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Revis�o/Adapt. PTBR: deadmeadow MCL/makingoff.org
S� mais uma!
- Tem credencial? - Estou com a banda.
Derek Larner? Danny Price. � agente do Pink floyd.
Foi sensacional, hoje! Grande exibi��o!
- A credencial, sim? - Qu�? Estou aqui com o Derek.
Te Liguei pra dar umas ideias para a promo��o, lembra-se?
- N�o conhe�o este cara. - Cai fora daqui.
Vai conhecer, s�cio. Vai conhecer.
H� muitos anos trabalhando nisto, na parte criativa. Est� indo bem.
- Faz a promo��o do Wing? - Fa�o.
Tenho umas ideias. Queria falar disso.
Mande-nos umas linhas sobre isso.
J� mandei. V�rias vezes.
Mande mais. N�o deve lhe incomodar.
Com licen�a.
- Qu�? - Fora!
Na pr�xima, chamo as autoridades.
Tudo bem?
Ficou bom.
N�o ficou? � pena estes espa�os aqui.
O nariz parece tremido.
Que tipo de coisas canta? Punk?
Punk, n�o.
Ent�o � New Wave?
N�o � New Wave. � inspirado no Punk.
- Estou vendo. Mas � melhor. - �.
Fale um pouco das letras.
Tem de ver um show.
N�o posso ir. V� l�. Sou entendido em bandas.
Manjo um bocado disso.
- Podia te ajudar. - S�rio?
V� l�, canta uma can��o.
No meio da rua?
Achava que as cantoras n�o tinham vergonha, que eram soltas.
Eu cantaria na rua e falava bem alto. Cante uma can��o!
Est� bem, n�o me importo. Canto um bocado.
� dedicada a voc�.
Chama-se "Give Me An Inch".
Ei voc�, parado a�, t� olhando o qu�?
N�o tenho medo de seus olhinhos brilhantes que me olham com choque
Uma gargalhada escondida na palma das m�os, voc� � t�o engra�ado, voc� � t�o meigo
Aqui vai uma coisa que voc� n�o pode entender:
Voc� � s� um programa, voc� � um programa.
- Sacou a letra? - Sim, sou um programa.
Sabe o que quero dizer com isso?
� bom que me diga.
A maioria das pessoas mata-se de trabalhar, n�o?
Programadas como computadores, como a can��o.
- E voc�, n�o. - Eu. n�o.
N�o me agrada a forma como a maioria de n�s vive.
Diria que n�o posso mudar nada, mas posso escrever sobre isso.
Estou a treinar os movimentos. Como rob�s, saca?
- Gosta de cantar? - Claro que gosto de cantar.
Mas gosta mesmo de cantar? Se apega mesmo a isso?
Qual � a tua?
Est� bem, vou ao seu show. Segunda, �s 20:00h.
Achei que estava ocupado.
Cancelo todos os compromissos. Voc� � legal.
- Que acha? - N�o presta.
Uma cantora de verdade. � boa, tem muitos potenciais.
Precisa de um agente.
N�o acredito em agentess.
- Tem algum em mente? - Claro, eu.
Pod�amos falar nisso num instante.
Eu entro em contato. Tenho teu endere�o.
O meu cart�o.
Come�o a falar de ti. Arranjo-lhe uns m�sicos decentes.
N�o preciso de agente
Arranja outro para te fazer rico.
Quer ficar sentada na porta dos banheiros o resto da vida?
L� vem ela.
Posso ser teu f�?
- Eu sou seu f�! - Largue-me!
Largue-me!
Os n�meros do desemprego, ontem publicados, subiram mais 0,5%,
passando o total global para o valor mais alto desde a guerra.
E agora "One more time", de Susan Sapphire.
Uma mudan�a de tom de certo bem acolhida.
Subindo para o 31� do Top 60.
- � Dennis Hooper. - Quem?
Dennis Hooper. � sobre o lugar de guitarrista da tua banda.
Li o an�ncio.
Que an�ncio?
Aguarde um minuto.
Sou o Tony O'Brien.
O an�ncio diz que as audi��es s�o das 9 �s 18h
Quis chegar cedo, para mostrar o que fa�o com o baixo.
O endere�o est� no jornal, trouxe comigo.
V�?
Trouxe o baixo.
Deve ter a� um lugar para ligar.
Que g�nero voc� toca?
Eu por mim gosto de coisas sempre a abrir, e heavy metal.
Tens uma fita?
Ent�o, p�e pra gravar o raio da fita.
Acho que sei o que aconteceu.
- Queres dar-me o teu... - Conhece o Danny?
Sim. Conhe�o o Danny.
Encontrei-o no ashville. Contou-me tudo sobre ti.
Espera a�!
Sou sempre o primeiro a chegar �s audi��es.
Esta � a minha 63� audi��o.
Correia nova... vamos nessa!
Julgava que n�o o punham esta semana.
Fui acordada �s 8h da manh� pelo doido n� 1,
depois o doido n� 2... e a seguir entra o doido n� 3.
E acabam todos a tomar ch� no raio da minha sala.
