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Mad Dog.
A alimentação é caseira?
Peixe, conchas de ostra, HB 101, dois tipos de cogumelos.
Bons frangos. Criados no campo.
Akira Edogawa.
O Nadi…
… o teu irmão.
Quando?
Como assim?
Quando os mataste?
O Akira foi há cinco anos. O Nadi, no ano passado.
E os outros três?
Tu sabes.
Tu sabes…
Eu já deixei essa vida.
Mas tens de expiar o que fizeste.
Japonas baixote.
"O lago da floresta de Nemi… O Espelho de Diana…
O bosque de Aricia…
Lá vagueia um sacerdote, o Rei da Floresta.
Ele pretende matar um homem…
… e após o matar,
é morto logo de seguida."
Polícia? Houve um homicídio.
Vou ao cinema com o Goro Idezuki no domingo!
Boa!
- Que inveja! - Estou nervosa!
- Será que vai correr bem? - Sim.
Achas?
O que… Não podemos fazer isto!
Também queres morrer?
POLÍCIA
Rápido! Rua 2, Shinjuku!
HELL DOGS NA CASA DE BAMBU
POLÍCIA
Chefe.
Mataram o Mad Dog.
- O que estava na Proteção de Testemunhas? - Um ex-polícia matou-o.
- Onde está ele? - Sedámo-lo.
- Tiveram problemas? - Durante o transporte.
Goro Idezuki. Há dez anos, era polícia em Shinjuku.
Houve um assalto a um supermercado.
Três raparigas e uma funcionária foram mortas.
Prenderam um tipo cinco anos depois. Ele nunca foi acusado.
Foi encontrado morto um mês depois.
O Goro Idezuki ausentou-se sem autorização da Unidade de Intervenção Rápida 4.
Devia estar a caçá-los. Matou-os a todos.
- Porquê? - Amava uma das raparigas?
Vingança? Por uma rapariga com quem nunca andou de mãos dadas?
É perturbador, jovem.
Podemos dar-te uma nova vida. Agente infiltrado.
- Quem são vocês? - Unidade de Crimes Especiais…
- Quem é você? - Sou o chefe Anai.
Agente infiltrado.
Infiltra-te na Toshokai.
O quinto chefe morreu há quatro anos.
Deu início a uma guerra de sucessão.
OS EXPULSOS
A família Ujiie. Os "Expulsos" contra a família Kozu.
- Lembras-te? - Eu estava em Bombaim.
É a maior família de Kanto, com 7 mil homens.
São yakuzas não-expansionistas.
Baseada em Tóquio. Boas relações com as autoridades.
Um ex-polícia mediou o conflito. O Kozu tornou-se o sexto chefe.
Ele criou um negócio de fachada legítimo, como a Máfia.
Vão indo.
Ninguém andava armado em público.
Os Expulsos eliminaram-no.
O sétimo chefe da família,
escolhido para liderar a vingança, não foi o Toki, nem o "Urso" Kumazawa,
nem o Chuji, o conselheiro.
O Chuji não tem nariz?
Foi arrancado. Ele usa uma máscara de tubarão.
Nomearam Toake, o secretário. Uma escolha muito invulgar.
Ele continuou o trabalho do Kozu. Também apoia a expansão internacional.
Uma unidade híbrida das famílias Kozu e Mikami.
Os Hell Dogs.
Este é o Slick, o chefe da família Mikami.
O Toake usa-os para resolver problemas.
A influência dele no estrangeiro aumentou.
Os maiores lucros vêm do Brasil, Filipinas, Uganda…
- Uganda? - Tráfico de marfim.
A Toshokai está envolvida na caça ilegal de elefantes.
Estão em Banguecoque.
Este é o Muro. Desafia-o.
Junta-te aos Hell Dogs. É o teu teste.
Porquê ele? Porque não um dos maiorais?
Tu e o Slick são como água e óleo.
Eu e este puto vamos dar-nos bem?
Têm uma compatibilidade de 98 %. Com o Slick é menos de 10 %.
Os outros estão abaixo de 50 %.
Um potencial pombinho?
Os pais do Muro foram líderes da Veda.
A seita?
Sim. Executados por assassínio em massa.
O Muro é um yakuza psicopata.
É cruel e louco. Quer ser um herói.
Tal como tu, a lutar na sombra.
Digamos que nos damos bem. O que…
Destrói os Expulsos. Sobe nas fileiras.
- E depois? - Depois?
Volto para as trevas.
O teu contrato e passaporte.
Conheces os angariadores de Kabuki-cho?
"Miúdas giras! Miúdas fáceis!"
Nenhum polícia desceu ao teu nível.
És um homem prático, Shogo Kanetaka.
UM ANO DEPOIS
Queres, Tak?
- Não. - Não?
- Nem bolinhos de arroz? - Não.
Estou todo roto.
Finalmente!
Hoje vou arrasar.
Quero ir para casa.
COM BASE NO ROMANCE DE AKIO FUKAMACHI
Qual queres?
A do costume.
- É algum ritual? - O quê?
Abres a caixa de ferramentas todos os dias.
Perguntas-me qual, eu digo a do costume, tu dispões os sacos de cadáveres.
Nem sabemos se eles vêm.
Acho que sim.
É um ritual.
Talvez.
Estás pronto?
Raios!
- E agora? - Mantém esta posição.
E depois…
Porquê?
- Ombros direitos. - Direitos.
- Controla a mão dele. - Controlar a mão.
- Agacha-te. - Agacho-me.
Consegui.
Consegui!
Não conseguiste.
É difícil!
Estou zonzo.
Quero fazer isto! Olha. Ele apanha-me e…
Tu não existes.
- Tenho fome. - Comeste uma dúzia de bolinhos de arroz.
Quando era pequeno,
passei seis meses a soro sem nada no estômago.
O quê?
Os meus pais eram da seita Apocalipse de Veda.
- A Veda? - Sim, a seita assustadora.
Não sabia.
Claro que não.
Apenas o chefe e o Trio de Kozu sabem.
É o Sr. Jaw?
- Eles vêm aí. - Quando?
- Dentro de 15 minutos. - Merda!
Isto será útil.
E a segurança?
Impenetrável. Tenho homens de vigia o dia inteiro.
Vês as condições?
E as termas?
- Ainda não. - Entendo.
Porque não jogamos golfe amanhã e depois vamos às termas?
O nosso chefe não gosta de golfe.
- O irmão mais velho joga bem. - É muito bom.
- Como o Tiger? - Chamam-lhe "Tiger Woods".
- Que divisão é esta? - É o salão.
Impecável!
Contrabando, tortura… Dá para tudo.
Até para um circo.
- Como em Spartacus. - Quanto?
Há muito mais para ver ali.
Quanto?
Um momento…
Sr. Jaw, deve entender…
Para! Por favor!
Para. Não.
Lamento…
Por favor, não…
Silêncio.
Esmagar uma e outra vez!
É ali.
Por aqui.
Estão a fumar?
Tens um cigarro na boca?
- Vou dar-lhes uma lição. - Não os mates.
- Boa noite. - Boas.
Mataram o último chefe numa sala para fumadores. Na Toshokai…
… não se fuma.
Peguem nos corpos.
Sim, senhor.
- Onde é o buraco? - Ali.
- Onde? - Ali.
Não o vejo.
É aqui.
É muito pequeno.
Acha? Não cabe uma carrinha.
Cavaram a própria sepultura.
É a vossa sepultura.
- Lamento. Por favor. - Vês?
Não quero morrer.
Olha. Não é demais?
Olha.
