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Eugenie est� consciente.
Estou indo.
- Eugenie est� consciente. - Boa tarde Sr. Tanner.
Posso falar com ela?
Melhor aguardar um pouco. Acaba de acordar.
Posso esperar, se me disser que sobreviver�.
� muito cedo para dizer algo. Fizemos tudo que pod�amos.
Eugenie...
Eugenie, pode me ouvir?
Ent�o me escuta.
Me conhece... Sou Attila Tanner, o escritor.
Quero escrever um livro basado na vida de seu pai.
Quero que me ajude a entende-lo.
Ele foi uma pessoa, como todos n�s.
Tenho que saber tudo. Diga tudo que sabe.
N�o vou cit�-la como fonte.
Est� bem...
...com esta condi��o:
Ou�a... contarei tudo...
...se prometer que...
...depois que contar, me matar�.
Acha que o que pe�o � terr�vel...
mas viver seria mais terr�vel.
Est� bem. Conte tudo.
Viv�amos...
...nos arredores de Berlim.
...Havia um di�logo permanente entre meu pai e eu.
Na verdade, o homem que chamava de pai
na realidade era meu padrasto.
Se casou com minha m�e logos ap�s conhec�-la.
Tr�s meses antes de eu nascer.
Ela morreu... dois dias depois do parto.
� tarde. Devia ir para a cama.
Adoro v�-lo trabalhar.
Meu padrasto foi um renomado escritor,
incompreendido pela maioria das pessoas mas um grande escritor.
Me criou com cuidado e devo��o.
Cresci com uma admira��o quase obsessiva por ele.
Escritor depreciado...
...vivia de resenhar livros,
ensaios, cr�ticas e confer�ncias bem pagas.
Esperando que, algum dia, seu trabalho fosse reconhecido,
Sonhou com esse reconhecimento.
Nos �ltimos anos,
seu interesse ficou focado no erotismo,
em escritores do erotismo,
na tradi��o do erotismo no mundo,
e em todas as �pocas.
Com frequ�ncia ficava sozinha na nossa grande casa,
sonhando e esperando meu padrasto voltar.
O som dos seus passos me faziam saltar de alegria.
Com frequ�ncia fazia longas caminhadas,
pensando nele, na sua obra,
na nossa vida tranquila.
Quando me sentia s� vasculhava sua biblioteca,
certa de encontrar algum novo livro para ler,
ou talvez alguma obra er�tica rara...
que sobreviveu ao tempo e se converteu em um cl�ssico.
"Seus seios sobre meu peito!"
"Sua boca desejosa. Seu sexo se abrindo como uma flor diante mim. "
Sua vis�o de que a dor e o prazer...
"estavam intimamente ligados"
"Um ensanguentado colar de p�rolas enfeitava seu pesco�o,
caindo um a um sobre meu, corpo deixando uma mancha. "
"A ferida profunda no peito..."
Como est�, querida?
Que est� lendo?
O B�rbaro da �sia.
Gostou?
N�o realmente.
Nunca esquecerei a primeira vez que a neve caiu no inverno.
Tudo ficou branco, puro, encantado...
...irreal, estranho.
Papai havia ido a cidade.
Voltou mais cedo que o habitual.
Me agachei na frente do fogo.
Meu corpo estremeceu com uma sensa��o estranha.
Uma mescla de bem-estar e apreens�o.
Eugenie, notei que quando estive fora, voc� pegou...
o livro que havia escondido aqui...
Eu peguei.
Como soube?
Foi f�cil...
O deixei desta forma,
e o encontrei deste jeito.
Est� chateado porque o li?
Ao contrario, � tempo de ler coisas assim.
Tamb�m acho.
Gostou, espero.
Mais que tudo que li em toda minha vida.
Nunca tinha imaginado
que nossa conversa pudesse terminar desta forma.
Senti como se tivesse sido despertada,
ou melhor ainda, que tivesse tido uma revela��o
da verdadeira natureza do meu pai.
