All language subtitles for The.Blacklist.S10E14.The.Nowhere.Bride.1080p.AMZN.WEB-DL.DDP5.1.H.264-NTb

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Original subtitles

-Deus te aben�oe. -Igualmente.

Deus te aben�oe.

-Podes substituir-me um segundo? -Claro, querida.

-J� tens saudades minhas? -� assim t�o �bvio?

-N�o me importo. -�timo.

Porque vou fazer-te o jantar esta noite.

Frango assado, cenouras com mel e arroz.

Sei que n�o � muito, mas � o que sei cozinhar melhor.

Estou feliz s� por cozinhares.

Mereces uma noite especial.

Sinto culpa por ainda n�o termos tido lua de mel.

N�o me poderias fazer mais feliz do que estou agora.

Fico aqui mais meia hora

e depois serei toda tua.

Vou precisar de um pouco mais de tempo.

Podes parar a caminho de casa? Comprei vinho branco,

mas acho que tinto seria muito melhor.

Mal posso esperar. Adeus.

Ol�? Cheguei!

Talvez tenha gastado um pouco num Petit Verdot,

mas disseste que era uma noite especial.

Kel?

O que andas a tramar?

V� l�, Kel, atende.

Ligou para um n�mero desativado e j� n�o se encontra atribu�do.

Que raio se passa?

A NOIVA NENHURES (N� 192)

Meu Deus, esse caf� cheira bem.

N�o preguei olho.

Cada cent�metro da cidade est� em constru��o.

� como ter martelos pneum�ticos na cabeceira.

Dormi melhor no carro do que no hotel.

"H� algo no ar de Nova Iorque que torna o sono in�til."

Foi a Simone de Beauvoir que disse.

Concordemos em discordar, Simone. Aonde vamos hoje?

Baviera, reunir com os Illuminati? Uma ca�a ao tesouro no Cairo?

Eu vou a uma reuni�o. Beba o seu caf�.

N�o, sente-se. Relaxe.

Mandaram-me ficar de olho em si.

Posso fazer uma ced�ncia. O meu telem�vel descart�vel.

Anote o n�mero e ligue-me quando quiser saber de mim.

Prometo que atendo.

O que fa�o no resto do tempo?

Talvez prefira passar o dia com os seus assuntos pessoais.

Fala do cheque da venda de garagem.

Entrou por essa porta?

-Ainda n�o. -Muito bem.

Porque n�o me diz o que a Kathleen tem que ver com a minha m�e?

Porque algumas hist�rias n�o podem ser contadas, Agente Malik.

T�m de ser descobertas.

Ligue quando quiser.

Bom dia.

Ap�s 30 anos casados,

finalmente distingo o teu semblante sensual e o teu olhar atormentado.

-E o que te dizem os meus olhos? -Que esta noite n�o vou ter sorte.

-O que se passa contigo? -� a equipa.

Estamos sob grande escrut�nio.

Temos de provar o nosso valor, mas estamos num padr�o de espera.

Reddington?

Dependemos dos casos que nos d�,

mas tem agido de forma err�tica.

-Mais do que o habitual. -Posso ajudar?

Claro. Arranja-nos um caso.

H� uma jovem com quem fa�o voluntariado.

Nova no pa�s. A rec�m-casada mais feliz do mundo.

At� o marido desaparecer.

-Charlene, estava a brincar. -A meio de fazer o jantar.

Coitada, n�o aguentou o turno de ontem sem chorar.

Lamento muito. Mas n�o � esse caso que nos vai ajudar.

Ent�o, o objetivo da vossa equipa � ajudarem-se a voc�s pr�prios.

E eu que pensava que era ajudar pessoas em apuros.

Estava errada.

Okello Okoro.

Quatro dias desde que a esposa chegou a casa e ele n�o estava

e a casa tinha sido revirada.

Deu-o como desaparecido

e at� agora a pol�cia n�o sabe de nada.

Um marido desaparecido? Qual � o objetivo do Reddington?

-Este caso n�o veio do Reddington. -De quem veio?

-Da Charlene. -Quem � a Charlene?

� a esposa dele.

Se tiverem um caso mais forte, sou todo ouvidos.

