All language subtitles for Le Streghe_Bolognini. De Sica. Pasolini. Rossi. Visconti.DVDRip.Ita.1967

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Original subtitles

Este filme foi fabricado usando a melhor fonte material dispon�vel.

AS BRUXAS

EM ORDEM DE ENTRADA

A BRUXA QUEIMADA VIVA

SENSO C�VICO

A TERRA VISTA DA LUA

A SICILIANA

UMA NOITE COMO AS OUTRAS

A BRUXA QUEIMADA VIVA

Gostaria de saber por que eles n�o respondem.

Ei! n�o tem ningu�m!

Depressa, querida. Venha.

Dino! Venha!

Apresse-se e traga as malas. D� isso a ele.

Fa�a isso r�pido, rapazes. Est� frio!

Ponha essa caixa de joias l� em cima. � muito valiosa.

Pelo amor de Deus, tenha cuidado com isso.

Gl�ria. N�o posso acreditar!

� maravilhoso. � perfeitamente divino! Incr�vel!

Sou eu, minha querida, mas n�o se preocupe. Estou apenas indo e vindo.

Ningu�m est� saber que estou aqui. Preciso ficar longe de todos eles.

Eu fiz uma coisa louca.

Voc� n�o quer dizer que precisa de permiss�o para ir embora.

Obrigada, Gl�ria, obrigada.

Dolf, Dino, Maria, levem as malas para o quarto de cima, em sil�ncio.

- Como voc� est�, querida? - Muito bem, obrigada.

Eu queria ajudar a celebrar o d�cimo anivers�rio...

de infidelidade do seu marido.

- Gl�ria, por favor, os empregados! - Ser� que eles sabem?

V� em frente, querida. Diga o que quiser.

Todos sabem como voc� sempre � encantadora e espirituosa,

como tamb�m divertida.

N�o, n�o, n�o, n�o.

Agora n�o. Depois.

Eu quero que voc� seja uma surpresa, meu presentinho para meus convidados. Venha c�.

Judith, chame meu marido em Nova Iorque.

Agora mesmo, senhora!

Se ele tentar ligar para Londres e n�o me encontrar, vai enlouquecer.

Aqui est� seu quarto, ou devo dizer o meu.

Quanto a mim, querida, estou realmente indo dormir com meu marido.

Espantoso, n�o �?

Eles ficar�o felizes por voc� estar aqui.

Especialmente Paolo. Ele sonhou com voc� na noite passada.

Aqui. Olhe, Gl�ria, apenas olhe. Olhe para isto.

Voc� est� aqui, voc� est� l�, voc� est� em todo lugar que eu olho.

Toda mulher quer se parecer com voc�. Infelizmente, ficamos em segundo lugar.

O resto de n�s, pobres mulheres s�o imita��es de Gl�ria.

Voc� me odeia por isso?

Claro que n�o. Isso significaria odiar muitas outras mulheres.

Deixe-me experimentar seu chap�u, querida.

Est� vendo? Esse tipo de coisa n�o me serve.

- � ador�vel. - Simplesmente n�o � o meu estilo.

- N�o seja boba. - Eu n�o sei por que, mas n�o �.

Que � isso?

� seu marido.

Quer dizer que voc� viaja com ele? Voc� ainda o ama?

Bem, francamente, ele me mant�m muito ocupada. Nunca penso sobre isso.

Uma rainha n�o poderia viver melhor. Casas de campo, joias...

Estou t�o cansada, durmo mal. Sinto-me como se fosse desmaiar.

Preciso de um descanso de 18 meses e n�o me permite um dia!

Seu marido � um assassino.

Ah, n�o, ele � um g�nio.

O que eu poderia fazer sozinha?

Ele me deu tudo, absolutamente tudo.

Isso me d� vontade de cometer suic�dio algumas vezes.

Gl�ria, pobrezinha.

Senhora, sua maleta com as joias.

Basta coloc�-la na cama, querida. Obrigada.

Eu fiz a chamada para Nova Iorque, mas vai ser uma longa espera.

Sabe o que penso?

Voc� chora porque � muito feliz.

- Voc� acha? - Estou certa que � verdade.

Eu sou a �nica que deveria chorar, gritar.

Por qu�?

Paolo n�o faz amor comigo mais.

- Ah, n�o? - Sim.

� verdade.

Ele vem ao meu quarto uma vez por ano.

Maria, que est� fazendo a�? V�!

Mas ele n�o espera que eu v� dormir com os empregados esta noite.

Todos os quartos de h�spedes est�o ocupados. Ent�o ele ter� que dormir comigo.

Meus amigos, meus queridos amigos,

n�o devem ter um infarto porque os melhores cardiologistas est�o em Viena.

Sabem quem est� aqui? Em pessoa?

N�o � poss�vel! A nossa Gl�ria!

Mas ela parece mais com a sogra de Nefertiti.

Estou lisonjeado, querida.

Eu n�o estou brincando. Ela foi encantadora. A "glamour girl" da 18� dinastia.

Ela vem de mais vil camada que se possa imaginar, a lama.

Mas eu n�o concordo, querida.

Ela est� abaixo do n�vel do mar, ela � mais baixa.

Esta � uma noite especial, Ent�o voc�s n�o podem jogar p�quer.

- Ah, n�o! Por que n�o, Val�ria? - N�o, sem p�quer, decidirei o que fazer.

O que vamos jogar?

Charadas, o "jogo da roda" e "diga-me a verdade."

N�o temos sempre nos divertido quando estamos juntos?

Venha, Gl�ria. Vamos tomar um caf� na sala de estar.

Pobrezinha. Ela vem da m�dia burguesia veneziana.

Para n�s, ou se � parente de nobre ou filho pr�ncipe.

O resto � considerado merda.

Quando ouvi o barulho da ma�aneta, eu parei.

Ent�o, de repente, ele entrou pela porta usando a mais rid�cula ...

Olhe l� fora, Gl�ria.

A terra era espantosamente cara, mas a vista por si s� vale um milh�o.

Cart�es postais teriam sido mais barato.

Gl�ria, um drinque?

Um gim.

- Com qu�? - Um coquetel de gim.

- Caf�? - N�o, obrigado.

N�o? N�o quer caf�?

Deixe-me jogar p�quer. Posso recuperar minhas perdas.

Sinto muito. N�o se pode, � proibido!

Sim, mas eu sou o chefe aqui.

Bela vida que levamos, hem? Muita neve, mas eu n�o esquio.

Vamos jogar um jogo encantador de charadas.

E talvez a presen�a de um grande comediante ir� nos inspirar.

Voc�s devem ficar quietos. As crian�as est�o dormindo!

Est� certo, calma!

Pobres crian�as. Que ma�ada!

Devemos parar de falar? O que � isso, um convento ou algo assim?

Voc� � um produto. Um sublime produto,

magnificamente calculado para o mercado.

E o produto � a base de toda a ind�stria, e, assim, da sociedade.

Se um produto vend�vel varia em qualidade,

se muda de cor, tem sabores diferentes ou muda de forma,

o que significa problemas para o produtor.

A imagem criada deve permanecer a mesma, ou os concorrentes acordam.

Perd�o.

Por exemplo, na minha carne enlatada, eu n�o que qualquer mudan�a na receita.