Senti que ele havia me admitido em seu mundo.
Hav�amos compartilhado um v�nculo especial.
E foi exatamente isso: Agora eu era sua c�mplice.
Me permitiu dividir com ele coisas que acreditava proibidas.
Mal pude dormir a noite.
Estava acordada ao amanhecer, e fui caminhar.
Caminhei pela neve a passos largos.
O cora��o vazio de pensamentos,
para me livrar das sensa��es
que haviam me oprimido na noite anterior.
Quando voltei ao meio dia, meu pai havia sa�do.
Havia deixado um bilhete para mim sobre sua mesa.
"Chegarei tarde em casa essa noite. "
"Leia este livro, que achei muito interessante. "
"Estou convencido de que n�o se aborrecer�. "
"Eugenie havia aberto seus olhos.
Diante dela estava seu pai, que silenciosamente havia...
...entrado no quarto.
Estava nua e sabia que seus seios pontiagudos atra�am seu olhar.
Ofereceu os l�bios ao seu pai...
que se ajoelhou diante da cama e come�ou a morder seus mamilos,
mostrando seu desejo...
...enquanto suas m�os ro�avam seu sexo, frio e �mido.
Suas aten��es a fizeram perceber pela primeira vez...
...que havia se tornado uma mulher...
e agora seu pai era s� um homem, respirando forte com desejo,
e intensa paix�o nos olhos. "
Eugenie, acaba de descobrir o prop�sito mais profundo da vida:
O que a humanidade tem buscado atrav�s dos tempos.
O poder supremo sobre os outros...
O poder que vem do prazer da dor.
Viver cada momento com tanta intensidade enquanto sofrem.
Aprender� que a chave da vida � seu pr�prio prazer.
O que sentir� ent�o � sublime e inebriante.
Chegaremos a m�xima express�o ... no sangue e na morte.
Amar� cada momento...
...deste refinado prazer. Descobrir� esta secreta sabedoria.
Bela mas proibida.
Aceito. Farei qualquer coisa que quiser e me ordenar.
Ser� minha vontade. Seremos como um.
Tenho o pressentimento...
...de que a vida estar� cheia de paix�o.
� maravilhoso que nos voltemos um para o ouro.
Meu pai, prometo obedec�-lo.
Estou indo � Paris amanh� para uma conferencia.
Usaremos esta oportunidade para cometer o crime perfeito.
Sei que � poss�vel.
H� um segredo para cometer o crime perfeito:
...na aus�ncia de qualquer motivo aparente.
N�o temos nenhum motivo aparente.
Nem sequer conhecemos a v�tima at� que o destino nos apresente.
Escolheremos uma modelo,
uma dessas garotas que posam nuas
para fotografias amadoras, o chamado "nu art�stico".
Ha muitos lugares assim em Bruxelas.
Contrataremos uma e iremos aproveit�-la.
Ser� nossa v�tima modelo.
Outra coisa importante � confundir as testemunhas.
Ser� simples.
Simplesmente n�o nos ocultaremos.
Nunca ningu�m v� o obvio. � melhor passar despercebido.
Os assassinos sempre tratam de ocultar seus rastros
mas sempre deixam uma pista que os delata.
N�s, ao contrario, nos asseguraremos de sermos vistos.
Nunca fiz uma viagem t�o longa antes.
Me sentia excitada.
A Torre Eiffel e o Champs Elys�es eram o pano de fundo...
...da aventura que come�ava.
Meu pai estava calmo, mas sentia a mesma excita��o interior
- Posso ajud�-los? - Reservei um quarto. Radeck.
- Sim, claro. Aqui est� a chave - Obrigado.
Talvez queiram relaxar.
Algumas pessoas nos esperavam:
jornalistas, gente da publicidade...
- Gostaria de entrevist�-lo. - Est� bem, a que horas?
Certo, podemos nos encontrar no bar.
Vou para o quarto.
