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Zulu
O T R A I D O R
Se manda.
Willie, 6:30.
Willie.
J� ouvi.
Medo do palco, Willie?
Saindo.
Vamos.
Seu �ltimo endere�o � 77 A Etton Grove, South Norwood?
Sim, senhor.
� verdade, Sr. Parker, que por tantos anos
ganhou a vida com uma carreira criminosa?
Sim, senhor. Lamento admitir.
Tarde de 23 de setembro de 1971.
Roubaram a ag�ncia do Barclays Bank em Beavers Road, East Dulwich.
- Teve partipa��o nisso, Sr. Parker? - Sim, senhor.
Quem eram seus c�mplices?
Hopwood, Riordan, Fellows e o Sr. Corrigan.
O que cada um fez?
Como?
Eu fiquei no carro.
Lenny, Jimmy e Jeff entraram no banco.
E Corrigan?
- Pegou o dinheiro. - Tudo?
- N�o. - O que repartiriam, certo?
Sim.
- Mas Corrigan recebeu mais. - Exato.
- Porque ele era o mentor da opera��o. - Sim.
Sabe, o Sr. Corrigan...
- Sim, era o c�rebro. - Manh� de 25 de outubro de 1972.
Assalto na van blindada em Peckham High Road.
Um guarda foi ferido. Voc� participou?
Sim, senhor.
E Riordan, Fellows e o Sr. Corrigan.
- Hopwood n�o? - N�o, senhor.
Lenny estava gripado naquele dia.
Ou estava com medo.
Quem atirou contra o guarda?
Foi Riordan.
Finalmente, Sr. Parker, vou perguntar isto:
Ao concordar em confessar, voc� foi influenciado
por promessas de imunidade no julgamento
ou tratamento especial nas m�os da pol�cia ou do tribunal?
N�o, senhor.
Eu estou confessando porque achei que deveria.
- � a coisa certa. - Ok, Parker. Sente-se.
Obrigado, merit�ssimo.
N�s nos encontraremos novamente
N�o sei onde
N�o sei quando
Mas eu sei que nos encontraremos
em um dia ensolarado
Continue sorrindo
Como voc� costumava fazer
Porque eu sei que vamos nos encontrar novamente
em um dia ensolarado
N�s nos encontraremos novamente
N�o sei onde
N�o sei quando
Mas eu sei que nos encontraremos novamente
Em um dia ensolarado
10 ANOS DEPOIS
Sr. Parker!
Sr. Parker!
Juan!
V�.
Vamos.
Posso abrir a janela?
J� � o suficiente.
Obrigado.
Desculpe, Sr. Braddock.
Sr. Braddock?
N�s nos encontraremos novamente
Em um dia ensolarado
T� rindo do qu�, seu idiota?
- Como? - N�o estaria sorrindo, se soubesse.
Se eu soubesse?
Ele acha que eu n�o sei.
Se eu soubesse...
Onde est� o Sr. Corrigan? Em Londres?
Voc� tem algum barco escondido?
N�o. N�o tem.
Vamos viajar para o Norte.
N�o, vamos � Fran�a cruzando o mar.
Esse � o seu �nico problema, eu acho, ficar sobre a �gua.
Corrigan n�o est� em Londres. Ele est� em Paris.
- Myron. - Desculpe, Sr. Braddock.
Myron. Que nome estranho.
Myron.
Ent�o, Paris.
Onde pretende atravessar a fronteira?
Algum lugar tranquilo, hein?
Uma vez na Fran�a, chegar a Paris
�s 6:00 da manh�?
Duas palavras com Corrigan e ent�o...
adeus, Willie.
O carrasco.
E seu assistente.
Muito engra�ado, n�o �?
N�o �?
- Vou dizer-lhe algo que li uma vez, Myron. - Voc�.
Parker, Sr. Braddock.
Willie Parker.
Voc�...
- Cala a boca. - Voc� tem pr�tica, n�?
Est� famoso.
Ah, pobre e velho Juan.
Foi atropelado no departamento.
- Eu senti o golpe. - Quem?
