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Original subtitles

O Filho da Estrela Nascente

(NOTA DE CLERMONT_DB: Embora Custer fosse um tenente-coronel regular durante o comando do 7� Regimento de Cavalaria, era tratado como "general" por quest�o de etiqueta, j� que este tinha sido seu posto tempor�rio durante a Guerra Civil americana.)

MONTANA, Junho de 1876

Calma

General!

O que � aquilo? L� em cima.

Cavalos mortos, senhor.

V� l� ver.

Vem a� cavaleiros, senhor!

O que se passou aqui?

Estamos muito contentes por v�-lo, senhor!

Viram o Custer?

N�o, n�o sabemos nada dele...

N�o o vimos, desde domingo � tarde, quando levou consigo cinco companhias.

Acredito que Custer tenha sido derrotado.

� dif�cil de acreditar. Acredito que est� em Big Horn dando de pastar aos cavalos.

Est� errado, capit�o Benteen.

Onde � que ele caiu?

Posso ir at� ali, senhor?

V�.

O que se passou, capit�o Benteen?

Foram cometidos erros.

Est�o podres!

Olha, ali est� ele.

Maldi��o!

Ele n�o ir� lutar mais.

Sempre o chamei pelo seu nome de inf�ncia, Autie.

Era o primeiro filho do segundo matrim�nio, seis Anos mais velho que seu irm�o, Tom.

Autie! Temos que nos apressar.

Seus irm�o n�o sabiam dizer Armstrong quando eram pequenos, ent�o chamavam-lhe de Autie.

Autie! Eles n�o v�o esperar mais.

Claro que v�o!

Um punhado de homens numa terra de capim seco.

Que esperem.

Chamo-me Elisabeth Custer.

Precisa de um uniforme novo.

Pensava que viriam receber o 7� de Cavalaria.

O mundo nem sabe que existe o 7� de Cavalaria.

Esperar por uns uniformes seria demasiado.

O meu marido era um grande her�i da Guerra Civil.

Esteve presente na rendi��o de Lee em Appomattox.

Era atrevido e valente.

Foi o major-general brevetado mais jovem da hist�ria do Ex�rcito aos seus vinte e tr�s anos.

P�s em marcha a imagina��o de um pa�s inteiro.

KANSAS Outono de 1866

O 7� de Cavalaria organizou-se ap�s a Rebeli�o.

Tom! Polly! Apressem-se, ou v�o perder o desfile.

Vou j�, mam�e.

Todos os agricultores, mineiros e funcion�rios da Companhia Ferrovi�ria Kansas-Pacific,

se mudaram para o oeste.

O regimento foi criado para os proteger dos �ndios.

N�o quero me chatear com voc�s esta manh�, por isso espero que n�o saiam daqui de novo!

O que eu dava por uma limonada.

Sabes que tinha gorgulhos em casa e que os tive de tomar?

Eu tamb�m.

Que calor! Acho que vou desmaiar.

Est� muita poeira. Quer ajudar-me a limpar a saia?

N�o deveria j� ter come�ado?

Havia acordos com as tribos nesse momento.

Mas os pioneiros achavam que n�o estavam obrigados a cumprir as leis...

ditadas por nenhum �ndio.

O general n�o ficou contente quando lhe deram o seu posto.

As plan�cies eram consideradas como o grande deserto americano.

O meu marido era um her�i.

Ele queria estar em Washington.

Casei-me com ele em 1864.

Estivemos juntos durante doze anos.

Eu o adorava.

Parece que algu�m est� saindo! � ele?

� ele! � ele!

Filho � o general Custer!

Nas suas posi��es, preparados!

Companhia, aten��o!

Eu era muito jovem quando o vi pela primeira vez.

Montado no seu cavalo.

Tinha um nariz comprido.

Uns olhos azuis muito profundos, e um longo cabelo loiro.

Que comece o desfile!

Est�o bonitos, n�o est�o?

Est�o.

Companhia! Em forma��o!

Eu o admirava.

Todas as �ndias cheyenne diziam que era um homem muito bonito.

Aten��o!

- Em marcha! - Em marcha!

Direita! Cima!

Olha mam�e, ele leva uma espada!

O nome oficial que me puseram foi de Kate Bighead.

Nasci quando a minha tribo estava acampada ao lado do rio Gees.

Passei a minha inf�ncia com a tribo cheyenne.

Durante quase quarenta anos, pensei muitas vezes naquele homem bonito que eu vi pela primeira vez no sul.

N�s os cheyenne, o cham�vamos de Hietzi, "Cabelos Longos".

Os arikara chamavam-lhe de Pantera Sinistra, que rondava pela noite.

E os crows, Filho da Estrela Nascente...

que ataca ao p�r do sol.

Eu recordo-me dele muito bem.

Eu o vi morrer.

Quando era crian�a, todos o chamavam de "sorrisos".

Quando tinha 14 anos presenciou sem poder fazer nada...

os soldados matarem um parente seu que tinha roubado uma vaca.

Na sua mis�ria e tristeza, teve uma vis�o.

Um guerreiro saia cavalgando de um lago.

Parecia flutuar por cima do solo enquanto cavalgava.

O guerreiro n�o tinha capturado nenhum escalpo.

Tinha o cabelo solto e comprido que se prolongava abaixo da sua cintura.

Tinha um ornamento, suave e redondo,

pendendo de uma das suas orelhas.

O corpo do guerreiro estava decorado com pontos brancos de granito.

E um rel�mpago que se estendia desde a testa ao seu queixo.

Foi atacado por balas e flechas.

Mas n�o lhe acertavam.

Houve uma tempestade, mas saiu completamente ileso.

O seu pr�prio povo tentava derruba-lo.

Mas ele continuava cavalgando.

Um falc�o vermelho voava por cima da sua cabe�a.

A vis�o desapareceu.

Seu nome de crian�a mudou...

para Cavalo-Doido.

Desde esse momento,

sentiu que seu destino seria proteger o seu povo do homem branco.

O homem branco levou anos a mover-se para o oeste.

Constru�ram-se fortes e estradas atrav�s do territ�rio �ndio.

Em 1866 havia apenas uma �nica tribo �ndia na Am�rica a viver nos seus pr�prios territ�rios.

Os �ndios n�o se queriam mudar mais.

Aten��o, direita!

Detesto estes selvagens!

Selvagens fedorentos!

Vamos apanhar esses selvagens!

- Um momento! - Vamos rapazes, apanhem-nos!

N�o os dev�amos seguir!

Chamaram-lhe o Massacre de Fetterman.

Pobre oficial que pensou, que com oitenta homens poderia liquidar toda a na��o Sioux.

Mas n�o houve nenhum "massacre".

Os soldados foram est�pidos, simplesmente cavalgaram para a sua morte.

As not�cias do Massacre de Fetterman chegaram ao leste.

Diziam que lhes tinham sido decapitado as cabe�as...

e que as deixaram espalhadas pelas rochas a congelar.

Os sentimentos de rancor renasceram de novo,

e o governo viu-se obrigado a castigar os �ndios.

A ordem que o Ex�rcito recebeu foi a seguinte,

"Temos de agir com dilig�ncia vingativa contra os sioux...

at� o exterm�nio total dos seus homens, mulheres e crian�as. "

Coronel?

General!

Coronel Custer, Senhor!

Estou indo!

Preparados!

Selar os cavalos!

Em marcha!

- A guerra com os �ndios havia come�ado.

A guerra com os �ndios acabou para mim dez anos mais tarde.

E a colina onde se travou "A �ltima batalha de Custer".

Chamam-na de "A Resist�ncia Final de Custer".

Mas n�o era a dele.

Mas sim, a nossa resist�ncia final.

Fugiram. S�o uns covardes.

Voc� ir� persegui-los, coronel Custer.

Estou ansioso por terminar para sempre com os malditos diabos vermelhos nas plan�cies.

Sim, general.

O 7� de Cavalaria atravessou as plan�cies de um lado ao outro este ver�o.

Era um novo tipo de guerra, travada em espa�os muito abertos e vazios...

e contra um inimigo complexo.

Dispersaram-se.

Eles est�o com medo!

D�em-me uma guerra civilizada!

D�em-me um inimigo civilizado e que lute com regras!

Muito bem!

Vamos segui-los.

Senhor, os homens j� percorreram quarenta e oito quil�metros.

Podem fazer mais.

Somos um povo de muitas na��es.

De muitos chefes.

Cada guerreiro podia tomar a sua pr�pria decis�o sobre com quem lutar e quando.

Quando lutamos, fazemo-lo com fervor.

Quando fugimos, � para evitar um massacre.

Tinham-nos invadido!

Era uma campanha desgastante.

E foi muito bem seguida pela imprensa de leste.

Custou mais de um milh�o de d�lares, mas os resultados foram muito mais pobres.

Acredito que encontramos o mensageiro que foi enviado pelo Forte Wallace.

� o tenente Kidder?

Ou o que resta dele.

Tantas flechas, para qu�?

Iremos ver muitas mais.

O tenente Kidder trazia ordens! Cooke!

- Senhor! - Os pap�is! - Sim, Senhor!

