All language subtitles for City That Never Sleeps.1953.John H Auer

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Original subtitles

A Cidade Que N�o Dorme

Eu sou a cidade.

Eixo e cora��o da Am�rica.

Caldeir�o de ra�as, credos, culturas e religi�es da humanidade.

De meus famosos abatedouros �s minhas f�bricas imponentes.

De meus bairros mais humildes � elegante Lakeshore Drive.

Eu sou a voz, a pulsa��o desse gigante que se alastra de forma s�rdida e bela.

Pobre e magn�fica cidadela da civiliza��o.

E esta � a hist�ria. Apenas uma noite nesta grande cidade.

Apresento-lhes agora meus cidad�os.

Este � Gregg Warren.

Um homem-rob� que trabalha em uma vitrine.

Costumava ser um ator. Hoje est� reduzido a isso.

E aqui vem Johnny Kelly, outro de meus cidad�os.

Um homem que esta noite est� em plena crise.

Ele veio aqui neste come�o de noite para ver...

Sally Connors, solteira, esperta, 21 anos.

Ela tem o rosto de um anjo.

E um jovem professor universit�rio uma vez a confundiu com um.

Mas quando descobriu sua profiss�o,

dan�arina de boate, seu amor cessou.

E Sally quase parou de viver.

Sai do caminho, chapa.

- Oh, Johnny, � voc�. - Sim, oi.

Por que n�o sobe e se acomoda?

Eu vou.

Esses primeiros shows s�o uma chatice.

Eu que o diga

N�o havia mais que uma d�zia de casais l�...

Johnny!

E agora amigos, outra ador�vel jovenzinha...

- Oi, Angel, -... linda vindo direto de Paris...

...conhecida por todas as exigentes plateias de Chicago...

...a requintada, a graciosa e voluptuosa...

...Agnes Dubois.

Bem, seja o que Deus Quiser...

- O que o traz aqui a esta hora? - Voc�. Queria falar com voc�.

Sobre o qu�, querido?

Bem, sobre o qu�, querido?

N�s.

Sobre n�s.

Oh...

� a Kathy de novo.

Sim.

� uma chatea��o,

- eu n�o consigo... - Ent�o, voc� est� dando pra tr�s.

� um grande passo.

Voc� mesmo disse que era o que n�s dois quer�amos.

Disse que estava ficando sufocado.

- E estou. - E eu tamb�m estou.

Quando eu era mais jovem,

quando este velho e retorcido mundo era mais jovem,

eu ia me tornar uma estrela brilhante.

Em sapatilhas de bal�.

Agora fui reduzida a isso.

Quatro shows, noite ap�s noite.

Suor, mais suor, olhares maliciosos.

Estou como voc�.

Sufocada.

Sally...

Voc� falou sobre a Calif�rnia ...

... viver ao sol sob um grande e louco c�u azul.

Querida, eu acho que quero isso para n�s, mas eu...

Mas voc� est� afundado em sua rotina e nunca vai sair.

Sabia que dei meu aviso pr�vio?

Pode cancel�-lo, n�o pode?

N�o.

J� contrataram uma substituta.

Querida, eu...

Sinto muito. �s vezes acho que � o certo e �s vezes...

Esque�a.

O que pretende fazer?

Ir embora com Gregg.

Aquele rob� mec�nico na vitrine?

Voc� est� me deixando na m�o, O que quer que eu fa�a?

Rasteje para uma geladeira?

Sonhou t�o grande, fizemos tantos planos.

Esque�a, Johnny, vamos acabar com essa despedida de uma vez.

Venha aqui, Johnny...

J� ca� nessa.

E este � mais um de meus cidad�os.

N�o, n�o ele.

N�o o camaradinha.

Ele.

Hayes Stewart.

Come�ou a juventude se tornando um m�gico.

Magica ainda � seu passatempo.

Hayes tornou-se t�o talentoso com os dedos,

suas m�os eram t�o mais r�pidas que os olhos,

sua gan�ncia t�o maior que sua consci�ncia,

que ele come�ou a bater a carteira das pessoas.

E sua carreira de bandido come�ou a prosperar.

E eis aqui o meu mais brilhante advogado criminal,

sendo entrevistado pela imprensa ao lado de sua ador�vel jovem esposa, Lydia.

Um homem que, aos olhos do mundo,

� o m�ximo em sucesso, fortuna e bem viver.

- Eu atendo, querido - Eu atendo, minha querida.

Fique aqui encantando os senhores da imprensa.

Com licen�a um momento.

Al�?

Sim, � Penrod Biddel.

N�o, esta noite n�o, nada que n�o possa esperar.

Aqui � Johnny Kelly, sr. Biddel.

Eu mudei de ideia. Decidi ouvir sua proposta.

Tinha quase certeza que mudaria.

� melhor vir aqui esta noite.

Pegue o elevador de servi�o.

Certo, vou passar a�.

Johnny, ainda n�o foi trabalhar?

Apesar de ser sua sogra, voc� poderia me responder.

Oh bem, fa�a como quiser.

Mas Johnny, percebeu que � a terceira vez

esta semana que Kathy fica at� mais tarde no escrit�rio?

E com voc� trabalhando � noite voc�s quase n�o se veem mais.

Pergunto-me por que insistem em seguir casados.

Mas como ela est� ganhando mais que voc�

acho que isso fica muito conveniente.

Muito confort�vel para voc�.

Fica tudo mais f�cil.

Bem, n�o importa o que eu fa�a

por voc� e Kathy, simplesmente n�o sou apreciada.

�s vezes...

�s vezes acho que voc� n�o gosta que eu venha.

Mas afinal de contas,

Kathy � tudo que eu tenho.

Vou te dizer uma coisa, Johnny Kelly,

se eu fosse Kathy, eu n�o aguentaria um minuto.

Eu cairia fora.

Est� me ouvindo?

Adeus, m�e...

Quero falar com voc�.

Voc� falou.

Ontem � noite.

O que deixou de fora, sua m�e completou hoje.

N�o v� agora, por favor.

Lamento, tenho que ir, Kathy.

Os poucos anos que me restam, eu quero aproveitar.

Uma mulher certamente deve ter o direito

de ver a pr�pria filha sempre que quiser.

M�e.

Oh, ol�, querida.

O que voc� disse a Johnny?

Nada.

Absolutamente nada. Por qu�?

Ele j� foi?

Sim, j�.

Pena que n�o se casou com o jovem Kitchener.

