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O EX�RCITO SECRETO
S�rie 1 - Cap�tulo 08 - CULPA ( Guilt )
Tome conta do bar, por favor.
- Voc� leu Der Adler? - Foi publicado esta manh�.
Obo�, o sistema de navega��o da RAF.
Qu�o preciso ele � e como ele funciona.
E como os alem�es v�o lutar com contramedidas.
- Capit�o Romsey? - Ele cantou como um p�ssaro.
Voc� n�o sabe. Seu piloto tamb�m foi preso. Aqui descreve como � utilizado no avi�o.
S� pode ter sido o navegador. O piloto s� saberia sobre isso em termos gerais.
O piloto n�o falou. Isto vem de Romsey.
Talvez eles torturaram.
Natalie o viu com Brandt.
Eles o mimaram e o interrogaram.
Victor foi tra�do. Caso contr�rio, ele nunca seria pego.
E este � o resultado. Um segredo da RAF em uma revista alem�.
- Vamos descobrir quem � o traidor. - Como? Sabemos t�o pouco.
- Eu concordo. - O que vamos fazer?
Essa � a nossa preocupa��o, n�o a sua.
�, certamente, a minha tamb�m.
Londres vai enviar um agente logo que poss�vel.
Quanto tempo deve demorar?
Alto. Pare ou vamos atirar.
Ele n�o apareceu. Esperei por horas.
Londres confirmou que Michael foi lan�ado ontem, conforme combinado.
Isto n�o � mais necess�rio. Os alem�es o t�m.
Como voc� sabe?
Eu dirigi ao redor para ver se eu achava algo.
Tinha uma barca no canal.
O Capit�o ouviu quatro tiros.
� uma zona segura. N�o h� alem�es.
Um caminh�o alem�o apareceu nas proximidades.
Deve ter sido pura coincid�ncia.
Ou isso, ou eles estavam esperando por ele.
- Como? - Momentos depois veio uma ambul�ncia
e o Capit�o ouviu falar de um p�ra-quedista.
Esperemos que ele fique em sil�ncio, se ainda estiver vivo.
� um agente experiente. Ele n�o dir� nada.
A Gestapo sabe o que est� fazendo.
Agora vamos descobrir quem denunciou Victor e Romsey.
Mande seu pessoal enviar um homem para l�.
Acho que n�o est�o t�o interessados.
Algu�m como Michael � muito valioso.
- Vai demorar um pouco. - Se n�o fizermos nada, ent�o?
- Vamos resolver isso sozinhos. - Como?
- Um de n�s. - Quem?
� com relut�ncia, mas eu tenho que faz�-lo.
S�rio?
- Por qu�? - Em Tours eu tenho uma boa cobertura.
Romsey cometeu um erro. A RAF � respons�vel.
- E quando voc� far� isso? - Eu sei o que tenho de fazer.
Talvez sim, mas eu me pergunto se voc� � o homem certo.
Natalie vai visitar a vi�va de Victor.
Vamos esperar at� que eles possam nos contar mais.
Madame Victor? Parece ser um trabalho duro.
Certamente com meu quadril, mas eu preciso fazer.
As pessoas que seu marido trabalhava
pediram-me para dar-lhe isso.
Por qu�? Que pessoas? Os clientes dele?
Pegue. Voc� vai ter dificuldade.
Isso � muito generoso.
Eu n�o posso recusar.
Victor era um bom artes�o, mas ele n�o tinha poupan�a.
Mesmo a sua moto est� agora em uma vala enferrujando.
Por que os alem�es atiraram nele?
Sente-se.
- Voc� realmente sabe por qu�? - N�o havia nenhuma raz�o.
Ele fez o seu trabalho e n�o interferiu em nada.
- Um erro, disse o Inspetor. - Inspetor?
Inspetor Dubois. Ele fica l� na pra�a da aldeia.
Um homem muito simp�tico, mesmo para um policial.
Ele n�o me pagou por sua cerca.
Ele n�o pagou porque eu n�o sabia nada sobre isso ainda.
- � de um trabalho? - Sim, ainda estava em d�vida.
Victor estava aqui para consertar esse muro.
Ele tinha que consertar o celeiro do Sr. Moreau.
Deus sabe o porqu�. Ele esperou todos esses meses.