Juan Velazquez, um policial.
Eles t�m o n�mero da placa do carro.
Querem prender e oferecem uma recompensa por informa��es.
- Espere, um policial? - Ningu�m nos avisou.
Uma nova atribui��o, devido � sa�da recente de Corrigan.
- Policial espanhol? - Guarda civil.
Mentira, Sr. Braddock, est� mentindo!
Por que eu faria isso?
Quer nos deixar nervosos.
Tome a primeira sa�da.
Fa�a isso.
N�o h� sa�da!
N�o tem problema nenhum, Sr. Braddock.
Os policiais espanh�is apenas observar�o.
N�o �?
Vamos acabar com ele aqui.
� um lugar t�o bom quanto qualquer outro.
Vamos sair deste pa�s.
Vamos pegar outro carro.
Sim.
- Preste aten��o, em primeiro lugar. - Cale a boca!
� arriscado?
- N�s vamos para Madri. - Para Madri?
Madri.
Merda!
Cale-se.
Vou voltar para o carro, certo?
- Ele est� tramando. - O que voc� fez?
Sim, eu sei.
- Ele est� tramando alguma coisa! - Calma.
Calma.
- Onde, Sr. Braddock? - Esquerda.
Faz tempo que fui a Madri.
Que beleza.
Oi, querida.
Merda.
Eu o conhe�o, n�o �?
Mitchell, certo?
N�o.
Claro que �. Tony Mitchell.
Mitch.
Voc� se lembra de mim? Harry? Roma.
Voc� se lembra. Harry.
O que voc� est� fazendo aqui?
Bem, peguei emprestado o apartamento.
Mas calma, Mitch. Bruno sabe.
Bem, na verdade, ele n�o sabe.
Ele me deu as chaves h� dois anos atr�s.
Eu tive que deixar o lugar onde estava a toda velocidade.
E eu pensei que Bruno n�o se importaria.
- N�o estava esperando ningu�m. - Sim, claro, por que deveria?
Por isso a arma.
Sim, eu entendo. Voc� faz uma visita de cortesia.
Voc� imagina que o lugar est� vazio
e h� um cara dentro.
� natural.
Se voc� estiver carregando uma arma.
N�o importa, faz sentido.
Eles s�o australianos.
Eu os trouxe.
Meu nome � Harry. Este � Mitch.
- Mas voc� �... - N�o.
Nomes n�o importam.
Tr�s amigos de Bruno. Somos todos amigos de Bruno.
O bom e velho Bruno.
Como vai voc�, Mitch?
Meu nome � Willie Parker.
Voc� provavelmente j� leu sobre mim no jornal.
Filho da puta.
Eu n�o ouvi isso, Mitch. Est� brincando, certo?
Juro que n�o ouvi o seu nome.
- Willie Parker. - Cale a boca.
- O que voc� quer? - Eu n�o quero nada, Harry.
Est� trabalhando. Eu n�o sei de nada.
Eu n�o li o jornal. Vou queimar.
N�o, olhe. N�o fa�a isso!
Maggie, encontrei alguns amigos.
Bons amigos.
Meu querido amigo, o Sr. Mitchell.
E h� outros amigos.
Ol�.
N�o atenda chamadas para mim.
Por que n�o tomamos uma cerveja?
Uma cerveja gelada. Enquanto conversamos.
- Uma cerveja, Sr. Braddock? - Claro.
Ent�o n�s resolvemos isso.
- Ele n�o quer. - Esque�a o passado.
Maggie, tr�s cervejas. R�pido.
Sentem-se. Fiquem � vontade.
O nome dela � Maggie?
Magdalena Maria Victoria Morales.
Bonito, mas muito longo.
Eu a chamo Maggie.
Est� comigo h� um ano.
O melhor ano da minha vida.
Quantos anos voc� diria que ela tem?
Sua idade n�o importa.
19.
16, talvez?
15?
Nada mau para um velhote, n�o �?
Voc� pode se perguntar o que ela v� em mim.
Dinheiro, � claro. Mas h� algo mais.
Algo mais profundo.
Quando a conheci, vivia mal.
