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ESTRANHA PRESEN�A
Tradu��o: NikaBrasil | Olga CSM
Tradu��o: CondeVlad | Thenabru
Tradu��o: Napster | anapauladm
Tradu��o: AlanCrisBr | ThayPex | KaylaSRP
Revis�o: JennyB
Ol�.
- Quem � voc�? - Sou o Dr. Faraday.
Eu esperava por Granger.
Roderick Ayres.
� uma de suas criadas, certo?
Uma de nossas criadas?
Engra�ado dizer isso.
Des�a os degraus, � sua esquerda.
Minha irm� explicar�.
Gyp. Gyp!
Desculpe.
Ele acha que estranhos v�m cortar nossa garganta
e fugir com o resto da prataria.
Sou o Dr. Faraday. O novo s�cio do Dr. Granger.
Caroline Ayres.
Betty est� para c�.
Sentiu algum enjoo, Betty?
Voc� sente pontada ou queima��o?
� como...
uma queima��o.
S� que com pontadas, sabe?
Certo.
Deixe-me examin�-la.
Relaxe.
Poderia nos deixar a s�s por um momento, Srta. Ayres?
Sim, claro.
Venha, Gyp.
Ent�o?
Eu passei mal.
De verdade.
Mas ent�o pensei que se estivesse bem mal...
Eles me mandariam para casa.
O que foi?
O trabalho � muito pesado?
Eles te maltratam?
Ent�o, o que �?
N�o � nada s�rio. Ela estar� bem amanh�.
Muito obrigada.
H� uma outra coisa. � uma casa muito grande.
Betty fica sozinha aqui � noite...
Essas garotas tolas.
Voc� morou aqui a vida inteira, Srta. Ayres.
Talvez pudesse tranquiliz�-la. Ela � muito jovem.
Certo.
Vamos achar Roderick.
Poder� dizer a ele quanto te devemos.
Rod?
Roddie?
O que achou da paciente, doutor?
Sra. Ayres?
M�e, este � o Dr. Faraday.
Ele acha que a tratamos mal.
Ela est� um pouco indisposta.
Creio que estar� bem melhor amanh�.
Voc� ainda ver� uma mudan�a em Betty.
Esta casa lapida as pessoas.
As garotas chegam aqui como pedras brutas.
Dez anos depois...
- saem como joias. - Acho que o Dr. Faraday pensa
que Betty n�o ficar� aqui por dez anos.
Agora as garotas preferem trabalhar em f�bricas.
- E quem as pode culpar? - Estava pensando em minha m�e.
Ela foi uma criada aqui, antes de eu nascer.
Bem...
Espero que ela tenha gostado de trabalhar aqui.
Certo. Roderick.
Vamos, Gyp.
Espere aqui, por favor.
A primeira vez que vi Hundreds Hall
foi em julho de 1919.
Uma festa do Dia do Imp�rio no ver�o ap�s a Grande Guerra.
Eu passei muitas vezes pelos port�es.
Nunca imaginei que se abririam para mim,
um garoto simples do vilarejo.
Havia bandeiras, bolo e todo tipo de brincadeiras.
E o cora��o de tudo era a fam�lia Ayres.
T�o feliz e bela naquela �poca.
Mas foi a casa em si, ainda em sua gl�ria,
que de alguma maneira me impressionou demais.
Minha m�e descrevera o lugar v�rias vezes.
Por�m, v�-la de perto pela primeira vez...
Nada poderia me preparar para o feiti�o daquele dia.
Como voc� � esperto.
Mam�e.
Sil�ncio, por favor.
N�o ser� t�o ruim quanto pensa.
Espero que n�o estejam falando sobre o jantar.
O Servi�o Nacional de Sa�de.
Granger ficar� bem.
As pessoas admiram seus m�dicos.
S� n�o querem que sejam um deles.
Bobagem. Querem algu�m que fa�a o trabalho.
Al�m disso, voc�s t�m amigos em lugares importantes.
Peter disse que voc� foi � Hundreds.
- Eu perdi esse chamado? - Como foi?
O lugar est� uma bagun�a.
Tinha ouvido falar que est� acabado.
N�o conseguem negociar. Muitas contas sem pagar.
Roderick me deu o �ltimo tost�o que tinha.
Pobre garoto.
Antes her�i da For�a A�rea, depois
capit�o de um navio afundando.
Ele ainda sente muita dor na perna.
- Boa noite, Rod. - Os nervos s�o um problema
desde que voltou.
N�o me admira.
Voc� n�o o tratou?
C�rculos fechados na fam�lia. Muitos segredos.
N�o, trouxeram Caroline para cuidar dele.
Foi uma pena mesmo. Ela estava indo muito bem,
iria para a Aeron�utica ou Marinha.
Garota muito inteligente.
Gyp!
- O que foi que voc� fez? - Sinto muito.
� voc�.
Desculpe. Ultrapassei uma carro�a.
N�o aconteceu nada.
Pelo menos ele est� vivo e saud�vel.
Aqui. Quero pagar a minha passagem.
O que h� de errado com o paciente que ver�?
Coqueluche.
Tento visitar duas vezes ao dia.
Meu Deus.
Voc� deve estar rico.
� um paciente do clube.
Atendo toda fam�lia por uns trocados por ano.
Como est� Betty?
Rod conseguiu um r�dio para ela.
Cura milagrosa.
Eu vinha querendo te dizer,
no dia que voc� veio, agimos meio esquisito, n�o?
- Nem um pouco. - Foi sim.
N�o sabemos mais receber visitas.
A m�e n�o quer receber pessoas com a casa t�o maltrapilha.
Seus pais ainda est�o na regi�o?
Minha m�e morreu h� um tempo.
Meu pai morreu ano passado.
Na verdade, foi o que me fez voltar.
Venha, Gyp. Isso.
N�o quer mesmo entrar?
Bondade sua, mas...
Seu paciente.
Rod vai sentir inveja pela carona.
Ele ama seu carro.
Me desculpe dizer...
Fiquei surpreso que For�a A�rea
n�o tenha feito curativos melhores.
