All language subtitles for A.Small.Light.S01E06

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian Download
da Danish
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

ANTERIORMENTE...

Sou o Kuno.

Kuno se meteu em uma pequena confusão com o Partido Nazista.

Sei que vocês têm lugar.

Parece ótimo.

Max, você trabalha no Conselho Judeu. Não pode falar com eles?

Posso, pelo menos, tentar descobrir aonde foram.

O que eu disse, querida?

Ataques aéreos são bons. Significa que os ingleses estão acabando

- com os nazistas. - Com os nazistas.

Bram pediu meu arquivo de empregado. Ele quer me ver pela manhã.

Há vários de nós aqui que discordam das políticas de nossos ocupantes.

Gostaríamos que se juntasse a nós.

- Meu país precisa de mim. - Eu preciso de você.

Não minta para mim. Eu mereço saber.

Estou fazendo o que você faz.

- Está escondendo pessoas. - Estou ajudando.

Essas pessoas perderam tudo e ainda resistem.

Eu tenho que resistir também.

Estou esperando Otto Frank. Temos uma reunião.

O Sr. Frank se mudou.

Ligue e diga que Tonny Ahlers está esperando.

- Então essa parceria de negócios... - Chantagem, pura e simples.

Ele sabe que as pessoas se esconderam.

- Digam seus nomes. - Isso é necessário?

Primeiro você.

INSPIRADO EM FATOS REAIS. ALGUNS EVENTOS E PERSONAGENS

FORAM CRIADOS OU ALTERADOS PARA FINS DRAMÁTICOS.

Rápido, vamos.

- Miep! Jan! - Eba!

- Olá! - Desculpe, atrasamos.

Desculpe. Estou bem assim?

Sim, claro. Você está perfeita como sempre.

Queria seu senso de moda.

Jan, é o seu primeiro concerto sinfônico?

- Sim, é. - Bem, este é um bom para ver

porque são os melhores músicos de Amsterdã.

Bons músicos judeus.

Estavam na Orquestra do Concertgebouw,

mas foram expulsos quando os nazistas chegaram.

Então decidiram formar sua própria orquestra.

Sim. Mamãe os chama de heróis de guerra.

Quase esqueci, o teatro é apenas para judeus.

Tenho certeza que não perguntarão, mas peguei isso emprestado por precaução.

O último lugar na cidade onde ainda é bom ser judeu.

Bem, vamos lá.

Não queremos entrar atrasados e perder o primeiro movimento.

- Ah, meu Deus. - Uau!

Certo, sentem-se ali, nós sentaremos aqui.

Senhorita!

- Devia deixá-los juntos. - Quero sentar ao lado de Miep.

- O teatro é tão lindo. - Sim, é bonito.

Aquela é a primeira violinista.

Ela é judia.

- Aquele é o maestro. - Ele também é judeu.

A primeira peça é Mendelssohn.

- Vou adivinhar. Ele também é judeu. - Sim.

Meninas, acalmem-se.

As chaves de sua casa, por favor. Obrigado.

Estou aqui pelo meu filho. Preciso vê-lo.

Senhora, já lhe dissemos,

seu filho está do outro lado da rua, no berçário.

É bom?

Sentar aí com sua braçadeira estúpida, seguindo ordens? Trabalhando para eles?

- Quero ver meu filho! - É para o bem dele.

É muito caótico aqui para os pequenos.

Eu trabalho no berçário, tomo conta dos bebês.

Prometo, vocês se reunirão no transporte.

E não, eu não gosto disso.

Com licença, Walter. Senhora, o Conselho Judeu não é o inimigo.

Sabemos quem é o inimigo.

Estes homens estão apenas tentando facilitar ao máximo para nós.

Estão salvando vocês mesmos.

Obrigado.

Disseram-me para vir vê-lo.

Conhece a Corry?

Sim. A bebê dela gosta de morder meu cabelo.

Corry e sua família estão na lista de transporte para amanhã.

Então se vai perguntar, precisa ser agora.

- Amanhã? Não pode atrasar? - Os nazistas estão aumentando as cotas.

Não há mais judeus na cidade. Vão esvaziar este lugar até o fim do mês.

Tem que ser agora.

Suas chaves, por favor.

Obrigado.

Todos, rápido!

Ei! Rápido. Vamos.