Caso contr�rio, ele ainda viveria.
Madame, ainda deve dinheiro.
Algu�m vai trazer para voc�. Provavelmente n�o eu.
Se tivesse cr�dito... Voc� n�o disse quem � voc�.
Eu s� tinha que trazer-lhe o dinheiro.
Muitas pessoas gostavam de Victor. Ele era um homem bom.
At� breve, madame.
� a minha vez, eu acho.
Eu tenho que ir para casa.
Recomenda��es para a sua esposa.
Ela est� chocada ainda?
- Na verdade, n�o. - Isso � muito ruim.
- Eu n�o o convidei ainda� - Ela acha que eu sou respons�vel?
Bem, eu tenho ombros largos.
N�o � justo, mas se eles soubessem a verdade...
Victor foi baleado por um soldado alem�o
que foi punido por isso mais tarde.
N�o � sua ou minha culpa.
- Essa � a verdade, meu amigo. - Isso � muito simples.
Eu sou homem simples. Eu devo, entretanto.
Eu certifico-me de que a lei seja respeitada.
Eu estou deixando o "certo" e o "errado" para os fil�sofos.
Escreva o seu livro. Esse � o seu trabalho.
Eu bebo outro. Por que n�o?
� a minha vez?
Sinto muito.
- Eu perdi a no��o do tempo. - Eu pensei isso.
- Voc� j� comeu? - Um pouco de p�o e queijo.
- Eu tenho um pouco de carne fria. - Talvez mais tarde.
Eu vou para a cama cedo. Voc� pode faz�-lo sozinho?
Claro. Eu tive um bom momento esta noite, sentamos e conversamos como nos velhos tempos.
Bom para voc�.
Eu vou escrever hoje. Estou animado.
Por mim tudo bem. Eu j� estou cansada.
Eu estive pensando.
Ainda temos de convidar os amigos.
- Na pr�xima semana, talvez? - Eu prefiro n�o.
As pessoas acham estranho.
Que pessoas? O Inspetor Dubois?
Eu acho que � t�o ruim quanto voc� acha.
Provavelmente ainda mais desagrad�vel.
Voc� n�o pode trazer o Victor de volta.
Eu n�o posso fingir que n�o aconteceu.
Voc� pode ver seus amigos no caf�.
Eu vou deix�-lo trabalhar. Boa noite.
Boa noite, querida.
Ser� que podemos confiar nele?
- Pode ter sido coincid�ncia. - Ou eles foram derrubados.
S� n�s e Curtis sab�amos. N�s suspeitamos de outro?
- Por que faria isso? - Para proteger o traidor.
Ele quer fazer o trabalho sozinho.
Ele pode nos dizer tudo. Mesmo que � Charlie Chaplin.
- Material para um novo filme. - Voc� acha isso engra�ado?
Victor morreu e um agente morreu ou foi torturado?
Curtis n�o nos diz tudo.
Mas ele n�o � um colaborador dos alem�es.
�s vezes, ele nos ajuda e �s vezes n�o.
Nem sempre sabemos quais eram as ordens.
N�o sabemos nada sobre ele, exceto que ele est� aqui.
Os alem�es est�o aqui tamb�m.
Deixe-o encontrar o traidor.
Nathalie nos conta o que foi dito, e damos-lhe toda a ajuda que precisa.
Mas podemos ter confian�a nela.
Por uma vez por todas. Todos concordam?
Boa noite, Gerard. E obrigado.
- Se o agente falar, estar�o esperando voc�. - � o risco.
Bem, ent�o estamos de acordo.
- V� em frente. - Amanh�.
Vai precisar de uma arma
Eles n�o podem me pegar com uma arma.
Natalie tem informa��es para voc�.
Boa sorte.
Monique...
Est� na hora. As suas f�rias come�am amanh�.
- Essa � a arma do agente? - Michael, sim. Voc� � supersticiosa?
- Vou sentir sua falta. - S�rio?
Claro.
Por que voc� me envia?
- Voc� � a �nica que � desnecess�ria. - A sua mulher ficar� feliz.
Voc� pode segurar a sua m�o e falar sobre os velhos tempos.
- E voc� tem que descansar. - N�o � por essa raz�o, sabe disso.
- Ah, �? - Sim.
Eu gosto de John Curtis.