N�o tenho certeza se ele queria curativos.
Sei que � pedir demais, mas podia falar com ele?
- N�o sou um psic�logo. - N�o, ele poderia te escutar.
Desculpe, n�o devia ter pedido.
O problema da perna dele.
Ele estaria aberto a tratamentos?
Sim.
Vou perguntar a ele.
Obrigada.
Certo. Venha, Gyp. Isso!
Caroline me disse que era um favor.
N�o.
Tem um benef�cio m�tuo.
Voc� recebe o tratamento e eu escrevo sobre ele.
Sabe-se que bobinas de igni��o
s� s�o boas para ferimentos recentes,
mas tenho um palpite.
Por Deus, parece algo sa�do de Frankenstein.
N�o � t�o ruim quanto parece. Prometo a voc�.
Voc� trabalha e dorme aqui, ent�o?
Sim. Assim que voltei para casa
n�o podia subir as escadas.
Na verdade prefiro agora.
Me ajuda ter tudo perto, sabe?
Tempos dif�ceis para propriedades como essa.
Com impostos sobre heran�a a 75%?
O governo n�o ficar� satisfeito at� nos ver mendigando.
Talvez voc� tamb�m se sinta sim, n�o sei.
Porque eu deveria?
N�o.
Se importa?
Estou vendendo parte das terras.
Vendendo as terras?
S�o s� alguns arbustos atr�s dos galp�es.
Trazer energia e �gua para a fazenda
isso faz diferen�a para a ordenha.
Cristo! Sente-se, por favor.
Na verdade, � uma sensa��o bem delicada.
Pode diminuir um pouco a sua dor.
- Certo. - Posso?
Sim.
N�o me incomodaria, se eu n�o fosse t�o lento.
N�o consigo acompanhar os homens.
Est� terr�vel, n�o est�?
J� vi piores.
N�o � t�o ruim.
Sinto como se estivesse aquecendo.
Voc� � um m�gico, Dr. Faraday.
N�o sei nem como te agradecer.
Talvez possa considerar como uma compensa��o.
H� muito tempo, quando eu era um menino,
me esgueirei e roubei algo dessa casa.
- S�rio? - Um peda�o de gesso.
Isso � muito engra�ado.
N�o sei o que deu em mim. Eu era um garoto obediente.
N�o, mas Roddie e eu
arrancamos centenas dessas coisinhas.
Elas estavam pedindo para serem destru�das.
Eu n�o tinha inten��o de destruir.
Eu estava dominado pela admira��o.
Como um homem roubando uma mecha de cabelo
da garota por quem ele se apaixonou cegamente.
Minha m�e morreu de vergonha quando descobriu.
- Ela te fez confessar? - C�us, n�o.
Ela queimou.
Nunca falamos disso de novo,
mas acho que ela nunca me perdoou.
Voc� est� perdoado agora.
Eu te perdoo.
� estranho, n�o �?
Que voc� esteve aqui antes de Rod e eu.
Tinha uma crian�a aqui, na �poca.
Susan. Ela morreu antes de eu nascer.
- Sim. - Mam�e.
Acho que eu tinha muita inveja dela.
Ela parecia ter uma vida t�o encantada.
- N�o se pode prever o futuro. - N�o se preocupe, doutor.
Todos temos inveja de Suki, n�o s� voc�.
Andorinha.
Elas j� deviam ter ido.
Voc� vai voltar para Lidcote?
Tenho um paciente em Edgworth, outro em Hawthend.
Por que voc� n�o corta caminho e usa o port�o leste?
� bem mais r�pido. Voc� sabe o caminho?
Acho que sim.
Ajudaria usar o parque, �s vezes?
Como um atalho?
Sim, obrigado.
O tratamento continuou
a produzir resultados nas semanas seguintes,
e um tipo de relacionamento se desenvolveu com Rod.
Eu vi de perto o qu�o sobrecarregado ele estava
pelo neg�cio de administrar Hundreds.
N�o pude evitar a sensa��o de que a casa merecia mais.
E meu cora��o se partia por Caroline,
de muitas formas, muito mais capaz do que aquilo,
for�ada a assistir o decl�nio cont�nuo.
Resolvi ajud�-la o m�ximo que pude.
Senhorita Ayres, o que a traz � cidade?
Doutor.
Rod e minha m�e est�o falando com o advogado
sobre a venda das terras.
Resolvi aproveitar o passeio.
- N�o sei quando poderei. - E, quando perguntou
se eu poderia participar de uma pequena reuni�o
para receber os novos vizinhos...
- Eles foram convidados. - Conseguimos?
Precisamos, n�o �?
Doutor, ir� tamb�m, n�o �?
Pareceu mesmo o m�nimo que eu poderia fazer.
Ol�?
Betty.
Desculpe, doutor.
Eu ajudo.
Est� tudo agitado hoje.
Betty! Voc� est� bem?
Doutor.
Bem-vindo.
Me desculpe. Eu toquei, mas...
Estou tentando deixar a casa ajeitada.
D� para ver.
Meu querido irm�o est� em Lidcote,
discutindo com a construtora sobre o terreno.
Espero que n�o estejam bebendo para fechar acordo.
Falando nisso, sirva-se.
Se ainda houver algum copo restante.
N�o d� aten��o.
Voc� est� �tima hoje, Betty.
Devo te avisar...
a ac�stica nesta sala � estranha.
As palavras ecoam.
Voc�, Srta. Ayres, est� linda.
Ele n�o tomou nada ainda, Gyp.
Pode servir um para mim tamb�m?
Esper�vamos que o clima fosse mudar.
Infelizmente, n�o mudou.
Senhor e senhora Rossiter
- e senhorita... - Dabney.
Querida.
- Como est�? - Muito bem.
- Edith, est� linda. - Obrigada.
- Caroline. - Edith, que bom te ver.
Boa noite. Bom ver voc�s.
Talvez conhe�am o Dr. Faraday.
- Boa noite. - Eu...
Espero que ningu�m esteja mal.
N�o. O doutor � convidado.
Um de n�s.
Roderick se juntar� a n�s esta noite?
Gillian!