O tempo aqui é horrível, não é? Chuva e tufões?
- Não é? - Sim, chove à séria.
Sabiam disto e fizeram isto?
Devíamos matá-los. Eles não são de confiança.
Não mato mais do que cinco por dia. É a minha regra.
Eu matei um e esmaguei outro. Ainda me faltam três. O que achas?
- Nós cavamos! - Restam-me três.
Pedimos desculpa!
Calem-se. Ainda não está decidido. Estamos a deliberar!
Entrem.
Entrem no buraco!
Uma foto de celebração.
Para celebrar o quê?
Vou publicar isto se fizerem merda.
- Livrem-se da carrinha. - Sim, senhor!
Estão a divertir-se. Sorriam. Olha o passarinho.
- Vou comer algo. - Certo.
Amor?
É o Tak Boy.
Mesmo na hora, Emiri. Salta para aqui.
Agora?
Eu estava a dormir.
Se não agora, quando?
Esta chamada vai mudar a minha vida.
Sejam boas ou má notícias, a fénix nas tuas costas irá consolar-me.
Está bem.
- Olá. - A tempestade já passou.
- Houve danos? - Três casas.
Destruídas?
Não restou nada.
Ótimo. Tirem uns dias de folga.
Volto amanhã.
Está bem.
Boas notícias?
Sim. O George é agora o último dos Expulsos.
Canta para mim.
MATEI O KINA E MAIS DOIS MAIS PORMENORES EM BREVE
- Ozu ou Kurosawa? - Ozu.
- Picasso ou Van Gogh? - Picasso.
A sério? Marte ou Júpiter?
BILHETEIRA
Marte.
- Lawrence da Arábia ou The Wild Bunch? - Lawrence.
A sério? Não é um mau filme, mas…
Enganei-me no código.
Não acredito. Vou tentar de novo.
Não sou assim tão burro.
Que raio?
Não me enganei no código.
Dentuças!
Abre a porta.
Apruma-te!
- Abre a porta! - Rápido!
Abram!
- Abre o raio da porta. - Abram.
Conseguem ouvir-nos!
Bem-vindos de volta.
Dá graças por ter sido só um pontapé.
Cabrões.
- Dentuças. - Não.
- Não te metas. - Estão de mau humor?
Voltámos, mudam o código e não conseguimos entrar.
- Arriscámos a vida e é esta a recompensa? - Acalma-te.
Devem ter-se enganado no código.
Estás a chamar-nos burros?
Não. O que se passa, Slick?
- É como na MLB. - O quê?
A liga americana de basebol.
Despejam um balde de Gatorade no tipo
que faz um grand slam.
Ou seja?
Estamos a dar as boas-vindas ao herói.
- Onde está… - Para.
- Quem achas que és? - Seu merdoso.
Eliminámos o Kina, mas o George está vivo.
Deve estar sob proteção de uma família do ocidente.
- Nós sabemos. - Fartaste-te de tratar da contabilidade?
Parem!
A porta trancada foi uma partida.
Podíamos ter morrido e a família seria gozada…
Basta, Muro.
Quando é que os assassinos se tornaram tão importantes?
É como quando nos conhecemos em Banguecoque. Não reconheces o perigo.
Tak!
- Parem! - Chega!
Calem a matraca!
Estava a dormitar como um bebé.
Que barulheira é esta? Gosto de fazer a barba tranquilo.
Aquela cadeira custa tanto quanto um Lexus.
- Desculpe, senhor. - Desculpe.
Pedem desculpa a um yakuza?
Qual é o vosso problema?
Os teus irmãos mais velhos e tios
vieram dar-te as boas-vindas após um serviço.
Mas ladras como um cão vadio.
É rijo como um pneu.
Talvez seja altura…
Bem-vindo de volta. Bom trabalho!
Pai, berre também comigo.
Idiota. És mesmo burro.
Não posso ficar sem castigo…
Bater-te não me dá pica.
Vai dar sangue.
Depois de o Tak te enrabar com a mão.
Vamos festejar!
Sim, senhor!
- No sítio do costume. - Boa!
Boa noite.
Bem-vindo.
- A sua mesa é por ali. - Certo.
Tu não. Vai para outra mesa.
Certo. Abracem-se.
Com força. Um grande abraço.
Sentem-se ali.
Aí não, Muro.
Ali.
Na ponta?
Saúde.
- Abre a boca! - Sim, senhora.
Abre mais!
- "Vai, pensamento, sobre asas douradas." - Mais alto!
Senta-te ali.
Então, Urso?
- Estás a comer bife? - Vou começar.
É um bom restaurante. Trata-os bem.
Eu sei. Não te vamos envergonhar.
E depois?
Devemos ir ao karaoke. Queres vir?
Sou o secretário do chefe. Os teus homens ficariam constrangidos.
É provável.
A Sayo está a inaugurar um clube privado.
De sadomasoquismo?
Passa cá… Estamos a fazer um ensaio.
- Toki? - Olá, Sayo.
Posso arranjar mais raparigas.
A sério? Se calhar devia atuar.
Este molho de soja é mais doce
e conjuga bem com o wasabi.
É bom.
Bem-vindo. Como vai querer a carne?
Ele gosta dela malpassada.
Dei uma grande cagada, por isso, quero um grande bife.
Muito bem.
Seis meses de jejum?
Uma experiência humana da Veda.
O cérebro diz que estou cheio.
O teu lema é "tenho fome".
Torna-me humano.
Tu tens momentos humanos?
Umas quatro a cinco vezes ao dia.
- Pai. - O que foi?
Vou-me embora.
E o espetáculo de sadomasoquismo? Haverá miúdas.
Prefiro uma massagem a fazer sexo. Estou perro.
Dás uma trancada e ficas logo mais solto.
- Vou chamar um táxi. - Eu chamo.
- Certo. - Boa noite.
Obrigado, Pai.
O-Zez, és tu?
Uma grande cagada? Não mudaste nadinha.
Podias ter-me cumprimentado.
Com tantos yakuzas por perto? Não.
Obrigaram-te a fazer a limpeza?
Eu sabia que voltarias.
- Sabias? - Sim.
SALÃO DE DESCONTRAÇÃO
Olá, Tak. Há quanto tempo.
- A Sra. N está disponível? - Não, mas podes entrar.
O teu japonês está melhor.
Não era mau.
- Obrigado. - De nada.
Não posso vir para a semana.
- Para a semana… - Posso marcar para a semana seguinte?
Para a semana seguinte? Vejamos.
Que tal nesta semana?
Estou a atravessar uma ponte.
Não sei que ponte é.
Vou nomeá-la.
- Não saíste afetada da Veda. - Os outros também não.
A malta no corredor da morte, Z?
- Não me chames "Z". - Porquê?
- Tenho nome. - O-Zez.
- Esqueceste-te? - Que importa?
Olá.
- Namorado? - Sim!
- Não. - Sou o Muro.
- Não é nada. - Sou a Nobana.
- Como? - Nobana.
Não é meu namorado.
- O que vão querer? - Dois cafés.
- Eu sento-me aí. - Aqui?
Sim, troca.
- É o teu sítio? - Sim.
Deltoides, glúteos, pernas… Todo o lado direito está perro.
A maioria dos yakuza tem problemas de fígado.
- É grave? - Muito grave.
Onde desenvolveu esse sexto sentido?
Metade dos massagistas tem esse sentido.
A má energia percorre os nossos braços.
Doença e demónios. No teu caso, é um demónio.
Preciso de descansar cinco minutos a cada dez minutos.