Isso certamente n�o vai impedir se for necess�rio?
N�o, isso n�o acontece.
- Eu preciso de um carro. - Imposs�vel, monsieur.
De jeito nenhum. Aonde quer ir?
Para os agricultores, come�ando com Sr. Moreau.
Eu posso arranjar-lhe uma bicicleta.
- Agora mesmo? - Claro, monsieur.
- E se voc� conseguir um carro, sabe... - N�o, monsieur.
O t�xi da aldeia recebe pouca gasolina.
Eu vou ver o que posso fazer por voc�.
Obrigado, Madame.
Obrigado, Madame.
- Para a sua sa�de. - E a sua.
- Est� tudo em ordem? - Sim, � s� rotina.
Voc� tem o seu copo de vinho.
Voc� est� certa. Voc� me pegou Madame.
Esse vendedor que veio de Antu�rpia.
Sr. Moreels, sim. Ele est� a caminho do Sr. Moreau.
Eu avisei a ele que s�o dez quil�metros.
Eu o vi saindo em sua bicicleta, estou certo?
Eu peguei emprestada.
Devemos ajudar uns aos outros em tempos dif�ceis.
Est� certa, madame.
- Est� aqui de f�rias, Mademoiselle? - Sim.
N�o h� muito a fazer por aqui.
Muitos parisienses vem aqui pescar.
Meu m�dico recomendou uns dias de descanso.
Longas caminhadas, ar fresco.
Isso voc� pode fazer aqui. Certamente
Voc� est� doente?
Sim, mas j� n�o � mais contagioso.
Tomara.
- Dorothy. - Sim, Hugh. O que � isso?
- Dorothy! - J� vou.
- Onde est� o meu casaco Harris-tweed? - No arm�rio.
N�o, o casaco de Harrod, em Londres.
- No arm�rio. - N�o est�.
Estou indo.
Entre.
- Eu estou perturbando? - N�o, claro. O que � isso?
Eu conversei com o taxista Henri. Ele � meu primo.
Ele ainda tem alguma gasolina.
Se for urgente, ele pode tentar ajud�-lo.
Excelente. Pode me levar?
Eu dou uma garantia, e voc� tamb�m recebe algo pelo esfor�o.
Est� bem. Ele � ocupado. Ele � tamb�m ferreiro.
Eu quero encontrar com o Inspetor, mas ele nunca est� sozinho.
Este � o Sr. Neville. Todos os dias se encontram.
- Neuville? - N�o, monsieur. Neville.
Sr. Hugh Neville. Ele � ingl�s.
Um ingl�s aqui, durante a guerra?
Ele j� mora aqui h� dez anos. Ele � famoso.
Ele � um escritor. Mas eu li seus livros e n�o gostei.
Muito indigesto. Mas ele � conceituado.
Eu j� ouvi falar dele.
Inspetor, meu nome � Moreels.
Gostaria de dividir uma bebida comigo?
Isso seria bom, mas eu n�o...
Eu ainda tenho algum tempo.
- Aqui est�o os meus pap�is. - Isso n�o � necess�rio.
N�o se v� muitos estrangeiros aqui?
Ocasionalmente, �s vezes.
Voc�s vendem hoje em dia fertilizantes?
Eu costumo explicar para os clientes por que n�o podemos entregar.
Mas estamos no momento com um pequeno excedente e, portanto,
� o seu pr�prio neg�cio?
Nossas transa��es s�o totalmente legais.
Acho que sim.
Sr. Moreau disse-me que est� plantando seus pr�prios vegetais.
Minha esposa � quem faz isso e ela est� com seus pais.
N�o tenho conhecimento de fertilizantes.
Se fosse por mim, eu s� usaria herbicida.
Eu gostaria de lhe dar algumas orienta��es.
Por que n�o? Amanh�.
Sim, eu entendo.
Cuide-se.
Basta faz�-lo.
Boa noite, querida.
- Ent�o? - At� agora...
Essa � a porta errada.
Boa noite. Obrigado, Natalie.
At� agora ele circula em torno na zona rural
- e ele conversa com a pol�cia. - Como eles se encontraram?
Eles parecem ser conhecidos.
Ou ele contou-lhe o que ele foi fazer l�.
Se ele joga um jogo duplo, ela est� em perigo.