Espero que n�o se importem.
Querida, � s� um cachorro.
Por aqui, por favor.
Senhor e senhora Baker-Hyde
e Sr. Morley.
Comporte-se. Voc� nem devia estar aqui.
Minha m�e cresceu aqui,
eu conhecia bastante a regi�o quando era crian�a.
Meu irm�o est� conosco nos fins de semana.
Ele devia se mudar para c�.
Se eu n�o trabalhasse.
O que o senhor faz, Sr. Morley?
Sou do ramo de an�ncios.
Contador?
N�o, propaganda.
� uma empresa dos Estados Unidos.
Estados Unidos.
Gyp, venha c�.
Senhores, sentem-se, por favor.
- Obrigado. - Sr. Morley.
Dr. Faraday, pode ver se Roderick vir�?
Claro.
Vem de longe esta noite, Sra. Dabney?
Roderick.
Roderick.
N�o vou.
Pe�a desculpas a minha m�e.
Rod, pare de beber.
Vista-se. Voc� � o homem da casa.
Eu j� falei...
N�o vou.
- Pelo amor de Deus... - N�o posso.
Estou com um mau pressentimento, Faraday.
Um pressentimento muito ruim.
- Voc� n�o est�? - Pare.
Pare com essa bobeira agora mesmo.
Agora, vista-se.
Viajou muito?
Bem, eu queria...
Gyp, espere! Por que ele n�o brinca comigo?
Ele n�o fica parado.
Talvez voc� devesse ficar parada.
Gillian, querida.
Meu Deus. Isso � permitido?
N�o acredito que regras sejam inquestion�veis.
Algumas geram certa neurose. N�o � bom para as crian�as.
Nunca vou para a cama antes da meia noite.
E uma vez fumei cigarro.
Duvido que o Dr. Faraday aprove isso.
N�o. Mas minha m�e n�o era f� de regras.
E isso n�o o fez mal algum.
Gillian, veja esse belo piano.
� uma espineta.
Na verdade, � um virginal flamengo.
Toque algo para n�s, Tony.
- Gyp. - Que n�o seja velho e fr�gil.
Vamos.
- Vejamos. - J� somos amigos.
Gillian, querida, por favor, deixe o cachorro em paz.
Onde est� Roderick?
Estar� conosco em breve.
Ele tem trabalhado bastante.
- Que som agrad�vel. - � muito suave.
- Isso. - Caroline amava tocar.
- Ele toca muito bem. - Toca mesmo.
Que cachorro bonzinho.
N�o tinha ideia que ele estava t�o mal.
Por isso fica tanto aqui?
Sou um convidado, como voc�.
N�o, parceiro.
S� estou aqui enquanto minha esposa e a anfitri�
tentam formar casais.
Elas n�o t�m boas chances.
Tony pode ser um idiota,
mas gosta de um rostinho bonito.
Gillian.
O que � isso?
Gillian!
- Gyp, volte aqui. - Gillian!
N�o pode socorr�-la aqui!
S�o quatorze quil�metros at� o hospital.
Abra a porta.
Abra a porta!
Libere a mesa.
Est� tudo bem.
- Por favor. - Segure-a.
Betty, preciso de �gua fervida.
- Segure-a. - Por favor.
Segure aqui.
Querida.
Sra. Baker-Hyde pode esperar l� em cima.
- N�o, vou ficar aqui! - Diana, fa�a o que ele diz.
Diana, vamos.
Betty, traga cobertores.
Deviam matar esse maldito cachorro.
A menina ficar� com cicatrizes terr�veis, n�o �?
N�o entendo por que tiveram de traz�-la.
Com certeza t�m enfermeira, ou governanta.
Acho que uma governanta "n�o � bom para as crian�as".
O que aconteceu � que n�o � nada bom.
Caroline.
Boa noite.
Tentei te avisar.
N�o tentei?
A senhorita Caroline est� l� embaixo.
Vejo que veio assim que p�de.
Dever�amos ter levado ao tribunal.
Conseguiria o dinheiro de algum jeito.
Com a menina t�o ferida n�o seria certo.
Leve-o.
Todo o resto j� se foi. Por que n�o lev�-lo tamb�m?
Caroline.
V� embora, cachorro idiota.
Meu Deus.
Bom menino.
Saia, Faraday.
Saia de perto dessa maldita bagun�a.
O tratamento da perna deve estar acabando.
Escreva o que j� fez. Com certeza, ser� o suficiente.
� s�rio.
Gente como os Ayres.
Te dar�o um baita trabalho, se deixar.
Sim.
O problema � seu cora��o, Sra. Ravensdale.
N�o est� trabalhando bem, por isso a falta de f�lego
e o incha�o.
N�o poderia ser algo que comi?
Receio que n�o.
John.
Sra. Evans. Pode entrar, por favor.
Alfie, vamos.
Deixem para l�!
Continuem!
Continuem, alcan�o voc�s.
Ele j� aguentou bastante, n�o?
Droga.
Por favor, sente-se.
Obrigado.
Ent�o...
Acabei de assinar um contrato com Babb.
A venda das terras?
- Que boa not�cia. - Sim.
Sim, uma grande conquista.
Os homens est�o muito animados, � claro.
A queda de gigantes.
S� penso em como as coisas ser�o melhores agora.
- Mas n�o ser�o. - Tenho certeza que ser�o.
N�o diga isso, Faraday.
N�o sabe do que est� falando.
Preciso ir, vai come�ar meu turno.
Ficaria surpreso ao saber o quanto do meu trabalho
� sobre ouvir as pessoas.
- Droga. - Rod.
Por que n�o me diz o que est� havendo?
Ando preocupado com voc�.
N�o iria acreditar em mim.
Claro que vou.
E sou m�dico.
- O que me diz � confidencial. - H� alguma coisa na casa.
Coisa?
Me odeia.
Sempre odiou.
E desde aquela noite horr�vel com a menina...
Continue.
Me quer fora de l�.
Estou te dizendo.
Dr. Faraday.
- Doutor. Te esper�vamos? - Me perdoem.
Visitava um paciente pr�ximo daqui.