Mas estamos por um fio. A Panabaker ligou-me ontem

a dizer que o Hudson recrutou o Senador Dorf.

Do Comit� de Intelig�ncia?

O Hudson n�o desiste at� descobrir quem somos.

Com o Dorf do lado dele, pode intimar ficheiros e ler tudo.

N�o h� nada para ler.

O Raymond removeu todos os vest�gios dele.

Pois. Somos uma equipa criada � volta de um ativo invis�vel

e pouco fi�vel.

Se esta equipa acabar,

prefiro usar os �ltimos dias para fazer algo bom por algu�m.

Eu e o Dembe vamos falar com a esposa.

-Como se chama? -Duni.

Investigue o marido, o Okoro. Se foi raptado, vamos saber porqu�.

Estes s�o o Agente Ressler e o Agente Zuma. S�o homens bons.

Se algu�m te pode ajudar, s�o eles.

-N�o sei como te agradecer. -De nada, querida.

Nunca tive tanto medo.

Comece por nos falar mais do seu marido.

S�o rec�m-casados. Como se conheceram?

Numa aplica��o de encontros. Na altura, eu vivia no Qu�nia.

Acho que a dist�ncia nos fez sentir mais seguros para nos abrirmos.

Come��mos a trocar mensagens e...

As lindas mensagens que ele escrevia!

Quando demos por isso, est�vamos apaixonados.

Veio por causa dele?

Ele queria ir para l�, mas tem um bom emprego aqui.

E eu sempre quis viver c�. Vim h� quatro semanas.

Cas�mos logo.

Acha que ele foi raptado,

mas poder� ter ido por vontade pr�pria?

Muitos homens t�m medo.

N�o, o Kel n�o. Estamos apaixonados.

Sabe de alguma coisa da qual possa estar a fugir?

-Alguma d�vida? -N�o.

Como eu disse, tem uma carreira est�vel.

Porqu� estas perguntas?

Verific�mos as finan�as do seu marido.

A conta foi esvaziada nesse dia.

O raptor deve saber do dinheiro dos meus pais.

-O dinheiro dos seus pais? -O dote.

Transferiram-no para a conta do Kel esta semana.

Setenta e cinco mil d�lares. Tudo o que a minha fam�lia tinha.

Se a conta do Kel est� vazia, quem o levou tamb�m levou o dote.

Dotes? N�o sabia que isso ainda existia.

S� em alguns pa�ses africanos e asi�ticos.

Mas s�o em grande parte ilegais.

Imagino que isso os torne muito apelativos para um criminoso.

N�o consigo evitar.

Tal como n�o consigo impedir o vento de soprar

ou uma onda de rebentar.

Quero estar contigo. Quero estar contigo agora.

Estou farto desta charada.

O meu antigo "eu" morreu.

Tenho de me livrar desta pele seca e �spera e renascer em ti.

-Em n�s... -Jemma.

Sim? O que foi?

Recebi um alerta do banco. A transfer�ncia foi feita.

Acabei de receber o dote. Mais um trabalho bem feito.

Pronto para outro alvo?

O que precisares. Sou o teu homem.

Estou a trabalhar numa do Senegal,

est� quase pronta para fazer contacto.

Envio-te depois a nova identifica��o.

Primeiro, tenho de encerrar outro caso.

-Bom dia, linda. -Bom dia.

Estou entusiasmado por hoje. Estou ansioso por casar contigo.

-Sim? -Sra. Sutton.

N�o nos conhecemos,

mas estive numa venda de garagem a que foi h� uns dias.

C�us.

Diga-me que o senhor simp�tico n�o quer o selo.

N�o, senhora. Nada disso.

Agente Especial Siya Malik do FBI.

Ser� que lhe posso fazer umas perguntas?

Sente-se, por favor.

N�o sei se serei grande ajuda.

O Nigel trabalhava no governo,

mas n�o podia entrar em pormenores do que fazia.

Procuro informa��es sobre uma mulher.

Um agente da CIA que trabalhou com o seu marido h� cerca de 25 anos?

-Diz-lhe alguma coisa? -N�o sei.

O Nigel estava muito no estrangeiro e eu vivia nos EUA.

