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Tranquila! Tranquila!
A Enfermeira da Noite
Tranquila!
N�o � nada, minha senhora, quase furo o seu casaco!
Relaxe!
Vou ver quem � a pr�xima cliente.
� minha sobrinha. Chegada de Roma.
Devia ter dito!
Poderia t�-la feito entrar.
Muito bem.
Bom dia, senhorita!
Senhorita! Venha c�.
- Bom dia. - Bom dia. Cad� Angela.
Voc� � a sobrinha da tia?
Sua tia � uma crian�a,
ela reclama o tempo todo.
- Ela tem medo. - Ela n�o fica tranquila.
Posso passar? Desculpe-me.
- Sua sobrinha est� aqui agora. - Obrigada.
Ela ir� se acalmar.
Voc� precisa de algum tratamento?
Felizmente n�o.
Uma pequena c�rie em um canino?
Ou�a esta piada.
Com cinco caninos, eu fa�o uma cadeia de defesa!
Peppino, a pr�tese da senhora!
Deve ser esta.
Sim, vamos. Est� a�?
Vamos ver.
Eis, senhora!
Abra!
Feche a boca!
Ela est� parecendo com o Dr�cula!
Tem um pequeno erro.
Vamos ver.
Peppino, venha c�...
Adeus, senhora, volte quando quiser.
N�o � necess�rio marcar consulta.
At� breve.
Vom sua sobrinha.
Ate breve, minha magn�fica... senhorita.
"Caros santos dolomites, d� a ela duas gengivites!"
Eu poderia lhe tratar...
Meu amor...
Cretino! Voc� canta as at� colegiais?
Olhe, voc� est� com ci�mes!
� uma menina que quer que eu lhe trate um dente!
Eu deveria recusar?
Estou cansada de fazer amor aqui.
� o �nico lugar onde podemos estar sozinhos, voc� sabe.
Minha esposa n�o vem aqui. � meu reino, minha alcova.
Vamos nos beijar oito vezes, como as coelhinhas americanas.
Voc� vai ver. Eu serei um motor que vibra por voc�.
Eis a pr�tese correta!
Mas na hora errada!
- N�o est� vendo que estou trabalhando? - Estou vendo.
- Estou fazendo uma obtura��o na senhorita. - E eu, que fa�o?
Amigo, ela era...
E voc� o qu�? Desapare�a! E depressa!
Eu n�o olho isso.
� s�, hem? E esse pequeno monstro?
N�o se preocupe, ele � um idiota. Sobre tudo que se refere a n�s.
Ponha esse bumbum na cadeira!
"Santo Sabin, Santa Leira, como voc� fica na cadeira!"
Eu vou lhe mostrar uma nova posi��o do Kama Sutra...
O que est� fazendo?
� uma nova cadeira, ainda n�o sei como funciona.
Maldita m�quin...
Qu�? Est� inclinando para tr�s?
- Olhe para a l�mpada.. - Por qu�?
Para fazer uma sala de opera��o. Vamos provar.
Vamos, depressa!
- Adivinhe o que �! - Macarr�o e br�colis.
Como sabe?
Pelo cheiro. Todo o pr�dio sabe.
O Sr. Risotta me disse: "Voc� consertou o esgoto?"
O esgoto? Esgoto, ele mesmo!
O cretino!
- N�o gosta, senhora? - Nos adoramos isso.
Carlino inclusive. N�o?
A� se ele n�o gosta!
Regina, acalme-se.
Senhora, n�o insulte um especialista em arte culin�ria.
Eu me mato de manh� � noite... Essa gente n�o entende nada!
Vamos logo, j� s�o 20:30h.
Vai de Travolta, esta noite? Vai dan�ar?
Mas veja! Quarta-feira tenho prova de farmacologia.
Meu tempo est� se esgotando.
E o parmes�o?
Regina... � preciso despedir essa mulher!
Pare com sua farmacologia. Trabalhe antes em "femeologia!"
Arranje uma mulher, faremos uma dupla pai e filho.
Meteram-na na banheira com seus peit�es...
O parmes�o!
Duas colheres.
Voc� deve se divertir mais que trabalhar.
Isso � para ser um arrancador de dentes como voc�!
Pare, eu detesto essa express�o!
Principalmente se fala na frente do meu filho.
Eu sou gentil, mas se me enfure�o...
- Isso acontece. - Sempre a mesma coisa!
Carlino, vou lhe trazer um sandu�che mais tarde.
- N�o se esque�a do saco do lixo. - Certo.
Oh, doutor, que sorte de lhe encontrar!
Eu preciso de um conselho. Venha, eu lhe pe�o.
- Na verdade, eu... - S� um momento!
Venha se sentar.
Com licen�a, mas eu tenho dores terr�veis.
Eu sou um estudante, n�o sou m�dico.
Qual a import�ncia?
Eu sou casada, mas meu marido � ausente.
Ele nunca est� aqui e quando est�, ele dorme.
Voc� parece muito forte.
Voc� pode, sem d�vida, me aconselhar.
Eu sinto dores aqui...
e que v�o at� aqui.
- Elas me tiram o f�lego. - A mim tamb�m.
Toque... est� inchado.
Precisaria de uma massagem com a pomada,
mas sozinha � imposs�vel.
E ent�o, eu queria... lhe mostrar isso.
Qu�?
A pomada. Espere...
- Que � o boxeador? - Meu marido.
Onde � que eu botei?
Aqui est�.
� o rem�dio que me prescreveram...
Onde ele est�?
O idiota me deu o bolo!
N�s nos conhecemos?
Certamente que n�o.
O que �? Um telegrama?
Sim, mas n�o h� ningu�m, vou embora.
Venha c�, um telegrama � urgente.
E da�? Pior para ele que n�o est�.
Tenha calma, � um gabinete dent�rio, ele est� fechado.
- Que tenho com isso? - Nada a meu ver.
D�-me!
Eu tenho ordem de entregar em m�o pr�pria.
Voc� acha que �? O Dr. Pischella sou eu.
Voc� n�o podia dizer antes? As ordens... Eu quero uma prova!
Discutamos calmamente, com os olhos nos olhos.
Deixe ficar, n�o h� culpa. � l�gico...
que o gabinete dent�rio vem com o dentista,
e o dentista vem com o gabinete. Entendeu? -N�o!
Desculpe-me, um segundo.
Ele � burro, completamente biruta.
Ali�s, eu vou tocar mais uma vez.
Eu sou o dentista!
Telegrama, doutor.
Sabe que a� na frente h� um cara um pouco...
E parece muito com o senhor.
� meu irm�o g�meo. O pobre � um idiota.
Voc� sabe que ele �? De fato.
- Como eu! - Idem.
"Chego amanh� 10 horas. Tio Saverio."
Ah, � o tio de...
Quem � Saverio ?
Eu j� lhe disse, � um irm�o de meu pai.
Afinal eu n�o me importo. � seu tio, pronto.
Olhe...
Eis como oficial em Dizdaoua, na �frica.
Ele foi l� para "dizer dau�"?
- N�o podia dizer aqui mesmo? - Pare.
- Olhe, o batizado. - Ele foi batizado velho.
� o meu batizado.
Ele � um homem excepcional. Simp�tico, doce... sabe viver.
Eis que mostra sua cara. Ele perdeu tudo nos cassinos
e agora que est� velho, ele vira h�spede.
N�o, ele tem dinheiro.
Um trabalhoso? Anida pior. Eles deveriam pagar para se divertir.
Ele � muito rico, j� lhe disse. E eu sou sua �nica parente.
Meu tesouro, voc� � bela,
comprida como uma estrada, mas voc� tem um c�rebro de passarinho.
