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Original subtitles

LA PORTA ROSSA S01E07

legendas @drcaio

N�o sei como esses bilhetes apareceram.

Talvez quisesse me fazer uma surpresa. � estranho...

Que apare�am agora. Incr�vel.

Talvez algum agente os tenha encontrado durante a revista...

e colocou no livro de Pavese...

O absurdo � que estavam na p�gina...

da poesia favorita de Leonardo.

Talvez isso signifique alguma coisa.

- Ainda que n�o entendamos. - As coincid�ncias n�o existem.

Sim, mas por que se faz de c�nica?

Estes bilhetes n�o te deixaram indiferente...

Anna!

- Oi. - Oi. - Como vai?

- Oi. - Tudo bem? - Oi, Beatrice. - Oi.

- Est�o procurando enfeites? - Sim, algo assim.

- Este ano n�o tenho vontade de por �rvore. - Por qu�? - Nina.

Porque... � um Natal triste para mim.

Se n�o puser a �rvore, n�o poder� receber os presentes.

- Tem raz�o. Bonitas essas bolas de Natal, posso v�-las? - Claro.

- Onde compraram? - Naquela lojinha.

- Vamos ver se encontramos mais? - Vamos.

- Sempre no bra�o da m�e. - Viu?

Quer imit�-la?

- Tenho medo de perder um ente querido. - O que quer dizer?

Acho que quem me traiu foi meu pai.

Seu pai? N�o entendo.

Rambelli, meu chefe.

Sim, eu sempre considerei ele... Um pai

- Sim. - Muitas vezes somos tra�dos pelas pessoas pr�ximas.

- E agora o Natal se aproxima. - E o tempo acaba.

Sim.

Escutei Rambelli dar um telefonema.

- Marcou encontro esta noite. - Com quem? - N�o sei.

Mas sei que tem algo... algo que n�o vai bem.

Logo descobrirei a verdade.

�s vezes a verdade � perigosa.

- Onde voc� est�? - Trouxe o dinheiro?

- Trouxe o dinheiro? - Por que a arma?

N�o gosto de surpresas. Vamos, deixe-me ver.

Todas de 50 como voc� pediu.

Levante as m�os e vire-se.

Puxa vida, quanta confian�a...

- Onde est� a mercadoria? - Calma, j� mostrarei para voc�.

Vamos, ande.

Ande!

Abra a porta, vamos.

Abra a van.

- Meninas. - Satisfeito? - Sim. Acho que sim.

- Levo a van tamb�m. - Est� inclu�da no pre�o.

Bom.

- As chaves est�o no lugar? - Sim.

Feche a porta e n�o incomodo mais.

Certo.

Levanta, bastardo!

Levanta!

Em que merda de neg�cios est� metido?

Tudo bem, senhor?

V� buscar uma bebida quente para essas meninas.

Eu cuido do ogro. Acorde!

- Acorde! - Quem � voc�?

Venha comigo, explicarei. Vamos.

- Me traiu, seu merda. - Ande!

- Voc� me traiu tamb�m. - Desligue as c�meras.

Pare a grava��o, preciso falar em particular com Ponti.

- Tudo bem, senhor. - V� tomar um caf�. - Sim.

E ent�o?

Talvez n�o tenha entendido, n�o vou falar com voc�.

- Quero ver meu advogado. - � voc� que n�o entende.

Voc� n�o vale nada. Mas tem uma boa not�cia.

Voc� n�o me importa nada.

J� ouviu falar de Cagliostro?

O imbecil que se deixou ser morto?

N�o fale assim dele. Era meu amigo.

Sen�o, voc� pode chegar morto na cadeia.

Depois da morte dele descobrimos...

que passava informa��es aos traficantes de prostitui��o.

- Conhece todos eles, voc� leva as meninas. - N�o sei de nada.

Eu li muitas transcri��es de suas conversas.

Em 3 de junho, �s 15:18, ligou para Paolo Ruggeri e disse...

"Eles est�o tranquilos, t�m seguro"

Depois de alguns minutos, na mesma liga��o...

