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Original subtitles

MERIDIAN SEDUZIDA PELO HORROR

Padre!

Padre!

Sim, filho.

A senhora disse que isto devia estar nas m�os de Deus.

Ent�o, eu trouxe para c�.

Qual senhora?

A do castelo.

N�o precisamos de mais arte.

Aceite, por favor. Uma oferta.

N�o tem valor.

Vamos dar uma olhada.

A moldura � do S�culo XV.

O quadro deve ter a mesma idade.

Isto, antigo?

N�o.

O que est� embaixo deste.

Santo Cristo!

Percebe?

Sem d�vida, o original pode ser restaurado.

A restaura��o da cripta est� pronta. O arcebispo vem Domingo.

Gostaria de mostrar o quadro a ele tamb�m.

Nosso artista mais talentoso trabalhar� nisto.

Gina!

Os amigos da Igreja t�m pressa em saber o que tem aqui embaixo.

Disse a eles que ver�o o que �, no Domingo.

� imposs�vel, senhor. Preciso terminar isto.

Um Vanitas de segunda. Pode esperar.

Vou visitar uma amiga no fim de semana.

Seu talento ser� reconhecido.

Ela chegou na It�lia. � minha melhor amiga. Prometi a ela.

Fa�a o que quiser com seu tempo...

mas a restaura��o estar� pronta no Domingo, certo?

Pode ficar sossegado, Padre.

Estou ansioso para ver no Domingo.

Bom fim de semana, "signorina".

Tenha d�, Gina!

Minha Stellina.

-� t�o bom estar em casa. -Sim, o lar.

-Tudo parece igual. -Houve algumas mudan�as.

Senti falta desta casa e de voc�.

Martha, n�o acredito que foi h� 10 anos!

-Catherine! -Gina, estou aqui em cima.

-� minha amiga. Gostar� dela. -Um h�spede? Mas acaba de chegar.

� dona desta casa?

A fam�lia �. � o castelo dos Bomarzinis.

-N�o me disse que � da realeza. -Nobreza. E n�o existe mais tal coisa.

Exceto no esp�rito.

Oh, desculpe! Gina, esta � Martha. Ela foi minha bab�.

Ent�o, seremos amigas.

Pedirei que Adriano abra o quarto ao lado do seu, Catherine.

Bem-vinda, Stellina.

Stellina?

Estrelinha. Ela me chamava assim quando eu estava crescendo.

Conhece esta casa como ningu�m. J� estava aqui quando nasci.

-N�o acredito que tenha partido. -N�o acredito que estamos juntas.

Quase n�o vim. Apareceu um servi�o, deve estar pronto no Domingo.

-Ent�o, vou embora manh�. -Oh, n�o, fique para o fim de semana!

Gostaria. Mas vou passar a noite acordada para acabar o servi�o.

Como nos velhos tempos, no dormit�rio.

Dif�cil, Cath. Isto aqui � It�lia, n�s conseguimos.

-Sempre soube que voltaria. -Eu n�o sabia se chegaria aqui.

Ora, vamos, voc� era a melhor artista da academia.

Devia pintar, e n�o restaurar.

Algum dia. Ainda estou aprendendo, sabe?

E voc�? Como vai seu trabalho?

Este � o grande teste. Ver se tenho algum talento.

-D� tempo ao tempo. -Tenho muito tempo agora.

Voltei para sempre. E � bem-vinda sempre que quiser.

Veja!

O que h�?

Um daqueles shows ambulantes. Parece divertido.

Estes shows costumam dar arrepios.

Ora! Tenho apenas uma noite.

-N�o fico � vontade nestes shows. -Conforto n�o � para artistas!

N�s vamos. E vamos nos divertir, ok?

-O lugar est� longe? -Acho que � l� em cima.

Foi o que disse na �ltima curva.

Que tipo esquisito construiu este lugar?

Uma das hist�rias � que, em 1500...

um mago fez um castelo na montanha.

Transformou os inimigos em pedras e os p�s aqui.

Ele tinha inimigos amea�adores.

A est�tua mostra que a maldi��o de uma pessoa que pecou.

Venha.

O mago era escultor, como voc�.

Ele transformava vida em pedra. Tento fazer o contr�rio.

Isto causa arrepios, sabia?

Sei.

Sempre me senti atra�da para c�, desde menina.

Venha.

Afinal! Achei que est�vamos perdidas. Meu Deus!

Senhoras e senhores...

distintos convidados.

Bem-vindos ao Mundo do Espanto de Fauvray.

