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Prossigo?
Espera...
12 HORAS ANTES...
Um iraquiano que estava sob
um mandado de prisão internacional
e acusado de recrutar soldados para o ISIS.
Hoje, no ministério do trabalho, continua o enfrentamento
entre o governo e os sindicatos.
Fala.
Certo. É uma informação segura? Responda apenas sim ou não.
Bem, escuta o que deve fazer.
Desligue o celular.
Ou melhor, jogue fora e se esconda
até que tudo acabe. Entendido?
Certo.
Olha só esse cretino!
Achou sua carteira de motorista em um Kinder Ovo?
Sem essa, garotinha.
Tirei a carteira há 20 anos, você nem tinha nascido.
Dá pra ver!
Não é minha culpa, o policial imbecil, ele me cortou!
- Cuidado, vai bater no ponto. - O exame era difícil.
- Não como você, só faz teste. - Acha simples? - É simples.
Bem, eu tenho medo.
- Merda. - Assim seja.
- Beijinho. - Não.
- Tchau. - Tchau.
Nunca entendi essa coisa de merda...
Qual o problema se ajuda a passar no exame?
Poderia dirigir o carro de Raffaele.
Não sei.
Talvez esta tarde depois da festa.
Quem sabe?
Verdade? Então, merda em dobro.
Assim seja.
Tchau.
Vanessa! Pela bunda da baleia!
O Dr. Rambelli falou para começarmos...
- Vamos prosseguir. - Certo.
Raspadori Ambra, 20 anos.
Foi encontrado ao lado do canal.
- Há uma festa! - Sim, é uma zorra total.
Insisto que somos poucos para controlar esse lugar.
Pelo relatório médico parece que a menina usou drogas.
- Isto parece preocupante. - Ambra não foi lá, a levaram.
- É outra overdose de Red. - E então?
Não se vai a um lugar assim com esse tipo de droga.
É usado quando se vai a uma discoteca.
Para mim, a mataram em outro lugar e então a jogaram lá.
Mas não é da minha conta, o caso é de outros.
Estou aqui por você, doutor.
Tenho uma informação sobre o Mexicano.
Preciso de uma equipe...
autorização para ir a Porto Vecchio
e um mandado de busca.
É uma informação segura.
Esta noite o Mexicano estará em um dos postos...
- com um monte dessas pílulas. - O Mexicano.
O famoso Mexicano.
Se não for pedir muito, Cagliostro, quem é o informante?
- Isto não posso dizer. - Claro.
Apesar do que você pensa, eu não inventei o Mexicano.
Existe.
Embora não sabemos qual é a cara e nome verdadeiro dele.
A verdade é que é ele quem traz essa merda e distribui.
Você se importa com isso ou não?
Até que prove o contrário
você acabou de dizer que o caso não é seu...
Cagliostro, você gosta de jogar pesado,
mas as coisas não funcionam assim.
Não vou assinar a autorização e você não vai fazer nada.
É diferente.
- Normalmente você não faz nada. - Leonardo.
Se continuar assim, serei obrigado a...
Fazer o quê?
- Vai me prender? - Chega agora, por favor! Chega.
Vou para a promotoria, tenho coisas mais importantes a fazer.
- Bom trabalho. - Obrigado.
- Espero você? - Nos vemos lá.
Primeiro tenho de falar com o Delegado Cagliostro.
Boa sorte.
Em particular, se não se importa.
Sim.
- Tchau, Leo. - Tchau.
Tensão na sala de reunião?
Problemas entre Leo e Piras.
- Por pouco se pegam. - Por quê?
Cagliostro disse que tem uma informação sobre o Mexicano.
Ele queria que Piras desse uma autorização
para vasculhar o Porto Vecchio.
- Com uma equipe de homens. - Piras negou. - Claro...
Para mim, Cagliostro irá de qualquer maneira.
Do jeito que é teimoso é possível.
Mas sem açúcar?
Até logo.
Passava por aqui e veio nos ver?
Sou a promotora de plantão.
Por favor, é uma piada?
O que fazem dois substitutos de promotor
no escritório de um policial?
Aquele veio porque está ligado em você que veio me ver.
Piras não tem nada a ver com isso.
Você disse a ele que nos separamos?
Não nos separamos.
Estamos nos separando. Ninguém sabe.
Certo. Segredo penal...
até que a investigação termine.
Pare de fazer piadas e vamos conversar.
- Conversar? - Sim!
Quer conversar, mas isso não vai a lugar nenhum!