Tom diz que o Herald de Nova York est� a caminho.

� tudo o que resta destes bravos homens.

Tombados em ordem irregular.

Num pequeno c�rculo est�o os cad�veres do Tenente Kidder e sua companhia.

Est�o todos sem escalpo.

Todos eles sem escalpo e bra�os abertos at� ao osso.

Senhor Reynolds.

Os Lakota rasgam os bra�os.

Para incapacitar numa pr�xima vida.

Para nem sequer poderem selar o cavalo.

Deixaram o escalpo do batedor �ndio ao seu lado.

Para os �ndios era um traidor.

Foram feridos e desfigurados brutalmente para que nem se perceba que sejam seres humanos.

Vamos enterra-los.

As provis�es da cavalaria eram horr�veis.

Os homens comiam ra��es que sobraram da Guerra Civil.

Os soldados sofriam por falta de atividade, pela inquieta��o, pelo escorbuto e c�lera.

O meu marido era um oficial rigoroso. As condi��es o exigiam.

Desertores! Desertores!

Desertores, General!

Algu�m � cavalo!

Algu�m � cavalo!

Sim, Senhor!

S�o desertores, sigam-nos e disparem! Que n�o regresse nenhum vivo!

Sim, Senhor!

Sigam-nos com provis�es! Avisem todos!

Sim, Senhor!

Quer falar comigo?

Sim, Senhor! - Aproxime-se!

Eu ouvi, general, que trinta v�o desertar esta noite.

Pr�ximo da estrada para o Colorado.

Voltaram os desertores!

Afaste-se deles, Doutor.

N�o tenho simpatia para com esses homens, n�o v�o receber ajuda. Fui claro?

Vamos voltar ao Forte.

Informe os homens!

Vamos voltar ao Forte Wallace!

Vamos voltar ao Forte Wallace!

Preparados!

Eu era uma esposa pioneira.

E como mulher jovem,

reconhe�o que n�o desejava outra coisa do que ser resgatada por um homem galante.

Autie sabia-o.

Quando ele estava no Forte Wallace e soube que havia c�lera no Forte Riley,

deixou simplesmente o seu regimento e cavalgou quase 480 km para me ver.

Talvez n�o tenha sido correto.

Mas... ele era t�o galante...

Autie!

Autie!

Est� todo encharcado.

Estou. Obrigado por se preocupar.

- Est� doente? - N�o.

O que faz aqui? Como � que chegou at� aqui?

Fui ao Forte Wallace e n�o a encontrei l�.

Ent�o...

Segui para o Forte Hays.

Deixei alguns homens l�,

e segui para o Forte Harker.

Mas tamb�m n�o estava.

Assim vim s�.

S�?

- E os seus homens? - Podem aguentar sem mim.

E aqui estou eu.

No belo Forte Riley.

N�o me casei com voc� para dormir numa cama s�.

Tenente-coronel George Armstrong Custer?

Sim?

Est� preso, senhor.

Pode seguir, senhor.

Doutor I. T. Coates!

Meu marido compareceu a um Conselho de Guerra.

Foi m�rtir de uma campanha contra os �ndios sem sucesso.

Jura dizer a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade?

Se assim for, que Deus o ajude.

Juro.

Doutor Coates.

Quando viu os desertores, prestou-lhes ajuda m�dica?

- N�o, Senhor. - Porque n�o o fez?

O general Custer n�o me deixou aproximar dos homens naquele momento.

E assim o fiz. Obedeci �s suas ordens.

Quanto tempo estiveram estes homens na antes de lhes ser prestada aten��o m�dica?

Suponho que foram duas horas.

Que tipo de aten��o prestou?

Dei-lhes analg�sicos e coloquei-os � vontade, igual ao que fa�o em combate.

Qual foi o resultado da ferida sofrida pelo cabo Johnson?

A ferida era mortal. O resultado foi a sua morte.

Quando chegou ao acampamento na noite do dia 7 e prestou aten��o m�dica aos feridos,

Quem lhe deu essa ordem?

Quem o mandou?

O general Custer.

Com que palavras foi transmitida essa ordem?

Doutor, n�o tenha nenhuma compaix�o sobre esses homens feridos.

Quero que lhes preste s� a aten��o necess�ria.

O r�u perguntou alguma vez pelo estado dos feridos?

Sim, perguntou.

O que � que voc� pensou quando o r�u lhe ordenou para n�o se aproximar da carro�a...

onde estavam os feridos quando os homens chegaram?

Fiquei com a sensa��o de que a ordem tinha como objetivo, impressionar a tropa.

Acredito que o General quisesse impressionar os seus homens.

Tenente-coronel W. W. Cooke,

Depois de chegar ao Forte Wallace, e quero recordar ao jurado, que sem ordens,

Quantos homens deixaram o Forte Hays para se dirigirem ao Forte Harker...

para acompanhar o general Custer?

Um soldado e tr�s oficiais.

Que tipo de autoriza��o lhe deu o general Custer para se dirigir ao Forte Wallace...

Verbal ou escrita?

Verbal.

Obrigado tenente.

Gostaria de acrescentar, Senhor...

entre 1866 e 1867 mais de 500 homens do 7� de Cavalaria desertaram.

Durante a Guerra Civil, os que desertavam eram abatidos.

Era uma ca�a aos b�falos.

Homens que desertavam eram abatidos enquanto imploravam por suas vidas.

Nunca abandonei um homem em perigo, segundo o que me acusa.

Ningu�m deste tribunal pode apresentar provas...

de que tenha deixado por enterrar um homem morto, segundo o que aqui me acusam.

Finalmente,

jamais vi homem algum sofrer debaixo do meu poder autorit�rio,

segundo o que aqui me acusam.

Pergunto-lhes...

Senhores jurados,

que a justi�a me declare inocente de todas estas acusa��es.

O Tribunal declara que o major-general brevetado George Armstrong Custer,

tenente-coronel do 7� de Cavalaria dos Estados Unidos como sendo:

Referente � 1� acusa��o formulada,

Culpado.

Referente � 2� acusa��o adicional,

Culpado.

O general foi declarado culpado por maltratar os desertores cativos.

E por estar ausente do seu posto sem autoriza��o.

Foi tamb�m suspenso do seu posto e comando durante um ano.

As nossas vidas tinham mudado bastante.

As ferrovias dividiam o caminho dos b�falos.

Os ca�adores brancos disparavam dos seus vag�es.

O gado dos rancheiros pastava nas nossas terras,

enquanto n�s pass�vamos fome.

Aos 26 anos, Cavalo-Doido era o l�der da na��o dos Teton Lakota.

Era um homem s�rio.

Nunca cantava ou dan�ava.

Nem se vangloriava das suas vit�rias.

Mas tomou a mulher de outro homem.

B�fala Negra.

A esposa de Sem-�gua.

Uma mulher Lakota era livre para eleger outro marido.

Mas Sem-�gua era um homem ciumento.

Cavalo-Doido desapareceu da aldeia durante um tempo.

Aos 27 anos, o Sr. Custer estava sem comando.

Voltamos � nossa cidade natal, Monroe, no Michigan.

Est� fresco aqui.

Sheridan n�o ordenou que fuzilasse os desertores sem julgamento?

E o que lhe disse o general Hancock? N�o lhe disse para fuzilar os desertores?

Foi ver-me mesmo sabendo que n�o lhe dariam permiss�o.

Mas os seus oficiais consideraram uma a��o normal.

Fez isso porque estamos destinados a nunca mais viver separados.

E agora temos tempo.

Temos um ano.

E sem remunera��o.

Sobreviveremos, general.

Coronel.

A guerra terminou � muito tempo, e realmente...

sou apenas um coronel.

Um coronel sem honra!

Sabe, durante o Ver�o houve uma longa e perfeita noite.

A noite em que foi ver-me.

� minha.

Benditas sejam as nossas recorda��es que guardam os nossos prazeres e tristezas.

� minha.

Para toda a eternidade.

Em 1868 foi assinado um tratado e as guerras terminaram.

Fecharam-se os fortes da Trilha Bozeman.

E constru�ram-se reservas.

N�s fomos levados para uma reserva.

Enquanto o homem branco se movimentava livremente.

Os Lakotas ficaram com as terras a oeste do rio Missouri.

O Territ�rio Dakota: As Colinas Negras e as montanhas e os vales de Little Big Horn.

Segundo a lei, o homem branco n�o estava autorizado a entrar nas terras que nos foram cedidas

sem a permiss�o dos �ndios.

O homem branco trouxe-nos presentes.

deu-nos leis, e depois...

infringiu a lei.

WASHINGTON D. C. OUTONO de 1868

Os pioneiros sentiram-se tra�dos com o tratado de 1868.

Disseram que as melhores terras tinham sido atribu�das aos �ndios,

e nem sequer as usavam.

A guerra come�ou de novo.

- Prove s� um trago de u�sque... - General Grant.

Sim, Senhora?

Pode dar-me um aut�grafo?

Custer!

O meu pai disse que ir� tamb�m ser presidente.

O seu pai � um homem sensato.

