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LA PORTA ROSSA S01E03
legendas @drcaio
Acolhe no abra�o de sua miseric�rdia...
ao nosso irm�o Leonardo...
por quem oferecemos nosso sacrif�cio.
- Por Cristo, Nosso Senhor. - Am�m.
Caros irm�os, n�o gosto de padres...
que falam do falecido como se o conhecesse.
Eu n�o tive a sorte de conhecer Leonardo.
N�o vou lhes contar como era.
Deixo para voc�s que o conheciam bem,
recordarem dele...
das coisas boas que fez
e naturalmente dos erros que cometeu.
Mas acima de tudo, recordem do carinho que os unia.
Porque apenas uma coisa sobrevive � morte.
O amor.
O Evangelho nos ensina que um momento...
pode ser o que passa...
da vida para a morte. Estejam atentos...
porque n�o sabemos nem o dia e nem a hora.
Oi...
Estou aqui, estou aqui.
- Oi. - Tentando um sorriso!
- E agora? As not�cias s�o boas? - Sim. Felizmente.
- Olha quem est� ali. - Bosniak!
- Venha aqui. Venha! - Est� verde. - Uma tartaruga.
- A mochila com a concha. - �timo, Filip!
Como vai?
O que � isso que voc� sempre leva atr�s?
- Ensina-me a toc�-lo. - Kiko, eu poderia te ensinar.
O problema � que para toc�-lo n�o pode ser deficiente.
- Exatamente! - Que porra voc� quer?
- Fala uma l�ngua eslava, n�o? - O qu�?
- � um imbecil. - Vem c�. - Acordou nervosinho hoje.
- Vai, vai! - Que idiota!
Imbecil.
- Vanessa. - Ele te procura. Tente sorrir para ele.
- Raffaele. - V�, o que espera?
- Boa sorte. - At� logo. - At� logo.
- Parece que est�o juntos. - Ele ligou para ela.
- Acha bom? - Sim, � bom.
Sinto muito, ultimamente n�o estive muito presente.
Estava muito nervoso. Precisava ficar sozinho.
� apenas isso.
Sabe do Congresso da Bola? � uma ideia da minha m�e.
Os jornalistas querem entrevist�-la
e tamb�m ficar sabendo sobre meus assuntos.
N�o gosto disso.
Bem. N�o respondeu a mensagem em que...
dizia que esperava voc� na piscina...
porque fugia dos jornalistas.
Para mim era importante.
Vamos para a aula.
Vamos.
E isto n�o �?
Eu te pego depois da escola e ent�o ficamos juntos.
Acredite, estou passando por um mal momento.
Tchau.
Se soubesse como � para mim!
N�o � o sonho de todos, no fundo?
Quero dizer, ver o pr�prio funeral.
Descobrir o que os outros pensavam de voc�...
sem que possam v�-lo.
Voc� me v�?
Eu me chamo Jonas. Voc�?
Leonardo Cagliostro.
Trieste daqui � linda.
Sim.
- Deus. - O que faz? Est� louca? O que foi? - N�o est� vendo?
- Quem? - Como quem? Os paparazzi!
Est� cheio. Todos aqui para fotografar
o famoso Raffaele Gherardi.
Espere! Quem � a garota ao lado dele?
- O que dizem? - Os mais bonitos de Trieste.
Ela n�o est� nada mal!
Terminou? Pare de brincar de boba.
Sabe o que voc� � para mim?
Fogo.
Vanessa.
O que eu falei agora?
Me responde?
Atualmente est�o acontecendo coisas muito estranhas comigo.
Era sobre isso que eu queria falar outro dia.
Agora acalme-se, est� bem?
Acho que o que voc� precisa � se distrair um pouco.
Passamos juntos esta noite?
Estou te dizendo uma coisa importante.
E eu estou dizendo que n�o quero saber.
- N�o quer saber. - N�o.
Eu lhe disse que j� tenho muitos problemas.
Que n�o posso pensar tamb�m nos seus.
- Est� claro? - Muito claro.
Vanessa, gosto de voc� porque n�o faz parte do meu mundo...
que lhe garanto � uma merda.
- Pode ir mais devagar? - Por que faz isso?
S� queria passar um tempo com voc�
- sem pensar. - V� devagar.
