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::::: VICIADOS LEGENDAS :::::
Orgulhosamente apresenta:
A ILHA DOS HOMENS-PEIXE
Tradu��o e sincronia: Zebu
Revis�o: Andr�
Mar do Caribe Maio de 1891
O Dr. disse que n�o morreria entre n�s.
A sua pele agora n�o vale mais que a nossa.
Se n�o tivesse lhe salvado primeiro...
...ent�o n�o teria a satisfa��o de me ver morrer.
N�o nos afogamos quando o navio afundou...
porque o Dr. abriu a cela
� grato por isso, seu idiota?
Se sairmos vivos dessa, a primeira coisa que o querido tenente vai fazer...
� nos p�r de volta no navio-pris�o.
Est� certo, � o que farei.
Ei, estamos mexendo!
Devem ser correntes fortes.
Daquelas quentes, isso explica a neblina.
Mas por que sacode tanto?
Um tubar�o?
Provavelmente n�o.
Devemos estar perto da terra.
H� lendas sobre este lugar.
Algo atingiu o fundo!
Est� entrando �gua no barco!
Vamos morrer!
Calem a boca!
Fiquem quietos!
A velocidade est� aumentando!
Cuidado!
Antoine!
N�o, Jos�! N�o!
Se beber isso, morrer�. Como ele.
Talvez achemos �gua fresca na floresta, vamos.
N�o posso.
Venha!
Fran�ois!
Tenente! Jos�!
Deixe-me ver.
Me de uma m�o!
Achei �gua h� alguns minutos daqui.
H� um lago inteiro esperando por voc�s.
Conseguimos, hein?
Tem a pele mais forte do que voc�s, n�o � Tenente?
J� � o bastante! J� � o bastante por hora.
Basta por enquanto, n�o pode exagerar.
Vou procurar comida.
Deve haver algum animal por aqui.
N�o, Fran�ois, espere.
Seu amigo n�o voltar�.
Tenente...
Agora que suas armas est�o no fundo do mar...
pode parar de nos dar ordens.
Fran�ois, pode matar qualquer coisa com isso.
Vamos!
Vamos, andem!
Fran�ois!
Fran�ois!
Fran�ois!
Fran�ois!
O barulho veio de l�. Venham.
Olhem, l�!
Meu Deus, um jacar� o pegou!
Jacar�s n�o estra�alham assim uma pessoa.
E que outra coisa pode ter sido?
Ou�am!
� uma ilha vulc�nica.
Mas h� animais aqui, talvez eles matem gente.
Parece ser um cavalo.
Cavalo? Est� ouvindo coisas.
Era um cavalo, tenho certeza.
Agora acredita em mim?
Jesus!
Tenente!
Morra, seu nojento!
Deixe que ele tamb�m morra.
Vamos nos livrar dele.
Certo, mas solte -me. Est� quebrando meu bra�o.
Vou fazer com que termine logo.
Filho da puta! Venha, tenente!
N�o alcan�o a sua m�o!
Obrigado. Vamos.
Vamos olhar por a�.
� um cemit�rio!
N�o entre a�!
Do que tem medo, Jos�? Vamos!
Parece que algu�m o usou por uns tempos.
O que ter� acontecido com os corpos?
N�o os toque por favor! � vodu!
- Vodu? - Sim
J� ouvi sobre essas ilhas.
S�o habitadas por zumbis.
Mortos vivos. Por isso os t�mulos est�o vazios.
H� zumbis aqui!
Pare, Jos�. Isso � besteira!
Zumbis n�o existem e nunca existiram.
Obrigado!
Fiquem onde est�o. Quem s�o voc�s?
Somos de um navio que afundou h� uma semana.
Nosso barco salva-vidas foi pego por uma corrente...
e aqui estamos.
Como se chama essa ilha, senhora?
N�o tem nome, � particular.
Pertence a Edmund Racon.
E ele n�o gosta muito de invasores.
Sugiro que voltem � praia...
e encontrem um meio de partir.
