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Original subtitles

Anteriormente, em FBI: Turma de 2009.

PASSADO

Est� tudo bem. Voc� pode namorar. N�o precisa ficar sozinha.

Omitiu informa��es durante o processo

que possam prejudicar a sua inscri��o?

Sim.

Se acabar n�o funcionando, a mulher sempre sai por baixo.

Ela sempre acaba pagando a conta.

Pode se virar sozinha. Eu sei.

FUTURO

Eu te amei por 20 anos.

Dessa vez � voc� que ter� que me dizer que n�o vai dar certo.

Essa intelig�ncia n�o tem nada a ver com a nossa.

Voc� pensa que me pegou?

PRESENTE

Mas eu estou exatamente onde queria estar.

Trancado aqui, s�rio?

Por qu�?

Porque posso ver a sua cara quando ouvir as novidades.

Atirador!

Assumo a culpa se estiver errada, mas precisamos evacuar este pr�dio.

Parado!

Temos que ir agora!

PR�DIO DO FBI J. EDGAR HOOVER

PASSADO 2009

Todos voc�s completaram o m�dulo de tiros.

Agora, t�m em suas m�os uma grande responsabilidade.

Por isso os trouxemos aqui.

Nesta parede, h� os nomes de todos os agentes

que perderam suas vidas em servi�o.

E espa�os para os que ainda perder�o.

Temos amor e respeito por nossa fam�lia do FBI.

Eles serviram seu pa�s com coragem,

determina��o e sabedoria. Eles representam nossa miss�o.

Estimulam nossa determina��o.

Eles s�o exemplos de fidelidade, bravura e integridade.

PRESENTE 2023

H� mais neste lado.

N�o consigo sentir meu bra�o.

Est� bem aqui.

Est� aqui. E eu estou aqui, est� bem?

N�o pare de falar. Me d� medo.

Voc� n�o tem medo de nada.

Tenho medo de perder voc�.

Nunca vai me perder.

Quer saber?

Acaba de me ocorrer...

que eu nunca disse que te amo.

Certo. Mas n�o pare de falar.

N�o me deixe, est� bem?

N�s podemos...

Eu posso cantar.

I got sunshine On a cloudy day

When it's cold outside I got the month of May

Por favor.

Ol�? Tem algu�m a�?

Aqui!

- Socorro! - Ol�?

FBI: TURMA DE 2009

DOIS ANOS DEPOIS

Diretor Geral Adjunto Michaels.

N�s lemos o seu extenso relat�rio sobre as diversas falhas

que precederam o ataque ao Pr�dio Hoover

e o tiroteio em Qu�ntico.

Para aqueles que n�o tiveram tempo de ler todas as 2.000 p�ginas,

como resumiria suas conclus�es?

Bem, resumindo, senhor, n�o � que n�s n�o t�nhamos os fatos.

Estavam bem na nossa cara.

Mas falhamos em interpret�-los.

E a que isso nos leva?

A velha forma de investiga��o n�o funciona.

A pergunta �: "qual � a nova forma?".

O atirador em Qu�ntico foi avaliado por nossas melhores equipes.

Os trabalhadores em que confiamos para reformar as funda��es do pr�dio

planejavam derrub�-lo.

E Tupirik, o c�rebro por tr�s de tudo, foi interrogado diversas vezes

e, ainda assim, n�o foi considerado suspeito.

Mesmo que planejasse matar meus colegas e minha esposa.

Tive que quebrar o protocolo para investig�-lo.

O que estamos tentando determinar � se essas falhas

s�o isoladas, ou sistem�ticas.

As falhas aconteceram...

em lugares diferentes,

com pessoas diferentes, e em diferentes processos.

Falhas sistem�ticas. Obrigado.

Que medidas foram tomadas para prevenir outro ataque?

A minha opini�o, senador, � de qu�...

reconstruir nossos quart�is generais n�o � o suficiente.