Que � isto?
Que � isto? Susan Sapphire. Andaram a toc�-la a semana toda.
Tens pilhas de Susan Sapphire. � o agente dela, ou o qu�?
N�o sou agente. Fa�o a promo��o.
Promoves? Promoves. Como?
N�o entendo.
Foram todos comprados em lojas diferentes.
Qual � a tua? Preparas alguma vigarice?
- Quer mesmo saber? - Quero.
A massagem � no andar de cima.
Fecha a porta.
O andar de cima.
Continua. Conte tudo.
Eu fa�o a parada.
Ajudo a fazer a parada.
Ajuda a entrar na parada uma porcaria como a Susan Sapphire.
A parada n�o passa de um monte de porcaria, n�o �?
Fa�o entrar qualquer coisa no top 30...
...no top 40. Basta comprar nas lojas certas.
- Voc� � maluco! - Sou sim.
� tudo o que tem a dizer a seu favor?
Parece uma doninha. Tem cara de prisioneiro de guerra.
Belo.
Mas tem muita energia. D�-lhe um ar diferente.
- Desculpe, s� clientes habituais. - Estava na fila.
Devia ler as tabuletas.
Estou na fila h� 15 minutos.
Acha que devo sair da banda?
Eles n�o s�o grande coisa.
Se fosse voc�, descartava eles.
Exijo ser atendido, ponha a gasolina.
Desculpe, mas s� atendemos clientes habituais.
- Experimente em outro posto. - Estou na fila h� 15 minutos.
Amanh�, vamos ter audi��es, vou ficar doente.
Sensacional! Um espanto. Obrigado.
Obrigado.
Ligo-te ao fim do dia.
Ligo-te ao fim do dia.
- Suponho que telefone. - � isso.
Adeus!
Ele era bom.
Meio esquisito... meio surdo.
Deve ter pelo menos uns 30.
J� � velho, n�o? Trinta.
N�o me espantaria que fosse disto...
Empurrem a� a aparelhagem e ponham aqui.
Esta m�sica d� vida, v�o adorar.
Temos duros de ouvido no sax?
- E o baixista? - Era p�ssimo.
Conhe�o dois caras bons, de Leeds Poly.
Vivem num barrac�o, ao virar da esquina. S�o muito bons.
Deviamos ir v�-los.
D� muita credibilidade � nossa rua.
O quarteir�o inteiro est� ocupado.
A pol�cia n�o consegue tirar ningu�m.
Belo improviso.
Muito bom!
Eu toco uma das minhas na pr�xima.
Gosto das tuas letras. Podia ajudar-te a escrev�-las.
Deixam-me ir com a Kate ali ao lado, para termos uma conversa?
- O qu�? - Queres vir?
Mas que par de metidos!
Mas tem ideias boas.
Sim, como ajudar-me nas letras.
S�o bem bacanas! Est�o sempre a recusar ofertas.
Dev�amos demorar um pouco. Dizer que temos de ouvir outros.
O que diz?
Temos de trazer aqueles dois, s�o os melhores que vimos.
Ningu�m os bate.
Ken, que achas?
Ai est�! A decis�o democr�tica. Dois contra um.
N�o foi um sim, Ken. Sim, ou n�o?
- Dev�amos ficar com o Mike. - Quem � o Mike?
O baterista.
Aumenta, n�o consigo ouvir!
Por que ele tinha de nos trazer pra c�?
Primeiro passo. Muitas bandas come�aram aqui.
Se quer ser nosso agente, tem de ter miolos,
pra nos arranjar locais decentes para tocar.
Que acha?
N�o s�o bem Mantovani.
Est� vendendo mais cervejas.
N�o est�?
Sim, est� na margem.
Quinze libras, por favor.
Vemos como ser� na pr�xima. Tenha calma.
Que acha do Tony como guitarrista?
- � bom. Conhece as letras. - E andas atr�s delas.
Por que faz isto?
Porque sou agente. Gosto de orientar gente.
S� isso?
A segunda � esquerda.
S� faz por esse motivo? Acredita na m�sica?
Claro que acredito na m�sica. � um espanto!
Estou ansioso que saia um disco. Toco-o a toda a hora.
Estacione aqui.
N�o quero discos. N�o sei do que falas.
Sobe, vamos tomar um ch�.
N�o entendo.
N�o falamos a mesma linguagem.
N�o quero contratos para discos. N�o acredito nisso.
Como pode viver numa pris�o dessas, e n�o perceber o que eu canto?
Que queres que diga, que acredito nas letras com mensagem social,
que se l�em nos jornais de m�sica?
Ora! Ele era negro, inv�lido, vivia numa casa de 20 andares,
e o elevador n�o funcionava?
Ah, funciona.
Tenho um pacote de bolachas, � quarta. Podemos...
- Vou andando. - Vamos l�.
- Amanh� falamos nisso. - Adeus.
"One more time", de Susan Sapphire, e esta semana subiu bem na parada.
� agora n�mero onze e prepara-se para chegar ao topo.
