Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Polish
Portuguese (Brazil)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
A MORTE
Qual � o seu nome?
Luciano Maialetti.
-Nome do pai? -Antonio Maialetti.
-Nome da m�e? -Teresa di Meo.
Tr�s lim�es, $ 1 00 liras.
-Onde nasceu? -Em Roma. Dia 1 6 de mar�o de 1 942.
-Endere�o? -Rua Trionfale, 1 60.
Quero que me conte tudo que fez ontem de tarde.
Que horas saiu de casa?
Por volta das 1 6:00 ou 1 6:30...
sa� de casa para procurar trabalho.
-Onde voc� foi? -Procurar trabalho.
Faz muito tempo que n�o trabalho e estamos passando necessidade.
�s 1 7:00 tinha um encontro com dois padres que iam me dar...
uma carta de recomenda��o.
Eles estavam me esperando quando cheguei l�.
Seu safado!
Nem milagre demora tanto!
Vamos.
Ent�o, n�o v�m?
Hoje estou um perigo.
Poderia fazer todos os namorados de Roma chorar.
Voc� fala demais e n�o faz nada.
Vamos, mexa-se. V� pegar a bolsa.
Vamos.
-Anda! -Onde est�o?
L� embaixo. Eu cuido dele se for preciso.
Dou um soco na boca dele e o derrubo. V�.
Que droga! Duas p�ras!
Ela podia ter trazido a Janta, idiota.
� cada um por si!
Chefe, est� fazendo a dan�a da chuva?
Parece Robson Croce. Venha para c�!
Junte-se � civiliza��o.
O mentiroso devia pelo menos ter nos avisado.
Pode rir, idiota. Quem vir� transar aqui agora?
Nino, est� ficando caduco? N�o sabe que o amor n�o tem limites?
J� passou. Era s� uma nuvem passageira.
Vamos.
Vamos, chefe. Os cogumelos est�o brotando.
Vamos.
Queria roubar meu r�dio, seu safado!
Primeiro vou quebrar seu pesco�o, depois vou te levar para a pol�cia.
N�o vi voc�s. Achei que algu�m tinha esquecido o r�dio.
N�o tinha visto voc�s.
Achei que algu�m tivesse Jogado fora ou perdido.
Como eu ia saber? N�o vi voc�s.
Mas eu vi voc�, seu ladr�o.
Vou te levar para a pol�cia.
Para a pol�cia n�o! N�o fa�a isso comigo.
Juro que n�o fa�o isso de novo.
Sou �rf�o e estou morrendo de fome.
Senhorita, diga a ele para me deixar ir.
N�o podem acabar com minha vida.
Sou apenas um menino.
N�o podem acabar com minha vida. Sou apenas um menino.
Mate este ladr�o, Giov�. Ele atrapalhou nossa transa.
Ladr�o!
S� para poupar sua m�e da tristeza, suma daqui.
Puta vagabunda.
Fede mais que uma ovelha!
Camponesa suja! Camponesa suja e fedida!
Canti, o que � isso?
Estamos quase no ano 2000 e voc� ainda apanha?
Achei que fosse dar uma surra nele.
Voc� n�o presta para nada! Que vergonha!
Riam o quanto quiserem! Vou faz�-lo pagar por isso.
Voc�s v�o ver quem � Canticchia.
Seus desgra�ados!
Apare�am! Entreguem a bolsa.
N�o podem se esconder de mim.
O que eles pensam? Que eu nasci ontem?
Nino!
Sindaco!
Apare�am!
Desgra�ados...
Blugippe! Succhia!
De onde ele apareceu?
Aqueles desgra�ados.
Tr�s contra um! Malditos.
Os tr�s eram parceiros.
O irm�o mais velho, o amigo do padre...
me pegou de cara. Os dois outros tamb�m.
-Ent�o encontrou um emprego. -Um bom trabalho.
Tenho um monte de servi�o. Funciona at� � noite.
E como passou pelo Parque Paolino?
Vim andando. N�o tinha dinheiro para o �nibus.
Atravessei a ponte e sa� no parque.
