o, devia estar usando luvas.

ESTRANGULADA

Deixou a revista de prop�sito, para rir de voc�, Burt.

E cada vez deixar� uma pista diferente.

Olhe, sargento, estou aqui h� mais de nove horas...

e tudo que tenho � o mesmo que todos os rep�rteres da cidade...

um comunicado geral sobre o caso Felton.

Tim...

somos amigos h� muito tempo.

Preciso de algo especial, algo para mim.

Voc�s t�m alguma prova boa contra Pilski?

Sim, muito boa...

Seja espec�fico, Tim. N�o esquecerei de voc�.

Bem...

Se eu lhe contar por que prendemos Pilski...

Sim, por qu�? Por qu�?

...n�o dir� onde conseguiu a informa��o, promete?

Prometo.

Bem, as digitais de Pilski est�o na arma do crime.

Oh, obrigado, Tim! Voc� n�o se arrepender�.

Ei! Espere.

Espere at� que eu saia da sala.

Mark Loving, irm�, r�pido!

Mark...

eu tenho a verdade sobre o caso Felton.

O qu�?

Bom trabalho, Gerald!

Isso � �timo! Aguarde na linha.

Ligue para Walter Kyne...

e diga-lhe que eu solucionei o caso do batom.

Phil, Gerald Mead em meu ramal. Pegue.

Passe-me a chamada no ramal do Sr. Loving.

N�o d� isso aos redatores, envie diretamente por telex.

John!

- Bom dia. - Bom dia, Mark.

- Quer fazer uma aposta? - Em qu�?

Em mim.

Segure, Jim!

- Quem enviou isso? - Washington.

Pare tudo. D� 4 colunas pra isso.

Mas...

Mark, devo acreditar nisso? Voc� solucionou o caso do batom!

Sim, certamente!

GEORGE PILSKI, 64 ANOS, ZELADOR DO PR�DIO...

ONDE MORAVA JUDITH FELTON, �, SEGUNDO A POL�CIA...

O ASSASSINO DA ATRAENTE BIBLIOTEC�RIA.

AS DIGITAIS DE PILSKI ESTAVAM NA ARMA DO CRIME.

N�s temos um furo na maior hist�ria do pa�s.

- Enviou isto por telex? - Pelo amor de Deus!

Eu vou...

Mark vai cancelar isso.

Cancelar? O que h� com ele?

Aquele idiota do Mead.

O que h� com voc�? N�o estava citando um policial?

Nada que um policial diga fora dos tribunais � privilegiado.

O que significa isso?

Qualquer fato que se publique, n�o importa a fonte...

se n�o foi dito sob juramento, � melhor guardar com voc�.

O que voc� quer dizer?

Ele quer dizer que se o velho n�o a matou...

isso � cal�nia.

Cal�nia?

Voc� pode ser processado. Qualquer jornal que use...

sua ag�ncia de noticias pode ser processado tamb�m.

- Que tipo de ag�ncia voc� dirige? - Cancelei, n�o foi?

Voc�s dois n�o precisam me explicar a lei da cal�nia.

Claro que n�o, Walter!

Voc� perdeu essa, Ed!

Mead quase derrubou Loving!

Ou�a...

- Leia esta c�pia, John. - Hein?

Sensacional! Voc� pode comprovar?

N�o. Talvez seja apenas uma viagem...

mas neste caso, Kauffman e eu estamos viajando juntos.

De todo modo, vou entrar no ar dentro de 5 minutos.

Deixe isso para o jornal, Ed.

Deixe-me public�-lo na edi��o das 19h.

Use isso em seu programa da noite.

� isso que voc� quer?

Quero aquele cargo, essa � a ideia.

E para conseguir o cargo...

terei de enfiar a faca em quem for preciso.

Oh, eu sei, eu sei!

Se me restasse algum senso de �tica...

eu daria isso ao Loving para o telex.

Est� bem, est� bem!

Eu mesmo vou levar isso a ele.

Pensa que � esperto, Mead? Voc� est� acabado!

Mead, voc� est� acabado!

Quando cancelou o boletim, prometeu uma nova manchete.

Acho que isso pode servir.

- Santo Deus! - Voc� tem um minuto de vantagem...

sobre o telejornal de Mobley.

Aquele seu namorado que ia me ajudar...

acaba de dar a seu chefe um quil�metro de vantagem.

O Sr. Walter Kyne apresenta o renomado escritor...

colunista e ganhador do pr�mio Pulitzer...

Edward Mobley, em sua agu�ada an�lise das not�cias do dia...

J� foi enviado por telex. Espere para ouvir.

Senhoras e senhores...

hoje por volta das 3h da madrugada...

em nossa cidade...

um ser humano arrancou a vida de outro.

Em nosso mundo...

atos de viol�ncia n�o s�o raros.

Ent�o o meu pretexto...

ou melhor dizendo, minha raz�o...

para conferir import�ncia a este crime em particular...

� a esperan�a de que o assassino esteja me ouvindo.

Pois eu acredito...

que em sua trajet�ria rumo � cadeira el�trica...

ou ao manic�mio...

ele chegou a um ponto...

em que seu ego doentio e pervertido precisa...

ser alimentado pela ilus�o de ser algu�m importante.