"Acham que n�o sei nada"

"mas conhe�o o santo que o protege."

Ponti, diz para mim tamb�m quem � esse santo?

Eu nem me lembro dessa chamada.

Devo ter apenas falado por falar.

Com seus antecedentes criminais

e acusa��o de sequestro de pessoas,

trata de seres humanos e

desacato a um funcion�rio p�blico.

30 anos � o que vai receber! Que porra voc� quer fazer?

Vamos come�ar de novo. Cagliostro era o informante?

Bravo. V� que n�o � dif�cil?

Vamos, diga o nome desse desgra�ado.

- Rambelli, temos que conversar. - Agora? - Agora.

J� vou, Sr. Piras. Quando eu voltar, quero o nome.

Se chama Ponti, consegue as meninas para a prostitui��o.

Um peixe pequeno.

- Por que est� prendendo ele? - Sr. Piras,

o informante dava dicas para os chefes da prostitui��o...

e ao Mexicano. No relat�rio est� escrito...

que Ponti conhece o nome do policial corrupto.

- Parece que conclu�mos que era Cagliostro. - N�o estou seguro.

N�o apenas por amizade, mas sabe que n�o posso trabalhar...

sabendo que um dos meus homens se vende a criminosos.

Entrei em contato com Ponti. Fingi que queria garotas

para prostituir em festas privadas.

Deve ter dado dinheiro para ele.

- � claro que sim. - Como conseguiu isso?

Peguei no cofre da delegacia. Mas eu j� devolvi.

Percebe que o que voc� fez � uma loucura?

Eu deveria denunci�-lo.

- Senhor... - Quieto, ou�a!

N�o posso ser o c�o de guarda de voc� e seu esquadr�o.

Ponti deve ter um advogado...

e tamb�m estarei no interrogat�rio.

� vontade.

Apague tudo e nos vemos amanh� �s 8 da manh�.

Deixe-os ver essa ferida.

Merda!

Vanessa.

- Como vai? - Bem, por qu�?

N�o veio ontem a noite, n�o responde as mensagens...

Estava ocupada.

N�o me contou como foi com sua m�e.

H� pouco a dizer. Ela n�o me queria

antes e n�o me quer agora.

Sinto muito. Hoje a noite eu toco em outro lugar.

N�o vai dar para ouvir muito o hang,

n�o � o mais importante do grupo.

Talvez voc� n�o tenha entendido...

N�o, entendi muito bem.

- Oi. - Oi.

Vem aqui?

- Do que estavam falando? - De uma festa de m�scaras.

- Esta noite. - Onde?

Na casa de Raffaele Gherardi.

- N�o te convidou? - N�o.

Desde que o deixei, n�o tenho um bom relacionamento com ele.

Nem com voc�s.

Me desculpem, tenho ficado meio estranha ultimamente.

Sabe...

Gostaria de vir para a festa conosco hoje � noite?

A m�e de Raspadori estava certa.

O legista confirmou que a menina n�o consumia drogas.

Pelo contr�rio, tinha um estilo de vida saud�vel.

Tinha uma malforma��o do cora��o sem saber.

- Quando tomou a Red, foi fatal. - O corpo foi movido.

Sim, a pol�cia cient�fica confirmou.

O que significa que morreu em algum lugar inconveniente...

ou ao lado de algu�m n�o conveniente.

� prov�vel.

Tente interrogar os amigos.

Vamos tentar saber quais lugares e que as pessoas frequentava.

Talvez tenhamos subestimado o caso.

- Sim? - Preciso falar com urg�ncia.

- Sobre o qu�? - Em particular.

- Eu te ligo mais tarde. - Sim.

- Tenho cinco minutos. - Posso?

O que voc� quer?

Que me escute.

Por favor.

Agora ficar� contente. Fizemos como voc� queria.

- Ponti agora cala a boca. - A lei permite isso.

- N�o � minha culpa, garanto. - Duas coisas s�o verdadeiras.

Primeira, Cagliostro n�o era informante.

Segunda, ele estava certo.

- Voc� � um grande bunda mole! - Tenha calma!