A seguir, n�o h� o notici�rio das 11h, devido � Greve Geral.
As not�cias est�o em greve.
Vamos, Susan, mostra o teu trabalho.
- Que fazes aqui? - Encomenda especial.
Tinha esta porcaria a bagun�ar o meu escrit�rio.
- Quer envergonhar-me? - Quero.
Aqui tem a conta.
S�o mais 200 libras do que o combinado.
Tive despesas bem grandes com o trabalho. Aceito em dinheiro.
Mando te entregar. Agora caia fora daqui!
- N�o �s o Chris Campbell? - Sou.
Sou o Danny Price. Sou agente de uma grupo novo, os Breaking Glass.
Estamos gravando a fita demo. Pensei mandar-lhe uma.
Mesmo? N�o consigo mexer-me no escrit�rio, com as grava��es.
Toma.
"Blackman."
Tomada 3. 1, 2 - 1, 2, 3, 4!
Acabou o tempo. Onde est� a vibra��o?
Temos de juntar os dois.
Parem de gravar agora. Venham ouvir.
- Ent�o, como correu? - Correu muito bem.
Quanto tempo temos mais?
J� n�o temos mais dinheiro.
Que fez � minha voz? Aumente o volume da voz.
N�o, � melhor assim, mais suave.
Espera a�.
N�o ou�o o sax.
Agora n�o ou�o nada, idiota.
Tem de ser mais estridente. � uma m�sica vibrante.
Cad� a guitarra?
Para que � esse bot�o?
� da bateria.
Sobe o volume, maluco. N�o consigo ouvi-la.
N�o gosto disto assim.
Espera a�!
- Est� melhor. - Est� muito melhor.
- Ouviu-nos? - O dinheiro?
Muito obrigado. J� chega.
Mas ainda n�o ouviu.
D� uma sacada. N�o � merda. � material novo.
Seja honesto.
Quando conseguirem um show, liguem. Sim?
Mas tem o monop�lio de todos os shows.
Temos sorte, se conseguir-mos banheiros com p�blico de primeira.
Marco-lhes um show no nosso bar.
J� ouvimos a grava��o. Agora desliga isso e sai.
Vou subir ao m�ximo, at� porem os fones e ouvirem!
Escutem!
Viemos de longe. Perdemos um dia de trabalho.
O m�nimo que podem fazer � ouvir!
Mandamos algu�m � seu show.
Agora saiam daqui!
Mandem entrar o pr�ximo.
� voc� a seguir.
Fora do palco!
Vamos embora daqui.
Os que marcaram o show apareceram?
Mandaram a secret�ria. Aquela ave ali.
- E ela, o que achou? - Bem louco, diz ela.
Traz os microfones. Vamos!
Fascistas!
Filhos da m�e!
Os putos n�o gostaram muito da m�sica.
S�o um bando de arruaceiros.
18 copos estilha�ados. 3 cadeiras partidas.
Pe�o desculpa. S� quero o dinheiro.
Sugiro que deixe a guitarra, para pagar parte dos preju�zos.
Sabia que jogaram bolas de bilhar nas privadas?
Lamento, mas sou agente da banda e eles querem o dinheiro.
Pensas que pago esse lixo a que chamas m�sica? Essa porcaria?
- Penso que tem de pagar. - A vadia da vocalista aos gritos?
N�o se meta com a vocalista, seu safado!
Sabes o que � isto? Pensas que � uma salsicha?
N�o � nenhuma salsicha. � uma arma mort�fera.
Sugiro que ponha a guitarra no ch�o.
Ou sai daqui com a cabe�a partida.
Vamos embora, Danny.
Ouviu o que a vadia disse? P�e isso no ch�o.
Danny... - N�o!
Agora, quero as minhas 30 libras.
Terry, pega a guitarra.
Desaparece!
O Danny precisa de apoio.
- Que fizeste ao caf�? - � ch�.
Vem c�. D�i de verdade.
Deixa eu apalpar.
Os malvados dos skinheads fizeram isso?
N�o faz mal.
O teu namorado sabe que est� fazendo isso?
N�o tenho namorado.
- Ora... - N�o tenho namorado.
A minha �ltima rela��o n�o acabou muito bem.
- O baterista? - Como � que soube?
Parece que voc� lhe infernizou.
Nada disso. Ele � que me infernizou. Como � que soube?
Devia doer?
� uma estupidez. � hora de voc� ir.
Ainda n�o bebi o caf�.
Quero dormir aqui.
Mora no fim da rua.
Mas l� fora est� um frio de rachar.
Preferia que fosses.
Queres que eu v� para casa?
J� � tarde.
Ent�o, est� bem.
Pode deitar-se no sof�, se quiser ficar.
J� me levantei.
Est� sempre a controlar as pessoas. Quer controlar sempre.
Boa noite.
Beba seu caf� e eu tomo meu ch�
E aqui sentada, tocando as calmas
Fico a pensar "O que for ser�"
Experimente agora esse tambor.
�timo!
Tem mesmo o toque amea�ador de um rob�.
N�o demoramos. � s� uma busca r�pida.