Senão, também me afeta.
O-Zez?
É Anna.
Miúdos com passado voltam a encontrar-se. Vamos curtir.
Não me envolvo com yakuzas.
Chupaste-me quando eu era fracote.
- Mentira! - Chupaste.
Para.
- Fizeste-me um bico! - Mentira!
- Esmeraste-te! - A fazer o quê?
Queres saber? Senta-te.
Não.
Café?
- Isso dói! - Não é nada.
Ela não me largava. Se é que me entendes…
- Qual é o mal? Éramos putos. - Cala-te.
Nova senha.
"0402bólingue."
Porque engoles?
Rasga e deita fora.
Como se tornou agente?
Sabes que não te posso dizer.
- Sabe a minha história. - Sim.
Tem de me dar algo.
Mãos para cima.
Faz visitas ao domicílio em Chuji?
Sim. Uma vez por semana.
A ele também?
Claro.
Mas…
… ele não está tão mau como tu.
Foi o chefe que mandou?
Não. Eu conheço-o há muito.
- Antes de ele perder o nariz? - Sim.
Eu sou uma sobrevivente, como tu.
A Toshokai matou o meu filho.
Ali em cima.
Caramba!
Aqui está ela.
É como quando estávamos na Veda.
Cozinha para uma família grande. Até tens uma pirâmide.
Recupero mais depressa lá dentro.
- Como os nossos pais diziam? - Não somos como eles.
Que assustador!
Tenho três abrigos como este.
Porquê?
Se estiver ferido e tiver de me esconder, quero uma pirâmide.
Não entendo.
Ganhas montes de dinheiro.
Ganho bem. Ninguém sabe desta casa.
Nunca trouxe cá ninguém. É a casa mais limpa que tenho.
E a minha preferida.
- Porque tens um santuário ali? - Não é fixe?
- Pai? - Onde estás?
Na massagista.
Podes estar aqui em 30 minutos?
Sim. A festa já acabou?
Recebi uma informação interessante. Passa por cá.
Pareces preocupado.
Ele nunca me chamou tão tarde.
Ele nunca foi atencioso.
Já aconteceu.
E não correu bem.
Ele pediu-me para matar um infiltrado… Um narco.
Um agente dos Narcóticos?
Ele traficava droga para o Slick.
Era horrível. Obrigava as mulas a engolir preservativos com droga.
Ele parecia cruel. Não sabia que era polícia.
O chefe contou-me.
A Toshokai trabalha com uma tecnológica de reconhecimento facial.
As autoridades foram expostas.
Estão vulneráveis, incluindo as famílias.
Mataste o narco?
Pedi para o matar.
Tive de o fazer.
Os homens do Slick mataram-no. Acho que foi um teste.
Vai correr bem.
Não serás apanhado. Tenho a certeza quase absoluta.
Mas não absoluta.
Com os humanos, nunca há certezas absolutas.
- O cabrão do George apareceu em LA. - Com quem?
Yusuf Abu Khalil, um intermediário americano de origem libanesa.
- Negoceia em sexo e assassínios. - E as fotos?
Tiradas por um dos meus contactos, que está agora desaparecido.
Foi morto em casa.
Trabalho profissional.
- Tentador. - Não é?
- O que devo fazer? - Segurança.
- Para si? - Acima de mim.
- Quer dizer… - Sim.
Ele tem uma equipa.
- Tu e o Muro são os melhores da família. - É verdade.
É demasiado para ti?
Não somos empresários.
Somos bons lutadores.
Não acredito!
Não foi bom?
Tiveste de o tirar?
Não soube bem?
Vieste-te em mim?
Não.
Disparo em seco. Não tenho esperma.
- Sempre? - Sim.
Desde sempre.
Davas um bom vagabundo.
Um bom vagabundo?
MISSÃO DO PAI
PROTEGER O SR. X O PARCEIRO DO COSTUME
Arrombaste a fechadura?
Foi fácil. O meu pai é serralheiro.
Não devíamos fazer isto.
Fazer o quê? Isto?
Eu disse que estava livre depois das 3 horas.
O Pai pode estar a dormir, mas os outros…
Não te preocupes, eu sou cuidadosa.
É perigoso.
Não resistas, senão conto.
Adoro fazer sexo arriscado.
- Bom dia. - Bom dia.
- Eu levo a mala. - Como te chamas?
- Outono. - Desde quando?
Desde que nasci.
E eles são Primavera e Verão?
Exatamente.
Podes ir, Toupeira.
Como se sente?
Doem-me as costas.
- Vamos já ver isso. - Sim.
Nunca me habituarei a ele.
A quem?
Ao Toupeira.
É a minha sombra. Cuida da minha saúde.
Cuida da sua saúde?
Verifica o penico todas as manhãs.
- O penico? - O meu cocó.
Vamos!
- Vai lutar, Urso. - Estou velho.
Boa!
Toma!
Atrás de ti.
- Muito bem! - Descansem!
Chuji, este é o Tak. Ele é da família. Já estiveste com ele.
Olá.
E este miúdo?
É o Muro. Já te esqueceste?
Muro… Os teus pais foram executados.
Mas que pele macia, universitário!
Tem calma. Quero que eles tratem da segurança.
Nada feito. Quero as minhas Feras.
As tuas Feras?
Eu tenho os Hell Dogs.
Eles que lutem entre si. O vencedor ganha o trabalho.
- Os meus homens podem limpar e sair. - Sim, senhor!
Limpem tudo!
Seleção feita.
- Levem-nos. - Sim, senhor.
Teru, Baz, deem-lhes coletes.
Vistam-nos e entrem no ringue.
Enfileirem-se, virados para mim.
Vocês são o Japão.
Estão a ouvir o hino. Podem cantarolar.
Rezem!
Começam quando soar o apito.
Lutem!
Foram atingidos enquanto me protegiam. O tiroteio continua.
Levantem-se!
Lutem.
- Lutem! - Muro.
Levantem-se.
Lutem.
Lutem!
Muro.
Eu disse para lutarem!
Muro!
Não, sou eu.
Acabem com eles! Boa!
Desisto!
Como te levantaste?
A chave para a penthouse e a vossa identificação.
As facilidades acabaram. Preparem-se.
Tratem-nos com cuidado.
É tudo por amor, Muro.
Porra!
Vemo-nos lá em cima.
Não vão apenas servir de escudo humano.
O meu abono de família. Tomate 1 e 2.
Senhoras?
O gabinete do chefe é lá ao fundo.
Vocês ficam aqui.
Assinem estes documentos.
São centuriões. Há montes de regras.
- Centu… - Comandantes romanos.
Romanos?
Andem sempre com coletes e pastas à prova de bala. São o escudo dele.
As portas do carro são blindadas.
Nada de acessórios à yakuza nem gravatas berrantes.
Os funerais são frequentes. Usem fatos escuros e andem com rosários.
Relatem algo suspeito pelo rádio, mesmo que pareça insignificante.
Comuniquem com o Sr. Urso por SMS. Mantenham-no atualizado.
Conduzam defensivamente.
A bófia vai tentar apanhar-vos por qualquer deslize.
Usem sempre cinto e auriculares.
Não bebam em demasia.
O presidente odeia o cheiro a suor. Temos camisas lavadas.
Basicamente, trabalham dois dias e folgam dois.
- Há outra equipa? - Sim.
Não derrotámos a equipa principal?
Não. Eles ainda estão a trabalhar.
- Podemos conhecê-los? - Não.
- As equipas não partilham informação? - Não. Ordens do chefe.
Somos os suplentes da equipa principal.