Agora me diga tudo que viu no Parque Paolino.
Quem estava l�, o que estavam fazendo e o que voc� fez.
Eu? Nada. S� passei por l�.
Estava cansado. O que deveria ter visto?
Seja mais preciso.
Quero todos os detalhes, mesmo que sejam insignificantes.
Acho que vi uma mulher. Mas estava longe.
N�o prestei aten��o nela.
Tamb�m havia uns caras.
N�o viu um soldado? Ele devia estar l�.
Um soldado? Por que um soldado?
Eu n�o vi. Tinha mais com que me preocupar.
Eu s� quero trabalhar. Tem que acreditar em mim.
Juro pela minha m�e.
H� quanto tempo, Bustelli.
Melhor assim. Menos problema para mim, menos preocupa��o para voc�.
Por que se lembrou de mim depois de tanto tempo?
N�o sabem que parei de roubar?
N�o se preocupe, n�s sabemos de tudo.
N�o � um prazer me ver depois de dois anos?
N�o devo nada a ningu�m. J� paguei o que devia.
N�o devo nada a ningu�m, menos ainda � Justi�a.
Sabemos que n�o rouba mais.
Agora voc� subiu de posto. Soube que tem uma mulher.
E da�? � uma boa mulher.
Sorte sua. Teve uma carreira dura.
Processado 1 7 vezes e mais de 3 anos na pris�o.
H� 30 anos que est� sossegado.
� a velhice, ela chega para todos.
Desta vez se meteu numa grande encrenca.
Desta vez est� envolvido na morte de uma prostituta.
Eu n�o tenho nada com isso.
Isso eu decido.
O que fez ontem de tarde? Onde foi? Quem voc� encontrou?
Ontem de tarde me encontrei com minha namorada.
Foi na pista de corrida.
Temos que nos esconder, pois os pais dela s�o contra o namoro.
Deve estar mesmo apaixonada. Sempre chega antes de mim.
E da�? N�o � uma vergonha estar apaixonada.
Vamos, voc� me d� uma bala e eu te dou um beijo.
-Seu carro novo � bonito. -Gostou?
N�o posso lev�-la para dar uma volta. Estou ocupado.
Achei que �amos passear. O que tem que fazer?
Vai ver Esperia?
Sim. Tenha calma. Sabe que vou deix�-la.
Eu me arrumei. Achei que ia me levar para passear.
-Agora vou para casa? -N�o v� para casa.
-E o que devo fazer? -Me espere por uma hora.
-Onde? -No quiosque de San Paolo.
Tome.
Compre uma revista e leia enquanto me espera.
Comporte-se e eu a levarei para passear depois.
-N�o demore. -Uma hora e meia no quiosque.
Chega, entendeu?
-Estou cheia! -Quieta.
Estou cheia e � tudo culpa daquele traste.
Trabalhei a vida toda para ter uma migalha de p�o na velhice.
Voc� o trouxe para c� e agora n�o consegue se livrar dele.
-N�o conhece Dona Anita. -Voc� bem que queria tudo...
mas o dinheiro tamb�m � meu, e s� darei a quem quiser.
-Isto � uma festa de boas vindas? -Voc� voltou!
-Obrigado pela considera��o. -Finalmente est� aqui!
Pegue suas coisas e suma daqui! J� n�o fez o suficiente?
Voc� a fez vender o apartamento e sumiu com os $ 5 milh�es da Loja...
e agora comprou um carro novo com o dinheiro que a idiota lhe deu.
N�o se preocupe, Dona Anita. Sei que est� na hora de sair daqui.
-Sabe mesmo? -Estou cheio de viver aqui.
Est�? Suma daqui, seu desgra�ado.
Por�m...
quando um papa morre, outro ocupa seu lugar.
Onde pensa que vai? Nem pense nisso!
-Deixe-o ir! -Se n�o gosta, suma voc� daqui!
Essa � boa.
Vai morrer cheia de vermes. V�o se deliciar com seus ossos podres.
Voc� merece, afinal voc� fez meu pai morrer.