Por favor! Estamos famintos e exaustos!
Ao menos diga onde podemos encontrar comida e abrigo.
N�o posso dizer nada, cuidem de si mesmos.
Se a montanha n�o vai a Maom�...
J� disse para n�o se esgueirar assim.
Voc� � pior do que uma cobra. Deixe-me em paz!
As minhas ordens s�o para servi-la.
Cuidar das suas necessidades.
Voc� quer dizer me espionar, n�o �, Shakira?
Edmund sabe tudo o que voc� faz.
N�o preciso espionar.
Como eles acharam o caminho para c�?
Tenente, ou�a, vamos embora daqui!
N�o, Jos�. H� algo muito estranho nesse lugar.
O que houve com Fran�ois, o cemit�rio...
aquela mulher � cavalo...
Chegamos at� aqui, vamos adiante.
Voc�s est�o na minha ilha sem permiss�o.
Quem s�o voc�s?
Tenente Claude de Ross, oficial m�dico do navio Cayenne...
que afundou h� uma semana.
Um m�dico?
E esses dois cavalheiros?
Cayenne era um navio-pris�o.
Somos os tr�s �nicos sobreviventes.
A ilha tem alguns inconvenientes para os n�o iniciados.
V�o com ele. Ele lhes mostrar� onde se hospedar�o.
Olhem, mais vodu!
O escorpi�o � um animal sagrado.
Est� ligado �s almas dos mortos.
Besteira! � s� um bicho!
N�o devia ter feito isso.
Oh vamos, n�o foi voc� que estrangulou aquela mulher?
Por que tanta agita��o por um escorpi�o?
Voc� nos condenou ao inferno.
Colocou uma maldi��o sobre n�s.
Saia!
Voc� sabia que eles iriam te seguir.
� uma garota m�.
E teimosa tamb�m.
Sabe que n�o deveria fazer isso sem minha permiss�o.
E voc� n�o deveria entrar aqui sem minha permiss�o.
Queria saber se chegar� a tempo para o jantar.
- Por que? - Por que?
Porque convidei o jovem tenente.
Coitado. Merece uma recompensa...
depois do que passou.
Ele � bonit�o!
Limpo, deve at� ser sensual.
Afinal, a vida aqui n�o � exatamente excitante para uma jovem mulher.
Por que n�o poderia se divertir...
De vez em quando?
Voc� me d� nojo!
Se n�o tenho seu amor...
ao menos permita-me o doce tormento do ci�me.
Gostaria dele como amante, n�o?
Saia!
Saia!
Certamente.
Tente ficar o mais bela poss�vel hoje, querida.
Talvez seja a �ltima coisa bonita que esse pobre jovem ver�.
Estou curioso com aquele cemit�rio e as tumbas vazias.
O que aconteceu aos corpos?
Simples.
Houve uma erup��o...
e os nativos abandonaram a ilha.
Temiam que o vulc�o os destru�ssem...
mas antes de partirem, jogaram os seus mortos no mar.
Uma supersti��o tola.
Vi sinais recentes de cerim�nia de magia negra.
Algu�m levou a s�rio a tola supersti��o.
Talvez Shakira possa falar mais sobre isso.
Ela vem do Haiti, o ber�o do vodu.
No seu lugar, n�o me meteria nisso.
A curiosidade matou o gato, voc� sabe.
- N�o entendo. - O que voc� n�o entende?
Tudo.
Essa ilha e voc�s vivendo t�o longe da civiliza��o.
N�o vejo o que h� de atraente aqui.
Acho um lugar muito estranho.
E o mundo... civilizado. � mais atraente?
N�o lamento t�-lo deixado.
Um navio traz suprimentos duas vezes ao ano.
� tudo o que precisamos.
N�o �, querida?
� m�dico, tenente...
talvez d� um nome � minha esquisitice.
Misantropia?
N�o exatamente.
Diria que n�o gosto de me submeter �s leis.
Nesta ilha, sou o chefe absoluto.