A equipa principal sabe
que arma temos pela maneira como andamos. É assustador.
Não conseguem nada.
Conseguem, sim.
Vamos.
Hoje temos a Neo-Episteme.
Às 17 horas, reunião com o Sr. Dawson, da Aliança Evangélica Internacional.
O que é um negócio ilícito para os yakuzas?
RAPARIGA ESTRANGULADA HOMEM CONDENADO
Uma rapariga de 7 anos foi raptada,
violada, morta e desmembrada.
Sem premeditação. O tribunal não o condenou à morte.
"A pena de morte não é inevitável."
Foi a décima vez que a recomendação do júri foi rejeitada.
- Tak. - Sim, senhor?
Algum comentário?
Os negócios ilícitos da Yakuza incluem lutar por justiça?
Quem julgarias?
O assassino, claro.
Eu julgaria o juiz que disse que não era inevitável.
Concordo.
Cala-te, Muro.
Boa equipa. Foi um bom jogo.
Sim.
Apetece-me mudar as coisas.
Podem ajudar-me a matar o tédio.
Espero que ajudem.
- Rosários. - Rosários
Rosários.
Está a açambarcar o fornecimento de água no norte, Mna. Chao.
Não posso ficar de braços cruzados se isto continuar.
Muitos japoneses não gostam das carrinhas de luxo na Avenida Ginza.
Poderemos ter de desimpedir essas ruas.
Mas assim a Toshokai desapareceria de África.
O Japão é o último refúgio do tráfico de marfim.
Temos muito inventário e um governo compreensivo.
O Toake é disciplinado como um empresário.
Exceto quando reúne com alguém com segurança.
Há sempre revistas.
Ele gosta de museus.
Tem quatro carros, nenhum com matrícula de Tóquio.
Dez dos seus homens vivem com ele.
O dia termina em frente à porta da casa dele.
Ele dá-nos sempre 40 a 50 mil ienes.
O ritual de ontem foi estranho.
"Casa de Bambu."
Ia ser um restaurante.
Chinês?
O antigo chefe ia construir uma estância para yakuzas reformados.
Um spa de oração.
"O lago da floresta de Aricia. O Espelho de Diana."
Urso, vamos rezar.
Sim, capo.
O Salão da Mitologia.
Corpus Mythorum.
Vou matar o George e terminar este projeto.
- Ele é gay? - Não sei.
- Amante do antigo chefe? - Ele apenas o idolatrava.
Nenhuma mulher?
O motorista dele disse-me…
Não são permitidas mulheres aqui.
- Ele não tem mulheres? - Nenhuma regular.
- E homens? - Ele não é gay.
De certeza? Já viste como ele olha para o Tak?
Vês? Ele quer-te.
Poupe-me…
Parece que podes sacar informação ao motorista.
Não o faças. É um engodo.
O Toake quer que ele fale?
Ele é cuidadoso. É um teste. Não faças perguntas.
O Muro é que fazia perguntas.
Ele pode. Limita-te a ouvir.
Qual é a pressa?
Está a festejar uma promoção? Adeus.
Fica. Vamos para o terraço.
Porque estás tão cabisbaixo?
Passo lá mais tarde.
Vem conhecê-los.
- Não sei… - Calma, eles são porreiros.
Estamos quase lá.
Chegámos.
- São tantos. - Está tudo bem.
É a Anna!
Olá!
- É o teu namorado? - Quem é?
Este é o Hideki Murooka.
Sou a Kiyoko.
Muito prazer.
Lembras-te de mim, Muro?
- Olá! Nobana, certo? - Sim.
O Toake tem a polícia no bolso.
Como assim?
Tem podres dos figurões.
O computador do Toake.
- Rouba-o. - Tem identificação de impressão digital.
"Dedo de gelatina."
Mandei fazer um modelo do indicador dele.
Foi testado 100 vezes, com uma taxa de sucesso de 97 %.
- E o escândalo? - Não sei. É confidencial.
Como conseguiu a impressão digital?
Há um processo sobre a Toshokai.
Ele não tem cadastro e usa sempre luvas.
Houve oportunidades.
Se fizer isto, fico queimado. Ficarei sem rendimentos.
Tens 24 horas após ele morrer.
Há 50 % de hipóteses de estar com ele, se ele for atacado.
É provável que morra primeiro.
Protege-te, deixa-o morrer.
Para si é fácil falar.
- Pronto? - Força.
Revolução!
- Não pode. - Bolas!
Sucesso.
É a última!
Desisto.
Última.
Que grupo é este?
- O que achas? - Adivinha.
- São um coro. - Um coro!
Não?
Eu sabia.
Está por trás das ações do George.
Não comento.
Sou um segurança.
Matarei quem se aproximar do Toake.
Até certo ponto.
Duplique o meu subsídio de risco.
Entendido.
Doze jurados.
Quase!
Estás quente.
- Estou? - Mas estás errado.
Mas estou errado.
O Tak matou o narco.
Eu sei.
Se eu for exposta e lhe disserem para me matar, ele mata-me?
Preciso de uma massagem.
Uma massagem.
Ele só pensa em dinheiro.
Ele recebe e levanta logo o dinheiro.
Para quê?
Porque não tenta descobrir?
Não há pessoal e não é prioridade.
Ele trabalha bem. É reconhecido.
Estará a poupar para a reforma?
Ele nunca se reformará.
O Tak vive como na Idade Média.
Acha que está acima da lei.
Quer uma vida transfigurada.
Está pronto a morrer pela beleza, como antigamente.
Como a Toshokai.
Não.
A Toshokai é um vínculo entre homens. O vínculo dele é com todos os géneros.
Os meus braços sentem-no quando o massajo.
A quem chamaram assassino de crianças?
A sério?
Quem é próximo de uma vítima?
O quê?
Um condenado pode receber ajuda, mas a família dele não.
Sempre com desculpas…
Queremos ajudar as pessoas da nossa vida.
Não é hipocrisia. Sempre quis um grupo que pensasse da mesma maneira.
Passámos por tanto que compreendemos profundamente a dor.
- É verdade. - Muito bem.
O Jaco entrou num documentário.
Não queria ser como os meus pais. Eu abri-me na televisão.
Falou sobre criar um espaço para pessoas como nós.
Depois, a Anna e o Duck ligaram.
- Eu também. - Sim, mais tarde.
- Sim. - Foi?
Depois, falámos com o Grupo Famílias das Vítimas.
Vamo-nos abaixo quando ninguém precisa de nós.
O quê?
Parem.
Não quis dizer…
Tão boa!
A tua?
Queres divertir-te?
És tão giro.
Vamos beber.
Nari, olha! Não é o Tak?
Fica para a próxima. Adeus.
POLÍCIA RUA 2, SHINJUKU
Aconteceu algo estranho.
O quê?
Há seis meses, recebi um envelope com dinheiro.
Tinha 200 mil ienes e um bilhete que dizia:
"O pagamento dos assassinos."
Quem o mandou?
Só dizia "GI".
Estrangeiro?
- Morada falsa. - E depois?
Recebo 200 mil ienes a cada dois meses.
- O quê? - Duzentos mil?
- E vem com bilhete? - Já não.
A tua mãe não morreu há uns 13 anos?
Onze. Eu sei o dia.
Dia 30 de julho, às 21h40. Três homens assaltaram um supermercado…
- Sem pormenores! - Eu sei.
Mataram a minha mãe e três alunas do secundário.
O meu pai matou-se.
Falei com a família das vítimas sobre o dinheiro.