Por isso escrevemos tantas cartas.

Mais perto da...

Mais perto do fim, foi transferido para Londres.

Conheci alguns colegas dele antes de ele morrer,

mas esse per�odo � muito confuso para mim.

-Lamento a sua perda. -Agrade�o.

Lembro-me de uma colega que conheci no funeral do Nigel.

-Uma mulher? -Sim.

Deu-me o cart�o dela

e disse que para a contactar se fosse preciso.

Como se chamava? Era Meera Malik?

N�o, n�o � ela. Como se chamava?

Era Regina. Era isso. Regina Saint.

-Tem a certeza? -Tenho.

Lembro-me de achar que era um nome lindo numa altura terr�vel.

Segundo o ficheiro, a Regina Saint trabalhou 23 anos para a CIA.

Foi supervisora da tua m�e

e agora est� reformada na Florida.

Vou enviar-te toda a informa��o que tenho sobre a Regina Saint.

J� recebi. Muito obrigada.

De nada. Como est� o Reddington?

Vive nuns banhos p�blicos decr�pitos e faz um �timo caf�.

-N�o h� muito mais a relatar. -Tenho de ir.

O dever chama.

Novidades do desaparecido?

Com base no que encontrei, "desaparecido" � relativo.

Imagens de seguran�a do banco do Okoro no dia do rapto.

Se houver d�vidas, quem est�o a ver � o Okello Okoro,

que trava-l�nguas, a esvaziar a conta.

N�o me parece estar a ser coagido.

Vejam a hora. Foi uma hora antes de a noiva destro�ada pedir ajuda.

Marido desaparecido ou sacana ladr�o? Decidam.

Ap�s falarmos com a esposa, investig�mos.

Toda a identidade deste tipo � forjada.

O n�mero de seguran�a social era de uma crian�a

que morreu na inf�ncia em 1982.

O hospital da certid�o de nascimento n�o bate certo.

-E a certid�o de casamento � falsa. -� um vigarista.

Isso sugere um indiv�duo. Dadas as complexidades,

deve fazer parte de uma opera��o maior.

Pode haver mais v�timas.

Temos de descobrir quem ele �.

Quero que v�o a casa da Duni.

Com esta informa��o, talvez vejamos algo que escapou � pol�cia.

-Vais magoar-te! -Como assim?

Tenho treinado secretamente para este momento.

-Achas que sou pesada? -�s perfeita.

Vou ligar aos meus pais para lhes contar.

N�o, fica. Devem estar a dormir.

N�o conheces os meus pais. Est�o acordados e � espera.

Al�m disso, quero que enviem o meu dote para podermos mudar de casa.

Para um s�tio para come�armos a vida juntos.

Est� bem, � justo. Mas, assim que mandarem o dinheiro,

ter�s um anel e uma bela lua de mel.

Quero fazer isto como deve ser.

Deves ter tudo o que desejas.

E tenho. Tenho-te a ti.

Como pude ser t�o ing�nua? Pensei que est�vamos apaixonados.

O Kel era t�o querido e emotivo!

Devia ler as mensagens dele. Tocaram-me muito.

Temos de descobrir quem � o seu marido.

N�o h� impress�es digitais aqui.

Ele limpou tudo antes de sair.

Viu algum objeto pessoal dele?

N�o.

Muitas destas coisas ainda t�m o pre�o.

Este apartamento foi encenado para si.

Tal como encenaram o rapto dele. Suspeitamos que tinha c�mplices.

-Conheceu algum amigo dele? -N�o, nunca.

Meu Deus, sinto-me uma idiota!

Como digo � minha fam�lia do dinheiro?

-V�o deserdar-me. -Foi v�tima de um ladr�o.

A sua fam�lia vai entender.

O tal Kel fez um bom trabalho

a limpar pelos soltos e c�lulas mortas,

mas ningu�m se lembra de tudo.

Uma impress�o digital.

-De onde? -Casa de banho.

N�o limpou a sanita?

Limpou a maior parte, mas o Kel � do tipo de p�.

Faz chichi de p�. Logo, tem de levantar o tampo.

