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Original subtitles

Numa Noite Sombria (1949)

- Obrigada por esta grande noite. - Vamos nos ver amanh�?

- N�o pode me evitar. - Ent�o at� amanh�.

Boa noite.

Eu lhe acordei, meu amor?

- N�o queria fazer barulho. - Muito silenciosa, meu amor.

Tanta amabilidade poderia ser mal interpretada.

- Est� aborrecido com alguma coisa? - N�o importa. J� nada importa.

As palavras j� n�o servem. S� o que se sente importa.

Vou lhe matar, Ruth!

- Tenho que fazer! - N�o, Alton! N�o!

O sonho sempre termina assim, doutor.

Qual a frequ�ncia desse sonho?

Todas as noites durante a �ltima semana.

Voc� contou isso a algu�m? A sua esposa?

Um sonho no qual golpeio brutalmente minha esposa...

...n�o � um tema agrad�vel para o caf� da manh�.

- � sempre igual? - Sempre.

- Qual � o seu trabalho? - Sou escritor de fic��o.

Pode ser que esse sonho...

...seja o desenvolvimento subconsciente de uma nova trama de hist�ria?

Minha especialidade n�o � o macabro.

Farel algumas perguntas pessoais.

Tudo o que falarmos ser� estritamente confidencial.

- Bem, n�o sei... - Pode confiar na senhorita.

Trabalha h� quatro anos comigo.

- Muito bem, farei o que puder. - Primeiro. Como est� sua sa�de?

- Fisicamente, muito bem. - E mentalmente?

Completamente assustado.

Doutor...

Voc� acha que uma noite...

- possa ficar louco... - E matar a sua esposa?

- Sim. - � poss�vel.

Mas voc� teve a sensatez de fazer algo a respeito.

- Algo lhe preocupa? - Este sonho me preocupa!

- Talvez seja um sonho de medo. - Isso n�o existe, Bennet.

- S� h� sonho de desejos. - Eu desejo matar a minha esposa?

Talvez voc� n�o, mas seu subconsciente sim.

Bobagens!

- Amo minha esposa. - Mas muitos matam por amor.

- Alguns por fanatismo. - Com um frasco de perfume?

� menos rom�ntico, mas igualmente pr�tico.

Seu racioc�nio � t�o mal como sua interpreta��o.

Ambos me incomodam.

Desculpo-me por minha poesia, mas n�o pelo meu racioc�nio.

� rec�proco o amor de sua esposa?

Estou honestamente convencido que ela me odeia totalmente.

- Fiel? - Ela? N�o sei.

Talvez voc� deseje as joias de sua esposa.

Iria me ver muito bonito com cem mil d�lares de joias.

Poderia converter as joias em moeda corrente, se necessitasse de dinheiro.

- Voc� precisa? - Francamente, sim.

Mas poderia conseguir um adiantamento dos meus editores.

Algo mais? Quer saber a cor do cabelo do meu pai?

O que como no caf� da manh�? Suponho que isso n�o ajude em nada.

� tudo por hoje. Voltarei a lhe ver quinta-feira �s quatro horas.

Acho que poderei vir.

Voc� divide a cama com sua esposa?

- Escute, doutor... - Eu digo por precau��o!

Durma no quarto de h�spedes, se tiver.

Entendo seu ponto de vista. Acho que poderei fazer.

Est� bem. Vamos nos ver quinta-feira.

Obrigado.

Devo falar com sua esposa. Se n�o estiver,

deixe-lhe um recado dizendo que me telefone imediatamente.

Se poss�vel, � noite.

Sim, senhor.

- Incomodou-se com minha mentira? - Pelos quatro anos?

Se lhe dissesse que s� tem um m�s aqui, ele teria se negado.

N�o importa.

Francamente,sim,

mas poderia coseguir um adiantamento dos meus editores

Escute, eu n�o sou qualquer escritor pedindo esmola!

Sou Alton Bennet! Preciso de 10.000 d�lares!

� sua �ltima palavra?

- Tem muito tempo. - Na verdade tenho que ir.

Entre um momento, Guy.

- Oi! Teve um dia bom? - Excelente.

- E voc�? Teve sorte? - S� nos �ltimos p�reos.

Guy ganhou 180 d�lares com um cavalo porque gostava do seu pesco�o.

Esse sou eu, o arquiteto est�tico.

- Sente-se, Guy. - Obrigado.

- S� os �ltimos p�reos? - Sim, fomos � praia primeiro.

- Outra vez? - T�nhamos que ver o lote.

- Foi um dia lindo, n�o foi? - Sem d�vida nenhuma.

- Espero que saibam o que fazem. - Sei exatamente o que fa�o.

Uma casa na praia para que possa trabalhar tranquilo.

Pensei que era para que ele ganhasse dinheiro como arquiteto.

- Um momento! - N�o ligue para ele!

Est� lhe mostrando sua melhor faceta.

Depois de quatro doses � detest�vel!

- Se n�o se importar, vou embora. - De maneira alguma!

E n�o se esque�a disso!

Come�am de se desmanchar, n�o?

Qual � a expectativa de vida de uns planos?

Guy, pegue-nos �s oito. Iremos a uns coquet�is.

Est� bem.

Est� de bom humor hoje. Ser� uma grande noite.

- Sinto muito, mas n�o irei. - N�o vai esperar que eu fique!

N�o, nem vou perder a oportunidade de lhe ver vulgar.

V� em frente, fa�a o seu papel de carnavalesca barata.

Odeia minhas joias porque n�o pode t�-las.

Pare de incentivar Bayard!

De que forma?

Voc� sabe que eu n�o tenho dinheiro para construir essa casa!

Era isso? Pensei que pediria que deixasse de ver Guy!

- Boa noite. - Boa noite, senhorita.

Tem uma moeda de cinco centavos na minha bolsa.

- Est� bem, Geech. - Senhorita.

Sim? Obrigada. Boa noite.

Vamos, rapazes. Deixem-me passar.

Jornais!

Ol�, querida. Sentiu minha falta?

Eu amo voc�.

Sete e meia! Hora de dormir.

Boa noite, meu amor.

- Ol�, Karl. - Ol�.

- Entre. - Obrigado.

Como vai?

- Cansada. - N�o quer ir ao cinema?

Tenho vontade, mas n�o posso.

Tenho que ir ao escrit�rio �s 9 horas.

Outra vez.