- Gostaria de uma foto aqui. - De que jornal �?
A Gazeta.
Prefiro ser fotografado com um de meus livros.
- Quem est� a�? - Albert.
Entre.
Reservou uma mesa?
Claro que sim. No Taboo.
Dizem que � o melhor de Paris.
- Est� de acordo? - Me parece bom.
Me passe a toalha.
Adoro te ver nua. Seu corpo � igual ao da sua m�e.
Entre aqui e se troque. Te pegarei mais tarde.
Um momento.
Vamos. Usaremos a porta do palco.
- S�o parte do show? - Sim, fazemos a dan�a da chuva...
Esta bem.
Cada detalhe foi calculado com perfei��o.
Papai sincronizou cada detalhe.
Nosso v�o � Bruxelas foi no tempo certo.
Ent�o estava tudo como o previsto.
- Uma sess�o, por favor. - Quanto quer?
Uma modelo sai a 100. Uma garota e um homem 200.
Duas garotas e um homem 300.
Uma garota est� bom.
Entrem.
Obrigado.
Boa noite estou a disposi��o.
Sente-se!
Podemos agregar um toque de sadismo?
Se quiser s�o mais 100 francos.
Est� bem.
Poderia me ajudar...?
Eugenie.
At� logo!
Pegamos o �ltimo v�o de volta a Paris.
Voltamos ao club.
Era tarde, mas o show ainda n�o havia terminado.
Um comediante ruim fazia seu ato.
Por que um m�sico deveria tocar os pratos no meio do zool�gico?
Ele disse, "Eles n�o gostam do trombone."
Como sabe? "Bem", disse...
"Quando os macacos gostam me jogam bananas,
e quando n�o, jogam a casca. "
Ningu�m nos notou.
Por que est�o rindo? N�o � engra�ado!
Qualquer um poderia jurar que passamos a noite no club.
Est� bem...
...retomarei a historia de onde parei...
Ent�o, estava o idiota tocando os pratos. Bang. Bang.
E ai aparece uma mulher e da uma moeda...
A coisa toda foi um jogo.
Poucas horas depois, participamos de um cocktail
na casa publicit�ria francesa de meu pai.
As mulheres passavam perto do meu pai como abelhas tontas.
Estava muito ciumenta.
- Quer um escoc�s? - Obrigado.
A sua sa�de.
A quem devo autografar?
N�o vai me responder? N�o est� me escutando?
Tem o olhar perdido...
As mulheres s�o um mist�rio.
H� um mist�rio em voc�.
Perdoe-me.
Um momento, senhorita!
- Falou comigo? - Sim.
Voc� � Eugenie Radeck Sei muito sobre voc� e seu pai.
- A que se refere? - Nada em especial.
Gostaria de ter a chance de falar com seu pai.
Diga que convidei para um trago.
� um escritor fascinante. Quero conhec�-lo melhor.
- Por que n�o fala aqui? - Oh aqui n�o!
Odeio multid�es e n�o estou bem vestido.
Odeio usar gravata.
Trate de avis�-lo. Conto com voc�.
Sou Attila Tanner.
Voc� � Attila Tanner!
- O famoso escritor? - � o que dizem.
Papai aceitar�.
Certamente estou contente que tenha aceito meu convite.
Li todos seu livros.
Tenho seguido sua carreira
e o admirado por anos.
Estou lisonjeado.
Me sinto recompensado quando um homem como voc�
se interessa por meus modestos esfor�os.
N�o teria acreditado.
Pensa que acredito que veja sua obra como insignificante?
Voc� � muito inteligente.
Aqui est� o whisky.
Admitir que sou inteligente
soaria pretensioso, n�o �?
Se nego com falsa mod�stia, soaria como um hip�crita.
Tem raz�o.
- Perd�o? - Um brinde por seu �xito.
Voc� � hip�crita.
Eu te conhe�o bem.
Eu sei. Leu todos meus livros e ensaios.
Precisamente.