Ponham os instrumentos no ch�o.
Quero nomes e endere�os de todos.
Fa�a uma busca na casa.
� a mesma porcaria?
- Voc�, baterista! Como se chama? - Mick Fatal.
- Como se chama? - Michael Leith.
V� o cadastro do Michael Leith. Pe�a o endere�o.
Sei o porque disto. Foram ontem ao bar, depois de sairmos.
Como se chama?
Quero saber o que se passa.
- Nome. Nome e endere�o. - N�o me lembro.
N�o quero dar essa informa��o.
O nome, por favor.
Daniel William Arthur Price.
Decerto temos uma grande ficha a seu respeito, Mr. Leith.
C�us! Embirram sempre, nunca me deixam em paz.
De onde vem este equipamento?
- Comprei-o. - Tem recibos?
Estou dizendo a verdade. Comprei.
Vou ao Centro de dia contar tudo ao Sr. Grey.
Disse que se embirrassem comigo, para ir l�.
- Que disse? - Estou s� avisando.
Que neg�cio � este? Um lar de atrasados mentais?
Ele n�o tem nada.
Conseguimos os shows,
mas queremos um rendimento razo�vel sobre o nosso investimento.
Est�o a brincar?
Queremos os direitos de grava��o dos pr�ximos tr�s anos.
S�o os termos legais do contrato.
Tr�s anos? V�o dar uma volta.
- J� leram isto? � quase feudal. - O que � feudal?
Dois anos, e nada menos. � a nossa oferta.
Eles que recebem, se arranjarmos shows bons.
Est� bem. Dois anos.
Temos 40 minutos para pegarmos tudo e irmos para a esta��o.
A maldita van avariou-se. O tream das 11.40 � o �ltimo, vamos.
O qu�?
N�o digas o "qu�". Pega no sax, mete no saco, e toca a andar.
N�o, gostei. Foi um grande show.
Quanto � que nos pagaram?
N�o sei, um cheque el�stico, 80 libras a menos.
Est� � espera do chefe da caravana? Mexe esse traseiro!
Est� indo. Kate...
Vamos, ande.
Acho que gostaram de n�s.
Sai do caminho, sen�o levas a baqueta na cabe�a.
- Danny, trouxeste o Duck? - O qu�?
N�o digas "o qu�". Trouxeste o Duck?
Vamos para Londres.
Saiam, v� l�.
- N�o � o das 11h40m? - � o das 11h40m. Fora.
� o das 11h40m, mas n�o vai sair.
- Qual � a tua? - Estou em greve. Estamos.
Mas � noite de Natal.
Eu sei. Os guardas vieram apoiar os engenheiros, num gesto solid�rio.
Vamos saiam da�.
Vamos entrar.
Quero l� saber.
Mas s� sai outro comboio depois do das 11h40m.
Que se danem! Feliz Natal.
Dan! H� pratos, facas, garfos, e tudo.
Olhem s�! Temos uma torradeira!
Temos uma cozinha!
Vou inspecionar o lugar de dormir.
Boa noite.
Onde vais?
Boa noite.
Feliz Natal.
Deus te aben�oe, minha filha.
Feliz natal. - Obrigado.
Venha, irm�. Tenho uma confiss�o a fazer-lhe.
Estou gelado!
N�o. Se bebo mais brandy, caio do beliche.
Empresta-me o cobertor? Estou com frio.
Por que n�o vem pra c�?
Fico com o seu casaco e tu ficas com os meus cobertores.
N�o, vem tu pra c�i. � mais f�cil.
- N�o, vem voc�. O ar quente sobe. - N�o h� ar quente.
Eu ajudo-lhe.
- Feliz Natal. - Feliz Natal.
Que te parece? Foi um ano bom?
N�o foi muito mal. N�o conseguimos muito.
N�o conseguimos nada.
Achei que os maquinistas estavam em greve.
Talvez uma das freiras esteja numa farra.
Isto n�o � excitante?
Sabe? H� s�culos que esperava por isto,
e agora que o sinto, � diferente.
Vamos casar.
- N�o, ent�o vamos s�... - Passar a noite no beliche?
Ou apenas transar, se quiser.
Podia estragar a nossa rela��o.
N�o. Tenho tudo em ordem na minha cabe�a. E na minha maneira de ver.
N�o estraga a nossa rela��o profissional.
- Assusta-me um pouco. - Assusta?
N�o tem de ter medo. N�o sabs o que penso de ti?
Gosto muito de ti.
Tamb�m gosto muito de ti.
"Bebes o caf� e eu tomo meu ch�"
" E aqui sentada, a tocar as calmas"
" Fico a pensar 'O que for ser�' "
"� tarde"
" E imagino se vai ficar 'Fica, fica' "
"Ou se, delicadamente, diz s�, boa-noite."
Esperem! Tem algo errado.
Sim, a guitarra est� desafinada.
Que disparate! Como sabes que a guitarra est� desafinada?
S� digo que a tua guitarra est� desafinada.
- Dave, a viola est� desafinada? - N�o, est� bem.