Voc� � o Phil Sheridan?

Sim.

Pode autografar tamb�m?

Quer tamb�m o deste cavalheiro?

O general William Sherman. � o her�i de Atlanta.

Conhece o general Custer?

Estamos muito orgulhosos em conhec�-lo.

O meu pai disse que ele lutou valentemente, contra os �ndios no ex�rcito.

O seu pai � um homem muito sensato.

Obrigado.

Eles adoram o Pav�o.

N�o consigo entender.

Necessito da ajuda de Deus para entender a sua popularidade.

O general mais jovem da Guerra Civil.

Luta valentemente mas metade dos seus homens morreram em combate no sul.

- E ele apenas saiu sem uma ferida. - � imprudente, impulsivo e dram�tico,

- Incans�vel... - Vaidoso.

Ulysses, qual a sua opini�o?

A imprensa do leste vai devorar-nos vivos.

O Departamento de Assuntos Ind�genas do Minist�rio do Interior fracassou.

N�o podemos aceitar as tribos ind�genas como na��es independentes.

Ter�o de se tornar cidad�os.

Indiv�duos respons�veis perante a lei.

Queremos que sejam coletivamente, e n�o individualmente respons�veis.

Eu lutei na Guerra Civil.

Foi longa e sangrenta.

Querem repeti-la?

Contra os �ndios em vez de rebeldes?

Sim, se no final obtermos uma na��o, senhor...

Uma campanha de inverno parece-me muito cara e perigosa, Phil.

Os �ndios, acreditam que est�o a salvo no inverno.

Mas s�o vulner�veis.

N�o tem pastos para os seus p�neis, suas provis�es de comida s�o limitadas,

e os seus acampamentos estar�o im�veis.

Diga-me qual o seu plano.

Enviaremos tr�s colunas aos acampamentos de Vale do Washita a ao longo do rio do sul.

Eu levarei uma coluna para o leste pelo sul do Canad�.

Uma segunda coluna ir� dirigir-se para o sul pelas colinas do Ant�lope para o rio Vermelho.

Estas duas colunas ir�o ser uma esp�cie de engodo para uma terceira, muito mais forte.

O 7� de Cavalaria.

Quem ir� comandar o S�timo?

Queremos o Custer.

Custer!

Ele foi suspenso do seu posto.

Coloque-o na ativa, Ulysses.

N�o, n�o, n�o. Ele ir� entrar com os seus homens num acampamento adormecido e provocar� um massacre.

Sempre o considerei um homem que n�o voltava atr�s,

n�o parava, at� conseguir o que pretendia fazer.

Maldito Custer!

A decis�o � de voc�s.

O telegrama chegou quando est�vamos jantando com uns amigos.

Dizia: General G. A. Custer, Monroe, Michigan.

Os generals Sherman, Sully, eu e quase todos os oficiais do Regimento,

pediram para que voltasse.

Espero que a solicita��o seja positiva. Pode regressar imediatamente?

Assinado, General Phil Sheridan.

Vou sentir falta dos seus assobios.

Castigaram-me e agora volto como um homem honrado.

- Necessito de vit�rias. - Autie! O trem n�o espera por voc�!

Ir� estar comigo brevemente.

Irei quando o S�timo tiver conseguido a vit�ria.

FORTE DODGE OUTUBRO de 1868

Fora!

Autie?

Autie!

Ele est� aqui!

O Custer est� de volta! Maldita sorte!

- Tem feito alguma coisa, Tom? - Mesmo agora um pouco antes de chegar.

- Melhorei a minha pontaria. - N�o acertava nem numa porta de celeiro.

Sheridan mandou-me para c�.

Contente por v�-lo de volta, Senhor.

Sherman e Sheridan, os dois, pediram-me para voltar.

necessitavam de mim.

Os Estados Unidos desejam que seja estabelecida a paz.

Deram-nos terras.

Podemos mant�-las enquanto os b�falos as ocuparem.

Quando os b�falos partirem, temos de abandonar o nosso modo de vida,

e ir viver como o homem branco.

O chefe Nuvem-Vermelha contou-nos como viviam os brancos.

Disse-nos para procurarmos conservar a sabedoria dos nossos pais.

Eles armazenam os alimentos e esqueceram-se da fome.

Quando a sua casa est� constru�da e a sua dispensa cheia,

procuram um vizinho e tiram-lhe o que ele tem.

Ser� nossa terra enquanto os b�falos a ocuparem.

Antes de passar um ano, o homem branco quebrou sua promessa.

Amigo, d�-me uma ajuda.

Ordens do General Sully, senhor.

D�-me isso!

- � tudo, senhor? - Sim, senhor.

Descansar.

Bem! Como est� o General Sully?

Ele n�o tem direito nenhum em dirigir a minha expedi��o!

Em que pensou Grant ao dar-lhe o 7� de Cavalaria?

N�o acredito que dure muito agora que voc� regressou.

Porque tem uma capacidade de l�der inata!

N�o deve duvidar, irm�ozinho!

Quer chegar a general?

N�o preciso.

Ganhei as medalhas todas!

Ouvi dizer que foi preso um par de vezes.

Foi por beber!

Voc� prometeu � Vivien!

Irei portar-me melhor agora, com o seu regresso!

Com quem posso contar?

Com Wier e James.

Cooke est� encantado com a sua vinda.

E quero saber se j� viu a sua querida Diana em Monroe.

Ainda est� chateado?

Benteen n�o � meu amigo.

Apelidou-nos de "Cl� Custer".

N�s somos! Certo?

- Como est�o a m�e e o pai? - Bem, bem.

Nevin est� doente.

E Boston, Boston est� crescido...

Ele � um homem agora.

E Margaret?

Est� uma beleza.

General Custer.

Permiss�o para entrar, senhor?

Entrem.

Senhores...

O 7� de Cavalaria est� uma desgra�a.

Est�o todos esgotados e desmoralizados.

O nosso dever � que volte a estar em condi��es.

Tenente Cooke!

Quero que tr�s colunas saiam em busca de acampamentos �ndios.

Quando, Senhor?

Esta noite.

Porque � que n�o tira da� esse cavalo?

Para a pr�xima semana,

todos n�s marchamos para Medicine Lodge Creek e voltaremos aqui.

Talvez ent�o estejamos preparados para o que nos espera.

S�o ordens do General Sully, senhor?

Ir�o ser.

- Capit�o Wier! - Sim, Senhor!

Voc� ir� recolher todos os cavalos e dividi-los segundo a sua cor.

Cada companhia ter� cavalos da mesma cor.

Ser� algo impressionante. Napole�o o fez.

Sim, Senhor!

Cooke!

Sabe tocar a m�sica Garry Owen?

N�o, senhor.

Ir� ouvi-la amanh� � noite.

Sim, senhor.

Aten��o, firmes!

Direita, cima!

De frente, cima!

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8!

Aqueles de l�! Montem!

Preparem armas!

Carreguem carabinas!

Ombro direita, cima!

Esquerdo, cima!

Preparados para desmontar!

Desmontem!

Mexam-se!

Depressa! Que se passa?

Vamos!

Prendam bem os cavalos!

- Necessita de escova? - Por agora n�o.

toma.

Vamos rapazes, limpem bem isso tudo! E engraxem!

Assim, isso mesmo!

N�o parem! Continuem a trabalhar!

Voc�! D�-lhe com mais for�a, soldado!

Montem!

Chamavam muitas coisas ao meu marido.

Soldado valente, chefe severo, intimador, imprudente...

Ele era tudo isso.

Os seus homens estavam orgulhosos por o seguir.

O 7� de Cavalaria desejava ter o seu pr�prio recorde militar.

O regimento estava entrando em territ�rio inexplorado.

CAMpO SUPPLY INVERNO de 1868

Tenho as suas ordens.

Quer que as leia?

Nunca ningu�m me leu as ordens, senhor.

Como desejar, estou escutando.

Pode come�ar, General Grant.

Siga para sul, na direc��o das Colinas Ant�lope e em seguida para o Rio Washita,

o cora��o das tribos hostis.

Destruam o seu acampamento e capturem os seus p�neis.

Abatam e enforquem todos os guerreiros, capturem as mulheres e crian�as.

Sim, Senhor.

Inverno de 1868.

Os cheyennes acampados perto do rio Washita.

Meu Deus! � um lugar maravilhoso.

Campanha de 1868.

� carga!

O meu marido desejava a vit�ria.

E estava preparado.

O nosso chefe Pote-Negro colocou a bandeira americana em cima da sua tenda.

O Comiss�rio dos Assuntos Ind�genas disse que nos protegeria.

� carga!

O som do clarim despertou-me.

Agarra essa corda!

Pegamos eles dormindo!

Levem esses prisioneiros!

Quando desocuparem as tendas queimem-nas!

Uma vit�ria merecida, Certo soldado?

O que vamos fazer com o major Elliot, senhor?

Saiu com quinze homens e n�o se sabe nada dele.

� uma pena.

Temos �ndios muito pr�ximo e tenho de pensar en salvar os feridos.

Re�na a tropa, vamos nos retirar capit�o.

Abandonamos o major Elliot?