Que houve com seu patr�o? Ele n�o vai para casa?

Creio que n�o, sua esposa continua em Santa B�rbara.

Por que n�o descansa enquanto preparo alguma coisa para comer?

- Aqui? - N�o terei tempo para sair.

- Gosta de Chow Mein? - Claro que sim.

Ligue o r�dio para ouvir alguma m�sica.

Obrigado.

- Caf� ou ch�? - Ch�, por favor.

Sabe de uma coisa? Eu poderia me acostumar com isso.

M�sica. Comida caseira.

Eu gosto do cheiro dos seus cabelos.

� melhor que me ajude a p�r a mesa.

Guarde isto, por favor.

Conheceu algum louco interessante hoje?

Nossos clientes n�o s�o loucos.

Est� bem. Quantas esposas com lamenta��es voc� teve hoje?

Nenhuma, hoje foi o dia dos esposos confusos.

- Um era muito diferente. - Sim?

Sonha que bate na sua esposa at� mat�-la.

Isso significa que sofre de �dio da sua sogra.

O doutor acha que ele quer as joias da sua esposa.

Seu subconsciente, melhor dizendo.

Valem cem mil d�lares.

Por isso devo voltar, falaremos com a esposa.

- Poderia botar algo mais suave? - Claro!

Como vai como detetive?

Um sujeito quer culpar sua esposa para se divorciar.

- N�o pode ser t�o infame! - Por que n�o? � um neg�cio.

Que far� mais, roubar moedas dos cegos?

Os cegos que eu conhe�o n�o t�m moedas.

Na pol�cia, pelo menos, estava em boa companhia.

N�o tinha futuro!

Um sargento ganha 318 d�lares por m�s!

N�o � nada.

- Voc� sabe o que faz. - Claro que sei, gatinha.

Quero dinheiro, Entender� quando me pagarem.

Quase me esqueci, querida...

- pode me dar cinco minutos? - Sim, mas n�o mais que isso!

S� cinco minutos, gatinha. Cinco minutos!

Jornais!

Jornais! Quer um jornal, senhor?

�ltima edi��o!

Abra!

Fa�a-me umas c�pias, Charlie.

636 Rua Liberty. Assalto a uma mulher.

Patrulha 12 R, � Prefeitura.

Patrulha 14, qual � sua localiza��o?

- Voltarei mais tarde - Patrulha 135, podem socorrer?

Patrulha 43, � esta��o.

Patrulha 133, Amsterdam e 63. Acidente de tr�fego.

Jornais!

Pegue seu jornal!

Jornais! Sim, senhor.

- Demorei, gatinha? - Tudo est� pronto.

Tenho que me trocar ou chegarei tarde.

Karl, � muito am�vel!

Que houve, n�o lhe agrado?

N�o � isso, Karl.

S� quero ter certeza.

N�o quero voltar a errar.

Claro, gatinha.

Eu entendo.

- � melhor eu me apressar. - Voc� quer que eu lhe espere?

� melhor que n�o, sairei tarde. Obrigada por me acompanhar.

O prazer foi todo meu!

Venha comigo, Guy. N�o suporto o doutor.

Est� certo.

ALTON BENNET CONDOM�NIO CRAYFORD

Doutor Redmond. Vamos nos ver quinta-feira.

Obrigado, senhorita Kramer. Pode ir.

E por favor, ponha a pasta de Bennet no arquivo.

Sim, senhor.

- Bem, que acha? - Parece-me rid�culo!

Deve ter comido alguma coisa que fez mal e teve esse sonho.

- Comigo acontece o mesmo. - Sonha que mata seu esposo?

Com frequ�ncia! At� acordada!

N�o, doutor, eu n�o tenho medo do meu esposo.

N�o tem melhor rem�dio para ele que um bom cheque. Acredite.

- Boa noite. - Boa noite, Sra. Bennet.

Que houve, posso perguntar?

Meu esposo sonha que me mata a golpes de um frasco de perfume.

- Que sonho � esse? - Foi isso que Redmond disse.

- Assusta, n�o? - � a primeira vez que eu...

- Acha que queira fazer isso? - Com saber?

O que o doutor pensa sobre esse sonho?

Que ele quer minhas joias.

- S�o verdadeiras? - Est�o seguradas por 100.000 d�lares.

Cem mil? Que acha!

Sempre pensei que eram falsas.

Que eram para lhe ver bonita.

- Voc� me faz ter medo. - Sinto muito, n�o foi minha inten��o.

Creio que esta noite vou beber muito!

Cale-se!

Cale-se!

Patrulha 69, chamando!

Patrulha 61 A, um 390 no 636 da Rua Liberty.

Nada mal, Charlie, n�o?

Bem?

Que diz, Charlie?

- As pequenas valem 1.100 d�lares. - E as outras?

Se for esperto, jogar� no lixo.

- Voc� ficou louco? - S� cuidadoso, rapaz.

Estas coisas t�m a ver com um homic�dio.

- O que quer dizer? - O que voc� ouviu, homic�dio.

No Condom�nio Crayford. Sim.

Desapareceram. Todo mundo sabe.

N�o tem que se preocupar. Eu n�o matei ningu�m por isto.

N�o disse que voc� fez! S�o pe�as de desenho especial...

...e certamente est�o seguradas. Livre-se delas.

Deixe de tentar me enganar e d�-me meu dinheiro.

Fa�a o que lhe disse e pronto.

N�o est� falando com um bobo, eu sei de todas.

J� tenho tudo planejado. Muito cuidadosamente.

- Ol�, gatinha! - Bom dia, Karl.

- Trabalhou at� tarde? - N�o muito. At� mais tarde.

Gatinha, quase que me esque�o.

Aqui est� seu dinheiro, obrigado.

- Mas eu s� lhe emprestei cinco! - S�o juros. Compre alguma coisa.

- N�o � t�o mal como parece. - Espere para me conhecer melhor.

Com esses cinco poderei comprar um casaco.

- Eu lhe devolverei. - N�o vou precisar deles.

Meu cliente me pagou esta manh� e quero gastar tudo!

- Logo encontrar� em qu�. - � isso que temo.

- Tem conta banc�ria? - Sim uma pequena poupan�a.

Fa�a-me um favor, guarde isto para mim.

- Aqui tem mil. - Mil d�lares?

- Tem certeza de que... - Muita certeza.

Se ficar com ele eu vou gastar tudo. Guarde para mim!