Viemos de cantos ex�ticos da Terra.

Das n�voas antigas da Hist�ria...

e das profundezas escuras da sua imagina��o...

para faz�-los vibrar e lhes dar prazer.

Como dizem os fil�sofos, n�o h� verdade absoluta.

Que o �nico crit�rio de valor...

� se o assunto � ou n�o interessante.

Ent�o, com certeza os monstros...

devem ser as criaturas mais valiosas sobre a Terra.

Fazem-nos perguntas fascinantes.

Posso crer no que vejo?

Como eles vieram � mim?

O que podem me fazer?

O show vai come�ar!

Consegue acreditar neste pr�ncipe?

Sras. e senhores, por favor, um volunt�rio do p�blico.

Um volunt�rio!

N�o.

Sil�ncio!

Senhoras e senhores, distintos convidados.

Vivemos nossas vidas sob as leis do tempo e do espa�o.

Mas, em momentos de vis�o e m�gica... o espa�o desaparece.

O tempo p�ra.

N�s, artistas, somos vision�rios, m�gicos.

Fora-das-leis do tempo e do espa�o.

Zombamos das regras da sociedade.

Desprezamos as leis da F�sica.

E rimos da morte!

-Viu, Cath, n�o foram �timos? -�, eles foram.

Vamos aos bastidores. Quero conhecer aquele cara.

Oh, n�o!

Vamos! Nunca se sabe!

N�o � permitido ningu�m nos bastidores

Esta � Catherine Bomarzini. � dona do castelo.

Deixe-as vir.

Quer�amos agradecer por uma performance surpreendente.

Obrigado.

O �nico desejo do artista � a gratid�o do p�blico.

Espero que "signorina" tenha aprovado nosso show.

Sim, o p�blico parece ter gostado muito.

-Voc� � americana. -Minha m�e � americana.

Somos um grupo modesto. Por�m, no passado, nos apresentamos...

para a nobreza. E fomos bem recebidos.

Cath, por que n�o os convidamos para jantar? N�o seria divertido?

Acho que Martha e Adriano, n�o conseguiriam fazer um jantar...

em t�o pouco tempo.

Ora, vamos.

H� tanto espa�o. Sentam-se 30 pessoas na sala de jantar.

Temo que n�o seja t�o impulsiva quanto minha amiga.

"Signorina", n�o tem obriga��o alguma para conosco.

Foi muito gentil por ter vindo.

Ora, vamos...

Sr. Fauvray, voc� e seus amigos trabalharam muito.

Por que n�o jantam conosco?

Leve para a mesa, Adriano.

Aqui, uma ma��!

Mais algum coisa, minha querida?

N�o.

Limparemos tudo pela manh�.

Venha, Adriano.

Colegas artistas, distintos convidados.

Esta noite tivemos a melhor atua��o do...

Mundo do Espanto de Fauvray.

Tudo deu certo, ningu�m do p�blico ou do elenco se feriu.

E a receita bruta, foi bruta mesmo.

E agora, aproveitamos este maravilhoso jantar...

gra�as � hospitalidade de nossa bela anfitri�.

Proponho um brinde � Senhora do Castelo.

� Senhora do Castelo!

N�o precisa fazer todos os discursos, senhor.

� m�gica e aos m�gicos.

� m�gica e aos m�gicos.

Est� tarde, vamos partir cedo.

N�o � nem meia-noite!

N�o queremos abusar da generosidade de nossa anfitri�.

Proponho um �ltimo brinde.

N�o, obrigada. Bebi o suficiente.

Mas, n�o participar� do nosso brinde?

� ilus�o!

Meu brinde desagrada a "signorina"?

Nunca senti grande prazer na ilus�o.

Sou um m�gico, vivo da ilus�o.

Sou uma artista. Vivo para a verdade.

Claro.

Ent�o, � verdade!

Beberei � isto.

O que h�?

Voc� est� bem?

Corpo perfeito...

liso...

de primeira.

� toda sua. Pronta e desejosa.

N�o chore.

Preciso que voc� me ame.

Bom dia.

Bom dia.

Seus amigos eram... interessantes.

Desculpe. As coisas sa�ram do controle.

Como Senhora do Castelo, pode receber quem quiser.

Assim?

N�o sei o que fazer.

Acho que algo terr�vel aconteceu.

-Como assim? -N�o tenho certeza.

Quando souber o que aconteceu... saber� o que fazer.

Desculpe.

O que houve � noite passada?

N�o sei.

Acho que fomos drogadas.