Se n�o mudarmos nossa abordagem, outro ataque ser� inevit�vel.

N�o ser� necessariamente em nossos quart�is, mas certamente ocorrer�.

E quando acontecer, ficaremos nos questionando...

o porqu� de n�o termos visto antes.

Na volta, � melhor nos sentarmos separados.

- Por qu�? - � meio infantil, n�o acha?

Mas todos j� sabem, n�o � um segredo.

Eu sei. Mas n�o precisamos fazer disso uma grande coisa.

Certo, o que quer que eu fa�a? Sente no fundo?

- N�o fa�a contato visual? - Estou s� tentando ser profissional.

E eu, tentando ser divertido.

O que acha mais dif�cil?

A divers�o � mais dif�cil a cada dia.

Nos �ltimos nove anos,

os aprendizes t�m visitado o Museu Memorial do Holocausto, em D.C.

Mas o FBI n�o pode mais usar somente o Nazismo

para ensinar sobre os abusos de poder de governos.

Temos planos de lev�-los ao Memorial Martin Luther King Jr., em D.C.,

mas ainda est�o em andamento.

Ent�o, decidimos traz�-los � casa em que o Dr. King cresceu.

Providenciamos uma pessoa para nos guiar. Prestem aten��o.

E tamb�m, estamos vestidos assim por um motivo.

N�o queremos atrapalhar a experi�ncia do p�blico neste lugar.

Ent�o n�o... voc�s sabem.

Ajam como o FBI?

Aprendiz, podemos pensar sobre as coisas sem pronunci�-las.

- Entendido? - Entendido.

Vamos l�.

- Ol�. - Ol�.

Gostaria de apresent�-los � c�lebre advogada dos direitos civis,

Dra. Vivienne McMahon. Ela ser� nossa guia.

C�lebre advogada dos direitos civis � um jeito chique de dizer

"A pessoa que voc� chama para processar a pol�cia".

Senhora, com licen�a, mas por que est� falando conosco?

Bem, porque ganhar casos n�o era o suficiente.

Continuavam ocorrendo, mesmo fechando �timos acordos.

Ent�o, decidi trabalhar junto com a pol�cia.

E � por isso que a Dr. McMahon concordou em falar com voc�s.

Com uma condi��o. Faremos do meu jeito.

Come�aremos onde eu quiser,

que � explicando a voc�s porque n�o podem usar seus uniformes.

- E por que, senhora? - Pois o FBI tentou assassinar o Dr. King.

Desculpe. Voc� disse que o FBI tentou assassin�-lo?

Tentaram convenc�-lo a tirar sua pr�pria vida.

Pois �, senhora. Temos aqui uma c�pia da carta,

que estou prestes a ler para o grupo.

De onde voc�s s�o?

Nevada.

PRESENTE 2025

DIRETOR SHANNON FITZPATRICK

Li seu relat�rio, agente Michaels.

Como acha que poder�amos reconstruir toda a nossa abordagem?

Temos esse banco de dados criminal, no qual investimos muito dinheiro.

At� demais, na minha opini�o.

E ele ainda depende de agentes, garimpando entre milhares de dados

e torcendo para chegarem �s conclus�es corretas.

Ningu�m pode ler milhares de e-mails,

ou analisar todas as cenas de crimes registradas.

E tamb�m, ningu�m pode fugir

de suas pr�prias experi�ncias, para observar o mundo friamente,

de forma n�o tendenciosa.

O que estou propondo, senhor, � um aprendizado mais aprofundado.

Foi a agente Nazari que pediu isso a voc�?

- N�o, senhor. - Est� agindo em nome dela?

No momento, h� uma crise de confian�a

em nossa capacidade enquanto institui��o.

Concordo, senhor.

"Se n�o defendemos nossos pr�prios quart�is,

como poderemos defender o pa�s?"

� o que as pessoas dizem, n�o?

Sim, entre outras coisas.