Est� certo. Depositarei na hora do almo�o.

- Adeus, gatinha. - Adeus.

Se deixasse de usar o carro poderia consertar os freios.

O que esse pessoal que ver, um homic�dio?

- Estas pessoas... - Dawson. Homic�dios.

- Est�o lhe esperando. - Sim, eu sei.

Esta noite dormi pouco. N�o voltar� a acontecer.

- Fayle, tamb�m de homic�dios. - Fot�grafo.

Vamos, para tr�s!

Dawson. Homic�dios.

- Subamos ao quarto. - N�o podem subir!

J� ouviram o oficial! Devem ficam em baixo!

Por que todos sabem antes que n�s?

Isto � por convite, ou qualquer um pode vir?

- Onde est� Wilson? - Fui ver que ningu�m sa�sse.

E todos est�o? N�o queremos omitir a ningu�m.

- Voc� � Alton Bennet, eu acho. - Percebe bem.

- Sou Dawson, de homic�dios. - T�m maus modos.

Por favor, tire o chap�u e deixe de gritar.

Sinto muito.

Tenente, chegaram o m�dico legista e a ambul�ncia.

Est� bem. Poderia nos levar l� em cima?

Est� certo.

- Henry, d�-me outro caf�. - Sim, senhor.

Venha comigo, doutor.

- Ali! - Fique aqui, sargento.

J� era hora de come�ar a trabalhar, Dawson.

- N�o h� d�vidas que � ele. - Voc� outra vez?

Minha companhia tinha seguradas suas joias.

Se faltar um alfinete ser� notificado. Agora fora!

Vamos trabalhar! Doutor veja se pode estabelecer a hora.

Uma ap�lice de 100.000 d�lares. E as joias desapareceram.

O frasco de perfume foi a arma. Encontrar� as digitais l�.

Obrigado pela ma��.

- A que horas descobriram? - Pelas sete e meia da manh�.

- Foi voc�? - N�o, a empregada.

Quem foi o primeiro a notar que as joias n�o estavam?

A empregada. Eu estava muito nervoso.

- Quem mais estava em casa? - O mordomo, Henry.

Pe�a a ambos que venham.

Ela estava com as joias ontem � noite?

- Sim. - Tem certeza?

Claro que tenho certeza!

- Pode se lembrar quantas eram? - Sil�ncio, Cooper!

- Dormiu esta noite neste quarto? - N�o.

Como v�, nenhuma das camas foi usada.

- O onde dormiu? - No quarto de h�spedes.

- Viu sua esposa chegar? - N�o.

- Escutou chegar? - N�o. Dormia profundamente.

Quando foi a �ltima vez que viu a sua esposa?

Eles foram �s 20:30 h, n�o?

- Sim, senhor. - Que quer dizer com "eles"?

Minha esposa e o senhor Guy Bayard.

- Amigo da fam�lia? - N�o exatamente.

� um arquiteto que minha esposa contratou

para projetar uma casa de praia.

- Onde se pode encontr�-lo? - Nos Est�dios Swope.

Dorme sempre no quarto de h�spedes?

N�o, geralmente divido o quarto com minha esposa.

Por que decidiu dormir no quarto de h�spedes ontem � noite?

Ultimamente n�o tenho dormido bem.

Ser� melhor que saiba a verdade.

- Dormi aqui porque tinha medo. - Medo de qu�?

De mim mesmo!

Ultimamente vinha sonhando que matava minha esposa.

- Com um frasco de perfume? - Sim. Sabia que ia acontecer.

Ruth tinha o frasco de perfume a seu lado.

Foi horr�vel! Pior que no sonho.

Foi por isso que recorri ao doutor Redmond. Por esses sonhos.

Tinha medo de ficar louco dormindo.

- Gra�as a Deus que n�o fui eu! - E como sabe disso?

N�o conseguia dormir e pedi a Henry um son�fero.

Um � suficiente, mas tomei quatro por precau��o.

- Algu�m lhe viu fazendo isso? - Henry.

Sim, senhor, eu lhe aconselhei que n�o tomasse tantos.

- Ficaram alguns comprimidos? - Sim, senhor. Eu os guardei.

Traga-os.

Eu diria que tem seis horas de morta, tenente.

Poderia ser como duas e meia da manh�.

- Haver� uma investiga��o. - Naturalmente.

Tem algumas digitais no frasco de perfume.

Talvez sejam minhas. Quando entrei eu o levantei e o olhei!

Eu ia p�-lo na penteadeira e infelizmente caiu.

Espere l� fora.

"Quando for necess�rio, tome uma para descansar."

Em seu sonho tinha alguma raz�o para assassinar sua esposa?

- Ci�mes? Joias. - Nenhuma, que me lembre.

Por isso fui ver o doutor. Pensei que poderia me ajudar.

Em outras palavras, queria que sua hist�ria fosse registrada.

N�o gosto dessa insinua��o. Fui a ele para pedir ajuda.

N�o como voc� disse, para estabelecer um �libi.

Num caso de assassinato. Todos os chegados a sua esposa s�o suspeitos.

- Talvez voltemos a nos ver. - N�o estou preso?

Ainda n�o, mas n�o sairia da cidade se fosse voc�.

Pegue as digitais de Bennet. Leve-as para a central.

- Interrogue os empregados. - Que t�m para dizer?

- Bennet � o culpado? - Sabem tanto quanto eu.

- Como se chamava eu amigo? - Guy Bayard, um arquiteto.

- Qual � o �libi? - Comprimidos para dormir.

- Conto algo mais? - Claro. Sim.

Bennet disse que sonhava com o assassinato de sua esposa...

por isso foi a um psiquiatra para averiguar o que significava isso.

Acha que tenha tempo para consertar os freios?

- Espere aqui. - Sim, senhor.

A� diz "privado".

J� era hora, Tenente. O doutor n�o se sente muito bem.

Muito am�vel por sua parte. N�o sei o que faria sem voc�!

Este � o Tenente Dawson, de Homic�dios. O doutor Redmond.

N�o posso acreditar. Pressentia que poderia acontecer.

Por isso adverti a senhora Bennet.

Sargento Fayle. Tamb�m de Homic�dios.

Fez uma transcri��o sobre os sonhos de Bennet?

Sim, em meus arquivos! Mas j� n�o est�o aqui.

- Quem tem acesso a eles? - Minha secret�ria, Kramer.