Tivemos um vazamento na sala, no arm�rio.
Meus irm�os.
Veja, Doutor.
Seis meses depois disso as brigas come�aram.
Suki.
�ramos muito pr�ximas.
Pode se comover com a cena, Doutor.
Foi o �ltimo dia feliz da minha menininha.
� noite j� estava bastante doente.
M�e.
Empacotei alguns livros velhos para levar � Cruz Vermelha.
Talvez Dr. Faraday possa lev�-los
a Lidcote em seu carro.
� claro.
Betty.
- Me sinto estranho por vir. - N�o. Estou feliz que veio.
Acabei de ver Rod em Lidcote.
Meu Deus, est� muito mal?
Estou preocupado com a sa�de mental dele.
N�o � o �nico.
Noite passada ele foi ao quarto t�o nervoso.
Disse sentir cheiro de fuma�a. E eu n�o sentia nada.
- � como magia negra nele. - N�o � nada disso.
Trauma de guerra.
N�o devemos dizer � m�e. A venda das terras
j� � demais para aguentar.
- Devo concordar. - S� Deus sabe se ficar� bem
quando Babb derrubar o muro.
Porque diabos Babb derrubaria o muro?
Eles n�o queriam o pasto.
Rod n�o disse?
S� queriam a parte do campo.
Certamente n�o quer destruir o parque?
Deve haver alguma alternativa.
- Acredite, ele tentou. - A venda deve ser suspensa.
- O qu�? - Rod n�o est� com boa mente.
Isso pode ser anulado.
Doutor.
O que ele tem te falado?
Que eu estou doido?
N�o. Claro que n�o, Roddie.
L� se foi o sigilo profissional.
Rod, eu n�o tinha entendido bem a venda da terra.
Rod.
- Isso � muito s�rio. - Tem raz�o.
A m�fia bater� na porta a qualquer momento.
Armados at� os dentes.
N�o deveria se preocupar, Doutor.
- Voc� � de linhagem pirata. - Rod.
Sim.
- Coisas acontecer�o hoje. - Por Deus,
olhe para voc�.
Voc� est� com medo.
Voc� consegue sentir.
- N�o consegue? - Me desculpe.
Rod n�o tem condi��es
- de tomar decis�es. - Pode sentir agora?
Pedirei ao Dr. Granger uma segunda opini�o.
Maldi��o! Quem pensa que �?
� minha casa e vou fazer o que quiser com o lugar.
E isso n�o � da sua conta!
O que est� fazendo aqui?
Voc� n�o � parte desta fam�lia. Voc� n�o � ningu�m.
- Agora saia! - Rod, por favor, n�o.
Saia da minha casa!
Por favor nos deixe.
O que voc� quer?
Eu tentei avisar, eu tentei.
Eles n�o me deram ouvidos, por favor!
Voc� tem que ir embora!
S� v�, por favor!
Betty. Betty!
Roddie, abra a porta. Roddie!
N�o devia ter deixado ele aqui ontem � noite.
Voc� confiou em mim.
Eu te decepcionei.
N�o farei isso de novo.
Rod, o Dr. Warren est� aqui.
Me desculpe, Caroline.
� mais forte que eu.
Rod.
Passear em um Humber, � uma honra.
Muito bom.
Srta. Ayres?
Espero que n�o esteja t�o seco.
Parece perfeito.
- Obrigada. - Caroline.
� uma pena que Betty n�o esteja aqui.
Mas que bom para o pai dela t�-la em casa para o Natal.
Como voc� � esperto.
Obrigada por ter vindo.
Nunca sobreviver�amos os �ltimos meses
sem voc� e a Betty.
Teria sido triste ter a cadeira do Rod vazia.
Natal � geralmente triste para solteiros.
Fiquei muito feliz com o convite
apesar de ter sido por pena.
Meu Deus, n�o. N�s � que somos dignos de pena.
Estava olhando para a foto?
Sabia que estou nela?
N�o. Onde?
Onde? N�o te vejo.
Este � o ombro do meu casaco.
Ofuscado pela Susan.
Assim como todos n�s.
Aquele foi um �timo dia.
Que tal um ch� para aquecer?
Sim. E por que n�o deixa que eu fa�o?
Voc� fique a�. Ordens m�dicas.
Tom!
Entre.
Querido.
N�o era permitido entrar na casa, � claro.
- N�o saia andando por a�. - Elizabeth!
Mas por sorte,
minha m�e ainda era amiga dos criados.
- Como voc� est�? - E assim,
milagrosamente, aconteceu.
Fui permitido dentro da casa.
Me bajularam bastante,
me dando fant�sticos doces.
Era o sonho de qualquer garoto.
Me fez sentir, s� por um momento,
como parte da vida daquela casa.
Talvez isso explique, at� certo ponto, pelo menos,
o que aconteceu depois.
As roupas elegantes daquele dia
eram emprestadas ou ganhadas.
Mas l�, naquele grande sagu�o
cheio de coisas maravilhosas...
N�o pude deixar de imaginar que eu pertencia ali.
Um pequeno cavalheiro.
Mas � claro que eu n�o era.
O que voc� est� fazendo a�?
Venha aqui! O que voc� est� fazendo?
Naquele dia, deixei para tr�s todas essas ambi��es.
Eu n�o quero ouvir uma palavra sua.
Venha comigo agora mesmo.
Engra�ado. Uma coisa pequena
tantos anos atr�s.
No entanto, a mem�ria � t�o n�tida.
Sente-se, por favor, Alan.
Cabe�a erguida.
Agora vamos ver se houve alguma melhora.
Abra se puder.
Abra.
Consegue ver quem �, Alan?
Ora, ora.
Que maravilha.
- Obrigado. - �timo.
Meu Deus.
24 casas em ambos campos,
a maioria delas j� est�o reservadas.
Uma pena isso tudo.
N�o sei. As pessoas precisam morar em algum lugar.
Dr. Faraday.
- Sr. Babb. - A� est�, Srta. Ayres.
Todos os dias no mesmo hor�rio.
� mais pontual que meus funcion�rios.