E voc� quer declarar o fim da era dos agentes?

N�o � isso que estou propondo, senhor.

- Nossos agentes jamais aceitariam. - Eu fui agente.

Com todo o respeito, nunca atuou em campo.

Nunca resolveu um caso. Voc� � procurador.

N�o sabe como � saber que a resposta

est� bem ali e n�o poder alcan��-la.

Revolu��es nunca d�o certo. N�o � assim que institui��es funcionam.

E como elas funcionam, senhor?

Milhares de pessoas, durante s�culos,

cada uma colocando seu tijolinho na parede.

E meu trabalho n�o � derrubar esta parede.

Est� claro?

Agente Michaels?

Est� claro, senhor.

Sr. Garcia,

obrigado por me receber.

Pode me chamar de Amos.

- Amos. Prazer. - E como poderia recusar?

Meu trabalho � prever os desejos das pessoas, e...

eu n�o fa�o ideia do que vai me pedir.

Mas veio para me pedir algo, certo?

Sim.

O que sabe sobre mim?

Bem, sei que ganhou uma tremenda fortuna

construindo uma intelig�ncia artificial que consegue prever

o que as pessoas compram on-line.

E que conhece as pessoas melhor do que elas mesmas.

Podemos conversar sem os advogados?

Veja, h� bem poucos

sistemas de intelig�ncia com aprendizados t�o bons no mundo.

A China tem um. O Google tem outro. O Facebook tamb�m tem...

e tem tamb�m o seu.

E, no momento, uma das redes neurais mais poderosas do mundo

est� sendo desperdi�ada, na minha opini�o, tentando descobrir

se eu prefiro ter descontos em rosquinhas, ou em biscoitos.

E eu... quero mudar isso.

Quer us�-la para mudar o sistema criminal?

Exatamente.

Seria mais f�cil organizar excurs�es a Marte.

Amos, serei sincero com voc�.

Sabe t�o bem quanto eu que n�s dois

n�o dever�amos nem estar tendo essa conversa.

Na pr�tica, o sistema de policiamento

n�o foi feito para proteger homens com a nossa apar�ncia,

e sim para mant�-los sob vigil�ncia.

Um inocente mal-entendido, um movimento brusco, um lugar errado,

um gesto errado, e n�s n�o estar�amos aqui.

Bem, nem em lugar nenhum.

Falo de reformular todo o nosso sistema,

n�o somente aparar as beiradas.

N�o quero falar de justi�a para todos da boca para fora.

Chega de sermos invis�veis onde precisamos ser vistos, e mirados onde n�o precisamos.

Chega de viver com medo

das pessoas que deveriam nos proteger.

Chegar de viver com o peso de saber

que o sistema pende contra voc�, independentemente do que fa�a.

PRESENTE

Como est� indo?

Qual a localiza��o?

N�o � a agente que resgataram dos escombros?

Acho que sim.

Meio pequeno para o FBI, n�o?

O que tem de pequeno nisso?

... na altura 75, 85 ao redor do Lago Tahoe, nas duas dire��es.

Na verdade, haver� um bloqueio l�. Na parte sul...

Caroline?

Caroline?

FUI FICAR COM MEUS PAIS.

EVID�NCIA

Oi.

Considerou n�o atender?

- Sempre considero. - Quando eu ligo?

Quando qualquer um liga.

Tudo bem?

Tudo.

E voc�?

Tudo.

E Caroline e as crian�as?

Est�o bem. O que est� fazendo?

No momento, lendo o di�rio de uma v�tima.

Todos os dias ela escrevia algo gentil sobre si mesma.

Tipo o qu�?

"Sorri para o Simon hoje. Ele sorriu de volta. Acho que gosta de mim".

Em que est� trabalhando?

Os assassinatos interestaduais.

Mulheres, pobres, corpos despejados na rodovia.

Mais de mil assassinatos sem solu��o.

Ei.