-Vou te matar. -N�o tenho medo de voc�.
Eu lhe dei vida, e eu tirarei sua vida.
N�o me importa que Seja minha m�e. Venha, se tiver coragem.
Acha que sou aquela mulher que cegou com carv�o em brasa?
-Est�o brigando de novo. -� sempre a mesma coisa.
N�o existe mais respeito entre m�e e filha? Largue isso!
Acha que pode pisar em mim porque sou velha?
Voc� s� pensa em tirar dinheiro das pessoas!
N�o quero terminar como voc�!
Aquele maldito acabou com voc� e nos levou para o buraco.
N�s lhe demos tudo. Viveu como um lorde.
Venham c�.
Vejam o que este desgra�ado tem aqui.
Vejam!
Vejam as roupas que ele comprou com o nosso suor!
Eu devia queimar tudo!
Sua vida de lorde acabou. Volte para o seu lixo!
Agrade�a a Deus por eu ter me controlado.
Mais duas palavras e eu a teria matado.
Vamos ver Maria primeiro. Ela me deve duas semanas.
Ela vai ver se n�o me pagar.
Depois, vamos at� a Soraya. Ela me deve o de sempre.
E Clara nos deve $ 30 mil.
Temos que andar logo. Tenho coisas a fazer.
Dane-se. Voc� vai ficar comigo.
Est� me controlando? Tenho que encontrar uns amigos.
Seus amigos o sustentam? Esque�a. Far� o que eu mandar.
Esperia, quer que eu te mate?
Minha m�e, meu pai e meu irm�o est�o l� dentro.
Por favor, n�o podem saber que trabalho nas ruas.
Isso n�o me interessa. Pague, e n�o enrole.
-N�o pode vir amanh�? -N�o comece de novo.
V� pegar o dinheiro. Estamos com pressa.
-Certo, mas fique quieta. -Est� bem.
Fiquem � vontade.
Maldito.
Tome, Esperia. Agora s� devo duas semanas.
Da f�brica ao consumidor. Dinheiro fresquinho.
-Tome isto para voc�. -Dane-se a velha da sua m�e.
Soraya!
Califfo, venha c�.
Califfo, estou t�o feliz que tenha comprado um carro.
Quero que todos o invejem.
-Quem �? -Esperia. Abra.
V� embora. N�o tenho um centavo.
Soraya, n�o se fa�a de boba. Vamos, abra.
Mandei ir embora. N�o tenho dinheiro. Estou dormindo.
Quer que eu arrombe a porta? Abra!
J� disse que n�o tenho! Ser� que n�o entende?
-N�o adianta gritar. -Voc� vai ver o que � gritar!
Vou arrombar esta porta. Abra!
J� disse que n�o tenho um tost�o. De que adianta gritar assim?
Est� com medo deste in�til ficar sem sua mesada um dia?
O que foi? Cansou de viver?
Este in�til � problema meu, entendeu?
Agora passe o dinheiro.
Tudo, at� o �ltimo tost�o.
Juro pela minha m�e! N�o tenho dinheiro nem para comer.
Acredite em mim!
Estou acostumada a ouvir suas lamenta��es e n�o vou cair nessa.
Pegue o que quiser. Quer o r�dio? Minhas cobertas?
Pegar o que quiser? Esta casa s� tem lixo.
O que poderia me dar? As pulgas que est�o te comendo vida?
Leve o r�dio. Est� funcionando.
-Qual � o nome dele? -�ngelo.
O cachorro n�o! Deixe-o fora disso.
O que vai fazer com o coitado? Ele nasceu aqui.
Quando nos pagar, eu o devolvo.
N�o se preocupe, n�o vamos com�-lo.
Arrume logo o dinheiro. Vamos, Esperia.
Assim que nos pagar, ter� seu cachorro.
Est� feliz? Agora voc� pertence a um senhor.
Esperia, v� para casa.
E ficar com a v�bora da minha m�e? Fa�a o que tem que fazer depois.
O que voc� quer?
N�o me fa�a perder tempo. Tenho muito que fazer. V� para casa.