Conhe�o em detalhes. Em "As Artes Negras",
cap�tulo tr�s, escreveu:
"S� a consci�ncia do rigor das leis naturais,
pode atrair para o poder da magia negra. "
Qual a hipocrisia nisso?
Nada. Mas no Necronomicon, escrevi.
"Em seu imenso poder, as ci�ncias ocultas.
...podem levar a uma vida demon�aca... "
Quando foi sincero?
No primeiro caso ou no segundo?
Em ambos. O Necronomicon foi escrito h� cinco anos.
J� "Artes Negras" foi escrito quando tinha uns 20 anos.
Eu mudei um pouco.
Quer dizer que mudou entre um livro e outro?
Sou um homem de muitas id�ias.
E voc� tamb�m.
Posso concluir disso que leva uma vida demon�aca?
Tamb�m concluo que a divide com sua filha.
E dai? Te incomoda?
Em nada. Mas e quanto a lei?
Voc� diz a lei natural?
Bem, pensava
nas leis do homem... que regem a sociedade.
Que h� com voc�, Sr. Tanner?
- Nunca foi tentado a romp�-las? - � claro que sim.
Mas nunca fui al�m das tenta��es.
Eu n�o fico s� nas "tenta��es".
Dizem que a humanidade est� dividida em duas categorias:
os que aceitam sua vida e aqueles que reagem.
Os �ltimos s�o os que pensam antes.
Isso n�o os impede de agir depois.
Os outros agem por instinto, e depois pensam.
Essa � a diferen�a. Ambos s�o homens de a��o.
O mundo do amanh� nos pertence.
E voc�, Sr. Radeck?
Suponho que s� atue depois de pensar nas coisas.
Sua filha pensa como voc�?
Apaixonadamente.
Ent�o voc� colabora intimamente com seu pai?
- Sim! - Estou vendo.
Com frequ�ncia me pergunto sobre a natureza da sua rela��o.
Devia ter imaginado.
Tento ser cauteloso com a imagina��o. Ent�o agrade�o que me orientem.
- N�o falamos nada. - N�o. Claro que n�o.
Na verdade n�o sugeri que s�o amantes.
Mas advirto-os que a partir deste momento,
estarei de olho em voc�s e no que fazem.
Estou mais interessado em seu progresso.
Nada moralista, sou um escritor que precisa se inspirar na experi�ncia.
Preciso criar personagens surpreendentes e cr�veis.
Nos observe a vontade.
Papai decidiu que voltar�amos.
A viagem foi muito prazerosa.
Retornamos lentamente.
Papai parecia feliz.
Transbordava energia.
Nunca o tinha visto assim.
As pessoas que conhecemos
provavelmente acharam que �ramos um casal em lua de mel.
Saiu algo nos jornais?
- Escreveram alguma coisa? - Sim, mas n�o disseram muito.
"Uma modelo assassinada e torturada".
Dizem que os suspeitos s�o um estranho casal
vestido de vermelho.
Isso � tudo?
Est� funcionando exatamente como previu
Como poderia ser de outra maneira?
Passei anos estudando os detalhes.
Nunca ningu�m saber� que o fizemos.
Podemos fazer o que quiser com total impunidade.
- E Tanner? - O famoso Tanner!
� um man�aco inofensivo.
Que est� pensando?
N�o estou certa. � muito inteligente.
Ele nos entendeu.
Nos dias seguintes...
nossa cumplicidade
se aprofundou.
Estava contente. Estava feliz.
Os jornais dedicavam menos espa�o para o assassinato.
A pol�cia belga estava seguindo pistas falsas.
Nas minhas caminhadas solit�rias,
continuava vendo o rosto da mulher morta.
A noite, quando vinha perturbar meus sonhos,
me deitava ao lado de papai.
Por que n�o dorme, pai?
Ainda n�o. Estou trabalhando.
Quer que o chame de pai?
Ou prefere Albert?
� bonito...