Voc� nunca me viu com raiva.

Por enquanto est� tudo bem.

Nosso homem conseguiu fazer voc� sair.

Tranquilo, o magistrado apagou o assunto.

Aqui est� escrito o que deve fazer.

Sair� esta noite.

Uma vez fora, nossos amigos entrar�o em contato com voc�.

Nos vemos l� fora.

Tinha a miss�o de descobrir

o informante dentro do nosso esquadr�o.

Cagliostro era o principal suspeito.

Por isso que eu estava sempre com ele.

Ao princ�pio.

Quanto mais eu o observava...

mais gostava dele.

Eu o admirava muito como policial.

Mas foi muito mais.

Espera.

- O que foi? - � melhor que v� para sua casa.

N�o � uma boa noite.

- O que voc� diz? - Vamos parar aqui.

Por qu�?

Parece que gostava, at� h� dois dias.

Muito.

Mas � melhor pararmos por aqui.

Voc� deixou sua casa, n�o deve estar bem com sua mulher.

- O que voc� sabe? - Voc� me disse.

N�o sabe nada dela.

Anna ignora muitas coisas.

Ela � diferente.

Eu sei tudo sobre voc� e gosta de mim.

Eu a amo.

Eu...

Eu me apaixonei.

Sou uma idiota.

Estava disposta a dizer para ele que o estavam investigando...

e estragar tudo, s� para ficar com ele.

Mas eu n�o valia nada para ele, s� pensava em voc�.

Tudo o que ele queria era ter uma segunda chance.

Talvez voc� possa dar a ele agora.

J� a escutei, agora, se n�o se importar...

Um dia voc� me pediu para falar de mulher para mulher.

Eu fiz isso hoje.

Se ainda interessa saber onde est� Helena Cassian, HC.

Eu descobri.

- Boa tarde. - Oi. - Oi.

Oi...

- Muito legal o lugar! - � estupendo.

- Raffaele nunca te trouxe aqui? - N�o.

Pensa que poderia ter perdido a virgindade aqui.

Olha que coisas.

A verdade � que voc� e Raffaele n�o t�m nada em comum.

Mas a estranha do casal � voc�!

- Oi. - Olha quem est� l�. - Toca aqui?

- Parece que sim. - Vane.

Podia ter me dito que tocaria aqui.

Se eu te dissesse que era na casa de Gherardi,

mudava alguma coisa?

Parab�ns pela companhia.

- Filip, queria dizer... - O qu�?

Tem vergonha de estar comigo?

- Obrigado. - Filip, anda. Est� pronto?

Desculpe, temos que tocar.

Paolo.

Disseram que est� mal, o que voc� tem?

Vomitei duas vezes. Talvez algo que comi.

Coitadinho, a barriga est� doendo?

Certo, vamos ver se tem algu�m na enfermaria.

Venha, vamos.

Fique confort�vel, deite na cama.

O m�dico est� chegando.

Vamos.

- Sra., quer que a acompanhe? - N�o precisa.

- Oi. - Oi.

Trabalha aqui?

Yvette � cara.

N�o � problema.

- Strip-tease ou privado? - Privado.

Ol�...

O que quer que eu fa�a?

Est� a�? N�o � de falar muito.

Nem sempre � necess�rio falar.

Espera...

� uma mulher.

Calma, n�o precisa se envergonhar.

Amor � amor. Estou aqui para satisfazer seus desejos.

Quero saber o que voc� sabe, Helena.

Quero saber o que voc� sabe sobre Cagliostro.

Quem � voc�? Que merda quer de mim?

Como sabe meu nome?

Conv�m voc� falar...

- Eu n�o sei nada! - Eu acho que sim.

Estou investigando a morte dele. Estou aqui para evitar exp�-la.

Sei que o conhecia, � melhor voc� falar.

Sei que voc� ligou para ele na manh� do dia em que foi morto.

Sobre o que falaram?

O que � isso? Uma merda de interrogat�rio?

Certo, trans�vamos, est� bem?

Sabe com quantos homens eu transei?