Prometi um tour ao Doutor Faraday.
Vamos come�ar, ent�o.
Temos a sala de estar.
Cozinha planejada. Fog�o a g�s, tomadas el�tricas.
Banheiro, com banheira embutida.
Meu Deus. Imagine a diferen�a que isso faria para as pessoas.
� o que h� de melhor em ventila��o e drenagem.
Voc� est� certa sobre as casas.
Minha m�e teria gostado delas.
Poderia estar morando em uma,
se n�o tivesse trabalhado at� morrer
para me dar bons estudos.
Com certeza ela tinha orgulho de voc�. E seu pai tamb�m.
Tudo que aprendi foi a ter vergonha deles.
Meu Deus, sou muito estraga-prazeres.
Deve estar desejando que eu n�o estivesse aqui.
N�o, nem um pouco.
Fico agradecida.
�s vezes fico t�o solit�ria sem Roddie.
Estes dias curtos n�o ajudam.
S� me fazem querer fugir.
- Fugir para onde? - N�o sou exigente.
Queria ir aonde h� pessoas, um pouco.
Quando diz que n�o � exigente...
Quero saber de tudo.
Quem matou mais pacientes,
quais m�dicos transaram com quais enfermeiras.
- Faraday. - Bland.
Nem pense em beber isso puro.
Aqui.
Direto do tubo de ensaio.
Eu n�o...
Um brinde.
Faraday, meus parab�ns pelo seu artigo.
Que tudo corra bem em Londres.
Obrigada, Hewitt. Gentileza sua.
Meu Deus, voc� � bem importante.
- Londres? - Nada disso.
E ainda n�o aceitei o convite.
Nossa. Por que n�o aceitaria?
Vamos achar algu�m para dan�ar com voc�.
N�o, n�o, n�o.
Todos est�o querendo uma chance com uma enfermeira bem jovem.
N�s dois podemos dan�ar, n�o �?
Fiquei nervosa, de repente.
Feche os olhos.
- Voc� dan�a muito bem. - Voc� tamb�m.
Meu pai me ensinou quando era pequena.
Estou falando demais?
Fale � vontade.
Qual � a gra�a?
Est� parecendo um dan�arino numa competi��o.
Colocaram um n�mero nas suas costas?
Ali est� o Dr. Seeley.
Veja a gravata-borboleta dele.
Vamos dar um giro para voc� ver.
Sabia que o apelido dele � O Polvo?
Sempre disposto a dar carona �s garotas.
M�os por todos os lados.
Faraday!
Caroline, voc� conhece David Granger.
- E esta � Anne... - Anne Granger.
- Caroline Ayres. - Prazer em conhec�-la.
- Vou apresentar nossa amiga... - Brenda?
N�o pode ser!
Eu e Brenda nos conhecemos h� anos,
na �poca da guerra. Como est�?
Nem precisava de apresenta��o.
Que bom ver Caroline saindo um pouco.
Ela � fant�stica.
Senhoras e senhores,
por favor, abram espa�o para Paul Jones.
- Vamos? - � a chance de ficar com ela.
- Vamos, Faraday. - N�o.
- Vamos arriscar. - Est� bem.
Mulheres do lado de fora.
� uma mata-mata!
De matar mesmo. Seeley, como vai?
- Est� linda como uma pintura. - Obrigada.
Vamos come�ar!
Em noites assim, sinto o peso da idade.
Caroline Ayres dan�a bem.
Ela tem um belo quadril e sabe remex�-lo.
Que pena n�o ter beleza � altura.
N�o deixe isso te impedir.
Garotas assim precisam de uma escapada.
Todos sabem quanto tempo voc� tem passado com ela.
Sabem mesmo?
Estou te avisando, Faraday, tome iniciativa hoje
antes daquele tolo de �culos estranhos tomar.
- Valerie, querida. - Seeley, soube que estava aqui.
Estava me ignorando?
Voc� quer que acenda um cigarro?
- Eu posso acender o meu. - Pare com isso.
Deixe que eu acenda...
como fazem nos filmes.
N�o, n�o. M�os ao volante.
Est� escorregadio, se lembra?
Isso.
N�o gosto muito da Brenda.
Nunca perceberia.
Ela deve ter pensado que est�vamos juntos.
Espero que tenha dito logo a verdade.
Disse?
Eu disse a verdade.
Voc� � s� um amigo da fam�lia sendo gentil.
Meu Deus.
Meus p�s est�o congelando.
Estamos quase chegando.
N�o quero ir para casa.
Vamos para outro lugar, pode ser?
- J� s�o mais de 2h. - Que tal uma caminhada?
Com sapatos de dan�ar?
Por favor, Faraday,
N�o quero ir para casa ainda.
Meu Deus.
Me desculpe, me desculpe. N�o posso! N�o posso!
Pelo amor de Deus.
- Pensei que voc� queria. - Tamb�m pensei.
- N�o posso. - Espere.
Caroline, por favor, Caroline, espere.
Ap�s aproximadamente 15 minutos
da corrente sendo aplicada � perna,
a pulsa��o do paciente subiu, como havia sido previsto,
e houve uma ligeira queda na press�o arterial.
N�o houve dor associada ao procedimento,
e depois foi observado um aumento acentuado
na mobilidade geral da articula��o.
Os efeitos positivos diminu�ram...
Sim, temos alguns trabalhos interessantes.
Deveria considerar ficar aqui.
Fico lisonjeado pelo convite, mas...
Onde realizou seu treinamento?
Em Birmingham. Fiquei l� por um tempo.
Depois fui para um hospital militar
em Plymouth depois que sa�mos de Diepa.
- Deve ter sido intenso. - Bastante.
Estou atuando em Warwickshire agora.
L� � bem tranquilo.
Obrigado.
E voc� � um homem de fam�lia ou...
N�o.
Pelo amor de Deus,
mude para Londres. O que est� te impedindo?
Charles, n�o acha que Faraday deveria se mudar para Londres?
Acho que � uma boa ideia.
Entre.
Bem-vindo de volta.
Est� tudo bem?
� claro. S� queria saber como foi.