Corry Zeldenrust, família de três.

Vou acompanhá-la ao berçário para alimentar o bebê dela.

- Ela deve voltar em uma hora. - Obrigada, senhor.

Corry...

sua família será transportada para Westerbork amanhã.

Temos uma saída para sua filha.

Podemos escondê-la. Hoje.

Uma família vai tomar conta dela até o fim da guerra.

Isso pode salvar a vida dela.

Apenas ela? Sem nós?

Não. Ela fica comigo.

Corry, eu sei que é difícil imaginar

que haja um lugar mais seguro para sua filha do que com você,

mas, no campo, vão tirá-la de você no primeiro dia.

E vão matá-la.

Deixe-nos cuidar dela.

Depois da guerra, vocês se reunirão e ela estará rechonchuda.

E, mais importante, viva.

Por favor. Podemos fazer isso por ela?

Adeus.

Amanhã, no transporte, você levará esta boneca,

assim o número de sua família coincidirá.

Não vão perceber?

Não vão olhar.

É incrível. Eles não se importam.

Quando chegar em Westerbork, não terá mais a boneca.

Se perguntarem, seu bebê morreu no caminho.

Quando estiver pronta.

Vou vê-la muito, muito em breve. Está bem?

Ah, meu Deus!

Pois é. Nós o encontramos esta tarde.

Olhe, tem algo ali.

Ei, o que aconteceu?

É isso mesmo. Está boiando na água.

Vire-o.

Certo.

Ah, meu Deus! Alguém sabe quem ele é?

Mas nossa coragem também não deve ser esquecida.

Portanto, preservem seus diários e cartas. Esses documentos...

Ouviram isso? A rainha quer meu diário!

Anne!

Serão de grande significado histórico e cultural após a guerra.

Aí, ela disse "após a guerra". A rainha não diria isso

se não soubesse que os aliados virão.

Sim. Sim, acho que você está certo Peter.

Ela fala da guerra como se o fim estivesse próximo.

Porque está. Os aliados têm bombardeado massivamente

as pontes e ferrovias no norte da França

para impedir que os alemães tragam reforços.

Então, podemos sair daqui a tempo do próximo ano letivo?

É possível.

Otto, não se atreva a dar esperanças a elas.

Por quê? Há esperança.

Os aliados estão próximos. Você ouviu o Hermann.

- Há razão para esperança. - Veremos nossos amigos de novo.

Pode ir à escola novamente.

- Fiquem quietos! Silêncio. - Miep!

Está no meio do dia ainda. As cortinas estão abertas.

- O rádio está alto demais. É ilegal. - Edgar está deixando a barba crescer...

Miep, é sábado, não há ninguém no escritório.

- Sim, e estava baixo. - Vou ter que entregá-lo aos nazistas.

Não. Não ouse.

Precisamos de notícias, ainda mais com o fim tão próximo.

Vou colocar um rádio menor lá em cima.

Não quero um rádio lá em cima. Hermann não vai parar de ouvir,

e as crianças não precisam ouvir os horrores dos bombardeios

e a medonha contagem de corpos.

Quero que Peter entenda que fascismo não é apenas bandeiras e comícios.

É assassinato em massa.

Hermann, fique quieto! Acabou de dizer que há razão para o otimismo.

Otimismo cauteloso, Gusti.

Ouviu as notícias? A rainha quer meu diário.

Sim, ouvi. Podem ir para o andar de cima?

Porque precisamos sobreviver até o fim da guerra.

Eu posso ir? Tenho permissão?

- Hermann, já chega. - Obrigado por suas percepções.

Por que está aqui hoje? Há algo errado?

Não. Só vim ver se estão bem. Sra. Frank?

Há manteiga nas lojas, Miep?

Não, senhora. Não, eu vi hoje. Não tem nenhuma.

A guerra nunca vai acabar.

Vai, sim.

Ouvimos nossa rainha dizer para sermos fortes.

Mas nossa rainha está na Inglaterra.

Nossa rainha tem toda a manteiga que precisa.

É.

Você é Miep Gies?

- Como posso ajudar? - Isto é para você.

Chegou para mim por engano. Acabei de me mudar.

Você é o novo vizinho!

- Sou Miep. - Eu sei. Diz isso aí.

Bem, se precisar de algo, não hesite em bater.