Vagando pelas ruas.
Me disseram que era de boa fam�lia.
Seu irm�o � padre.
Mas voc� sabe.
Morte, desastres, maus investimentos.
Era uma princesa na colina.
Acabou trabalhando em um bar.
Esta � a Espanha.
- Por que voc� n�o fica quieto? - Eu n�o consigo.
Sabia que eu morava em Madri?
Mitch e eu �ramos amigos em Roma.
Ele ajudou alguns dos meus companheiros a resolver um problema que eles tinham.
Voc� sabe como �.
�s vezes voc� complica a vida.
Bem, Mitch chegou um fim de semana e resolveu tudo.
- Obrigado. - De nada.
Vai deix�-lo aqui, Mitch?
Chaves do carro?
Na garagem, Mitch.
Eu usei o carro um pouco.
Pensei que Bruno ficaria feliz por funcionar o motor de vez em quando.
Se voc� quiser o carro, � s� pedir.
- Traga-o aqui. - Ok.
Est� trazendo, Mitch. � um Mercedes branco.
Eu j� sei.
O carburador est� falhando. Eu ia arrumar, mas n�o o fiz.
Voc� vai agora. � uma vergonha.
Madri � fant�stica.
V� em frente.
Eu n�o mere�o isso, Mitch.
Voc� gosta...
- Da garota? - Maggie?
Sim.
Sim. Muito.
Quero dizer, ela tem um temperamento infernal.
Mas nos entendemos.
Eu acho que finalmente tive sorte.
Posso lev�-la, Harry?
� o melhor que posso fazer por voc�.
Bem.
Bem, vou me calar. Isto �, com certeza.
Obrigado, Mitch.
Quanto tempo voc� vai mant�-la?
Ela vai ficar bem. � uma boa menina.
Eu acho que eu apenas estava no lugar errado na hora errada.
Sim.
V� buscar a menina, n�s a levaremos conosco.
- S�rio? - Voc� acha que... - V� busc�-la!
As malas.
Diga a essa puta que se apresse.
E se ela n�o se comportar, eu vou ficar muito irritado.
Acho que entendeu.
Bom.
Tenho certeza que o amor triunfar�.
Mesmo com uma recompensa.
Espere.
- Sr. Braddock? - Espere.
N�o falei pra eles, Mitch.
Eu n�o tive tempo.
A recompensa � boa.
Voc� tem que ter cuidado.
Quer uma bebida?
Vamos assistir o jogo?
Este � o meu time.
Hawthorn.
Eles est�o perdendo.
Tudo bem?
Coitada, est� aterrorizada.
N�o se preocupe. Est� em boas m�os.
Ela n�o entende o que eu digo.
- Posso traduzir. - N�o.
� muito bonita, hein?
Um desperd�cio para um australiano.
Posso ensinar um pouco de ingl�s.
- Voc� fala ingl�s? - O qu�?
Ingl�s. Voc� fala um pouco de ingl�s?
Ah, sim. Ingl�s...
"Fair dinkum."
"Jesus."
"Eu estou com frio."
Viu isso?
Eu acho que ela gosta de mim.
Espere aqui.
Fora. Vamos. Fora.
- Vamos. - O que est� acontecendo?
O que voc� est� fazendo?
O que voc� acha?
N�o pode lev�-la conosco e n�o podemos libert�-la.
Mas o que aconteceu com Harry? Ele vai falar.
Harry est� morto.
O qu�?
Ent�o, n�o precisamos dela.
Saia de perto dela.
Leve-a para o carro.
Ele devia ter matado os dois juntos no apartamento.
N�o sei.
Deve ser um trabalho r�pido e limpo.
Australianos, mulheres.
N�o � culpa dele, foi um acidente.
Sim. N�o pode haver acidentes.
Vacilou.
- Mas eu nunca vacilei. - Bem, eu estou contando com isso, filho.
Entre.
Est� tudo bem, Sr. Braddock?
Estava tentando me enrolar.
Eu disse a ele.
Cale a boca.
N�s vamos cuidar dela mais tarde, hein?