Ele e a esposa est�o vivendo em Lakeshore Drive.

N�o que Johnny n�o seja decente, honesto e tudo mais,

mas deveria ter tido um homem que lhe desse conforto na vida.

Se tivesse me escutado, nem teria se casado com Johnny.

Telefone para voc�, Pop.

Certo, Bill.

Sargento Kelly.

Ol� Pop, detesto incomod�-lo...

... mas estou preocupada com Johnny.

Ele tem agido de forma estranha.

Hoje encontrei parte de uma carta

que ele come�ou a escrever para o seu capit�o.

O que ela diz?

Bem, parece como se...

...odeio dizer isso ...

... mas parece que ele est� pensando em se demitir.

Tenho certeza que n�o � isso.

N�o h� nada de errado com Johnny.

Mesmo assim gostaria que conversasse com ele.

Vou estar com ele na hora da chamada.

Vai me ligar depois?

Claro.

Agora fique calma e pare de se preocupar.

N�o posso evitar, Pop.

Eu amo o sujeito.

Ent�o somos dois.

Kelly. Junior, claro.

Aqui.

Williams.

Aqui.

- O'Malley. - Aqui.

- Henderson. - Aqui.

- Michaels. - Presente, senhor.

Est� h� quanto tempo com a gente, Michaels?

Tr�s meses e dois dias, senhor.

- Quer falar com Johnny? - J� foi chamado?

Dispensado, Junior.

- King. - Aqui.

- Griffin. - Aqui.

- Conlin. - Aqui.

- MacAleer. - Aqui.

Algo errado, Pop?

S� estava passando por aqui.

Bem, te acompanho at� a garagem.

- Como est�o as coisas? - Bem, �timo. N�o poderiam estar melhores.

Preocupado com alguma coisa?

Disseram que os Bears s�o favoritos para domingo.

N�o mude de assunto.

Pare de me provocar.

Qual � o problema, Johnny? N�o gosta do seu trabalho?

Claro, est� me deixando podre de rico.

Ainda pensando na Calif�rnia e naquele barco de pesca, n�o �?

Qualquer coisa menos isso.

Poderia demiti-lo por falar assim.

Estaria me fazendo um grande favor.

- Kathy est� preocupada com voc�. - Est� reclamando de novo?

N�o, ela apenas te ama, s� isso.

Ela ama o trabalho, a grande posi��o que ela tem.

Em vez de um amistoso bate-papo, talvez prefira um soco no nariz?

N�o esta noite, Pop.

Ent�o, v� devagar.

Est� bem.

Onde est� meu parceiro?

Ele est� doente.

A velha dor de ouvido, suponho.

Deveria limpar as orelhas ou cort�-las de vez.

Pronto para a ronda?

Quem � voc�?

Seu parceiro esta noite, Kelly.

Como sabe o meu nome?

H� muito tempo que sei.

Queria poder dizer o mesmo.

Acho que n�o o conhe�o.

Bem, pode me chamar de Joe.

Acompanhado de um sargento, acho que eu devo dirigir.

Pode se tornar sargento um dia.

- N�o eu. - Tem certeza?

Absoluta.

Pergunto-me que tipo de noite ser�.

Este carro geralmente vai bem tranquilo.

Carro 108, carro 108.

Zona leste, nono distrito.

Avenida J, 10316.

Segundo andar, fundos. Homem agredindo uma mulher.

A cidade � noite, Um milh�o de casas,

tr�s e meio milh�es de pessoas todos diferentes uns dos outros.

Pessoas amando, pessoas odiando, pessoas roubando, pessoas rezando.

Mesma porcaria de sempre.

Carro 284, carro 284.

No Starlight Ballroom. Um esfaqueamento.

Provavelmente algum tonto com ci�mes da dan�arina de aluguel.

Gasta dez centavos e acha que est� apaixonado.

O lamento de uma cidade.

Estou cansado de ouvir isso.

Como um homem com sua mentalidade acaba se tornando um policial?

Meu velho, o sargento John Kelly.

Sargento... Est� na for�a h� 27 anos.

Quer que sejamos uma fam�lia de policiais.

Ele me empurrou para isso.

Suponho que tinha planos diferentes?

Qualquer coisa, menos ser policial.

Lembrei de uma coisa.

Tenho uma tarefa a fazer, pode olhar o carro alguns minutos?

De forma alguma.

Volto logo.

- Ol�, Johnny, entre. - Obrigado.

Dei folga ao cozinheiro.

- Bebe alguma coisa? - Estou de servi�o.

Para mim ou para a pol�cia?

Isso depende.

Sabe, Johnny...

Poderia torn�-lo um grande homem.

Ajudei um monte de gente.

� um dos meus passatempos, pegar um ser humano...

e dar-lhes glamour...

confian�a, refinamento.

Querido...

D�-me licen�a um momento?

Sei que est� ocupado, querido, ent�o...

Vou at� a Helen um instante.

Precisava me chamar aqui para dizer isso?

Eu queria dizer adeus...

N�o poderia fazer isso na frente dos outros, poderia?

- Voltar� cedo? - Claro.

Lembran�as para Helen.

Veja, Johnny, assim s�o as coisas...

Posso dar dignidade e orgulho �s pessoas...

... ajud�-las a enfrentar o mundo.

Eu posso enfrentar o mundo.

Pode?

O mundo em que est� agora?

Vejo como ganha seus casos nos tribunais.

Deixe-me contar a hist�ria de um homem que eu j� ajudei.

Seu nome � Hayes Stewart.

Um sujeito bem apanhado...

... considerando a profiss�o de mau gosto que exercia.

Era um punguista.

Conhece alguma coisa mais baixa que um punguista?

Sim... algumas.

Bem, conheci-o de um modo estra...

Bem, ele roubou minha carteira.

Esvaziou minha pasta.

Da�, veio ao meu apartamento

e teve a ousadia de me chantagear pelo seu conte�do.

E foi muito bom nisso.

Deveria t�-lo denunciado.

N�o, n�o, ele poderia me ser �til.

Antes de sair eu o convenci...

...que poderia achar coisas melhores para ele fazer.

Por exemplo...

... certos documentos em minha posse...

...costumam ser muito valiosos durante um julgamento.

Est� trabalhando para mim desde ent�o.

Ele prosperou, veste as melhores roupas,

e tem os modos de um cavalheiro.

Sim.

E os instintos de um assassino.

J� ouvi falar dele.