É uma oferta vaga, pois não temos nada. O que vale é a intenção.

Vejo você por aí.

Jan, o novo vizinho de cima é um nazista.

Eu sei, vi ele se mudando.

Não acho que possa nos ouvir.

Está testando a teoria?

Ouvindo música judaica em um rádio ilegal?

Quer que sejamos presos?

Ou nosso colega de quarto ilegal? E onde ele está? Onde Kuno está?

Ele está no quarto da Sra. Stoppelman. Está tudo bem. Relaxe.

"Está tudo bem"?

Bem, obviamente que não,

mas temos outro bebê em segurança em Friesland.

Coisa fofa. Uma fofura.

Às vezes é preciso celebrar as pequenas vitórias, ou então...

Viu? Sem mais Mendelssohn.

- Mas você ama Mendelssohn. - Jan...

Lembra-se de quando fomos ao teatro judeu?

Feche os olhos, imagine que estamos lá novamente.

Lembre-me de amanhã ir ao mercado antes do homem da batata.

Ver se tem alguma manteiga.

Posso levar esse rádio para o anexo de manhã,

e então posso dar o que tem no escritório do Sr. Frank aos nazistas,

para mostrar que estamos obedecendo.

Olá!

- Kuno, o homem de cima é um... - Nazista. Eu sei, Jan me disse.

Sim, bem, Jan e eu somos os únicos moradores registrados daqui.

Então, se ele encontrar você...

Não se preocupe. Serei cuidadoso.

Você está bem?

Estou com uma dor de cabeça horrível. Não sei o motivo. Vou tentar dormir.

Nos avise se precisar de algo.

Você quer levar meu rádio?

Está me deixando nervosa. Tudo está.

Por quê? Por que agora? É por causa do cartório?

Foi há muito tempo. Se fossem me prender,

- já o teriam feito... - Fique quieto.

Eu vi um corpo no canal.

O primeiro judeu que eu vi em semanas estava boiando em um canal.

Ele provavelmente morreu no esconderijo, e não sabiam o que fazer.

É isso que a Resistência faz? Joga as pessoas como se fossem peixes?

O que você faria? O que pode fazer?

Os alemães estão com problemas.

Sabem que os aliados estão vindo. Vai piorar antes de melhorar.

Acha que vai melhorar?

Não, é o vizinho. Disse para bater se precisasse de algo.

Por que diabos disse isso?

É o que se diz.

Um segundo.

Sra. Gies?

Olá! Posso ajudá-los?

Estamos aqui com o Fundo Omnia para a liquidação de ativos judaicos.

Temos este endereço listado como pertencente à...

Henriette Stoppelman.

Isso é um erro. Ela não mora aqui há muito tempo.

É mesmo?

- O que foi? - Estão aqui!

Está tudo bem.

Todos de pé! Este prédio está oficialmente fechado.

Todas as crianças serão processadas para transporte para os campos. Agora!

E então vocês serão processadas. Vamos! Acordem-nos, vistam-nos! Imediatamente!

Então, os únicos moradores listados aqui são você, Jan Gies, e você, Miep Gies.

- Correto? - Sim. Está correto.

Em qual destes quartos a senhora dormia?

- Bem... - Meu primo está...

está no seguro também.

Bom para o seu primo.

- Então, estes são seus móveis? - Sim.

Vocês e minha avó têm gostos parecidos.

Veio aqui insultar meu gosto e levar meus móveis?

Certo, próximo.

Sofá, duas poltronas.

Vamos, andem logo! Aqui embaixo!

Vamos! Rápido, vamos!

Depressa!

Vamos. Por aqui.

Corram para a casa do professor o mais rápido que puderem.

Batam na porta, e então se escondam! Vão!

Vão!

Cuidado!

Você precisa vir aqui!

Horvath não disse que precisava de conjunto de jantar para quatro?

Ele quer de carvalho. Este é pinho.

Este é o seu quarto?

Isso é necessário?

Senhora?

As circunstâncias da saída da Sra. Stopperlberg da residência...

Stoppelman.

Ela se mudou? Fugiu, foi realocada? O que aconteceu?

Viemos para casa um dia, e ela não estava mais.

Ainda bem que vocês tinham seus próprios móveis, não?

O que estão fazendo aqui é roubo. Nada disso é de vocês.