- Onde ela est�? - Em sua casa. Estava com enxaqueca.

Eu tamb�m n�o me sentia bem, por isso cancelei minhas consultas.

- Onde ela mora? - Na Rua Green, 414, eu acho.

- H� quanto tempo ela foi embora? - Quase meia hora.

Isso teve a ver com o cancelamento das suas consultas?

Sim, � noite tive um pequeno acidente.

� disso que quero lhe falar. De ontem � noite.

Onde voc� estava entre meia-noite e quatro da manh�?

- Em casa, deitado! - Pode provar?

Seria mais dif�cil que voc� provasse que n�o estive.

Voc� pensou que Bennet queria as joias?

Ele as considerava de mau gosto...

- Ela as usava ontem � noite? - Deixe de falar de joias.

- Primeiro queremos o assassino. - Ou vice-versa.

Sil�ncio! Como se machucou?

De noite sai para caminhar.

E no Parque Gramercy escorreguei e bati a cabe�a.

A senhora estava s� ontem � noite?

N�o, estava com um tal Sr. Bayard.

Onde ele ficou enquanto voc�s falavam?

- Aqui. - Pode ter escutado alguma coisa?

N�o tenho certeza. A porta estava fechada.

Entre e fale com um tom normal. Igual que com a senhora.

Feche a porta. E sente-se na mesma cadeira.

Chega de brincadeiras, Cooper.

- Quem lhe passou os dados? - Tenho aproveitado seu escrit�rio.

Se encontrar esse boca mole, perder� seu emprego.

- N�o me olhe assim! - Cuide de suas �lceras, Bill.

O porteiro � meu amigo. Avisou-me num instante.

Aconselho se cuidar de seu esposo, senhora Bennet.

Temo que voc� n�o se d� conta da seriedade de tudo isso.

Escutam-me?

Escutamos cada palavra.

Bem, doutor, nada mais com voc� Por enquanto.

Quanto tempo sua secret�ria trabalha aqui?

- Quatro semanas. - Que refer�ncias tinha?

- Excelentes. - Ainda as tem?

Acho que sim!

Sim, aqui est�o!

- Conhece sua fam�lia? - N�o.

Ela veio de Los Angeles.

� estranho que voc� contratasse uma desconhecida,

...e lhe desse acesso aos segredos dos seus arquivos sem conhec�-la.

- Deveria ter investigado. - Aonde quer chegar?

S�o falsas. Todas as assinaturas iguais!

- N�o acredito! - Acredite ou n�o, � a verdade.

- N�o vai incomod�-la, n�o �? - Por que n�o?

Voc� quer saber quem matou a senhora Bennet?

- N�o! Quem? - Sei esposo.

Escutou isso? O doutor disse que...

E onde est� esse cara?

Que faz a� parado? Vamos!

O jornal de hoje! Leia aqui!

Jornais, jornais!

Leia aqui!

Est� vendo o que digo? Temos sorte.

- Ou�a, e sobre isto? - Ele � o motorista.

Por que me culpa? Os taxistas s�o terr�veis!

Ele vai lhe processar! E a cidade tamb�m!

Estava parado aqui e chegam esses dois policiais.

Eu n�o estou bravo com ningu�m! Realmente n�o.

Que digo ao meu chefe? � a terceira vez esta semana.

Com certeza que n�o vai me pagar. Eu sei.

Dois "C".

- Dois "B": - "C" tr�s.

� a mim que chamar�o. N�o lhe culpam por...

Obrigado.

N�o era Cooper?

Escute, Cooper! Voc�...

- Sinto muito. - Querem entrar?

Obrigado.

Deixe-me lhe apresentar meu ex-colega...

Dawson de Homic�dios. Tenente, a Srta. Kramer.

- Prazer em conhec�-la. - Como vai?

- Fayle, tamb�m de Homic�dios. - Perdoem a desordem.

- Sentem-se, por favor. - Obrigado.

O doutor disse que voc� estava com enxaqueca.

- Alegro-me que esteja melhor. - Sim, obrigada.

- O caf� me acalma. - Faz um excelente caf�.

- Suponho que saiba da not�cia. - Surpreendeu-me.

- Era muito bonita. - H� quanto tempo que...

Pode esquecer as preliminares, tenente.

J� me contou tudo, idade, lugar de nascimento e estado civil.

� solteira.

Perguntarei para o departamento de pol�cia,

e voc� se ocupe de sua seguradora.

Obrigado, senhor Cooper.

Quem tinha acesso aos arquivos al�m de voc�s?

- Ningu�m mais. - A que horas voltou � noite?

- Aproximadamente dez horas. - Foi a �ltima a sair?

Sa�mos juntos com o doutor.

Voc� vem de Los Angeles?

- Est� certo. - Para quem trabalhou l�?

- Para diferentes pessoas, firmas... - Entendo.

E por que veio para aqui?

Cansei-me da Calif�rnia. Isso � tudo.

Todos necessitam de uma mudan�a. Deveria tentar.

- O que quer saber, Sr. Dawson? - S� uma coisa.

- Quando veio procurar trabalho. - Sim.

- Fugia de alguma coisa? - N�o.

- Por que falsificou seus dados? - Falsificou?

Sim, j�nior. Voc� foi muito r�pido.

Deveria ter ficado mais tempo. Bem, senhorita Kramer?

Saia daqui, senhor! Voc� tamb�m, Sr. Cooper!

Est� bem!

Mas essas refer�ncias s�o falsificadas, Srta. Kramer. E muito mal.

Esperava que me explicasse. N�o quero lhe prender.

N�o h� nada que explicar! Tive que sair da Calif�rnia na pressa...

e n�o podia conseguir trabalho sem refer�ncias.

- E como conseguiu o trabalho? - Com ajuda de um amigo meu.

- Qual o nome do seu amigo? - Karl Benson.

Mora no segundo andar, no 2-A.

Muito obrigado, senhorita.

Vamos, sargento.

- Quem dera que houvesse algo que... - N�o h�.

Espero voltar a v�-la.

Ainda pensa que prepara um bom caf�?

Creio que sua explica��o pelas refer�ncias tinha sentido.

N�o deixe que seus olhos lhe enganem, ela n�o disse tudo.

Falemos com o amigo dela que mora aqui.

- Espere l� em baixo. - Acha que tenha tempo de...

Creio que n�o.

- Voc� � Karl Benson? - Sim!