Nunca te perguntei.

Lembra de algo daquele dia?

Nos escombros?

N�o lembro, n�o.

Voc� lembra?

PRESENTE

Dois sequestradores. Ambos de m�scara,

mas conseguimos identific�-los pelo carro. Um tem 20, e um 19.

FBI DIVIS�O DE SEGURAN�A DIGITAL

Sem hist�rico de viol�ncia. Indica��es de radicaliza��o on-line.

Equipe t�tica. Entrando na sinagoga.

Qual a estrat�gia?

Entregar �gua e comida

e usar as c�meras para monitorar sequestradores e ref�ns.

Vire. Passe pelas portas.

Certo.

E qual a sua avalia��o?

Gutierrez.

Ponha no ch�o. J�.

E quanto aos coletes?

Recebi confirma��o. Os coletes s�o falsos.

Sem fios conectados.

Por isso n�o conseguimos rastrear os explosivos.

Pode sair. J�. Para fora.

A equipe t�tica est� a postos. Est�o prontos para atirar.

Tem certeza sobre os coletes?

Absoluta.

Equipe Alpha, em posi��o?

- Sim. - Equipe Bravo?

Em posi��o.

Tiros autorizados.

- Pode ir em frente. - C�digo verde.

- Certo, equipe, vamos l�. - Agentes entrando.

Primeiro atirador abatido.

Direita?

Limpo. Esquerda? Limpo.

Segundo atirador abatido.

Est� tudo bem. Fiquem calmos, tiraremos voc�s daqui.

Os sequestradores est�o mortos.

Senhora, eu te ajudo a se levantar.

Por aqui, senhor.

Eu te ajudo, senhor.

Deixando o templo com os ref�ns. Todos est�o bem.

Bom trabalho, equipe. Bom trabalho.

Preciso de ajuda aqui.

Mandem a equipe m�dica.

- O que est� acontecendo? - N�o fa�o ideia.

Ajudem!

Deitem-no de lado!

Preciso de ajuda!

Ei! H� outro passando mal, tamb�m.

Precisamos de ajuda! Agora!

Explique o que aconteceu.

Bem, usaram uma agulha para perfurar as tampas,

ent�o os lacres n�o estavam rompidos.

N�o permitiram que os ref�ns bebessem.

Estavam desidratados, desesperados.

Eles nos viram chegando com a �gua. N�o tinham motivos para desconfiar...

Conte-me mais sobre o veneno.

Ars�nio.

Ins�pido, inodoro.

Sabiam que, se atirassem, invadir�amos a sinagoga.

Dessa forma... as mortes foram televisionadas.

Transmitidas no mundo todo. Ao vivo.

Quem pensa nessas coisas?

As pessoas contra quem lutamos.

O que � isso?

Cerca de um d�cimo das informa��es que nosso banco de dados coletou

sobre os assassinos da sinagoga.

Lemos tudo, e tentamos prever como agiriam.

Mas a verdade nunca nos passou pela cabe�a.

Como poder�amos prever?

Essa... � a quest�o que estou tentando responder.

Pode nos dar um minuto? Fa�a uma pausa.

Eram gamers. Conversavam em um f�rum virtual

sobre o melhor jeito de matar os inimigos.

"Se atirar,

eles come�ar�o a gritar. Dever�amos fazer como nas guerras,

com g�s, para n�o perceberem".

H� milh�es de discuss�es em f�runs de gamers

exatamente como essa.

Como saber quais delas s�o realmente s�rias?

- Ningu�m poderia saber. - Nenhuma pessoa poderia.

N�o h� nenhum processo capaz de prevenir todas as trag�dias, Tayo.

O problema n�o � nosso banco de dados.

O problema s�o as pessoas.

Senhor, conhece este homem?

Trago presentes.

Todos pensam que os sistemas de intelig�ncia

s�o sobre n�meros. Mas n�o.

S�o sobre o que, ent�o?