Voc� acredita em tudo que dizem. Voc� engole tudo.
Os que se dizem bilion�rios s�o os cretinos sem nada.
Ele enriqueceu em Dizdaoua.
- Enriqueceu de "dizer daoua"? - Pare um pouco.
Eu apenas brinco e voc� se aborrece. Ao diabo com seu tio.
- Escute. eu j� menti para voc�? - N�o.
Ent�o deve acreditar em mim. O tio � riqu�ssimo.
Seu tio � podre de rico. �!
Ah, n�o! S�o 12:12h! Ele n�o vem mais.
- Ent�o? - Ele n�o chegou.
- Voc� estava mesmo no aeroporto? - Certamente.
Voc� j� chamou
Saverio Baghetti ?
Sim, pelo altofalante.
Puta merda! Olhe para mim quando eu falar com voc�.
Eu estou preocupado. S�o 12:13h e h� um problema.
V� saber. Eis o Peppino.
O senhor pegou um t�xi...
- Por favor, cavalheiro. - Obrigado, obrigado!
Ele n�o estava nos trens de Mil�o nem de Bari.
Mas por qu�?
Imbecil, pensa que � Rockfeller para tomar um t�xi?
Foi voc� que disse para tomar!
- So o tio estivesse l�. Estava l�? - N�o.
Ent�o, nada de t�xi!
Ele me pegou.
Para que �?
- Voc� chamou uma ambul�ncia pelo tapa? - N�o.
Voc� procuram alguma coisa?
- O Dr Pischella. - L� de frente a ele.
Obrigado. Ele est� l� na frente!
N�o, eu sou Pischella.
Ah, � voc�. Giovanni, � ele.
- Eu sou Louis. - Eu disse "� ele".
- Ah, � isso. - Venha Giovanni.
Era para ser ele.
- Quem � esse cara? - O Sr. Saverio Baghetti.
Tio Saverio !
- O tio! - Tio Saverio!
Em plena forma!
Uma m�mia! Ele est� vivo?
E como! Eu vou lhe provar. Olhe.
O teste do espelho.
- Qu�? - O teste do espelho.
Est� vendo? O espelho est� emba�ado.
- Se est� emba�ado, o que isso significa? - Que precisa de um limpador!
N�o, � que o paciente respira!
- Ele est� vivo. - Ele est� vivo!
Tanto melhor.
- Onde o colocamos? - No necrot�rio, segundo andar.
N�o � que este cara j� me custou 1.300.000 Liras?
N�o seja mesquinho!
Fale baixinho ou ele vai acordar.
Se ele estiver bem disposto...
Pode apostar! Eu suspeito logo que o vi.
Al�m disso ele est� � morrendo de fome.
Muito f�cil. Depois de ter jogado o dinheiro pela janela,
ele diz: "Minha vida est� arruinada, vamos morrer na casa desse idiota".
- Ele est� acordando. - Ele est� vivo.
Titio!
Que lugar bonito!
Que lugar bonito!
Estou no para�so?
Isso n�o vai tardar.
Pedro...
Quem �, Pedro?
Voc� tem?
A chave do para�so, quero dizer.
Eu n�o a tenho. Pedro foi tomar caf�.
Titio, voc� se esqueceu de L�cia, sua pequena sobrinha?
Mas veja! L�ucia !
Minha pequena L�cia.
Minha pequena...
Voc� tem crescido muito.
Ela cresce todos os dias.
- D�-me um beijo! - Titio...
Velho perigoso.
Vai cair em cima do seu tio.
- Quem �? - Meu marido, Nicola.
S�o Pedro saiu, eu sou Santo Nicolas.
Venha me beijar.
- Beije-o! - Vamos!
Eu n�o estou acostumado Eu estou doente.
Seus micr�bios n�o s�o nada comparados com os meus.
Eu tenho os micr�bios de todos os tipos.
Senhor, salve a minha vida!
Voc� � o �nico parente que tenho. N�o tenho mais ningu�m.
Estou feliz de morrer aqui.
Voc� � muito gentil.
A quem eu irei deixar todo o dinheiro. A quem?
Tenho telefonado...
de Mil�o para o tabeli�o daqui. Amanh� vamos regularizar tudo.
Voc� � t�o bom, titio! Obrigada!
Est� bom de formalidades e ele vai se cansar.
Ele j� est� com as m�os geladas.
Ou�a... Ele n�o vai durar at� amanh�.
Meu tio, eu vou encontrar uma bela enfermeira para a noite.
Uma bela enfermeira para a noite quem vai procurar sou eu!
Mam�e!
Socorro!
Um monstro!
O que est� acontecendo? Venham ver!
Tio Saverio! O que est� acontecendo?
O que est� acontecendo?
Eu vi um monstro!
O qu�? Onde?
Ali. Eu n�o quero ver mais.
N�o vamos exagerar...
Santa Virgem Maria!
- Como est� se sentindo? - Mal. Eu quero um m�dico!
Desinfeta-se...
Cobre-se...
Eis a�!
Logo voc�s v�o ver...
Ele vai dormir tranquilo depois desta inje��o.
Ufa! Enfim vamos dormir.
Diga-nos, como ele est�?
Se realmente quiser saber do quadro cl�nico,
seu estado � o que �.
- Ele vai morrer. - N�o, temos que deix�-lo dormir.
� importante n�o perturb�-lo � noite.
N�o h� problema, mas a enfermeira da noite...
Ela n�o serve para nada. Voc� pode dispens�-la.
Ele vai dormir sozinho.
Meu Deus, o que � isso?
Felizmente ela avisa quando passa. Avisa!
Onde �?
Aqui est�.
Uma cadeira...
Aqui est�.
Qual o pingente?
Eu vou pegar alguns.
Vamos tentar esse aqui.
Est� bom?
Pode ser, quem sabe?
Esta aqui � bonito.
Eu quase ca�.
Merda!
- R�pido! - Por que ele tinha que morrer.
Eis o corpo.
Tio Sav�rio, que aconteceu?
O que aconteceu?
- Aconteceu. - Aconteceu.
Eu fui ao banheiro para fazer uma coisa...
- No banheiro. - � para l�.
Como saber?
Eu n�o sou ainda o dono da casa.
- Ele n�o � ainda. - Eu tropecei em alguma coisa...
- Uma cadeira. - E aqui estou.
� preciso uma enfermeira.
Uma enfermeira para a noite e um penico.
Eu procuro uma enfermeira.
- Como � que se chama? - Eu n�o a conhe�o.
Ent�o por que a procura?
Eu preciso encontrar uma.
Ah, precisa de uma. Tinha que falar isso.
Ela dever ser bela e mesmo...
N�o aquela. Deve ser a mais bela do hospital.
� para um concurso de Miss Tristeza ou algo assim?
� para tomar conta de um velho.
Um velho? J� pensou?
Nossas enfermeiras tomam conta melhor de homens jovens.
Ou dos cirurgi�es-chefes.
Oh! Olhe esse avi�o!
Ela � boa. Trabalha no servi�o de ginecologia.
- V�! - Ah, sim?
Eu posso? Obrigado, professor!
Senhorita!
Ele � o que?
- Estou fazendo um estudo. - Servi�o de observa��o.
N�o! Eles v�o furar meu cu!
Diga-me onde estava!
Eles me deixaram em observa��o at� agora!
Para observar seu grau de idiotice?
Podemos entrar? Bom dia!
Como vai, senhora? Senhorita...
Fique � vontade, j� volto.
Venha c�!
V� trabalhar. Diga a minha mulher que n�o quero mais a enfermeira.
Doutor, precisa de uma enfermeira?