Encontrou a impress�o digital no tampo da sanita. Que nojo.

Mudou fraldas recentemente?

Vamos analisar e obter a identifica��o.

Confesso que costumo evitar as reuni�es, n�o as solicito.

Mas acompanho as opera��es do seu patr�o.

Empreendimentos no Brasil e no Uruguai.

E agora est� de olho nos EUA.

O Santoro tem quase tanta fome como eu na idade dele.

Sr. Reddington, o meu patr�o considerar� isso o maior elogio.

Ent�o, porque n�o est� aqui? Porque � que ele o enviou?

Todos os neg�cios do Sr. Santoro passam por mim.

Ent�o, o que viemos discutir?

Que tal o suborno do diretor do meio ambiente da Florida?

H� um contrato de milhares de milh�es de d�lares

� disposi��o para refor�ar a costa do Golfo.

O Sr. Santoro � um homem de neg�cios.

Tinha todo o direito de fazer uma oferta.

� um vigarista.

N�o quer saber das altera��es clim�ticas.

Vai preencher esses empregos com os seus contactos no submundo

e receber subornos.

Interrompa-me se estiver errado.

O meu patr�o cresceu nas favelas de S�o Paulo.

Sobreviveu sendo criminoso. Mas passado � passado.

Este projeto representa um novo cap�tulo para a sua organiza��o.

Agora jogamos ao faz-de-conta? Est� bem, eu alinho.

Conseguir o contrato � s� o primeiro passo.

Se o Santoro quiser lucrar com isto,

ter� de criar e manter as liga��es certas,

encher os bolsos certos, pagar a entidades.

� avassalador. Felizmente para si, estou aqui para oferecer ajuda.

O Sr. Santoro tem muito respeito por si, Sr. Reddington,

mas j� temos um conjunto completo de parceiros no projeto.

A eros�o � sorrateira. Acontece lentamente, com o tempo.

Quando damos por isso, algo que outrora prosperou deixa de existir.

Isso � uma amea�a?

� s� uma dica. Essa � de gra�a. Sabe onde � a sa�da.

Sim, o gabinete do Secret�rio Kyles, por favor.

Por favor, sentem-se. Em que posso ajudar?

Temos uma impress�o digital de um recluso em condicional.

Agia sob o nome falso Okello Okoro.

-Mas o nome dele � Kel Ammons. -O Kel?

Que pena. Esperava que o Kel desse a volta por cima.

Ele n�o � propriamente brilhante,

mas � bonito, encantador. Achei que conseguia lucrar com isso.

E lucrou. Roubou o dote de uma africana. Temos de o encontrar.

Verifiquei o apartamento dele na semana passada.

Nada invulgar. A morada deve estar atualizada.

N�o � a mesma morada que partilha com a esposa.

Vamos investigar e damos not�cias. Obrigado.

-Quem eram os tipos? -FBI a investigar o Kel Ammons.

Algo sobre uma burla amorosa.

Sr. Secret�rio, bem-vindo. Por favor, sente-se.

N�o conversamos h� algum tempo. Como est�o os seus lobos-cinzentos?

Sabe algo fant�stico?

A popula��o deles cresceu 3,5 % s� nos �ltimos 12 meses.

E at� encontr�mos um novo covil. Perto do Parque Nacional Glacier.

� isso que adoro em si, Eddie. Preocupa-se mesmo com eles.

P�e-me um sorriso na cara.

Tamb�m deu ao departamento uma vit�ria

para levar ao presidente.

Mas n�o estamos aqui para falar de lobos.

N�o.

Tive problemas com um projeto de prote��o costeira na Florida.

O contrato vai para uma nova empresa de controlo de eros�o.

Mas essa empresa � apoiada

por um empres�rio brasileiro chamado Adolfo Santoro,

que tamb�m tem liga��es a organiza��es criminosas.

Nada de mais, mas incluem um cartel de droga particularmente medonho

que tem aterrorizado o Iucat�o.

� um assunto sens�vel e s� o senhor pode ajudar-me.

Quanto tempo precisa?

O suficiente para n�s os dois fazermos umas jogadas.

-Fizeste asneira. -N�o, n�o fiz.