Monique � osso duro de roer. Ela sabe o que est� fazendo.
Sim, mas ela pode ser influenciada por seus sentimentos.
- Se me permite dizer. - Ela � fiel.
Ela quer acreditar em Curtis. Ela pode gostar dele.
Mas se ela v� o caminho errado, ela iria ter menos compaix�o do que voc�.
- Voc� n�o quer caf� da manh�? - Sim. J� volto.
Bom. Retire o caf�, Hortense.
Procurando algo?
Eu interrompi voc� ontem?
V� em frente.
- Quando � que voc� soube? - Eu n�o sou um amador.
Caso contr�rio, eu j� teria morrido dez vezes.
- Muito bem. E agora? - Voc� me diz.
- Estou aqui para ajud�-lo. - Eu n�o preciso de espi�o.
- Isso me deixa irritado. - Eu tenho que apresentar um relat�rio.
- Foi id�ia de Albert? - De todos n�s.
Apenas no caso de eu n�o fazer? Por que voc� desconfia de mim?
- Est�vamos preocupados. - Eu tamb�m estou.
Estou com medo de ser baleado ou torturado.
O que mais h� de novo?
Como os alem�es sabiam do agente?
Oh, eu os avisei? A fim de proteger o traidor com certeza.
E eu vim aqui para garantir que ele sobreviva.
- Ningu�m est� acusando voc�. - Voc� � caminho dif�cil!
Nunca vi um grupo que suspeita tanto.
Sim, voc� se relaciona melhor com o franc�s.
Especialmente com a pol�cia.
Agora eu entendi.
Eu disse aos alem�es onde Michael iria pousar.
O que voc� sabe sobre navega��o?
Voc� n�o consegue determinar exatamente onde um p�ra-quedas pousar�.
Portanto, voc� n�o pode esperar um p�ra-quedista em um local certo, n�o?
- Os alem�es estavam. - Coincid�ncia existe.
E o Inspetor?
A pol�cia da vila conhece todos. Isso evita que me torne suspeito.
O que voc� estava procurando?
- Voc� est� aqui para matar algu�m. - Sim.
Como? Com suas pr�prias m�os? Voc� n�o tem nenhuma arma.
Bem, eu tenho.
Armas fazem barulho e atrai aten��o.
Posso recomendar um fertilizante universal.
- Alguns quilos � suficiente. - Quanto?
De gra�a. Um presente para sua esposa.
- O que voc� quer em troca? - Nada.
- Voc� sempre pode me recomendar. - O que minha esposa vai certamente fazer.
Bom. Sinto muito.
N�o se preocupe. Eu queria consertar.
Eu vou ter que fazer isso sozinho.
O Sr. Moreau contou o que aconteceu.
Com o homem que consertou o seu celeiro.
Ele se referia a Victor. Ele n�o tinha tempo para isso.
Isso n�o aconteceu.
Voc� j� ouviu falar de Victor?
- N�o. - As pessoas n�o gostam de falar.
- Ele sofreu um acidente. - S�rio?
- Fatal. - Sinto muito. Ele era seu amigo?
N�o de verdade. Ele era um cara mal-humorado.
Ainda assim eu gostava dele.
- Posso ter o carro? - Henri espera voc�.
Amanh� de manh�. Eu n�o posso peg�-lo eu mesmo,
- mas eu vou mandar algu�m. - Henri acha que est� tudo bem.
- Obrigado, madame. - Obrigado ao senhor, monsieur Moreels.
- Quem ser�? - � tarde.
S� pode ser uma pessoa.
Voc� vai, eu n�o quero ver o Inspector Dubois.
Seu nome � Pierre.
- E n�o foi culpa dele. - De quem � a culpa?
- Sr. Neville? Desculpe por incomodar, preciso de ajuda. - Voc� Ingl�s?
Preso na Fran�a, assim como voc�.
Ajuda? Que ajuda? Quem lhe deu o meu nome?
Em Leeds, descobri primeiro Hemingway e Somerset Maugham
- e ent�o voc�. E agora eu te vejo aqui. - Quem �?
Sra. Neville? Boa noite. Robert Greene.
Um ingl�s perdido ap�s o toque de recolher.
- � uma longa hist�ria. Posso... - Continue.
Eu odeio incomodar...