Todos esses homens pintaram sua casa?

- Era um cliente muito... - N�o � verdade!

Por favor, se sabe algo que me ajude

a saber porque ele morreu, me diga.

Eu lhe imploro.

Era cliente dela.

Acho que sabe muito mais do que disse.

Penso que tem medo. O menino com quem a viu...

Talvez seja isso?

N�o sei. E o celular de Leo?

E se fosse filho dele?

N�o.

Mas veio com voc�.

N�o � a mesma coisa.

Estou gr�vida de Leo.

Amanh� vou ao m�dico para abortar.

Voc� � uma mulher inteligente e corajosa.

Se � isso que voc� decidiu, ser� justo.

- Prontos, pessoal? - Prontos. - Carregados?

Um, dois, tr�s... vamos...

Como sempre, Ragni vence.

Nem posso ir ao banheiro em paz!

O chefe da casa. O rei da festa.

- Minha homenagem, majestade. - O idiota de sempre.

Raffaele, quer? Te dou de presente.

N�o tomo essa merda, est� claro? Obrigado.

Que merda voc� faz aqui?

Esquece. V� embora.

Espera...

Disse que queria se divertir comigo. Vamos ent�o.

- Vanessa, para. - Vamos.

N�o quero nada com garotinhas como voc�, est� claro?

Olhe para voc�, est� b�bada.

Quer ser uma menina m�?

Esta � oferta da casa.

Muito bem.

Se quiser mais, sabe onde me encontrar.

Fez o que lhe dissemos?

Sim.

Aquele idiota iria ferrar todos n�s. Onde est�?

� a �ltima vez que fa�o algo assim.

Onde est�?

Anda, vamos, onde est�?

Termine o trabalho, vamos.

Toma.

Vamos.

Deus!

Por que n�o me parou?

Senhor, estou perdido.

Mas voc� sabe tudo e v� tudo...

Talvez voc� possa me salvar...

O que voc� quer para mim? � isso o que voc� quer?

Oi.

Podia avisar que chegaria tarde. Estava preocupada.

Tive um imprevisto.

Espero que n�o seja nada grave.

- Tudo resolvido. E as meninas? - Dormindo, � muito tarde.

Preguntaram por voc� o dia todo. Foi dif�cil coloc�-las na cama.

N�o fui ao cinema.

Senhora...

Leo n�o � a pessoa que os jornais descrevem.

Eu acho que ele n�o � o informante.

Acho que n�o foi morto pelo Mexicano.

Deixe-me ajud�-la.

Juntas podemos descobrir a verdade.

- N�o quer falar? - Do qu�?

- Tem a ver com Leo? - O que Cagliostro tem com isso?

Desde que morreu, voc� se tornou impenetr�vel.

Deve ser o cansa�o.

Sei que h� outra coisa. Por que n�o quer falar?

Fala s�rio!

Estou cansado e ainda tenho que passar por um interrogat�rio?

N�o fique nervoso. S� queria conversar um pouco.

Sim, desculpe.

N�o estou com vontade de comer.

Talvez voc� esteja um pouco cansado.

Espero voc�.

- Federica, Ilaria. sabem onde est� Vanessa? - N�o.

Salvem a menina.

Calma.

Cagliostro est� morto.

N�o pode voltar.

Me esperava, n�o? Idiota!

� voc�?

Eu sei. Leo?

Leo!

Vanessa. O que voc� fez?

Vanessa.

Eu lhe imploro, n�o fa�a isso comigo.

Vanessa! Por favor, abra os olhos...

n�o fa�a isso comigo.

Vanessa!

Saia daqui.

Vanessa. Olhe para mim.

Olhe para mim, � o Filip. Sim, olhe para mim.

Vanessa, olhe para mim, fique comigo.

- O que voc� deu para ela? - Temo que tenha tomado uma Red.

- O que � uma Red? - Vanessa, venha comigo.

Vanessa.

- Voc� � um idiota! - Eu te lembro que...

Vanessa, olhe para mim. Acorda.

Isto � o que voc� quer, Leo?