A Duni n�o sabe quem sou.

Limpei o apartamento como sempre e fechei a conta.

-Foi perfeito. -Tens de ter feito.

-O FBI sabe a tua identidade. -O FBI?

Sim. Estiveram a interrogar o meu chefe.

Est�s queimado e agora estamos ambos em risco.

E agora? N�o posso voltar para a pris�o.

Primeiro, vais para casa,

livras-te do que te liga a mim e depois desapareces.

Para onde ningu�m saiba quem �s. Vai, agora.

Volto j�. Tenho de tratar de um assunto pessoal.

Vou estar com o telem�vel.

� espantoso o trabalho e prepara��o desta vigarice.

Imagina o que teriam feito

se se tivessem dedicado a algo construtivo.

Espera. N�o � o nosso homem?

Kel Ammons, FBI. Mantenha as m�os � vista.

Kel Ammons, est� preso.

Jemma! Que bom que ligas.

Quero falar-te de uma coisa.

Onde est�s? Sozinho?

Sim, a Mey foi ao caf� buscar comida.

-O que foi? -Vamos adiantar o prazo.

-Obt�m o dote da Mey hoje. -� sobre isso que quero falar.

O FBI j� sabe. Um marido foi apanhado.

Encerrarei a opera��o. N�o sei quanto tempo, talvez para sempre.

O FBI?

N�o sabem que existes.

E vai continuar assim, prometo.

Mas preciso do dote da Mey hoje.

Jemma, n�o posso. N�o posso roubar a Mey.

-Porque n�o? -Eu...

Eu amo-a.

A Mey n�o se apaixonou por ti. Fui eu que a seduzi online. Eu.

Foram as minhas palavras.

O que far�s quando ela vir que n�o tens nada a dizer?

N�o lhe vou roubar nada.

Mais de metade desse dote � meu e pode ser o meu �ltimo.

Nem vou abdicar disso.

-Jemma, n�o voltes a ligar. -N�o...

-Obrigada. -Adeus.

Desculpe, � a Mey Chen?

Sou. Desculpe, conhe�o-a?

N�o, mas vi um acidente terr�vel.

Um pe�o atropelado por uma mota. Disse que se chamava Aang.

-Aang Chen. Sabe quem �? -� o meu marido.

Meu Deus... Ele estava bastante ferido.

Quando os param�dicos o levaram, pediu-me para a procurar.

Disse que n�o tinha o telem�vel e que era nova no pa�s.

N�o teria como contact�-lo.

Obrigada.

Espere. Levaram-no para que hospital?

Overbrook General. Sabe onde fica?

-Ainda n�o sei onde fica nada. -Posso dar-lhe boleia.

Fica a caminho para mim.

-Obrigada. Sim, agrade�o imenso. -Est� bem.

-Tem-se portado bem? -Por enquanto.

Mas as coisas podem mudar. O dia ainda n�o acabou. E a�?

Tenho uma pista sobre a antiga supervisora da minha m�e na CIA.

-Maravilhoso. -N�o.

Ela est� reformada em St. Augustine, Florida.

Deixei uma mensagem, mas vou ter de esperar

at� poder tirar algum tempo para ir l�.

Disparate. Levo-a l� amanh� de manh�, de jato.

A s�rio? Est� a planear viajar amanh�?

Planeio lev�-la a St. Augustine amanh�.

A cidade mais antiga do pa�s. Nunca fui, adoraria.

-Estou? -Mey, porque n�o atendeste?

Estou a ligar h� uma hora. Onde est�s? Est�s bem?

A Mey n�o pode atender neste momento.

Jemma, o que fizeste? Se magoares a Mey, juro que...

Antes que jures seja o que for,

quero que percebas que sou eu que mando.

Se n�o me trouxeres o dote da Mey em 24 horas,

nunca mais ver�s a tua esposa.

BANHOS P�BLICOS DE NOVA IORQUE

Desculpe.

-Estou? -Sr. Reddington, � o Tom�s Vicente.

Houve uma evolu��o interessante na proposta da costa do Golfo.

O diretor regional do meio ambiente da Florida demitiu-se,

sem mais nem menos,

e o contrato com o governo do Sr. Santoro est� atrasado.