Ele � o trabalho que tenho para voc�.

O sr. Stewart est� se tornando muito ambicioso.

Quer ser independente.

Vai tentar arrombar o cofre do meu escrit�rio.

- O que ele procura? - Um documento.

Qual?

A Declara��o da Independ�ncia?

� o que ele acha.

Ele estar� no Edif�cio Fister na Rua Dearborn � uma da manh�.

Quero que o pegue com as m�os na massa.

N�o precisa de mim para isso.

Ligue para a Central.

Ficar�o felizes de receber uma dica sobre um roubo.

Se o sr. Stewart for simplesmente preso e encarcerado...

...ser� algo bastante delicado.

A menos que eu o livre r�pido... ele pode come�ar a cantar.

O que quer que eu fa�a, mate-o por resistir � pris�o?

Oh, n�o, nada t�o rude.

D� um sacode nele se for preciso.

Algeme e jogue-o na parte de tr�s da viatura.

Depois leve-o � fronteira com o estado de Indiana.

Por qu�?

Ele simplesmente vai voltar.

N�o.

A pol�cia de Indiana o procura.

Um insignificante caso de homic�dio culposo.

Um ou dois anos na penitenci�ria.

Parece um jeito muito tortuoso de... se livrar de algu�m.

N�o quero exatamente me livrar dele.

O que ele precisa � de uma li��o de �tica.

Vou deix�-lo esfriar por alguns meses na pris�o de Indiana.

Da�, eu entro em cena e consigo a sua liberta��o.

Ele ficar� grato e retomaremos nosso relacionamento.

S� tem um problema.

Ah, sim, claro.

Esqueci do mais importante.

Tem cinco mil d�lares aqui.

Digamos que seja uma doa��o para sua obra de caridade favorita.

� um bocado de dinheiro.

Mas quando fazem algo importante para mim...

...sou um homem extremamente benevolente.

Obviamente.

- N�o foi o que quis dizer. - N�o? O que ent�o?

Hoje n�o estou dispon�vel.

N�o enquanto estiver vestindo isso. Amanh� ser� diferente.

Amanh� ser� tarde demais.

Tem que ser essa noite.

N�o vai dar certo.

Nem vou tentar.

Vai sim.

E vou dizer por qu�.

Hayes est� andando com um jovem.

Uma esp�cie de comparsa.

O garoto n�o se envolveu em nada ainda.

Mas se Hayes continuar nas redondezas...

... o pequeno Stubby vai acabar se enredando.

E voc� vai v�-lo em uma fila de reconhecimento da pol�cia.

Segurando o bon� nas m�os

e piscando com as luzes em seu rosto.

Algum lugar espec�fico na fronteira com Indiana

em que queira que Hayes Stewart seja jogado?

Entre a Rua Terceira e a Rua E.

Ele vai estar l�.

Se por acaso precisar entrar em contato com voc� hoje?

Carro 749.

Isso seria um pouco estranho.

Ent�o, tente o Silver Frolics em Wabash.

Pergunte por Angel Face.

Angel Face (rosto de anjo)?

Sim, ela trabalha l�.

Terminou sua tarefa?

Sim. Parte dela.

Carro 12, supermercado, Rua Addison, 3546, roubo em andamento.

Tudo tranquilo?

N�s n�o fomos chamados para nada at� agora.

Carro 134, carro 134.

Esquina da Elston com Montrose.

Dist�rbio na rua.

� como uma selva.

J� pensou em como seria sem a pol�cia?

Claro, cada um por si.

Viol�ncia, derramamento de sangue, medo, nenhuma prote��o.

Est� me dando um serm�o, sargento?

Carro 44, carro 44.

Hyde Park, 4721. Atender a v�tima de assalto.

Um soldado em um bar nesse endere�o.

Provavelmente um cara que acaba de voltar da Cor�ia

levando um golpe e perdendo a passagem e todo seu dinheiro.

Claro, acontece todas as noites.

De certa forma, somos como soldados.

- Um ex�rcito de policiais. - Pare com isso, vai?

N�o est� muito impressionado com o seu trabalho, est�?

� a minha �ltima noite na for�a.

Por qu�?

Porque n�o estou impressionado.

Pode me fazer um favor?

D� isto ao Capit�o de manh� caso eu n�o esteja l�.

Digo-lhes que estou farto do trabalho.

Farto da vida tamb�m?

N�o.

Longe disso.

Ele � mec�nico ou � real.

Quem der a resposta correta ser� um convidado da casa.

Veja-o parado, veja-o se mover.

Pergunte a si mesmo se ele � real

ou se s�o s� molas e engrenagens.

Que chamariz, hein?

Mas atrai o p�blico, n�o?

�...

Carro 11, chamando carro 11.

50� com a Dearborn. Homem morto em um terreno baldio.

Quer tomar um caf�?

A�?

Eles nos d�o de cortesia na cozinha.

Fazem a sua parte para manter os policiais de Chicago felizes, n�?

Sim.

N�o esteve aqui algumas horas atr�s?

Sim.

Angel Face acabou de entrar.

Sim.

- Vai esperar por ela? - Sim.

Vou te dizer uma coisa.

Est� levando o homem-mec�nico a quase quebrar uma mola

toda vez que te v� entrando aqui.

Ele deveria deix�-la em paz.

Isso serve para muita gente.

Como esses caras l� fora.

Dois � moda antiga, nada de gelo, �gua, a��car ou cereja.

Aqui est�.

O que Greg sente por ela � s�rio.

Devem ter-lhe dado muito corda hoje.

Ele quer sair daquela vitrine e trabalhar em um n�mero com ela.

- Assim me disseram - Dois martinis com vodca.

Quem pediu isso s�o russos por acaso?

Quem sabe? Que vou fazer?

Pedir uma declara��o cada vez que algu�m pede vodca?

� uma garota esperto, n�o �?

Pare com a palha�ada.

Vou te dar uma dica, chapa.

Se � t�o louco por Angel Face como eu acho que �...

... vai agir r�pido.

Tem um cron�metro?

Achei que tinha dito adeus.

E disse.

O que voc� quer?

Uma reprise?

- Ol�, tira. - Ol�.

Bem, seu f� mais dedicado.

Voc� e Angel querem se beijar?

Vamos meninas, vamos tomar um caf�.

Cairia bem.

Est� bem.

Qual � a hist�ria?

Entreguei meu aviso tamb�m.

Que aviso?