Sou o tenente Dawson, de Homic�dios.

Ele � Joe Cooper, investigador de seguros.

- Um prazer, tenente. - Como vai Sr. Cooper?

- Sentem-se. Tome. - Obrigado.

- Incomoda-se se terminar? - V� adiante.

- Que posso fazer por voc�s - Conhece a mo�a Kramer, l� de cima?

Claro. Boa menina.

Talvez n�o muito inteligente, mas doce.

- Por qu�? - Sabe algo de sua vida?

Pouco. Mudou-se para c� h� umas seis semanas.

Falou algo sobre ter ter estado presa?

N�o. Ela � decente.

- Que houve? - Estou com vontade de beber �gua.

Que usa para... J� vi.

- Deixe que eu encha. - N�o gosto da pia.

- Vai fazer seguro de algo de Kramer? - N�o, trabalho no caso Bennet.

Sim! Li sobre isso no jornal. Foi assassinada.

- � isso. - Trabalha para a seguradora?

Sim.

- Esta coisa n�o funciona. - Provavelmente est� vazia.

- Tem �gua. N�o sei o que est� havendo - Eu lhe sirvo �gua de verdade.

N�o, esque�a.

O que ela tem a ver com isso?

- Voc� conseguiu o emprego dela? - Correto.

Soube que o doutor precisava de algu�m e a levei.

- Quem fez as recomenda��es? - N�o sei. Por qu�?

- Eram falsas. - Falsas! Que acha?

Voc�s n�o pensam que ela � a assassina, n�o �?

Tinha acesso aos arquivos e sabia do sonho.

- Ela, Bennet e Redmond. - N�o se esque�a de Bayard.

Talvez devamos p�-la na mira.

Se puder solucionar o caso a seguradora vai me pagar?

- A voc�? - Claro! Eu fui policial!

Agora sou investigador particular.

- Pergunte a ele. - Que acha?

N�o posso me comprometer pela companhia...

mas pagariam at� 10% dos cem mil do seguro.

Uma boa quantia. Alegro-me que tenham vindo!

Gosto de conversar com colegas.

- At� a pr�xima. - Sim.

- At� logo. - Adeus.

At� logo, Cooper. Venham quando quiserem.

Ol�. Ouvi o aspirador. Que faz em casa?

O doutor n�o se sentia bem e cancelou todas as consultas.

- Posso entrar? - Importa-se que eu continue?

N�o, v� em frente.

- Foram duros com voc�? - Quem?

- Esses detetives. - Falaram tamb�m com voc�?

Eles tentaram me fazer falar. Eu lhes disse que voc� era inocente.

- Que outra coisa poderia dizer? - Como n�o tivesse falado...

por nada neste mundo.

Eu tamb�m n�o disse que foi voc� que conseguiu as recomenda��es.

- Sabe o que acho? - O qu�?

- Que o marido a matou. E voc�? - N�o me importa se ele fez ou n�o.

J� respondi muitas perguntas por hoje.

- Poderia ir embora? Quero terminar. - Claro, querida!

Sinto ter incomodado.

- Precisa de alguma coisa? - N�o, obrigada.

Se voltarem a lhe incomodar mande-os para o inferno.

- Sinto estar t�o mal-humorada - N�o se preocupe. Vamos nos ver.

- Quer olhar isto? - O que tem?

C�pias das joias tiradas pela pol�cia do seguro.

Mandei a todas as casas de penhores da cidade.

Usava tudo isto de vez?

- Desagrad�vel, mas � verdade. - Tenho Bayard dentro.

Falemos de seus movimentos desde que sa�ram...

...at� �s seis desta manh�.

Passei por eles �s 8:20 h, mas o marido n�o veio.

Pareceu-me que tinham discutido por isso.

Fomos at� Mallory para beber. Depois eu a acompanhei ao m�dico.

Estava de bom humor at� ent�o,

- mas depois s� queria beber. - Voc� escutou o que o doutor dizia?

Falavam de seu esposo.

Depois ela me contou sobre o sonho.

- E estava muito assustada. - Aonde foram depois?

A Mallory, mas Ruth disse que queria ir dan�ar.

- Fomos ao Blue Heron. - Continue.

A senhora ficou b�bada e fez um esc�ndalo.

- Pare, Bayard! - Um momento, Sr. Bennett.

- Continue. - Eu a levei para sua casa num t�xi.

Ela continuou discutindo at� que me irritou tanto...

...que poderia t�-la estrangulado.

Quando chegamos a sua casa, cerca de duas da manh�,

...disse ao taxista que me esperasse.

Teve problemas com a chave e n�o me permitiu ajud�-la.

Ela encontrou e eu abri a porta.

Subiu no elevador, mas queria continuar discutindo,

assim que a deixei l�, eu sa�.

Entrei no t�xi e fui embora.

- E n�o voltei a v�-la. - E voc�, aonde foi?

- Para casa. - A senhora tinha usado isto?

Sim, reconhe�o a maioria delas,

- exceto o anel com marca. - Est� bem.

Algu�m viu voc� levar a senhora a casa dela?

Havia um casal no vest�bulo. Eu os vi v�rias vezes.

- Talvez me tivessem visto. - Sabe seus nomes?

- N�o creio saber. - Isso � tudo. Por enquanto.

- Obrigado por vir, Bayard. - De nada.

Mente sobre Ruth. Ela jamais bebeu em excesso!

- Pode confirmar no clube. - Eu farei.

E se Bayard estiver mentindo, vai se ver comigo,

...n�o com a pol�cia.

Quanto mais eu o vejo, mais acredito que est� representando.

- Se tivesse uma prova. - O anel, Bill.

Ela n�o o usava.

Seu esposo e os empregados sabem onde ela as guardava.

Os empregados n�o dormem l�, ent�o voc� tem o culpado.

Analisaram os son�feros e quatro fazem um elefante dormir.

A menos que seu organismo seja imunizado com outra droga.

Sim, Stell?

Claro que estou ocupado.

Por que n�o manda a Judy?

Est� estudando piano.

N�o, deixe que termine antes que eu chegue em casa.

Sim. P�o, tomates, carne mo�da.

Sim, estou anotando.

- Adeus, Stell. - Imune, Bill. Tem alguma coisa?

Sim, uma dor de cabe�a. Adeus rapazes.

- Boa noite, chefe. - Vou para casa.

Carne mo�da, tomates.