Quando voc� age assim, � uma idiota.
- Sou uma idiota? - Sim, � uma idiota.
- Pare, n�o incomodo mais. - Certo.
Voc� era um policial?
Por qu�? N�o gosta dos policiais?
N�o � isso, inclusive tive um amigo que era.
- E voc�, o que fazia? - Eu...
Eu achava que era um cara legal.
- Mas n�o era. - Temos algo em comum.
Ser� que existem mais pessoas com n�s?
Certamente. N�o muitos.
- � um sofrimento estar assim. - Se sofre porque...
estamos condenados a ver como a vida segue sem n�s.
Resistir diante da porta n�o � f�cil.
D�i, muito.
Eu n�o entendi como isso funciona.
Temos vis�o, audi��o, olfato.
Tr�s dos cinco sentidos?
Quem disse que existem apenas cinco sentidos.
O que significa "morrer"?
Um homem poderia ter cem sentidos...
e a morte anula apenas os cinco que conhecemos.
Os outros 95 ainda poderiam continuar vivos.
Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde,
Tchekhov seria �til para mim.
Anna.
Desculpe, trouxe a bolsa com as coisas de Leo.
- N�o quer ver ningu�m? - N�o.
- Venha comigo, uma ta�a de vinho vai te fazer bem. - N�o.
Tenha confian�a.
- Eu te ajudo. - N�o, pode deixar.
- Era um �timo rapaz. - Realmente corajoso.
- Era como um filho para n�s. - O que era para voc�?
- Anna. - Por favor.
Leonardo n�o valia nada para voc�.
Amamos os filhos, voc� nunca gostou do Leonardo.
- Perdoem. - Anna.
- Por favor. - N�o acho que esteja bem.
Leo, lembra? Sorriso condescendente,
n�o ria e acima de tudo...
n�o caia nas provoca��es do papai.
Certo.
Mas em casa vejo com�dias com voc�.
N�o sei.
Belos quadros!
- S�o do mesmo autor do que est� sobre a cama? - Sim.
Porque a mistura de linhas e cores parece o mesmo para mim.
Tem interesse em arte contempor�nea?
N�o sou especialista, mas...
eu gosto.
O que est� sobre a cama de Anna
� um Paolo Cervi...
como todas estas obras, de grande valor art�stico.
Dei para ela quando nasceu.
Aprecio que a mistura de linhas e cores seja do seu agrado.
- Voc� � de Trieste? - Sim.
- De que regi�o? - Prosecco.
- Verdade? - Sabe onde fica o orfanato "La fonte"?
Sim. Voc� trabalhou com crian�as �rf�s?
N�o, era um deles.
Se me d�o licen�a, tenho que ir ao banheiro.
A segunda � esquerda pelo corredor.
Obrigado. Parab�ns pela casa.
Paredes s�lidas!
Ent�o agora voc� est� com esse cara.
Papai, vou me casar com ele.
- Fala s�rio? - Sim - N�o entendi. - Vamos casar.
- Nem sabemos quem ele �! - Vai se casar com ele?
Casal rom�ntico! O policial e a ju�za.
Do que falam no jantar? Estupros, chantagens, ciganos.
De sexo, papai!
De sexo saud�vel e bom!
- M�e, v� com o pai. Eu cuido. - Por favor.
N�o quero continuar aqui.
N�o quero ouvir suas tolices!
- Esperamos. - Desculpe.
O pessoal bem vestido na cerim�nia
mas n�o estavam nem a� com Leonardo.
Eu estava.
Inclusive aquela garota que me ligou ontem � noite...
dizendo que estou em perigo e que n�o devo confiar em ningu�m.
- Parece um pesadelo. - Deve ter sido um trote.
- Desculpe se fiz um papel�o, n�o queria... - Est� brincando?
Acabou de perder seu marido, isso justifica.
- Al�m disso, est� gr�vida. - Ningu�m deve saber.
- Principalmente mam�e e papai. S� voc� e eu sabemos. - Sim.
Nosso estado tem algumas vantagens.
Olhe ali.
Nicola est� apaixonado por Silvia...
mas ela n�o percebeu nada.
Por conta de Nicola, Silvia continua
recebendo mensagens com carinhas.
Um garoto da escola.