Tenho certeza disso.
Acho que n�o diagnostiquei bem. Deveria ter dito paran�ia.
Voc� � petulante, tenente.
Posso mandar atir�-lo no mar...
Certamente, mas n�o far� isso, pelo menos n�o ainda.
Est� sem audi�ncia por muito tempo.
Touch�!
Perdoe por ter feito essa amea�a rid�cula.
Est� certo. Estou feliz em t�-lo aqui.
E a minha esposa tamb�m.
- N�o � mesmo, Amanda? - Sim, bastante.
Os estrondos do vulc�o ocorrem pela press�o interna.
Uma vaz�o, uma soltura, preocupa-me quando param.
Voc� disse que os nativos abandonaram a ilha.
Sentiam-se menos confiantes sobre o vulc�o.
Admira-me, um homem civilizado como voc�...
tamb�m est� pensando em nos abandonar?
O nosso convidado n�o aprecia as belezas da ilha.
- Amanda, voc� n�o me ouviu? - Desculpe, estava distra�da.
Dizia que o Doutor est� impaciente para ir.
Por que ele iria querer ficar?
Com licen�a, estou muito cansada
O clima �s vezes faz mal pra ela. Pobrezinha.
Por favor, termine sua refei��o.
Falaremos amanh�, temos bastante tempo.
Sinto n�o ter acomoda��es melhores para voc�s.
Vejo a morte.
Vejo a morte.
N�o, n�o!
Socorro! Socorro!
Socorro! Socorro!
Socorro! Socorro!
Bom dia, Doutor.
O que posso fazer pelo senhor?
Peter sumiu. Tem id�ia de onde ele est�?
Talvez ele tenha fugido. N�o � o que presos fazem?
N�o creio que ele tivesse essa inten��o.
Se isso lhe conforta
Ningu�m sai desta ilha sem que eu queira.
Ent�o onde ele est�? O que fez com ele?
Eu? Nada.
N�o me preocuparia, ele era...
� um criminoso. Um malfeitor sem import�ncia.
Racom, n�o pode brincar com a vida das pessoas.
Ou�a. Eu decido tudo nesta ilha. Sou a lei!
E � melhor que se comporte.
Agora saia.
Voc�, fique aqui.
Por que deveria? N�o sou criada, fa�o o que quiser.
Tenha cuidado, Amanda. Minha paci�ncia est� acabando.
Volte, Jos�!
Deixe-o ir Doutor. Ele n�o ir� longe.
Nem voc�, se for atr�s dele.
Pare! Fique onde est�.
Voc� � louco, n�o conhece esta floresta.
N�o pode ficar andando por a�, olhe
Se realmente quiser me ajudar, ent�o venha comigo.
Preciso achar Jos�.
� in�til, n�o h� nada que voc� possa fazer agora.
N�o por ele.
O que quer dizer? Por que? Que poderes tem Racom?
O que ele quer fazer nesta ilha?
Me escute, siga pela costa at� o outro lado da ilha.
Atr�s do vulc�o.
Construa uma balsa e v� pela corrente.
� cem milhas, achar� ilhas habitadas.
L� estar� a salvo.
Por que voc� n�o vem comigo?
- Voc� n�o quer ficar, quer? - N�o tenho escolha.
N�o posso partir.
Do que voc� tem medo?
Por que n�o me deixa ajud�-la?
Deixe-me ir!
N�o!
V�, Claude, parta enquanto pode.
Saia da minha frente!
Ontem fui atacado por Deus sabe o que!
Ele tentou me matar.
O que h�, Edmund?
Ela pode lhe contar, salvou a minha vida.
Salvei a sua vida? Do que est� falando?
Dormir na cabana fria provoca-lhe pesadelos.
Pesadelos n�o rasgam a roupa.
H� algo vivendo l� nos p�ntanos.
E me atacou.
Est� falando absurdos, Claude.
Claro, voc� teve febre alta por dias.
Talvez seja a �gua.
Quero saber o que h� aqui, o que est�o fazendo.