Re�na a tropa!

Queimem-nas!

J� est�! Vamos, embora rapazes!

Washita significou uma grande vit�ria para o meu marido.

51 Tendas foram queimadas. 53 Mulheres e crian�as capturadas.

103 Guerreiros �ndios morreram.

11 Dos nossos guerreiros morreram.

E recordaremos os seus nomes.

O resto era mulheres e crian�as.

Vamos prisioneiros! Mais depressa!

N�o parem! Sigam! Sigam!

Sempre se tratavam das terras.

As terras separavam-nos!

As tendas foram queimadas.

Posso entrar?

Entre!

Acho que � meu dever inform�-lo que os homens est�o de mau humor.

Acreditam que abandonou o campo sem averiguar o destino do major Elliot.

E isso � o que voc� tamb�m acredita, capit�o?

Sim.

N�o vou ser criticado por voc�.

N�o vou tolerar uma insubordina��o!

Se algum homem atrever-se a acusar-me, irei chicote�-lo quase at� � morte!

Sim pode retirar-se!

Esta � uma vit�ria!

N�o tenho que justificar as minhas a��es!

Tem que as justificar comigo, senhor.

Voltaremos a ver-nos, sr. Benteen.

Campo Supply era o local onde estavam presos muitas mulheres e crian�as cheyenne.

Me-o-tzi era minha prima.

Foi capturada pelos soldados.

Ela tinha uma filha loira chamada P�ssaro-Amarelo.

Era filha de Custer, segundo diz a hist�ria da minha fam�lia.

Nunca vi a menina.

Morreu quando tinha um ano.

Se foi verdade, ent�o Custer era meu parente. De certo modo.

Vamos falar.

Custer veio ao nosso acampamento.

Na tenda do homem da medicina, Guarda-Flechas, foi-lhe oferecido o cachimbo.

Venho em paz.

N�o procuro a guerra.

O homem branco quer viver em paz com os cheyennes.

Sabemos que tem prisioneiros brancos.

Gostaria que o chefe devolvesse as mulheres.

Desejo tamb�m que os cheyennes regressem � sua reserva.

Eu fico com os prisioneiros.

Eu fico com os vossos homens at� que sejam libertadas as mulheres.

Diz que se romper a paz com os cheyennes, e os perseguir,

voc� e todos os seus homens morrer�o.

Eu irei lembrar-me das minhas palavras.

N�o irei perseguir os cheyennes.

E assim chegaram a um acordo.

Custer tinha cativos tr�s dos nossos chefes.

Em troca da sua liberdade,

n�s ter�amos de entregar duas mulheres brancas no dia seguinte.

Naqueles tempos diziam-se �s mulheres brancas,

que era melhor suicidarem-se do que ser capturadas por n�s.

Os nossos guerreiros n�o pensavam o mesmo.

Sei t�o pouco sobre eles.

N�o creio que cheguemos a saber muito mais.

Talvez seja o melhor.

N�o para mim.

- Eu gostria de saber... - Autie voc�...

Diga-me.

Como pensam que o mundo ser�?

N�s os europeus chegamos aqui de repente, com cavalos, armas, caravanas,

constru�mos casas e estendemos ferrovias atrav�s da terra.

Que pensaram sobre n�s?

Como era o mundo antes de sermos parte dele?

Ou... nem pensam nada acerca disto.

Ser�o capazes?

O que dizem eles sobre voc�?

Sou um casaco-azul...

que fala uma l�ngua estranha.

Dizem que sou muito bonito.

Eu entendo.

O que voc� pensa sobre eles?

S�o bonitos tamb�m?

As mulheres deles s�o bonitas para voc�?

Voc� � a mulher mais bonita do mundo.

E sei bastante acerca do mundo.

Depois de ter sa�do para o Forte Dodge,

eu mudei-me para a casa do meu pai em Monroe.

Sentava-me, olhando pela janela.

Recordando aquele rapaz, que passeava de um lado para o outro,

� frente da minha porta,

pretendendo-me obsessivamente.

Tamb�m me lembro ainda desse rapaz,

rec�m graduado em West Point.

Sempre embriagado.

Horrivelmente b�bado.

Que gritava o seu nome na frente da sua porta,

at� que meus irm�os me levassem arrastado.

Vergonhoso.

Nunca mais voltei a beber.

N�o.

Refiro-me � maneira como me pretendia.

Tinha que faz�-lo.

N�o havia nada que eu dissesse,

que n�o tentasse faz�-lo, mas...

Mas o qu�?

Mesmo que eu esteja enganado.

Ateamos fogo �s plan�cies.

� claro que sab�amos que o fogo n�o iria parar o homem branco.

Mas ate�vamos fogo ao capim alto para conter os casacos-azuis,

para o caso de tentarem seguir-nos.

Vamos! Senhoras apressem-se, venham conosco!

Desamarrem-nos! Digam-lhes que podem ir.

Diga-lhes que quando os cheyennes voltarem � reserva,

ser�o finalmente homens livres.

O que � que ele disse?

Que j� s�o livres.

Voltem a prend�-los!

Em marcha!

Voltemos ao acampamento!

As ref�ns brancas foram libertadas.

Mas os nossos chefes n�o voltaram.

Os casacos-azuis mataram-nos.

Dirigimo-nos para oeste.

Est�vamos agora mais perto dos nossos amigos Lakotas.

WASHINGTON, D.C. VER�O de 1870

Nuvem-Vermelha foi reunir-se com o presidente Ulysses S. Grant.

Nuvem-Vermelha era um chefe de paz.

Ele tinha sido contra o homem branco.

Mas agora havia mudado algo nele.

Tinha visto as cidades, as m�quinas,

e a quantidade de popula��o.

e compreendeu que o homem branco era inevit�vel.

Seja bem-vindo, Nuvem-Vermelha da na��o Sioux Oglala.

Veio at� aqui para presenciar como vive a nossa gente.

Queremos que escute as nossas palavras,

e que reconhe�a a sinceridade das nossas promessas.

Quer? N�o?

Sente-se, sente-se.

Venho de um lugar onde o sol se p�e.

Voc�s sentam-se em cadeiras.

Quero sentar-me como me sento onde o sol se p�e.

Tenho duas montanhas nas Dakotas.

N�o quero l� estradas.

Pe�o-lhe para remover o Forte Fetterman.

O Forte Fetterman ir� permanecer l�.

Como prote��o, para os �ndios e tamb�m para os homens brancos.

Realmente n�o sou um expansionista agressivo.

Al�m de n�o acreditar nisso.

Acredito numa realidade de uma na��o para todos.

Meio milh�o de homens meus morreram � pouco por uma na��o

Pode o chefe Nuvem-Vermelha controlar os seus guerreiros?

Manter a paz?

Quem foram as primeiras vozes que se ouviram nas terras?

Foram somente as vozes dos peles-vermelhas.

Nossa na��o,

se derrete como a neve das colinas quando o sol aquece.

Enquanto o seu povo,

s�o como as ervas daninhas na primavera,

pouco antes do ver�o.

Digo-lhe desta forma muito direta.

Sobreviver � vencer, chefe Nuvem-Vermelha.

Nada pode nos parar agora.

S� podem sobreviver conosco.

- Colinas Negras de Dakota - Essas s�o as suas terras.

O que s�o essas linhas?

Limites.

Onde as terras terminam.

S�o mentiras.

O que � que disse?

Mentiras!

- ...desde o anoitecer. - Vamos, vamos!

Aos seus postos!

COLINAS NEGRAS VER�O de 1874

Os americanos invadiram as nossas sagradas Colinas Negras.

Eu tinha ido viver com os cheyennes do norte,

quando a sua reserva estava nas Colinas Negras.

Mas os brancos encontraram ouro ali.

Assim, os �ndios tiveram que sair.

Eles disseram aos cheyennes que podiam ir para outra reserva.

Mas poucos quiseram mudar-se.

Disseram que era in�til.

e que o homem branco podia querer tamb�m aquela terra.

O Ex�rcito n�o invadiu as Colinas Negras.

Entraram para deter a migra��o dos colonizadores.

No leste, os bancos faliam.

A Bolsa ca�a.

Os pre�os agr�colas subiram a pico devido a uma praga de gafanhotos.

Cerca de vinte porcento das pessoas que trabalhavam nas cidades estavam desempregadas.

- Bem jogado. Havia mais gente do que nunca nas pris�es,

em toda a hist�ria da na��o.

Vagabundos sem casa vagueavam pelos campos.

O pa�s necessitava de uma expans�o para oeste.

Esse era o meu b�falo, rapazes.

- O qu�? - Homem corajoso.

Tiros, tiros, tiros.

N�o sou valente para voc�?

S� pare�o... quando ataco... um inimigo?

Quando mato?

Diga-me, Faca-Sangrenta, porque � que n�o fica aqui e vive como um verdadeiro �ndio?

J� acabou?

� isso?

Este � o tempo de viver como um homem branco.

O progresso.

Em marcha!

Cavalo-Doido dizia o seguinte acerca dos tratados que nunca assinou.