Poderia ser feita com gosto muito melhor,

mas poderia por em perigo o equil�brio de toda uma ind�stria.

Acho que me comparar a carne enlatada � extremamente de mau gosto.

Tente adivinhar onde eu escondi o anel.

N�o � dif�cil, e se voc� encontr�-lo, eu perco,

mas eu pagarei fazendo um "strip-tease"...

Mas n�o serei t�o sexy como Gl�ria.

Ent�o vamos usar p�ssegos enlatados em calda como compara��o.

Onde, ah, onde estar� o meu pequeno anel de diamante,

entre todas essas coisas bobas?

N�o, a� n�o. � rid�culo, n�o �?

- Venha, Gl�ria, ajude-me a procur�-lo. - Tudo bem. Eu irei.

O fato � que os artistas s�o curiosos esp�cimes industriais,

investimentos prec�rios, com um caso de laringite ou um caso de amor,

e voc� est� acabado. Tudo vira fuma�a.

A� est�. Eu vi. Eu encontrei! Eu encontrei!

Eu deveria t�-lo encontrado, considerando o que eu paguei por isso.

Muito dinheiro, n�o foi?

- Voc�, tamb�m, Paolo? - Se ela vai me deixar.

- Ela n�o quer. - Voc� est� com ci�mes?

Est� obviamente, em algum lugar.

Isso significa que n�o h� mais nada?

N�o responda, Val�ria. Diga-me onde ele est�.

Gl�ria...

� estranho como as mulheres ficam fren�ticas quando n�o podem encontrar alguma coisa.

Ent�o nos ajudem a procurar.

E voc�, voc� encontrou o anel? Ent�o o que voc� est� procurando agora?

Eu estou apenas procurando.

Eu tamb�m. � procura de algo

Voc� est� com ci�mes.

N�o se preocupe em procurar por l�. Eu n�o escondi na sala de jantar.

N�o posso encontr�-lo.

Eu n�o posso encontr�-lo, n�o.

Gl�ria. Gl�ria, v� em frente e olhe.

Voc� o encontrou, Gl�ria?

Olhe, Gl�ria, olhe. Olhe, Gl�ria, olhe.

L�, finalmente! O anel.

Foi um belo e simples esconderijo, minha querida,

terrivelmente original e bobo.

- Gl�ria, voc� est� bem? - N�o. Por qu�?

Voc� est� t�o p�lida. Vamos parar de jogar?

N�o, eu estou bem. Desde que eu n�o encontrei, tenho que pagar uma pena.

Mas algu�m tem que me acompanhar no piano, Val�ria.

Por isso � que eu estou aqui, senhora.

- Voc� sabe a can��o da bruxa? - Sim.

� isso a�. �timo. Muito bem.

R�pido. Vamos lev�-la para o sof�.

Pobre querida, ela est� completamente exausta.

Chame seu marido em Nova Iorque e diga que ela n�o pode sair daqui.

Dolf, ligue para Nova Iorque imediatamente.

Que devo fazer a chamada urgente ou apenas regular, senhora?

Urgente, � claro.

Mas como urgente? A tarifa � tripla.

Eu sei do que ela precisa: um bife grande e suculento!

Feche a janela. Est� frio.

S� porque ela desmaiou, voc� pensa que eu vou pegar uma pneumonia?

Velho est�pido!

- Eu ficarei ao lado do telefone e esperarei. - Obrigado.

Vou lev�-la l� em cima.

Melhor deixar-me. Estou acostumado com isso, e, provavelmente tamb�m sou mais forte.

Olhe, eu sou o anfitri�o aqui, ent�o esque�a isso, tamb�m.

Pare com isso. J� chega! Cale-se e pegue uma garrafa de �gua quente.

E se voc� est� t�o interessado em ser um fazedor de milagres,

pegue o primeiro trem para Lourdes. Est� bem?

Tudo bem, tudo certo.

Pobrezinha, tire o chap�u dela. Isso faz mal a ela.

Est� vendo? Ele aperta suas t�mporas. Exerce press�o sobre ela.

Sim, e os c�lios posti�os s�o pesados.

Eles s�o ruins para ela, embora ajudem a sua apar�ncia.

� um mart�rio! Um mart�rio!

Devagar.

Os c�lios s�o feitos de pele de marta! Olhe para eles.

Eu me pergunto como ela olha sem eles.

Eis aqui.

Ela n�o deve sair de sua campana de vidro.

Ela deve ser trancada em um cofre.

Concordo com voc�.

O importante � fazer com que ela ponha para fora suas garras, mas r�pido.

Deus! Parece um rato pescado fora da �gua!

Esticador de olhos. Eu sabia que ela n�o poderia t�m olhos t�o bonitos.

Isso � o que est� fazendo mal. R�pido, tire-as!

R�pido. Vai faz�-la se sentir melhor.

Espere. Deixe-me fazer isso por ela.

Espere, espere, Gl�ria.

Voc� ainda est� muito bonita sem todas as suas armadilhas.

- Paolo, fa�a alguma coisa. Tire-a daqui. - O que devo fazer?

A garrafa de �gua quente, senhora.

- Voc� chamou o m�dico, Dino? - Sim, senhor.

- O que ele disse? - Ele vem j� aqui.

Bom, isso � tudo.

Oh, isto � de verdade.

- O que � de verdade? - N�o s�o falsos.

A �nica coisa dela que n�o � falsa.

- Ela vai ficar doente. - Mas � melhor se ela vomitar.

Comemos t�o mal que eu n�o estou surpreso.

Bem, obrigada!

A rede de cabelo. Esquecemos de tirar a rede de cabelo.

Ela � ainda mais bonita deste modo.

Voc� pode dizer isso de novo. Sinto-me privilegiado.

Aqui estou eu!

Mas quem � esta beleza? O que a traz � minha porta, senhora?

S� estava de passagem.

Olhe, eu dan�o bem, n�o?

A �ltima vez que vim foi quase h� cinco anos. Estou certa?

Isso mesmo. Foi um encontro tempestuoso.

Para dizer o m�nimo!

N�o me toque! Voc� � louco?

Pare!

N�o desejo acord�-la. N�o.

Voc� n�o quer comemorar?

� o nosso 10� anivers�rio e, finalmente, estamos sozinhos.

Voc� n�o deve falar assim. � muito vulgar. Tenha vergonha!

Depois de um dia como este,

garrafas quentes e garrafas frias...

Estou morta. Vamos. Vamos dormir.

Est� bem. Mas durma sozinha.

Voc� � um tolo.

Entre, querido!

H� algo errado com a �gua quente.

N�o est� correndo por alguma raz�o. D� uma olhada nisso.

Algo errado?

Olhe. Veja, simplesmente n�o h� �gua quente.

Que est� olhando?

Nada, desculpe. Nada!

Ah, entendi!

Bravo!

Ela � linda, hem?

Uma beleza. Eu sei disso.

N�o diga isso! N�o diga n�o!

Eu j� disse isso. Agora me deixe ir.

Seja boa comigo, querida, seja boa.

Mas eu pensei que voc� estivesse com sua mulher.

Eu estava, mas ela � uma bruxa feia e velha.

Voc� gosta de jovens, n�o � isso?