Al�m de olhar, podemos fazer alguma coisa?
Como o que, por exemplo?
H� uma garota que pode me ver e me ouvir.
Viva? Uma m�dium.
Acho que sim, � assim que se chama, n�o?
- H� muitas? - Sim, mas n�o confio nelas.
Ou est�o loucas ou acabam ficando.
E n�s mesmos podemos agir?
Porque isso aconteceu comigo.
Acho que consegui mover o cabelo da minha mulher.
Enquanto h� emo��es, sentimentos, existem energias.
As energias podem ser controladas...
e lhe oferecer outras possibilidades.
- Como voc� faz isso? - N�o � dif�cil.
Basta querer do jeito certo. Com a pr�tica voc� aprender�.
Foi muito dif�cil resistir a partida.
Mas n�o pude ir.
Eu vi uma parte do futuro.
Eu vi minha mulher Anna amea�ada pelo cara que me matou.
- Quem �? - N�o sei.
Por enquanto.
Responda-me, acredita que realmente
posso conseguir salv�-la?
Para que se n�o teria ficado aqui?
O que est� havendo?
E voc�, por que ficou?
Jonas.
Deem boa noite ao Sr. Rambelli.
- Tchau, Rambelli. - Tchau.
- Tchau, Rambelli. - Boa noite. - Tchau papai.
Tchau, querida.
Espero que possa vir v�-los em outras circunst�ncias.
- Obrigado, Caterina. - Boa noite.
- M�e, acabou a pasta de dente. - J� vou, meninas.
Parab�ns, tem uma linda fam�lia.
Tenho muita sorte.
Eu sempre tentei manter o trabalho longe de casa.
Eu tinha que ter feito isso tamb�m, mas...
Desde que Tiziana se foi,
minha fam�lia � a equipe policial.
Leo...
Leo para mim era um filho.
Quando o conheci ele ainda era uma crian�a.
Ele ainda estava no orfanato?
Eu o encontrei no corredor da Delegacia.
Foi denunciado pelo roubo de um console de videogame.
Incomoda se eu fumar?
Ele era diferente, tinha um olhar inteligente.
Teimoso, selvagem, rebelde. Zero de educa��o.
Mas tinha alguma coisa.
Ele ia completar 18 anos e ningu�m teria cuidado dele.
Parecia justo lhe dar uma oportunidade.
Eu disse: voc� escolhe, pol�cia ou ladr�o.
Logo eu o encontrei de uniforme.
Ele me disse algo... pouco, sabe como era.
- Era de poucas palavras. - Leo n�o gostava falar do passado.
Mas poderia ter dito muitas coisas.
Eu lhe ensinei tudo o que pude.
Mas n�o foi o suficiente.
Aqui se respira o amor...
- E a�, irm�o, tudo bem? - Tudo bem, e voc�?
- Interessa alguma coisa? - Para que servem?
� o melhor que tenho. Expulsa os dem�nios.
- Funciona? - Claro. - Me d� todos.
- Est� louco? - N�o est� louco, tem raz�o. - �timo, obrigado.
Seu pai � um dem�nio dif�cil de expulsar.
Isso funciona com ele?
- Eu preciso do grande. - Leva escrito Elvio Mayer!
As an�lises n�o contradizem a reconstru��o que fizemos.
Cagliostro e o Mexicano atiraram um contra o outro.
O que foi, Mariani?
N�o � poss�vel que um policial especialista
n�o teria imaginado que o Mexicano tinha duas pistolas.
Exatamente.
Mas h� policiais que baixam a guarda.
Aqueles que se sentem imortais como Highlander.
O que voc� disse?
Estava s� escutando.
Vamos continuar...
N�o levamos em conta outra possibilidade.
Por exemplo?
A presen�a de uma terceira pessoa.
Algu�m poderia chegar atr�s de Cagliostro...
enquanto tentava algemar o Mexicano...
e ter matado o delegado primeiro e depois...
N�o. N�o encontramos nada que nos fa�a pensar...
na presen�a de um terceiro indiv�duo.
Nenhum elemento foi encontrado.
Ou�am, entendo que este caso � mais
importante do que qualquer coisa.
Por raz�es �bvias.
N�o poderia ser de outra forma. Tamb�m me comove.