Estar sob os holofotes e tudo mais.
Sim. Foi interessante.
Desculpe.
Um primeiro dia de retorno dif�cil.
Uma garota de 13 anos em Illescote,
gr�vida, at� o pai espanc�-la.
Meu Deus. Que terr�vel.
- Sinto muito, Faraday. - Me sinto t�o in�til.
Pergunto-me por que resolvi voltar.
N�o diga isso.
Senti sua falta.
E Caroline ligou h� alguns dias.
A Sra. Ayres estava... N�o estava bem.
N�o quiseram falar muito sobre isso.
N�o consegui identificar nada de errado com ela.
- Voc� foi a Hundreds? - Fui.
N�o via a hora de sair de l�.
Fico triste por Caroline, presa l�.
Ela �, de longe, a melhor deles.
- Doutor, eu quero... - Srta. Ayres.
Podemos, por favor, come�ar de novo?
Diga o que aconteceu.
Na verdade, eu n�o sei.
Eu me sinto boba agora.
N�o entramos aqui com frequ�ncia. N�o mais.
Mas verific�vamos vazamentos e ouvimos...
Soa idiota, mas ouvimos algo que parecia batidas.
L� embaixo.
Encontramos essas marcas.
Primeiro pensei ter sido aquela garotinha.
Mas Betty limpou tudo logo depois.
Ela teria notado.
As marcas n�o saem.
E tem mais.
Algo acordou minha m�e no meio da noite.
Ela pensou que um p�ssaro tivesse entrado.
Ela chamou Betty, e o procuraram pelo quarto.
Adorei essa aqui.
Essa era minha favorita na sua idade.
V� em frente, experimente.
Tudo bem.
Dr. Faraday. Olhe para n�s.
Espere. Agora.
- Betty, venha. - Senhora, eu deveria?
O m�dico desaprova nossa futilidade.
Estou feliz por te ver t�o bem.
Caroline me disse que esteve aflita.
Voc� quer dizer depois da minha descoberta.
Posso ver?
Suki.
Depois de todo esse tempo,
n�o imaginaria que havia algo dela deixado.
A frequ�ncia card�aca da sua m�e est� elevada.
N�o � de se surpreender. Mas ela est� em perfeita sa�de.
Pelo amor de Deus, Faraday.
Certo. Devo explicar o que aconteceu?
Veja.
As marcas no andar de baixo
voc� as encontrou por acaso, certo?
Elas acionaram uma lembran�a em sua m�e,
e ent�o ela se lembrou das outras.
E as novas marcas de hoje?
Elas n�o s�o novas.
Mesmo sendo perturbadoras, at� eu senti isso...
- Elas s�o apenas marcas. - E quanto �s batidas?
S�o os tubos de aquecimento.
- N�o o ligamos h� meses. - Est�o se contraindo pelo frio.
Caroline, n�o deve deixar isso contaminar voc�.
Tudo isso pode ser explicado.
Faraday...
Estou t�o feliz por voc� estar aqui.
Quando estou sozinha, n�o posso suportar.
Sempre que voc� vai embora, algo horr�vel acontece.
Minha querida.
H� conversas sobre eu retornar permanentemente.
Vai morar em Londres?
Eu deveria ter que pensar sobre o que deixaria para tr�s.
N�o muito.
Lidcote pareceria um pesadelo...
Eu me refiro a n�s dois.
Faraday, aquela vez no carro, eu...
- Fui uma idiota. - Eu fui o idiota.
- N�o. - Caroline, senti sua falta.
Senti muito sua falta.
Meu Deus.
Que idiota voc� fez de mim.
Eu n�o deveria ter te deixado.
Eu n�o farei isso de novo.
Voc� � perfeita.
N�o haver� esse tipo de coisa,
quando nos casarmos. Voc� n�o � uma criada.
- Faraday, o que... - S� diga sim, Caroline.
S� diga sim.
O que essa casa precisa � de uma boa dose de felicidade.
Est� pronto.
N�o anunciamos formalmente
por causa da timidez da Caroline.
E tem a quest�o da senhora Ayres.
Contaram a ela?
N�o quer�amos preocup�-la antes de esclarecemos nossos planos.
Voc� acha que ela vai aprovar?
Acho que ela ficar� encantada.
� uma not�cia formid�vel. Parab�ns.
- O que voc� est� fazendo? - Escrevendo para Roderick.
Voc� contou para ele sobre n�s?
Betty pode entrar a qualquer instante.
Ela tem que se acostumar em nos ver beijando.
Ela ir� nos trazer ovos e bacon na cama nas manh�s
Mas se nos casarmos, n�o ficaremos aqui.
Preferiria morar em cima do consult�rio?
E n�o podemos abandonar sua m�e.
N�o pense que ela nos aceitaria morando com ela.
- Al�m disso, e Londres? - Londres?
Eu recusei a oferta para ficar aqui com voc�.
- Nunca me disse que fez isso. - Achei que estava �bvio.
N�o se preocupe com sua m�e.
- Ela vai acabar aceitando. - Ela n�o vai.
Ela vai. Ela ter� que aceitar.
Betty, o que est� fazendo aqui?
A senhorita me chamou.
Eu n�o chamei.
Deve ter sido minha m�e.
Ela est� no andar de cima. Foi o sino daqui que tocou.
Tocou sozinho, foi isso?
- Eu n�o sei, mas... - V� ver o que ela quer.
A prop�sito, a �gua est� marrom.
Babb deve ter batido em um cano.
Fa�a do seu jeito, por enquanto.
Vou verificar com Babb.
Eu falei. Sala de jantar. Est� vendo?
Minha m�e deve ter acordado.
Veja se ela precisa de algo.
Betty?
Agora foi o quarto da minha m�e.
Droga, vamos.
Ratos.
O que � esse barulho?
Ratos. Tem veneno da fazenda.
Vou pegar um pouco.
Quarto do beb�.
S�o ratos, senhora.
Venha.
Venha. Venha escutar.
O que est� escutando?
Eu n�o sei.
Vamos dar uma olhada l� em cima.
� melhor esperar pela senhorita Caroline.