Para a pol�cia. Estou me demitindo. Esta � minha �ltima noite.

Todos aqueles planos que fizemos, vamos em frente com eles.

Tem certeza dessa vez?

Tenho.

Come�aremos do zero.

Uma folha em branco.

Nada de passado, s� futuro.

Voc� voltou para mim.

E voc�? Tem certeza que sou o cara certo para voc�?

Sim.

Ningu�m com quem preferiria estar?

Como um homem-mec�nico ou um professor universit�rio?

Um policial.

Estou cansado dessa cidade.

Estou com voc�, Johnny.

Quando cheguei nesta cidade, iria me tornar...

... havia um monte de coisas que eu iria fazer.

Tornar-me famosa.

Mas Chicago � o grande caldeir�o e eu fui cozida direitinho.

Amanh� � um novo dia, Angel Face.

Irei aonde queira que eu v�.

Vou busc�-la de manh� no apartamento.

A�, partiremos. Esteja pronta.

Eu estou pronta.

Carro 743, carro 743.

Rua Cedric, 825.

Mulher doente na cal�ada.

Vamos at� l�.

Carro 749 atendendo a chamada da Rua Cedric, 825.

Carro 749, est� bem.

Aquele copo de caf� devia estar com batom nele.

Muito bem, para tr�s.

� melhor voc�s assumirem.

O que aconteceu?

O marido veio correndo pela rua gritando por um t�xi.

Pisei nos freios e fomos busc�-la.

Ia coloc�-la no t�xi,

mas achei melhor n�o mov�-la.

D� uma m�o, Joe.

Calma. Com cuidado.

Traga um cobertor.

� o terceiro beb� que trago ao mundo em dois meses.

Deveria ter se tornado um m�dico.

Doutor Kelly.

Eu levo.

Devagar.

Quantos beb�s voc� acha que j� segurei esta semana?

N�o me importa quantos, devagar.

Fala como se fosse o pai ou algo assim.

Voc� tem filhos?

Com meu sal�rio?

Quem �?

Stubby Kelly.

J� de volta?

- O que voc� tem feito? - Passando o tempo.

Achei que j� deveria estar em casa essa hora.

N�o, estou trabalhando, lembra?

Seu velho ainda acha que trabalha como carregador aqui?

Sim, claro.

Bastante ing�nuo, n�o?

Ele � um careta.

Mas faria tudo para te tirar de uma enrascada, n�o?

Certamente.

Tudo mesmo?

Sou filho dele, n�o sou?

J� disse a ele que me conhece?

N�o, nem a meu irm�o Johnny, nem a meu velho.

Voc� disse para n�o falar.

Pode chegar a hora em que queira que conte a eles.

Como acha que vou me meter em uma enrascada?

Sinto como se estivesse apodrecendo.

Parado na esquina assobiando para as garotas.

Correndo para levar sandu�ches e outras coisas para os caras na sinuca.

Era mais divertido trabalhar de carregador aqui.

Por que n�o me deixa ir com voc� uma hora?

Estou mais do que pronto.

S� quero fazer um truque com voc�.

Que tal hoje � noite?

Est� brincando?

N�o. Est� � a noite em que voc� vai comigo.

Puxa, cara!

� por ali.

Siga-me, mas n�o muito perto.

Vou pela entrada de carga. Quero que me ajude a abri-la.

Vou entrar com voc�, n�o vou?

N�o, assim que eu sair de vista, voc� volta e espera aqui no carro.

Se algu�m perguntar por que est� parado aqui...

... diga...

- ... diga que est� esperando seu velho. - Est� bem.

Edif�cio Fister, engra�ado...

Engra�ado por qu�?

Nada.

Coincid�ncia, s� isso.

Um monte de joalherias, seguradoras, advogados.

Sim.

Eu ouvi o elevador, ouvi-o claramente.

N�o deveria ter uma viva alma nesse edif�cio.

Mas vi o ponteiro se mexer at� o 16� andar.

Vamos subir e dar uma olhada.

Deve ter sido um fantasma que trouxe aquele elevador at� aqui.

- Talvez tenha ido ao andar de baixo. - Quem? O fantasma?

Vamos checar todos.

Com quem acha que est� lidando?

Aqui � Hayes Stewart. Oi.

Tenho que v�-lo.

Consegui apenas uma bela por��o de coisa nenhuma.

Encontre-me no lugar marcado.

Bem, isso � tudo.

Isso � tudo.

Nada?

Nada.

Podia jurar que tinha algu�m aqui. O que est� fazendo?

S� queria ver que marca era.

Qual era?

Pingu�o Nervoso - 90 graus.

Sei que est�o rindo de mim, mas eu vi aquele elevador.

- ...e n�o sei quem... - Homem, n�o estamos rindo de voc�.

Somos pagos para isso. Responder a todas as chamadas.

A maioria delas n�o d� em nada.

Mas nunca se sabe quando � para valer.

Quem sabe? Talvez voltemos a nos ver ainda esta noite.

Isso mesmo e se vir qualquer coisa que o incomode...

... qualquer coisa que te inquiete, chame-nos de novo.

Com certeza. Com certeza chamarei.

O que est� fazendo aqui?

- Como assim o que estou fazendo aqui? - Isso mesmo que eu disse.

Voc� chamou a pol�cia, n�o chamou?

Sim, mas eles j� sa�ram.

Sa�ram sem mim?

- Voc� � um policial? - Claro.

Detetive Stewart.

E uh...

N�o deixe que brinquem com voc� sobre o elevador.

Ele se mexeu, voc� estava certo.

Acha mesmo?

Eu sei que sim.

- Pode me deixar sair? - Oh, com certeza.

Com certeza.

N�o � um verde bonito?

� exatamente o modelo e a cor

que eu ia comprar para Kathy no Natal do ano passado.

Pediram muita grana.

Talvez consiga compr�-lo este ano.

H� quanto tempo voc� e Kathy est�o casados?

Tr�s anos e quatro meses.

Ela sabe que est� indo embora?

Como sabia que eu ia embora?

Quero dizer, ela sabe que voc� est� indo embora da pol�cia?

Deixa isso pra l�, sargento.

Ent�o, voc� est� abandonando a pol�cia e sua esposa.

Sim.

Estou come�ando do zero.

Est� doente, Johnny.

Alguma coisa te envenenou.

O que foi?

O que te deixou destro�ado e confuso?

A culpa � minha, Pop. Eu ganho mais do que ele.