Acha que te pago para nada?
Vai me levar aonde eu quiser e fazer o que eu quiser.
Eu gosto da liberdade. Se n�o quer assim, encontre outro escravo.
Ou me leva aonde quero, ou esque�a onde moro para sempre.
Tudo bem, n�o volto mais. N�o se preocupe, n�o vai mais me ver.
Tudo bem! Voc� n�o presta mesmo!
Estamos combinados. N�o vou ficar te esperando.
O que est� fazendo, safado?
N�o temos mais nada para discutir. Acabou.
N�o temos o que discutir?
Vou faz�-lo vomitar tudo de bom que comeu �s minhas custas.
Entendi. Levou a namorada para casa e voltou pelo parque.
Foi como eu disse. Vi algumas pessoas, mas n�o prestei aten��o.
Havia uma mulher e alguns caras.
Mas n�o me lembro deles. N�o os reconheceria.
Ent�o n�o fez, n�o viu, nem ouviu nada?
Nada. Tudo que fiz ontem...
foi dar um longo passeio.
Maldita!
O que vou fazer agora?
Relaxe.
Sente-se.
Quer se sentar?
-Est� bem. -Qual o seu nome?
Teodoro Cosentino.
-Nome dos pais? -Giuseppe e Beppina Gigliotti.
De Feroleto Antico, prov�ncia de Catanzaro.
1 5 de setembro de 1 940.
Em que regimento serve em Cecchignola?
D�cimo terceiro batalh�o, quarta companhia.
Passou pelo Parque Paolino ontem � noite?
-Eu? N�o, senhor. -Como n�o?
Tr�s ou quatro pessoas o viram.
Sim, passei por l�, mas s� passei por l�.
Foi o que eu perguntei.
Preste bem aten��o. N�o pode se esquecer de nada.
V�rias testemunhas o viram no parque.
Todas dizem que o viram sentado num banco sozinho.
Que motivo teria para mentir?
Eu apenas passei por l�.
Eu nem me lembrava.
Tudo bem. Mas onde esteve antes? De onde estava vindo?
De Roma.
Eu fui ao cinema.
Voltei devagar, pois ainda era de dia.
Fiquei olhando os carros...
e todas aquelas pessoas bonitas na rua.
Tantas crian�as e mo�as bonitas.
Venham aqui!
Quando cheguei ao parque, J� estava escuro.
Estava cansado e me sentei no banco.
Entendi.
Agora tente se lembrar. Quem estava no parque?
Ningu�m, s� eu.
Estava morrendo de sono.
O que faz quando tem sono? Voc� se deita.
E quando se deita, o que acontece? Voc� dorme.
Est� bem.
Ou�a, Cosentino, sei bem o que aconteceu.
Sei que dormiu naquele banco por uma hora e meia.
Quando acordou, quem estava no parque? O que voc� viu?
N�o vi nada no parque. Cruzei com um homem fora do parque.
Me lembro dele, pois usava chinelos e estava correndo.
Ele era loiro.
Tinha alguma coisa embaixo do palet�.
Um tipo de pacote. Me olhou estranho.
-O qu�? -N�o gostei da cara dele.
Me olhou de um Jeito estranho.
-Conseguiria reconhec�-lo? -Claro que sim.
O cara era estranho.
Isto tudo � in�til. Isto n�o nos interessa.
O homem que foi visto no Parque Paolino � voc�.
N�o existem muitos desesperados que andam por a� de chinelos.
Al�m disso, fizemos um confronto e o soldado o reconheceu.
Ent�o, passou por l� ou n�o?
-Passei. Isso � proibido? -Agora estamos nos entendendo.
De onde estava vindo? Por que estava com pressa?
Estava vindo do rio, onde aquela mulher foi morta?
N�o lembro de onde vinha. Estou sempre andando.
Como vou lembrar todos os lugares que vou?
Vou refrescar sua mem�ria.
Estava com pressa e tinha algo sob o palet�. O que era aquilo?
Era um presente para a minha namorada.