� minha culpa. Eu os convidei.

Como saberia que fariam isto?

-Dev�amos ir � pol�cia. -N�o podemos.

Sinto muito.

Preciso voltar.

Falo com voc� em breve.

Martha, venha r�pido comigo! Algu�m foi morto na ala norte.

Est� fechada h� anos, desde que voc� partiu.

N�o, Martha, tem algu�m l� agora. Venha!

Isto � bobagem, crian�a. N�o h� ningu�m l�.

-Ela estava l�. -Quem?

Quem estava l�?

-A menina no vestido branco. -Isto � uma hist�ria boba.

Seu pai ficaria muito infeliz.

Por isso, mandou-a para longe... Voc� pensou que viu a menina.

Mas, n�o assim!

Supersti��o, hist�ria de fantasma. Todo castelo antigo tem uma.

N�o sei o que h� de errado comigo.

-Pensei que ia partir. -N�o posso.

Tinha que v�-la.

Queria me desculpar.

Sei que o que fizemos foi imperdo�vel.

Mas, quando a vi no palco, fiquei desamparado.

-Quero que v� embora. -Por favor.

Por favor.

Tente entender. Este sentimento � t�o poderoso!

Quando fizemos amor... o que sentimos...

-Aquilo foi real. -Deixe-me em paz.

Ele � todo seu. Fique � vontade.

Sempre o mesmo. T�o forte, t�o triste.

-N�o devia deix�-lo zombar de mim. -N�o zombamos de voc�, caro irm�o.

O destino zomba. O fato de n�s sabermos...

torna isto mais engra�ado.

-Desta vez ser� diferente. -Por que acha isto?

Esta mo�a. � ela.

Sei disto.

Sabe que n�o posso deixar acontecer.

Voc� deve.

Amo-o demais, caro irm�o, para deix�-la mat�-lo.

Voc� quer dizer, Lawrence, que me odeia demais.

Isto, tamb�m.

O que h�?

O que quer?

Catherine.

Cathy!

Cathy!

O que h� com ela?

N�o sei, Adriano. N�o sou m�dico.

Ela estava morta.

Vamos voltar para o seu quarto agora.

Foi ele.

Foi a criatura. Ele a matou.

Crian�a?

Entende o que viu?

Viu, tamb�m?

Foi real, n�o foi? Meu Deus!

Adriano, por favor, ajude-me a lev�-la para o quarto.

N�o consigo comer.

Se comer, eu lhe contarei uma hist�ria.

N�o sou mais crian�a.

A menina de vestido branco, era irm� de seu pai.

Se comer, eu lhe contarei a hist�ria.

Audrey era especial. N�o havia nada nela, al�m de amor.

Fui bab� dela tamb�m. Ela foi a minha primeira pupila.

-Papai nunca me falou dela. -Ele era mais novo.

Tinha um pouco de medo dela, como todos. Inclusive, eu.

O que houve com ela?

Um dia, um grupo de atores ambulantes se apresentou...

no carnaval local.

Seu pai era muito pequeno para ir, mas levei Audrey.

-Quem eram os atores? -Era um show de mau-gosto.

O m�gico do grupo parecia arrebatado por Audrey.

Ele veio ao castelo v�-la, mas mandei-o embora.

Ela tinha apenas 15 anos.

Ele voltou v�rias vezes, mas nunca dexei-o entrar.

-Ele era respeitoso ou rude? -Ora uma coisa, ora outra.

O que aconteceu com ela?

V�rios dias mais tarde, ela foi encontrada...

como diz que a viu, brutalmente assassinada.

-Pela criatura. -Ningu�m viu nada.

-Quem eram os atores? -O Mundo do Espanto de Fauvray.

Seu pai me disse que viu o fantasma dela, como voc�.

A primeira vez foi no dia em que voc� nasceu...

e ele mandou fechar toda a ala norte.

Por que eu?

Voc� seria a pr�xima Senhora do Castelo.

Tentamos proteg�-la das hist�rias e do passado.

Mas da�, voc� mesma a viu.

Por que ele n�o me disse quem era ela? Por que voc� n�o disse?

Seu pai nunca teve certeza do que viu...

e por um tempo, achou que tinha enlouquecido.

Mas Fauvray Mundo do Espanto ainda existe.

Aquele m�gico ainda existe.

Estas companhias ambulantes passam de uma gera��o para outra.

N�o conhecem outra vida. S�o como ciganos.

Ent�o, devo aceitar isto como uma explica��o racional?

Herdou o castelo e suas responsabilidades.