Ent�o, com o consentimento de um grande amigo meu...

um extraordin�rio criminologista...

que pediu que seu nome n�o fosse creditado...

vou dizer algumas coisas ao assassino...

...cara a cara. Item 1.

Sr. "desconhecido"...

voc� n�o vai permanecer por muito tempo...

...desconhecido.

Item 2. Voc� � um homem rude...

forte o bastante para asfixiar at� a morte, esta madrugada...

uma pobre professora chamada Laura Kelly.

Item 3.

Voc� � o mesmo assassino...

que na semana passada golpeou at� a morte...

uma garota chamada Judith Felton.

Voc� � o assassino do batom!

Item 4.

Voc� l� os chamados "gibis".

Item 5.

Voc� tem cabelo castanho-escuro.

Alguns fios de seu cabelo foram encontrados...

sob as unhas de sua �ltima v�tima.

Item 6.

Voc� � jovem.

Uma an�lise pericial de seu cabelo revela...

que voc� tem cerca de 20 anos.

Item 7.

Voc� � um filhinho de mam�e.

Item 8. O sentimento normal de amor...

que deveria sentir por sua m�e...

transformou-se em �dio...

por ela e todas de seu sexo.

Item 9.

Posso entrar, querido?

Eu ouvi a TV, por isso sabia que estava acordado.

Deviam ser 4h quando ouvi voc� chegar esta madrugada.

N�o gosto de trabalhar t�o tarde.

Eu sei. Sei o que se passa com meu menino.

Estuda durante o dia, trabalha � noite.

E sei como deve ter sido dif�cil para voc�...

desde que seu pai nos abandonou.

Ele n�o � meu pai!

E voc� n�o � minha m�e!

Robert, n�o diga isso.

Por que n�o? � a verdade, n�o �?

Quando me adotaram, voc� queria uma menina, n�o �?

E ele queria um menino!

Somente um dos dois ficou satisfeito.

Lembro-me uma vez, quando eu tinha 8 anos...

8 anos!

Eu estava ajudando voc� a varrer a casa...

e aquela vizinha da casa em frente veio e disse:

"Vejam s�!"

E voc� disse: "Sim, eu sei."

"Ele � exatamente igual a uma menina, n�o �?"

Mas Robert, voc� � meu filho...

minha filha...

e todos os filhos que desejaria ter tido.

N�o ama sua m�e?

Vou lhe mostrar o quanto eu amo minha m�e.

Oh, tenho realmente um bom menino!

Vou lhe trazer o desjejum. Deve estar faminto!

Ent�o, com esta not�cia feliz de minha vida pessoal...

despe�o-me at� �s 23h desta noite.

Enquanto isso, para quaisquer novidades...

sobre o caso do assassino do batom...

Leiam The Sentinel...

que estar� nas bancas, em sua 1� edi��o...

�s 19h.

Ele teve realmente o aval da Nancy para isso?

Deve ter tido. Ei-lo, est� vindo com ela.

- Ol�. - Burt, � um prazer v�-lo.

- Al�, Burt. - Nancy.

Esta noite, vamos comemorar!

Obrigado, John. Assim valer� a pena termos ficado noivos.

Foi um telejornal muito bem pensado que seu rapaz fez.

Agora temos que nos preparar para o pr�ximo passo.

O que est� dizendo? N�o falou sobre isso com a Nancy?

O pr�ximo passo � o altar.

Estou falando com ela agora.

Nancy, voc� sabe que a ideia de meu telejornal...

...era insultar o assassino. - Sim.

Ele ficar� louco comigo...

e com todas as pessoas de quem eu gosto.

Se conhe�o sua mente doentia...

cedo ou tarde ele vir�...

e morder� a isca.

Bem...

Que isca?

Uma mo�a bonita como as outras duas.

Quem?

Uma mo�a bonita com fechadura de bot�o na porta.

Uma mo�a chamada Nancy?

Nancy, est� vendo aquele homem de palet� escuro sentado no bar?

Seu nome � Mike O'Leary.

� um policial � paisana...

do departamento de Burt.

A partir de agora ele ser� sua sombra.

Ele a levar� � Cruz Vermelha esta noite...

e depois ao seu apartamento...

e se certificar� de que a porta esteja trancada.

Pelas manh�s...

voc� n�o sair� at� que ele chegue para ir com voc�...

onde quer que voc� v�.

Estar� mais segura do que jamais esteve em toda sua vida.

Esse � o tipo de homem com quem vai se casar.

Eu gosto do tipo de homem com quem vou me casar.

Ontem � noite eu disse que faria qualquer coisa por ele.

N�o vou deix�-lo na m�o.

Certo, querido, eu fa�o.

Vamos manter isso na fam�lia!

Eu tinha certeza de que diria sim...

mas � uma boa coisa que tenha dito...

porque o an�ncio de nosso noivado...

j� foi publicado no jornal.

PARAB�NS A EDWARD MOBLEY E NANCY LUGGETT

PROCURA-SE UM JOVEM FORTE POR DOIS ASSASSINATOS

O que acha disso? Nancy noiva de Ed Mobley.