Nunca se deve vender a terra sobre a qual cada ser vivo caminha.

Os �ndios perderam a esperan�a...

de poder viver pacificamente com o homem branco.

Grant encontrava-se metido num grande dilema.

WASHINGTON, D.C. OUTONO de 1875

Os colonos que se mudavam para as Colinas Negras exigiam prote��o.

O movimento era grande, a migra��o inevit�vel.

N�o querem ceder-nos as Colinas Negras.

Romperam com o tratado ao atacarem os colonos.

Somos os invasores!

Do nosso ponto de vista, foram eles que come�aram, senhor.

Devemos dar-lhes um ultimato.

Todos os �ndios devem-se inscrever antes de 31 de Janeiro de 1876,

ou ent�o ser�o considerados hostis.

Contaram-me que antes da Grande Batalha,

Cavalo-Doido cavalgou, at� a plataforma funer�ria de sua filha de 3 anos.

Ela tinha morrido de c�lera.

Mais um presente do homem branco.

Cavalo-Doido ficou ao lado de sua filha, durante tr�s dias e tr�s noites.

e quando terminou esse tempo,

pintou a sua cara com rel�mpagos vermelhos,

e de granito branco pelo seu corpo.

E amarrou uma pedra marrom atr�s de uma das orelhas.

foi o que o guerreiro da sua vis�o lhe tinha dito para fazer.

Cuidado!

Todos os �ndios devem apresentar-se nas suas ag�ncias antes do dia 31 de Janeiro.

Se n�o o fizerem,

se n�o se apresentarem, a Comiss�o de Assuntos �ndios...

entregar� o problema dos hostis ao Departamento da Guerra.

E ent�o ir� iniciar-se uma campanha para acabar com os hostis,

e devolv�-los � reserva sob a jurisdi��o dos Estados Unidos.

E assim estamos sendo uns filhos da puta.

As opera��es militares podem come�ar quando o Departamento da Guerra o decidir,

a a��o � necess�ria.

E durante o decorrer deste inverno, garanto que vai ser necess�ria.

De acordo.

Andamos � muitos anos a matar �ndios.

Acabemos com isto de vez.

Quero que o Custer dirija a expedi��o.

Necessitamos de uma Grande Batalha.

Ele ir� garanti-la.

TERRIT�RIO DAKOTA INVERNO de 1875

O povo �ndio come�ou a desejar uma Am�rica separada.

Com o sistema de reservas, eu transportava comigo uma tristeza enorme.

Lembro-me muito bem.

Os homens bebiam.

As mulheres choravam.

E as crian�as iam para a escola.

Cavalo-Doido e Touro-Sentado resistiram.

E muitos outros tamb�m.

O n�mero de hostis aumentou.

Eu era uma jovem nesse inverno.

Tinha ido para o acampamento de Cavalo-Doido...

depois da minha aldeia ter sido atacada e queimada.

Cavalo-Doido levou-nos com ele.

Viajamos rumo a norte para nos reunirmos com Touro-Sentado.

A Na��o Tribal tornou-se maior e maior...

� medida que nos mud�vamos de um lado para o outro,

e a erva ia crescendo.

Os Miniconjou.

Os Hunkpapa.

Os Sihasapa.

Os Arapaho.

Os Santee.

Os Brule.

Os Sans-arcs.

O homem branco tinha-nos juntados a todos.

T�nhamo-nos mudado para o Forte Lincoln, em territ�rio Dakota.

Em Washington.

A administra��o Grant tinha sido marcada por esc�ndalos uns ap�s outros.

O Secret�rio da Guerra Belknap foi demitido por acusa��es...

de m� conduta por nomea��o dos comerciantes dos fortes.

Chamaram o meu marido � capital,

para comparecer em audi�ncia num processo de alta trai��o.

Espero que o secret�rio Belknap em Washington lhe preste mais aten��o do que aqui.

Quando nos visitou,

o deixou plantado l� em casa,

e foi ficar sozinho no galinheiro.

Tive raz�es anteriormente e tenho-as agora.

Nesse dia tive de fazer de anfitri� e o coitado do Tom de anfitri�o.

N�o acha que lhe devia a honra de uma visita militar?

N�o � um oficial dos nossos, � um mentiroso e ladr�o.

� isso o que vai declarar?

Com outras palavras.

Tenho que ir.

Tenha cuidado com o que diz.

N�o gostaria que n�o nos quisessem mais receber em Washington.

Porque � que algum dia nos iria interessar ir viver l�?

Creio que � um homem com muito talento,

que poderia servir de melhor forma o seu pa�s.

Gostaria de ser administrador dos assuntos �ndios!

Dev�amos tornar isso p�blico!

Primeiro quero reunir todo o 7� de Cavalaria...

para uma grande expedi��o.

Depois ent�o veremos.

Adeus.

Senhor!

Conte-me como vestem-se as mulheres?

Irei observa-las detalhadamente!

N�o se atreva!

General, esta � simplesmente como j� sabe...

uma investiga��o da Comiss�o sobre as atividades do secret�rio da guerra...

William Belknap.

Eu compreendo.

Em palavras suas,

Porque � que n�o nos informaram sobre a situa��o da sua �rea?

Desde que a nomea��o dos comerciantes dos fortes � responsabilidade...

do secret�rio da guerra?

O resultado disso tem sido um aumento do custo de vida nos...

nos locais fronteiri�os e...

tem sa�do dos bolsos dos oficiais...

e dos seus homens.

Seja mais espec�fico.

Bem,

os pre�os aumentaram exorbitantemente,

e n�s fomos ...

obrigados a comprar as nossas provis�es noutros locais.

Foi ent�o ...

quando o comerciante do forte...

escreveu uma carta ao secret�rio reclamando...

que t�nhamos que comprar a ele.

E este pedido foi enviado pelo secret�rio Belknap.

Eu j� tinha falado sobre estes problemas...

com o senhor Belknap numa ocasi�o e fui contestado e disse-me...

n�o deve acreditar em tudo o que dizem!

Na minha opini�o, o secret�rio Belknap ficou com uma parte dos lucros...

dos centros de com�rcio, em troca de nomea��es.

E os rumores de que o pr�prio irm�o do presidente recebeu dinheiro?

Tamb�m entendo que Orville Grant ganhou dinheiro com a situa��o.

Obrigado general!

Eu gostaria de saber mais uma coisa, congressista!

Sim?

Quase todos os agentes do Departamento do Interior...

que lidam com os �ndios, cometem abusos nas reservas.

Um �ndio pode encontrar,

carne podre, farinha alterada e caf� estragado nas suas provis�es.

Estas provis�es...

n�o s�o o que o Congresso pretendia que os �ndios recebessem.

Na minha opini�o, o Departamento dos Assuntos �ndios,

devia estar sob a al�ada do Ex�rcito.

Como estava antes de 1849.

Obrigado general.

Eu salvei a sua vida...

depois do conselho de guerra!

Nunca mais voltaria a fazer parte deste Ex�rcito, senhor,

se eu n�o tivesse tomado medidas.

E � assim que me agradece?

A convocat�ria do Congresso obrigou-me a comparecer.

Voc� fez muito mais que comparecer!

Como � que se atreve a questionar a pol�tica do Governo para com os �ndios, coronel?

Pe�o-lhe que me perdoe, senhor.

Mas n�o existe neste governo uma pol�tica para com os �ndios.

E as reservas �ndias s�o uma desgra�a!

se eu fosse �ndio...

preferia viver livre e selvagem, em vez de um daqueles que sobrevivem sem orgulho.

E com esmolas.

Ent�o, senhor, eu o consideraria...

hostil.

General Sherman, eu estive aqui duas semanas.

E o presidente Grant n�o quer receber-me.

Eu pedi ao seu secret�rio, que me permitisse voltar ao meu regimento.

Voc� t�m a minha permiss�o!

E ordenei o envio de tr�s companhias do S�timo, para o Dakota do sul.

Treine e reorganize os seus homens!

Mas n�o estou certo se ser� voc� a dirigir a coluna.

Suponho que seja uma ordem do presidente Grant.

O presidente � o Comandante-Chefe.

Voc� obedecer� �s suas ordens.

E n�o ir� falar nada � imprensa.

Voc� continua a ser um soldado.

O meu marido apresentou-se ao seu superior imediato,

ao general Alfred Terry.

Voc� j� n�o vai dirigir a expedi��o.

Quem vai ser?

Serei eu.

Porque � que n�o se senta, Armstrong?

E o S�timo?

O major Reno estar� ao comando do 7� de Cavalaria.

Major Reno?

Esse homem nunca lutou contra os �ndios!

Armstrong, voc� nem sequer ir�.

Foi deixado para tr�s.

Algu�m sabe o que h� l� fora para al�m das cidades e jornais?

Algu�m conhece as diferen�as entre um �ndio e um soldado, t�o bem quanto eu?

Eu podia ser �ndio!

Sei encontra-los!

O Presidente est� crucificando-me!

- Fa�a algo por mim! - Armstrong!

Suplico-lhe! Como um soldado!

Necessito que me salve da humilha��o de ver o meu regimento...