Quando ficar escuro.
Tem certeza que devemos lev�-la?
Poder�amos solt�-la em um lugar calmo.
Eu n�o vou amaciar.
Ela me viu.
Tudo vai ficar bem, certo?
Claro.
Eu n�o entendo o que ela diz.
Ela quer parar.
Fazer algumas compras.
O qu�?
- Precisa de roupas novas. - Por qu�?
Ela teve um pequeno acidente l� atr�s.
Deus.
O que fazemos, Sr. Braddock?
Pode n�o ser muito confort�vel.
Eu n�o quero sentar ao lado dela.
Acho que devemos parar.
- Tamanho 10. - Obrigado.
- � o melhor que pude encontrar. - Ok.
Acho que devemos encontrar uma lata de lixo ou algo assim.
Isso pode ser um erro.
Poderia dar uma pista.
Eu n�o sei o que est� errado com ele.
Eu disse que entendia de carros mas n�o completamente.
Bem, n�o muito.
Voc� me deixa tentar?
- Voc� tem um carro? - Dirigi um.
- Cale a boca. - D� a partida.
Mais uma vez.
Ok. D� um tempo.
Alguns minutos, Sr. Braddock.
At� agora tudo est� indo bem, hein?
Agora, Myron!
Bravo, Willie.
- N�o conhece 'muito obrigado'? - N�o, mesmo.
Eu quero uma cerveja, Sr. Braddock.
Bem, uma cerveja para todos.
Quatro cervejas.
Quatro cervejas.
Quatro cervejas.
Quatro.
Senhor.
Senhor!
Que alegria!
Este pa�s nunca termina.
N�o h� outro.
Como existem tantos castelos?
� a rota dos invasores.
Eles cruzaram as montanhas. Os romanos, gauleses, Napole�o.
- A passagem de Roncesvalles. - O qu�?
Eles lutaram contra os sarracenos aqui.
- Quem? - Roland e Olivier.
Antigos cavaleiros, Myron. Grandes guerreiros.
Grandes l�deres.
Grandes amigos.
Eles lutaram juntos e morreram juntos.
Em Roncesvalles.
Por que voc� fez isso, Willie?
- Por que delatou? - Eu n�o podia voltar para a cadeia.
Ent�o me ofereceram esse acordo.
Que neg�cio. Era um bilhete para o Canad� e depois adeus.
Era o perd�o para uma vida.
Uma grande proposta.
Senti pena dos meninos.
S� por eles.
Isto � melhor do que a cadeia.
Isto?
Isso n�o � nada!
Seu chefe mant�m-se bem.
Um cara mal-humorado, com certeza.
1.200 km de Paris.
Uma fronteira para atravessar.
Eu me pergunto se ele est� preparado.
Eu acho que sim.
Eu acho que est�.
- Bem, eu quero saber. - O qu�?
Voc� sabia de alguma coisa desde o in�cio.
- Voc� tem um plano, eu quero saber agora, ou eu juro... - N�o h� nada.
- E aquele sorriso? O que est� rolando? - Nada.
Idiota, voc� vai morrer.
- E voc�, mais cedo ou mais tarde. - Mas voc� em breve, companheiro.
Eu vou te dizer uma coisa que eu li, Myron.
O que acontece ap�s a morte
n�o � muito diferente do que acontece antes.
Fisicamente falando.
Tudo � parte do mesmo processo.
Ent�o, se tudo � a mesma coisa,
n�o h� por que se preocupar.
Voc� est� louco.
N�o se preocupe comigo, Myron.
Preocupe-se com voc�. Voc� consegue lidar com isso?
- Eu n�o estou preocupado comigo. - Bom.
Ent�o se preocupe com o seu chefe, parece deprimido.
Ser� que ele toma as decis�es corretas?
E se voc� tiver que substitu�-lo de um momento para outro?
Pense nisso.
N�o gostaria que nada desse errado.
Voc� tem merda de pardal na cabe�a.
Bem, bem.
Voc� n�o tem 15 anos.
Quantos anos voc� tem?
Voc� acha que o meu pequeno amigo Myron vai salv�-la.