Voc� est� procurando por algo?

N�o.

Ou eu deveria dizer sim. Dormir.

Eu aposto que voc� ainda n�o tentou contar ovelhas, Gl�ria.

Tentei contar tudo, ovelhas, porcos, cabras, homens...

Boa noite, Paolo.

H� apenas uma cura segura para isso.

Rezar?

N�o, � fazer amor.

� altamente recomendado para a ins�nia e dores de dente.

� infal�vel.

Quer dizer que eu deveria ter um amante como comprimido?

Tchau, recomenda��es a Val�ria.

Valeria, j� est� dormindo.

Atormentada e chorando.

- Sorte dela.

Desculpem-me.

Desci para um drinque e encontrei voc�s.

O bar fica direto por aquela porta.

N�o se preocupem. Eu n�o vou ficar. Desculpe se eu interrompi.

Creio que o coment�rio foi de mau gosto.

Obviamente voc� pensa que surpreendeu dois ad�lteros.

N�o.

Sim, voc� pensa. Mesmo � noite n�o podemos ser honestos uns com os outros.

Honestidade � ineficaz, minha querida, e completamente fora de moda.

S� tem lugar em jogos de sal�o.

Sim? Ent�o vamos jogar um jogo de sal�o.

Se desejar, jogaremos!

Mas como vamos saber quem ganha?

O vencedor � aquele que nos envergonhe...

da pior maneira poss�vel, que nos assuste e aterrorize.

Qual � o pr�mio, ent�o?

� dif�cil escolher quando voc� � t�o pregui�oso como eu sou.

Eu prefiro que voc� me vende, tape meus olhos.

Vou colocar a minha m�o, e o primeiro homem que encontrar...

Vamos jogar.

N�o finja que est� lendo, Paolo.

Eu nunca finjo, Gl�ria.

Mas realmente, eu nem estou ouvindo ou lendo.

Agora vamos nos embaralhar como um baralho de cartas.

Mova-se, Paolo.

Conte at� 10, para que possamos nos esconder, depois se levante e tente nos encontrar.

Senhores, eu vou dormir.

Ela est� jogando conosco como se f�ssemos crian�as.

Eu acho que o ponto do jogo...

� que ela n�o vai para a cama com nenhum um de n�s.

Ela nos deixa tanto ofegantes quanto quentes e aborrecidos como escolares.

Ah, seja gentil, Paolo. N�o � poss�vel.

No entanto, eu gostaria se voc� se controlasse.

Saia do set, Gl�ria. Esta cena n�o para quando voc� sair.

N�o pode esquecer que eu sou uma atriz de cinema pela primeira vez!

Agora estamos dispostos a sentir pena. Ela s� quer � fama, dinheiro, amor...

E em cima disso, ela quer que a gente ache que ela � uma boa menina.

Se voc� n�o calar a boca, Paolo, eu vou fazer voc� calar.

V� em frente. Gl�ria ir� simplesmente amar isso. � uma rom�ntica no cora��o.

Boa noite.

Eu teria vendido minha alma para fazer amor com a dama em quest�o.

Como me agrada, esta Gl�ria.

Sinto-me atra�do por sua personalidade, provocadora e desconcertante.

Em qualquer momento, no m�nimo.

� claro.

Voc� sabe, meu caro, para o que eu sinto agora,

preciso mais de um comprimido que um homem,

sobretudo um como Paolo.

Eu n�o tenho complexo de estrela de cinema. Sinto muito, querida.

Por favor me ajude a ir para o meu quarto. Senti uma fraqueza de repente.

Gl�ria! Voc� est� aqui? Ei! Qual � o problema?

Vou pegar um drinque que vai levant�-la.

Qual � o problema, querido?

Desde quando voc� est� dando receitas por aqui?

- Ela gostava antes. - Ela tomou um gim antes.

Tenha cuidado subindo as escadas.

- Tenha cuidado! Veja a chamada para Nova Iorque. - Certo.

Ela simplesmente deve falar com o marido.

Meu Deus, � maravilhoso!

Estou muito feliz, os sintomas s�o muito claros.

Agora, essas duas enfermeiras saiam daqui. Fora! Eu disse!

N�o precisamos de voc�s. Nenhum homem � permitido aqui. Fora! Logo!

Tudo bem, tudo certo, estamos indo.

Nada como isto vai acontecer comigo, Paolo. Fora!

Gl�ria, querida. Gl�ria, acorde.

Vamos l�. Voc� est� acordada?

Gl�ria.

Sente-se melhor? Quer beber?

Vamos coloc�-la debaixo das cobertas. Voc� vai pegar um resfriado.

Uma vez que estiver na cama, vai se sentir melhor.

Espere. Deixe-me fazer isso. Devagar.

Devagar, muito bem, relaxe. Tudo est� bem.

Cuide de manter seus p�s quentes.

Minha m�e sempre dizia que era muito importante.

Aqui estamos.

Est� melhor assim? Deixe-me consertar o travesseiro.

Assim.

Estou absolutamente encantada por voc�, querida.

� claro, voc� sabe o que �.

N�o. Eu n�o sei.

Por que voc� est� gr�vida!

Mas, Val�ria, espero que Paolo n�o tenha contado a ningu�m.

A casa ser� cercada por jornalistas.

N�o se preocupe, Gl�ria.

Ah, meu Deus, deixe que seja verdade.

Voc� est� feliz?

Ou�a, Gl�ria, voc� deve manter a calma.

Voc� n�o deve ficar chateada. O beb� n�o iria gostar.

Que dia extraordin�rio tem sido este.

Eu sabia que algo assim estava para acontecer hoje...

porque eu tive uma premoni��o, esta manh�, uma anuncia��o.

Eu pensei que talvez fosse para mim, mas foi para voc�.

O que voc� pensaria se eu lhe dissesse que queria o div�rcio?

N�o me pergunte o que eu penso sobre qualquer coisa.

Voc� n�o percebe que animal o homem �?

Ele teria ido para a cama com prazer com voc�,

em nossa pr�pria casa, na minha pr�pria cama!

Ele � um monstro. Eu ouvi tudo o que foi dito, voc� sabe.

Talvez seja seu marido.

Sim. Sim.

Al�.

Al�? Sim, aqui � Kitzbuhel.

O qu�? N�o, � Kitzbuhel aqui, n�o Zermatt.

�timo. Espere, por favor.

S� um minuto. Vou coloc�-la na linha.

� de Nova Iorque, � ele. Vou deix�-la sozinha.

Mande-lhe um beijo. Tchau.

Al�. Sim. Sim, �, senhorita.

Sim, Antonio.

Sim, cheguei hoje.

Eu sei, eu s� tinha vontade de fazer isso.

Eu estou indo embora amanh�. Ah, j� � amanh�.

A luz est� entrando pela janela. Que horas s�o a�.

Sim, como?

Sim, eu dormi um pouco esta noite.

Algu�m me pega amanh� em Londres?

Sim, mas por que Lisboa?

Sim, agora Lisboa, sim.

Sim, eu vi a Vogue.

Sim, ou�a, Antonio...

Ou�a...

Mas � muito exigente. H� algo mais.

Sim, � importante!

Sim. Claro, eu estou feliz com o papel.