� minha mulher. O tio de Mil�o chegou...
O tio Saverio, que em vez de chegar de avi�o...
Resumindo, ele quer uma enfermeira, mas eu n�o.
Que pena! Minha sobrinha...
Minha tia, deixe pra l�, n�o insista.
O que ela faz?
Ela � enfermeira diplomada. Mas se voc� n�o precisa...
Como? Eu disse o contr�rio, que � urgente!
Devemos contratar uma enfermeira. Devemos contratar.
Se voc� tiver de acordo.
Algumas vezes, acontece essas coincid�ncias...
Vamos para o outro lado, para discutir.
E minha pr�tese, n�o vai colocar?
Voc� � bela como est�. Deixe ficar.
Voc� acha?
- Vamos n�s. - Venha.
- A tia tamb�m? - Claro.
A senhora � uma pluma! D�-me o bra�o!
Oh, doutor! Minha sobrinha � formid�vel!
- Titio? - Qu�?
Gostaria de lhe apresentar...
A nova enfermeira da noite.
- � verdade. - Ela?
Ela � bonita. Muito bonita!
Obrigada, � muito am�vel. Mas n�o se canse.
Lindas m�ozinhas!
Descanse tranquilo. Voc� est� morrendo.
As intru��es do m�dico?
L�, em cima da mesa.
L�cia, preciso falar com voc�.
Diga.
Eu fiz uma coisa que n�o ter feito.
Que coisa?
Algo que eu tenho vergonha.
- Voc� fez xixi. - Pior.
- Coc�? - Pior.
- Xixi e coc�? - N�o.
- Com o tabeli�o... - Ficou chateado com ele.
Isto �... mas n�o!
Ontem, com o tabeli�o,
Eu fiz um testamento
em favor das Carmelitas Descal�as.
- Ah n�o! - Agora me deu uma dor de cabe�a.
Por que as Carmelitas Descal�as?
Para que elas comprem sapatos?
Se o fundador quis que elas ficassem descal�as, que fiquem!
Eu sei, mas ontem eu estava com raiva. Quando eu vi
aquele monstro que voc� me fez encontrar,
Eu pensei: "Eles decidiram.
para que eu tivesse uma crise card�aca assim que a visse".
- N�o foi de prop�sito.
O dinheiro � seu, voc� faz o que quiser.
N�o de todo, relativamente!
A lei � a lei. N�o � brincadeira.
Capital e usufruto, e deixe tudo para l�.
C�digo do processo penal, al�nea 5.04.
Depois ainda tem o IRPE, o IROR...
Agora deixe-o tomar sua gotas.
Ah, minhas gotas para dormir.
Elas s�o muito eficazes, dorme-se imediatamente.
S�o muito boas... As gotas.
Realmente.
Elas agem imediatamente. Para cama! Voc�s dois.
- V� para a cama. - Todos os dois.
N�o, eu fico com a senhorita.
N�o � necess�rio.
- Oh, sim! V� em frente. - Um instante...
- V� dormir. - N�o depois de mim..
V� dormir, sem mais conversa. Sou eu quem decide se...
Estou com sono. Boa noite.
- Carlo. - Sim?
- Que est� fazendo? - Trabalhando.
- J� viu a febre da noite? - Qu�?
- A enfermeira. - N�o.
Senhor, um verdadeiro avi�o.
Fofinha?
Que fofinha? Ela tem uns peit�es assim.
- Voc� gosta? - E como!
V� l� ver, deixe esses livros in�teis.
Estou trabalhando, papai. Se gosta, v� voc�.
�s vezes voc� me deixa doente.
Isso me irrita. Eu penso que voc� n�o � meu filho.
Voc� nunca se excita.
Sempre s�rio, uniforme, unipolar, unilateral.
Voc� n�o tem nada de mim? Sempre que vejo algumas mamas...
meu c�rebro explode de excita��o.
Eu n�o vou de saltar em cada f�mea
como um coelho reprodutor.
Somos uma boa fam�lia.
Mas existem muitas outras coisas a ver com uma mulher.
Devo ensinar-lhe?
- Onde voc� est� indo? - Cale a boca, eu...
Estou procurando meus cigarros.
De joelhos?
� o jeito pois estou sem meus chinelos.
Onde ficam seus cigarros habitualmente?
Na cigarreira. Onde ela est�?
Em volta dos cigarros.
- Na sala de estar. - Eu posso lhe oferecer.
Muito obrigado, senhorita. Exatamente...
O cotovelo doeu. N�o quero incomod�-la.
Eu aceito um cigarro, obrigado.
A prop�sito, meu amor.
Voc� est� desconfort�vel nessa cadeira.
O titio dorme. V� para cama, eu posso ficar.
Eu disse uma besteira? Tanto pior.
Estou treinando para entrar pelo cano.
� melhor que eu v� embora.
Ela � du sul, � ciumenta.
- At� mais. - Boa noite.
Se voc� precisar de mim, voc� sabe onde me encontrar.
Quem �?
Branca de Neve e os Sete An�es.
Incr�vel!
N�o se preocupe, durma.
Eu ira justamente em sua casa.
- Em minha casa? - Sim, venha c� um instante.
- Se � por causa da sua dor... - N�o, n�o!
� por causa de uma torneira.
Eu n�o sou encanador, n�o entendo nada disso.
Mas voc� � alto.
Venha ver, estou sem �gua. Nem mesmo posso fazer um caf�.
Ontem o bombeiro veio. Um belo rapaz!
Ele fechou a torneira l� em cima.
Por distra��o, ele a deixou fechada. Eu n�o consigo abri-la.
Se quiser eu posso tentar.
Sim, tente.
Est� a�.
Voc� � alto. Tudo eu gosto.
Voc� est� totalmente nua?
Devo tomar meu banho. Voc� � t�o gentil...
Na verdade eu devo ir para a faculdade.
Que crian�a! Esque�a isso.
Tanto pior, irei amanh�.
- Quem �? - Nada, � meu marido.
Tenho que ir!
N�o se preocupe. Voc� vai voltar.
Eu tenho que ir. Adeus e obrigado.
Ele � ciumento, o queridinho.
Carletto !
Onde vai, Carletto ?
Com licen�a!
H� algu�m aqui?
- Quem �? - Boa dia, senhora, sou Pischella,
o dentista do andar de cima. Eu vi meu filho...
Eu pensei que...
Eles n�o abrem!
Venha aqui, vai ser mais r�pido!
Estou esperando mais de 20 minutos. � apenas uma inscri��o!
V� para a fila!
Al�m de tudo, ela chegou antes de voc�s.
Voc� precisa de um cafet�o?
- � sua irm� quem precisa dele. - E a sua irm� tamb�m?
� perigoso de arriscar. Se voc� pega um viciado em drogas...
Eu lhe dou um soco e pronto. � esclarecedor das id�ias, creia-me.
- Voc� � muito gentil. Obrigada. - De nada.
A prop�sito, como v�o os estudos?
Eu n�o tenho nenhuma prova para fazer. Quero apenas me inscrever em um curso.
Eu tenho prova de farmacologia �s 15:00h,
mas eu estou quase pronto.
Por que n�o nos vemos de vez em quando?
Com prazer!
- Digamos esta noite? - Sim...
Na verdade, n�o. Eu n�o posso sair � noite.
Ent�o...
Que tal esta tarde?
Eu gostaria muito,
mas estou muito cansada, � melhor que n�o.
Bem, vou ter que arranjar outra garota.
Velhaco! Se fizer isso, eu lhe dou um murro!
Nicola, sou eu!
Deprssa, tenho que ir ao cabeleireiro.
Porque voc� n�o me chamou ontem?