Sr. Braddock.
Podemos parar para comer?
Eu n�o comi o dia inteiro e estou com muita fome.
N�o estou sozinho. Ela tamb�m deve estar.
Ela j� comeu.
Vou parar em breve, � beira da estrada, e vamos esperar escurecer.
Vamos perder tempo.
Sim.
Eu queria atravessar a fronteira esta noite.
� mais seguro. Os guardas est�o em suas tocas.
Tive de me distrair para voc� se divertir, Myron.
- Voc� n�o est� comendo, Sr. Braddock. - Vou pegar gasolina.
Temos gasolina suficiente para chegar � Fran�a?
Quero atravessar logo.
- Vou lev�-la comigo. - Por qu�?
Assim eu posso v�-la. E voc� vigia ele.
Por que n�o leva ele e a deixa?
N�o, eu acho que poderia distra�-lo de seu trabalho.
Sr. Braddock, n�o quero que nada aconte�a a ela.
Este momento � t�o bom quanto qualquer outro, Myron.
N�o � justo!
N�o � justo?
N�o, Sr. Braddock, n�o �!
Quero dizer, ele � uma erva maldita.
Traiu seus amigos.
Mas ela n�o fez nada.
Voc� n�o est� pensando direito.
Est� deprimido.
Quero dizer, eu fa�o o que � preciso. Mas, Cristo, h� um limite!
Voc� n�o est� pensando direito.
Tome.
Vai fazer voc� se sentir mais calmo?
Tome.
Coloque-a no carro, Myron.
Venha logo.
Por favor, Sr. Braddock. Aqui.
Willie!
- Como se diz em espanhol? - "Encha o tanque", por favor.
Desculpe, Sr. Braddock.
Fique quieto!
Ele vai te matar se voc� me machucar.
Quem? Myron?
Que ideia.
- Aonde voc� vai? - Tem medo de �gua?
Ensina-me a lidar com o seu clube.
Sinta isso.
L�minas de barbear.
Para qu�?
Eu sempre tenho uma arma, sabia?
- Armas? - Sim.
- De couro? - Sim.
- E dentro? - Areia.
Isso � suficiente.
Uma arma artesanal.
Fiz na escola.
Nunca falhou.
� lindo este lugar.
Vou te dizer uma coisa.
Acho que � louco. Mas admiro a sua atitude.
Isso n�o est� saindo como eu esperava. � minha primeira vez.
� um teste, o Sr. Braddock disse.
Se eu me sair bem, ele me leva nos outros trabalhos.
- E se n�o sair? - N�o o qu�?
N�o sair bem.
Eu ganho mil d�lares.
Eu quero que voc� saiba. Quando chegar a hora,
eu n�o vou estar me divertindo.
Estou aliviado.
- N�o se preocupe. - Eu n�o me importo.
Braddock precisa de voc� para dirigir e me vigiar.
Ent�o, voc� est� seguro at� Paris.
Ambos estamos seguros at� Paris.
Mas voc� assumiu um risco.
Ser� que ela vale a pena?
N�o queremos nada errado.
Ela est� no caminho.
Voc� � como ele, certo?
N�o vejo o que o faz dizer isso.
N�o tem nada a temer de mim.
Vou deitar.
# Continue sorrindo como voc� costumava fazer #
Deixe-me ir, por favor!
Deixe-me ir!
Por favor!
Onde ele est�?
Eu n�o sei.
Vigie ela.
Vamos!
Des�a da�.
O que ela est� dizendo?
Ela diz que se atacarmos o chefe juntos, um de n�s poderia sobreviver.
Eu tenho uma arma.
Atire nele!
Ele � meu parceiro.
Voc� est� louco.
Olhe, acalme-se.
Vamos ser sensatos.
Eu vou conversar com ele sobre voc�.
E ele vai entender, eu tenho certeza.
Willie, eu n�o sei sobre voc�, pois � um trabalho.
Tenho a sensa��o de que nada vai acontecer.
N�o � verdade.
Eu n�o acredito nisso.
Vai me ajudar?