Ningu�m me chamou de Albert, exceto sua m�e.
Nunca disse como morreu minha m�e.
Eu disse, Eugenie. Foi depois do parto.
N�o me disse como.
� verdade.
Tem o direito de saber a verdade.
�... s�rdido
Esperei que nascesse... para poder mat�-la.
Isso te horroriza?
S� queria saber.
T�-la conhecido, poderia ser diferente.
Me dir� por que o fez?
Me enganava. Estava atormentado por isso h� um bom tempo.
N�o suporto a trai��o.
Mas esperei...
por voc�.
Sabia que teria uma menina e n�o queria perd�-la.
O resto foi f�cil.
Minha vida mudou quando voc� nasceu, sem nenhuma parte dela.
Se eu fosse infiel, me mataria?
Pior ainda.
Mas depois me mataria
Porque nada mais importaria.
Eu faria um harakiri.
A �nica forma de se matar com dignidade.
Perdoe-me.
Vamos falar dos nossos planos.
O que vamos fazer?
Fale sobre eles!
Fa�amos algo diferente e nos divertiremos fazendo!
A oportunidade surgiu
a poucos dias e sem procurar.
T�nhamos ido ver um filme e
voltamos tarde para casa.
Vi uma garota no caminho.
Estava pedindo carona.
A viu? Pare o carro.
-Est�o indo a Hamburgo, n�? -Entre!
Me sentarei atr�s.
Era austr�aca, estudante e muito idiota.
Estava encantada de ir conosco
e nos dizia a todo momento.
Tenho sorte de ter conhecido pessoas como voc�s!
S�o t�o simp�ticos. Est�o casados?
Sim. Como soube?
Tenho um instinto para as coisas. Meus amigos ficam intrigados.
� como um sexto sentido.
Posso olhar as pessoas e v�-las como se estivessem nuas.
Se fosse homem, seria policial.
Ningu�m me enganaria. Sei com quem estou tratando a primeira vista.
Por isso n�o me preocupa pedir carona.
Posso saber imediatamente!
A convidamos para passar a noite conosco
Ficou muito feliz em aceitar
- Kitty, vem aqui! - Sim
Ficou ainda mais feliz
quando pedi que colocasse minha roupa para o jantar.
� do seu tamanho.
Ohhh... Obrigada!
Vou experimentar.
� muito gentil da sua parte.
Me d� uma m�o.
Assim.
Cuidado com o cabelo.
Tantos bot�es...
Penso que ficar� bem.
Eu gostei!
Realmente!
Que acha? Vou de preto!
Deve ter custado uma fortuna.
- Conhece o jogo do "Rei Eduardo"? - O que � isso?
Pega um copo e diz: "Para Eduardo I"
Depois diz �Um, um, um� e bebe.
O pr�ximo jogador faz duas por Eduardo II e tr�s por Eduardo III
E assim vai. Erra quem tomar o copo inteiro.
� f�cil de jogar e � divertido..
Est� bem, vamos jogar. Voc� primeiro.
� um jogo bobo mas vamos.
Um, um, um...
Por Eduardo I.
Acho que � minha vez.
Por Eduardo II. Um, dois, um, dois...
Todos juntos agora!
Minha vez agora. Por Eduardo III.
Um, dois, tr�s... um, dois, tr�s...
Fa�amos 1 brinde pelo... Rei Eduardo VI um, dois, tr�s, quatro, cinco, seis...
Tome s� um gole.
� a regra do jogo.
Um brinde por Eduardo VI. Um, dois, tr�s, quatro, cinco, seis...
Bom. Mais uma vez!
Suponho que � minha vez agora. A sa�de de Eduardo VI.
Um, dois, tr�s, quatro, cinco, seis, um...
A sa�de de Eduardo VI.
Um, dois, tr�s, quatro, cinco, seis...
Vamos at� sete.
Eduardo VII!
Um, dois, tr�s, quatro, cinco, seis, sete, um, dois, tr�s...