Ah, vamos lá. Ela largou. E uma garota precisa de algo para sentar.

Vocês vão levar tudo?

Acho que temos tudo.

Aguardando análise, voltaremos para recolher os móveis velhos da judia.

Entraremos em contato.

Ah, meu Deus.

O que diabos foi isso?

Vieram aqui como se fossem os donos!

Bem, eles são agora.

Você está bem?

Não. Não consigo parar de tremer.

Bom trabalho. Não te viram por um triz.

Já voltaram?

- Max. - Preciso da sua ajuda.

Então se esconderam em um armário? E não acharam vocês?

Eu sei, mas não tínhamos o que fazer.

Ficaram lá por horas tirando as crianças.

Quando tudo ficou silencioso, saí e chamei o Max.

Betje queria se entregar, ir com as crianças para Westerbork.

De quantas crianças nós cuidamos, mas que agora foram mandadas

- para esses sádicos? - Não tivemos escolha.

Vocês salvaram inúmeras crianças.

E vimos milhares serem mandadas para a morte.

E o Conselho Judeu disse que estaríamos a salvo.

Chá? Vou trazer chá.

Minha esposa e eu temos um esconderijo no interior,

mas está impossível sair da cidade.

Talvez eu possa ajudar.

Max, você terá que trazer Stella para ficar aqui esta noite.

Ela não está mais segura em sua casa.

- Pode me ajudar com o chá, por favor? - Sim.

Qual o seu plano?

- Ainda não descobri. - Tente de novo.

Bem, os alemães fecharam os transportes, reforçaram os postos de controle.

Não há como sair da cidade.

O que... Então eles ficarão aqui?

Mais quatro pessoas? Esse não pode ser o plano.

Não com agentes da Omnia invadindo e o vizinho de cima.

Algo vai acontecer.

Miep, as coisas vão acontecer independentemente do que fizermos.

- Estão levando crianças. - Ah, meu Deus.

Médicos e enfermeiras deveriam estar seguros. Ninguém estava.

Dissemos isso porque pensamos que era verdade. Não nos avisaram.

Agora estão desmontando o Conselho Judeu e logo virão atrás de nós.

Tem um oficial do NSB morando aqui em cima.

Tem um oficial do NSB aqui em cima? Max, tinha dito que aqui era seguro.

Pensei que era. Jan?

Bem, é o lugar mais seguro que temos no momento.

Enquanto ficarmos todos quietos, estaremos seguros.

Ah, meu Deus.

Kuno?

Coloquei compressas geladas a noite toda, mas a temperatura dele não baixa.

Pode ser uma enxaqueca, sinusite, um vírus.

Mas, na pior das hipóteses, é meningite, que pode ser mortal e contagiosa.

Deveríamos levá-lo ao hospital.

Não, não podemos. Ele está escondido aqui. É procurado pela Polícia Verde.

Não podem ajudá-lo?

Não há muito o que fazer sem saber a causa.

Podemos esperar um pouco e ver se ele melhora.

- Sim. - Pode trazer água?

- Sim. - Um pouco de casca de salgueiro

- também seria bom, se tiver. - Certo.

- E talvez um pouco de álcool? - De que tipo? Isopropílico?

De qualquer tipo. Conhaque, gim, uísque. É para mim.

Stella! Quando chegou aqui?

Max mandou me buscar ontem à noite. Você tem uma toalha extra?

- Sim, no armário. - Obrigada.

Há mais alguém na casa que eu deva saber?

Olha, vou falar com Bram. Certo? Vou tirar todos daqui.

Pode pegar casca de salgueiro para o Kuno?

Sim. Mais alguma coisa?

O que faremos se o Kuno...

Se ele morrer?

Não faço ideia.

Nem eu. Nenhuma ideia.

Certo. Vou pegar casca de salgueiro. Tudo bem?

Certo, eu preciso ir trabalhar.

Não façam barulho, não sabemos o quanto ele pode ouvir.

Andem apenas de meia. Não deem descarga,

não abram nenhuma torneira, ninguém deveria estar aqui.

Não o deixem morrer.

Por favor, fique parada.

Pare de colocar isso na minha gengiva, e ficarei parada.

Suponho que eles vão desembarcar na Espanha.

A capital da Espanha é Madri.