Ent�o, agora sou surdo?
Danny, porque n�o vai fazer qualquer coisa �til?
Arranja aparelhagens decentes, e um lugar para ensaiarmos.
Precisamos de um contrato para gravar um disco.
N�o estamos nessa de contratos para discos.
Claro que estamos. N�o fa�o isto por divers�o.
Assinar contratos, faz parte da engrenagem.
N�o alinho nisso.
Se n�o arranjarmos shows decentes e ganharmos algum,
- a banda desfaz-se. - Ele tem raz�o. Sabes isso.
Preciso de uma bateria nova.
- Que quer? - Trouxe-lhe um presente de Natal.
Esqueci-me de lhe trazer no ano passado.
Aqui. Susie Sapphire.
Aqui tem outro.
Vai embora.
Pensei em trazer uns amigos da imprensa,
porque eles interessam-se pelas suas t�cnicas de promo��o.
Que acha? O vermelho ou o amarelo?
S� dois minutos, Chris.
Aqui est�, o show, 4�, na Music Machine. Apare�a.
E traga junto a caixa de surpresas.
At� l�.
E tome bem conta deles, tenho mais alguns.
Resumo das principais not�cias.
A primeira Ministra fez um apelo aos Sindicatos,
para aceitarem maior disciplina e controlo,
e combater a anarquia pela for�a, se necess�rio, disse ela.
Os lucros das principais empresas desceram mais de 30%,
refletindo a atual crise econ�mica.
S� o Mercado Discogr�fico revela sinais de estabilidade.
� mesmo o palco da fama.
Sentimo-nos humildes por estar aqui.
- Que aconteceu ao Snot? - Foi comido pelo pap�o.
J� apareceu algu�m?
Est�o umas duzentas pessoas l� fora.
Algu�m da gravadora?
N�o esquenta. Falei com uns velhos contatos.
Est�s demais!
Sente-se bem?
Tem cabelos na boca. At� logo.
Estou espantado contigo!
Quando foi a �ltima vez esteve aqui? 1967?
1969. Tenho saudades de usar o "kaftan".
Merda!
Mato aqueles caras dos Sindicatos!
Vamos!
Vou embora!
N�o, espere a�. Pode ser um truque, para chamar a aten��o.
Voc� � cheio de surpresas, mas ainda � mais cheio de merda.
Pode haver um pouco de ordem?
Ordem, por favor.
Nunca viram um corte de energia?
Volto j�. Tenham calma.
Tenham calma, eles j� voltam a tocar.
Isto � para animar.
Cretinos!
Gra�as a Deus acendi esta.
Quem precisa disso?
N�o � preciso eletricidade.
"Quem precisa disso?"
Estou nesta.
Voc� est� nesta, e eu estou nesta.
- Estupendo! - Obrigado.
Espantoso. Podemos tocar a semana toda.
Acho que � material esquisito. � mesmo esquisito.
- S�o can��es an�rquicas. - An�rquicas?
N�o s�o an�rquicas?
N�o se considera anarquista?
De certa forma.
O que � an�rquico, pra voc�? Sei o significado para mim, e pra voc�?
O Mick � um anarquista perfeito, n�o �?
V�, Mick d�-lhes uma amostra.
Desapareceu!
Vou tentar definir o que entendo por anarquista.
� aquele que n�o acredita nos governos.
Aquele que acredita na express�o das pr�prias ideias, na autonomia.
O que nos leva para certas express�es usadas nas tuas letras.
Sim, continua.
N�o h� hip�tese de conseguir tempo de antena na r�dio,
para uma can��o com a palavra "traseiro" na letra.
- Ah "traseiro", n�o? - N�o.
Boas Festas! Tome, aqui tem outro.
Cremos que "Big Brother" ser� um poss�vel sucesso,
quero dizer um grande sucesso.
Eu, o Chris e o nosso produtor, discutimos muito o assunto.
Ele sugere talvez "n�degas".
N�o sei o que acham da sugest�o.
Sen�o, sugerimos que substitu�ssem "dar-lhe um pontap� no traseiro"
pela express�o "dar-lhe um murro no nariz".
Assim, passa para "dou-lhe um murro no nariz, nariz, nariz".
Talvez n�o seja uma boa sugest�o.
Deixo as letras ao seu crit�rio.
Tem uma grande batida.
Desculpem. D�i-me o nariz de estar aqui sentado.
Vamos falar a s�rio.
- Que h�? - Produtor.
N�o temos. N�s � que tratamos disso.
Experimentamos um tempo, logo se v� como corre.
Fiz a lista de shows de rua, com�cios e eventos pol�ticos agendados.
Julgo que � essencial participarem em alguns.
Ah, sim?
H� um com�cio anti-fascista e uma concentra��o anti-plut�nio
em Trafalgar Square.
Mas obrigat�rio � o Rock Against 1984 em Notthing Hill, no pr�ximo m�s.
N�o querem perder isso.
Nem por sonhos, camarada.
Podem esperar um instante? Vou j�.
Gosta da letra?