Alto... voc� falou! Beba!
Est� bem. Eu acredito. Eduardo VII!
- Jogaremos outro jogo. - Bom, mas qual?
Jogaremos o morto.
Este jogo te ensina a controlar seu corpo.
- O qu�?. N�o quero... - Te mostrarei.
Estou morta.
Se me mover, castigue-me
Os mortos n�o contestam.
Se ela se mover ter� um castigo terr�vel.
Pronto... Estou morta!
� sens�vel?
Perdeu! Ser� castigada!
- Que far�o comigo? - Pensarei em algo.
Tenho uma id�ia.
Vamos, fale
Vai fazer um strip-tease.
� isso!
O show terminou.
- � sua vez agora. - Est� bem.
Ao amanhecer, o cad�ver da garota desapareceu para sempre no lago.
Cinco garotas e tr�s rapazes, a seguiram nesta tumba aqu�tica,
todos caroneiros.
Nunca ningu�m suspeitou de n�s.
Uma manh�, papai me levou � Berlim.
Poucas vezes fui � Berlim.
Esta � a Igreja Memorial.
Mem�ria ruim!
Por que algu�m gostaria de recordar?
Quero dizer, guerras e desastres...
Os homens n�o esquecem seus sadismos.
E preferem se apegar a um passado glorificado que um futuro deprimente.
Vamos, est� esfriando.
- Gostou? - Ah�.
Apreciando a cidade...
-Bom dia Sr. Tanner! - Bom dia Sr. Radeck.
Que faz em Berlim?
Disse que seguiria suas experimenta��es.
- � mesmo? - Interessante!
- Que tem investigado, Sr. Tanner? - Duas coisas importantes.
- De fato, dois crimes. - Dois? N�o � muito?
De fato.
Mas � s� o come�o.
- Pensa que somos respons�veis? - Sim. S�o obras de arte.
� loucura fazer semelhante acusa��o.
Estou convencido de que ningu�m exceto voc�s poderiam ter cometido.
Isso n�o leva a nada.
N�o tento chegar a nenhum lugar.
Um dia cair� na sua pr�pria armadilha.
Apesar da minha "intelig�ncia"?
� inteligente mas um dia enganar� a si mesmo.
Lembre-se que o adverti.
Iremos �s compras. Adeus Sr. Tanner.
At� logo Sr. Radeck.
As palavras de Tanner tiveram impacto em mim.
Fomos longe demais?
Como terminaria tudo isso?
N�o deve se preocupar.
Seguiremos nossas vidas.
Esse louco n�o tem nada contra n�s.
Vamos inclusive melhorar.
Minha id�ia � filmar tudo o que fazemos.
Como v�
� algo novo.
Precisaremos de uma presa especial.
Voc� ser� a isca. Fa�a-o crer que est� apaixonada por ele.
Foi como se nosso encontro com voc�
nunca tivesse ocorrido.
Parecia que meu pai...
n�o estava preocupado...
Queria seguir e seguir
Ser� fascinante, excitante. Um novo jogo!
Acho que encontrei a v�tima perfeita.
Um m�sico med�ocre que toca trompete na banda de um club.
Tenta se fazer de forte Mas � um ing�nuo.
N�o tem amigas.
Ser� muito f�cil seduzi-lo.
Quando tudo for feito Filmaremos sua morte.
Voc� entendeu?
Nossa obra de arte.
Vive como um idiota e morrer� como um idiota.
O miser�vel vai se matar.
E n�s vamos assistir.
Voc� vai seduzi-lo.
N�o ser� divertido fazer amor com ele.
N�o,
mas ter� que fazer.
Eu o farei se quiser.
Eu o farei se me pedir.
Farei absolutamente tudo que me pedir para fazer.
Sei que posso contar com voc�.
Seu quarto fica no segundo andar.
Vive s�.
Quero conhec�-lo esta noite.
Papai voltou para casa sozinho.
Eu retornei sozinha ao Club.