Senhora, espere.
Por favor, vamos esperar a Srta. Caroline.
Voc� pode ficar se quiser.
O que eu teria a temer em um quarto de beb�?
Susan?
Susan?
Betty?
Betty!
Betty!
Betty, destranque a porta.
Betty, destranque a porta!
Betty.
Caroline!
Rod tinha raz�o.
Tem alguma coisa nessa casa que nos odeia.
N�o faz sentido, Caroline.
N�o, um ano atr�s est�vamos bem diferentes disso.
Sabia que nessa casa tinha alguma coisa ruim.
N�s te falamos.
Quando voc� falou para ele?
Na primeira que vez que eu senti.
Sra. Ayres acredita em mim.
- Falou para Sra. Ayres? - Me disse que era um espirito
e n�o era para me preocupar. N�o faria mal algum.
Mal algum?
Isso parece mal algum para voc�, Betty?
Ningu�m est� te culpando, Betty.
Voc� foi muito corajosa.
N�s falhamos com ela.
Minha linda menina.
Eu queria tanto ela.
Mas quando ela veio...
eu fiquei com medo.
Sra. Ayres, sua mente esta te pregando pe�as.
Precisa descansar.
- N�o estou debilitada. - Eu sou o m�dico aqui.
Deve permitir que eu decida quem est� ou n�o debilitado.
E voc� deve lembrar de quem � essa casa.
Parem. Parem, por favor.
Eu sinto muito, mam�e.
Voc� n�o tem pelo o que se desculpar.
Trabalho dif�cil?
Seeley.
Tonsilectomia de rotina.
Ficou muito mal feita.
S�o muitas liga��es noturnas. Eu sei como �.
J� acabou por hoje?
Eu sinto que as coisas est�o fora de controle.
Essa coisa toda parece at� ser contagiosa.
Eu fui m�dico em uma escola para garotas por um tempo.
Uma vez teve essa moda de desmaiar.
Garotas caindo como pinos de boliche.
Ap�s um tempo, at� as professoras.
O problema � isso.
Eu n�o sei onde isso vai acabar.
Caroline come�ou a acreditar
que tem alguma coisa sobrenatural envolvida.
Que alguma for�a mal�vola est� na casa.
E isso � loucura, eu sei, mas...
Eu mesmo estou come�ando a acreditar.
O que quer dizer?
Todos n�s seguimos um princ�pio geral.
O de que h� uma personalidade consciente
e nela se associa uma vers�o de n�s mesmos.
Est� sugerindo que o subconsciente poderia...
se separar, desde que sob press�o.
Ficar malicioso ou maligno.
Se deixando levar pelos impulsos ruins
que a mente consciente quer esconder?
Essa n�o seria a velha teoria de poltergeist?
Meu Deus. Ent�o n�o h� ci�ncia nisso.
N�o. N�o t�o r�pido.
Voc� pode estar no caminho certo.
E se a ci�ncia ainda n�o achou um jeito de medir essas coisas?
Veja as mo�as que desmaiavam.
Geralmente s�o as mulheres na raiz dessas coisas, � claro.
Eles n�o t�m uma jovem criada?
Presa em Hundreds, sem ningu�m para flertar?
Betty ainda � uma crian�a.
Crian�as � que possuem os desejos mais intensos.
Obrigada por me acompanhar.
Estou gostando muito.
Nunca me deixam sozinha. Acredito que sejam ordens suas.
N�o importa.
Tenho algo a dizer antes que Caroline volte.
Voc� tem que lev�-la daqui.
- Eu n�o farei tal coisa. - Sim.
Deixe Susan e eu aqui.
Susan � uma lembran�a. Concordamos com isso, n�o foi?
Como voc� � inocente.
Ela est� comigo o tempo todo.
- Est� aqui comigo agora. - Por favor, pare.
Aqui � o lugar dela. N�o � o seu.
Sra. Ayres...
O que foi?
Como fez isso?
Minha garotinha est� chateada.
Poderia tirar isso, por favor?
Sente-se.
As cordas foram cortadas. N�o se lembra?
Quando Susan estava pregando pe�as em n�s.
O que voc�... Deixe-me ver.
Pare. Pare com isso. Pare.
Pare com isso. Betty! Pare!
Pare!
Vou ver como ela est�.
Deixe-a dormir.
Ela ainda est� sedada.
Gostaria de chamar um psiquiatra.
Primeiro o Roddie.
Agora ela.
Quando ser� a minha vez?
Isso � um absurdo.
Minha m�e preferiria morrer a envergonhar a fam�lia.
Eu n�o a abandonarei aos del�rios dela
- por causa de orgulho. - N�o, Faraday.
Est� entendendo?
Eu pro�bo isso.
Faraday!
- Voc� a trancou? - O qu�?
M�e.
M�e, abra a porta.
Sra. Ayres.
O que voc� fez, mam�e?
O que voc� fez? O que voc� fez?
Como um pai se compadece de seus pr�prios filhos...
O Senhor � misericordioso com aqueles que O temem.
Porque Ele sabe do que somos feitos.
Ele lembra que somos apenas poeira.
Queremos pedir � Caroline para ficar conosco.
Ela n�o pode ficar sozinha naquela casa infeliz.
Ela n�o est� sozinha.
Ela tem a mim.
Foi muito corajoso hoje, Rod.
Tire a Caroline de l�.
Ela ser� a pr�xima.
Est� tudo bem.
N�o, temos muito a resolver, mas eu ficarei bem.
N�s nos divert�amos muito aqui antigamente.
Eu costumava visitar bastante,
mas infelizmente a sa�de n�o tem permitido ultimamente.
Sinto muito por isso.
Receio n�o lembrar o seu nome, doutor.
Faraday.
N�o.
Acho que minha irm� nunca mencionou voc�.
Estava te observando.
Isso n�o deve ter sido muito interessante.
Deve ser tarde. � melhor voc� ir.
N�o at� voc� comer alguma coisa.
N�o conseguiria.
Voc� precisa.
Eu prometo que comerei. Mais tarde.
Obrigada por hoje.
Caroline.
S� me diga uma coisa.