- Com o Sr. Mamiya? - Sim.
Uma das raparigas era filha dele.
Todos receberam o mesmo envelope com o dinheiro e o bilhete.
Eles sabiam quem era o GI?
O Sr. Mamiya lembrava-se de um polícia da esquadra da Rua 2.
Goro Idezuki.
As iniciais dele são GI.
Um polícia vingou-as?
Será que também é um benfeitor? Não acredito.
Um benfeitor bem-feito?
Para lá com as piadas secas.
- Ouçam. - Pessoal, ouçam.
Vamos supor que foi o polícia.
Foi no meu território.
Talvez tenha visto os homens.
Poderá ter pensado: "E se os tivesse impedido?"
- Expiação. - Exato.
E passa uma década a caçá-los?
- Onze anos. - Não pode.
É possível.
Ouçam! Não era brutal se fosse verdade?
"Se" fosse verdade.
- Ele está a matar pessoas. - Brutal.
E depois? Eles também mataram.
Que noite tão divertida!
Idezuki!
Goro!
Ele está aqui.
Chamaste-me? Não faças isso!
- Goro? - Onde?
Cuidado.
Espera. O que se passa?
- Está aqui! - Não uses o meu nome verdadeiro!
O Goro está aqui!
Cuidado. Afastem-se, por favor.
Sou o Johnny!
Deves ter razão.
Sobre o polícia da Rua 2.
Passou anos a caçar os mauzões e fê-los pagar.
A vida ideal.
O tanas! Para de viver assim!
Sai. Vem viver comigo.
Gosto desta vida.
Uma empresa em Sydney contactou-me.
Vou-me embora amanhã.
Alarme de merda!
Podias ter-me acordado.
Estavas a dormir tão bem.
Estava?
Como assim? Estava gira?
Desculpa.
Trouxe-te informação.
Tenho de ir.
Descobri o que o Yusuf queria do George.
Um mercenário de topo. Oliver Hendrickson.
Ele está no Japão, com os Hanaokas.
- Em Nagoya ou Kobe? - O Pai vai ligar-te.
Tenho de ir. Adeus.
Tak Boy.
- Estás aqui. - Reunião.
- Mas que merda? - Desculpa.
As orelhas não são para lamber nem para morder.
Tens toda a razão.
Se o Hendrickson está em Nagoya, significa que o George se aliou a eles.
- Percebes? - Sim, senhor.
Os Hanaokas podem ser a maior família, mas estão desorganizados.
O chefe está em Nagoya, mas a sede continua a ser em Kobe.
O chefe tentou mudar a sede para Nagoya,
mas desistiu após a oposição de Kobe.
A oposição foi liderada pelo Tawaraya, o chefe da família Kobe.
O chefe montou um esquema para extorquir a fação de Kobe.
Obriga-os a comprar água, sabão, papel higiénico e muito mais
à fação de Nagoya.
Ambos os lados estão ressabiados.
O nosso chefe convidou o Tawaraya para cavar ainda mais o fosso entre eles.
O Tawaraya não esteve preso com o tio Urso?
Eles conhecem-se há 20 anos, mas eu não gosto dele.
Ele é imprevisível, é um camaleão.
O chefe e o Urso têm de ter cuidado.
O que tenho de fazer?
- Se ele agir de forma estranha, mata-o. - Não posso andar armado.
- Hoje não há revistas. - Mesmo assim…
LUTA DE FAMÍLIAS
Eu disse que tinha um mau pressentimento e eles afastaram-me.
Serás o meu representante. Por favor.
- Pronto? - Sim.
Estamos prontos.
Entendido, due minuti.
- O quê? - O Urso julga que é italiano.
Viram o Tak à saída de um clube?
Sim, o Dentuças viu-o. Só dizia: "Olha!"
Bem-vindo.
Lamento o incómodo.
Ora essa. É sempre um prazer, senhor.
Foi um pedido de Kobe.
- Eles gostaram da última visita. - Bem-vindos.
Eles estão à espera.
Há quanto tempo.
- E ele? - É o meu secretário, o Buzz.
Muito prazer.
Irmão!
Os meus seguranças.
Tak, um capo da família Kozu, e Muro.
- Vocês são… Entendo. - Sou o Muro.
- Sou o Tak. - Ouvi falar de vocês. São rijos.
Obrigado.
A sua família voltou a apoiar o George?
Refere-se ao Oliver, em Nagoya?
Lamento por isso.
É um assunto de família.
Estou a intrometer-me?
Não. Mas não temos tempo para lutas.
Aquele estrangeiro é um problema.
Há rumores…
O Oliver está a treinar homens em Nagoya para enviar uma mensagem.
"Vamos destruir-vos."
Recruta estrangeiros…
… aprendem a disparar, a usar facas.
Estão a tentar intimidar-nos como podem.
Não o convidei para falar de rumores.
Desculpe. Nagoya está em alerta.
Eu pago tudo.
Meta-os sob escuta, arranje transmissores… Preciso de informação credível.
Sei que o Oliver está relacionado com o George.
Partilhe da nossa urgência.
Sr. Toake, é impossível. Seria uma traição.
Que seja. Está na hora de tomarem uma decisão.
Tomar uma…
O que são os Hanaokas sem Kobe?
Imaginemos que a família se separa,
Nagoya tentaria eliminar-vos.
E eu mataria o George e conquistaria Nagoya.
Eu vivo para isto.
O chefe foi sincero. Agora é a vossa vez.
Os nossos convidados estão a suar. Liguem o ar condicionado.
Sim, senhor.
Como nos tornámos tão subservientes?
Nunca agimos, só reagimos. Não é, Buzz?
Disse que pagaria por tudo.
Trezentos milhões de ienes, devidamente lavados.
Usem-nos para obter informação.
Por favor.
Não faça vénia, por favor.
Buzz!
Ele é bom.
- Muito bom. - Incrível.
- Adoro que me atem. - Adoras?
Assim?
Tenta.
De que mais gostas?
Buzz, senta-te.
Para de cantar.
És nova?
Não aguento mais.
Diz-lhe que pare.
Comecei há uma semana.
A Luca é nova nisto. Repreenda-a, se for caso disso.
- Lamento. - O que fazias?
Trabalhava num escritório.
A tempo inteiro?
Sim, mas as construtoras de automóveis começaram…
Entendido.
Cobre-me.
"Toca à campainha"? Eu digo-te o que te fazia.
Sai.
Troca de cantores.
Mais uma. Obrigado.
- Luca, outra bebida. - Sim.
Queres cantar outra vez?
- Senhor? - Bebe.
Fui imprópria?
Teste surpresa. Prova. Quero ver se está bom.
Foi preparada para o chefe. Não podemos…
Bebe.
Bebeste demais, Tak?
Estou sóbrio.
Desculpe. Vou fazer…
Bebe, caralho!
O que se passa, Tak?
Deixa as raparigas em paz.
Tak.
Luca, vai ter com as outras.
Não.
O que foi, Tak?
Ela tem calos na mão direita.
Muitos anos a empunhar uma faca,
mas não é cozinheira.
Novata, dou-te autorização para beber.
É uma aprendizagem.
Cuidado! Protejam a cara!
- Afastem-se! - Aumentem o volume. Não a deixem sair.
Mais alto!
Parem!
Uma novata? Está metida nisto?
Claro que não!
Ninguém em Ginza ofenderia o chefe!
- Perderia o meu negócio! - Slick, vamos ter de processar.
Senhoras, não se preocupem.
Estão a salvo.
Nunca tinha visto uma assassina.