Bom dia!
- E o doutor? - Ele n�o est�.
Onde ele est�?
Eu n�o sei, ele saiu t�o apressado que nem me deu um tapa.
- Cretino. - Ele me disse isso tamb�m.
Vou falar com ele. Fazer-me vir aqui para nada!
O que � que eu fa�o?
Eu o substituo em tudo. Eu posso lhe ajudar!
Cretino! Com ousa?
Senhora!
Era para lhe consolar de ter vindo aqui por nada!
Ser� que n�o? Mais uma palavra e eu dou mais uma!
N�o, a terceira d� azar!
Dois e dois, quatro.
Esperemos que entre as quatro esteja a boa.
E tome cuidado. Eles s�o espertos, voc� sabe.
Se outro dia eu puder obterei mais em outra noite.
Tirei essas com uma pancada nas costas...bem l�.
Mas eu vou continuar at� que ache a boa.
- Eu estou bem? - Muito bem!
Eu vou me olhar.
- O que v�? - Qu�?
- A barba. - � �bvio, sim.
D� para se ver que � falsa?
- N�o, parece verdadeira. - Eis a�. Parece real.
Muito obrigado, doutor, muito obrigado!
Posso lhe pedir um obs�quio?
Pode fazer entrar a minha sobrinha?
Imediatamente!
Minha sobrinha. Obrigado!
O tabeli�o tem tamb�m um p� na cova.
Entre, senhora.
Na verdade ele pediu sua sobrinha.
� minha mulher, minha metade.
Hist�ria engra�ada.
Voc� � um tabeli�o, feito um...
- Esse tipo � flex�vel. - V� em frente!
Querido titio, novo dia, nova vida! Alegria!
Que diz? � perfeito.
Estou satisfeito de ter reparado uma grave injusti�a.
- Nicola... - Que �?
Eu anulei o antigo testamento.
A B�blia.
E eu fiz um novo em seu favor.
Obrigado, Mois�s... obrigado, titio!
Balada! Comigo!
Vamos, crian�as do punch! Isso parece um dormit�rio!
Ent�o, est� se divertindo?
Muito. Eu n�o dan�ava h� muito tempo.
Curioso. Voc� n�o tem namorado?
Como assim?
Eu n�o queria me comprometer.
E agora, gostaria?
Que hora s�o?
20:55h.
�s nove em ponto tenho que ir.
Voc� talvez seja a Cinderela?
E nesse caso voc� � o pr�ncipe encantado.
Ele era um mal-educado, eu n�o, eu lhe acompanho.
N�o, meu tio em me buscar, eu n�o quero que ele lhe veja.
� por isso que voc� n�o tem namorado.
� uma coisa que n�o lhe diz respeito.
Senhorita...
Desculpe pelo atraso.
N�o se preocupe. Eu sou o patr�o aqui.
E o velho pode expirar na hora que quiser.
Ocupemo-nos dos vivos. Vamos nos divertir quanto pudermos.
Com qu�? Com a Filarm�nica de Viena?
Como ele vai?
Ele dorme como um b�falo... como uma ratazana.
O son�fero vai ajudar a dar o salto.
Ele dorme bem. Por que fazer isso?
"� melhor do que a menos", como diz Dante no Inferno.
E n�s n�o nos importamos, certo?
Senhorita, fa�a como fosse sua casa.
Tenho planos para voc�.
- Para mim? - Sim.
- Quais? - Voc� � uma menina corajosa.
Mas francamente... Voc� sente o cheiro do b�falo?
Voc� sente? Cheira mal que nem o chocalho da morte.
Vai levar no m�ximo 15 dias.
� voc� quem me interessa. Vamos falar sobre isso.
Voc� tem um f�sico de uma t�cnica dent�stica.
Alguns amigos t�m um escola de odontot�cnica, que eu dirijo.
Voc� faz o curso e vem me ajudar.
- Voc� fuma? - � proibido?
- � ruim! - Com uma piteira de um metro e meio?
N�o por voc�, por ele!
Os cad�veres n�o fumam..
Ent�o... perdoe-me!
Minha posi��o � desconfort�vel.
Como falar de coisas �ntimas em casa?
Vamos a um lugar tranquilo, um restaurante.
Amanh�, �s 13:30h. Entendido? Sim, obrigado.
A "Gruta Palazzeschi". Voc� conhece?
Sim, o restaurante sobre o mar.
Onde se come a lagosta.
- Picolino! - Sim, meu amor?
Que est� fazendo aqui?
Eu falava de um novo medicamento ingl�s.
- Para a noite. - � hora de dormir.
Justamente como eu dizia, o medicamento...
At� logo. Ela � ciumenta, ela vem do sul.
Se precisar, me chame....
- Quem �? - Irm�o Tazio de Velletri.
Mande entrar.
Boa noite.
E agora n�s duas, senhorita.
Aquele que saiu � meu marido.
Claro, pode crer, senhora...
Eu acredito no que vejo. Foi nojento.
Sua vida privada n�o me interessa, mas aqui deve-se comportar bem.
Ou eu acerto com voc�!
Voc� n�o pode me tratar assim!
Eu sei que posso!
Voc� sabe o que lhe digo?
Amanh� eu chamo o tabeli�o, rasgo o testamento
e refa�o tudo!
V� dormir!
- Para a cama! - Titio...
Para a cama, j� disse! Para a cama!
Boa noite, titio.
Voc� est� tensa. Vamos! Veja como � belo. Brindemos!
Eu vim para lhe falar.
Sua mulher me maltratou ontem � noite.
Fiquei por causa do velho senhor que � muito am�vel.
Ent�o, n�o se aproxime de mim tamb�m.
Voc� tem uma doen�a contagiosa?
Diga-lhe que eu n�o existo.
N�o preste aten��o no que a minha granadeira esposa diz.
Voc� n�o a conhece. Seu psiquiatra diz
que ela � paran�ica, depressiva e amn�sica.
Tudo o que ela diz ela se esquece no dia seguinte.
- Isso � t�o grave? - E como!
� uma tara de fam�lia.
Meu cunhado tinha 2,20m aos 18 anos.
Quando a pessoa � muito grande... Temos que pensar que...
Seus cromossomos, para simplificar,
n�o s�o normais, s�o mais alongados.
Na cabe�a n�o tem nada.
Nosso filho, por exemplo... Com licen�a.
Nosso filho, um rapaz excepcionalmente bonito, alto e magro.
� um verdadeiro idiota.
Enfim...
- Eis o espaguete. - Ao dente?
Uma deforma��o profissional... Ao dente, ao dente.
- J� escolheu o prato? - Ser� escolhido depois.
Seu peixe � extra.
Como as rosas, sem espinhos.
Com licen�a.
- N�o estava � "la matriciana" ? - Sim.
E est� � manteiga?
Deve ser a umidade. Eu me sinto um pouco...
Falando de coisas s�rias. Eu decidi contrat�-la.
Voc� ser� a assistente mais bonita que existe.
Voc� j� tem um.
Peppino, o crust�ceo? Eu o criei, eu posso o destruir.
Quanto eu quiser eu tiro a cadeira e pronto.
Faremos coisas maravilhosas.
Como disse o arcebispo de Lyon, "os dentistas tamb�m t�m uma miss�o"
Imagine os velhinhos com piorr�ia,
as gengivas cheias de pus, de sangue...
Esta � uma obra de caridade! No cuidado com os infelizes,
� necess�rio um bom cora��o.
As gengivas sangram,
s�o inchadas...
Voc� n�o vai comer?
Obrigada, � o suficiente.
Eu peguei cerca de 1,3 kg. Abra.