- Espanha ou Portugal. - A capital de Portugal é Lisboa.

- O que está fazendo? - Relembrando,

para não ficar para trás na escola.

- É uma boa ideia. - Eu sei.

Embora a melhor chance fosse a França, não?

- Paris! - Paris!

- Paris! - Por favor.

Mamãe, quando sairmos

devemos ir para Paris. Podemos ver onde Renoir viveu.

- E por que eu faria isso? - Você ama Renoir.

- Eu amo Renoir? - Miep! O rádio.

- Por favor, coloque aqui. - Ah, não.

Esqueci. Deixei em casa.

Se não podemos escutar lá embaixo,

- então... - Eu esqueci.

- Vim buscar a lista de compras. - Está com Edith.

- Estamos sem rádio? - Edith?

Mamãe, a lista de compras?

- Não tenho. - Tem, sim.

Não vamos conseguir informações.

Sim. Eu tenho. Certo.

Não encontro minha panela. Você lavou?

Não. Mamãe, está no balcão. Do seu lado.

Edith, Gerrit vem hoje.

- Miep? - Gerrit?

- O homem da batata. - Miep,

o rádio é extremamente importante no momento.

Os aliados podem estar chegando.

- Precisamos saber das coisas. - O homem da batata. Sim.

Estou falando por mim, mas...

- Notícias são mais importantes que comida. - Ah, não.

É só a opinião dele.

Ainda temos algumas batatas boas no porão?

Anne! Peter! Vão lá em cima e vejam se temos batatas boas, certo?

Peguem um pacote de feijão também, por favor.

As mofadas que podemos salvar também.

Bem, sul da França faz sentido. Mas Normandia...

- Cadê a panela? - É. Normandia, acho.

- Edith, está ali. - Normandia?

- Exatamente. - Margot! Há...

Anne! O escritório vai abrir em breve.

- Pode parar de gritar? - Desculpe.

Parem!

- Parem com isso agora! - Parem!

Não tem graça! Eles podem ouvir. Gerrit pode estar lá embaixo.

Olá!

Olá?

É o Gerrit. Limpem isso! Não, na verdade,

não façam isso. Farão muito barulho.

Não façam nada.

Gerrit? Que bom que ainda está aqui.

É o homem do NSB que estava chantageando Otto.

- Tonny Ahlers? - Ele disse que não vai embora até te ver.

Já disse e não vou repetir, não sei onde o Sr. Frank está.

Claro. Perdido na Suíça.

A não ser que esteja aqui para temperos, não tenho nada para você. Pode ir?

Os tempos mudaram. Olhe ao seu redor.

É uma cidade diferente. Sem judeus nojentos.

Bem, parabéns.

A escassez define o preço de mercado, sabia?

Você pode conseguir muito mais dinheiro entregando um judeu escondido agora.

Vamos. Você sabe onde os Frank estão. Eu sei que sabe.

Vou encontrar alguém que saiba, poderia muito bem ser você.

Sua parte seria substancial.

Pense sobre isso.

- Ele disse que... - Eu ouvi.

Acha que ele desconfia que estão aqui?

Olá!

Gerrit! Fiquei com medo de você já ter passado.

O homem que saiu agora estava por aqui quando cheguei.

Eu enrolei. Não achei que gostaria que ele

visse que tem um pedido tão grande.

E tome cuidado com ele. Não é boa pessoa.

Tenham um bom dia. Um bom dia.

Gerrit disse o que eu acho que ele disse?

Como se todos soubessem que estamos escondendo judeus.

Talvez Tonny Ahlers saiba também?

Eu não sei. Acredito que não.

Por que ele iria me procurar? Quero dizer, isso é muito ruim.

O quê? O que aconte...

O quê? Sra. Frank, não pode vir aqui.

Só queria sair um pouco.

E então vi a luz no corredor. Só precisava de um pouco de luz do sol.

Posso falar com você?

Claro, Sra. Frank, mas lá dentro.

Não. Não aguento ficar lá mais nem um segundo.

Com eles falando e planejando sem parar,

comemorando o fim da guerra como se já tivesse acontecido.

Como se as meninas já estivessem livres e seguras.

Eu me sinto tão envergonhada.

- Envergonhada? - Sim.

Estou com um mau pressentimento, Miep. Não paro de pensar nisso.