J� chega. Por favor, voc� est� imaginando coisas.
Amanda, espere!
Soltem-me, droga!
Calma, doutor, voc� n�o vai ganhar nada com viol�ncia.
E meus homens s�o muito mais fortes.
Certo, certo.
Estou delirando, imaginando coisas.
Falando absurdos.
Mande que me soltem.
Levem-no para dentro.
Professor, pode me ouvir?
Voc� est� vivo porque ele precisa de um m�dico.
Agora fa�a alguma coisa, depressa!
Preciso de mais luz, �gua fervida, bandagens...
e instrumentos.
As feridas est�o infeccionadas...
est�o envenenando todo o corpo.
Precisam ser limpas.
Tudo o que quiser, mas tente mant�-lo vivo.
E ent�o, doutor?
Dei-lhe um sedativo. Agora est� dormindo.
Mas se n�o lev�-lo para um hospital...
com tratamento adequado...
Quanto tempo ele viver�?
Se ficar aqui, n�o muito.
Uma semana, no m�ximo um m�s.
Isso bastar�.
� preciso. Fa�a um bom trabalho Doutor.
Racom!
N�o farei mais nada at� que me diga quem ele �.
E por que � mantido prisioneiro.
O seu nome � Prof. Ernest Marvin.
E ele n�o � um prisioneiro.
O bi�logo? Pensei que ele tivesse morrido h� muito tempo.
Como voc� v�, ele n�o morreu.
E deve viver o m�ximo poss�vel.
Quanto mais, maiores s�o as suas chances de viver.
Doutor.
Seu pai teve outro ataque.
N�o foi s�rio, Claude est� cuidando dele.
Ele parece ser um bom m�dico, bem o que eu precisava.
Por enquanto, n�o correr� perigo.
Seria bom n�o v�-lo mais.
Voc� fala tanto, querida.
Quero ver o meu pai.
Ele est� em boas m�os, voc� ficar� aqui.
Pare! Pare!
Solte-me!
N�o deixe que ela saia.
Marvin, estudo de muta��es biol�gicas.
Quem est� ai?
Quem � voc�?
Como veio parar aqui?
Sou o m�dico que est� cuidando de voc�.
Teve um colapso, n�o lembra?
N�o.
Podia se poupar o esfor�o. � tarde demais.
N�o � tarde, deve partir...
com rem�dios, num hospital equipado...
O meu trabalho n�o est� terminado.
Que trabalho? Diga-me. O que deve terminar?
Poupe a sua energia, professor.
Isso � uma virtude.
Gostaria mais que a sua curiosidade intelectual...
se restringisse � medicina.
Por aqui, por favor.
O que h�? O que � isso?
Est� tudo bem.
Queria fazer isso h� tempos.
A ilha toda � um labirinto de cavernas e t�neis...
de uma costa a outra.
Nessa ilha, o tempo e o progresso pararam.
As lavas vulc�nicas e os recifes a protegeram.
Venha.
Depois de voc�.
N�o se preocupe, � seguro.
Esta ilha � como um continente.
Meu Deus! O que � isso?
Creio que estamos vendo a cidade perdida de Atl�ntida.
L� est� o que sobrou daquela civiliza��o.
O templo do Deus-Sol.
Cont�m um tesouro maior do que eu possa sonhar.
Meu problema � p�r as m�os nele.
Est� a uma profundidade de dois mil p�s.
Dois mil p�s, ningu�m pode atingir tanto.
Nenhum ser humano normal.
Quando cheguei nesta ilha, h� 15 anos...
e descobri seus segredos, chamei o Prof. Marvin.
Precisava de algu�m...
que pudesse se relacionar com eles.
Se comunicar com eles.
Sim, s� essas criaturas podem recuperar o tesouro.
Os descendentes dos habitantes de Atl�ntida.
Meu Deus! Meio peixes, meio homens!
Como sobreviveram?
Como evolu�ram?
Sobreviveram porque evolu�ram, meu caro doutor.