Voc� trabalha aqui? O que �? Um novo romance?
O que voc� quer, Sr. Greene?
- Capit�o-piloto Greene. - Sente-se.
- Gostaria de algo para comer? Caf�? Bebida? - O que voc� est� fazendo aqui?
Eu estou a caminho da Su��a. Falo franc�s.
Eu fiquei ontem � noite em um hotel.
Hoje algu�m me levaria para Vichy.
Ele n�o apareceu. Enquanto isso, j� escureceu.
- Procurando um lugar para ficar. - Quanto tempo?
S� esta noite. Amanh� me vou.
- H� um quarto de h�spedes... - Espere um minuto. Como voc� chegou aqui?
- Eu tinha o seu nome. - De quem?
Eu tenho uma lista de nomes de pessoas que poderiam ajudar.
- Eu n�o entendo. Ningu�m sabia. - Sabia o que?
- N�s j� ajudamos um piloto. - S�rio?
Mas isso talvez poderia escapar da sua organiza��o, n�o sei.
- Algu�m lhes contou com certeza. - Aquele homem poderia.
- Deve ter sido ele. - Que homem?
Seu nome era Victor. Ele levaria Romsey para Tours.
- Mas eles foram pegos. - O que aconteceu?
- N�s n�o sabemos. - Inspetor Dubois.
Eles fizeram buscas. Romsey estava no por�o.
Eles n�o disseram nada, mas eu acho que eles ficaram de olho em n�s.
Voc� n�o sabe com certeza.
Voc� acabou de dizer. Ningu�m sabia sobre isso.
- Victor cometeu um erro. - Ent�o ele n�o era est�pido.
- Foram os soldados alem�es. - Sob a lideran�a de Pierre.
Voc� n�o quer admitir.
- J� conversamos sobre isso muitas vezes. - �, muitas vezes.
Nada mais podemos fazer sobre isso. Tire-o fora de sua cabe�a.
Eu n�o posso.
Nunca esquecerei. Eu n�o sou t�o leal quanto voc�.
Meu marido e o Inspetor s�o amigos.
- Ele deve ser um bom amigo. - Por qu�?
Um fugitivo significa pena de morte.
O inspetor deve ter tido uma boa raz�o.
Voc� realmente n�o bebe nada?
- Bem, vou lhe fazer companhia. - Minha esposa nunca quer.
- Leeds, hein? Eu sou de Yorkshire. - Ah, �?
- De Bradford. - Eu nunca teria imaginado.
Deixo o foco sobre Jack Priestley.
Quando jovem, eu falava com um sotaque.
Assim como meu pai.
Ele trabalhou como balconista, mas usava um chap�u-coco.
Minha m�e pensou que n�s �ramos melhores do que os outros.
- Eu odeio essa coisa burguesa. - Voc� fala como eu.
� mesmo?
Eu perdi o meu sotaque no ex�rcito.
Eu lutei no Somme.
Lama, sujeira, corpos...
Tantos cad�veres, terr�vel.
"Seu pa�s precisa de voc�."
Homens deixaram suas entranhas.
Seu �dio da guerra de acordo com os seus livros.
Desfruta da sua guerra, Sr. Greene?
Eu estou muitas vezes com medo, mas o que poder�amos fazer diferente em '39?
Eu n�o vejo nenhuma alternativa. Voc� v�?
A guerra altera realmente a hist�ria.
A Guerra dos Cem Anos � comparado com o Renascimento.
Cerca de 500 anos os historiadores chamaram esta uma trag�dia como a peste,
mas se eles v�o chamar de: a luta entre o bem e o mal?
Se Hitler ganhar, ent�o os historiadores viver�o no Terceiro Reich.
Todo Reino expira, mas o homem continua a existir.
A humanidade tem sobrevivido por muitas ditaduras.
A liberdade e a democracia n�o dizem muito a voc�?
A Inglaterra � um aliado da Russia, uma ditadura brutal.
O mundo est� passando por por um per�odo de loucura
que camufla com conversa fiada sobre ideais. Absurdo.
O que voc� acha que �?
A mente humana, faz isso soar pomposo.
Nenhum partido pol�tico j� produziu arte, tanto quanto eu sei.
Mesmo sob ditadura a grande arte prosperou.
� isso que voc� faz? Produz arte?