� procura de um inimigo sem que eu... participe nesses perigos!

Isto � demais!

Alguns amigos, do jornal New York Herald.

O Senhor Grant, abusou do poder que lhe � concedido pela Presid�ncia,

ao remover o general Custer.

Assumiu uma autocracia de um C�sar americano.

- � a pol�tica, Ulysses. - Eles est�o crucificando-me!

Reinstaure-o.

Novamente.

VER�O DE 1876

Est� se divertindo major Reno?

Prefiro n�o dan�ar do que atar um len�o ao bra�o e dan�ar como uma mulher, obrigado.

Contudo, deve estar aborrecido por lhe terem retirado o comando do regimento.

E o terem dado a Custer.

Est� uma festa estupenda!

Parece que esse homem tem tido uma sucess�o incr�vel de altos e baixos.

A sorte de Custer!

Ele j� deve ter se dado conta disso, major...

de que os problemas n�o ficam muito tempo com ele.

Acredito que j� esteja a pensar no seu novo livro.

No seu pr�ximo sucesso depois... de "My Lie On The Plains" [Minha Mentira Nas Plan�cies].

refere-se � "My Life On The Plains" [Minha Vida Nas Plan�cies]?

Ah, sim!

Foi um erro.

Bem, suponho que tenha aprendido a li��o por agora.

Major Reno,

Custer dedicou a sua carreira a equivocar-se em todas as li��es.

Armstrong...! Libby podemos dan�ar?

Reno o est� observando h� j� algum tempo.

Foi domandante do 7� de Cavalaria durante somente duas semanas.

O posto � meu!

Deseja ver-me longe.

Suponho que sim.

E penso ir para longe, tenho outra vez o comando.

E ganhamos todos!

General...!

Sim?

Com certeza!

Senhores!

Vamos enviar tr�s colunas contra os hostis!

O Gibbon pelo oeste.

O general Crook pelo sul.

E o nosso pelo leste.

Fomos informados de que centenas de sioux e cheyennes...

abandonaram a reserva e foram juntar-se a Touro-Sentado nesta zona.

- No vale do Rosebud? - S�o terrenos dif�ceis.

Armstrong...!

Muitos dos �ndios tem carabinas de repeti��o que compraram aos comerciantes.

O que me preocupa...

� a nossa muni��o.

Disseram-me que estes cartuchos s�o feitos de cobre macio e oxidam-se.

Bloqueiam as c�maras das "Springfield" ap�s tr�s disparos.

Eu sei!

� por isso que os oficiais levam as suas pr�prias carabinas e cartuchos de lat�o pagos por eles.

Que pensa o Ex�rcito fazer sobre este assunto?

Senhor, n�o h� tempo para pensar nisso agora!

Boston j� o fez uma vez, pergunte-lhe.

� imposs�vel atravessar a p� aquela zona.

E para convenc�-lo, na pr�xima que formos, voc� ir�.

- N�o voltarei a pedir-lhe. - se n�o acredita, pergunte ao Boston.

Claro que n�o provaremos e n�o penso em meter-me na sua vida...

- para me apontar falhas. - Tenho a certeza que � imposs�vel.

Terry n�o tem o direito a dirigir a expedi��o.

Porque � que me deixaram de lado?

Voc� � o homem de quem eles mais necessitam.

H� dez anos que n�o recebo uma promo��o!

N�o h� bastante carne para todos!

H� quinze anos que sirvo o Ex�rcito...

e n�o tenho sequer comida para alimentar a minha fam�lia!

Meu Deus!

Agradecemos-lhe a comida que p�e na mesa e na casa que nos deste.

Damos-te gra�as por estar aqui reunida a fam�lia.

O irm�o Boston,

o nosso sobrinho, Autie Reed,

o tenente Cook,

e a nossa querida Maggie.

�men.

- �men. - �men.

Vamos fazer um brinde!

Sim!

Ao general Custer!

Que foi e ser� o l�der do 7� de Cavalaria!

Por voc�!

Por uma viagem curta e um regresso seguro!

- Sa�de! - Sa�de!

por uma estrela...

ou um caix�o!

E eu irei estar ao seu lado!

- E eu! - E eu!

E eu!

Chegara o momento da expedi��o de Ver�o.

Alguns estavam contentes.

Mas os cora��es das mulheres sentiam-se abatidos.

Era um momento glorioso e triste!

Adeus, adeus rapazes!

Meu marido estava de novo ao comando do 7� de cavalaria.

Mas o general Terry, detinha o comando da expedi��o.

Vamos?

Marcha! Em marcha!!

Em frente!

Em frente!

- Adeus, adeus! - Adeus, at� breve!

- Adeus, muito cuidado!

Acampamos a primeira noite e pagou-se aos homens.

Algumas mulheres, tiveram o privil�gio de assistir � partida no dia seguinte.

Estava feliz de estar com o meu marido, mais um dia.

Embora eu tivesse um sentimento, que nunca tinha tido antes.

Quem est� de vigia?

Sou eu que estou de guarda, Senhor!

- Verifique o outro posto! - Sim, senhor, vou j�!

Pequenos-P�s-Descal�os.

� voc�. Verdade?

Pequenos-P�s-Descal�os!

Terry acredita que os sioux...

est�o � nossa espera.

Rosebud.

Perto.

De Washington!

Um presente.

Ao melhor guia do mundo.

Eu fui um chefe muito jovem.

Na Guerra Civil, a grande guerra entre os estados,

Eu tive onze cavalos mortos, � minha volta.

Matei meu primeiro homem.

Cacei-o como um animal!

foi dif�cil!

Eu tirei-lhe a sua espada!

E nela estava inscrito...

"N�o me desembainhes sem raz�o...

n�o me embainhes sem honra".

Alguma cicatriz?

Nenhuma cicatriz.

Quando o Filho da Estrela Nascente for av�...

voc�s ir�o todos a Washington.

E eu irei fazer uma casa grande para o meu amigo Faca-Sangrenta.

As mulheres e as crian�as ir�o ter comida em abund�ncia,

e n�o lhes faltar� nada.

Custer... nunca morrer�.

Custer viver� para sempre.

- N�o, n�o! - Libby!

- Meu Deus! - Estava sonhando.

Um pesadelo?

Sim!

Um �ndio, estava arrancando o seu escalpo!

Foi s� um sonho.

Sim!

e ser� o �ltimo.

Sinto tanto por n�o ter filhos...!

Queria tanto ter filhos!

Ainda h� tempo.

Prontos para montar!

Em marcha!

Coluna! Em marcha!

Autie!

Autie!

Autie!

Tem de voltar!

� a mulher de um soldado.

Espere pelo nosso regresso!

Na Primavera de 1876,

Fomos considerados hostis.

Antes, em cada primavera deix�vamos a reserva para ir ca�ar.

Mas nesta primavera,

n�s fugimos da reserva, e n�o ir�amos retornar.

Touro-Sentado dizia:

"Voltem para mim"

Venham ao Rosebud e dan�aremos, cantaremos e ca�aremos juntos,

Alguns de n�s j� n�o viam um b�falo � mais de um ano.

Touro-Sentado. Touro-Sentado.

O seu nome produzia terror no cora��o do homem branco.

N�o existia ningu�m que odiasse mais os brancos do que ele.

Ele tinha morto um guerreiro crow s� com um golpe, com a idade de 14 anos.

Diz-se que houve 63 baixas crow nesse horr�vel Ver�o.

N�o tinha medo.

Era s�bio.

Touro-Sentado convocou uma dan�a para um sacrif�cio.

Perfurou a carne cinq�enta vezes em cada bra�o.

E esteve sem comer e dormir durante tr�s dias.

Ao terceiro dia...

teve uma vis�o.

Os casacos-azuis caiam...

no nosso campo.

Assim como muitos Lakotas...

que iriam morrer.

Sargento, est� aqui outro disse que havia mais...

Parem de discutir!

General!

Acho... que � o Reno que ir� fazer o reconhecimento.

Terry manda o Reno.

N�o se preocupe, Reno n�o encontraria �ndios nem numa reserva.

Ter� de ir para Sul, perto de Little Powder.

Ir� chegar ao cruzamento entre o Mizpah e o Tongue, depois segue para o Tongue e...

e ir� se reunir conosco no Yellowstone.

O major Reno ser� enviado!

Congratula��es.

Tenho que levar o seu guia.

E tamb�m oito dos seus batedores �ndios.

Voc� vai precisar.

Um dia vamos ter que invadir o M�xico e torn�-lo nosso.

E como � que eles conseguiriam explicar uma a��o dessas, generais?

Chamam-na, "Destino Manifesto".

Destino Manifesto!

O direito inevit�vel daqueles que podem governar sobre os que n�o podem.

O que � que pensar� a hist�ria sobre a nossa pequena presun��o?

O que � que voc� pensa, Ulysses?

Penso que as na��es s�o como os indiv�duos,

s�o respons�veis pelas suas transgress�es.

Durante a revolta do Sul,

tinha a impress�o de que era o inicio do apelo "deixem-nos viver em paz".

Oxal�, estejamos em v�speras de uma nova harmonia.