Deve ser importante?

Sim. Na verdade, � maravilhoso.

Sim, um fato novo.

Mas eu s� posso trabalhar at� o final de fevereiro ou mar�o.

Sim, porque eu tenho que estar livre durante oito meses.

Sim.

Mas eu n�o sou louca. Pelo menos acredito.

Pode apostar que eu vou lhes dizer para ir para o inferno, a Paramount e at� voc�.

Eu estou bem. Voc� n�o me entende, n�o �?

Mas olhe, querido. � uma coisa t�o simples de entender.

Eu lhe imploro. Por favor, entenda-me!

Sim. Sim, Antonio, sim. Isso � o que eu quero.

Sim...

O p�blico! O que devo ao p�blico? Que devo a algu�m?

O p�blico, eles s�o um bando de hip�critas.

Eles v�o gastar dinheiro para comprar o que voc� tem,

mas eles querem tudo, incluindo uma consci�ncia, para nada.

O que quer dizer com "N�o"?

Deixe-me falar, porra!

Voc� est� me pedindo para pensar sobre outras grandes estrelas, n�o �?

Mas elas s�o apenas pobres criaturas sacrificadas como eu.

Quem pode saber o que eles querem.

Mas agora eu sei o que quero, eu sei!

Um ano! Mas n�o sabe o que � um ano!

� um infinito! Eu n�o vou esperar um ano. Eu n�o quero!

Ent�o jogo fora a carreira.

Seria em tr�s ou quatro anos, de qualquer maneira. Isso n�o pode continuar.

Mas dessa vez eu pretendo fazer o que eu quero, uma vez!

E daqui a um ano, quem sabe a desculpa que voc� daria.

E, al�m disso, eu quero este...

e n�o outro.

Este j� est� vivo.

E vai permanecer vivo.

Eu j� lhe dei um nome.

Sim, ser� o nome do meu pai.

Meu amigo, quem lhe disse eu estava me divertindo �s suas custas,

porque, eu lhe asseguro, ela n�o est� aqui.

Saia da minha casa!

Esta hist�ria est�pida que Gl�ria est� aqui n�o � verdade.

- Senhora!

- Um helic�ptero aterrissou na colina.

Deus do c�u! Eu nunca vou me livrar deles.

Calma, calma, calma, senhores, calma!

- Quem s�o esses? - Como vou saber?

Est� bem, de acordo...

Gl�ria est� aqui.

Insisto que fiquem calmos, sim? Deixem-me falar!

Agora, ningu�m tem permiss�o de fotograf�-la ou de falar com ela...

porque ela vai estar aqui cinco meses...

O que est� dizendo? Voc� est� maluca?

Gl�ria vai sair daqui agora, voc� me entende?

Voc� est� zangado porque ela n�o iria para a cama com voc�, hem?

Cale a boca!

Pare com isso. N�o se atreva a escrever isso, seu covarde!

SENSO C�VICO

- Afastem-se todos. O que aconteceu?

- Ele passa mal, devagar!

- Vamos levant�-lo. R�pido. - Ele deu uma cabe�ada.

- Cuidado. Voc� est� bem? - O que aconteceu?

Policial, eu posso deix�-lo no hospital.

Estou tonto.

Lamento muito sobre isso.

Eu estou sangrando.

Eu coloquei meu p� no freio.

Eu n�o vou fazer isso.

- N�o se preocupe. - Quem fez isso?

Coloque-o aqui. R�pido.

Ele realmente ficou esmagado.

- Para onde vou? - N�o se preocupe, filho. N�o se preocupe.

Onde est� o meu caminh�o? Tem uma vaca nele.

� uma mulher fina. Isso mesmo. Conhece tamb�m o seu dever c�vico.

Vou vomitar.

Tenho um peso aqui no est�mago. Sinto-me mal!

Sinto-me muito mal.

Puxa, eu me sinto horr�vel.

V�, v�! Ah, rapaz, como eu me sinto mal!

Costumam dizer que voc� tem que continuar a falar.

Se voc� for dormir, pode morrer.

� melhor eu come�ar a contar. Dois, um, tr�s, quatro...

Eu estou t�o sonolento. Ah, Deus, eu estou morrendo.

Eu n�o posso ver nada mais. Estou vendo tudo negro.

Santa m�e, eu estou morrendo!

Vamos l�. Tire o len�o de seu rosto.

Ei, senhor? Escute, senhor!

Sim?

Ei, � uma senhora?

Sim.

Mo�a bonita. Se eu n�o me sentisse t�o doente...

Mam�e!

Mam�e!

Pagou seu seguro de carro? Oh, � melhor eu dizer quem eu sou, porque...

Torocci, Elio, Via della Ronocchia, 23.

Minha mulher � C�lia, fez apenas vinte e nove anos.

Eu sempre a amei. Faz-me chorar em pensar sobre isso.

Senhora, desculpe-me. Quer parar aqui?

Fique onde voc� est�!

Ei, tenha cuidado.

Ei, ei. Pare o carro.

Sinto como se minha cabe�a estivesse cortada.

Ei!

Ei! Deixe-me sair. Fa�a a volta. Onde est� indo?

N�o me importo para qual hospital voc� v�. Eles s�o todos bons.

Voc� passou por outro hospital. O Saint Giacomo j� passou.

Paro onde est� me levando? Est� me levando para o Giovanni.

Minha cabe�a!

Para onde est� querendo voar?

N�o posso ouvir nada.

Socorro! Cad� o hospital?

Ali! Voc� n�o viu?

Ali est�! � lindo!

Para onde estamos indo? O que est� fazendo?

Eu fiquei cego. N�o posso ver nada.

Est� tudo escuro.

Ei, e ontem eu estava lendo meu hor�scopo.

Ele disse: "Voc� vai ter um grande dia de sorte."

Talvez eu tenha lido o hor�scopo errado...

ou o cara que escreveu � um filho da puta.

Ei! Qual � o nome do cara que escreve isso?

Eu vou quebrar a sua cara.

Eu vou ter um grande dia de sorte!

Voc� n�o deve conhecer Roma...

porque est� indo na dire��o oposta.

N�o h� hospitais nessa estrada.

Por favor, senhor, voc� est� indo para a praia.

Senhor, eu n�o quero interferir, mas eu me sinto muito mal.

Por favor, leve-me a algum hospital antes que eu desmaie.

Seja bonzinho, sim? Deixe-me em qualquer hospital.

N�o importa que seja feio ou bonito.

Pare de tentar achar um bonito e deixe-me descansar.

Pode ser?

Bati minha cabe�a outra vez.

Fora! Fim de linha. Ligeiro!

Muito bem, venha.

Desculpe-me, estou envergonhado. Que hospital � esse?

Senhor, � uma cl�nica particular?

Escute: n�o h� nada errado com voc�.

- Olhe para l�. - Onde?

H� um lugar onde voc� pode conseguir �gua e lavar-se um pouco.

- Voc� acha que � melhor? - Adeus e obrigado.

Eles ter�o um pouco de �gua. Onde ele est�, senhor?

� logo ali.

Aquele senhor � uma mulher.

- � incr�vel. - D� pra acreditar?

Voc� est� quase na hora hoje.

Tive muita sorte. As ruas estavam vazias do jeito que eu vim.