Ocorre naturalmente ou n�o.
- Sobre o que � este livro? - N�o me pergunte nada.
Hugh n�o deixa seus livros serem lidos antecipadamente.
- Por que �? - Culpa e arrependimento.
- Isso � um novo tema? - Voc� conhecia o meu trabalho direito?
Vamos todos a dan�a do charleston � sobre arrependimento.
A grama verde l� � sobre div�rcio.
- Ent�o voc� conhece. - Tratava-se de seu filho e sua ex.
Foi sobre a aceita��o de eventos, e n�o de culpa.
Nunca faz voc� se sentir culpado sobre certas coisas?
Na minha profiss�o, � um luxo que eu n�o posso ter.
Esperemos que a sua conta banc�ria emocional nunca seja cobrada.
- Eu n�o vou manter voc� acordado. - Foi fascinante.
- Vou mostrar-lhe o quarto. - Eu quero ficar aqui.
- Isso est� perfeito. - A cama � melhor.
N�o vou dormir muito. Eu vou ficar sentado aqui.
- Voc� tem certeza? - Sim, claro.
Boa noite ent�o.
Boa noite.
Voc� acha que vai acontecer alguma coisa?
Eu n�o sei, Sr. Neville. � por isso.
Aqui est�o alguns cobertores se o fogo apagar.
- No corredor fica o banheiro. - Est� bem. Estante nova?
- Sim. - Bonito. � carvalho?
- Quem o fez? - Victor. Por qu�?
- Sabe o que aconteceu com ele? - Sim. Eu vi.
Dorothy, voc� n�o vem?
- Boa noite, Sr. Greene. - Boa noite.
- Quer que eu apague a luz? - Obrigado.
Bom dia, Sr. Neville. Voc� n�o conseguiu dormir?
- Voc� n�o iria cedo? - Daqui a pouco.
A Sra. Neville ainda est� dormindo?
- Eu li o seu livro. - Estou vendo.
- Curioso, como escreve em franc�s. - Sempre l� documentos particulares?
Havia sempre pessimismo em seus livros,
mas tamb�m a rebeli�o. Que n�o est� mais l�.
Voc� parece t�o desanimado que parece ter desistido de toda a esperan�a.
Voc� provavelmente n�o � t�o reconhecido como cr�tico liter�rio.
Sugiro que voc� aprenda.
Um livro engra�ado sobre um homem e sua amante.
Ele precisa dela.
Ela quer um filho, ele n�o.
Temas t�picos de Hugh Neville.
No meio do caminho surge um estranho.
Ficamos sabendo que ele escapou de um hosp�cio.
A senhora ajuda a escapar.
O homem avisa as autoridades.
O estranho � executado em uma emboscada
junto com seu motorista inocente.
Ent�o voc� n�o continuou mais.
O que acontece com o seu her�i?
Eu me dedico aos n�o her�is.
Eu entendo que o seu trabalho, muitas vezes � autobiogr�fico.
�s vezes, como um ponto de partida, s� isso.
- O que inspirou isso? - Minha imagina��o.
Victor foi morto. Muitos deviam suas vidas a ele.
Romsey entregou informa��es sobre um sistema que iria reduzir a guerra.
O traidor tem muitas mortes em sua consci�ncia.
Na Fran�a, algu�m � culpado at� prova em contr�rio.
Em que posi��o voc� est�?
Conven�a-me que voc� n�o traiu.
Ontem eu queria acreditar que voc� falou a verdade.
Mas eu sabia, Sr. Greene,
que esse seu nome, pelo menos, que n�o era verdadeiro.
Voc� n�o � um piloto como Romsey.
- Voc� n�o acha que... - V� buscar o caf� da manh�.
Foi Pierre, voc� sabe disso.
Como voc� tem o direito de acusar o meu marido?
Ele � um her�i da resist�ncia. Ou um gangster. Escolha voc� mesma.
- Voc� viu isso acontecer. - Sim.
Diga-me.
Diga... Eu realmente gostaria que nenhum de voc�s tivesse nada a ver com isso.
Agora, ele suspeita de voc� tamb�m.
- Victor arranjou tudo com Romsey. - Estavam sozinhos?
- Sim, mas Pedro contou mais tarde. - Para voc�s dois?