Amanh� eu lhe chamo... Porque est� sempre ocupado?
Est� num lugar publico, um caf�.
� indiferente.
- Aquela hist�ria.
- Bom dia senhores! - Bom dia.
Eu n�o poderia me ajudar.
Eu detesto a maldade, os vexames.
Voc� tem sido dura, desagrad�vel
com essa pobre mo�a indefesa.
Voc� tem raz�o, titio.
- Que sua vontade seja feita. - Assim na Terra como no c�u.
Que minha vontade... Voc� sabe qual � a minha vontade?
- Voc� est� vendo o tabeli�o? - Sim.
Pois �.
Todos meus bens s�o destinados... a quem?
- A quem? - �s Carmelitas Descal�as.
� uma obsess�o, essas Carmelitas!
Perd�o, mas eu gostaria de saber uma coisa.
Adiante, voc� tinha uma f�brica de sapatos?
N�o... a menos que...
A menos o qu�?
Compreende quem quiser. Eu n�o falo mais.
Uma gota de champanhe...
Um pouco de tamarindo, que representa a Coca-Cola...
Ainda um pouco de champanhe...
Ela j� bebeu tr�s. Vai ficar doente.
N�o se preocupe. E mais ...
Serve para relaxar.
Um, dois, tr�s e quatro! V� em frente.
- Nada a temer? - Nada a temer!
Aqui estou eu. Um outro copo.
Hoje � noite eu estou com sede.
Eu amo Coca-Cola.
- Adoro isso, dan�amos? - Vamos l�!
Minha cabe�a est� girando.
Ou melhor, o quarto est� girando.
Ser� melhor sairmos. Vamos para o carro.
N�o, Eu quero dan�ar. Venha...
E mais, que far�amos no carro?
Ficar�amos um pouco s�s e...
eu lhe beijaria.
Assim?
Sim, e ... melhor que isso.
Assim?
Eu sempre disse! Isso funciona!
- Como? - O qu�?
Um beijo de despedida.
- At� amanh�. - Certo. At�!
- Boa noite! - Boa noite, senhorita
Pensei que n�o viesse mais.
Por qu�?
Ontem eu fui grosseira. Pe�o desculpas.
Isso acontece a todos.
Est� de volta.
Voc� � uma boa menina. A culpa � do meu marido.
� um animal, um man�aco sexual.
Um porco...
Ele n�o fez nada.
Cuidado com ele.
N�o o deixe fazer nada. N�o lhe d� ouvidos.
N�o tem problema. Al�m do mais sou comprometida.
Ah sim? Tanto melhor.
- Desculpe-me. - N�o h� de qu�.
Sr. Saverio...
Senhor Saverio!
Doce, bela e boa!
Eu sou malvada, vou lhe dar seu rem�dio.
D�-me o que voc� quiser, voc� � bonita de qualquer maneira.
N�o, sem �gua, eu pego o rem�dio e fa�o assim!
Sem �gua � um pouco dif�cil.
Eu ligo o aquecedor, ela tira a roupa e eu pego.
O varapau adormecido.
Ela fica plantada bem diante do gol!
Voc� pode estar com ci�mes mas eu estou muito excitado.
O que � bom... eu ainda quero.
Isso � nada de tudo..
Coragem.
Na pior das hip�teses, eu morro. Ou eu quebro alguma coisa.
Estou indo, muito ruim.
O que me levou a morar no andar de cima?
� alto!
Ainda um pequeno esfor�o.
Eu evitei a morte.
Senhor...
Que sonho lindo! Muito bonito.
Por que esse calor?
Eu n�o consigo digerir.
Eu tinha raz�o, era muito.
Eles insistiram para que eu comer.
Que calor!
Estava bom, definitivamente.
� sempre o �ltimo peda�o que lhe faz mal.
Acalme-se.
Deixemos correr um ar.
Ah, n�o! Olhe onde ela est�!
"N�s chamamos anticolin�rgicas
"as subst�ncias com propriedades antag�nicas
"aos est�mulos do sistema parassimp�tico".
Fernet Branca estimula a digest�o.
Fernet Branca nunca traiu
uma digest�o.
Eu n�o posso mais! Eu n�o posso...
� boa!
H� quantas?
Todas nuas.
Belezas!
Isso n�o � nada, calma.
Como que � nada? Beleza de peitos!
Um pesadelo.
Dois pesadelos.
Vamos, seja s�bio.
Eu sou s�bio sim, Minha franguinha. minha linda franguinha.
De onde vem esse calor?
E uma loucura! Um aquecedor!
Senhorita...
- Carlo! - Angela!
Como soube onde eu trabalho?
Minha casa � aqui.
- Sua casa? - Sim, minha casa.
Ent�o voc� � a famosa enfermeira!
Famosa? Do que est� falando?
S� se fala nisso aqui. Beije-me!
O tio est� dormindo, ele pode acordar. Est� maluco?
Ele est� seguramente morto. Vamos!
Carletto ! Est� me ouvindo ?
Responda!
Venha ver a enfermeira, ela tem peitos fant�sticos,
ela est� quase nua.
Voc� me escuta? Ao menos responda!
N�o me fa�a esperar a bruxa de sua m�e...
Essa bruxa...
Calma com as palavras.
N�o tanto bruxa.
Ela � bela sim.
Uma boneca sagrada! Eu nunca tinha percebido.
Eu nunca lhe tinha visto desse �ngulo, L�cia!
Que abund�ncia! Santa M�e de Deus!
Por onde come�ar?
Eu lhe pego e coloco nos ombros.
Eu pego suas pernas no ombro.
Eu pego os peitos e eu...
Para qu�? Aqui � mais confort�vel.
Eu vou fazer ... Virgem Maria!
Meu amor!
De bunda de fora, aqui!
� voc�? Devia ter avisado.
D�-me um beijo.
O que � que voc� tem?
Nada ... tudo. Eu tive um dia pesado, meu amor ...
Estou exausto. Eu n�o posso mais. Eu na posso.
Esta noite minha mulher quis virar adolescente.
Sobe, desce... ela � grande... que fazer?
Entendi.
Venho aqui, tiro a roupa e voc� me diz que n�o pode?
N�o tenho tempo a perder.
Eu sei, mas n�o podemos beijar sob comando.
Uma vez que voc� est� aqui, relaxe.
Deite-se. Trate uma gengivite, uma c�rie,
uma bonita obtura��o...
Talvez n�o uma obtura��o, que me excita.
Porco! Quando eu lhe ofere�o voc� recusa!
Eu sei. Que �?
Sou eu, L�cia!.
Minha mulher! Des�a, saia depressa!
Um momento!
- Pegue suas coisas. - O que fa�o?
Tesouro!
Um momento, estou preparando uma inje��o especial.
Dentro do arm�rio.
- Santa L�cia, proteja-me!
Aqui estou eu. Eu preparei uma inje��o.
Se mudarmos a droga,
o paciente... morre de derrame.
Aqui estou eu.
- Eu preparei uma coisa... - Meu zabaione .
- N�o deveria. - Como?
� quase noite. Como voc� vai fazer hoje � noite?
Eis aqui o reino do meu Nicolino.
Voc� faz o papagaio? Malandrinho!
Atrevida!
O que � ali?
O arm�rio de Peppino, � sujo.
Eu quero saber de tudo de meu Nicolino.
Tem ratos e at� um gato com um bigode...
Que � isso?
� um esc�ndalo! � uma vergonha!
Seu porco! Que est� fazendo em meu gabinete!
Um gabinete sagrado onde eu recebo meus clientes,
voc� recebe esses tipos de mulheres.
Que tipo de mulheres?
O tipo normal, senhorita.