Ei, desculpe-me, senhor. Minha cabe�a! Onde estou?

Eu tinha um caminh�o.

Meu caminh�o... Tinha uma vaca. Uma vaca...

O que aconteceu?

Mam�e!

M�e...

Agora eu desmaio...

Visto da Lua, este filme se intitula apenas:

"A TERRA VISTA DA LUA" N�o � nada e n�o foi feito por ningu�m

Mas desde que estamos na Terra, cabe bem informar...

que se trata de uma f�bula escrita e dirigida por um certo PIER PAOLO PASOLINI

Aqui jaz Chrisantema, mulher do Sr. Miao, nascida em 1901 e falecida tr�s dias atr�s.

Mam�e! Colocaremos luz el�trica e flores. � a mais linda do cemit�rio. Am�m.

- Pobre filho meu, ficou sem m�e.

N�o foi por minha culpa.

- N�o, a culpa � dos cogumelos.

Quantas vezes eu disse, n�o se deixe levar por estas vontades, Chrisantema.

"D� leite para este est�pido, Chrisantema. Viu s�, Chrisantema?"

"Ou�a um homem tolo e velho, Chrisantema".

� isto, Chrisantema...

Tinha tantos belos br�colis, naquela noite.

Mas, que vou fazer?

Eu ainda tenho alguns cartuchos por disparar, e vejo...

vejo o destino...

Estou empregado, e tenho uma casinha, n�o �?

E modestamente...

n�o sou t�o feio assim.

Voc� n�o � feio, eu acho.

E voc� n�o quer que eu encontre uma mulher que me fa�a companhia.

que me acompanhe, que seja minha mulher e m�e dele!

Como voc� gostaria que ela fosse?

Morena, morena, morena.

Eu prefiro as louras. Belas!

� essencial que n�o seja ruiva, est� certo?

Sim, sim, ruiva n�o!

Veja, Baciu, faremos um pacto, voc� e eu, hem?

Ela deve agradar a n�s dois.

Eu n�o escolho se n�o lhe agradar,

e voc� n�o escolhe se n�o me agradar.

Faremos meio a meio.

Est� bem, papai, mas sem truques, est� certo?

Toque aqui.

De repente, l� fora do cemit�rio.

- Uma vi�va! - Rapaz!

Vou l�?

Sim papai, v� nessa!

Respeito, Baciu. Lembre-se do morto.

Bom dia, senhora, belo trabalho.

Se me permite, eu beijo sua m�o...

Socorro! Perd�o, senhora!

Tenha miseric�rdia!

Espere!

Corra, Baciu. Ela pode ter matado seu marido!

Oi, oi, oi, oi, meu Deus!

- Olhe! - O qu�? Onde?

Verdade. Incr�vel!

� engra�adinha, mas tem os p�s de homem.

Ela lhe agrada? Tem certeza? Olhe direito

Sim, sim, � bonita, v� em frente papai!

Ent�o eu tenho que achar tamb�m. Pacto � pacto!

Senhorita, permite que fa�amos uma companhia?

Mil.

Socorro!

Olhe, que mulher!

� n�rdica!

N�o sei nenhuma palavra!

Vamos tentar, papai!

Senhora... senhora!

Senhora, senhorita!

Era um manequim...

Um ano depois...

Papai, estamos procurando h� um ano e n�o encontramos uma mam�e.

�, meu filho, a mulher ideal...

� como uma borboleta rara que vive s� um dia,

e se voc� n�o peg�-la, nunca ir� conseguir.

Meu filho, a vida � um sonho, e o ideal est� aqui.

Que belos cabelos ela tem.

Olhe para ela, papai!

Achamos a ideal.

e voc� achava que n�o ach�vamos, seu est�pido!

N�o a deixe escapar.

V�, v�, v�, papai!

Estou com vergonha!

Pelos diabos, v�!

Senhorita! Senhorita!

V�! Sim, sim, v�!

Por favor, boa, n�o �?

Gostaria de um ovo cozido?

Sim, voc� quer um?

N�o. Permita-me. Meu nome � Ciancicato.

E eu me chamo Baciu.

Mas por que n�o diz uma palavra? Por qu�?

Claro. Eu sei que sou um homem velho e voc� � uma deusa da beleza.

Quem pode saber quantos homens lhe adoraram como eu lhe adoro agora.

Feio, sem gosto, sujo, fedorento. Uma palavra...

uma palavra s�.

Papai, ela � surda muda!

Mesmo assim, eu quero casar com ela.

Voc�... �... casada?

N�o! Eu achei! Olhe minha explica��o!

Voc� e eu, homem e mulher. Case comigo.

Ela n�o p�de entender. Veja agora...

Ele disse que quer que voc� casar, casar!

F�, f�, f�, sim. Case com ele! Sim. V�!

Ela disse que sim! Ela disse que sim!

- Ent�o, Assurda Cai quer receber como leg�timo esposo o aqui presente Sr. Ciancicato...?

Miao.

Miao?

- Miao. - Miao, Miao.

Ciancicato Miao.

- Voc� Assurda Cai quer receber como leg�timo esposo o Sr. Ciancicato Miao?

Ciancicato Miao, voc� aceita tomar esta mulher...

como sua leg�tima esposa a aqui presente Assurda Cai?

Sim.

Eu os declaro marido e mulher. E boa noite.

E boa noite! Obrigado. Vamos.

Olhe Assurdinha. Este � o nosso ninho.

� isso que voc� pode chamar de um bairro panor�mico.

Luz, telefone... - �gua pot�vel.

Pot�vel!

Mas, que vou fazer!

Eu sei. Est� certo � outra coisa. Ainda que venha da Arg�lia.

Minha mulher adorada!

Mas aqueles caras feios n�o est�o aqui.

Bom dia!

Quase logo depois...

� um milagre. � como estar em S�o Pedro.

Assurdinha! Minha Assurdinha!

Assurdinha! Minha querida! Minha esposa! Um viva para Assurdinha!

Mas o homem nunca est� satisfeito com o que tem...

e o Sr. MIAO n�o faz exce��o a esta regra!

VENDO A CASA

Eu tenho um ideia grande, grande!

N�o entendeu?

� a maneira que teremos dinheiro para comprar a casa.

Um momento!

Ei, papai!

Muito bem! Muito bem! Muito bem!

- Faremos um abaixo... Uma subscri��o.

Faremos uma coleta, sim, sim!

Rapazes, em cena!

Assurdina! Assurdina!

O que est� fazendo? Eu preciso de voc�, mam�e querida! N�o pule!

N�o pule! Pare. Fique a�! Pare!

Minha mulher! Minha mulher.

Mam�e! Mam�e.

Minha mulher, minha amada! N�o pule!

Ela diz que tem quatro filhos com tuberculose...

e ouros tr�s com p�lio,

e � por isso que ela est� cometendo suic�dio.

Mas por que voc� se importa? Por que voc� se importa?

Mam�e, mam�e!

Ela est� dizendo que ao inv�s de assistir a seus filhos morrendo,

ela prefere cair morta aqui na frente de seus olhos.

Mas por que voc� se importa? Mas por que voc� se importa?

Vamos fazer uma coleta!