Lamento imenso pelo incómodo.
É engraçado, mas aprendi bastante.
Vamos ter de repensar a segurança.
Sim.
Tem bons homens às suas ordens.
Levante-se.
Perdão!
A culpa é nossa. Apesar de atacados, éramos convidados.
A senhora é a vítima.
Sr. Toake.
Feliz aniversário.
Divertimo-nos, bebemos e cantámos.
Sim, senhor. A Luca nunca esteve aqui.
Está tudo livre lá fora.
Leva os convidados pelas traseiras.
Certo. E o senhor?
Eu fico.
Acompanhem-nos, senhoras.
- Animem-se, ouviram? - Sim, senhora.
- Mais alto. - Sim, senhora.
- Não vos ouço! - Sim, senhora!
Despacha-te, Chisa. Pronta?
Vamos fazer o processamento.
Com certeza. Mas eu vou convosco.
Não podes. Os irmãos matam-me.
Estou de bom humor.
Eu levo as duas.
- Consegues? - Sim.
Podes ir. Adeus.
- Boa noite. - Obrigado.
Porque ligaste ao Slick?
Ele virá com a comitiva dele.
Disse para ele vir sozinho.
Para.
Como estás?
Boa noite.
Muro, Tak, fiquem atentos.
Entendido.
Os monitores estão aqui.
Também estão por cá?
- Eu… - Aqui, Slick!
Pai, Mana, Tio, o que se passa?
Entra.
Pus um localizador no dinheiro.
- Ordens do chefe? - Foi uma decisão nossa.
O Tawaraya está do nosso lado.
O chefe acha que está, mas nós não.
- E o tio Urso? - Não sei. Concordou com o localizador.
O George mandou o Hendrickson.
Eles sabiam que o chefe ligaria ao Tawaraya se descobrisse.
O Tawaraya escolheu o local.
Como sempre.
Sim. Mas a assassina…
- O George planeou isto? - Obviamente.
Achas? Ele é praticamente louco.
Ele tem um estratega.
Seja como for, o Tawaraya não contava com os 300 milhões de ienes.
Ele vai contactar o George.
Senão, Nagoya achará que ele é um traidor. Haveria guerra.
Canta.
Canta.
Cão de Guarda, traz café.
- Sim, chefe. - Canta.
Vá lá, canta.
- Tira-a daí, Urso. - De certeza?
Sim, estou entediado.
O centro da escuridão da Toshokai.
O contrabando passa todo por aqui: droga, produtos contrafeitos,
animais do mercado negro… Tudo.
Há cinco anos, matámos Expulsos aqui, durante a contenda.
Cheira-me a químicos.
Temos de fazer a limpeza no verão.
O sangue infiltra-se no chão e atrai larvas.
Quem trata da limpeza?
A nossa empresa de limpeza.
São desleixados.
São minuciosos.
Usam químicos que anulam o luminol.
Desodorizam com ozono.
Amanhã vamos chamá-los.
Partir dedos a miúdas é fácil.
Quebrar-lhes o ânimo é mais demorado.
E o uniforme dela?
É uma bela rapariga.
Fui eu que o comprei. Custou uma fortuna.
E depois?
Depois? Nada.
- Porque não a usas? - O quê?
A arma que tens no tornozelo.
Era para o Tawaraya, se fosse preciso.
- Ordens do Pai? - Tinha de a esconder do Tawaraya.
Faz sentido.
Vou quebrar o ânimo daquela cabra.
Se o George fosse inteligente…
Cala-te.
Deixa-o falar.
Haveria apenas uma vaga?
Deixa-me dizer-te antes que desmaies.
Se nos contares tudo, vives.
Se não disseres nada, vamos magoar-te.
E este bandido jeitoso vai arrancar-te o olho com um desandador.
Vou martelar os teus nervos óticos, Luca.
Será uma melodia de grande pesar.
É verdade!
- Muro. - Sim?
Faz o som de uma grande cagada. Força!
Uma cagada?
Que tal?
- Foi bom? - O teu grunhido…
É uma grande cagada. Tente.
Aqui vai.
- Foi das grandes. - Enorme.
Enorme!
A minha foi maior.
A do Sr. Urso foi maior.
- Ele é brutal. - Que grande cagada!
O chefe foi para casa.
Confirmaste? E se os acompanhou?
Aonde queres chegar?
O Urso não seria seguido.
Eu obrigaria a cabra a engolir um localizador.
Não está em casa. O Urso não atende.
- Pronto? - Força.
Chefe?
O que foi?
Esperem.
Um localizador?
Tramaram-nos.
Cão de Guarda, o quadro!
Não sei onde…
- Há armas lá? - Apenas bastões e tacos.
- Pai? - Estás com o chefe?
Sim.
O que lhe deu?
As coisas vão aquecer. Tenho de ir.
Vamos ao processamento.
- Preciso de armas e tempo… - Não é preciso. Acabará tudo em breve.
Só haverá cadáveres. Leva a equipa de limpeza.
Vou ter de limpar?
- Entrem no carro! - Está bem.
Eu dou-te instruções.
Equipa principal, venham. Rápido.
- Chefe! Para o gabinete! - Vamos!
- Armas! - Não há.
Talvez haja uma.
- Rápido! - Pode haver algo!
- Motorista! - Eu procuro-a!
Tio Urso!
Eu aguento-os aqui.
Cão de Guarda.
Encontrei uma arma.
Que raio?
Uma Manville. É barulhenta e pouco eficaz.
A polícia usou-a numa greve, em 1935. Era do antigo chefe.
- Tem teias de aranha. - Foi lubrificada.
- Dispara? - Se isto rodar…
Dá cá.
- Vou buscar munições. - Certo.
Um quilo… Dois quilos…
Nove inimigos. Separaram-se.
Estão a subir. Tak, elimina-os.
- Mas… - Nós ficamos aqui.
Vai ajudar o Urso. Vai.
- Toma. - Obrigado.
Dá cá.
- Façam uma barricada. - Sim, senhor.
Tio Urso!
Cuidado!
- Assim não consigo disparar. - Desculpe.
Estão a mover-se.
- Sigam-nos. - Sim, senhor!
Grunhe.
Como se estivesses a cagar. Grunhe.
Agora?
Sim. É agora ou nunca.
Luca…
Mais um…
O chefe…
… está a salvo?
Ouviram?
O motorista?
Urso.
Lamento.
Lamento.
Abraçamo-nos também?
Não.
Para.
Rápido! Comecem a limpar. Tirem fotos.
Temos de fazer outra paragem. Rápido.
A equipa principal levou o chefe.
Eu sei. O Pai chamou-vos.
- Tens carro? - Sigam-me.
Não vês como estamos? Abranda.
A polícia? Mata-os.
Nunca matei um polícia.
- A sério? - Nem quero. Respeito-os.
Um yakuza que respeita a polícia?
Ouvi uma história reconfortante.
Que história?
Assaltaram um supermercado há 11 anos.
Uma funcionária e três adolescentes foram mortas.
Eu lembro-me. Foi horrível. Foram os doidos da máfia chinesa.
Falei com a filha da funcionária.
Há seis meses que recebe um envelope com dinheiro
e um bilhete: "O assassino pagou." Vem assinado como "GI".
Onde está o polícia?
Havia um polícia numa esquadra perto chamado Goro Idezuki.
As iniciais são "GI".
Certo. Se for ele, é uma história brutal.
Caça os assassinos durante onze anos e paga às vítimas.
É do caraças.
- Os ataques funcionaram? - Não.
A segurança dele é feroz.