� um disparate dizer isto,
mas esta m�sica, �s vezes, d�-me dor de cabe�a.
Sei apreciar, mas h� ocasi�es em que sinto a falta do John Lennon.
N�o � a m�sica que d� dor de cabe�a, � ele.
H� uma nova classe de gente, que entram neste meio,
que se fazem de espertos, como se isto fosse uma selva.
� uma gente muito desonesta.
S� atuam de forma agressiva.
Querem � dinheiro, mas n�o t�m coragem para enfrentar.
Ele contou-me que trabalharam juntos.
Um erro tremendo da minha parte. Um pegajoso.
N�o resiste muito.
"Top of the Wheel" dos Breaking Glass,
subindo rapidamente para o n� 14 da tabela,
e podem v�-los esta tarde, no Rock...
N�o, n�o quero isso a�. N�o quero isso aqui nesse carro.
Quero aqui os Breaking Glass, n�o � a Overlord Records.
O tipo do cabelo encrespado. N�o o queremos aqui.
Salta da�!
� completamente rid�culo.
Que farsa! � uma grande palha�ada! Temos ali oito grupos!
J� decidimos. Vamos cair fora.
N�o v�o. Basta um pouco de m�sica para mudar tudo.
Estamos fartos. Vamos embora.
N�o v�o. Se forem, s� se prejudicam.
Deixem passar.
Fiquem mais um pouco.
Vira as costas � luta, Danny.
� a banda.
Vamos embora, � isso que estamos fazendo.
Eu vejo que v�o embora, idiotas.
N�o nos chame de idiotas. Quer ir a p� para casa?
Vejam s� a multid�o!
Vamos pelo outro lado.
V�o pelo outro lado.
For�a com o "Blackman".
Negros!
JOVEM MORTO EM DESORDEM NUM SHOW DE ROCK.
'Bebes o caf� e eu tomo o ch�'
'Aqui sentada, a tocar as calmas'
'Fico a pensar 'O que for ser�' '
'J� � tarde'
'E imagino se vai ficar 'Fica, fica' '
'Ou se, delicadamente, Dizes s� "boa noite"'
'Chego-me um pouco a ti sem saber o que fazer'
'Sinto-me desajeitada'
Posso tratar de lhe arranjar uma cl�nica, que acha?
Descanse. N�o precisamos falar nisso agora.
Para ajudar a dormir
receito-lhe uns comprimidos muito fracos, triptazol.
Precisa s� descansar.
S� precisa disso. Sr. Campbell est� perto?
Est�, mas gostaria que se mantivesse em contato comigo.
Eu � que cuido dela.
- Muito bem, cuide dela. - A porta � aqui.
Leram os jornais. Ouviram o que todos dizem.
Gente de Liverpool, Birminghan, Glasgow, todos querem ouvi-la.
Se a Kate n�o o faz agora, enquanto tem esta for�a,
arrepende-se para o resto da vida.
Ansiedade, depress�o, todos sofremos disso, mas...
posso dar uma sugest�o?
Arranjamos outro c�rebro. Um produtor que a Kate aceite.
N�o h� nenhum.
S� o Bob Woods.
- Bob Woods? - Isso a�!
Ent�o, que seja o Bob Woods, e vamos acabar o maldito �lbum!
Ela est� exausta.
Danny, todos estamos preocupados com o estado da Kate.
N�o preciso dizer isso.
Mas temos de lan�ar o �lbum.
Este entusiasmo n�o se repete. Esta energia ps�quica n�o volta.
� este o grande momento. Lamento.
Vou para casa.
Se ele fizer cagada, n�o somos obrigados a nada.
N�o se deixe assustar por ele.
Vou pelo jardim.
Que jardim bonito!
N�o quero me envolver nesse assunto.
Mas tem de conhecer o cara.
Vou conhec�-lo, tudo bem.
- Que se passa? - Que h�?
O que �?
Estou bem.
Estupendo!
� muito parecido com esse New Wave.
N�o sei.
� ela?
Acho que ela tem talento. Mande-a entrar.
Bob, � a Kate e o Tony.
Ol�, Kate. - Ol�.
Sentem-se.
Gosto muito de algumas das suas can��es.
O Danny contou-me a sua recente experi�ncia.
Lamento muito.
De certa forma, tivemos quase percursos id�nticos.
Perdi uma pessoa muito querida h� pouco tempo.
Lamento.
Soube que escreveu uma coisa nova h� duas semanas.
� uma can��o com pouco ritmo.
Importa-se de cantar para mim?
- Posso usar o piano? - � vontade.
Quando vi o teu rosto numa foto
Chorei tanto, quase ri
Foi incapaz de perguntar Por qu�?
Viveu um pouco, chorou um pouco e morreu
Quem escreve a can��o, as palavras, a melodia
Diz o que parece bem E o que parece mal
Escreve a can��o, Canta a melodia
Diz o que parece bem, e o que parece mal
Teria agarrado o teu olhar, mas senti as m�os presas
Era a verdade, ou eram mentiras
Muitas verdades dizem-se brincando
Quem adivinhasse, Acreditasse
Merda! Que pieguice!