Claro, uma pequena coleta. Vamos fazer uma coleta, certo?

Salve uma vida. Vamos l�. Aqui est� a minha parte.

Obrigado, senhor. Obrigado, obrigado.

Mais que isso? N�o?

Sim, ela diz que tamb�m vai receber cheques.

Cheques, ouviram? Ela tamb�m recebe cheques!

Sim, ela est� dizendo que v�o fazer um suic�dio em grupo.

H� lugar para todos no cemit�rio!

Mas aqui na Terra s� h� espa�o para canalhas,

covardes, ladr�es, assassinos e avarentos.

Eu disse avarentos!

Vamos l�, pessoal! Ponham para fora!

Agora ela est� dizendo que ela n�o quer viver. Ela s� quer morrer.

Est� em seu c�rebro e agora ficou preso l�.

Ela est� realmente morta.

Aqui jaz Assurda Cai. Que porcaria de servi�o fizemos!

Mas... ela poderia ter observado onde pisava.

Ela era t�o brava, pobrezinha, parecia um anjo do c�u.

Era grande, grande e ainda assim pequena como uma garotinha.

Era uma Santa e, portanto, n�s a ador�vamos.

N�o falava e, no entanto, dizia tudo. Estamos acabados. Realmente acabados. Am�m.

Assurdina!

Mam�e!

Meu cora��o!

Baciu e eu ficamos sozinhos. Por qu�?

Eu n�o posso continuar mais.

Por que voc� correu?

Bem, eu s� fui atr�s de voc�.

Voc� viu alguma coisa?

Eu, eu n�o.

Est� bem.

V�, Baciu.

Voc� vai ter que me desculpar, papai. Eu tenho que ir, voc� sabe.

Controle-se. Voc� pode ir amanh�.

E nosso pacto? Temos que ficar um com o outro, n�o?

Calma!

Com licen�a? � Miao.

Papai, est� um sil�ncio.

Est� rindo?

Est� certo.

Voc� n�o est� morta?

Morta? Sim?

Espere, filho de uma... N�o me deixe s�!

Espere! Socorro! Salve-me!

Em torno do meio-dia...

Quem, eu? Acho que ela deve pensar que eu sou louco.

Mas voc� est� a mesma coisa quando estava viva?

Mas pode cozinhar?

E esfrega os tachos e panelas? Pode?

Mas voc� pode...

comer?

Assurdina, voc� pode beber?

E sobre...

Voc�... Papai, desculpe se eu rir.

Voc� pode dormir com papai?

Mas como? Isso � uma coisa maravilhosa que nunca aconteceu antes.

� um milagre. No entanto, voc� est� com medo de aceit�-la.

Bem, felicidade...

� a felicidade!

Baciu. Vamos pra nossa casa.

Vamos.

Ela � de verdade, Baciu, sem perguntas!

Assurdina! Minha mulher!

� bom lhe ter de volta!

Moral: estar morto ou estar vivo � a mesma coisa.

A SICILIANA

Niccol�.

Assassino!

Filha, voc� est� em casa?

- Filha! - Papai!

Quem � esse homem? Voc� est� escondendo de mim.

- Bem? Quem � este homem? - Nunca direi.

D�-me! D�-me! Est� ouvindo?

Isso � engra�ado. Eu n�o o reconhe�o.

Quem � ele? Fale!

Diga-me quem � ele! O que ele lhe fez?

- Eu nunca direi! - Diga-me!

Diga-me, ou eu vou torcer o seu pesco�o.

Eu prefiro que minha l�ngua seque ou que serpentes comam minhas v�sceras,

ou ser dilacerada por lobos.

N�o, eu me recuso a falar!

- Ent�o voc� n�o quer falar. - N�o.

Orgulhosa e nobre, n�o �, filha?

Como seu pai, voc� � cabe�a dura, teimosa como um touro.

Mas para esta �poca...

Papai!

Filha.

J� que voc� insistiu, vou lhe dizer o que ele fez.

Estou escutando.

Era o dia de Santa Riparata.

De repente, ele olhou para mim na missa da meia-noite para Santa Capuana.

Ele me cumprimentou. Eu sei.

Ele falou em voz alta?

N�o, mas tocou no seu chap�u.

Eu n�o posso acreditar em meus ouvidos.

Na festa de S�o Calogere ele piscou o olho!

- O seu? - N�o, o dele. Nessa piscada vinha uma mensagem.

Santa Punta Rosalia.

Fiquei bastante chateada.

Era imposs�vel descansar at� o dia de Santa Restituita,

quando eu o vi perto de Santo Nastasio,

em uma multid�o que era realmente imensa, ele estava distante.

Mas mesmo assim ele fez este gesto para mim.

- Ele fez esse gesto? - Para mim. Eu juro.

Mas � como prometer um compromisso.

Absolutamente. Sim, ele acendeu um fogo em mim.

Mas no dia da festa de Santa Catera,

ele fugiu de mim t�o r�pido quanto p�de...

e se escondeu no sal�o de bilhar.

Desde ent�o ele me evita.

Ele fugiu com todas as minhas esperan�as e ora��es.

Agora eu entendo por que voc� ficou t�o magra.

Estou seca e sumindo. Eu me sinto como se fosse ser consumida pela morte,

como minha Santa Theodulinda das Sete Dores.

Eu estava desnorteada. Ele me traiu com seu cora��o malvado. Vil sedutor cruel.

- Seu nome! - Nunca!

Seu nome ou lhe mato!

Nenhum homem pode me fazer dizer, mesmo que voc� me mate!

Eu arrancarei esse segredo de voc�,

menina, teimosa de cabe�a-dura, filha orgulhosa.

Tudo certo. Voc� � digna do nome de seu pai.

- Papai! - Filha!

J� que voc� insiste mesmo, eu lhe direi.

Estou lhe ouvindo.

O nome desse horr�vel monstro que me fez essas coisas � Niccol�.

- Niccol� de qu�? - Pela Virgem Sant�ssima, perdoe-me.

Niccol� de qu�?

Ele � de Basilico, perto de Schiro. N�o quero falar mais nada.

Ent�o � Niccol� Paterno!

FAZENDA BASILICO

Niccol�.

Assassinos!

Destino cruel! Assassinatos cru�is!

Quem � o respons�vel por isso? Quem?

Por que fez isso?

Sangue derramado por toda a terra. Mas por qu�?

Sangue, sangue, sangue!

Papai, meu querido pai! Por que voc� matou meus primos?

Primo, querido primo. Irm�o, querido irm�o.

Por que voc� matou nosso querido tio?

Pai, irm�o, filhos, tios primos, todos assassinados!

Todos assassinados como c�es raivosos!

Voc� abandonou a sua mulher.

Por que fez isso?

UMA NOITE COMO A OUTRA

Acorde! Olhe pra mim, olhe pra mim!

Voc� n�o parece ter notado que eu mudei meu cabelo!

Voc� n�o percebe mais nada!

Eu poderia receb�-lo nua quando voc� chegar em casa e voc� n�o notaria!

J� fez um ano desde que voc� me trouxe flores, um ano, sabe?

Quer alguma fruta, querido?

Obrigado.

Est� do jeito que eu gosto mais.

E um pouco mais de u�sque, querida.