- Apanhámos o teu amigo. - O Urso morreu?
Isto são os 300 milhões de ienes?
Não entendo o Toake.
Temos de pensar no próximo passo.
- Sim. - Estaciona.
Falaste num assassino, mas não contava com uma miúda.
Eu contava que cantasses.
- Que música? - Não sabes?
- O Pai? - Foi-se embora. Fartou-se de esperar.
- Quando? - Há cinco minutos, Emiri?
Por aí. Estás ferido?
- O sangue não é meu. - Haverá mais.
- Esperem pela limpeza. - Certo.
- Dentuças, vai à frente. - Certo.
- Vou à frente… - Dentuças?
É por onde?
É por ali.
- Onde? - Em frente.
O Dentuças?
Desapareceu. Ele vinha atrás de nós.
Apanha-o!
Quem são vocês?
Que raio é isto?
Irmão mais velho!
Cabrões!
Encontrei-te!
Irmão, sai!
Sai.
É como dizia, Pai.
Enterramos o Urso em segredo.
- Ouviste? - Não.
O Urso vai desaparecer e a Toshokai irá renegá-lo.
Ele deixa este mundo em desgraça.
Ele não tem poupanças. Nunca ligou ao dinheiro.
Nunca teve filhos, para poder morrer sem remorsos.
E a mulher dele?
Os 300 milhões que recuperámos vão para ela.
- Tragam só as mesas, deixem as cadeiras. - Tragam as cadeiras para aqui.
As tigelas à mesma distância.
- Sr. Slick. - Sim?
Aquela história…
… sobre o Tak e a esquadra.
Em Shinjuku?
- O Goro não era o trans? - O quê?
O polícia estava a gritar…
- Ele estava a chamar "Goro" ao Sr. Tak. - Goro?
O Goro Idezuki da história do Muro.
O polícia GI.
Sabia que o Sr. Tak era polícia?
- Contaste aos outros? - Não.
- Não contes a ninguém. - Certo.
- Vai trabalhar. - Sim.
- Adeus. - Tem de esperar.
O capo do Urso, o Monma, vai constituir uma nova família.
Koharu?
- Koharu? - Sim?
- Ajuda com as chegadas. - Sim, senhora.
- Estás livre? - Sim.
- Sai. - Lamento.
Os meus pêsames. É duro.
A Koharu? Ali? Tenho de mudar de roupa!
Aqui! Eu trouxe-o.
- Rápido. - Sim, senhor!
Obrigada por vir.
Eu também já fui um yakuza.
O almoço é do restaurante do meu marido.
Preparado com afinco, como o Urso quereria.
Espero que gostem.
Estás bem?
Perdi o apetite.
Chefe.
Quem será o secretário?
Queria que o Toki fosse secretário interino,
mas ele recusou.
E o Slick?
Ainda tenho muito a aprender…
- Será o Tak. - Eu e o Toki estamos de acordo.
É do chefe.
Chefe?
- Está pronto? - Quando quiseres.
Tak, é o teu primeiro trabalho como secretário. Anda.
Eu e o Tak…
Já não são uma equipa.
Pai!
Cala-te e vê.
O Urso morreu porque te colocaste em risco.
Tens noção do que fizeste?
Tenho.
O chefe nunca vai ao local onde se fazem torturas.
Vou ver.
Eu mereço isto. Preciso de me redimir pelo Urso.
Bate-me de novo.
Pai!
Calem-se. Afastem-se!
Não interfiram.
Para. Cortar um dedo já passou de moda.
É o preço que tenho de pagar por te bater.
Para.
Tak, ajuda-me. Tenho ossos duros.
Sou o chefe. Para!
- Ajuda-me. - Para!
- Como ousas… - Quieto, Slick!
O Toki bateu no chefe. É merecido.
Acabou. Entendido?
Ouçam.
O Toki deu-me a oportunidade de me redimir.
Ele arriscou e estou grato por isso.
Levem-no.
O Toki é casmurro, voltará a tentar.
Eu sei. Vou esconder tudo o que ele puder usar.
O funeral ainda não acabou.
Vamos cantar a canção preferida do Urso.
Devias cortar o teu dedo.
Levaste o chefe à merda do processamento.
Lamento.
Eles podem perdoar-te, mas eu não, seu merdas.
Vou abrir-te um buraco novo e enchê-lo com restos de comida.
Assim? É só dizeres.
Como é que um capo de Kozu
se deixa surpreender tão facilmente?
É embaraçoso.
Vai-te foder, psicopata.
Para, Muro.
Vamos.
Vou dar uma mija primeiro.
Mas que…
Cabrão!
Estou a arriscar tudo para te aconselhar.
Como o Pai nos mostrou.
Acalma-te.
"Filho de presidiários no corredor da morte?"
Eu nunca disse isso.
Nós é que permitimos que faças dinheiro à vontade.
Foi demais?
Nada disso.
Que importa?
Espera, Muro! Preciso da tua ajuda.
Não é altura de lutar.
Deve ser assim que os assassinos se passam.
O teu herói, o Goro, o polícia.
O que tem?
Pode ser o Tak!
Impossível.
É verdade. Pergunta ao Dentuças. Só precisamos de provas.
Arranja uma desculpa melhor para te salvares.
Ele pode ser um infiltrado.
Temos de proteger a Toshokai.
Dávamo-nos bem antes do Tak, lembras-te?
Que pena.
Passei-me em segredo.
Oxalá pudesse culpar a droga.
Vi os meus pais.
O Slick parecia o meu pai.
Corre.
Corre.
És um infiltrado? Não és, pois não?
Não.
Não gosto desse "não".
Sou…
… um Hell Dog, como tu.
Tive pesadelos a vida toda.
Mas nós os dois… podia resultar.
Vão fazer companhia ao Slick no Inferno!
- O Muro? - Não faço ideia.
Não acredito que ele não te ligou.
- O teu telemóvel? - Esperem.
O que foi?
Acham que se vão safar?
Claro.
Tak!
Podem ir atrás do Muro, mas deixem-me em paz.
Entendido.
- Respeito. - Sim, senhor.
- Não ouvi. - Sim, senhor!
- Deixa-me sair. - Sim, senhor.
A minha cabeça!
É muito ousado.
Mudança de planos.
Qual é a história do Hendrickson?
Uma armadilha do FBI.
Foi para casa. O verdadeiro Hendrickson morreu na Síria há dois anos…
Não pode aparecer assim na minha casa.
Mais um assassinato.
Depois estás livre. Vai de férias, reforma-te.
Nós pagamos.
Não me vou reformar.
Jurei proteger as minhas famílias até morrer.
- Famílias? - Quatro famílias.
Expiação para o Goro Idezuki.
Mato o chefe e roubo o ficheiro secreto?
O Toake chama-se So Koreyasu.
Ele treinou com o FBI. Estava infiltrado na Toshokai.
Os ficheiros são a caixa de correio dele e as chamadas trocadas connosco.
Burros.
Ele devia dividir a Toshokai e parar o financiamento
a políticos de extrema-direita nos EUA.
Casinos ilegais?
Já ouviste falar na Aliança Evangélica Internacional e na "Neo-Episteme"?
Ele reúne com eles muitas vezes.
A filial de Tóquio tem imunidade. Construíram um casino.
O Toake usou da sua influência para aumentar a reputação no estrangeiro.
É a sua alhada.
Resolva-a.
Depois, mato-o.
O Tak Boy também é um infiltrado?
São amantes?
Assustaram-me!
Tu assustaste-me.
Podias ter dito.
Quer leite?