N�o entendo. Porque me liga?

Ofereci ajuda e o senhor recusou.

Por favor, o Sr. Santoro gostaria de estar consigo pessoalmente.

Consegue chegar a Cuba em seis horas?

Talvez. Mande-me a morada e eu vejo.

-Temos de fazer um desvio. -Desvio? Desvio para onde?

-Para Cuba. J� l� esteve? -E St. Augustine?

N�o se preocupe, tamb�m vamos lev�-la l�.

Que turbilh�o.

Como foi a primeira noite na cela? Est� pronto para falar?

Foi a Jemma Parikh.

-Quem � ela? -Trabalha na liberdade condicional.

A mulher do caf�.

Conhecemo-nos l�. A Jemma viu que eu n�o arranjava emprego.

Prometeu que o golpe daria um bom rendimento.

Tinha raz�o.

A Parikh comanda a opera��o?

� a ela que procuram.

Como funciona a opera��o?

A Jemma procura...

N�o sei, ex-reclusos bonitos, acho eu.

Tipos �tnicos.

Cria-lhes um nome e usa os perfis deles para fazer "phishing" online.

E encontra os alvos.

De pa�ses onde as fam�lias ainda pagam dotes.

-A Duni n�o ter� sido a primeira. -� verdade.

Quando a Jemma conquistava,

dizia-me tudo que eu precisasse de saber.

Depois eu fazia o que fa�o melhor.

N�o seja convencido, Romeu.

Divide os dotes com a Parikh?

Ela ficava com 70 %, mas mant�m-me a trabalhar.

Quantos maridos tem ela?

N�o sei. A Jemma � profissional. Mant�m-nos separados.

E as noivas? As outras que ainda engana.

-Precisamos dos nomes delas. -N�o tenho.

-Parece que termin�mos. -Esperem, n�o v�o.

Quero ajudar-vos! S� n�o posso dizer o que n�o sei!

Jemma Parikh. Nascida em Ahmedabad, na �ndia.

Emigrou para a Am�rica aos 20 anos.

Atualmente, trabalha na Comiss�o de Liberdade Condicional.

Liguei ao chefe dela. Faltou esta tarde

e ningu�m sabe dela.

Sabe que estamos atr�s dela.

Procurei nos registos de Maryland e h� 12 noivas estrangeiras

com maridos desaparecidos.

Os casos ainda est�o ativos.

� inteligente. Sem provas de crime,

os desaparecimentos n�o s�o priorit�rios.

Menos ainda com imigrantes.

Agora s�o priorit�rios.

Isto j� n�o � um caso de um dote roubado.

Suspeito que a Parikh tem uma rede internacional de fraude h� anos.

Temos de a encontrar antes que fuja.

-Temos alguma pista? -Eu tenho.

Vi a conta da Parikh para onde o Kel transferiu o dote.

Rastreei pagamentos mensais de um carro alugado aqui em DC.

� um BMW registado com uma identifica��o falsa.

Contacte o fabricante.

Queremos a localiza��o GPS do ve�culo.

J� o fiz. O BMW encontra-se � sa�da do banco na Hamilton com a 13th.

Ressler e Zuma, v�o j� para l�. Vamos acabar com isto de vez.

FBI! Mantenha as m�os � vista.

N�o me prendam. Ela mata-a.

Quem vai matar quem?

Jemma Parikh. Para quem trabalho.

Se n�o lhe der o dinheiro hoje, mata a minha esposa.

Siya, n�o sei bem como isto vai correr.

Pode ser uma querida e ficar ao meu lado com ar de valente?

Qu�o valente?

De quem alvejou um homem em Reno s� para o ver a morrer.

Sempre quis que nos v�ssemos, mas n�o nestas circunst�ncias.

Fiz promessas aos meus amigos nos EUA

que n�o poderei cumprir por sua causa.

Aprendi a evitar promessas. Fique-se pelas probabilidades.

Ver� que os danos s�o muito menores.

Lixou-me na Florida.

N�o, recorri a recursos de que falei ao seu associado.

Nada mais, nada menos.

O senhor, por outro lado, decidiu brincar no meu recreio

sem me convidar para fazer castelos consigo.