Ter� de decidir por si mesma se vai aceit�-las.

Ficaria linda usando isto.

-O que quer? -Voc� deve saber.

H� um elo entre n�s...

que nunca poder� ser quebrado.

N�o estou sozinha. Os criados me ouvir�o.

Foi o que ela disse.

Mas as paredes e as portas s�o grossas.

Os criados dela estavam no vest�bulo... mas nada ouviram.

N�o vou deix�-lo fazer comigo o que fez com ela.

Um mulher moderna! Sou um homem antiquado.

Pare!

N�o posso parar nunca!

Pare!

Cadela!

Oh, meu...

Martha...

Martha...

Sim, Catherine?

Calma, crian�a.

Calma, ficar� tudo bem.

Cath!

Calma, crian�a.

Apenas um sonho.

Apenas um sonho.

Sabe, Oliver...

sua coragem, determina��o...

e auto-sacrif�cios s�o comoventes.

Quando n�o s�o pat�ticos.

Deve saber que n�o vai dar certo.

S� algu�m que ame voc�, pode matar a besta.

E voc�, � �bvio, n�o se ama.

Ama demais os outros.

E se culpa por todos os males e doen�as que os outros criam.

Ent�o, mate-me. Sei que me ama. Somos irm�os.

Sim, mas tamb�m, detesto voc�.

Odeia aquela parte sua, que o afasta do amor.

Podia mat�-lo, mas isto apenas o libertaria.

Vou deix�-lo viver... porque o amo.

Querido irm�o.

Voc� � a besta, Lawrence. Voc�!

Preciso da sua ajuda.

Conhece a lenda?

-Sei que matou uma menina... -Juro...

Eu, de forma alguma, fiz mal �quela garota.

Quem fez?

-Como posso faz�-la entender? -Conte-me a verdade.

Sim!

Matei uma mulher.

Atirei no cora��o dela... a mulher que eu amava.

-Quem era ela? -A Senhora do Castelo.

-Eu sou a Senhora do Castelo. -Mas ela foi a primeira.

H� mais de 400 anos atr�s.

Foi por isso que voltou aqui? Para me matar?

-Atirar uma flecha em mim? -Ao contr�rio.

-Para voc� me matar. -Mat�-lo?

Sim.

Para matar a besta.

Poupar minha alma deste tormento eterno.

Esta � a maldi��o que o pai dela colocou em mim.

Tornar-me aquela... coisa.

-Sempre que... -Sempre que o qu�? Diga-me.

V�.

Agora v�. Saia deste castelo, e n�o volte nunca.

Salve-se.

Sou a dona desta casa, parto ou fico, como quiser.

Ent�o, mate-me!

N�o!

Mate... mate esta besta.

Acabe... com esta maldi��o.

Transformo-me na criatura sempre que amo.

Em nome do Pai, eu tenho pecado.

Tudo bem, pode falar em ingl�s. Quando foi sua �ltima confiss�o?

-H� 2 anos atr�s. -Que bom que voltou.

Quais s�o os seus pecados?

Temo que minha vida esteja controlada pela supersti��o.

Isto � um problema s�rio. Viola o primeiro mandamento...

e leva � idolatria.

Vejo coisas, e sinto coisas que n�o posso explicar.

Devem ser sonhos ou vis�es.

-Sim, vis�es. -Elas tentam voc�?

Fazem-me temer � mim mesma.

N�o se coloque no caminho do pecado.

Se n�o pode resistir � tenta��o, ela deve ser evitada.

-V� com Deus no cora��o. -Obrigada, Padre.

"Signorina", � do castelo?

Sim.

A Igreja � muito grata pela sua generosa doa��o.

-Como assim? -O quadro.

Os experts dizem que pode ser muito antigo, valioso.

Desculpe, n�o sei do que est� falando.

O garoto... Ele trouxe um quadro � Igreja.

Disse que a senhora do castelo, mandou-o trazer.

Oh, deve estar falando de Martha.

A inglesa?

Sim.

Isto � imposs�vel, "signorina".

N�o �. Ela � uma mulher generosa, dirige o castelo.

"Signorina", a inglesa morreu h� 6 meses.

N�o!

Sinto muito. Eu mesmo conduzi os servi�os funer�rios.

Pensei que soubesse disto.

Vai embora?

O que h�, Catherine?

Voc� tamb�m �! Um fantasma.

-N�o podia voltar sem ajuda. -Por que n�o me disse?

Pela mesma raz�o que n�o pude deix�-la ver o quadro.