Sua bela secret�ria, querido.

Eu me pergunto o que ela tem?

Bem, pelo visto ela tem o Mobley.

N�o, refiro-me ao que ela tem para atrair um homem.

Esque�a isso. Estou preocupado.

- Por causa do cargo? - O que mais seria?

Kyne me preocupa.

Ele foi humilhado hoje diante de todos, por minha culpa.

Voc� enviou o furo de Mobley por telex antes do notici�rio.

H� que se encarar os fatos da vida.

Meu �xito foi apenas uma casualidade.

Se ao menos eu tivesse Mobley ao meu lado...

Ele conhece as pessoas certas.

E voc� n�o?

Oh, claro! Conhe�o o ma�tre do Stork...

do Colonnier, do 21.

Conhe�o o sujeito do clube canino, que conhece o sujeito da h�pica...

o sujeito da h�pica conhece o pessoal do Waldorf...

e o pessoal do Waldorf me conhece...

mas Mobley conhece os tiras.

Bem, Mark, fale com ele.

Ele vai fazer grandes estragos se continuar com o Griffith.

Querida, quer que me deem o cargo, n�o �?

Voc� n�o precisa perguntar isso.

- Ent�o v� ao Mobley por mim. - O qu�?

Voc�! Voc� o conhece muito melhor que eu.

Voc� pode falar com ele sobre mim.

Ele vai escutar voc�.

J� vi como ele olha pra voc�.

Voc� j� viu como ele me olha, �?

Com aqueles olhos dele.

J� reparou alguma vez naqueles olhos?

Oh, sim!

Sim, j� reparei.

Pode ser divertido.

Essa � minha garota!

Bem, est� certo. Eu sei o que dizer...

mas at� onde tenho que chegar para diz�-lo?

Mildred, somos adultos.

Eu a amo profundamente.

Qualquer coisa que fa�a por mim...

far� com que a ame ainda mais.

Obrigado!

Eu tamb�m amo voc�, Mark.

Espero que voc� e a Srta. Luggett sejam muito felizes.

Obrigado, Carlo.

Que dia � hoje?

Ainda � ter�a-feira.

Oh! Meu dia de folga. O descanso est� me matando.

Nancy est� na Cruz Vermelha. Eu poderia solicitar seu aux�lio.

Al�, al�, al�!

Quer me pagar a um drinque?

- Carlo. - Sim, senhor.

Coquetel de champanhe, "brandy float".

Sim, senhora.

- Vai a algum lugar? - N�o.

- Bem, voc� est� muito elegante. - Gostou?

- Muito. - Bem, obrigada.

N�o, acho que n�o vou a lugar nenhum...

agora que encontrei voc� aqui.

Oh, sim!

�s vezes fico com vontade de dizer o que me vem � cabe�a.

Hoje � uma dessas vezes. Est� bem?

Claro que est� bem. Acho isso espetacular!

Oh, e voc� � um homem espetacular.

Acredite-me, conheci alguns.

Sa�de.

Onde est� seu... "cavalheiro"?

E onde est� sua "dama"?

Cigarro?

- Bonito? - Hmm.

Eu iria gostar?

Voc� poder� ver tudo depois.

- Ora, vamos. - N�o, n�o...

Eu disse depois!

Ah! Eu disse depois.

- Outro drinque, por favor. - Sim, senhora.

Um para o Sr. Mobley tamb�m.

Sabe, Mark estava muito chateado com a hist�ria da cal�nia.

N�o se preocupe, Mildred...

Seu homem ainda est� dentro.

Querido, preferiria que n�o o chamasse de "meu homem".

Bem, certamente n�o � meu.

Por que n�o � sincera e confessa?

Ele enviou voc� aqui.

Certo. Ele me enviou.

Mas espero que isso n�o atrapalhe tudo...

porque eu queria vir.

Mensageira completa!

Voc�s, homens, s�o todos pol�gamos!

Voc� tamb�m, Mobley.

T�o fiel como o dia � longo.

Este � o dia mais curto do ano.

Mas o que seria das mulheres como eu...

se n�o fossem os homens como voc�?

Se eu tomar mais um drinque esta noite...

vou cair de cara no ch�o.

Sa�de.

- Onde est� a Sra. Kyne? - Foi visitar sua m�e, senhor.

Outra vez?

Bem, de todo modo...

hoje n�o trocaria de lugar com ningu�m.

Veja isto. Uma beleza de primeira-p�gina...

A melhor primeira-p�gina da cidade!

Isto � muito bom, senhor.

Mas preciso de um bra�o-direito.

Hoje fiz papel de bobo.

Quem deve ser?

Loving...

Griffith...

Kritzer?

Sr. Loving, um conspirador.

Todos os neg�cios precisam de um conspirador.

Esse Griffith...

uma beleza de primeira-p�gina!

Harry Kritzer...

Mas quem � o melhor, Walter?

M- E-L-H-O-R.

Resid�ncia de Walter Kyne.

� a Sra. Kyne, senhor.

Al�?

Al�, querido!

Ainda estou com mam�e.

Qual � o problema, Walter?

Alguma vez na vida gostaria de chegar em casa...

e encontr�-la aqui, s� isso!