Mas temos que nos esfor�ar em n�o
trat�-lo como um caso diferente.
Sei que n�o gostam de voc�.
Vamos em frente com o procedimento normal.
- Perguntas? - N�o.
Bem, diria que minha presen�a n�o � mais necess�ria.
Rambelli me informe de todos os detalhes.
Sim, senhor.
- Bom trabalho a todos. - Obrigado.
Este caso n�o vai encerrar assim, idiota!
Quer?
N�o.
Est� mesmo rejeitando um kiwi desidratado?
Experimente.
Experimente.
Confie.
Ent�o?
N�o � ruim.
Falei para voc�.
- Posso perguntar uma coisa? - Fala.
N�o te incomoda que todos te considerem estranho?
Eu mudei de cidade e amizades tantas vezes...
que aprendi a ignorar o que as pessoas pensam de mim.
N�o se pode decidir como ser. � uma coisa pessoal.
Entre os casos n�o resolvidos,
temos a garota de 20 anos encontrada no canal,
Ambra Raspadori. O inspetor Paoletto
estava encarregado do caso.
A m�e vem todos os dias para a delegacia.
Fale com ela.
Dissemos a ela que sua filha tomou uma dose de Red e morreu.
- O que devo fazer? - Ela perdeu a filha.
- Encontre palavras melhores. - Est� bem.
Assim que a ju�za Mayer
for reintegrada, arquivaremos o caso.
A prioridade continua sendo a droga.
Temos que saber como a rede de distribui��o foi organizada...
depois da morte do Mexicano.
Dos outros homens n�o sabemos nada.
A pessoa que deveria se encontrar com o Mexicano?
N�o chegou...
ou avisaram do perigo e desapareceu.
N�o sabemos nada.
N�o encontramos o celular do Mexicano.
Como n�o foi encontrado?
N�o encontraram nada na cena do crime.
Quer encontrar o maldito celular?
Vamos encontrar.
Deve estar aqui.
Muito bem companheiros! Melhor morto do que dez desses vivos.
V�o se foder!
Quando ouvir esta mensagem, ligue para mim!
Eu imploro.
- N�o � poss�vel. - Sinto muito.
Sinto muito, o caralho!
Disse que iria desaparecer para sempre.
Querem arquivar meu caso.
Se arquivarem, ser� dif�cil saber quem foi meu assassino.
N�o me importa.
Minha mulher est� gr�vida, o beb� est� em perigo.
Acha que eu gosto de te atormentar?
O que mais posso fazer?
N�o � um problema meu.
Desde que te encontrei, vai tudo mal.
Vanessa.
- Vem tomar algo com a gente? - Eu te ligo.
Claro. Alcan�o voc�s em um segundo.
Perfeito.
Tento salvar o pouco que me resta, entende?
Me deixe em paz.
Sra. Raspadori.
Oi, sou o inspetor Paoletto.
Estou cuidando do caso da sua filha.
- Por favor. - Tem alguma novidade?
Bem...
Eu disse que se houvesse algo novo, n�s ligar�amos.
Lembra?
No caso de Ambra trabalhava a ju�za...
cujo marido foi assassinado?
Senhora, n�o acho que isso seja importante.
Mas � importante.
N�o podem parar, devem continuar investigando.
Ambra n�o era como voc�s dizem, ela n�o se drogava.
Sinto muito, senhora. Entendo que a situa��o � dram�tica.
�s vezes os pais n�o percebem que
t�m um filho que usa drogas.
A aut�psia deixa claro.
As coisas nem sempre s�o como parecem.
Olha, tenho que ir agora.
Se tivermos novidades, eu mesmo ligo.
Est� bem, senhora?
At� logo, senhora.
Eu cuidei da m�e, mas com a vi�va, v� voc�.
Oi, Anna.
Desculpe pelas fotos, n�o pens�vamos...
N�o, estou acostumada.
S� que desta vez � algo diferente.
Voc� j� n�o voltou ao trabalho?
Eu vim pelas coisas de Leo.
Voc� me deu o telefone do jeito que foi achado?
A �nica coisa que fizemos foi desbloque�-lo.
Como voc� v�, n�o h� mensagens.
- S� tem uma liga��o. - HC. - Sim. - Quem �?