Eu... n�o escondo nada da minha mulher.

Eu � que escondo dele.

�, ela tamb�m � cheia de gra�a.

Sabem o que s�o circuitos l�gicos? Zero ou um, c�digo bin�rio?

Sei.

Eu vejo os crimes como algo bin�rio.

Como assim?

Essa pessoa � suspeita, ou n�o? Zero, ou um.

Prossiga.

No sistema da pol�cia, o que acontece quando um crime ocorre?

Os suspeitos de sempre s�o detidos, certo?

Sim, algo do tipo.

E se, para todos os crimes, todas as pessoas do pa�s

fossem suspeitas?

O pa�s todo suspeito?

E quanto � presun��o da inoc�ncia?

O que tem ela? Quem estamos tentando enganar?

Ela n�o existe. E nunca existir�.

A �nica forma de tratar a todos igualmente

� se todos forem suspeitos.

Meu sistema analisa a todos, sem exce��es,

e simplesmente indaga "suspeito, ou n�o?".

De novo � de novo, cada vez com um novo dado.

Localiza��o, g�nero, idade. O computador continua,

"suspeito, ou n�o?". Zero, ou um.

At� que se esgotem as informa��es, e ele te d� uma lista de suspeitos.

� o mais perto que chegaremos da justi�a.

Mas ent�o voc� poderia voltar e questionar o sistema sobre o porqu�...

de ter descartado determinados suspeitos?

"Aqui est� uma foto da pessoa comprando p�o h� 1500km dali".

E no fim?

Talvez voc� tenha uma lista de 10.000, talvez uma lista de dois suspeitos.

- E talvez apenas um. - Se houver informa��o suficiente.

Ent�o esta pessoa seria a culpada?

A meu ver, sim. Ao ver da justi�a, n�o.

Entendi.

Prendam-na e descubram.

Ent�o, o agente... ainda � quem decide?

� sempre o agente quem decide.

FUTURO 2034

ACERVO DO FBI

Bem, n�o � o reencontro que esper�vamos.

O que � isso, Tayo? Porque � ilegal.

- Estamos detidos? - N�o.

- Mas parece. - Se n�o estamos detidos, o que � isso?

� um aviso.

Est� nos prevenindo contra si mesmo?

N�o estou prevenindo contra uma pessoa.

Vejam, sei que voc�s n�o confiam mais no sistema.

Pris�es sem sentido. Ordens que n�o s�o questionadas.

Agentes recebendo ordens do que fazer, aonde ir, quem prender.

O sistema deve funcionar sob o controle das pessoas.

Suas conclus�es s�o somente recomenda��es.

Se era para ele funcionar sob controle, as pessoas que deveriam faz�-lo falharam.

As pessoas sempre foram o problema.

Por que n�o est� com nenhum equipamento? Sem microfones, sem c�meras...

Por que n�o quer que o sistema o vigie?

Fale conosco. Estamos aqui. Queremos ajudar.

Depois de todo esse tempo, Poet,

todos esses anos, voc� ainda quer ajudar.

E ajudar com o qu�?

Talvez fosse isso que Garcia quisesse o tempo todo.

Nenhuma pessoa sozinha pode par�-lo. Mas, todos juntos, podemos.

Serei bem claro.

Nunca voltaremos atr�s.

Podem ir, est�o livres.

Livres para viverem suas vidas, mas n�o para derrubarem o sistema.

- N�o posso falar por todos, mas... - Mas mesmo assim est� falando.

Voc� n�o v�?

Todos est�o aqui por sua causa.

N�o vou parar, porque algu�m com poder me diz que devo.

Fiz o que pude.

Mas saibam...

N�o haver� mais avisos.

Pelo meu discurso, podem achar que considero os problemas

deste pa�s sem solu��o. Mas eu tenho esperan�as.

Inclusive, espero que alguns de voc�s

lutem contra as amea�as, n�o s� de fora da institui��o, mas tamb�m de dentro.