Eu achava que sua m�e n�o tinha telefone.

Eu vim at� a loja de conveni�ncias especialmente pra isso.

Comprei um exemplar da �ltima edi��o. Est� maravilhosa!

Acho que Harry fez projeto gr�fico espl�ndido.

Certo, certo, eu gostei disso.

Ent�o, em quanto tempo pode estar aqui?

Ent�o deixarei que Steven aguarde-a na porta de cuecas.

Est� bem! Eu tamb�m.

Bem, ele engoliu.

A quest�o �, mesmo para Walter...

at� quando?

O tempo suficiente, eu espero.

Quanto tempo � o suficiente?

O suficiente para que eu consiga o cargo, o que mais?

At� que eu lhe consiga o cargo...

� o que quer dizer, n�o �, querido?

De qualquer maneira que se coloque...

...n�o vamos falhar.

- E ent�o? - Ent�o?

Por que est� fazendo isso, Harry?

Pegar este cargo importante � o pr�mio...

por ficar com a esposa do chefe?

O que h� com voc�?

E quanto a mim, por que estou fazendo isso?

Se � somente um passatempo, querido...

� um passatempo muito arriscado.

Com tudo o que tenho, o que � que quero?

S� o prazer de me vingar do homem que me comprou...

oferecendo sua mais preciosa propriedade a outro homem?

Aonde quer chegar, Dorothy?

Apenas isso...

Se eu fizer com que meu marido conceda-lhe o grande pr�mio...

voc� n�o ser� o homem de Walter, ser� o meu.

Vai fazer o que eu disser...

e n�o vai esquecer disso.

Nunca!

Est� bem, gatinha.

Se est� achando que � uma Lady Macbeth ou coisa parecida...

Apenas pense sobre isso, querido...

Porque eu ainda posso...

mudar de opini�o.

Est� bem, gatinha.

Vamos pensar...

e pensar...

e pensar.

Eu disse a ele que voltaria pra casa logo.

N�o.

N�o quer que fa�a tudo o que puder por voc�?

Deve ser da loja de conveni�ncias.

Esta era a �ltima garrafa de u�sque.

Da loja de conveni�ncias!

Um momento, por favor.

Fique com o troco.

A MINHA QUERIDA NANCY, QUE MERECE ALGO MELHOR...

DO QUE ED MOBLEY.

Carlo...

Carlo, estamos falando sobre romance, sabe?

Claro que a discuss�o ainda se d� em termos gen�ricos.

� algo pra se pensar.

Veja, Carlo, o amor tamb�m tem um lado f�sico...

e algumas mulheres s�o mais exigentes que outras...

e alguns carros s�o azuis.

Oh, querido, escute.

� claro que quero que Mark prospere...

quero que seja feliz, quero que consiga o cargo...

mas se me perguntar se isso � amor...

devo simplesmente dizer que n�o sei.

E quando acha que saber�?

Talvez em uma hora, mais ou menos.

Carlo vai ter uma noite ocupada.

S� Carlo?

Oh, Ed, olhe. Sou atraente para voc�?

N�o estou em condi��es...

mas objetivamente falando...

eu diria que sim.

Muito.

- Vamos a minha casa. - Tamb�m diria que...

eu sou um venenoso, desalmado e irresoluto...

sujeito qualquer.

Ent�o, est� bem.

- Seus cigarros. - Obrigado.

Oh, desculpe-me. Mil perd�es!

Esse � o famoso Ed Mobley, n�o �?

Bem, ele � algo menos que famoso esta noite.

E a mulher que est� com ele... Eles est�o noivos, n�o �?

Como se chama? Liggett ou coisa assim?

N�o, essa � algu�m bem diferente!

Odeio beijar em t�xis!

Odeia?

� muito mais divertido em casa.

N�o sabia que classificava as coisas deste jeito.

Claro que sim!

Est� com as m�os frias.

Senhora...

Estou acabado!

O movimento deste t�xi � francamente hostil a mim.

O fato de poder dizer "hostil" demonstra como estou b�bado.

Oh, querido, n�o estou fazendo isso apenas por Mark, acredite!

Independente de qualquer senso de honestidade...

ou obriga��o de fidelidade � futura noiva...

tenho que lhe dizer uma coisa.

N�o dormi nada ontem � noite...

nem tampouco na noite anterior.

E al�m de tudo, estou ficando enjoado.

Sou humano...

e os humanos costumam ficar enjoados.

Vou fazer um caf� quando chegarmos em casa.

Eu fa�o um caf� maravilhoso.

Eu me pergunto o que as pessoas boas...

estar�o fazendo esta noite?

COMPLETE ESTE ROSTO: � O ASSASSINO

Mildred tamb�m lhe contou?

Mildred contou a todo o mundo.

Voc� deveria estar se sentindo muito bem hoje.

Seu telejornal foi assunto em quase todos os jornais do pa�s.

� claro que se toda essa ideia...

de provocar o assassino n�o der certo...

voc� e eu vamos nos dar mal.

Eu j� me dei mal!

Como est� Mildred?

Todo mundo sabe a meu respeito!

Nancy tamb�m?