Agora tem a minha aten��o.

Lembrei-me de uma altura no hip�dromo em Rosario.

Havia um jovem potro. Criado na perfei��o. Agressivo. En�rgico.

Todos sabiam que ele era certo.

Envergonha-me dizer que acreditei na fama e apostei muito nele.

Depois perdeu para um cavalo que j� vira melhores dias.

Mas tinha o cora��o e a alma de um vencedor.

E, nessa noite, certificou-se de que todos o sabiam.

Dou-lhe uma �ltima oportunidade de aceitar os meus servi�os.

N�o estou sozinho no projeto da Florida.

Tenho s�cios e, antes de poder aceitar,

tenho de os contactar e consultar primeiro.

Tenho alguns minutos. Eu espero.

Pode dar-nos um minuto, Siya?

Eu saio sozinha.

-Est�s igual. -Tu tamb�m.

Quem me dera que tivesses voltado.

Ando com muito trabalho.

N�o me surpreende, j� que �s t�o valente.

Mas estou a ficar velho para te procurar na selva.

O Santoro chamou-te a aten��o.

Mas sei que n�o te importas com ele nem com o neg�cio dele.

N�o foi por isso que vieste, pois n�o?

Tive saudades tuas.

Tenho saudades tuas.

Tamb�m tenho saudades tuas.

Tenho de voltar ao trabalho.

Os meus s�cios concordaram. Querem trabalhar consigo.

Excelente not�cia.

Se me d� licen�a, tenho de ir a outro s�tio.

Obrigada, Menina Saint.

Por favor. Chama-me Regina.

A filha da Meera Malik, c�us. N�o esperava voltar a ver-te.

Espere, j� nos conhecemos? Desculpe, n�o me lembro.

Claro que n�o te lembras. Ainda estavas no ber�o, querida.

E agora trabalhas para o FBI.

-Segues as pisadas da tua m�e? -Algo do g�nero.

N�o trabalhei muito tempo com ela, s� num caso, mas via-a como amiga.

Fiquei triste por saber da morte dela.

Estou aqui por causa desse caso de que falou.

Esperava que me pudesse falar mais sobre ele.

Lembro-me bem.

Lembras-te sempre quando perdes um agente, mesmo de outra equipa.

-O Nigel Sutton? -Sim. O parceiro da tua m�e.

O que aconteceu?

S� estou autorizada a dizer at� certo ponto.

A maior parte da informa��o desse caso ainda � confidencial.

Mas posso dizer que se abriu um inqu�rito � causa de morte.

Mas a tua m�e n�o foi respons�vel pela morte do Nigel.

Ele morreu no cumprimento do dever.

-Houve um inqu�rito? -S�o protocolo.

Mas o Nigel estava no s�tio errado � hora errada.

Foi mais dif�cil para a Meera. Eles eram pr�ximos.

Desde o primeiro caso em que trabalharam juntos em Calcut�.

Eu n�o sabia de nada disto.

Ainda estou a descobrir muito sobre a minha m�e.

Ol�? Estou aqui. Tenho o teu dinheiro.

Ainda bem que ganhaste ju�zo. O dinheiro, por favor.

S� quando vir a Mey.

-Mey, que bom que est�s bem! -Nem penses nisso.

Se a Mey te amar como acreditas, vai perdoar-te.

Do outro lado, espera-te um final feliz.

O dinheiro. Agora.

N�o te preocupes. Est�s em seguran�a. Eu protejo-te.

FBI! M�os � vista!

Muito bem. Mexam-se.

Jemma Parikh, est� presa.

Investig�mos o seu passado. Sabe o que encontr�mos?

Uma queixa-crime que apresentou perto dos 20 anos.

Depois de vir da �ndia para os EUA para casar com um americano.

Mas ele desapareceu depois de os seus pais pagarem o dote.

No meu pa�s, sou a chamada "Noiva Nenhures".

Foi uma v�tima e agora vitimiza outras.

Como pode ser?

Quando o meu marido desapareceu, n�o tinha nada.

Tentei voltar, mas a minha fam�lia teve vergonha de me aceitar.