Olá. Lembras-te de mim?
Claro. O que aconteceu?
Nada.
A Anna já voltou de Sydney?
Vai voltar em breve.
Acho que este é o Goro. O "GI".
Podes perguntar ao Sr. Mamiya? Eu espero.
Podes? Não tenho tempo.
Toma.
Os caçadores furtivos gostam de elefantes com grandes presas.
Os machos adultos são mortos primeiro, os que podem acasalar.
Depois matam a matriarca, a líder da manada.
Não sobrevivem sem ela.
Os elefantes serão extintos se a caça furtiva não acabar.
Estiveste lá.
Trabalhei numa equipa anticaça furtiva na Tanzânia.
Recém-licenciada em Veterinária.
Uma veterinária japonesa. Filha de um yakuza.
O Japão nega qualquer envolvimento no tráfico de marfim.
Mentirosos de merda.
Sabes que eu trabalho para o governo.
Vou acabar com o tráfico de marfim da Yakuza.
Matamos os três de uma assentada.
Eu mato o Toki.
- Sozinha? - Claro.
E o Chuji?
Alguém que esperou oito anos.
A espera terminou.
- Bom dia. - Bom dia.
- Bom dia. - Bom dia.
Amor?
Devias estar na cama.
Assim a febre não vai baixar.
Ainda é cedo, mas queres treinar?
O Muro matou o Slick.
Sim.
Quem está a tratar disso?
O chefe quer esperar.
Porque não pedes ao Tak?
Ele é o secretário do chefe.
Não o posso obrigar!
São amantes. Já o sei há algum tempo.
O Tak é importante. É por isso que estás viva.
Cabra de merda!
Estás a gozar.
É a Neo-Episteme hoje?
Sim. E, às 19 horas, o Sr. Dawson, da Aliança Evangélica Internacional.
Perfeito. Vou apresentar-vos.
- Encontraste o Muro? - Ainda não.
- Ele irá contactar-te. - Se o fizer, eu…
Não.
Quero que ele fuja para o estrangeiro.
O Slick era um problema.
Obrigado.
Eu e tu estamos juntos até à morte.
Porque mataram o meu filho?
Ele tocou na minha neta.
Pensei que ela se tinha atirado a ele.
Talvez. Mas não importa.
O patife era arrogante.
Nunca disse que o matei. Os meus homens deduziram que sim. Foi um acidente.
Deduziram que o esfaqueou repetidamente?
Aonde quer chegar?
Eu consigo ouvir os gritos do meu filho.
A subir por estes braços.
Eu paguei-lhe pela sua perda.
Sim, é verdade.
Sra. N, já vai?
Ele está cansado. Deixem-no dormir por uma hora.
Sim, senhora.
Não recebi.
Ele já tem uma.
Vale 30 mil ienes?
Bem visto.
Sra. N!
Doem-me os ombros.
Ainda tenho o calor do teu chefe nas mãos. Como te atreves?
Está bem. Onde está a sua mala?
Não o quis acordar. Depois venho buscá-la.
Certo.
Está bem. Cinco minutos.
Boa!
Voltem ao fim da tarde. O almoço é por minha conta.
O GRUPO TS
Obrigada.
És atencioso.
És o secretário do chefe.
- Revista visual? - Na boa.
Ele foi observador da Polícia de LA.
Consegues ver se alguém está armado?
Pelo andar.
- E o tipo de arma? - Cerca de 80 % das vezes.
- Que arma tenho? - Não tens.
Estou desiludido.
Porquê?
Nós os dois
poderíamos ser amigos.
Eu tenho uma arma.
Está escondida.
Que surpresa.
Vim pedir desculpa ao Pai e encontro isto?
Vou poder vingá-lo.
Não me interpretes mal.
É apenas um beijo. O beijo da morte.
O Tak nunca te perdoará.
Ele era da Unidade de Intervenção.
É o meu homem.
Porquê?
Queres saber porquê?
Sim.
A versão longa ou resumida?
A longa.
Há onze anos,
era polícia novato em Shinjuku, na Rua 2.
Vou precisar que vejam
uma matrícula…
Sargento?
Este tipo está armado.
Como sabes?
Tem uma Tokarev.
Não inventes, novato.
Estou à procura de armas.
Tens a certeza absoluta de que ele tem uma Tokarev…
É bar aberto!
Não consegues.
Usa todos os sentidos, não apenas a visão.
Sim, sargento.
Duas horas depois, eles assaltaram o supermercado.
Quatro mortos por uma Tokarev.
Chamou?
Quero partilhar o meu segredo.
Eu fui um infiltrado.
Quando a polícia veio atrás da Toshokai, eu fui ter com o Trio de Kozu.
Disse-lhes que podia passar a perna à polícia e ao FBI.
A minha coragem conquistou-os.
Eles decidiram eleger-me como o seu novo líder.
É um vínculo que não se encontra nas autoridades corruptas.
Irmãos de sangue quente acima de um governo frio.
Exatamente.
E agora escolheu-me.
- Porquê? - Para ver quem realmente és.
O Anai só poderia enviar alguém pior do que eu.
Quando soubeste?
Neste preciso momento.
Mas sempre me questionei.
Como uma rapariga com um malmequer.
Bem me quer, mal me quer.
Bem me quer, mal me quer.
Mataste a equipa principal?
Não sejas um cão.
Liberta-te.
Podemos conquistar o mundo juntos.
A escuridão é profunda.
Acho que sou um cão raivoso. Só sei morder.
Creio que já nasci assim.
- E além disso… - Além disso?
Gosto de elefantes.
- Porque não a minha cabeça? - Porque não a minha?
Onde está a Sra. N?
ESTÁ FEITO. VOU-ME EMBORA. - N
A Emiri não disse nada.
Encontraram o Toki morto. Vou para lá.
E tu?
Vou rezar.
Vou comer até rebentar! Até breve.
Estou na Casa de Bambu.
Tenho uma convidada especial.
Despacha-te.
É para o Tak. Diz algo, deixa uma mensagem.
Não demores, senão podes arrepender-te.
Um Deus assassinado.
CASA DE BAMBU
O que queres, mano?
Essa palavra é importante.
O que queres, Muro?
Três perguntas.
Responde com sinceridade, por favor.
Claro.
És um infiltrado, Goro?
Sim.
Que importa?
- Voltemos à família. - Já não existe.
A liderança foi decapitada.
O que era eu para o Goro?
- É uma pergunta? - Não.
Tu eras o Rei da Floresta.
"Um sacerdote pretende matar um homem. Após o matar,
é morto logo de seguida."
Não entendo, mas parece brutal.
Cheguei até aqui…
… graças a ti.
Última pergunta.
- Posso vingar o Pai? - Acabou, Muro.
Última pergunta.
Aquela era a última.
Quem escolhes? Eu ou esta cabra?
Começou com o Mad Dog,
acaba com o Hell Dog.
UM ANO ANTES
- Damos o beijo da morte. - Não é?
Não é?
BANGUECOQUE
- Sim? - Não é? Damos o beijo da morte.
- Na boca. - Ele não desiste.
Beijo da morte!
Beijo da morte!
Ouve.
Que estás a fazer?
Fechámos há uma hora.
És japonês?
Estão a deixar-nos ficar mal.
Olha-me este.
Esperem! Vamos ter calma e comer o nosso jantar delicioso.
Para.
Este gajo não brinca.
Isto é do caraças!
- Estás a divertir-te? - Bué.
Bué.
HELL DOGS NA CASA DE BAMBU
Legendas: Nuno Oliveira
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