N�o me dava conta de como isso deve ser doloroso para um homem.

Seu orgulho.

Suponho que o faz se sentir...

Inferior � a palavra.

Acho que est� certo.

Mas tudo vai ser diferente. Deixarei o trabalho amanh�.

Viveremos com o que ele ganha.

Afinal, Pop, voc� construiu sua fam�lia com o sal�rio de policial.

Basta apenas ajustar alguns gastos.

A �nica coisa que realmente me preocupa al�m da carta...

...provavelmente n�o quer dizer nada.

Achei isso perto do telefone.

O que ele estaria fazendo com o cart�o de um advogado?

Penrod Biddel?

Esqueceu a chave de novo, querida?

Querido, voc� nunca me deu uma.

Que est� fazendo aqui?

Visita.

N�o estava te esperando.

Esperava que eu estivesse em outro lugar.

N�o exatamente.

Sou um ex-m�gico.

Sempre busco o inesperado.

J� que est� aqui, Hayes, gostaria de ter uma conversa com voc�.

Para qu�, sr. Biddel?

Para dizer como me pegou na sarjeta e me fez ser algu�m?

E como eu concordei em s� trabalhar para voc�?

Exatamente.

Est� ficando muito ambicioso, Hayes.

Talvez.

Por que, Hayes?

Pode ser que esteja cansado de fazer todo o trabalho.

Est� enganado. Todo o trabalho � feito aqui.

E m�sculos s�o baratos, hein?

Sim, posso comprar os bra�os que quiser em qualquer hora ou lugar.

Importa-se que pense por mim mesmo a partir de agora?

Me importaria muito.

Bem,

acho que sentir� minha falta ent�o.

Era sobre isso que queria falar com voc�.

- Verdade? - Sim.

Vai me demitir, hein?

- Eu posso construir pessoas e... - Pode destru�-las.

Parece que est� planejando um grande golpe esta noite.

Est� feito.

Feito?

N�o foi f�cil.

� um homem muito esperto, sr. Biddel.

Como um homem t�o esperto

pode manter pap�is t�o importantes no cofre do seu quarto?

Seu rematado idiota! Com quem acha que est� lidando?

� um bilhete engra�ado, sr. Biddel.

N�o � mesmo?

O que fez com eles?

De volta a quando come�amos, tr�s anos atr�s.

Tenho em m�os alguns documentos

comprometedores o bastante para mand�-lo � cadeia por 99 anos.

N�o fui esperto daquela vez.

Deixei que viesse com um monte de conversa fiada.

Tudo o que iria fazer por mim, o grande homem que eu seria.

Todo aquele papo furado.

Devolvi-lhe 99 anos de sua vida.

Desta vez eu quero cem mil d�lares em dinheiro e quero esta noite.

Onde acha que consigo essa quantidade de dinheiro de noite?

� um homem muito esperto, sr. Biddel.

Voc� � o que pensa.

Foi o que voc� falou.

Bem... pense.

Pense bastante.

� problema seu.

� o sujeito mais descarado que j� vi na vida.

Obrigado.

Esperarei voc� em meu quarto de hotel.

Diga-me ...

O que lhe d� essa confian�a insuport�vel?

Saber que se voc� n�o estiver l� com o dinheiro

dentro de duas horas o lote inteiro vai para o procurador.

Espere um minuto, Hayes.

Como conseguiu esses pap�is?

Tive um c�mplice.

N�o vai me perguntar quem?

Est� bem.

Quem?

Sua esposa.

Quem � voc�?

Estou procurando Johnny Kelly.

� muito importante. Devo encontr�-lo.

Quando liguei para a delegacia ele j� tinha sa�do.

Deixei uma mensagem para que me ligasse quando chegasse.

Pode ligar de novo?

O que h� com voc�, vov�? Ligue voc�.

Prefiro n�o deixar meu nome com a pol�cia.

Ligue e diga que � urgente que nos vejamos

Meu nome � Biddel.

Chamando carro 749, carro 749.

Dist�rbio no beco entre a rua Superior e a Uron, a leste da Avenida Hudson.

Carro 749. Pronto.

- Bons dados, vamos l�. - Vamos l�, jogue.

Quero ver esses dados.

N�o h� nada errado com estes dados, cara.

Quero ver esses dados.

N�o h� nada errado com estes dados, cara.

Esses dados est�o pra l� de viciados. Esse dinheiro n�o � legalmente seu.

Olha, perdi todo o sal�rio. Tenho esposa e seis filhos.

Esposa doente e criancinhas famintas.

Deveria ter vergonha de estar em um jogo de azar, irm�o.

Estou tentado a devolver o dinheiro.

Mas minha consci�ncia diz que voc� deve aprender uma li��o.

Olha, cara, n�s tr�s perdemos nosso pagamento.

- Mas os dados est�o viciados, n�o � legal. - Olhe, os azuis est�o chegando.

Muito bem, fiquem onde est�o.

Ora, se n�o � o meu velho amigo, o di�cono.

� s� um joguinho tranquilo, oficial.

Todo esse dinheiro � seu, di�cono?

Como est� na mesa, ainda est� em aberto.

- J� t�nhamos acabado o jogo. - D�-me os dados.

Quanto tem a�?

Trinta e seis pratas.

Di�cono, aposto trinta e seis pratas.

E voc� vai cobrir.

N�o seu oficial, n�o vou n�o.

Eu disse que voc� vai cobrir minhas trinta e seis pratas.

Deu o qu�, di�cono?

Voc� e eu sabemos o que deu.

Certo, rapazes, peguem seu dinheiro.

Da pr�xima vez, tenham cuidado com quem voc�s jogam.

O di�cono aqui ganha a vida desse jeito.

� um verme, uma sanguessuga humana.

Mas se voc� perder e reclamar muito, arrisca-se a ficar sem cabe�a.

Fiquem espertos e saiam daqui.

- Voc� vai me prender? - Claro que n�o, di�cono.

Ali�s, quantas vezes te prendi esse m�s?

- Foram tr�s? - N�o senhor, quatro.

E foi mais do que suficiente. Fui punido. Eu vi a luz.

Vivendo da mis�ria dessas pobres almas, que vergonha.

Vou ser duro com voc� dessa vez, di�cono.

Vai mesmo me prender?

N�o vai aplicar golpes por um tempo, di�cono.

Vai passar um tempo na cadeia.

Da�, s� vai tirar dinheiro dos idiotas pagadores de impostos como eu.