Se voc� servi-lo, ter� um gosto melhor.

Se isso continuar assim eu vou fazer algo louco.

Vou lhe trair com o primeiro homem que eu encontrar.

Eu sou jovem, eu sou bonita. Eu posso fazer o que quiser.

Eu posso superar qualquer obst�culo. Eu posso viver em uma cabana!

Mas eu preciso de amor, amor, amor! Mas voc� se tornou cego, surdo, mudo!

Voc� est� morto dormindo, acorde!

N�o beba muito, querido. Isso vai lhe deixar sonolento.

Voc�s americanos s�o assim.

Carlo, eu tomei uma decis�o importante.

Minha m�e vai concordar, e meu pai, naturalmente, que compreendeu.

Mas somente sua opini�o, meu amor, realmente interessa.

Eu decidi parar de usar �culos...

e usar lentes de contato. Voc� gostaria disso, n�o �?

Voc�s, americanos, as inventaram.

Querida, fique � vontade.

Obrigada, querido.

Fique � vontade, fique � vontade! Bata na minha cara, abrace-me,

fa�a alguma coisa, em suma, mas "fique � vontade". Fique � vontade, fique � vontade!

Ou�a, milhares de pessoas tamb�m dormem pouco. Bem aqui nos jornais,

voc� sabe, h� sempre m�s not�cias porque as pessoas n�o dormem o suficiente.

Eu, que acho que sou uma pessoa decente, eu sou uma boa pessoa, n�o � verdade?

- N�o � verdade? - Bem, claro!

Est� certo. Quando eu durmo o suficiente.

Mas quando estou com sono, eu fico desagrad�vel.

Ou�a esse ru�do.

Mesmo aqui eles s�o uma obsess�o.

Poderia fechar a cortina, querida?

H� �dio nisso, nenhuma civilidade.

Canibais! N�o, mesmo com canibais pode-se encontrar algo bom na humanidade.

N�o t�o f�cil de fazer. Obrigado.

Querido, gostaria que me dissesse em outras palavras, alto e bom som, que...

mais uma vez esta noite voc� n�o tem nenhum desejo de sair, voc� prefere ir dormir.

Mas eu estou olhando o guia de cinema.

Adriano: A B�blia, �pico da M�gica.

Ambassador: Virgens Preferem Leite. Barberini: As Aventuras de...

Voc� me fez passar a vontade.

Voc� � um funeral, Carlone. Voc� � mon�tono.

Ent�o voc� deveria ter se casado algu�m mais eloquente.

Eu nem sei como ser eloquente. Vou ter que ir.

Antigamente voc� falava cantando, em diferentes tons,

em ritmos que mudaram.

Giovanna, vamos ao cinema! Ao cinema!

Ao cinema!

Bem, na verdade voc� mudou, minha querida.

Eu?

Voc� nunca costumava dizer para mim, "Voc� mudou, voc� mudou."

Agora voc� diz. Portanto foi voc� quem mudou.

Mas meu querido, voc� se tornou outra pessoa.

�s vezes eu n�o lhe conhe�o!

Eu me pergunto: ''� ele mesmo? Poderia ser realmente?"

Voc� nunca vai acreditar, mas esta noite eu queria comprar-lhe rosas.

Chegar em casa com uma rosa.

O pensamento era o suficiente, querido?

Eu estava prestes a parar na loja de flores mas ... dez,vinte, cem carros atr�s de mim,

um empurra-empurra, imposs�vel de parar.

N�o h� mais liberdade, nem independ�ncia. Sempre...

- Carlo! - Qu�?

Calma! Lembre-se das crian�as.

� certo que todos os objetivos que o meu partido...

Se alguma vez houve um homem que foi sempre o mesmo, sou eu.

Casa e escrit�rio, escrit�rio e casa, indo e vindo.

Est�vamos at� contando ontem no escrit�rio...

Voc� sabia que oito em dez colegas t�m amantes?

Somente Petrosini eu n�o sei. Petrosini gagueja, gagueja terrivelmente.

Ele n�o poderia... Ele n�o diria a uma mulher, "Eu a amo". Isso faria rir.

E pelo tempo que ele demoraria,

a menina estaria vestida e pronto para ir para casa.

Mas o que voc� me perguntou, Giovanna? Voc� precisa de algo?

N�o, nada, Carlo. N�o vamos falar nisso mais. N�o interessa.

A Terra, a Terra A Terra n�o ter� limites.

A Terra, a Terra A Terra vai nos trazer boa sorte.

A Lua, a Lua A n�s pertence o futuro.

Voc� me machucou! Voc� me machucou. Voc� me machucou.

Eu quero lhe machucar. Eu quero destru�-la, aniquil�-la,

devor�-la, com�-la.

Carlo?

Voc� se lembra quanto me disse que queria...

devorar-me?

Qu�?

Devorar-me.

Eu disse "devor�-la"? N�o querida.

Esse � um verbo que eu nunca usei, e nunca usarei.

N�o minta, Carlonaccio.

Voc� � o tipo que, se eu morrer, depois de um m�s voc� se casa de novo.

Um m�s?

E quanto ent�o? Seja honesto. Eu sei que voc� casaria de novo.

Ent�o quanto tempo depois?

Querida, s�o perguntas absurdas.

Responda!

Cinco anos, seis.

E isso parece muito tempo para voc�?

Sete, oito...

Mas uma vez voc� disse vinte, trinta!

Acredite, amor, todos os seus sentimentos est�o diferentes.

Mas muito, muito diferente! Basta lembrar, por exemplo,

de 1959, que grande neg�cio!

Depois veio 1962,

um pouquinho menos. Menos. Menos.

E depois sempre menos.

Sempre menos! Sempre menos!

Uma reviravolta.

Para ser precisa, sua afei��o est� 70% diminu�da.

Que houve?

Nada. Um copo. O �ltimo do conjunto.

E os outros?

Lucia quebrou todos os outros. Quebrou 23.

Vinte e tr�s?

Ent�o vamos arranjar uma nova empregada.

Bem, ela vai se casar Na primavera.

Talvez outra d�zia, n�o mais.

Vai se casar? Ningu�m me diz mais nada.

Um bom rapaz.

Ele � um a�ougueiro. Mas louco de amor.

Basta pensar, um a�ougueiro.

Sempre coberto de sangue, como um bife.

Sempre com uma faca na m�o. Gasta tudo o que ele faz em �gua de col�nia.

Quando vem pegar Lucia, vem banhado em �gua de col�nia.

Eu gostaria de saber exatamente o que eu sou nesta casa. Realmente!

Est�o sempre a falar na liberta��o das mulheres, mesmo as Na��es Unidas.

A verdade � que somos apenas escravas.

E eles s�o os sult�es! Nossa sociedade � como um har�m.

Esper�vamos tanto da Am�rica, e olhe para isto!

Ele veio para a It�lia e acabou pior do que o resto.

Bem, o que ele pensa que �, o senhor?

O que no mundo ele pensa que �?

Voc� nunca viu si mesmo se levantar de manh�.

Que cara voc� tem, parece uma bagun�a.

Voc� nunca viu si mesmo cortar os cabelos do nariz.

Mas, sim, voc� est� bem conservado, voc� ainda � jovem, voc� � bonito.