N�o sei porque eu reajo assim quando estou mal.

Entendo que voc� est� mal.

Mas quando tem um problema, deve reconhec�-lo e enfrent�-lo.

Meu pai sempre diz isso, odeio quando

ele diz isso, mas ele est� certo.

Para voc� � f�cil, est� equipado para qualquer cat�strofe.

Mam�e, v� se foder!

Eu n�o pensava nisso... mas tamb�m funciona.

Cubra-se.

Jura que nunca mais mentir� para mim.

- � tarde. - Sim. - Talvez seja melhor voc� ir.

Sim, sim. E voc�?

Eu fico mais um pouco aqui.

- Quero ficar um pouco sozinha. - Est� bem.

- Boa noite. - Tchau.

Talvez voc� n�o perceba.

Voc� tomou Red! Sabe que pode morrer com isso?

Na noite em que me mataram

- morreu uma garota com Red. - Tem raz�o.

- Mas agora basta. - N�o, n�o basta.

- Voc� n�o � meu pai! - Claro.

Sou apenas um pobre idiota que se preocupa com voc�.

Te daria umas palmadas.

Como se n�o bastasse meus problemas.

- O que aconteceu? - Foi Lorenzi quem me matou.

Aquele que eu pensava que fosse meu melhor amigo.

Pronto?

Tenho algo muito importante para lhe dizer.

Eu lhe deixei a anota��o sobre sua colega Stella Mariani.

Sei que o informante da unidade n�o era Cagliostro...

- mas o inspetor Lorenzi. - Como sabe dessas coisas?

Escute-me.

Eu recebi um telefonema que poderia

deixar Cagliostro livre de suspeitas,

mas � complicado.

Melhor n�o falar ao telefone. Vamos nos ver.

Est� bem.

For�a, vamos.

Quanto pesa agora!

Acredita que essa informante an�nima merece confian�a?

J� me deu outra informa��o e era verdade.

Pedi a Zagaria para verificar se h� um carro queimado...

no lugar que ela me disse.

Vamos aguardar.

Me d� isto. V�o para a sala, mas n�o causem problemas.

Merda, Paoletto tem raz�o.

A patrulha encontrou um carro carbonizado.

- Quem colocou fogo? - N�o me disseram. Oi, Lorenzi.

- Zagaria, ent�o? - A informa��o era verdadeira.

- Onde est� Lorenzi? - Lorenzi... estava aqui.

Mam�e, olha o que encontramos.

Colocamos a �rvore de Natal para a tia?

Meu amor, � uma �tima ideia. Muito bem.

Vamos por um pouco de alegria nesta casa.

V� para a �rvore.

Pelo menos vamos tentar.

- Val�rio. - Oi, Anna. - Est� bem?

- Sim, tenho um compromisso. - Ouviu alguma coisa? - O qu�?

Paoletto me disse que h� novidades sobre o informante.

N�o, n�o...

- Eu n�o vi Paoletto. - Mas voc� est� bem?

- Entre no carro. - Voc� est� louco? - Entre...

- O que � isso? - Entre! - Est� bem.

Chega um momento em que as pessoas se cansam de chorar.

- N�o fa�a besteira, Val�rio. - Cale a boca, acelere e vamos.

A m�scara que sempre usaram se torna pesada.

E por isso fazem coisas que jamais esperar�amos.

Por que est� fazendo isso? Sabe que pode confiar em mim.

- Eu e voc�... - Disse para ficar calada e dirigir. Vamos.

- Onde? - N�o sei. - Podemos conversar por favor?

V� para sua casa, temos que ir l�.

Por qu�?

- Para sua casa! - Est� bem.

Quem �? Me d� o celular.

Pense nas suas filhas.

N�o, agora tenho que pensar em voc�.

Voc� deve dirigir e ficar calada.

Finalmente os vemos como s�o.

Mas �s vezes, o que descobrimos nos d� ainda mais medo.

As pessoas pr�ximas podem se tornar inimigos perigosos.

Inclusive o lugar mais �ntimo...

pode se transformar em uma armadilha mortal.

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