Sinto um aperto no peito que me diz que esta guerra nunca vai acabar.

E Margot olha para mim, e Anne olha para mim, e...

elas têm tanta luz em seus olhos.

Tanta esperança agora. E...

e...

Não posso olhar para elas.

Vou arruinar isso.

Vou destruir a esperança delas se olharem em meus olhos.

Faz dois anos, Miep.

Dois anos desde que estive lá fora.

Está melhor?

Diga-me que está melhor lá fora.

É muito melhor que estejam aqui dentro agora.

É.

BOTICÁRIO

Você sabe que borracha está em falta? Vamos confiscar sua bicicleta.

Mas preciso da bicicleta para trabalhar. Tenho a documentação para isso.

A guerra precisa da sua bicicleta.

Está dizendo que não quer contribuir?

Não. Eu trabalho para o nosso governo.

Trabalho com Bram Becker. Não podem levar minha bicicleta.

Quer me dizer o que posso ou não fazer?

Não. Peço desculpas.

Vai falar mal de nós agora, assistente social?

Acha que merece tratamento especial aqui?

"Eu tenho um passe!"

- Eu não estava... - Gosta de trabalhar para o governo?

Há um campo de trabalho na Alemanha que poderia usar sua paixão.

- Vamos. - Ei!

Não fiz nada de errado. Por favor.

Diga novamente, o que aconteceu?

Sra. Frank simplesmente saiu para o escritório.

- Quase tive um treco. - Por que ela faria isso?

Estão ficando estressados. E descuidados. Nós todos estamos ficando descuidados.

E achamos que Gerrit sabe. O homem da batata. Ele não disse, mas...

- Temos que ser mais cuidadosos. - Mais cuidadosos do que somos?

Temos que alimentar pessoas.

Estamos fazendo a coisa certa, mas estão percebendo.

Temos que realocá-los, certo? Não podem ficar aqui.

Realocar? Os oito?

Ele está certo. Sabemos de alguém escondendo pessoas fora da cidade?

Como os levaríamos até lá? Sr. Frank não vai deixar

que viajem separadamente.

Não podemos simplesmente levar oito pessoas pela rua.

Então os trancamos?

Menos liberdade é mesmo a resposta?

Não vai atender?

Opekta.

Não faça nada.

Não. Diga para ficarem. Por favor! Estarei aí logo.

Ah, meu Deus.

- O que é? - Nada. Não era ninguém.

- Prisioneiro para registro. - Fique parado.

Trabalho para a prefeitura.

- Sou assistente social. - Quieto.

Estão cometendo um erro. Tenho um trabalho importante a fazer...

Aonde está indo? Temos que fichá-lo.

Vamos ter uma pequena conversa. Não gosto desse falatório.

- Espere, tenho um trabalho importante. - Entre.

Há um mal-entendido. Estou apenas fazendo meu trabalho.

Diga, Sr. Assistente Social, trabalha com Bram Becker?

Sim, eu lhe disse.

Sim, aposto que sim.

Corra.

Direi que perdi de um cidadão holandês não identificado.

Ele escapou da polícia.

O quê? Se eu correr, vai atirar nas minhas costas.

Vá, idiota, antes que alguém veja!

Mande meus cumprimentos ao Bram Becker.

Tentei dizer não a eles.

- Acho que deveriam levá-lo. - Certo. Vamos lá.

Não podem levá-lo ao hospital.

Temos que levá-lo.

Jan vai trazer a casca de salgueiro.

Ele não precisa mais.

- Precisa de cuidados. - Está certa de que está morrendo?

O quê? Não, mas não sabemos o que é.

Eu sei, mas se ele for pego, morrerá.

E seremos presos, e vocês serão presos,

e a mãe dele, e a sua mãe, nossa senhoria, e mais oito pessoas,

crianças, e todos morrerão. São muitas pessoas. Então, se...

Aqui está. Jan, a casca de salgueiro.

Já disse que ele não precisa mais.

Tente. Jan?

Eu não trouxe.

O quê? Eu te pedi para fazer uma coisa.

Estamos indo. Não vou ter mais uma vida na minha consciência.

- Ah, meu Deus! - Kuno!

Ah, meu Deus!

Estou...

muito melhor.

Sim, estou melhor.

Eu estava lá em cima e ouvi um homem gritar. Estão todos bem?