� tarde.

Voc� fez isto desobedecendo �s minhas ordens!

Sinto muito, senhor, pensei que �amos conseguir encontrar uma trilha.

Eu sei o que pensou!

Est� bem!

O major Reno atravessando o rio Tongue e desobedecendo �s suas ordens...

descobriu uma trilha que leva ao Rosebud e cruza as Montanhas Wolf!

O tamanho da trilha confirma o relat�rio dos agentes �ndios...

provavelmente existem mais de mil guerreiros com Touro-Sentado...

Desculpe, major Reno!

Se tivesse mais experi�ncia nestas terras saberia que n�o existem...

maiores mentirosos que os agentes �ndios.

- Minha experi�ncia... - Sil�ncio!

Aos dois!

Bem, general Custer!

A sua coluna ir� descer pelo rio, para uma posi��o a leste dos �ndios.

e depois seguir� para oeste descendo pelo vale do Little Big Horn,

observando sempre a sua esquerda para estar seguro de que os �ndios...

n�o escapem pelo leste ou pelo sul.

eu irei com com o coronel Gibbon ao longo de Yellowstone.

Rumo ao Big Horn e ao Little Big Horn.

Iremos fechar a porta ao norte!

se n�o tivermos ainda sido descobertos gra�as ao senhor Reno.

- Nenhum �ndio viu as minhas tropas! - Como pode estar t�o seguro disso?

se voltar a desobedecer �s ordens,

pelo menos poderia ter-se despachado o mais r�pido poss�vel para no informar...

onde est�o os �ndios!

- Sei perfeitamente onde est�o! - Major Reno!

Voc� vai com o general Custer pela manh�.

E estar� sob o seu comando.

Obrigado, � tudo.

Quero que v� explorar a parte alta do riacho Tullock.

Quer levar o 2� de Cavalaria de Gibbon e as metralhadoras "Gatling"?

As metralhadoras s� iriam impedir a marcha.

N�o quero armas suplementares.

Irei levar mulas de carga e s� os meus soldados.

Porque o 7� de Cavalaria pode resistir diante de tudo que atravesse � sua frente.

Emitirei a ordem pela manh�.

N�o seja ambicioso, Custer!

Espere por n�s.

N�o serei!

N�o se ir� tocar a corneta a partir de agora!

Quinze dias de ra��es de biscoitos, caf� e a��car!

E doze de toucinho!

Cada homem necessitar� de cem cartuchos de carabina!

E vinte e cinco cartuchos de muni��o para os rev�lveres!

Mais forragem para os cavalos!

Os sabres ir�o ser guardados e deixados aqui!

Levem mais sal!

Talvez tenham a sorte de ficar com um cavalo.

- Armstrong? - Senhor!

Sabia que estaria acordado.

- Posso? - Entre!

Apaga essa luz de uma vez!

Est� calor.

estamos em Junho.

- A escrever � Libby? - Sim, Senhor.

Quer que eu a envie por voc�?

Irei envi�-la pela manh�, obrigado.

Temos de estar em Filad�lfia para a celebra��o do centen�rio.

Espero...

que a 4 de Julho possamos dar um presente ao pa�s.

Armstrong.

Seja prudente e fa�a o que achar melhor sem se afastar da trilha.

E qualquer que seja a sua decis�o, nunca abandone os feridos.

General!

Senhor!

- General! - Estou aqui!

Em frente rapazes, descarreguem aqui tudo!

QUINTA-FEIRA 22 de JUNHO de 1876.

Estava um calor horr�vel e infernal, nas terras �ridas de Montana naquele ver�o.

Na terceira semana de Junho,

o 7� de cavalaria j� tinha percorrido centenas de quil�metros.

Uma ponte sobre o tenente!

- Cuidado com a l�ngua, soldado! - Sim, senhor.

Na �ltima carta que o general me escreveu dizia:

Vou seguir agora o rastro, a partir do local onde os batedores tinham voltado.

Tenho a esperan�a de obter grandes resultados.

Estou subindo diretamente, pelo vale do Rosebud.

O comando do coronel Gibbon e do general Terry...

seguiram por Big Horn, o mais r�pido que puderam.

N�o levamos nenhuma tenda, nem as queremos.

Espero obter bons resultados para contar-lhe, na pr�xima carta.

General!

em frente!

- Eles passaram por aqui! - Sim!

Esperamos encontrar-nos com mais de mil guerreiros.

Algu�m quer dizer alguma coisa?

Sugest�es?

A verdade � que sinto que n�o dev�amos ter rejeitado a oferta do 2� de Cavalaria.

Vamos lamentar n�o estarem aqui.

N�o os pod�amos incluir na nossa marcha.

Somos o 7� de Cavalaria.

Procuraremos os �ndios at� encontr�-los.

Com a lealdade e coopera��o de voc�s...

podemos faz�-lo.

Obrigado, senhores! Descansem!

N�o lhe parece que o general esteja diferente?

Na verdade...

nunca o tinha visto aceitar assim uma cr�tica.

sim!

E isso preocupa-me.

S�BADO 24 de Junho

Vamos meu lindo!

Tem que ver isto, general!

Os homens que desmontem!

Aten��o, regimento!

Desmontem!

O que acha?

N�o tem mais que uns dias.

N�o creio que andem muito longe.

Os sioux, lutam como touros!

E os brancos fogem como mulheres!

Quantos �ndios, Faca-Sangrenta?

Diga-lhe!

Deixamos o nosso acampamento do Rosebud e fomos para o Little Big Horn.

tinham-se reunido mais �ndios do que algu�m jamais havia visto...

em qualquer outro local, antes ou depois.

O caminho que fizemos era largo e profundo.

Depois da montanha! Seguiremos a trilha!

N�o iremos at� o riacho Tullock?

- N�o. - Autie, temos que cont�-los, n�o combat�-los!

Era o que voc� faria?

Sim!

Talvez voc� devesse ser o general.

N�o preciso disso, ganhei duas medalhas de honra.

Autie!

N�o tem que ir atr�s deles sozinho.

Talvez eu tenha.

Seguimos a trilha!

General!

General!

Os batedores voltaram.

Dizem que a trilha �ndia cruza a divis�ria.

- Existem v�rias trilhas? - N�o.

Que os batedores v�o at� ao local de que falam!

- Sim, senhor! - Que tentem encontrar o acampamento,

Iremos segui-los!

- Amanh�? - Esta noite!

Dez anos nas plan�cies tinham ensinado o meu marido...

a antecipar-se aos movimentos �ndios.

Para n�o deix�-los dispersarem-se.

A segui-los de perto.

E a atacar ao amanhecer.

DOMINGO 25 de JUNHO

Grande! Grande!

Muitos lakota sioux!

Passaremos atrav�s deles num dia.

Quando encontrarmos os hostis,

os batedores ser�o livres para partirem.

N�o s�o obrigados a lutar.

Tamb�m existem sioux que s�o bons.

Conto com eles meu amigo.

onde est� o general?

Giovanni Martini, o seu assistente de hoje!

O batedor disse que � poss�vel ver o acampamento.

Senhor, posso sugerir-lhe, que d� ordens para que n�o fa�am fogueiras?

Se eu posso ver o nosso acampamento,

os �ndios tamb�m podem.

Onde est�o esses hostis?

Na linha de horizonte a oeste.

Para al�m do rebordo est� o vale de Little Big Horn.

O acampamento est� ai!

- N�o o vejo! - Est� ali, general!

Batedores disseram que viram uma manada de p�neis no penhasco.

Eles dizem que eles se parecem com minhocas na erva.

N�o o vejo!

N�o o vejo!

Rapazes, vem a� o general!

Descansamos hoje, e atacamos amanh�, Tom!

Autie! Lembra da caixa de muni��es que perdi no percurso?

O sargento Curtis voltou para procur�-la.

E encontrou v�rios �ndios hostis e...

fomos descobertos.

Primeiro-Sargento!

Reunir!

Toque a chamada dos oficiais!

Toque de reunir!

Touro-Sentado, rezou por n�s nesse dia.

Perto do nosso acampamento em Little Big Horn.

Era um acampamento grande.

O maior que alguma vez j� tinha visto na minha vida.

O povoado estendia-se por quatro quil�metros ao longo do rio.

creio que fossem dez mil �ndios.

Fic�mos s� uma noite no acampamento.

E ir�amos seguir no dia seguinte.

Quando est�vamos para ir embora, Custer atacou-nos.

Ele deve ter ficado surpreendido!

Cavalo-Doido tinha vencido o general Crook dias antes.

Essa vit�ria deu coragem aos nossos guerreiros.

�ramos fortes! Est�vamos prontos!

T�nhamos que lutar.

O sol estava quente nesse dia.

Creio que n�o havia nuvens.

E sei que n�o havia vento.

Capit�o Benteen, venha aqui!

A que distancia estamos do trem de carga?

A tr�s ou quatro quil�metros.

Siga com o seu batalh�o para a esquerda a cerca de quarenta e cinco graus em linha obliqua.

Derrube tudo o que encontrar � sua frente! Ataque tudo o que encontrar!