Liguei pra ela no meio da noite.

Voc� queria que ela fosse a primeira a saber.

Eu queria que ela soubesse por mim!

Todo mundo aqui soube por Mildred.

Ela disse que agora sabe que voc� ganhou o pr�mio Pulitzer...

...por escrever.

N�o foi bem assim que aconteceu.

Se vou ser enforcado, que n�o seja por uma ovelha.

Venha com papai e confesse.

Verifique isto com o setor de contabilidade.

Escrit�rio do Sr. Loving.

Estou ficando doente com sua atitude irracional.

Walter Kyne vai cair da cadeira!

Parab�ns, Sr. Loving.

Obrigado, minha querida. Fa�a tr�s c�pias disto.

Envie as c�pias a Griffith e Kritzer.

Eu mostrarei o original a Walter Kyne pessoalmente.

Ao Sr. Griffith e ao Sr. Kritzer.

Est� bem.

Escrit�rio do Sr. Loving.

Walter Kyne n�o est� aqui. Tente em sua casa.

Escutem.

"M. Loving, empresas Kyne, Nova York, NY.

Caro Mark...

seu furo sobre o sensacional telejornal de Ed Mobley...

foi o argumento decisivo.

Voc� pode considerar o acordo com a TV Midwest fechado.

Parab�ns, Joe."

Voc� est� brincando!

Isso � o que voc� ganha por ser honesto.

- Onde est� Mobley? - Eu o vi saindo h� um minuto.

Veja se Mobley est� l� no bar.

Se n�o estiver l�, encontre-o.

Telefonista? a resid�ncia do Sr. Kyne ainda est� ocupada?

Como n�o!

Alegro-me que tenha gostado, Walter. Muito.

Certo.

Certo, Mark. Sim.

Sim, falaremos sobre isso quando eu voltar ao escrit�rio.

At� logo.

- O que houve, querido? - Ah, eu conto-lhe depois.

Alguma coisa est� preocupando meu garoto?

� esta maldita corrida que comecei!

Ah, isso!

Venha c�, querido. Voc� est� t�o longe.

Eu gostaria de poder ajud�-lo.

N�o preocupe a sua...

...pobre cabecinha vazia!

D� um jeito em minhas costas, est� bem?

E conte-me os seus problemas.

Est� arrependido por ter come�ado isso?

� claro que n�o.

Apenas n�o quero cometer um erro.

N�o vai cometer.

Era Mark Loving no telefone.

Conseguiu um �timo acordo com a TV Midwest.

Esse homem vale seu peso em ouro.

Justamente quando eu come�ava a me inclinar por Griffith...

embora pessoalmente n�o goste dele.

N�o me diga que est� limitando sua escolha a esses dois!

Ah, eles est�o se empenhando.

O terceiro � o que mais me preocupa.

- Machuquei voc�? - N�o, querido.

Ningu�m tem m�os como as suas.

Como sabe?

Bem...

certamente n�o � por experi�ncia pr�pria.

Isso eu tenho certeza.

Est� preocupado com Harry?

Ele n�o quer o cargo? N�o est� fazendo nada.

Est� apenas continuando seu trabalho.

Bem, talvez isso seja o melhor.

Eu praticamente j� o descartei.

Oh, eu n�o faria isso!

Eu quero dizer, querido...

ele n�o � exatamente o tipo de homem leal que voc� quer?

Harry escreveu essa fala para voc�?

Voc� est� apaixonada por esse cara!

Por acaso eu sugeri que o convidasse?

Foi voc� que o trouxe aqui.

Oh, eu estava brincando, � claro!

Eu atendo. Suas m�os est�o cheias de �leo.

� um pensamento engra�ado...

Um sujeitinho de pernas curtas como Kritzer...

Se a raz�o por n�o estar lutando como os outros...

� porque est� chegando em mim atrav�s de voc�!

Oh, n�o vou nem responder!

Se for de meu escrit�rio...

diga que ficarei aqui at� mais tarde.

Al�?

Dorothy, a casa est� caindo por aqui!

Eu preciso v�-la!

Oh, Mary, querida...

que am�vel!

Mas eu n�o posso.

Walter vai ficar em casa comigo hoje.

Oh, eu adoraria ir ao desfile de moda...

mas Walter n�o ir� trabalhar at� a tarde.

Saia da�! Use a velha desculpa...

Tudo depende disso!

Eu sei que prometi, e seria divino, mas...

Ligue-me dentro de uma hora, est� bem?

At� logo.

N�o vou me importar se quiser ir se divertir.

Oh, n�o quer que eu o deixe aqui...

por um est�pido desfile de moda.

Comprar coisas que n�o deveria...

V�, querida. Eu gosto que tenha coisas bonitas.

Eu insisto.

Bem, querido, se voc� coloca as coisas dessa maneira...

se insiste, � claro que vou.

N�o localizaram Mobley ainda?

Ligue para o tenente Kauffmann, talvez ele saiba.

Foi tudo um plano sem-vergonha!

Voc� pediu a Burt que me chamasse para almo�ar...

apenas para me encontrar.

Nancy...

Talvez eu seja um sem-vergonha...

ou coisa pior, mas eu n�o...