Estava destro�ada e sozinha no estrangeiro.

E quis fazer o mesmo a outras?

Esta � a terra das oportunidades.

� uma forma conveniente de justificar o roubo.

N�o. Est� enganado. Eu roubo dotes. S�o antiquados.

S�o patriarcais.

Mant�m a desigualdade, impedem mulheres de estudar

e impedem-nas de ter independ�ncia econ�mica.

Para n�o falar da viol�ncia que as rodeia.

Tem raz�o. Os dotes s�o desumanizantes.

Mas podia ter ajudado aquelas noivas.

Em vez disso, aproveitou-se delas.

No fim de contas, n�o passa de uma ladra vulgar,

tal como o homem que a roubou.

Fiz o que me pediram. Deixem-me ver a Mey.

-Sabe que n�o pode. -Tenho de explicar.

Estava a dizer a verdade.

-Amo-a mesmo. -Ama? Demonstra de forma estranha.

Acha que diz a verdade?

Isso importa?

Acho que n�o. N�o foi por ele que deixei a minha casa e fam�lia.

O que vou fazer agora neste pa�s?

Ele � a �nica pessoa que eu pensava conhecer aqui.

Bem...

Por acaso, conhe�o uma jovem do Qu�nia

e acho que se v�o dar muito bem.

Venha, vamos sair daqui.

A Parikh tinha um livro-raz�o, conseguimos deter a rede

e recuperar alguns dotes.

O dinheiro ser� distribu�do pelas mulheres burladas.

Obrigada. Nunca teria sabido o que aconteceu sem a tua ajuda.

Ent�o, o que far�s a seguir?

Tenho muito em que pensar, mas quero tirar um tempo para mim.

Talvez tentar um curso universit�rio.

-Obrigada mais uma vez. -De nada.

N�o sei se este caso � medi�tico ao ponto de nos safar,

mas � bom termos ajudado.

Pois �, querido. Obrigada.

Como foi a conversa com a Regina? Descobriu alguma coisa?

O Nigel e a minha m�e come�aram a trabalhar juntos em Calcut�,

onde a minha certid�o de nascimento e pap�is de ado��o foram forjados.

Menos de dois anos depois,

o Nigel foi morto numa opera��o e a Meera foi investigada.

H� demasiadas coincid�ncias, demasiado pr�ximas.

Acho que est� tudo interligado, mas n�o sei como.

N�o vale a pena ter certas respostas.

Para mim, esta vale.

Importa-se de...?

Por favor, diga-me o que sabe.

Calcut�.

Em 1997, a Meera era uma jovem dos servi�os secretos numa opera��o

num dos buracos mais profundos e sombrios da humanidade.

Armas e drogas. Escravatura sexual.

Uma noite, conheceu o l�der de uma rede de tr�fico em Bowbazar,

um bairro de prostitui��o que dizem empregar quase 12 000 prostitutas.

Enquanto a Meera tentava trabalhar com o ativo,

reparou na beb� a chorar, sozinha no canto.

Nesse momento, entraram membros de um gangue rival

e o local transformou-se num vale-tudo.

Com o caos � volta dela,

a Meera pegou na beb� e fugiu.

Fugiu at� Londres e nunca mais a largou.

Os pais. Quem eram os meus pais?

N�o sei. Foi abandonada.

E o Agente Sutton? O que lhe aconteceu?

Antes de Calcut�, n�o havia beb�. Depois, havia a Siya.

A Meera tinha forjado o seu nascimento e ado��o.

E o Agente Sutton, sendo seu colega pr�ximo,

sabia a verdade e tentou usar isso contra a sua m�e.

Extorquiu-a e colocou a Siya em perigo.

A Meera n�o ia deixar que nada de mal acontecesse � sua nova fam�lia.

Sei at� onde um progenitor � capaz de ir para proteger o filho.

Ela n�o o matou.

N�o desencadeou nem participou na morte.

Ela deixou-o morrer.

A Meera deu-lhe a oportunidade de ter uma vida.

E, pelo que vi,

a sua m�e ficaria muito orgulhosa.

Obrigada.

Vou buscar algo para beber.

Legendas: Cl�udia Pereira

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