- Obrigada, Dra. McMahon. - Obrigada.

- O que est� fazendo? - N�o entendo, mas tudo bem.

O que n�o entende?

Estou com o p� no acelerador. E voc�, no freio.

H� um bom motivo para isso. O treinamento dura 20 semanas.

� o tempo que temos para descobrir se seremos somente uma aventura.

J� estamos na metade.

Certo, entendi.

O rel�gio est� correndo.

Senhor, sei que � loucura, mas eu preciso voltar.

- J� estamos saindo. - Eu sei, senhor,

mas h� algo que realmente preciso fazer.

Podemos esperar, n�o?

Podemos, sim.

Obrigado, senhor, senhora. Obrigado.

Vamos manter isso fora dos registros.

N�s registramos tudo. Como n�o vamos registrar?

- Dra. McMahon! - Certo. Bom te conhecer.

Muito obrigada. Oi.

Ol�.

S� preciso de uma resposta, e se for "n�o", tudo bem.

S�... n�o quero passar o resto da vida pensando

no que teria acontecido se eu tivesse tentado.

Resposta para qu�?

Certo, certo.

Vivienne...

gostaria de me ver novamente?

Sim, gostaria.

Merit�ssima... estou certa de que j� ouviu sobre as pris�es inexplic�veis.

FUTURO

Elas me preocupam.

Nos tribunais atuais, quantas vezes o j�ri

vai contra o veredito do sistema?

Voc� sabe as estat�sticas.

"Nunca" � a resposta.

A decis�o do j�ri cabe somente a ele.

- Ser�? Ou ser� que est�o com medo? - Medo de qu�?

N�o sei o que est� sugerindo,

mas Tayo n�o age por vingan�a.

- N�o � com ele que me preocupo. - Ent�o com quem?

Me preocupo com o sistema de justi�a funcionando no piloto autom�tico.

Senadora, posso n�o viver mais com Tayo...

mas ainda confiaria minha vida a ele.

Sentiria o mesmo, se houvesse outra pessoa no comando?

A senadora concordou em nos encontrar, mas tem que ser hoje.

Ela tamb�m n�o concorda com o sistema.

Tayo afirma que n�o depende de pessoas, mas diz que somente ele pode control�-lo.

Por isso ela � nossa melhor op��o.

Como vamos cruzar a cidade sem sermos rastreados?

- N�o vamos. - Estou contando com isso.

Quer que Tayo saiba.

A forma como o sistema reage

a ser investigado � a investiga��o, em si.

Bem-vindos � Igreja Pilgrim de Deanwood. Sigam-me, por favor.

Senadora.

Sei quem voc�s s�o, ent�o vamos pular as apresenta��es.

V�o direto ao ponto.

O que exatamente esperam que aconte�a?

Esperamos que apare�am agentes. As pris�es agora s�o preventivas.

Para prevenir o crime,

o sistema det�m pessoas que talvez o cometam,

pessoas que ainda n�o fizeram nada,

e que talvez jamais cometessem crimes,

mas que se enquadram nos padr�es que o sistema reconhece.

E isso n�o � um crime.

- N�o estamos sozinhos. - S�o os drones do FBI.

N�o podem entrar nesse pr�dio.

- Podem, sim. - Precisam de um mandato.

Bem, quem negaria um?

Precisamos tir�-la daqui, senadora. N�o � seguro.

Por aqui.

� a minha igreja, eu cuido disso.

Este � um espa�o sagrado.

Um espa�o de adora��o.

N�o.

Isso � um ultraje!

O que � isso?

Senhor, o sistema identificou uma amea�a.

Parem ele.

- Parem ele! - Quebrou os vitrais.

Est�o em um santu�rio!

Est�o loucos?

ALERTA DO SISTEMA

Por que n�o consegui par�-lo?

Legendas: Fernanda Ayre

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