O n�mero corresponde a uma senhora
idosa que morreu h� cinco anos.
Agora est� desabilitado. Talvez seja um n�mero clonado.
Sabem o que esta chave abre?
188.
N�o tenho ideia.
- Diga-me a verdade. - � verdade, Anna.
Eu diria que � um caso curioso, se n�o fosse porque � o meu.
De qualquer forma, obrigada.
A morte de Leo n�o aconteceu como parece.
Se h� algo que eu n�o entendo, devo ir at� o fundo.
� uma das poucas coisas que Leo e eu t�nhamos em comum.
Que merda de tarde!
- Est� esperando algu�m? - N�o.
Como ficou com Raffaele?
N�o somos feitos um para o outro.
Ele te deixou?
Eu o deixei.
Vou ao banheiro.
N�o acredito que ele a deixou...
Vai perceber que cometeu um erro.
Vanessa sempre foi legal comigo,
mas j� faz um tempo que est� estranha,
isso me deixa nervosa.
Ela e sua moto chinesa barata!
Que ternura!
� novo?
Boas amigas que voc� tem.
- Me segue at� o banheiro? - Eu estava na sua mesa.
Aquele com o cabelo encaracolado tirou sarro da sua moto...
barata comprada dos chineses.
A outra disse que o rapaz te deixou
porque voc� � muito estranha.
Voc� � muito popular.
Vai embora?
Sim, eu e minha moto barata da China...
temos que ir embora. Sei que voc�s n�o gostam.
Sei que gostam de convidar a todos,
deixei a conta para voc�s.
- Como ela nos ouviu? - N�o sei.
Entenda que n�o estamos amarrados de jeito nenhum.
- � a �ltima vez que te ajudo. - Neg�cio feito.
- Onde temos que ir? - Venha...
Venha...
Tenho que meter minha m�o aqui dentro?
� complicado para mim.
Entendo, que nojo...
N�o fa�a tanta gra�a, ande logo.
Fala assim porque est� morto.
Se enfiar a m�o ali vai encontrar o celular.
Por que tenho que fazer essa coisa nojenta?
Algu�m avisou o Mexicano da minha chegada.
� a mesma pessoa que nos matou. Gostaria de descobrir quem era.
Que nojo!
- Pronto. - Perfeito, vamos.
Este era voc�?
Est� tudo bem?
Mas quem � voc�? O recomendado dos mortos?
Como?
Por que eu te vejo e n�o a meus pais?
Como vou saber?
Garotinha, n�o brinca... vamos.
N�o sei, de verdade. N�o sei.
Quando aconteceu... Sim, quando eu morri...
Eu vi o Mexicano abrir aquela porta e sair.
Mas n�o sei onde.
Talvez a mesma coisa tenha acontecido com seus pais.
Parece que n�o deixaram nada importante aqui.
Quando voc� se encontra em frente a essa porta,
s� pensa em abri-la e ir embora.
Ficar aqui � doloroso.
Sim, mas voc� fez isso pela sua mulher.
Eu, desde que te vi, tenho estranhas vis�es.
Ou�o gritos e vejo as chamas.
Meus pais morreram em um inc�ndio.
Eu n�o estava com eles, n�o sei porque vejo essas coisas.
Sabe quantas vezes desejo v�-los e perguntar?
Ent�o falar com os mortos faria sentido.
Seria lindo.
Mas n�o.
Em vez disso estou aqui com voc�...
que me faz enfiar a m�o na merda porque lhe conv�m.
Um grande neg�cio. Assim sendo, tudo bem, obrigada.
A Red Ghost � uma nova droga sint�tica conhecida como Red...
o Fantasminha. Procura excita��o e um estado de bem-estar.
Como efeito colateral, uma forte taquicardia. Cor vermelha.
Tipicamente um fantasminha.
Apareceu no mercado h� seis meses.
E aqui ficamos.
Exato.
Precisamos encontrar os lugares onde se distribui esta merda...
ou voltar ao ponto em que Leo estava.
Se Cagliostro tivesse conseguido falar com o Mexicano...
agora estar�amos brindando.
Em vez disso, agora ele est� debaixo da terra.
N�o esque�a que tamb�m n�o haveria fome no mundo!
J� entendemos que estragou o seu caso.
Mas Cagliostro era seu parceiro e seu chefe.