N�o estou aqui a fazer nada.
Kate, � in�til eu estar aqui.
Vou embora.
� mesmo esquisito.
Estupendo!
Dev�amos fazer um v�deo desta can��o.
Vou tratar disso.
Pod�amos entrela��-la com raios laser.
N�o podemos fazer um v�deo desta. N�o entra o saxofone.
E que interessa o sax?
A ideia do laser � muito econ�mica. Conhe�o um cara que trabalha nisso.
N�o, tubos de n�on. � s� isso que temos.
Uma floresta de tubos de n�on.
Espera! Cortem o playback.
�timo!
N�o est� satisfeita?
� bom voltar a cantar.
� a melhor droga do mundo.
Todos gostam de voc� aqui no est�dio.
Kate, vestes o casaco?
Que tens, Danny?
N�o gostei do video. Estava p�ssima.
- Amanh�, falamos nisso. - N�o.
N�o quero falar agora nisso. Apanhei uma constipa��o,
estou cansada, quero ir para a cama pensar.
Que voc� � demais?
� isso que pensa?
Ainda bem, porque eu sou o que sou.
Sim, j� n�o � o que eras.
Quando te conheci, n�o passava de um tranqueira
e de repente ganha uma nova integridade,
e vem me dizer o que devo fazer.
� melhor ser eu a dizer-lhe do que o Woods.
Quer ficar como ele? � esse o caminho que segues.
Primeiro, olha-me como um �dolo, depois me rebaixa.
As coisas n�o s�o assim claras.
N�o � voc� falando, � o Woods.
Ele est� a transformar-lhe em qu�? Uma psic�loga?
As pessoas n�o param no tempo, nem a m�sica.
Continua a falar como o Woods.
Posso perguntar quanto � que o Danny lhes paga?
Recebemos 80 libras por semana, cada um.
Paga outras despesas, hot�is...
O Danny � um espertalh�o.
� um bom agente.
Come�a-se por fixar tabelas e j� n�o se passa disso.
H� um problema qualquer com o Danny, n�o sei bem o que �.
Estou a ser inoportuno.
Se continuo assim, ainda estrago a turn�.
Que se passa?
O Tony e o Dave queixam-se que querem mais dinheiro.
E um equipamento melhor.
J� gastamos metade do adiantamento sobre o disco.
Aceite o meu conselho. Controla-os bem e o dinheiro.
A� tens o baixo, volta para o palco, eles est�o a pedir mais uma.
N�o ouvimos nada do que tocamos.
O som � p�ssimo.
Parece bom do lugar onde estou. � dos monitores.
O que voc� sabe de monitores? Trabalhamos com merda.
� o mesmo equipamento que sempre usamos.
Costumavam gostar do som genu�no.
H� uma diferen�a entre som genu�no e som de merda.
Vai perguntar � Kate.
Eu pergunto � Kate. � o que vou fazer.
Acendam as luzes. V�o voltar a tocar.
Queria falar a s�s, por favor.
Tenho uns assuntos a falar com a Kate.
Eu disse a s�s.
O que �, Danny?
Quero que leves a banda para o palco e que toquem outra vez.
O teu sistema de som � um monte de lixo.
N�o falava contigo.
Falava com a Kate, de quem, por acaso, sou agente.
A Kate � uma cantora de rock, canta de todas as maneiras.
Est� querendo transform�-la numa maldita deusa.
Pelo amor de Deus, Danny!
No futuro, se quer falar de trabalho n�o fale com esse idiota.
Fala de trabalho comigo.
- Calma, Danny. - Desaparece.
- � melhor ir embora. - Embora? Vai voc�!
Pratiquei Wing Chun durante 15 anos.
Sou cintur�o negro de Karat�.
Digo-te s� para sair.
N�o me venha com essas merdas.
N�o lhe serve de muito contra uma garrafa pelo ar.
Experimente.
Agora, sai.
Tenho uma boa not�cia para todos. Demito-me.
Demito-me, porque voc�s n�o prestam.
Devias falar com a Kate sobre isso.
Se ficamos com o Danny, perdemos o Woods.
N�o, lamento, mas gosto de ser franco.
O Danny n�o t�m experi�ncia.
Sei que n�o temos experi�ncia, mas o que conta � o agente.
N�o quero continuar ligado a um bando de filhos da m�e.
Que n�o confiam em mim, e que pensam que sabem tudo.
Por isso, n�o confio em voc�s.
E tamb�m n�o confio em voc�.
Parem o �nibus.
Parem que quero sair, volto para Londres.
Danny, deixa de ser est�pido.
Que se passa com o rock and roll?
Estou cagando para o que queres. Sai.
- Eu pago. - Sim, paga e sai.
Eu pago para ouvir.
Olha para aquilo!
Deixe-o, � a "�rea dos n�ias".
Ent�o, deixou a banda?
Estava tornando-se uma pieguice.
S� ficava ali sentado a tocando ton-tons.
Isto aqui � demais.
O meu pal�cio de metal. At� j� tirei licen�a de m�sica.