Ou contar-lhe a lenda. Tem de descobrir por si mesma.

Mesmo que isto me mate?

Oh, Catherine...

Tentamos. Seu pai e eu tentamos proteg�-la.

Mas n�o foi poss�vel.

O que quer que aconte�a, voc� ter� de enfrentar.

-Foi por isso que voltou. -Mudei de id�ia. Vou embora.

Pode ir, mas antes quero que me diga uma coisa.

Diz que acredita na verdade, vive para isto.

Diga-me a verdade, por que est� partindo?

-Estou com medo. -De qu�?

De voc�, dele, de tudo isto. Minha vida n�o me pertence.

Voc� � livre, Catherine. Pode fazer o que quiser.

Mas a escolha deve se basear no que sabe que � verdade.

Do que est� com medo?

-Eu o amo. -Quem?

Fauvray... a criatura.

Claro que est� com medo. O amor pode ser aterrador.

Mas, �s vezes, ele � t�o mal que eu o odeio.

Acredita que este homem e ele � um homem...

que voc� ama tanto, faria aquelas coisas?

N�o.

-Ent�o, o que significa aquilo? -N�o entendo.

Pense, crian�a. Sinta e pense.

Aquilo n�o � ele.

Sim!

O que vai fazer agora?

-Posso ajud�-lo. -Sabe o que isto significa.

N�o posso mat�-lo.

Eu o amo.

Voc� � a estrela dele, Stellina.

� o sonho dele.

� uma grande responsabilidade.

Martha, o que devo fazer?

Talvez haja mais o que aprender, crian�a.

Quando chegar a hora... voc� saber�.

Martha...

-Por favor, fique comigo. -Claro.

N�o fiquei sempre?

Sempre...

Sempre...

N�o foi a criatura.

Lawrence � meu irm�o. Meu nome � Oliver.

-Por que ele fez isso � ela? -Medo dela quebrar a maldi��o.

E libertar voc�.

E a ele. Ele n�o quer que nos libertemos.

Lawrence est� consumido pelo �dio...

por mim, por ele mesmo.

Ele foi um bom homem, forte...

inteligente...

gentil.

Viemos para c�.

Lawrence apaixonou-se pela filha do mago.

E eu tamb�m. Tentei me afastar.

Mas est�vamos apaixonados. Ele n�o suportou isso.

A rejei��o.

Enfureceu-se e tentou lev�-la embora.

Tentei det�-lo.

Atirei uma flecha nele, e peguei-a.

O pai dela me jogou uma maldi��o.

Podia me transformar num monstro de pedra, como os outros.

Mas tinha guardada uma vingan�a mais amarga.

Quando eu amasse, me transformaria na criatura...

cujo amor ningu�m poderia corresponder.

Para quebrar esta maldi��o, a criatura deve ser morta...

pela Senhora do Castelo.

Mas ela tem de amar o homem.

Deve haver outro modo.

N�o.

S� algu�m que me ame.

Amo voc�.

Ent�o, voc� � ela.

Sim, voc� � ela.

Voc� deve morrer.

Voc� n�o � Oliver!

N�o.

Mas represento bem, n�o? S�culos de pr�tica.

-Onde est� Oliver? -Esperando por n�s.

T�o certo quanto o destino.

-Ele o deter�. -Nunca deteve.

-Por que n�o me mata aqui? -Qual a gra�a nisto?

E v�-lo reviver seu destino, de novo, e de novo...

Isto � m�gica de verdade.

-Desta vez ele atirar� em voc�. -Confio no destino.

O destino pode mudar. Ele n�o matou Audrey, voc� a matou.

Ele teve medo de atirar. Ent�o, teve que olhar.

Oliver!

Irm�o! Chegou a hora de novo!

-Ele perdeu sua chance. -Ele n�o � um assassino.

Eu sou!

Ele conseguiu!

Bom tiro... irm�o.

Voc� � ela!

N�o vou mat�-lo.

Voc� o fez me matar.

Ah, Oliver...

Caro...caro irm�o...

Afinal, conseguiu.

Sinto muito, Lawrence.

Voc� matou a besta.

A maldi��o era para n�s dois, mas Lawrence era a besta.

Agora, acabou.

Agora sou livre, mas s� para deixar voc�.

N�o!

-Este j� n�o � mais o meu mundo. -N�o tenho mundo sem voc�.

-N�o posso pedir que venha. -N�o pode me dizer para ficar.

Amo voc�, Catherine.

Done by (c) dCd / June 2005

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