Para ver Paul.
O que toca mal o trompete.
- Lava sua pr�pria roupa? -N�o, a estrela faz isso
Limpa o lugar uma vez na semana,
e em seguida, fazemos amor.
� a vida de artista.
Maldito Miles Davis! Nunca tocarei como ele!
Esse eu conhe�o.
Espere um minuto...
� Che... G-...Gervra!
Certo. Mas � Che Guevara...
- O admira muito? - Claro. Sabia o que queria.
Revolu��o contra os exploradores e tiranos.
No final o pegaram.
Mas ele lutou. Com muita firmeza.
Quando o mataram pensaram que mataram a revolu��o.
Mas criaram um m�rtir.
- Por que veio aqui? - Para fazer amor.
Verdade!
Estou curioso.
N�o � verdade?
Paul era a v�tima ideal.
Papai tinha raz�o. Era muito sens�vel.
Tentava se ocultar atr�s de atitudes de homem forte.
Por dentro, era um rom�ntico.
Um pouco t�mido e reservado.
Mas logo ganhou confian�a sendo ele mesmo.
Ainda continuava os mon�logos sobre pol�tica.
Uma paix�o que o fez t�o bom amante.
Dificilmente entenderia
a mudan�a que vinha de mim.
Seu amor era como �gua fresca de um manancial puro.
Me senti incrivelmente diferente.
Mas seguia o plano de meu pai ao p� da letra.
N�o fez amor com muitas mulheres?
- Por que diz isso? - Ainda tem muito a aprender.
Se n�o gosta.
Volte daqui a dois anos.
Talvez aprenda alguns truques para mant�-la satisfeita.
Oh, feri sua vaidade?
Al�m disso, � mentiroso.
N�o agiria desta forma se me amasse.
Sabe o que voc� �?
Um filho da puta e um desgra�ado!
Acha que me ama?
Na verdade n�o se importa.
De acordo com o plano de meu pai.
Devia me afastar dele umas duas semanas.
Mas n�o demorou mais que uns poucos dias
Para perceber o quanto gostava dele.
Estava apaixonada por ele.
Precisava v�-lo. Estar em seus bra�os.
Uma noite, fugi de casa.
Pela primeira vez, desobedeci meu pai.
A primeira vez que o estava traindo.
Sabe.
Eu devia deix�-lo.
Devia terminar tudo.
N�o somos feitos um para o outro.
Que um homem como voc�
n�o deve esperar nada de mim.
Teria que dizer que conheci algu�m.
Um outro homem.
Com quem me casaria.
Algu�m atraente.
Com um bom trabalho.
Teria que te humilhar.
Por qu�?
N�o fa�a perguntas.
O que importa
� que estou aqui.
Porque te amo.
Paul, me ajude.
Querido, preciso de ajuda.
Preciso muito de ajuda.
Por causa dele vivia no vazio.
Mas agora me sinto livre.
Quer ir comigo? Para longe daqui?
Sim... sim. Me leve.
Te amo.
Bom dia, Sr. Radeck.
Desculpe. Tenho pressa.
Parece um pouco confuso.
Basta, Tanner. Pare de incomodar!
Estou farto da sua persegui��o!
Calma Sr. Radeck.
Tinha acabado de deixar Paul. Me sentia muito nervosa.
Eu sabia o porque.
Tinha que dizer a verdade ao meu pai.
Dizer que amava Paul e n�o podia viver sem ele.
Sabia que n�o seria f�cil,
mas n�o quis esperar.
Queria voltar para Paul na mesma noite.
Que houve, pai?
Puta!
Contei-lhe tudo.
Fa�a o que pedi.
Voc� prometeu.
Me mate.
Eugenie, n�o precisa de mim.
Voc� est� morrendo.
Perdoe-me.
Subt�tulos: rojoprofundo (2009).
Tradu��o pt.Br * Tatuador *
Cine Dark Side cinedarkside.blogspot.com
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