- Deixe-me ir e at� vou trabalhar. - Entre.

� uma grande responsabilidade cuidar da popula��o, n�o �?

Apenas rotina.

Mas eu tenho uma oferta certa, se pudermos atuar juntos.

N�o adianta, Gregg, pensei a respeito, mas tenho outros planos agora.

Eu te contei, n�o foi? Um n�mero c�mico. Sr. e sra. Bit.

Deve haver outras garotas para isso.

Voc� seria a esposa e eu o marido irritante, � a sacada.

Tenho parte do material escrito aqui.

Uma outra hora, eu...

eu tenho que voltar para a vitrine mesmo.

Deveriam me dar uma pausa maior do que quinze minutos.

Deveriam mesmo, Gregg.

Sabe o que � ficar l� fora por uma hora e meia sem descanso?

Posso imaginar.

Um, dois...

Mas n�o penso a respeito.

Se pensasse estaria em um manic�mio.

Em que voc� pensa?

Eu tenho um jogo.

J� disse a Sally sobre ele.

Ele finge que n�o est� l�.

Sim.

Estou contando, v�?

Mas o tempo todo eu imagino que n�o estou nem na janela.

Estou fora, no Caribe azul...

...e Sally est� comigo.

Deitada na areia branca e cristalina,

em um mai� preto.

E eu posso ouvir as ondas batendo na praia.

Posso ver a espuma das ondas dan�ando pela �gua.

Sofre muito, n�o � Gregg?

N�o.

N�o quando vou aos lugares que eu vou.

�s vezes estou no topo de uma montanha e...

...est� nevando.

E Sally...

...Sally veste um gorro de neve e...

... cal�a de esqui azul e luvas brancas.

Ela ri porque sente muito frio mas est� se sentindo bem.

Como posso arrumar outra para fazer o papel de minha esposa?

Se n�o for voc�, n�o haver� n�mero. Ponto

Isso � para mim. Querem que eu volte.

Telefone, Sally. Para voc�.

Sabe quem �?

Quem mais?

N�o atenda.

Por favor.

Oi, Johnny.

Recebi sua mensagem, algo errado?

N�o sei, era um tal sr. Biddal ou Bill.

N�o sei, mas parecia muito chateado. Esperou por voc� cerca de uma hora.

- Deixou uma mensagem? - Ah, sim.

Ele disse...

seu compromisso foi alterado.

A hora � agora.

E o lugar, o Hotel Continental, quarto de Hayes Stewart.

Querido, o que � melhor do que dinheiro?

Diga voc�.

A magia negra de Hayes Stewart.

Querido, me d� um pouco de magia?

Isso � m�gica.

Seu toque m�gico.

Estou em um mundo diferente.

N�o � � toa que estou disposta a desistir de tudo.

Quarto 320.

Voc� � o melhor. O melhor.

Ele est� a caminho.

Certo.

� isso a�, docinho.

Saiu tudo?

Tudo.

Por que est� t�o nervoso?

N�o precisa lambuzar a cara toda nisso.

Mas, querido, eu estava lambuzando sua cara nisso.

Oh, voc� est� chateado.

Roubei muitas coisas na minha vida mas nunca a esposa de algu�m.

O que � t�o engra�ado?

Voc�, com uma consci�ncia.

Ele n�o est� com o dinheiro.

Eu cuido disso.

Se estivesse com o dinheiro, estaria carregando alguma coisa.

Lydia, fique fora disso.

Muito bem, onde est�?

Posso explicar tudo.

Onde est�?

Mas antes, tem uma ou duas coisas que gostaria de dizer.

Posso me sentar?

Tentei ao m�ximo ajud�-lo assim como j� fiz com outros no passado.

Voc�, Lydia...

Quando a vi pela primeira vez...

Eu vendia caf� e hamb�rgueres atr�s de um balc�o em uma esta��o ferrovi�ria.

Sim, eu estava matando um tempo.

E voc� o usou para assassinar anos da minha vida.

Claro, fez de mim uma dama.

A gar�onete mais bem vestida de Chicago.

Mas nunca deixou de falar disso desde ent�o.

Jogava isso na minha cara tr�s vezes por dia.

Dizia a todo mundo, "Olhe a minha linda esposa".

Ela era uma gar�onete barata com as costas quebradas.

E olhe para ela agora.

Sim, olhe para ela agora.

Talvez eu me vangloriasse...

...porque estava muito orgulhoso de voc�.

Considere...

J� fiz alguma coisa para te machucar?

Ou a voc�, Hayes?

Conte-lhe sobre o passeio at� Indiana.

N�o sei do que est� falando.

Ouvi suas instru��es para aquele policial.

Claro.

Como algu�m iria se machucar por passar um bom ano na cadeia?

Acho que n�o h� mais nada a ser dito.

Exceto que...

...eu gostaria de deixar esse presente de despedida para...

Cuidado!

Estava certa, n�o tinha o dinheiro.

Por que atirou nele, Hayes?

Poderia apenas ter tomado a sua arma.

Era um homem velho, de que voc� tinha medo?

Est� preocupada com ele ou n�s?

N�s.

Mas n�o queria me envolver com algo assim.

- Vamos sair daqui. - Para onde?

Algu�m deve ter ouvido o tiro. V�o chamar a pol�cia.

Para onde iremos?

N�o d� para atirar em um homem t�o eminente e ir muito longe.

Voc� est� certo. A pol�cia vir� aqui.

� o meu quarto. Eles t�m o meu nome.

- Hayes, estou com medo. - Espere um minuto.

Nunca v�o nos procurar em um carro de pol�cia.

Se ele podia usar aquele tira, tamb�m podemos.

Ele vai nos tirar do estado.

Voc� disse que foi o acordo que ele fez.

Onde vamos encontr�-lo?

Ele disse que estaria no Silver Frolics.

- O nome dele � John Kelly. - Vamos.

Chamando Carro 749.

Carro 749, Hotel Continental, quarto 320, um tiro.

Carro 749, certo.

Ele disse Hotel Continental?

Com certeza disse.

O h�spede no 337 relatou um tiro.

N�o investigamos imediatamente

porque poderia ter sido a descarga de um carro ou qualquer outra coisa.

Ent�o, o homem do 337 chamou de novo

e disse que viu Hayes Stewart e uma mulher sa�rem.

Disse que pareciam estar com muita pressa.