Porque eu vou lhe comer uma orelha...
Calado, vai ganhar 50.000.
- 75 000. - Entendido
Nicola, n�o fique nervoso, vai adoecer.
Como ficar calmo com um bandido que me diz 75?
75 o qu�?
Ele pegou 75 mulheres. Deveria ser castrado.
- Por que fez isso? - Eu estou apaixonado
Isso � mais forte que eu.
Se ele est� apaixonado, isso n�o � culpa dele.
Eu vou embora.
Vai embora?
N�o v� assim.
Vamos resolver a situa��o.
- Arrancador de dentes, fresco! - Meu gatinho.
Ela lhe chama de arrancador de dente e de fresco, e voc� se cala?
- Ela me chamou de fresco? - Fresco, sim!
Fresco, eu? Eu vou quebrar seus ossos, senhorita!
N�o se altere, vai ficar doente.
Vou lhe quebrar a agulha na boca.
Bem, acalmemo-nos!
Para se acalmar � preciso respirar fundo.
Assim.
Continuando!
Aten��o, por favor!
�s 22:30 h, ter� lugar o concurso de dan�a de casais.
O casal vencedor ganhar� um pr�mio de 2.000 Liras, oferecido por mim,
e uma ta�a de prata oferecida pela discoteca.
Seguidos de outros pr�mios importantes para os demais colocados.
N�o se esque�am, �s dez e meia!
E agora, voc�s v�o dan�ar n�o mais "a gogo",
mas um ritmo apaixonado.
� uma pena perd�-lo.
A quem voc� diz isso!
N�o me incomoda... Digamos que voc� est� doente.
Voc� conhece seu pai, ele vir� me procurar.
Isso � verdade..
Qualquer idiota pode sair � noite, exceto n�s.
Eu n�o posso ajud�-lo.
A prop�sito de idiotas, eu tenho uma id�ia.
Uma id�ia fabulosa.
Qual?
Qual? Diga!
Voc� vai ver, fai funcionar.
E tenho certeza.
Bela! Minha franguinha!
Voc� me d� �gua? Estou com muita sede.
Venha, venha!
Voc� � t�o boa!
Obrigado.
Obrigado, minha franguinha.
Minha bela...
Eu n�o quero beber.
Voc� n�o compreendeu que a �gua era uma desculpa?
Eu fiz isso para ver suas pequenas m�os delicadas.
Suas m�os aveludadas...
Suas m�os...
Suas m�os?
Que m�os s�o essas?
Quem � voc�?
Qu�?
Voc� tem barba, voc� � um homem! Um homem!
Ela teve que ir, eu a substituo.
N�o diga nada ao doutor, se n�o ele me estrangula.
Eu n�o sou louco.
Qu�? Est� me paquerando?
Eu vou matar voc�! Voc� � um tolo.
Ent�o voc� � um ladr�o. M�os ao alto!
Eu ganho meu sal�rio..
Se bem que para um moribundo voc� est� em forma!
- � de sua conta? - N�o!
Doutor, preciso lhe falar.
Voc� n�o tem vergonha ficando nua na escada?
Sim. Entre!
- Venha... - Pode ser que seu mari...
Meu marido tem uma luta de 15 rounds. N�o se preocupe.
Voc� quem pediu.
� seu marido?
N�o se preocupe, ele tem a chave..
- Ol�, bela! - Ol�, Manolo.
Eu trouxe seu marido.
Ele caiu no primeiro round.
Ele ainda n�o despertou. Em uma hora ele vai ficar melhor.
Como vai voc�? Pobrezinho ...
Voc� � bonito, mas t�o teimoso!
Digo-te o tempo todo mas voc� persiste em querer boxear.
Contudo, eu tenho uma outra hora para voc�.
Bem, ele foi embora!
Garoto engra�ado!
Ele n�o conhece a casa.
Estou preocupada com Carlino.
Sair a essa hora da noite sozinho...
E o que? Ele n�o � um beb�. Ele sabe se cuidar.
E assim, estamos s� voc� e eu.
Que s�s, tem o titio.
Esque�a-o. Ele est� meio morto.
E a enfermeira, que faz?
Que estar� fazendo....
Ela deve estar acompanhando o velho. Bom, preparemos um pequeno whisky.
Vamos ficar excitados como c�es raivosos.
Vamos foder como animais!
Voc� sabe que whisky me deixa doente.
Justamente, voc� vai ficar mais feroz ainda.
Vamos gozar nove vezes.
- Com ou sem gelo? - Com.
Com muito, muito, muito gelo.
Todavia � melhor sem gelo.
� mais excitante. Tome!
Tesouro? Lembra-se do dia do nosso noivado?
Trocamos nossas ta�as.
E voc� se lembra do dia que nos casamos?
O brinde?
Em cima de voc�, em baixo de voc�,
e dentro de voc�.
- Divino! - Divino.
Voc� � estranha...
Aplaudam muito o casal n�mero dois!
Bel�ssimo, bel�ssimo!
E agora, caras amigas, caros amigos,
vamos chamar o casal n�mero seis,
formado por, voc�s n�o v�o acreditar...
onde est�o eles? Eis aqui!
Carlo Pischella e Angela Della Torre.
Aplaudam!
M�sica!
Est� com medo?
Vamos crian�as! Os ganhadores ser�o premiados pelo Prefeito!
Tinha que ser uma anestesia geral.
Pois voc� � grande, minha L�cia...
Quanto a ele, vai desistir do fantasma.
Angela... meu anjo.
N�o responde?
Voc� � t�mida. Falarei em seu lugar.
Voc� n�o diz nada.
Voc� tinha que entender eu estou apaixonado por voc�.
Eu perco minha cabe�a. Eu n�o entendo mais nada.
Voc� mistura minha id�ias. Al�m de minha mulher, do cad�ver...
Meu amor, voc� me deixa maluco. Seu rosto bonito
seus olhos, seus l�bios...
Eu queria dizer como os filmes americano: "I love you".
Estou excitado como um piolho. Que choque...
Venha, vire-se para mim. Meu amor!
Que carne fresca, t�o firme!
Que coxas! Eu sou o m�ximo da libido!
Eu vou rastejar.
Como uma pantera que a cada noite fica mais escura.
E nessa confus�o, vem a garrafa.
Brindemos.
Brindemos ao amor, que nos ajudar� a brincar.
O an�ncio diz assim:
"Voc� � um grande amante? Beba nosso espumante".
Meu amor!
Formid�vel. "Amor banhado, amor completo".
Beije-me.
Quem �? Voc� n�o est� morto?
Morto, uma ova, porco sujo.
Voc� n�o tem vergonha na sua idade molestar uma menina
t�o doce e limpa? Suma!.
Se est� com raiva, eu vou embora..
Meu amor, nos veremos mais tarde.
Titio, por que n�o se preocupa com seus problemas?
Voc� me salvou. Al�m disso eu gosto!
Agora, eu come�ar chamando
o casal que ganhou o terceiro pr�mio.
Adivinham quem �?
O casal n�mero um!
Bravo ! Aplaudam! Parfeito.
Agora o casal que ganhou o segundo pr�mio.
Que � o n�mero quatro!
Aplaudam!
E agora...
o casal que ganhou o primeiro pr�mio.
� o casl n�mero...
seis !
Obrigada !
Um instante de aten��o!
Um instante de sil�ncio, por favor!
Um instante de sil�ncio, obrigado!
Voc�s sabem naturalmente,
que nossa gloriosa e magn�fica discoteca e eu, Valentino
jamais decepcionam.
A linda ganhadora tem o direito de cantar um can��o.
Senhorita, voc� quer cantar?