L� vem o Burt, agora.

- Al�. - Al�.

Uma briga de namorados?

Sim, ela me chamou de um nome feio...

e n�o em um tom de voz muito agrad�vel.

Ah... Eddie foi um mau menino, hein?

Em um t�xi!

Eu disse a voc� que estava enjoado e fui para casa.

Pergunte-lhe o que estava fazendo l�.

Est� bem! O que estava fazendo l�?

Eu fui seduzido!

Loving enviou-me sua dama, tomei uns drinques com ela...

deixei que ela me beijasse...

disse n�o a Mark Loving...

e a deixei na portaria de seu hotel.

Nem sequer subi para tomar um gole de caf�...

embora tenha sido convidado.

Em outra ocasi�o...

- Sim, senhor? - Conhaque.

E cicuta para mim.

Burt, n�o � pelo que fez ou deixou de fazer.

O problema � que ele n�o sabe dizer n�o.

Na noite em que ficamos noivos...

disse-lhe que n�o falava s�rio. Ele disse que eu estava louca...

e em seguida estava acariciando Mildred Donnar em um t�xi.

Se quer casar-se comigo, por que tinha que fazer isso?

Parem o mundo que eu quero descer!

Cuidaremos disso depois, crian�as. Vamos falar de neg�cios.

O que vou dizer n�o sai desta mesa, est� bem?

- Claro. - Est� bem.

Os dois assassinatos, e talvez algum outro antes...

N�o foram cometidos pelo mesmo homem.

Foram.

Voltamos ao apartamento de Felton e encontramos um fio de cabelo...

que coincide com o cabelo do segundo assassinato.

Qual � o grande segredo?

Eu tenho mais para voc�, igualmente confidencial.

Tudo � confidencial...

exceto eu e Mildred.

Agora escutem...

Examinamos os registros de uma s�rie de roubos sem solu��o...

cometidos h� meses atr�s.

Achamos que foi assim que este rapaz come�ou.

Ele rouba apenas coisas de mulheres...

de garotas solteiras e indefesas.

Esse cara � realmente obcecado pelas mulheres.

E essa descri��o come�a a coincidir com Mobley.

Burt, eu sei qual � nosso pr�ximo passo.

Colocar a foto de Nancy no jornal...

ou us�-la no telejornal.

N�o, nada disso! Publique a foto de Mildred...

...Use ela! - Onde est� indo?

Fora da sua vida!

Estou t�o apaixonado por ela que chega a doer!

Bem, ela ama voc� tamb�m. Ela o tratou bem!

Mas eu n�o fiz nada!

Voc� acha que se est� b�bado n�o conta, hein?

eu apenas a beijei.

Agora a pouco voc� disse que ela beijou voc�.

Mais algumas vezes e se tornar� uma hist�ria muito animada.

- Mas n�o fiz nada! - Na pr�xima vez, far�.

- N�o haver� pr�xima vez. - Diga isso a Nancy, ent�o!

Sim, diga a Nancy.

Para o senhor, Sr. Mobley.

O mais longe que ela pode ir foi a primeira cabine telef�nica.

Uma mulher muito forte!

Do�ura, eu generosamente aceito suas desculpas!

N�o me chame de "do�ura", criatura miser�vel!

Agora Mark Loving est� recebendo congratula��es...

...de T�quio a Timbuctu!

S� um milagre pode me ajudar agora!

E voc� desperdi�ando tempo em um antro de prazer!

Algu�m precisa se divertir um pouco!

Era Griffith.

Burt, vamos pensar.

Seus crimes v�m sendo cada vez mais frequentes...

mais violentos, ousados!

Ele precisa de um elemento novo agora, algo...

O que quer dizer?

Bem, algo... atrevido!

Todos os assassinatos foram cometidos � noite?

Sim.

- Ent�o, talvez... - O qu�?

O pr�ximo seja durante o dia.

- Voc� acha... - Sim, faz sentido.

A insol�ncia final! Em plena luz do dia!

Quer dizer, algo que satisfa�a seu impulso de matar...

e ao mesmo tempo, aumente sua excita��o, hein?

Burt, talvez matar mesmo enquanto ela est� sendo vigiada!

Vai ficar em casa na pr�xima hora, Srta. Luggett?

O dia inteiro.

Vou comer alguma coisa na esquina.

O n� do telefone est� nesse cart�o.

Se mudar de ideia, avise-me.

Eu prometo.

Quem �?

Ed.

V� embora, Mobley. Deixe-me em paz.

Por favor, deixe-me em paz!

O que voc� quer?

Saia daqui. Afaste-se!

Oh, deixe-me entrar, por favor!

Feche a porta!

Peguem-no, � o assassino!

Peguem-no! Peguem-no!

Nancy! Voc� est� bem?

Ele dobrou a esquina! Depressa, depressa!

Suba l�!

N�o! N�o! N�o!

N�o! N�o! N�o!

Charles, voc� ficaria espantado!

O telefone n�o parou de tocar.

Nunca imaginei que tivesse tantos amigos!

� claro que isso n�o significa necessariamente grande coisa...

n�o � nada oficial.

- Al�? - N�s o pegamos, John.