Ent�o, eu vim com a chave-mestra. Bati e ningu�m respondeu.

Abri a porta e encontrei este homem do jeito que voc� v�.

Liguei para a ambul�ncia antes de ligar para voc�s. Eis o cavalheiro.

Este homem est� muito mal.

- Voc� � o m�dico da casa? - Eu sou um m�dico.

Ele mora no pr�dio ao lado. Achei que era melhor cham�-lo.

N�o posso fazer nada por ele aqui.

Todos para fora at� que a ambul�ncia chegue.

Todos para fora.

Muito bem, pessoal. Vamos, doutor.

Hayes Stewart?

Sim.

O gerente do hotel disse que duas pessoas sa�ram do quarto.

Quem estava com ele?

Isso n�o � importante.

Alguma ideia para onde ele foi?

Procurando voc�.

Silver Frolics.

N�o vai informar � delegacia?

Sim.

Pol�cia 31313.

Delegacia, telefonista.

Oficial Kelly, Carro 749, 21� Distrito, informando.

Aquele tiro no Hotel Continental.

A v�tima � Penrod Biddel.

Sim, ele mesmo.

Ele foi baleado por Hayes Stewart.

A �nica pista que tenho � que Stewart pode ter ido para o Silver Frolics.

- Aguarde. - Certo.

Carros 749, 771, 774 e aten��o todos os carros.

Procurado por tentativa de homic�dio - Hayes Stewart.

Segue a descri��o:

Chamando Carro 749.

Carro 749, responda.

Carro 749, responda.

� o carro de Johnny.

Deve estar ainda na chamada do Hotel Continental.

- Vamos atender essa. - Tudo bem.

Carro 784, 784.

Fale, 784.

O 749 entrou em contato?

Ainda n�o, est�o ocupados.

Atenderemos essa chamada.

Certo, Carro 784, Silver Frolics em Wabash.

Ele � mec�nico ou � real.

Veja-o andar, veja-o se mexer.

Ent�o adivinhe se ele � feito de cera, metal e massa...

...ou se � de carne e osso?

O que foi? Qual � o problema?

Nada. N�o � nada.

A pol�cia?

Sim. Um deles � Kelly.

Os rapazes querem uma boa mesa com uma bela vista?

- Est� brincando? - Estamos apenas olhando.

Oficial Kelly.

- Oficial Kelly? - Sim.

Quem � voc�?

Sra. Penrod Biddel. Est� procurando Hayes Stewart?

Sim, estou.

Como sabia?

O acordo mudou. Prenda-o.

Ele acabou de atirar em meu marido.

Acordo?

N�o sei do que est� falando.

Ent�o, vamos peg�-lo. Onde ele est�?

Ele est� l� em cima, mas eu n�o posso ir.

Qual � o problema, senhora?

Se souber que o entreguei, ele vai me matar.

Vamos proteg�-la.

Venha.

Eu cuido disso.

Hayes Stewart?

O que � isso?

Voc� n�o sabe?

Seu nome � Kelly? John Kelly?

Sim, esse � o meu nome.

Ent�o � diferente, estava procurando voc�.

Ent�o empatamos.

Estava procurando voc�.

- Bom, pronto para me levar? - Sim, mais que pronto.

Bem...

Tem certeza que entendeu direito?

Absoluta.

Bem, est� certo.

Mas n�o vai ser Indiana. Quero que me leve para Cicero.

Est� louco?

Vou lev�-la para a delegacia de pol�cia.

Voc� est� preso por atirar em Penrod Biddel.

Deixe de gracinhas, tira.

Voc� fez um acordo com Biddel para me tirar da cidade.

Um acordo para fazer o qu�?

Voc� � o oficial John Kelly, n�o �?

Isso mesmo.

Oh...

...entendi.

Ficou claro como a �gua.

Hayes.

Hayes, Hayes. Aqui.

O que aconteceu? Diga-me o que aconteceu l�.

Algu�m se machucou ou algo assim? O que aconteceu?

Diga ao garoto o que aconteceu, Lydia.

Est� apontando a arma para mim.

Estou, querida?

Estou?

- Eu vou... - Cale-se! Voc� fica.

Est� parecendo um louco.

Voc� est� certa. Louco � a palavra.

Eu estava feliz, estava contente seguindo ordens.

Ent�o voc� veio se esgueirando com suas grandes ideias.

S� estava tentando ajudar.

Dizendo-me como n�s levar�amos todo o dinheiro do velho.

Os lugares em que ir�amos viver.

Fazendo-me de mim o bandido mais procurado da cidade.

E a�, no confronto final, voc� esteve �tima ent�o, querida.

Verdadeira. Cem por cento s�lida.

Voc� foi sensacional, Lydia.

- Foi t�o incr�vel que eu vou... - Hayes, n�o!

Deixe-me sair daqui. Deixe-me cair fora.

Por que n�o me diz o quanto me ama, querida?

Oh, seu idiota.

Eu costumava fazer uma m�gica em que uma garota desaparecia.

� assim que se faz, Lydia.

Exatamente assim.

- Ela levou um tiro. - Igual ao Biddel, hein?

- Ela est� pior do que ele. - Est� morta?

Engra�ado, a chamada dizia que o tiroteio foi l� dentro.

� melhor voc� ir verificar.

� o Pop, Johnny.

- Eu esperei por voc�, filho. - Pop!

Kathy � uma boa garota, Johnny.

Tome conta...

Pop!

Por que isso tinha que acontecer com ele?

- O que ele estava fazendo aqui? - Ele atendeu a sua chamada, Johnny.

Quem foi?

- Hayes Stewart? - Sim.

O bandido.

N�o.

Assassino de policial.

Johnny.

Eu sei como voc� se sente.

N�o acho que tenha a menor ideia de como me sinto.

Por que diz isso?

� como se estivesse em uma betoneira sendo lentamente picado e triturado at� a morte.

J� vi tudo que posso suportar.

Ele era um homem velho.

J� deveria estar aposentado.

Foi assim que ele quis.

Ser morto no cumprimento do dever.

Policial est�pido.

Queria me ver?

Sim.

Voc� viu, n�o foi?

O qu�?

O tiroteio na rua, Voc� sabe do que estou falando.

Responda � minha pergunta.

Para onde Hayes Stewart foi?

Eu sou um homem mec�nico.

Nada vejo, nada ou�o...

... e nada sinto. Lembra?

Quer dizer que voc� n�o o viu?

Eu n�o vi nada.