Eu lhe imploro.
Os amantes n�o vivem s� de dan�as e passeios..
Angela, n�o acha que � um pouco solit�ria?
Eu vou falar com Peppino, o que acha?
� perigoso. Se sua m�e descobre...
Eu tenho um amigo que um apartamento.
Mas � muito longe, precisaria ir � Foggia.
Se voc� fosse menos r�gida poder�amos ir a um motel.
O que voc� acha? Eu sei.
Pede-se documentos e � embara�oso
Mas se for�ar um pouco, depois de tudo...
N�o � t�o terr�vel assim.
O que voc� acha?
Meu anjo...
Voc� est� dormindo.
Tem certeza que n�o d�i?
N�o, isso n�o � nada.
O que �?
� para conseguir um bom molde.
N�o se preocupe, fique quieto.
Voc� tem certeza que vai dar certo?
Mas sim! N�o mexa com a l�ngua. Deixe-me fazer.
Assim.
Vamos l�.
Est� bom.
Cerre os dentes.
Cerre !
Levante a direita !
Levante a esquerda!
Olhe para cima! Tome!
Peppino, eu lhe chamo h� uma hora, est� surdo?
- Titio que falar com voc�. - Estou indo..
- O que est� fazendo? - Fiz um molde.
- N�o demore muito. Bom dia. - Eis a�.
Abra a boca com vai...
Porra! Est� duro!
Voc� deixou ficar por muito tempo.
N�o fa�a esse tipo de coisa, isso � comigo.
Desculpe-o, ele � uma besta.
O doutor vai cuidar.
Santa M�e de Deus!
- O que voc� fez? - Nada!
- Onde voc� conseguiu a pasta? - Da segunda gaveta.
Isso � concreto!
Desculpe-me ...
� melhor que eu v� ver o titio.
Sim, ou eu lhe mato.
Sair reclamando. Um rapaz bonito como voc� ...
Seus dentes eram feiosos.
Vamos troc�-los.
Novos dentes, vida nova. Oito paus.
� bom.
- Quem �? - Quem �...
E eu sei l� quem �? Quem �?
- A pol�cia. - Aqui vamos n�s.
N�o h� ningu�m!
Imbecis, sou eu!
V� abrir, � o Alfredo. Depressa!
Aqui est�o eles.
Os aproveitadores parasitas.
Com a palavra "pol�cia" eles cagam nas cal�as.
Mas como � que voc� veio aqui em plena luz do dia?
Em plena luz do dia ...
� noite eu estou ocupado, voc� n�o sabe?
Eu fa�o como Maom�.
Se a montanha n�o vem a mim...
eu vou � montanha.
Por que raz�o?
Voc� tinha que me ver de novo! Entendeu?
Com ele eu devo mudar cada vez o testamento.
Eles v�o acabar desconfiando..
Por que eu, eu sou m�dico?
E eu fui para Bari.
Para mostrar as pedras.
E que disseram?
- Ent�o? - Elas foram examinadas.
E come�aram a rir.
- Por qu�? - Eles me disseram:
"Voc� pode engolir eles s�o os cus de vidro! "
Que hist�ria e essa!
Voc� pode dizer, porra!
Eu acreditava que eram boas..
Depois de muita dificuldade, muitos problemas,
enquanto voc� farreava!
Farrear � dizer muito. Olhe...
� como na cabana.
Como � poss�vel que n�o reconhe�a um brilhante?
N�o � um peda�o de vidro.
Ou�a...
Eu n�o estou aqui para me divertir.
Eu entendo!
Eu trabalho � noite!
No escuro.
Sem luz.
Em cima de uma cadeira.
Ou melhor, debaixo de uma mesa.
Porque eu caio com toda a cera que tem l�.
O lustre parece uma galinha depenada!
Alfredo, como � poss�vel que voc� se atrapalhe
com uma coisa t�o simples?
Baghetti lhe enganou!
N�o lhe permito ofender a mem�ria do pobre Saverio.
Um grande homem.
Eu ainda o vejo no seu leito de morte.
Ele me chamou e me disse: "Alfredo,
"eu tenho que lhe contar um grande segredo.
"Na casa de minha sobrinha L�cia,
"em 1942 eu encaixei no lustre
"um magn�fico brilhante de 45 quilates.
"Uma fortuna.
"Ningu�m sabe disso. � um grande segredo."
Estou animado s� de pensar nisso.
"� um grande segredo.
"Mesmo L�cia ignora, mas...
"meu querido Alfredo, voc� deve dizer a L�cia..
"Voc� deve dizer a minha sobrinha..."
Voc� disse a sua sobrinha? Voc� me acha um tolo?
Um brilhante de 45 quilates e eu falo a sua sobrinha?
Este n�o � o �nico que me enganou, sou eu que vou lhe enganar.
E � bem feito para sua sobrinha com o marido que ela tem.
O brilhante, eu o pego, compreendeu?
D� um tempo.
Quem se importa!
Como voc� fez para sair? Eles n�o lhe viram?
Voc� acha que eu sou est�pido?
Eu organizei tudo. Eu coloquei um amigo em meu lugar.
E est� l�!
Bela!
Eu sei.
Mas com essa anestesia geral o cad�ver vai dormir.
N�o precisa, ele n�o incomoda.
N�o se preocupe, � melhor que o animal durma.
Ele deve n�o acordar.
Ele tem uma pele nojenta!
N�o vai at� amanh�. ele tem mesmo diminu�do.
Ele disse que amanh� ele vai mudar o testamento.
Esperemos que chegue at� amanh�.
Eu � que n�o quero mais, esperar, meu amor.
� preciso que eu exprima o que sinto.
Voc� � bela! Retomemos o que ficou inacabado.
Doutor!
Desculpe-me, foi um movimento condicionado!
- Quem �? - Sou eu.
- Levante-se. Cuidado! - A peruca...
E a barba tamb�m..
Pegue isso.
Isso tamb�m.
Eu tamb�m.
N�o se pode nunca dormir aqui!
Sr. Saverio...
Como vai?
Como vou? Assim, assim.
Voc� sabe que � o �nico no mundo?
Em que sentido?
Voc� entra e sai como quer.
Como � isso? Eu estou muito doente.
Pare com sua com�dia.
Acabei de v�-lo. Quem � voc�? Onde foi?
Eu vou lhe dizer.
Eu fui passar um r�dio.
Veja s�! Voc� est� em boa forma. Por que fingir doen�a?
Eu vou lhe dizer.
Voc� v�, eu sou ...
Eu sou...
Eu sou rico, muito rico mesmo. Entendeu?
E eu n�o conhe�o bem os meus parentes.
O que eles v�o fazer com a minha heran�a?
Para estudar suas rea��es, eu fingi estar doente.
Logo eu vou falar a verdade.
Mas voc� estava fora.
Para fazer umas comunica��es de rotina.
Eu n�o poderia continuar, aqui!
Voc� tamb�m, ali�s, na outra noite ...
Voc� acha que eu n�o tinha notado?
Voc� falou sobre isso?
A ningu�m, eu juro, eu n�o disse nada.
Porque voc� � uma boa menina, bonita e agrad�vel.
Que n�o iria me trair.
N�o �?
Entendido. N�o se preocupe.
N�o vou dizer nada.
Voc� n�o vai se arrepender. Grande menina!
Bela e gentil.
- Carlo... - Sim?
- Est� ocupado? -N�o.
- Quero falar com voc�. - Diga-me.
Olhe para mim! Estou falando com um muro?
Eu olho para voc�, v� em frente.
Vamos enfrentar a realidade.
Desculpe-me.
A situa��o est� embrulhada. Olhe e me acompanhe.