- Como chegar... - Com fatos!
Sei que para parar este desastre temos que pegar o Mexicano.
Vou pegá-lo mesmo sem a autorização do seu amigo!
- Terminamos ou tem outra coisa? - Terminamos. - Ótimo.
Bem, tem outra coisa. Você continua um idiota!
Vamos para o meu escritório.
- Esta? - Depois vemos.
Leo.
- Você está bem? - Sim, coisas minhas.
- Está com uma cara... tenho que fazer algo, você vem? - Claro.
Espero você.
- Paoletto contou sobre Piras. - Os boatos voam.
Não deveria fazer isso, Leo. O Mexicano é muito violento.
Eu não me meteria em outra confusão sem retaguarda.
Na verdade, não falo com você.
Valério, obrigado pelo conselho.
Use-o bem.
Tome cuidado.
- A procissão do santo é hoje? Tem um conselho também? - Sim.
Não escute, siga em frente e pegue o Mexicano.
Mas eu quero ir com você.
Não, vou sozinho.
Fique tranquila, não vou me fazer de herói.
Controlo a situação e, se necessário, peço reforços.
Não quero que se meta nisso por mim. Tchau.
Avisamos Rambelli?
Acorda!
- Olha só! Está de moto. - Passou no exame. - E agora?
- Como foi? - Adivinhem? - Aprovada.
Ótimo!
Parabéns.
Esta tarde vamos tomar umas no Minibar,
temos que comemorar.
Olá.
- Parabéns, Vanessa. - Obrigada, Filip.
Que cara!
Ele me deixa nervosa.
Mais cedo ou mais tarde, ele nos mata.
Que roupa você usa?
- Temos visita - Alguém veio te ver.
- Olha só para o carro. - Que sorte!
- Você conseguiu? - Sim.
- Parabéns. - Obrigada.
Sabe, queria convidá-lo para tomar
umas bebidas esta noite no Minibar.
Se você quiser vir.
Vem cá.
Certo. Vou agora, tenho que...
Estou um pouco confuso.
Porra, que lindo!
"Tomar umas bebidas!" E ele com isso?
O que está havendo?
É estranho. Às vezes não para de escrever
para mim e outras vezes desaparece.
Ele é bonito, rico, toda Trieste o ama.
Eu também sairia se fosse ele!
Mariani, viu Cagliostro por aí? Ele tinha que vir me ver.
Não. Deve estar por perto,
se por acaso o encontrar falo para ir até você.
Estive com o promotor Piras.
Ele me contou uma história.
Tem certeza de que não sabe de nada?
Sim.
Por que nunca atende o telefone?
Merda!
Leonardo, quando ouvir esta mensagem, pode me ligar?
Por favor.
Eu a encontrei.
Quando? Quantos são?
Nada de brincadeira, está claro? Se eu afundar, você vem comigo.
Entendeu?
Merda.
Parado, polícia!
Por que foge? Acabou!
Merda!
Parado. Jogue o brinquedo.
Levanta.
Muito bem, vire-se.
Vamos.
De joelhos.
Tire a sacola.
As mãos atrás da cabeça.
Fim da linha, Mexicano.
Anna!
Não!
Vamos, não faça isso. É já que ele chega.
Se você diz.
Vamos, outro.
Já volto.
Aqui está você. Oi. Venha tomar algo com a gente.
Espera, Vanessa. Venha.
Eu vim apenas para cumprimentá-la.
Estou morto de cansaço.
Vá com seus amigos, você vai se divertir muito.
Aposto que está deixando ela.
Se você quiser, vamos para um lugar mais tranquilo.
Outro dia, já disse que foi um dia muito longo para mim.
Vamos, vem cá.
Sabe que está muito bonita hoje?
Outro dia, está bem?
Tchau.
Ganhei a aposta. Ele a deixou. Teremos que consolá-la.
Eu vou.
Então? Onde vai?
Deixa comigo. Duas doses, por favor.
Saindo.
- Aqui estão. - Boa.
Pelos dias mais longos.
Vou sair.
Alô? Como?
Alô?
Valério.
Sim?
Prossigo?
Espera...
É Anna.
Se você não atender agora juro que não ligo mais.
Caixa de mensagens de...
Anna.
Anna.
Você também não me ouve.
Anna.
Estou aqui.
Estou aqui.
Está me ouvindo?
Escuta-me.
Escuta-me, Anna.
Anna.
Você está em perigo, eu o vi.
Estou aqui para te proteger. Anna.
Não vá, não vá.