- Sim, todos estão bem. Bem. - Sim! Tudo está bem.

Tudo está bem. Desculpe, eu derrubei o ferro no meu pé.

Gritei muito.

- Obrigado pela preocupação. - Não há de quê.

Bem, coloque gelo no pé.

- Obrigada. - Sim.

- Certo. - Obrigada.

Era como um martelo batendo dentro do meu rosto!

E então parou.

Achamos que era um abcesso infeccionado que estourou.

Ficaremos com ele esta noite. Garantir que a infecção não piore,

mas ele parece bem.

Isso é ótimo.

Agradeça por termos duas enfermeiras maravilhosas na casa, não é Kuno?

- O que foi? - Nada.

Eu pedi que fizesse uma coisa. Uma coisa.

Estou alimentando oito judeus no trabalho, você traz mais cinco para minha casa.

E não tem tempo para pegar casca de salgueiro?

Eu peguei a casca de salgueiro e então fui preso.

O quê?

Está tudo bem, eles me liberaram. Só levaram a bicicleta. Pelos pneus.

Por que o prenderam?

- Porque eles podem, Miep. - O que você fez?

Nada. Disse que precisava da bicicleta e, de repente, me acharam insubordinado.

Por quê? O que você disse?

Está me interrogando?

O dia inteiro, eu nos imaginei arrastando o corpo de Kuno para fora

e jogando no canal!

Eu literalmente não sei o que mais poderíamos fazer.

Tudo está desmoronando e você...

Eu chego em casa, e você quer celebrar vitórias, ou...

Jan...

A Sra. Frank saiu do anexo hoje.

- O quê? - Sim, ela simplesmente saiu.

Ela poderia ter ido para a rua.

Ela poderia ter ido ao cabeleireiro.

Ela está a ponto de surtar, Jan,

e eu posso surtar também. E então você terá de lidar com mais isso.

E ainda assim, você traz mais gente para casa.

Não estamos mais os salvando.

Só os colocaremos em mais perigo. Tem que haver um limite!

Os nazistas estão levando mais pessoas a cada dia,

então temos que salvar cada vez mais.

Talvez não possamos parar e celebrar, mas não podemos parar.

Não podemos nunca imaginar se não poderíamos ter feito mais.

Acha que eu não sei disso?

Aonde está indo?

Vou sentar com Kuno e garantir que ele vai sobreviver.

Eu vou falar com Bram pela manhã,

e ver se descobrimos

como tirar mais quatro judeus de uma cidade bloqueada.

Vou descobrir como alimentar quatro judeus.

E levar um rádio ilegal pela cidade para os outros oito judeus

- que escondo no trabalho. - Não é uma competição!

O nazista!

Certo, vamos. Venham, por aqui.

Teremos novos documentos quando chegarmos lá?

Seu próximo contato os terá para vocês.

Nós o mantivemos ocupado.

O que fará agora que todos foram embora?

Sei que pensarei em algo, Max.

- Parados! - Esperem!

Ninguém se mexe.

Coloquem as mãos na parede.

Façam o que ele diz. Na parede, vamos.

Te vejo depois da guerra.

Podemos correr.

- Devemos correr? - Não.

Façam o que ele diz. O que quer que peçam para fazer, façam.

Escutem o Sr. Assistente Social. Virem.

Vamos.

Este é o nosso contato.

Todos vocês, no caminhão. Rápido.

No caminhão.

Seus idiotas!

Olá?

Sr. Kleiman? Sr. Kugler?

Tão descuidados! Tão desleixados!

Todas essas cadeiras em volta do rádio,

o rádio ilegal sintonizado na BBC. Entendem o perigo?

E se tivesse uma batida? Parece que pessoas moram aqui!

- Miep, escute. - Desculpem. Não podem mais descer

depois do expediente. Vocês tem que ficar aqui.

Eu também não gosto, mas me pediram para mantê-los vivos,

- e se não me ajudarem... - Miep.

Os aliados chegaram na França.

Estão chamando de Dia D.

- O quê? - Eles estão aqui.

Por isso tivemos que descer para escutar.

- Onde desembarcaram? - Normandia.

Foi como a rainha disse que aconteceria. Vamos ser libertados.

O rádio, Miep. Obrigado!

Normandia. Bem aqui.