Primeiro acompanhe-me ao laborat�rio. Tenho uma ideia.

� muito tarde para ideias, filho.

S� ser� um minuto.

Sim, Stell.

S� carne mo�da. Pensei que era outra coisa.

Claro que anotei, mas...

Vamos nos ver daqui a pouco.

Escute, isto do catalisador � muito interessante.

Mas esquecemos. O que queremos saber � isso:

Bennet pode anular os son�feros com outro comprimido?

- � um ponto muito interessante. - R�pido, fechar� o a�ougue.

- Quantos comprimidos tomou? - Quatro.

Se tomou dois comprimidos de benzedrina de 5 miligramas,

...antes dos son�feros, estes n�o fariam efeito.

Ent�o Bennet � nosso homem!

- Alguma vez viu isso antes? - N�o, mas � poss�vel.

- Tem alguma benzedrina? - Sim, temos.

Tente comigo, serei um porquinho da �ndia.

- Onde est�o? - Eu tenho aqui.

Aqui est�o. Duas benzedrinas.

Isto � muito interessante.

Em todos esses anos, n�o me lembro de algo assim.

Mais interessante ser� se o a�ougue fechar.

- Onde est�o os son�feros? - Eu tenho aqui.

- Vejamos. Tente o 22-C - Pode me dar quatro?

- Est� de acordo? - D�-lhe o que quiser.

Aqui tem, quatro!

- Acompanha-me, tenente? - Ser� um prazer. S�o gr�tis.

Esta noite quero dormir bem!

Agora veremos se Bennet p�de ficar acordado.

Se me desculparem, vou para casa dormir.

Que faz aqui?

Uma loja de penhores informou sobre uma das joias de Bennet.

- Vim dizer isso. - E que espera? Vamos!

Obrigado, doutor. Darei os resultados.

Sim, � uma delas. O anel com o selo da fam�lia.

Que nome deu?

Jane Smith. Isso n�o diz nada.

� um nome muito comum.

- J� a tinha visto antes? - N�o, mas acho que mora perto.

Estava usando uma jaqueta preta com listas brancas

e uma saia preta com um grampo de tinturaria.

Essa � a ideia. Procuraremos em cada tinturaria do bairro.

Eu me encarrego disso.

- Que h� com voc�? - Est� com sono?

N�o, eu me sinto bem. Eu tomei as benzedrinas antes, lembra-se?

Sinto muito, mais n�o chegou uma jaqueta assim.

Por que n�o leva seu amigo para dormir?

Boa ideia. Vamos, papai, hora de dormir.

- Una jaqueta branca e preta. - Sim, lembro-me de algo assim.

Sim, saiu esta tarde. Uma jovem muito agrad�vel.

Escutou isso? Tem seu nome e endere�o?

Est� aqui. Chama-se Kramer. Mora na esquina.

Que lhe disse? Um trabalho daqui de dentro.

Posso levar o recibo?

- � seu. - Obrigado.

Venham, rapazes Levem-no para dormir.

- Vai ficar zangado por n�o jantar. - Vai se zangar por n�o poder vir.

- Telefonarei amanh�. - Continue, Phil. N�o o perca.

- Est� bem, sargento - Nunca tinha visto ele beber.

N�o entendo Vamos, tenente.

- Ol�. - Ol�.

- Posso entrar? - Acho que sim.

Obrigado.

- Vai sair? - N�o, provava um casaco.

- Est� muito bonita. - Obrigada.

- Bem? - Quero falar com voc�.

Que quer?

Desculpe-me um momento.

- Que acha? - � linda.

- H� algo nos olhos que... - Ela � meu...

ia dizer meu beb�, mas j� fez tr�s anos.

- Tem muita sorte. - Eu acho que tenho.

- Onde est� agora? - Na Calif�rnia, com minha m�e.

Vou traz�-la logo que possa.

Do que queria falar comigo, Sr. Cooper?

De muitas coisas. Mas por que n�o comemos um espaguete?

- Conhe�o um bom... - Restaurante italiano perto.

- E quem n�o conhece um? - Que acha?

Est� certo.

- Tudo est� bem? - Perfeito, obrigado.

L� fora tem um policial chamado Wilson,

leve um embalado e ponha na minha conta.

Imediatamente!

- Um cigarro? - Obrigada.

Na Homic�dios pensam em voc� muito seriamente.

- E voc�? - Eu me perguntava se fazia bem.

- Voc� disse que era solteira. - Troquei de roupa para falar disso?

N�o em tudo. Queria que me esclarecesse certas coisas.

- Por exemplo? - Isto. J� tinha visto antes?

Esse anel eu encontrei na minha casa! De onde o tirou?

De uma casa de penhores. Eles avisaram � pol�cia.

- Quer dizer que... - Era da senhora Bennet.

- Quando o encontrou? - Esta tarde, quando limpava a casa.

Eu perguntei a minha senhoria, mas ela n�o sabia de quem era.

Depois eu perguntei a Karl e ele me disse que valia oito d�lares.

E ent�o?

Precisava desse dinheiro para terminar de pagar esta roupa.

- Acredita em mim, n�o �? - Sim, acredito.

Mas Dawson acreditar�? Ele � dif�cil de convencer.

- E ele pensa que fui eu? - Ele lhe considera suspeita.

- Do assassinato da Sra. Bennet? - Ele suspeita de todos.

Quem mais esteve na sua casa hoje?

- Karl Benson, j� o conhece. - E quem mais?

- O senhor Bennet. - E a que ele foi?

Estava investigando sobre os movimentos de sua esposa.

Isso foi depois ou antes de encontrar o anel?

- Acho que foi antes. - Tem certeza?

- Sim, estou! - Bom.

� melhor irmos, assim chegamos para a segunda fun��o.

J� sabe como o encontrou.

Vai engolir essa hist�ria de achar numa cadeira?

- Ol�, Benson. - Ol�, tenente!

Voc� bateu � porta?

- Quem pensava que era? - N�o pensei, eu fui ligeiro.

- Como vai, Dawson? - Bem, entre.

- Oi, rapazes! - Como vai, Benson?

- Bem! Fuma? - N�o, obrigado.

Que procurava? Algo em especial?

- N�o, s� farejando. - Encontrou algo interessante?

A companhia de seguro dever� me dar os dez mi.

- Tem alguma pista? - O anel com o selo.

- Encontrou neste sof� - E da�?