-Um presente. Que presente era? -Um gatinho.
Tudo bem. Mas de onde estava vindo?
N�o me lembro mais. J� faz alguns dias.
N�o se lembra!
O soldado tinha raz�o, voc� � estranho.
Vejamos se voc� se lembra de algo.
Pense com calma. Voc� tem todo o tempo do mundo.
Pelo seu bem.
Agora eu me lembro.
Vou lhe dizer tudo.
Sempre ando � noite.
Saio do trabalho �s 1 8:30, e n�o tenho nada para fazer...
por isso fico andando.
Sempre fico andando.
Vou no parque de divers�es, na pir�mide...
e ao redor de Monteverde.
Aquela noite passei pelo Parque Paolino.
Vi um rapaz que vinha do outro lado passar.
Estava sozinho.
Mas ele nem parou.
Pegou o caminho e foi embora.
Do outro lado havia um homem.
Estava atr�s dos arbustos. N�o sei o que estava fazendo.
N�o o vi bem, estava longe.
Mas parece que era um Jovem loiro. Loiro oxigenado.
Fui at� o fim do parque.
Havia um soldado dormindo num banco.
Havia um homem do outro lado, que nem nos olhou.
Havia dois rapazes que �s vezes Jogam no clube onde trabalho.
Sim, eu os vi. Eu os conhe�o bem.
Eles estavam conversando.
Acho que o homem estava esperando por eles.
Os dois rapazes come�aram a falar com ele.
Ent�o os tr�s sa�ram Juntos.
Eles passaram perto da mulher.
O que tenho a ver com isso? N�o sei nada daquela mulher!
Vi os tr�s andando perto dela. Ela deve ter ido com eles.
Tem que acreditar em mim!
Ent�o os viu bem. Poderia reconhec�-los se os visse.
Claro, eles freq�entam o clube. E sei onde eles moram.
-Onde? -Na rua Portuense, na parte nova.
Como eles se chamam?
O claro se chama Francolicchio, e o moreno, Pipito.
Por que acha que fomos n�s?
Eu vi a mulher, mas n�o falei com ela.
-N�s nem a vimos direito. -Se fosse voc�, n�o mentiria.
-Diz que n�o chegaram perto dela? -N�o chegamos.
Voc� e seu amigo foram vistos perto dela.
-Que mulher? -O que estavam fazendo?
Francolicchio e eu precis�vamos de 2 mil liras.
-Para qu�? -Precis�vamos para comer.
N�o fa�a confus�o. Me conte direito essa hist�ria.
Comece do princ�pio.
Francolicchio e eu nos encontr�vamos duas garotas...
todos os dias �s 1 6:00 na Villa Sciarra.
Elas trabalham l� perto e quando saem, v�o comer na Villa Sciarra.
O que foi?
Comer sozinha faz mal, sabia?
Parecem mortas de fome. Aposto que nem rezaram antes.
Tudo bem. Eu rezo por elas.
Trouxemos algo para voc�s, J� que est�o sempre com fome.
N�s?
Tomem, � gel�ia.
E um p�ozinho para cada um.
Passe a gel�ia.
-Coloque gel�ia no meu. -Passe no p�o.
Est�o fazendo uma bagun�a.
N�o quer sair.
Como voc�s s�o legais. Nem minha m�e � t�o boa comigo.
Esta gel�ia � uma del�cia.
Mais um sandu�che desses, e me caso com voc�.
Estou com sede.
-Vamos at� a fonte? -Vamos.
S�o t�o grandes. V�o sobreviver?
Claro, at� que algu�m decida com�-los.
Milli, gosta deste lugar?
Uma amiga minha vai se casar no domingo.
Sorte dela. Quando voc� vai se casar?
-Eu? Me casar? -Por qu�? N�o quer se casar?
Quero, mas n�o agora.
Ent�o quando? Quando tiver 80 anos?
Acha que � t�o f�cil se casar?
O que � que tem demais? Voc� vai na Igreja e se casa.
Voc�s se casariam comigo?
Vamos todos nos casar Juntos!