N�s realmente o pegamos!

Estamos na frente dos outros jornais?

Totalmente! Uma hora, talvez mais.

Kauffmann est� com ele aqui na chefatura.

Est� sendo interrogado na sala ao lado.

Se publicarem um comunicado...

todos os rep�rteres da cidade saber�o.

N�o se preocupe, John.

Ser� feito como uma deten��o comum...

de um homem que molestou uma mulher.

Acontece todos os dias. Nenhum jornal vai publicar isso.

Deu tudo certo.

O sujeito bateu na porta de Nancy, ela n�o abriu...

e ele foi pegar outra no mesmo andar.

Ela conseguiu fugir.

Faltam duas horas para fechar a edi��o. Pode acus�-lo?

Sim. Assassinato, John!

a garota Felton, a garota Kelly e pelo menos mais duas antes delas!

- Como vai fazer? - Edi��o extra...

O que voc� acha?

N�o quero que nenhum "escoteiro" me fale de Loving e seus telex.

Quem ler isso, ler� no The Sentinel.

Espere, dite ao Jim.

Jim, venha c�. Jim! Jim!

Jim!

Copie o que ele ditar, seja r�pido.

Quero trocar a primeira-p�gina.

Fa�am o que eu disser. Temos uma edi��o extra.

N�o digam nada.

Circula��o.

Sim?

John Griffith.

Quantos caminh�es t�m?

Extra. Quero distribuir no centro...

esta��o de Grand Central, terminal de �nibus...

�s 17h30.

Que ningu�m diga nada.

Primeira edi��o, 20.000.

John... e quanto �s fotos?

N�o precisamos de fotos. Kritzer n�o deve saber disto.

A Sra. Kyne, por favor?

Saiu h� uma hora?

Obrigado, Steven.

Nada mais sobre a mulher que ele atacou?

Isso � tudo, por enquanto. Somente que � a Sra. Charles Smith.

Eu ligo depois.

Ele vai ganhar outro pr�mio Pulitzer por isso.

Voc� tamb�m colaborou.

Quero o primeiro par�grafo em oito colunas, p�gina inteira.

Que ningu�m saia daqui.

Gostaria de poder confiar em voc�, Mildred.

- N�o pode, querido? - Para conseguir...

o nome de uma mulher preciso de uma reportagem secund�ria.

Mas n�o sou seu tipo de homem...

Voc� daria isso a Loving.

- Agora sou independente. - � s�rio?

Certamente. N�o posso ficar com um perdedor.

Est� bem, vou arriscar.

H� um b�nus para voc� se entregar somente a mim.

Vai ter que trabalhar.

- � uma boa hist�ria, John? - Excelente.

- Sabe onde mora Nancy Luggett? - Nancy? Claro.

V� e entreviste a mulher que encontrar l�.

Agora mesmo.

Agora mesmo? Obrigado.

- Onde esteve? - Aqui, querido.

� a �nica que n�o me parabenizou.

Bem... parab�ns!

- Continua sendo minha garota? - Voc� deveria saber, amor.

Muito obrigado.

- A Sra. Smith agradece. - N�o � nada.

Muito obrigada pelo su�ter.

- Eu o devolverei quanto antes. - N�o h� pressa, Sra. Smith.

Srta. Luggett, n�s confiamos em sua discri��o.

- E novamente, muito obrigado! - Obrigado, Srta. Luggett.

Ora, ora! Mas � a Sra. Kyne!

Oh, n�o, voc� n�o pode ser a mulher que eu vim entrevistar!

- Mark Loving a enviou aqui? - N�o, querido, n�o enviou.

Acho que est� mentindo.

Oh, Harry, pouco me importa o que voc� pensa.

- Quem �, Harry? - Mildred Donnar, do jornal.

Bem, por que n�o tomamos um drinque?

Boa ideia. Harry parece precisar de um.

E vamos conversar.

Afinal, somos tr�s pessoas civilizadas.

- � claro, vamos conversar! - Sim, vamos.

Nancy, n�o podemos esquecer o passado?

Voc� tem sua hist�ria, Ed, um grande furo...

...ent�o seja feliz. - N�o quero ser feliz, quero...

Nancy? Nancy?

Desligou o telefone.

Aqui est� a confiss�o completa.

- Quer a exclusiva? - Obrigado, Burt.

- Convide-me a um drinque alguma vez. - Claro.

Claro.

Aqui est�!

Ainda n�o pensei em meu sucessor...

mas vou lembrar de voc�. Est� bem.

At� logo. Extra?

JOVEM CONFESSA OS 4 ASSASSINATOS DO BATOM

Joe, envie por telex.

Bonito, mas sujo.

- Quer fazer uma aposta, Mark? - Em qu�?

Em mim.

- John, h� quanto tempo tem isto? - Parece toda uma vida...

Por que n�o passou para a ag�ncia de not�cias?

- Eu que o diga... - Eu passei.

Depois da edi��o extra.

Sua ag�ncia de not�cias foi a primeira a t�-la...

e seu jornal nova-iorquino o primeiro a public�-la.

Talvez esteja certo. Bem pensado, John.

Se tivesse sido outro, teria sido uma boa ideia.