Quando poderemos nos casar?
Por favor, estou t�o cansada.
Quero ficar aqui.
Com voc�.
Tenho sido paciente, n�o tenho?
Mas logo ap�s a morte de minha m�e, eu...
Ela ia gostar de saber que est� sendo bem cuidada.
Um m�s � o suficiente para resolver tudo.
- H� muito o que discutir. - Eu sei.
Precisar� de madrinhas.
- Algo para vestir. - N�o quero tumulto.
- Tenho muitos vestidos. - Seis semanas.
A partir de hoje.
Sim.
Sim, tudo bem.
Sim?
Pode me deixar dormir, por favor?
A �ltima vez que me sentei nesta mesa para comer, Betty...
eu tinha oito anos.
Minha m�e estava comigo. Em p�, logo ali.
Que curioso.
Nunca imaginei estar de volta aqui, assim.
Queria que estivesse viva para ver.
Meu pai tamb�m.
Meu pai quer que eu volte para casa.
Ele diz que aqui h� algo terr�vel.
Voc� e eu somos tudo o que a Srta. Caroline tem.
Preciso que ajude a cuidar dela.
Ele acha que a casa � amaldi�oada, depois da...
senhora.
Todo n�s nos sentimos um pouco assim.
A Srta. Caroline diz que devo dormir no andar de cima.
Acho que ela tem medo de ficar sozinha.
E se te dissesse que ela n�o vai ficar sozinha
por muito mais tempo?
Que a Srta. Caroline est� prestes a se casar?
Casar?
Doutor, quando?
Muito em breve.
E vou precisar de sua ajuda.
Eu trouxe algo para servir de modelo.
Disse que a mo�a est� indisposta.
Ela poder� caminhar?
Sim.
N�o � nada s�rio.
Caroline.
Trancada aqui neste dia lindo?
N�o vai te fazer bem.
Isso vai contra o que � convencional,
eu sei, mas...
Mandei fazer no modelo de um que voc� j� tem.
A Betty ajudou.
Fomos como agentes secretos.
Ter� algo para a cabe�a e para as m�os tamb�m, � claro.
E, por �ltimo...
- Foi da minha m�e. - Perd�o, n�o posso fazer isso.
Me perdoe.
Peguei voc� de surpresa.
Olharemos isso depois
- ou a s�s, se preferir... - N�o, n�o posso com nada disso.
N�o posso casar com voc�.
- Caroline... - Me desculpe.
Gosto muito de voc�,
- e sou muito grata, mas eu... - Querida, voc� est� confusa.
- N�o, estou vendo claramente. - Por favor...
- Est� muito cansada. - Pare de dizer isso.
�s vezes, acho que quer que eu fique cansada.
- Quero que seja feliz. - E n�o posso ser feliz,
se me casar com voc�.
N�o precisamos ser marido e mulher logo,
- se � esse o problema. - Meu Deus, n�o v�?
Isso que n�s temos nunca foi real.
Eu vou embora.
Botei a propriedade � venda.
N�o pode fazer isso. N�o � sua.
Hepton j� redigiu os pap�is.
Fui concedida direitos desde que Rod foi internado.
Quando ele melhorar, vir� comigo.
Vai para onde?
Vou para Londres assim que puder.
- Depois, Canad� ou EUA. - Canad�.
Mas vou mesmo.
Antes que seja tarde demais.
Anne,
acha que o David pode ficar com minha cirurgia da tarde?
N�o, creio que seja um problema estomacal forte.
Eu agradeceria muito.
Obrigado.
Os dias seguintes foram um tanto confusos.
Um sonho ruim, do qual demorei para acordar.
Hundreds Hall estava perdida para mim.
Assim como a Caroline.
Haveria, por�m, divers�o por minha conta em Lidcote.
O que me ensinou a olhar fora do meu meio.
Passei um tempo considerando ir embora, mas...
n�o se pode escapar de si mesmo.
Doutor!
Dr. Faraday!
A liga��o veio por volta das 3:00.
Era a Betty.
Em um estado terr�vel.
Querendo a voc�, creio eu, mas a passaram para mim.
Ligaram da casa em Edgworth.
Foi muito r�pido.
N�o poderia ter feito nada.
A corte chama a Srta. Elizabeth Walker.
Fomos para a cama cedo naquela noite, Srta. Ayres e eu.
Passamos o dia limpando coisas, est�vamos cansadas.
E a Srta. Ayres parecia estar deprimida?
De forma nenhuma.
Ela estava feliz, mal esperava para ir embora.
Ent�o foi para seu quarto e n�o ouviu nada, at�...
Por volta das 2h30.
Barulhos na escada.
Primeiro, fiquei assustada.
Assustada, porque...
� uma casa grande, senhor, e �s vezes...
Bom, � solit�rio e escuro.
Ent�o percebi que os passos eram da Srta. Ayres.
O quarto dela era ao lado, ent�o n�o me preocupei.
- S� que... - S� que...
S� que os passos continuaram subindo
para o segundo andar.
N�o h� motivo para ir l� em cima.
Est� vazio e trancado.
E ent�o a ouvi parar de andar.
Fazer um barulho.
Voc�.
Voc�.
Caroline.
Houve um acidente.
A Srta. Caroline.
Dr. Faraday?
Dr. Faraday?
Apoiaria o veredito de suic�dio por insanidade?
Acredito, baseado no que vivi com a Srta. Ayres
em suas �ltimas semanas de vida,
que a mente dela se tornou confusa.
Sua morte pode ter sido, de fato, suic�dio.
Obrigado, Dr. Faraday.
A primeira vez que vi Hundreds Hall
foi em julho de 1919.
Eu passei muitas vezes pelos port�es.
Nunca imaginei que se abririam para mim,
um garoto simples do vilarejo.
O ambiente de Hundreds Halls me impressionou demais.
Minha m�e descrevera o lugar v�rias vezes.
Mas nada poderia me preparar para o feiti�o daquele dia.
Equipe CreepySubs
Manja de ingl�s e quer legendar conosco?
Mande um e-mail! recrutacreepy@gmail.com
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