Era de Bennet. Eu o reconheci pelos jornais!

- Por que n�o notificou? - Eu queria encontrar as joias!

- Subi quando ela saiu! - J� sabemos do anel,

est� numa loja de penhores!

Ent�o, � quem procuramos. Olhem sua conta banc�ria!

- Senhorita Kramer. - Tem uma conta, o qu�!

Ontem fez um dep�sito de mil d�lares.

- Onde estava? - No escrit�rio.

E disse que n�o podia pagar oito d�lares?

- N�o tem sentido. - Com isto podemos acus�-la.

- Revistem o quarto. - Aonde vai?

Atr�s de Kramer, l�gico!

Est� bem, rapazes. Saiam, tenho que consertar a fechadura.

- At� logo! - At� mais tarde, Benson.

Sim!

Por que n�o vem conosco?

Obrigado, mas tenho algo a fazer.

Est� certo, mas perder� toda a divers�o!

N�o perderia nem por dez mil d�lares.

Entendo o que quer dizer.

- At� logo. - At� logo!

Entre e feche a porta!

Vire-se.

Lembro-me!

Perguntava-me se me relacionaria com Kramer.

Demorei um pouco, mas me lembrei.

J� pode se virar.

E voc� pode guardar a arma. N�o vai atirar.

Isso depende, Benson. Voc� sabe o que quero.

N�o pensar� que sou t�o bobo, ou sim?

- Leve-me aonde est�o! - Guarde isso e se sente.

Temos que falar de neg�cios.

- Farei uma proposta. - Pensa que eu vou lhe escutar?

Si voc� n�o for um m�dico de verdade, voc� � uma fraude.

Al�m disso, matou a Sra. Bennet!

Seriam dois assassinatos e nada teria a ganhar!

Est� bem, fa�amos um trato.

Mas primeiro quero saber como soube tudo isso.

Foi algo estranho.

Eu roubei o arquivo de Bennet e ia fazer tudo sozinho.

Estava esperando, quando vi que havia mais algu�m.

No princ�pio n�o soube quem era.

Notei que essa pessoa vigiava o edif�cio como eu.

Passou v�rias vezes...

e quando chegou um t�xi, caminhou rapidamente...

como n�o querendo que lhe vissem ali...

e parou junto a um poste.

N�o sabia que era voc�...

mas suspeitei dessa pessoa na esquina.

A� soube que algu�m mais tinha minha ideia.

Ent�o eu o segui.

E sim, era voc�, doutor.

N�o precisava ser um g�nio para saber o que queria.

E eu me disse: "Calma, Benson, deixe que o doutor fa�a".

Voc� tinha tudo planejado.

Queria ficar sem problemas.

Quando voc� voltou, eu estava lhe esperando.

Com umas bolsas de alimentos. Lembra-se?

Mordeu o anzol e me abriu a porta.

Havia um casal no sagu�o.

Lembra-se de a mulher dizer "N�o" em v�rias l�nguas?

Estive dentro muito tempo, mas n�o me importei por esperar.

N�o queria lhe machucar, mas parece que n�o lamentei muito.

Abri a pasta e tudo estava l�.

Por que a matou? Por que n�o s� roubou?

- Temia que o reconhecesse? - Isso n�o importa.

Onde est�o as joias?

Falaremos disso depois. Primeiro temos que nos entender.

Unimos for�as, sim ou n�o?

- Unimos para qu�? - A pol�cia pode nos descobrir.

Pode ser voc� ou eu.

- E da�? - Precisamos botar a culpa em algu�m.

Construiremos um caso contra a menina Kramer.

Eu j� cuidei disso. Na hora certa...

Quando for o momento, poremos as joias na casa dela.

- E que ganharemos com isso? - Cobramos os 10 mil do seguro.

- Poder�amos conseguir 40 mil! - N�o, investigariam as joias.

- Eu tentei! - Eu as tiro da cidade.

- Por que acha que fiz isso? - Um momento, doutor.

Faremos da minha maneira ou n�o faremos.

Est� certo Qual o pr�ximo passo?

Quero as refer�ncias falsas de Kramer.

Vai precisar mais que isso para culp�-la.

N�o preciso para isso. Eu quero para mim.

Agora saia! Tenho o que fazer.

Esta noite, pelas nove horas.

Est� bem. Estarei aqui.

Nove horas.

Trabalhou para um m�dico em Los Angeles quatro anos,

- e depois ele morreu. - Sim.

Chamarei minha esposa para que guarde a comida.

De causas naturais, suponho.

- Senhorita, de que ele morreu? - Suicidou-se.

"Suicidou-se."

- Tem certeza disso? - Deixou um bilhete.

E n�o p�de lhe dar refer�ncias?

- Ele trabalhava sozinho. - E sua esposa, n�o poderia?

Ela n�o gostava de mim.

- Estava a enganando? - N�o!

- N�o seja t�o �spero. - Nunca fico �spero!

Senhorita, ontem voc� depositou mil d�lares no banco.

- Est� certo. - De onde os tirou?

- Eu j� lhe disse! - Diga outra vez.

Karl Benson me deu para que eu guardasse!

Que diz voc�, Benson?

- Karl! - Ent�o, Benson?

Eu lhe agrade�o, mas nunca tive mil d�lares na minha vida.

Karl, isto n�o � uma brincadeira!

Eu n�o estou brincando. Deve dizer algo melhor que isso!

�ltima oportunidade para mudar a hist�ria. De onde tirou o dinheiro?

J� lhe disse! Ele me deu ontem de manh�!

Disse que assim n�o gastaria!

Karl, voc� sabe que � a verdade!

Ou�am, conhe�o essa mo�a h� seis semanas.

E lhes pergunto, acham que poderia lhe dar mil d�lares?

Se eu tivesse?

Karl, n�o sabe o que faz! Pensam que sou a assassina!

Diga a eles que voc� me deu esse dinheiro!

Se me tivesse prevenido, poderia ter inventado alguma coisa,

...mas assim nada mais! Que mais posso fazer?

- Voc� � um... - � com voc�, Wilson.

Essa menina diz muitas mentiras.

N�o pensaram que talvez diga a verdade?

Vamos, bobo! N�o vai demorar para confessar.

- Vai pend�-la? - Quero ter certeza.

E estar� quando aparecerem as joias roubadas?

Isso mesmo. Dev�amos ter procurado melhor em seu apartamento.