A opini�o de Marvin � que o continente...
levou milhares de anos para afundar...
e os habitantes viraram anf�bios.
S�o mais peixes do que homens, sabe.
E ent�o eles encontram muita dificuldade de ficarem muito tempo fora da �gua.
O professor descobriu como se comunicar com eles.
Ele lhes deu um tipo de po��o e eles o obedecem.
Que tipo de po��o?
Se eu soubesse, n�o precisaria mais do professor faz tempo.
Nem de voc�, doutor.
� uma subst�ncia qu�mica, uma droga.
Algo em que as criaturas se viciaram.
Tanto s� para p�r as m�os no tesouro?
N�o sabia que cientistas eram t�o gananciosos.
N�o, Marvin n�o �.
Eu o convenci que isso era para a pesquisa.
N�o entendo como um cientista como Marvin daria sua vida
por uma descoberta dessa magnitude.
Mas voc� n�o d� a m�nima para a ci�ncia.
O que lhe importa � s� o tesouro.
E com certeza n�o ser� para pagar uma pesquisa.
Tem raz�o, quero-o s� para mim...
Terr�vel, n�o �?
Brutos, selvagens!
Venha doutor, tenho algo mais para lhe mostrar.
Diga-me.
Sua esposa est� envolvida?
Sabe o que voc� faz?
Amanda � filha do professor, e n�o minha esposa.
Pelo menos, ainda n�o.
� uma garota doce.
N�o suportaria se acontecesse algo com o pai.
Voc� faz chantagem, amea�ando matar o velho.
Precisamente, meu caro rapaz.
Tem seus meios de fuga prontos...
para depois que se apossar do tesouro?
Claro.
E se o professor morrer de causas naturais?
Ele � um homem muito doente.
Sim, esse � o ponto crucial do meu problema.
Quando o trouxe, h� 15 anos, Amanda era crian�a.
Seu pai ensinou-a a se comunicar com eles.
� ela que lhes d� a po��o secreta.
Assim ela est� a salvo com eles.
Confiam nela plenamente.
Se ele morrer, ela n�o poder� ajud�-lo mais.
Como voc� � brilhante!
Se usar sua habilidade para manter o velho vivo...
doutor...
talvez eu partilhe essa beleza com voc�.
O que me diz de metade? � uma barganha.
- Por que n�o?
Vejo a morte!
Deus-Sol, livre esta ilha da morte!
A ilha ser� destru�da.
Todos morrer�o!
Shakira! Shakira!
Edmund...
Por favor deixe-nos partir antes que seja tarde.
A origem do homem est� na �gua.
Nela est�o os componentes biol�gicos para sobreviver na �gua.
Seu sistema respirat�rio resulta deste est�gio de evolu��o.
Quando seus antecessores sa�ram do mar.
Mas o homem pode voltar ao estado anf�bio.
� Marvin, agora me lembro.
Foi o geneticista condenado...
por seus experimentos.
Transplantava �rg�os de animais em seres humanos.
Amanda! Amanda!
Claude? Claude!
Desculpe, tive que agir daquele jeito, na frente dele...
Amanda, n�o precisa explicar. Conhe�o toda a hist�ria.
Na verdade, temo saber mais do que voc� sabe.
Vamos ver seu pai.
Espere, a porta est� trancada!
Acho que tem algu�m vigiando.
Ent�o teremos que usar a janela.
N�o entendo, ele deveria estar na cama.
Acho que sei onde encontr�-lo.
- Como se abre isso? - Eu n�o sei.
Ele n�o deixa ningu�m ir ao laborat�rio.
Nem mesmo eu.
� onde ele prepara a po��o para os monstros.
Sim, mas n�o s�o monstros.
Eram iguais a n�s, h� dez mil anos.
Sim, os habitantes originais de Atl�ntida.
Sabia que tiraram a licen�a do seu pai...
h� vinte anos?
Sim, foi antes de virmos para c�.
Eu era crian�a, mas lembro dele ter dito...
que foi julgado injustamente.