Se eu me casasse, minha esposa teria que fazer...
um quilo de batata com molho de carne todos os dias.
Como aquelas batatas s�o boas!
Isso n�o � nada. � f�cil fazer batata com molho de carne.
Eu ia querer "gnocchi" todos os dias. S� "gnocchi".
Meu sapato!
Domenica!
Mariella!
Subam, mas n�o fa�am barulho.
Bom dia.
-Bom dia. -Bom dia.
N�o v�o entrar?
Feche a porta.
Esperei um temp�o. Desde �s 1 4:30. J� estava quase saindo.
-Quem s�o estes meninos? -Amigos nossos.
Francolicchio e Pipito.
-Sentem-se. -Obrigado.
-O que est� fazendo? -Quero que ou�am um disco bonito.
-N�o insista, Milli. N�o posso. -Por favor.
-N�o posso. -Por favor.
Est� bem. Est� no meu quarto.
-Viu como ela � bonita? -Quantos anos ela tem?
-Vinte anos. -N�o pode ser. Tem 1 7, como eu.
-Voc� tem 1 6. -Tenho quase 1 7.
Ou�am este disco. � muito bom.
Claro que � bom. � a minha m�sica.
Voc�s s�o noivos?
N�s, noivos?
O que est�o esperando? Vamos dan�ar.
Vou colocar um disco bom.
-Quer dan�ar? -N�o dan�o bem. Convide ele.
Quer dan�ar?
Vamos, dance comigo.
Est�o com vergonha?
Nenhum de n�s sabe dan�ar.
Esque�a os dois. Vamos dan�ar n�s duas.
Se soubesse que trariam amigos, teria preparado alguma coisa.
-Podemos vir amanh�. -Podemos vir �s 1 6:00.
�timo. Minha m�e sai �s 1 5:00 e s� volta �s 20:00.
-Temos um monte de tempo. -E o que vamos fazer?
-Gnocchi. -E batatas com molho.
Certo. Gnocchi e batata. Mas precisam trazer as coisas.
-Minha m�e n�o deixa dinheiro. -Claro que traremos.
Voc�s trazem a comida e n�s cozinhamos.
Espere, vou anotar os ingredientes.
Bem...
dois quilos de batatas...
duas latas de molho.
Dois quilos de batatas, duas latas de molho...
carne mo�da e uma garrafa de vinho.
Vamos precisar de no m�nimo $ 2 mil liras.
-E da�? -Como, e da�?
-Vamos arranjar. -Onde? Como?
Vamos dar um Jeito.
Os soldados t�m sorte. Est�o sempre dormindo.
Devia ter mais respeito. N�o sabe quem ele �?
Quem?
Seu ignorante. Ele � o Soldado Desconhecido.
Amanh� quero comer bem! Quero ficar com a barriga estufada.
Teriam um pente, por favor?
Droga, esqueci o meu em casa.
Tome.
-Querem um cigarro americano? -Obrigado.
Por que n�o est�o com suas namoradas?
Acabamos de lev�-las para casa.
E agora est�o sozinhos.
Sim, estamos sozinhos.
E voc�, nunca fala? O gato comeu sua l�ngua?
-O que quer que eu diga? -Seu amigo � t�mido.
Querem dar uma volta comigo?
Vamos, Pipito. Temos coisas a fazer.
Espere, Francoli.
N�o faremos nada com ele. Vamos pegar o isqueiro.
� de ouro. Ele guarda no casaco.
Me deixe em paz.
Vamos, n�o se preocupe. N�o faremos nada com ele.
Onde vamos arranjar a grana? Faremos papel de idiotas amanh�.
-Como voc� se chama, selvagem? -Francolicchio.
Como?
Que nome bonito.
De onde as pessoas tiram nomes assim?
� um nome de verdade?
E voc� tem um nome?
Eu tenho um nome. � Pipito.
Vejam s� onde fui parar!
-Vamos. -Voc� n�o vem?
-Vou escorregar. -Venha, n�s te ajudamos.
-Por que est� tirando a roupa? -N�o quero que suje.