- Eles iriam se encontrar na floresta. - Continue.
Eu fui junto. Victor viria se o caminho estivesse livre.
Victor veio depois de meia hora.
Tudo parecia normal. Vi-os sair.
- Ser� que voc� os viu na estrada? - N�o, eu caminhei de volta.
Eu ouvi tiros. Voltei.
Victor estava na vala. Pierre se inclinou sobre ele.
Havia caminh�es alem�es.
Eu contei tudo a Hugh e percebi que tinham ficado de olho em n�s.
- O que voc� acha? - Eu n�o vi nada.
Minha esposa � honesta. Voc� tem que acreditar nela.
Certo, mas Victor era veterano.
Ele sabia quando era seguido.
O caminho estava livre, ent�o eles apareceram mais tarde.
- Os caminh�es foram em dire��es diferentes? - Sim.
Eles portanto, sabiam onde parar Victor.
- Mas isso � imposs�vel! - A menos se eles foram avisados.
N�o, n�o.
- Sr. Neville, voc� vem comigo. - N�o, voc� fica aqui.
Chame Pierre. Agora.
Ele n�o funciona.
Pensei que algum de voc�s iria utiliz�-lo. O fio foi cortado ontem.
Onde voc� conseguiu essa arma? Voc� odeia armas.
- Onde voc� conseguiu isso? - Inspetor Dubois deu. O que ele disse?
Foi voc�? Voc� contou a Pierre? Voc� ligou para ele quando eu tinha sa�do?
Eu n�o tive escolha.
- Ele havia deixado claro que sabia. - Isso � um absurdo.
Ele descobriu embora. N�o brigo com ele em sua guerra.
A Fran�a tem o armist�cio assinado e eu respeito a lei.
- N�s somos ingleses. - A Fran�a � a nossa casa.
Victor foi baleado.
- Ningu�m morreria, disse Pierre. - Promessas vazias.
- O soldado ignorou um mandado. - Romsey era um prisioneiro de guerra.
Victor n�o iria sobreviver
a partir do momento que voc� chamou o seu amigo.
Ele apenas morreu um pouco mais cedo.
- Dorothy, procure ajuda. - E entregar algu�m? N�o.
Ele vai me matar. Olho por olho, dente por dente.
Apresse-se em nome de Deus.
- Obrigado. - Por que?
- Ela n�o podia ver. - N�o me force
N�o est� carregada. Eu n�o fiquei lendo a noite toda.
- Onde est� Henry? - Eu sou sua prima.
- Leve-me para a aldeia. - Vamos.
O que voc� est� fazendo?
Fique a� mesmo.
Aqui voc� nos deixa, Sra. Neville.
Veja onde voc� vai, ou deixe-me dirigir.
- N�s ainda temos uma hora. - Tempo suficiente.
- Quando Henri espera o carro? - � tarde.
Eu acho que ele gostou de mim. Botou mais gasolina.
Ele gosta de voc� s� at� a hora do almo�o.
Hugh. Hugh!
- Est� doendo? - N�o.
O que aconteceu?
Ele lutou como um louco, conforme eu esperava.
Mas � claro que voc� n�o tem que acreditar em mim.
Eu acredito em voc�. Sua morte provavelmente sair� nos jornais.
Voc� est� bem?
Estou doente. Eu nunca tinha matado pessoalmente.
- Voc� acha isso engra�ado? - Sim.
- Voc� bombardeou cidades. - Isso � outra coisa.
Mulheres e crian�as mortas sem v�-los, n�o tem problema?
Mas um homem com quem voc� esteve cara a cara, tem?
Durma agora.
Fico feliz que voc� estava l�. Obrigado.
Caso contr�rio, voc� teria que mat�-la.
Gostava dela. Dele tamb�m, realmente.
- Ele escreveu um livro sobre arrependimento. - Era bom?
- Ele me perguntou se eu, por vezes, me arrependia. - O que voc� disse?
O que eu pensei que era verdade, mas n�o �. Eu menti.
N�s todos mentimos, �s vezes. Certamente contra n�s mesmos.
Isso � necess�rio para tornar as coisas suport�veis.
Agora vou tirar um cochilo.
- FIM - S�rie 1 - Cap�tulo 08 CULPA ( Guilt )
Iwanaga, S�vio
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