Como � que ela est�?
N�o est� muito bem. Est� s� o p�.
Gasta a energia toda nos shows.
Leva picadas no traseiro, para se aguentar.
Que se passa aqui?
Est�s bem, Ken?
Pare de fazer palha�ada, Dave.
D�em-lhe a droga.
N�o tem gra�a nenhuma. D�em-lhe a droga.
Toma. Aqui, n�o.
Vai chapar-se na rua.
Filhos da Puta!
N�o precisamos dele.
H� dezenas da saxofonistas por a�,
que n�o andam se chapando toda a hora.
A quest�o n�o � essa. Ele faz parte do grupo.
Grupo? Ela est� sempre a falar do grupo.
Faz um favor a si mesma, Kate. Corre com ele.
"Come into the air" � o �ltimo single de Kate Crowley,
com o selo da Over Lord.
Kate est� aqui no est�dio, para responder �s suas perguntas.
� a convidada indicada para este programa,
em que nos interessam os artistas que denunciam algo nas suas can��es.
Kate denuncia sempre algo ao cantar temas como "Big Brother" e "Blackman".
E a primeira pergunta vem de...?
Anita Price.
Eu e os meus amigos temos todos os seus discos
e quer�amos saber se a sua m�sica progride na mesma linha,
ou se est� se afastando da New Wave?
Por que faz essa pergunta?
Porque gostamos da m�sica e ela mudou muito nos �ltimos meses.
Sim, claro que mudou.
Era capaz de cantar temas de outros, se escrevessem coisas para voc�?
Acredita naquilo que canta?
Acredito. Que quer dizer com isso?
Ela quer saber se acredita naquilo em que canta.
Claro que acredito. � uma pergunta est�pida.
Ou quer apanhar-me num descuido?
S� quero saber por que mudou a sua m�sica.
Caminhamos para 1984. Est� acontecendo.
A m�quina � que comanda. Os chips de sil�cio.
� sobre isso que agora quero escrever.
A pr�xima pergunta � de David Wilkin.
Mas as empresas discogr�ficas escolhem o que faz.
S�o elas que controlam os seus trabalhos, n�o � Kate?
As empresas discogr�ficas n�o controlam o meu trabalho.
Eu � que controlo o que canto. Elas tentam mas eu � que controlo.
Eu!
O pr�ximo ouvinte.
J� est�s liquidada.
Fingiu que era uma coisa,
mas na verdade s� te interessava a tua carreira.
Danny, � voc�?
Est� cheia de merda.
� voc�, Danny? Danny?
Poser!
Est� cheia de merda.
Tem visto a Kate?
N�o me misturo com estrelas de rock.
Voc� saiu em mal momento.
Para a Kate, o Mike e para mim. Podia ter sido bom.
Ela quis o Woods como n�mero um.
A banda quis o Woods como n�mero um.
N�o sou ignorante.
Quando as coisas se complicaram voc� n�o aguentou.
Ferrou todos n�s.
Est�vamos muito ligados.
Para mim, n�o foi o bastante. N�o gosto que me tratem mal.
Achava que entre voc� e a Kate havia alguma coisa.
E havia. At� ela mudar.
Talvez, mas podemos sempre come�ar de novo.
N�o, n�o podemos. Ela � que quer controlar.
Voc� � que tem de controlar. � isso que quer dizer.
Sim, � isso que quer. Talvez tenhas de ser o n�mero um.
� verdade o que dizem os jornais? Que se vendeu?
O governo confirmou hoje que vai criar medidas,
para dar mais poder � pol�cia no combate � agita��o civil.
E para mudar de disposi��o, Kate and Breaking Glass,
no seu show hoje no Rainbow.
Consta que Kate est� a criar um novo estilo.
Queremos a Kate!
Queremos a Kate!
N�o vou entrar.
Trouxe-lhe o m�dico, Kate. Ele j� trata de ti.
Vem c�, Kate. S� quero ver como est�s.
Vem c�, n�o seja est�pida.
N�o quero entrar.
Vamos Kate. Isso mesmo.
Segurem-na bem.
Quieta. � s� uma inje��o.
Vamos, Kate.
Filhos da m�e!
Quase tive de matar, para entrar aqui.
Trouxe-lhe um presente.
Um presente bonito, � teu.
Porque sei que nunca vai para lugar nenhum sem ele.
Se n�o se importa...
At� breve.
Que faz se eles acendem a luz
Fechas o cora��o e eles roubam-te a vista
a cegueira, estendes a m�o, toca o solit�rio com afeto
Os seus dedos de gelo congelam-te os ossos
Que fazes se o gato te come a l�ngua
N�o podes dizer Est� tudo mal
Move os l�bios ao telefone sem sa�rem palavras
Ningu�m atende, n�o est�o em casa
O que est� feito, est� feito
E n�o serei eu
Que ficarei desesperada, im�vel
Resignada com os "e se"
Ei-de erguer-me e correr
Saltar at� tocar o sol
Porque n�o serei eu
Que ficarei presa aos "e se", "e se", "e se"
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