Quando Otto? Acha que até o fim do ano?

É possível. Meu palpite seria no meio de outubro.

Acha que poderemos ir para a escola no outono?

É possível, querida.

A primeira coisa que farei será ir a um consultório odontológico. Sem ofensa.

- Gerrit? - Olá, posso entrar? Sim?

Não é o dia que costuma vir. Está tudo bem?

Um dos meus fornecedores tinha um excedente.

Pensei que poderia gostar de algo doce para variar.

Ou pode compartilhar com quem você conheça

que poderia gostar.

Morangos!

- Não acredito! - Ah, meu Deus!

Ah, meu Deus.

- Não podemos comer todos. - Não, mas podemos tentar.

Às vezes precisamos de um momento para celebrar. Então faremos geleia!

Fechei mais cedo, tranquei tudo lá embaixo.

Temos algumas dezenas de mãos e uma mestre em geleias.

- Quem? - Eu.

Melhor do mundo...

Espere. Tente de verdade agora, tente. Pronto?

Não. Quero tentar.

Acredito que vão avançar pelo norte.

Discordo. O que acha, Miep?

Eu acho que você é um ladrão de morangos!

Sim. Nós já estabelecemos isso.

Não, não acho que precisamos de tudo isso.

Quem é a mestre em geleia? Você ou eu?

Miep está ficando atrevida.

Não. Miep é perfeita.

Acho que vou me mudar para a Palestina. Trabalhar em um kibutz.

O quê? Não. É muito longe.

- Muito longe? - Estarei lá também.

Quero ser uma parteira. Ajudar os bebês a nascerem.

E você, mamãe? O que vai fazer depois da guerra?

É, o que quer fazer?

Não pensei muito sobre isso. Talvez...

sentir o sol em nossos rostos, todos juntos. Lá fora. É.

Bem, todos sabemos que Anne será uma escritora.

Talvez, um dia ela vá parar em Hollywood,

como as pessoas em sua parede.

Se for publicar seu diário, Anne, quero ler antes.

Sem chance.

Só as minhas partes. Contou sobre a vez que meu cabelo ficou preso na pia?

Já falei, vocês podem ler quando estiver pronto, não antes!

Obrigado por isso.

Pode agradecer ao Gerrit, o homem da batata.

Isso me lembra de quando nos conhecemos.

Você passou dias tentando aperfeiçoar a geleia,

aprendendo todos os truques e erros. Nunca desistiu.

- Queria o trabalho, então fiz o que disse. - E você odiou cada segundo.

"Sr. Frank, não sou uma dona de casa e não quero nunca ser uma!"

Por que não me demitiu?

Consegue imaginar onde estaríamos se eu tivesse?

- Papai! - Sim?

O que você vai fazer depois da guerra?

O mesmo que estou fazendo agora.

Ler Dickens e ouvir esse barulho maravilhoso

que minha família faz.

Mas eu estarei comendo chocolate...

e bebendo café de verdade.

E não teremos mais que dividir aquele banheiro horroroso e fedido.

Sim, sim. Horrível.

O quê?

O quê?

Tudo me parece diferente.

A cidade inteira, as pessoas, o ar. Só de saber que os aliados estão vindo.

Nada mudou. Olhe ao redor.

Tinha um homem boiando naquele canal há algumas semanas.

Está certa.

Ultimamente sinto que não tem

como as coisas voltarem ao normal. Mas hoje...

Eu posso ver. Sente isso?

Eu quero. Mas, você sabe,

ainda tenho que pegar a lista de compras toda manhã,

e entregar as cartas da Lotte para o Dr. Pfeffer,

e dizer à Anne tudo o que fiz durante o dia.

E não deixar a Sra. Van Pels e a Sra. Frank se matarem.

Não me ajuda pensar dessa forma.

Tenho que continuar fazendo o que faço, até eles estarem livres.

E então as coisas parecerão diferentes.

Você é terrível.

- O café está pronto, se quiserem. - Obrigado.

Qual é a graça?

Kugler.

Kugler? O que...

Existem várias palavras que eu usaria para descrevê-lo antes de "engraçado".

O que isso está fazendo aqui embaixo? Meu Deus, vamos achar esses feijões

até a guerra acabar.

Não se mexa.

Fique parada.

Legendas: Aurora Guilherme

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.