Por que n�o fugiu quando teve a chance?
Por qu�?
Eu seria encontrado.
Voc� ficaria em apuros.
Eu n�o tenho medo.
Deveria ter.
Por qu�?
Porque todo mundo tem?
- Voc� tamb�m. - O que voc� sabe?
- Morte. - � apenas um est�gio na jornada.
Todos v�o chegar l�.
Sem exce��o.
Eu, voc� e ...
� apenas um momento.
Estamos aqui...
E j� n�o estamos mais.
Estamos em outro lugar.
Talvez.
� t�o natural quanto respirar.
Por que ter medo?
Eu estava com medo.
No in�cio.
Eu estava com medo.
Sabia que Corrigan poderia vir atr�s de mim, um dia,
ou mandar algu�m.
Eu tive 10 anos para me preparar pra isso.
Pensei.
Eu li.
Eu li uma biblioteca inteira.
Coisas surpreendentes.
Maravilhosas.
No final,
a �nica coisa que realmente me preocupou
era que ele ia mandar algum lixo atr�s de mim.
Pensei:
"Se for uma pessoa boa
"algu�m que pode fazer o seu trabalho da forma correta,
"ent�o posso fazer a minha parte."
J� usou...
o nome de Walsh, Wallace ou algo assim?
Wallace, talvez.
Imaginei assim.
Eu te conheci nos velhos tempos.
Est�vamos juntos na mesma sala.
Me lembro agora.
Voc� n�o se lembra de mim, no entanto.
Qual � seu verdadeiro nome?
Braddock.
Eu n�o posso fazer nada sobre isso.
Eu li em uma revista, quando John Lennon morreu.
"Morte, n�o seja orgulhosa.
"Embora te chamem poderosa e tem�vel,
"voc� n�o �.
"Aqueles que acredita destruir,
"nunca morrem.
"Pobre morte, voc� n�o pode me matar".
Voc� vai matar a menina?
Eu n�o acho que ela esteja pronta.
16 kms da fronteira, Sr. Braddock.
Vamos parar.
Eu o tranquei.
- Est� dormindo. � uma pessoa corajosa. - Parece.
Vamos mat�-los aqui.
E ela?
Vou matar os dois.
Obrigado, Sr. Braddock.
Eu n�o conseguiria.
� a minha primeira vez.
N�o vai precisar da arma, certo?
Poderia me ajudar a tir�-los do carro?
Sim, claro.
Eu ainda recebo meus mil?
Saia aqui fora!
Tudo est� bem, querida.
Coragem.
Voc� tem muita coragem.
- Eu espero ter sido entendido. - Voc� tamb�m.
Ah! Willie!
Obrigado.
Eu disse, tamb�m.
O que � isso?
Vamos fazer isso agora, Willie.
O qu�?
A hora chegou.
- N�o para mim. - Sim.
- J�? - Agora.
N�o, amanh�. N�s vamos fazer isso amanh�.
J� � amanh�, Willie.
Voc� deve me levar a Corrigan, voc� tem que me levar para Paris.
- Vamos fazer isso agora. - Essa n�o � a miss�o.
A miss�o termina em Paris. Voc� n�o vai completar o trabalho.
- Vamos l�, Willie. - N�o.
Voc� n�o pode.
Tem que me levar a Paris.
Para Paris.
N�o pode.
N�o agora.
Meu Deus.
Myron.
Detenha-o.
Oh, Deus, por favor.
Willie? Voc� tem medo?
N�o pode.
Agora n�o.
Onde voc� vai?
N�o quero ver.
O que voc� est� fazendo?
Voc� � uma garota de muita sorte.
Uma menina muito sortuda.
Sr. Braddock, n�o se mexa!
Saia!
Ei!
Saia!
Voc� � Charles Kinnear,
nascido em Dublin?
Acene se isso � verdade.
John Raymond Baker,
nascido em Newcastle?
� apenas um momento.
Estamos aqui...
E n�o estamos mais.
Vamos para outro lugar.
Talvez.
� t�o natural quanto respirar.
Por que dever�amos ter medo?
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