N�o ser� melhor mantermo-nos unidos?

Se � um grande acampamento, como dizem, ir� necessitar de todos os homens.

Voc� tem as suas ordens.

General, n�o estou muito ciente acerca do que quer.

- Que parte da �rea pretende que eu explore? - O Capit�o ouviu-me, varra a �rea!

Batalh�o, esquerda obl�qua!

- Obl�qua! - Obl�qua!

Em frente!

Mande um homem para tr�s com ordens suplementares!

Diga ao Capit�o Benteen que...

se n�o encontrar nada deve ir para a segunda linha de penhascos.

Dever� tamb�m manter pelo menos um oficial montado...

liderando cinco ou seis homens diante o destacamento.

- Vamos! - Sim Senhor!

General!

Os batedores encontraram uma tenda funer�ria.

Dizem que n�o se pode passar por ali.

Ser� melhor voc� falar com eles.

Disse-lhes para avan�arem e n�o pararem!

Desobedeceram-me!

Fiquem de lado e deixem os soldados assumirem o cargo!

Se algum de voc�s � um covarde...

irei tirar-lhe as armas e irei convert�-lo em mulher!

O que � que ele disse?

Ele diz que se voc� fizer o mesmo para todos os soldados assustados, vai levar tempo.

General!

L� se v�o os seus �ndios, general,

correndo como diabos!

V� encontrar-se com o major Reno!

Diga-lhe que o acampamento est� perto de n�s!

Que atravessem o rio e avance com certa prud�ncia o mais r�pido poss�vel.

- Ele tomar� todo o comando! - Sim, senhor!

Eu vou reunir os p�neis.

v� com o Reno.

Amigo, hoje...

vou para casa com voc�, por um caminho que n�o conhe�o.

E assim meu marido dividiu o seu regimento.

O major Reno e seus homens foram enviados para o outro lado do rio.

O capit�o Benteen dirigiu o reconhecimento a Sudoeste.

Ambos falharam-lhe.

Companhia, alto!

Nada!

Os homens e os cavalos est�o exaustos e n�o encontramos nada!

Meu Deus, isto � uma perda de tempo!

Se � verdade que existem �ndios neste vale, est�o ali.

Soldado, toque o clarim!

Ao ataque!

J� est�vamos no meio-dia.

Ningu�m pensava que estava por vir uma batalha.

Umas quantas mulheres estavam desarmando as suas tendas,

decidimos naquele dia partir vale abaixo.

Formem linha de escaramu�a!

Formem linha de escaramu�a!

Prontos!

Apontar!

Fogo!

Ele j� come�ou!

Assistente, encontre o Capit�o Benteen e diga-lhe que venha depressa! Grande aldeia.

Tragam as muni��es, r�pido!

Sim, General!

Depressa, retirem-se do vale!

Retirem-se todos do vale!

Vamos para o outro lado do acampamento para atacar!

Bem rapazes, vamos apanha-los!

Acabemos com este assunto e voltemos para casa!

Ao ataque!

Touro-Sentado reuniu os anci�os, mulheres e crian�as.

Gritou aos seus guerreiros dizendo:

Tenham coragem! est� um bom dia para morrer!

Os casacos-azuis atacaram o c�rculo hunkpapa no final do acampamento.

A uns tr�s quil�metros do nosso acampamento cheyenne.

Embrenhamo-nos todos numa grande excita��o!

Os guerreiros continuavam a sair... saindo!

Saindo!

Eu tamb�m queria ir!

A f�ria foi a nossa melhor arma naquele dia!

O general Custer esteve na Guerra Civil, � frente de onze cargas.

Cavalgou pelas plan�cies e nunca bateu em retirada.

Nunca pediu a um soldado para fazer algo que ele n�o faria.

Pergunto-me...

Como foi o seu final?

Meu Deus!

Este n�o � o fim do acampamento!

� o centro!

Colina acima! Para tr�s!

No final da aldeia!

S�o quantos?

De onde sa�ram tantos?

Que diabo est� se passando aqui?

Max eu disse...!

Montem!

Desmontem!

Desmontem!

Wallace! Vamos sair daqui!

Todos aqueles que desejam escapar, sigam-me!

Agarre o estribo!

Vamos!

Companhia, alto!

- N�o rompam as fileiras! - Companhia, alto!

Cabo Martini, assistente do dia!

Onde est� o Custer?

Quatro quil�metros mais acima!

E os hostis?

O qu�?

Os hostis?

Os hostis!

Os �ndios!

Devem estar fugindo.

Bem, o trem de cargas est� atr�s.

Se quer que vamos r�pido, Como levamos a muni��o?

Se servir de alguma coisa, creio que seja melhor esperar pela carga.

Linha de escaramu�a!

formem linha de escaramu�a!

- Linha de escaramu�a! - Linha de escaramu�a!

Desmontem!

Recarreguem!

Fogo!

Fa�am fogo!

Recarreguem!

Recarreguem!

fa�am fogo!

est�o espantando os cavalos!

Disparem!

Disparem!

Cooke!

� direita!

Reforcem o flanco direito!

Desmontem!

Desmontem!

Temos que resistir!

Recarreguem!

Recarreguem!

N�o h� muni��o!

Vamos companhia! Em frente!

Em frente!

Um grupo de soldados estava encurralado no topo de uma colina.

Mas a maioria dos guerreiros estavam rio abaixo lutando em pequenos grupos.

Major Reno!

Venha!

Companhia! Formem uma linha!

- Major Reno! - Movam os cavalos!

Esperamos ordens para avan�ar!

Temos feridos!

Mantenham a nossa posi��o!

Capit�o...

Permita-nos ir at� ao local de onde vem o tiroteio, senhor!

Permiss�o negada!

� um caso de vida ou morte, rapazes!

Viver ou morrer!

Cavem trincheiras! Agora!

Companhia, alto!

Temos que voltar! Temos que voltar!

Fogo!

Vamos rapazes, resistam!

Jimmy!

Jimmy!

Autie!

Autie!

O primeiro vapor que voltou de Yellowstone...

Tinha trazido as cartas do meu marido.

Tinha de me reunir com ele para o 4 de Julho.

�amos celebrar o primeiro centen�rio dos Estados Unidos

Reconheci-o imediatamente apesar do seu cabelo estar curto e a sua cara estar suja.

Um guerreiro Lakota veio cort�-lo.

As mulheres cheyennes intercederam por Custer.

Diziam que era um parente, o marido de Me-O-Tzi.

Assim, s� lhe cortaram a ponta de um dedo.

As mulheres perfuraram os seus ouvidos com os furadores de costura.

Faziam isso para que pudesse ouvir melhor.

Ele tinha prometido que nunca mais lutaria contra os cheyennes.

E n�s t�nhamos-lhe prometido a sua morte, se o fizesse.

Ele esqueceu-se da sua promessa.

Ele n�o se lembrou das nossas palavras.

Na sua pr�xima vida, ouviria melhor.

O meu povo seguiu Cavalo-Doido.

Primeiro para as montanhas do Big Horn.

De seguida descemos at� ao rio Powder.

Est�vamos gelados.

Passamos fome.

O homem branco continuou a vir.

Meia volta!

As mulheres do Forte pareciam saber desde � v�rios dias.

Esper�vamos not�cias.

Por uma palavra.

Finalmente chegou.

No Domingo, 25 de Junho,

de 1876.

O general George Armstrong Custer,

e cerca... de 265 membros do seu regimento,

morreram em combate, contra tribos de �ndios hostis,

no rio Little Big Horn.

Podemos pedir-lhe Sra. Custer,

que nos acompanhe e o transmita �s outras esposas?

Pode dar-me o meu xale, por favor?

J� volto.

Temos de tratar da bagagem para irmos embora agora.

J� n�o pertencemos mais ao Ex�rcito!

Seis meses depois da batalha,

Cavalo-Doido e os que estavam com ele,

renderam-se.

Cavalo-Doido era hostil.

Era perigoso.

Temido.

Em crian�a teve uma vis�o.

Viu um guerreiro galopando desde o sol.

Com rel�mpagos cruzando-lhe o rosto.

N�o tinha medo de nada.

Sentia-se destinado a proteger o seu povo contra o homem branco.

Mas no final... viu que iria morrer.

Era incapaz de defender a si mesmo,

quando estava preso foi morto por um dos soldados.

Touro-Sentado rendeu-se em 1881.

Em 1890, alguns convocaram a dan�a dos fantasmas.

Eles diziam que atrav�s da ora��o o b�falo regressaria.

Dan��mos para que devolvessem as nossas vidas.

Dan�amos, dan�amos...

e dan��mos!

Numa manh� fria ao amanhecer,

a pol�cia �ndia matou Touro-Sentado e o seu filho.

E pouco depois, massacraram os restantes que participaram na dan�a.

num local chamado Wounded Knee.

E assim...

as guerras com os �ndios das plan�cies...

terminaram para sempre.

Tarduzido e legendado por: Paulo Figueiredo 21/12/2012

Agradecimentos especiais: _DraKaN_

Revisado e adaptado para PTBR: Clermont_DB. janeiro de 2014.

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