Outra coisa. Por que n�o temos uma foto do assassino?

Onde estava Kritzer quando soube disso?

N�o sei. Pode perguntar a ele.

Bem, eu gostaria de um pouco mais de coopera��o por aqui!

Onde esteve? N�o trabalha aqui?

J� vai saber. Tenho algo a conversar com voc�.

Harry, com quem pensa que est� falando?

Agora, Walter, em seu escrit�rio! Vamos.

Mildred, o que houve?

Bem?

Sobre a corrida, queridos, tenho novidades para voc�s...

os dois terminaram empatados...

em segundo lugar.

"EU MATEI 4 MULHERES"

A CONFISS�O COMPLETA DO ASSASSINO DO BATOM

Ria disso tudo, John.

Voc� continua sendo o melhor editor de jornal dos EUA.

Do The Sentinel, de todo modo

E a coisa toda faz sentido.

Como pode dizer isso? Harry Kritzer!

Eu disse que faz sentido. Loving e voc� batendo...

seus c�rebros.

Loving firma um contrato televisivo de meio milh�o de d�lares...

voc� e eu tra�amos um plano para prender o assassino...

colocando em perigo, n�o esque�amos disso...

a vida de uma das mulheres mais maravilhosas...

Carlo, pode me dar um sandu�che e um copo de leite, por favor?

Pode apostar que sim.

Continuando...

Voc� consegue um grande furo...

a confiss�o completa do assassino...

exclusiva!

E quem termina por cima?

O "honesto" Harry Kritzer...

por ter ficado esfregando seus p�s...

com a mulher de Walter Kyne.

Devo continuar?

Continue. Adoro ficar triste.

Harry Kritzer consegue o cargo...

Walter Kyne tem sua esposa de volta...

e Mildred Donnar tem sua coluna publicada em todo o pa�s.

E voc� e eu ganhamos um b�nus de 1.000 d�lares.

O meu v�o ter que enviar pelo correio... eu me demiti.

N�o est� falando s�rio.

Kyne est� com a minha carta de demiss�o.

Tamb�m tenho que rir agora?

Todo homem protege o que lhe � mais precioso.

No fundo, � a press�o, John.

Grandes homens protegem grandes coisas...

e homens pequenos como Walter Kyne...

N�o pare por minha causa.

Cavalheiros, posso oferecer-lhes um drinque por conta da casa?

Prefiro n�o beber, Carlo.

Sim, senhor.

Eu convidei-o a prosseguir, Mobley.

Homens pequenos tamb�m protegem o que acham mais precioso.

Walter Kyne... O que ele tem a proteger?

Sua reputa��o, as apar�ncias...

as apar�ncias que acompanham 10 milh�es de d�lares...

e o sorriso do propriet�rio de um clube noturno.

E...

uma bela esposa infiel.

Tenha piedade dele, John.

Carrega a pr�pria cruz sobre seus ombros...

e sabe que o qu�o pequeno ele realmente �.

Boa noite, John.

Ed! Ed!

N�o sei porque viajamos a noite toda para nos casar na Fl�rida.

Os casamentos s�o bonitos aqui.

Querem o jornal local?

- Viemos s� para isso. - Obrigado.

Eu quero.

Oh, publicaram aqui tamb�m.

"Eu confesso".

"Texto completo da confiss�o do assassino do batom...

...por Edward Mobley". - Eu confesso.

E escute isto:

"Walter Kyne anuncia a nomea��o..."

- Ele tamb�m confessa. - "anuncia a nomea��o"...

Escute, h� duas noites que n�o prego olho, querida!

Tire essa roupa. � seu casamento, quer estar bonita.

"anuncia a nomea��o de John D. Griffith...

como diretor-executivo dos jornais Kyne...

e companhias associadas".

Querida, est� inventando isso.

"E anuncia que Harry Kritzer...

veterano chefe fotogr�fico de Kyne...

se dedicar� a viajar pelo mundo durante dois anos...

como embaixador da boa-vontade para estabelecer rela��es...

...por todo o planeta". - Um rapaz muito esperto. N�o sabia.

"A sua vez, o Sr. Kyne nomeou Mildred Donnar...

rep�rter de temas femininos...

para o novo cargo de assistente pessoal do Sr. Kyne".

Isso est� melhor. O romance n�o est� morto.

"Segundo a pol�tica de premiar o m�rito...

Olha que camisola bonita! E curta tamb�m.

Deixe, querido. � de dia.

E transparente.

"Segundo a pol�tica de premiar o m�rito, Edward Mobley...

ser� nomeado editor-chefe do The Sentinel de Nova York".

Onde?

Ah, que calor faz aqui!

Ele n�o pode fazer isto!

Espera at� que o veja, lhe direi muitas coisas.

Ele acha que todos temos que pular quando assobia?

Esta manh� fiz uma coisa por voc�.

Eu sei, me transformou em uma pessoa decente.

N�o pude comprar sua licen�a de explorador, querido.

Eles nunca tinham ouvido falar de algo assim.

Isto � o melhor que posso fazer sem licen�a.

Deve ser o Sr. Kyne. N�o queria dizer-lhe algo?

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