Stella, qual �, por favor.
- Levanta a bunda da mesa dele. - Por favor, pessoal.
Isso n�o est� legal.
- Paoletto, n�o se meta tamb�m. - Imbecil.
Eu o deixei.
Onde voc� est�?
Muito bem.
- Tem certeza que encontrar�o o pacote l�? - Sim.
� a �nica entrada que n�o est� vigiada pelas c�meras.
S� a usa o cara que abastece a m�quina de caf�.
Vou ver na Delegacia. Isso significa que voc� est� livre.
N�o foi um prazer atorment�-la.
Mas sem voc�...
Tudo bem, eu entendo.
Por favor.
- Obrigado. - Vai me deixar assim?
- Como te devo deixar? - N�o sei, est� morto.
E velho.
Deveria ser s�bio e me falar algo.
- N�o sei nada de voc�. - Alguma coisa dever� saber.
- Tudo passa. N�o fique mal. - Isso � tudo?
Aproveite a vida, voc� � jovem.
Se tem algo que n�o entende, ou n�o est� claro...
n�o pare at� descobrir a verdade.
- Gra�as a Deus terminamos hoje. - J� era hora. - Tchau.
At� amanh�.
- Sai com seu namorado? - N�o te importa.
Mariani, n�o pode perguntar nada para voc�.
Nunca apresentou ele para n�s. Como se chama?
- Se chama "cuida da sua vida, Paoletto"! - Nome original...
Sabe de uma coisa? Voc� nunca recebeu visitas.
Nem na delegacia nem na patrulha.
Sempre que voc� compra comida � para uma pessoa.
Que bom observador � voc�.
Mariani, Mariani.
Est� escondendo algo de n�s?
- Voc� me subestimou. - Sim, tem raz�o.
- Pensava que fosse um idiota. - E em vez disso?
- � um grande idiota! - Talvez temos novidade, venham.
Mova-se, simpatia!
Como voc� acha estar aqui fora com -5 graus?
Estava olhando essas fotos. Tinha esquecido que as t�nhamos.
Ultimamente tenho pensado no inc�ndio.
Como se eu tamb�m estivesse.
Olhe a mam�e, � linda.
Tamb�m tem uma tatuagem. Acha que � uma salamandra?
- N�o sei. Entramos? Faz frio. - Temos mais?
Eu tive um turno de oito horas.
Podemos passar uma noite em paz sem ficar aqui morrendo de frio?
Certo, entra. Eu vou dar uma volta.
Por que n�o para de se comportar como uma menina?
Por que n�o come�a a me ouvir?
O cara da m�quina de caf� que encontrou.
- Quando? - Hoje.
- Mariani, o que est� fazendo? - Podemos esperar por Rambelli?
Ficou louca, Mariani?
- Merda, � verdade, o celular. - Muito bem.
N�o fa�a bobagem.
Liguei para Rambelli, vamos esperar por ele.
- Se nos mandaram � por que h� algo interessante. - Vamos.
Est� carregado.
Esta � a �ltima chamada...
que o Mexicano recebeu antes de morrer.
Liga.
- Como liga? - Vamos, liga.
- O que est� havendo? - Um momento.
- � voc�? - Sim.
Algu�m poderia me explicar?
Antes da morte de Cagliostro, algu�m ligou para o Mexicano.
- A liga��o foi feita daqui. - O qu�?
Foi um dos nossos.
Foi um dos nossos.
Uma das primeiras coisas que aprendi...
� que um bom policial deve sempre manter alta a guarda.
Mas quando voc� se fecha para o mundo...
mesmo as pessoas mais queridas n�o te reconhecem.
Voc� se refugia nos segredos para n�o ser vulner�vel.
Ent�o...
Voc� se torna desconfiado.
Voc� se esconde...
Voc� sente vergonha.
E prefere ficar sozinho...
Mas tem que aceitar que cada relacionamento � uma aposta.
O risco � alto.
Mas �s vezes voc� encontra um amigo inesperado.
O que est� fazendo aqui?
Queria ver se voc� conseguiria, mesmo sem mim.
- Isso? - Tatuagem...
- N�o viu nenhuma? - V� para casa.
Isso quase compensa...
por quem te apunhala pelas costas.
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