Não abra, Anna.
Leo.
Estava indo dormir. Tudo bem, suba.
Escuta-me.
Escuta-me.
Anna.
Anna.
Eles veem para lhe contar uma coisa.
Uma coisa...
Tremenda.
Eu estou aqui, estou aqui com você.
Não vou te deixar.
Anna.
Anna.
Anna.
Anna...
Aconteceu alguma coisa com o Leo?
Talvez seja melhor sentarmos.
Ele morreu?
Houve um tiroteio. Anna, sinto muito.
Sinto muito.
- O promotor chegou. Você vai? - Sim.
Eu ficarei com você, Anna.
Prefiro ficar sozinha, por favor.
Chamo sua família?
Não, deixa que eu aviso. Quero ficar sozinha, por favor.
Tem certeza?
Está bem, então. Voltaremos amanhã.
- Vamos ver as coisas de Leo... - Ele não estava mais aqui.
Ele não morava mais aqui fazia dois meses.
Estava em uma pensão, não sei qual.
Tudo bem, isso agora não importa.
Se precisar de alguma coisa, ligue para nós.
Estou aqui.
Anna.
Estou aqui, estou aqui, estou aqui...
Eu te odeio!
Por que fez isso comigo?
Merda! Por que me deixou sozinha?
Por que me deixou sozinha?
- Volte para mim! - Perdoe-me.
Não me deixe sozinha.
- Anna. - Anna.
Anna.
Anna, querida.
Anna, meu amor.
Anna, você não pode ficar aqui.
- Amor. - Quero ficar aqui.
- Quero ficar sozinha. - Não.
Pelo menos esta noite.
- Por quê? - Vamos, venha com a gente.
- Por que agora? - Não sei.
Venha, querida.
Vem cá, meu amor.
Vamos tentar reconstruir a cena.
Cagliostro surpreendeu o Mexicano.
Parado, polícia!
Ele o seguiu até o posto.
Típico de Cagliostro.
Há cartuchos na parte superior.
Pelas escadas. Começaram uma troca de tiros...
- E acabou aqui - Então...
Cagliostro consegue deter o Mexicano...
Porque ele não tinha mais balas.
Fim da linha, Mexicano.
Ele vai algemá-lo, mas o cara tem uma segunda arma...
e atira nele.
O delegado tenta mas não consegue se defender
e então ele o mata.
O que está dizendo?
- É possível. - O que está dizendo?
Acha que sou tão idiota para me deixar matar assim?
Havia mais alguém aqui e ele atirou no Mexicano e em mim.
Por enquanto, devemos esperar pelos resultados da científica.
É claro.
O que está fazendo? Vai embora?
Vão embora agora? Merda.
- Vamos, Stefano. - Podem ir, alcanço vocês.
Não, não, não.
Rambel, você não. Não, porra.
Olha, está claro.
Está claro, Rambel. Você não pode acreditar nessa estupidez.
Piras não é como nós. Você me conhece, olha.
Havia mais alguém aqui.
Você matou o Leonardo?
Anna o conhece.
Anna conhece meu assassino.
Talvez eu também o conheça. Rambel, talvez eu o conheça!
Talvez eu saiba quem acabou comigo.
Talvez Anna também esteja em perigo. Eu lhe peço.
Você me ouve.
Sim, você me ouve, você me ouve, não é?
Eles me ferraram, Rambel.
Nós o conhecemos.
Rambel.
Não, não. Rambel.
Rambel, me ajude.
Que porra está fazendo? Também vai embora?
Porra!
Quantas vezes já estivemos em lugares assim?
Mortos assassinados, policiais que chegam a procura de provas
e vão embora.
Só que agora estão investigando minha morte.
- Tem certeza que ficará bem? - Sim.
- Tem certeza? - Sim!
Depois mandarei uma mensagem para Raffaele,
ele ficará muito preocupado comigo.
Deixe, mande a mensagem para mim. Certo?
- Certo? - Entendido.
Frente a morte, estamos sozinhos.
Aquele que morre e também aquele que fica.
Algumas pessoas se fecham e tentam pensar em outra coisa.
Há quem tenta se cansar até que a exaustão anule a dor.
Há aquele que por sorte tem alguém para amar.
E quem está perto de nós nos piores momentos.
Mas às vezes não é suficiente.
E assim acabamos aceitando a solidão.
Até que acontece algo inesperado.
- Você me vê? - Você está louco.
Espera, espera, você me vê?
Espera!
E o que antes parecia impossível
agora já não é mais.
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