Injustamente? Ent�o voc� n�o sabe da acusa��o?
N�o sei, ele nunca me explicou.
Ele foi acusado da morte de pacientes...
que sofreram cirurgias experimentais.
Temo que Racom e seu pai a decepcionar�o.
Professor!
Pai!
Meu Deus do c�u! � Jos�!
A� est�o os seus descendentes de Atl�ntida.
Os resultados dos experimentos de um louco.
Sabemos onde est�o os habitantes da ilha.
Transformaram-se em monstros como esse.
N�o, Claude, voc� deve estar...
Meu pai n�o faria isso!
N�o! N�o!
Em um minuto voc� destruiu a minha realiza��o m�xima...
um trabalho de uma vida inteira!
Meu �nico esp�cime com intelig�ncia humana.
Voc� n�o � um cientista, � um criminoso louco.
Pai, como pode fazer algo t�o terr�vel?
Terr�vel?
� a solu��o biol�gica para o maior problema...
da humanidade.
No futuro pr�ximo, quando a terra n�o poder� mais...
alimentar a sua superpopula��o...
uma nova ra�a de seres anf�bios poder�...
submergir nos oceanos e sobreviver.
Entende a estupidez da sua destrui��o?
N�o veria os resultados finais dos experimentos.
N�o viveria o suficiente.
A minha vida n�o tem import�ncia.
Meu trabalho pode ser continuado por outros.
O seu trabalho morrer� com voc�.
Racom s� quer as criaturas para obter...
o tesouro de Atl�ntida.
Quando n�o precisar mais de voc�s, vai mat�-los.
O futuro da humanidade nada significa para ele.
Mas o meu futuro sim, est� certo, doutor.
N�o haver� futuro para voc�!
Bastardo!
Pai!
Agora � a sua vez, doutor.
Tive uma id�ia melhor.
Vejamos se cria uma corpora��o sem a ajuda...
do professor.
Parem!
Grite o quanto quiser, ningu�m vai ajud�-la.
Seu pai est� morto.
E logo Claude se unir� a ele.
Dana��o!
N�o, Shakira!
Voc� est� preso a mim pela eternidade.
Amanda pertence a ilha.
E ela morrer� quando a ilha morrer.
Isso � bobagem, Shakira.
Lembra-se da profecia?
O Deus-Sol surgir� do abismo.
E o vulc�o destruir� a ilha.
Devemos partir depressa.
Sim, mas Amanda ir� conosco.
N�o!
Temo que levaremos o corpo do seu pai.
O criador de voc�s est� morto.
Ela est� em meu poder.
Ent�o ir�o me obedecer.
Quero o tesouro do templo do Deus-Sol.
Tudo, agora!
Tragam-me o tesouro, sen�o eu a matarei!
O Deus-Sol.
Ache-o... Ache-o e mate-o!
Onde ele est�? Para onde levou Amanda?
A caverna.
Essa ilha vai explodir a qualquer momento!
- Vamos! - Eu n�o vou com voc�!
N�o temos chance!
Temos sim, venha comigo. Vamos.
Venha r�pido!
Isto leva a caverna onde est� o barco.
H� uma corda presa, podemos nos segurar.
Vamos!
Cuidado Claude, eles n�o tomam a po��o h� 48 horas.
N�o tenho mais nenhum controle sobre eles.
Bem, n�o temos escolha.
Amanda, venha!
Vamos soltar as amarras!
Pule na �gua, sen�o eu a matarei!
Vamos, pule seu maldito.
N�o, Claude, n�o!
Voc� acha que eu n�o faria isso?
Pule!
Amanda!
Claude!
Amanda!
Onde estamos?
Em um peda�o do barco de Racom.
O que aconteceu?
Eles nos salvaram.
Eu sabia que fariam isso.
Ser� que ainda est�o vivos?
Quem sabe se l� embaixo, em algum lugar...
Talvez o sonho do meu pai se torne realidade um dia.
Veja!
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