� a �nica vez que lhe falo de filho para pai.
H� tr�s problemas nessa fam�lia.
Primeiro, esse tio velho
que me custa 7.857.000 Liras por noite.
Segundo, o filho da puta mudou seu testamento.
O tabeli�o acabou de sair. Ele deixou tudo para a enfermeira da noite.
Terceiro, voc� � o �nico que pode nos salvar dessa bagun�a.
- Eu ? - Voc�.
Por que eu?
Eu vou lhe explicar. Est� tudo na cabe�a.
Eu sempre lhe disse para ir ver a bela enfermeira.
E voc� nada! Nem se importa. Ent�o agora que est� um avi�o!
Cada vez que a vejo, eu me excito.
Eu estava certo, voc� gosta dela.
- � um problema? - N�o.
Agora chegamos ao ponto.
Esta menina me deu uma bofetada moral, dizendo:
que mesmo sendo eu um homem bonito,
ela preferiria um jovem de 20 anos como voc�, digamos.
Fui eu quem lhe fiz.
Belo rapaz, mesma estatura que eu.
Mostre-me os dentes.
Perfeitos.
Voc� me compara a um cavalo.
N�o, com um potro ra�a pura. Voc� � meu filho, ou n�o?
Com 43 anos eu estou em forma.
Voc� vai a casa dela e diz: "Bom dia, eu sou o filho do dentista".
"Oh, que belo rapaz! � todo o pai".
Joga-se a ma�� e...
- Eu n�o sei o que voc� quer. - Veja ent�o.
Voc� vai v�-la e a engravida.
Engravida?
Como eu fa�o?
Como? Como todo mundo faz.
O que quer que eu diga? Engravida, pronto.
Nada mais que isso. Diante do tio Saverio...
O canh�o n�o vai acordar.
� imposs�vel.
Seria uma falta de respeito em rela��o a um moribundo.
Ele vai se recuperar. E o amor tr�s sorte.
Vamos...
Voc� � terr�vel. Diz o que quer
para fazer como voc� quer.
Por que n�o diz "como n�s queremos"?
Ele se levantou!
Espere, eu vou ajudar. Aonde vai?
Eu vou ao banheiro... ao WC.
- Eu lhe acompanho? - N�o obrigado.
Eu vou sozinho. Eu me sinto melhor.
Tio, eu lhe acompanho se quiser.
Mas n�o! Uma vez l�, ficarei sentado.
Para que a lanterna?
- Os �culos? - N�o, a lanterna!!
Isso?
Eu sou muito organizado. Se alguma vez faltar energia...
eu tenho a luz.
O que eu lhe disse?
Tio Saverio ! Vamos ver!
Imposs�vel sobre o m�rmore, ele desliza muito!
- A luz... - Tio!
Tio... voc� caiu?
N�o, eu me levantei.
� claro que eu ca�!
Felizmente,
eu agarrei no candelabro.
Voc�s podem me ajudar?
- E seus pais? - Papai drogou mam�e.
Meu joelho!
Bom dia!
O que � que eu esqueci de comprometedor?
A calcinha, senhora.
Mas eu n�o uso?
- Mas ent�o, e essa aqui ? - Ah sim !
Nicola adora quando eu visto. Obrigada..
- Um verdadeiro amigo. - Foi um prazer.
Que calcinha!
- Voc� � bom. - E voc� n�o?
Seu chefe deve explor�-lo.
Ele � bom. Certo que d� mais aten��o �s mulheres.
Mulheres? Que mulheres?
Conto umas 100, 200...
Cretino de merda! Obrigada, at�!
At�.
Senhora!
Senhora Zaira !
Eu lhe dei sua calcinha, me d� minha gravata!
Voc� est� apaixonado por mim?
Voc� poderia ter dito logo.
Vou botar un chifres naquele cretino!
Venha, meu docinho, sua Zaira vai cuidar de voc�.
Voc� n�o vai se arrepender.
O sucateiro! Entre!
Leve esse lustre medonho.
Vou lhe deixar s�, tenho o que fazer.
Pode ir.
- Aconteceu alguma coisa? - N�o.
N�o vai nos dizer? E a Carlo?
Eu s� disse que n�o era mais necess�rio que eu venha.
Ele est� morto?
N�o, ele est� curado.
Ele est� curado sem nos avisar? Vamos ver.
Pica de frade!
Ela traz boa sorte.
Adeus, senhora!
Titio! Est� verdadeiramente curado!
Como voc� fez?
Como? � uma boa hist�ria. Aconteceu alguma coisa...
que � melhor n�o dizer.
Uma apari��o!
- Apareceu S�o Machin... - Quem?
S�o Nicolau! Voc� o conhece?
Sim! S�o Nicolau Pischella, m�rtir da odontologia.
- Ele disse: "Caminhe". - E fume.
Eu o ouvi. Eu fumei.
Eu n�o podia recusar. E fiz bem.
- Estou curado. - Estou muito satisfeito.
- Eu tamb�m. - E eu, ent�o!
S� que agora, voc�s provavelmente v�o me expulsar.
- E eu, eu me sinto ligado - N�o, voc� est� brincando?
Est� bem aqui. Tudo pago, pens�o completa...
Para Angela a heran�a, para mim o moribundo.
Pare!
- Sr. Nicola ! - Sim?
O eletricista pergunta que l�mpada p�e no lustre.
N�o me interessa.
O lustre ?
O lustre foi substitu�do, o velho estava todo depenado.
- Esque�a... Uma id�ia minha... - Brilhante!
Uma id�ia brilhante, sim.
- N�o, o brilhante! - Que brilhante?
Um brilhante de 45 quilates, cretino,
encaixado no lustre!
Senhor, 45 lustres de Baccarat !
N�o, 45 quilates no lustre!
- Que? - Eu dei ao sucateiro.
Devolva-nos o que voc� pegou!
� meu, eu lhe devolvo uma merda!
Canalha! Vamos segui-lo!
- Obrigada! - Peguem!
Do outro lado!
Senhor, vamos fazer um piquenique?
E depois? Entre, infeliz!
Entre, vamos!
Onde ele est�? Eu o perdi. Quem � esse cara?
Eu n�o sei.
Ele chegou na porta. Se achava l� em baixo.
- Porra, n�o entendo mais nada! - O brilhante pode n�o existir.
O brilhante existe, Saverio me disse antes de morrer.
Se ele lhe disse...
Foi Saverio, sim.
- � s�rio. - Voc� n�o � o verdadeiro Saverio!
Eu sou Saverio, eu juro!
Seu cr�pula, entendi logo tudo!
Fazer de n�s uns bobos, miser�vel!
Ent�o est� disfar�ado?
- N�o - Tire essa peruca!
O filha da puta est� disfar�ado!
Voc� tem sido um filho da puta!
Eu vou quebrar seus ossos! Pensa que sou idiota?
Olhe a estrada!
Sucateiro, voc� vai ver!
Voc�s fazem uma tempestade num copo d�gua!
N�o vou devolver Vou mesmo � jogar na �gua!
Canalha! A culpa � toda sua!
- Eu vou quebrar seu pesco�o. - Eu vou procurar o saco.
Deixe-me sozinha!
Eu vou cair na �gua!
Vai dar p�?
O que voc� precisa fazer, eu, Pischella!
- Peppino ! - Eu n�o sei nadar!
N�o tem problema!
- Eu terminei - Venha ver com meu pai.
- Senhorita, bom dia... - Bom dia.
Obrigado, adeus.
Enfim todos sa�ram.
Eles deviam sair com mais frequ�ncia.
Por que eles estavam t�o apressados?
Talvez eles quisessem isso.
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