Bonito? Lindo! Fascinante. Mas emocionalmente, � um sapato velho.

Um sapato velho.

Mas voc� nunca se viu falar ao telefone com seu chefe.

"Sim, comendador. Perfeitamente, comendador Ser� feito, comendador.

"Fique certo, comendador. Meus respeitos, comendador".

Hip�crita, voc� tamb�m � hip�crita.

Mas voc� nunca se viu � mesa.

Como � educado, que modos! Que toque delicado!

Sua educa��o � evidente.

A partir de amanh�, n�o irei mais colocar palitos na mesa.

Est�pido!

Voc� disse a�ougueiro? E n�o tenho preconceito com classe social.

Se meu filho quisesse ser um a�ougueiro eu n�o faria obje��o.

Todos deveriam fazer seu desejo.

N�o seja ir�nico. � verdade que toda poesia nesse mundo que persiste...

entre um homem e uma mulher voc� encontrar� somente no a�ougueiro.

E a prop�sito de seu filho,

devo lhe dizer que ele est� tomando o caminho errado.

Olhe o que ele l�, olhe.

Ele n�o l� mais nada. E at� a televis�o diz que isso � bom.

Televis�o? Bem, ent�o n�o � verdade.

Esses s�o os homens. Voc�, por outro lado, entedia at� a morte.

Giovanna!

Deixe-me livre! Deixe-me livre... Assim s�o os homens.

Giovanna!

Giovanna, pense nas crian�as!

Giovanna, pense nas crian�as!

Giovanna, pense nas crian�as! Pense na fam�lia!

N�s temos a obriga��o de pensar nos filhos.

Este deve ser o nosso pensamento dominante.

Por que n�o vamos cham�-lo uma noite? S�bado eu vou lev�-lo ao teatro, hem?

�timo.

Minhas pernas est�o em nada. O patr�o ficou no meu p� por horas esta manh�.

Ele nunca para de falar. Fica sentado atr�s da mesa e eu em p� l�.

O que custaria a ele pedir que eu sentasse?

Ele tem um prazer s�dico de deixar seus empregados em p�.

A humanidade est� dividida entre sentados e em p�.

Ent�o eles ficam surpresos que de vez em quando uma bomba explode.

Estou ficando com sono.

Com sono de verdade.

Vamos.

Vamos sob as cobertas frescas, macias e brancas.

E minha mulher deve vir comigo.

� como uma viagem de navio. Vamos. vamos para a manh�,

um querido e doce sonho.

Acorde, sobrevivente! Peixe fresco, sucata! Vegetal!

Voc� sabe quem me cumprimentou esta manh� no meu novo penteado?

Quem?

Domeniconi.

Lembrou de colocar o despertador para sete horas?

Uma vez quando eu apenas mencionei Domeniconi

e voc� pulava como um sapo.

Sim, mas com o tempo v�m melhoras. Eu com ci�mes de um bosta como Domeniconi.

Al�m disso, depois de dez anos de casamento...

Que quer dizer? Que est� tudo acabado?

N�o! Quero dizer... Deve haver confian�a. Sem confian�a, n�o h�...

Mas a confian�a n�o deve impedi-lo de...

notar que hoje eu pintei os meus cabelos.

Sim, sim. Eu notei que est�o mais claros.

N�o est�o mais claros. Realmente eu escureci. Como voc� mente!

O que voc� quer de mim? � um penteado importante? Cor do cabelo?

Desculpa-me, que � isso? Sou um homem moderno, n�o o das cavernas.

Venha c�, amor.

Antes do fim do ano n�s dois tiraremos umas f�rias.

Um m�s inteiro apenas para n�s dois.

Iremos para as montanhas, metidos em um hotel,

e faremos amor dia e noite.

Nem mesmo farei a barba.

Viveremos de iogurte em caixa.

Enfiar�o a correspond�ncia por baixo da porta e n�s n�o iremos responder.

Amor, amor, noite e dia.

Eu n�o quero ver ningu�m mais, querida. S� quero ver seu rosto,

sua boca, seus olhos, sua garganta, suas pernas, isso e isso.

Toda querida, �nica, linda.

Entraremos gordos como dois porcos e sairemos magros com dois arenques.

Deixamos nosso relacionamento escapar, mas iremos alcan��-lo, voc� vai ver.

Acredite em mim, � tudo culpa da sociedade. Todo mundo precisa do seu canto...

pode ser pequeno, mas seu.

N�o, amor, em Cortina, vamos fechar a porta,

pendurar o aviso "N�o Perturbe". Se algu�m tocar, eu atiro.

Vou lhe beijar de um modo diferente.

Porque n�o pode parecer assim, mas eu penso sobre isso, sabe?

Eu penso sempre.

Mesmo no escrit�rio, sonhando com coisas novas,

como o beijo triplo. � lindo o beijo triplo.

Sim, flores, cadeiras, poltronas para todos.

Ser� maravilhoso, divino. Noite e dia.

Olhe, querido, n�o � s� pela a coisa em si, n�o me interpretem mal.

Eu poderia ser, mesmo por um m�s, casta e pura como uma freira.

Mas n�s, mulheres, precisamos...

que prove. Entendeu?

� o cora��o que o exige, mesmo que pare�a o contr�rio.

Voc� � um ego�sta, um pobre homem acabado.

E voc� pensa que eu estou acabada tamb�m.

Mas est� errado, eu ainda sou jovem.

Sou jovem!

Voc� est� errado!

Eu sou sexy!

Voc� est� errado, eu sou sexy! Corno!

Onde est� ele?

Corno!

Corno!

Qual � o seu nome? Venha, eu quero saber o nome dele! Confesse!

Diga-me o seu nome, confesse, fale!

ou eu lhe estrangulo! O nome!

Antonio, Sergio, Enrico, Michele, Pepino, Giovanni,

Federico, Aldovico, Marco, Claudio, Cesare, Alberto,

Dino, Guillermo, Armando, Tomaso, Domeniconi!

Presente!

Adriano, Felice, Alessio, Ignazio, Rinaldo, Giacinto...

Umberto, Luca, Pietro, Donato, Oreste, Francesco, Achille, Bruno...

Quando eu passo pela rua todos, todos mesmos, olham para mim.

Giovanna!

Orla? Aonde voc� vai? Aonde voc� vai, Orla?

Orla, voc� deve voltar! Orla, vamos! Orla, volte!

- M�rio! - Papai!

Luigino!

Carlo!

Que est� havendo?

Voc� estava roncando.

Voc� me acordou s� para dizer isso?

Eu trabalho como um cachorro para trazer pra casa 300 mil Liras por m�s,

e n�o tenho o direito de roncar?

Tenho que acordar amanh� �s sete horas da manh�.

Entendeu? Sete horas!

Mas o que h� com voc�? Voc� est� nervosa atualmente.

Deveria tomar uma boa x�cara de ch� de camomila � noite, ao deitar.

Certo, Sabe o que eu vou fazer?

Amanh� comprarei para voc� muita camomila.

Voc� pode beb�-la como caf� da manh�, almo�o e jantar.

-Eu o amo. Eu o amo Eu o amo.

-Eu o amo. Eu o amo.

Tradu��o das legendas: PARENTE - BRASIL

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