Gregg, o pai de Johnny foi morto bem aqui no clube.

Kelly?

Est� bem, eu vi.

Bem, ent�o d� algumas respostas.

Eu poderia fazer melhor.

- O que, por exemplo? - Por sorte, um tiro em cem.

Fui o �nico que o viu matar a garota.

Ele ainda est� em algum lugar por perto.

Quando perceber que h� uma testemunha...

... quando descobrir que n�o sou feito apenas de...

...serragem e arame...

... ele pode voltar.

- Basta dizer para onde ele foi. - N�o sei exatamente onde.

Algum pr�dio pr�ximo, com certeza.

Acho que ele vai aparecer.

Ent�o, esconda-se na rua.

Espere acontecer.

Gregg, voc� n�o vai voltar para aquela vitrine?

Claro que vou.

Para esperar, contar...

...sonhar um pouco mais...

Com o mar azul...

... e montanhas com neve caindo.

Sempre.

E assim quando um homem � feito de serragem.

Johnny.

N�o pode deix�-lo voltar para aquela vitrine.

E se ele puder me ajudar?

Pare-o, Johnny. Por favor, pare-o.

Ele � apenas um bom sujeito

que n�o deveria ter que morrer como uma aberra��o em uma vitrine.

N�o deveria. N�o pode.

Gregg.

Est� tudo cancelado.

O qu�?

A noite do tiro ao alvo.

Qual � o problema?

Nada. S� me pareceu divertido.

Quando eu era crian�a, sempre quis ser um policial.

Eis ele de novo: o Homem Mec�nico.

Ele caminha, ele se mexe, mas ele � real?

� um ser humano ou � uma m�quina?

Adivinhe se ele � homem ou rob�.

A resposta correta lhe d� direito...

- Entre no carro, sargento. - O que foi?

Explico em um minuto.

...um ser humano ou � uma m�quina?

Um homem mec�nico, ele caminha ele se mexe, mas ele � real?

� um ser humano ou � uma m�quina?

- Por favor! - Cale-se!

Por favor, Hayes, conte o que aconteceu naquele clube.

Nada, j� disse. Consegui escapar, � tudo.

Qual � o problema agora?

Por que sair daqui? � um lugar t�o seguro como qualquer outro.

Viu os policiais irem embora.

Depois, tem aquele boneco.

O que tem ele?

Ele me viu matando Lydia.

N�o � um ser humano, como pode ver alguma coisa?

� o que tenho que descobrir.

Nunca matei ningu�m antes dela.

N�o vai haver ningu�m. Ningu�m poder� dizer que me viu.

Hayes, por favor deixe-me ir.

- Deixar o qu�? - Cair fora!

Oh, n�o.

Qu�?

Esse boneco n�o � o �nico que viu o que fiz com Lydia.

Hayes, voc� n�o acha...

Ent�o, qual � o grande mist�rio? Qual � o seu plano?

- Fique aqui. - Acha que ele vai voltar?

� a nossa �nica chance.

- Chame um outro carro. - J� chamei.

Gregg.

Gregg, me escute.

�s vezes as pessoas cometem um monte de erros na vida.

Eu sei que cometi.

Muitos deles.

Quase cometi outro esta noite. Um terr�vel.

Mas...

Agora eu quero acertar

e ter uma boa vida.

Sunny, o que acha dele?

Ele � fofo.

Acho que � real?

Essa coisa?

Gregg.

Gregg, eu...

Quero sonhar como voc�...

... com coisas bonitas.

Por favor, saia j� dessa vitrine.

Gregg.

Quero fazer o n�mero com voc�.

Voc� sabe...

... o n�mero como marido e esposa.

Eu acho que � muito bonito que...

...o marido � quem faz o ranzinza.

Por favor, Gregg.

Por Favor.

Harry, olhe, olhe.

O rob� est� chorando.

Ent�o, ele � um homem de verdade.

Stubby.

E o tiroteio no clube?

- Hein? - Ele est� morto.

Pode andar?

Sim, sim.

Ent�o saia j� daqui.

Eu vou.

Eu vou.

Aten��o carros respondendo � busca no 21� distrito.

Hayes Stewart � procurado pelo assassinato de um policial.

Visto por �ltimo fugindo � oeste da Rua State, um beco entre a Kinsey e a Hubbard.

Carros 762, 769, 782 sigam para a �rea e bloqueiem os becos

na Rua Dearborn, Clark e La Salle.

Carro 769, entendido.

- Entendido. - Entendido.

Ligue-me com a pol�cia.

Chamando carros 762, 769, 782 e 788...

...sigam para a �rea abaixo dos trilhos do elevado...

...entre a Rua Kinsey e o rio a leste de Wells.

Policial precisa de ajuda.

H� uma esta��o a poucos quarteir�es dali.

Suba nos trilhos e desligue-os.

Hayes Stewart...

... aqui � a pol�cia.

Pare ou vamos atirar.

Hayes Stewart.

Este � o seu �ltimo aviso. Entregue-se.

Espere um minuto. Aquele � Johnny Kelly.

Como pode ver daqui?

� Kelly com certeza.

Oficial Kelly...

...se voc� for Kelly...

...se for um policial, identifique-se.

Se for um policial, identifique-se.

Muito bem, tira, venha me pegar.

� o distintivo de Johnny mesmo.

N�o vai descer at� pegar o assassino.

Vamos l�, garoto.

Sinto muito, Johnny.

Posso ajud�-lo, oficial?

Obrigado, padre. Posso cuidar disso.

Ele � meu irm�o.

...morto ao resistir � pris�o...

...relatando todos os detalhes... - Kelly.

Kelly.

Esque�a isso.

Farei o relat�rio para voc�.

Obrigado, Joe.

Todos sentimos muito por Pop.

Johnny...

Seu distintivo.

Voc� quase o perdeu.

Sim, senhor.

Joe.

Joe.

- Quem voc� est� procurando? - Meu parceiro.

N�o disse que ele n�o viria por causa de uma dor de ouvido.

Johnny Kelly est� em casa.

Para ficar.

Enquanto outros est�o ainda se levantando para ir trabalhar...

...em cada lugar, em cada minuto de cada hora...

...neste caldeir�o de ra�as, credos, culturas e religi�es da humanidade...

...pessoas est�o trabalhando, rindo e morrendo.

Alguns, como Johnny Kelly...

...est�o nascendo de novo...

...na cidade que nunca dorme.

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