Poderia ter um elefante escondido l�.

Que diz se eu voltar a procurar?

Boa ideia, n�s a manteremos ocupada aqui,

...e voc� volta e revista de novo o apartamento.

Quem sabe se poderia encontrar.

- Deixe comigo. - Tem a chave?

Claro, � a que tinha na pol�cia!

V�, ent�o n�s esperaremos suas not�cias.

E se encontrar alguma coisa, iremos imediatamente.

Est� certo.

- J� assinou os pap�is? - Que pap�is?

Estes, aqui est� a caneta. Vejamos.

Aqui, onde tem esta cruz.

Aqui.

N�o, a� n�o. A� � onde eu assino.

Mais uma aqui.

Obrigado!

- E que � isso? - Para consertar os freios.

Entregue-me, Benson!

- Enrole e me entregue. - N�o seja bobo, temos um pacto!

Falo s�rio! Entregue-me!

Aqui est�o.

Entre no guarda-roupa.

Feche a porta.

Esperam alguma chamada?

Aqui fala Dawson. Sim?

Bom rapaz, Benson.

Achava que encontraria.

No sof�? Como voc� sabe?

Queremos a garota l� quando recuperarmos as joias.

Vamos deix�-la ir e iremos vigi�-la.

Quando ela entrar, esperamos e prenderemos. Entende?

- Certo. Soltem a Kramer. - Sim, chefe.

Barry, pegue seu pessoal e vamos nos ver l�!

Boa noite, senhorita.

Vamos lhe dar cinco minutos.

Ol�, querida!

- Que faz aqui? - Quero conversar com voc�.

Depois do que aconteceu, n�o quero lhe ver mais.

- Nunca mais! Fora! - Calma, quero lhe fazer um favor.

- Eu imagino. - Conhe�o um advogado.

Mas preciso dos mil d�lares que lhe dei para isso.

� isso? Quer que eu lhe devolva!

Esque�a-os! N�o ter�!

Voc� disse ao tenente que n�o havia me dado, lembra-se?

Ser� melhor que me d�.

Nem que fosse morrer.

Isso poderia acontecer.

N�o vejo como.

- Ainda n�o entendo. - Sabe o que tem no sof�?

Voc�!

Voc� assassinou a Bennet! Voc� a matou!

Encontrar�o as joias aqui. Como poder� explicar?

N�o chegue perto de mim? J� entendi tudo!

Voc� me deu o dinheiro. P�s o anel no meu apartamento!

Fez com que eu o vendesse para que fosse rastreado!

J� deduziu tudo, n�o?

N�o posso entender por que fez isso comigo!

- Eu nunca lhe fiz nada! - Tem que haver um culpado!

Em casos como este sempre tem um!

Al�m disso, a pol�cia j� desconfiava de voc�.

Acalme-se! N�o quero ser bruto com voc�!

Ficar� aqui.

Eu lhes direi que foi voc� quem falsificou as refer�ncias!

Que me roubava informa��es sobre os pacientes!

Que sabia de tudo sobre o casamento de Bennet!

Eu direi tudo, e quando n�o houver mais verdades,

eu direi que eu lhe dava os dados e que voc� a matou!

- E esse ser� seu fim! - Est� certo,

ent�o mudarei meus planos.

N�o v�o lhe encontrar aqui, mas no beco: um suic�dio!

E lhes direi que voc� saltou ao saber que seria presa!

Vamos, rapazes.

Coop e Fayle pela escada de inc�ndio.

Voc�s venham comigo.

N�o! N�o fa�a isso!

Socorro! Karl!

N�o, por favor!

Socorro! Solte-me!

Chega, idiota! Controle-se! N�o pule!

- Solte-me! - Por que fez isso?

Que mais poderia fazer? Queria se suicidar!

Vamos lev�-la l� para baixo.

Tome um pouco d'�gua.

- Sente-se melhor? - Sim, obrigada.

Sinto muito. Realmente sinto muito!

Fique tranquilo. Est� tudo aqui?

Tudo exceto os diamantes que Charlie comprou.

- Quem � Charlie? - O chaveiro l� de baixo.

Faz tempo que o vigiamos. N�s o prendemos esta tarde.

Com poucas semanas aqui e j� conhecia com quem negociar!

- N�o, Charlie n�o os comprou a ela. - Ent�o a quem?

Sargento, traga Bayard.

Bayard, por favor.

Alguma vez j� viu este homem?

Sim, � o mesmo que vi na entrada do edif�cio...

- na noite do assassinato. - Obrigado. Isso � tudo.

Ei, um momento, o que est� havendo aqui?

Fayle, traga Sr. Boyd e a Srta. Lake!

Sr. Boyd, Srta. Lake, por favor.

Senhorita Lake, Sr. Boyd,

j� viram este homem alguma vez?

Sim. Ele nos mostrou sua foto com um grupo de ex-policiais!

� o homem que entrou no Condom�nio Crayford.

Tenho certeza. Eu segurei um pacote!

Est� bem! Eu seguia a senhora Bennet por ordens do doutor!

- Isso � mentira! - � verdade, eu juro!

Continue mentindo e vai acabar na cadeira el�trica!

- Considere-se preso! - Preso? Por qu�?

Por violar as leis sanit�rias...

pregando chicletes em lugares p�blicos!

Que brincadeira � essa? De que me acusa?

N�o se fa�a de idiota!

- Assassinato! - Assassinato?

Eu n�o a matei. Foi o Doutor Redmond! Posso provar!

O doutor!

Ele est� morto!

Nunca vi algu�m t�o burro acreditar-se t�o sabido.

Por exemplo, o que fez com o anel.

Estava muito claro. S� ele poderia fazer!

Se parar de se elogiar, ou vou dizer uma coisa.

- Teremos freios novos. - Sim? Parece �timo!

Acha que estes aguentam at� amanh�?

Tive que entregar estes para conseguir os novos. Pura burocracia.

Quer dizer que neste momento... este carro...

Sil�ncio. Eles n�o sabem!

Ou�a, n�o quero ser inquisitivo,

mas como pensa parar este carro?

Vamos nos preocupar com isso quando chegar o momento.

- Como se sente agora? - Realmente nauseada.

Quer comer? Conhe�o um restaurante italiano.

Chegou o momento! Comece a se preocupar!

Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL

LEGENDAS BASES DE WWW.NOIRESTYLE.COM

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