Segure meu casaco e espere aqui.
Vamos embora.
-Eu n�o fiz nada. -N�s sabemos.
Se era inocente, por que fugiu?
Tudo por causa daquele isqueiro.
E o que aconteceu depois?
Vamos! O que aconteceu?
O que aconteceu? Voc� sabe o que aconteceu.
Passe a bola!
O que foi?
Venham aqui.
O que voc� quer?
A pol�cia veio prender voc�s. Est�o na sua casa.
-O que est� dizendo? -Querem prender voc�s.
Foram na minha casa tamb�m?
Francoliccio, fuja.
Meu Deus!
Eu n�o ag�ento mais.
Vamos. N�o podemos deix�-los nos pegar.
N�o v�o me pegar! N�o vou deixar.
Volte aqui.
Estou com medo. O que est� fazendo?
N�o fuja. N�o v� para o meio.
O que vou fazer? N�o sei nadar.
Estou com medo.
Para onde eu vou?
N�o fuja sozinho.
N�o sei nadar!
N�o sei nadar!
N�o fuja, seu covarde!
Covarde!
Tem que nos ajudar.
Talvez tenha esquecido algum detalhe importante.
Tente se lembrar.
Nem sei como ela era.
Estava escuro. N�o dava para ver nada.
Al�m disso, ela estava longe.
Ent�o fui para casa. Estava frio.
Mas que frio!
O que faz de chinelos? N�o est� com frio?
Os chinelos?
Eu os uso sempre.
Trabalho de chinelos.
-Estou acostumado. -� um bom costume. De onde �?
-Sou de Friuli. -Imaginei que fosse de l�.
-O que faz aqui no parque? -N�o sei aonde ir.
N�o conhe�o ningu�m.
Agora conheceu algu�m importante, eu.
Tinha uma amiga de Friuli.
Era uma boa mo�a.
Espere aqui. Eu vou primeiro.
Tinha uma amiga de Friuli. Era uma boa mo�a.
Ela era esperta.
As mo�as do norte s�o mais respeitadas.
Todos a admiravam e a respeitavam.
Mas sei porque isso acontece com o povo do norte.
Por qu�?
Voc�s falam bem. T�m um sotaque bonito.
Eu n�o enj�o de ouvir. Diga alguma coisa.
O que quer que eu diga?
Sou do tipo que n�o fala muito.
Tem vergonha de mim?
Eu, vergonha? N�o sou um moleque.
Ela me escreveu no �ltimo Natal.
Ela saiu das ruas e vai abrir um bar.
Mas ela n�o colocou o remetente e n�o pude responder.
Talvez ela tenha pensado que estou morta.
-Est� desempregado? -N�o, eu tenho um emprego.
Quem o veste deste Jeito? Voc� � estranho, sabia?
-Voc� tem dinheiro? -Claro que tenho.
Calma. J� estou cansada. N�o vou andar tanto por nada.
Sempre acabo com um desesperado. Primeiro, bancam o bacana.
Mas quando chega a hora de pagar mil liras...
Subir e descer esta escada me deixou cansada.
E como sabem que sou boa, os pobres sempre v�m atr�s de mim.
Outra dia, um deles come�ou a choramingar.
Voc� n�o me conhece. N�o fa�o isso com putas.
Vamos descer por aqui.
Des�a.
Venha, n�o tenha medo. Sempre venho aqui.
Largue sua bolsa.
Vai ficar segurando?
Por que deveria largar? Isso o incomoda?
-Largue a bolsa! -Solte a minha bolsa.
Socorro!
Socorro!
Socorro!
Pare de gritar!
Quieta! N�o grite! N�o grite!
O que quer de mim? N�o fiz nada!
Me solte!
N�o fiz nada! N�o fiz nada!
N�o fiz nada!
Natalino!
Ela era uma puta!
Ela era um puta! O que foi que eu fiz?
O que foi que eu fiz?
"... e a morte da Rua Giulia ergue a sua ceifadeira mais uma vez!"
Sincronismo/Revis�o "espantalho"
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.