All language subtitles for 9.april.2015.DANiSH.1080p.WEB-DL.H.264-HEJRA

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Original subtitles

E agora uma comunica��o de sua Majestade o Rei.

"Durante estes tempos muito dif�ceis para a nossa na��o,

incentivo todas as pessoas do nosso Pa�s,

a que mantenham uma conduta digna e apropriada,

pois qualquer acto ou declara��o precipitada,

pode ter consequ�ncias muito nefastas.

Que Deus nos guarde a todos.

Que Deus salve a Dinamarca.

Christian Rex,

Amalienborg, 9 de Abril de 1940."

Na madrugada de 9 de Abril de 1940,

as for�as alem�s invadem a Dinamarca.

O Ex�rcito dinamarqu�s mal equipado enfrenta

o ex�rcito mais forte da Europa.

As batalhas mais violentas t�m lugar a sul da Jutlandia.

O Tenente pediu-me que o levasse directamente � zona de exerc�cios.

A tens�o est� a crescer nos quart�is.

Comunicaram-se com Copenhaga, mas n�o nos dizem nada.

Sei t�o pouco como voc�, Sargento.

8 de Abril de 1940, S�g�rd. A 12 quil�metros da fronteira.

Ela n�o responde, por isso inclinei-me para ela.

- Sabes o que disse? - N�o.

Que n�o queria um maldito soldado.

Mantenham o ritmo, estamos atrasados.

- Que fazias? - Trabalhava com o meu pai.

N�o vi muito a Ingrid.

V�-la-�s brevemente.

- E contigo, Gram? - Comigo?

- Que tens andado a fazer? - Nem queiras saber.

Podias gozar comigo.

- Pensas sempre o pior de mim. - Sim.

V� l� Gram, diz-nos.

Se de verdade querem saber...

Estava em casa dos meus pais. Lavava a roupa.

Lia um livro.

�s vezes sinto-me muito mal por ti, Gram.

Gram?

Por que achas cortaram a nossa breve folga?

Disseram-te o mesmo que a n�s. � um simulacro de alarme.

� s� um exerc�cio.

- Sub-Tenente. - Tenente.

L� vamos de novo. Algu�m tem estado a dar falsos alarmes.

Pensei que n�o era apenas um exerc�cio.

Temos recebido informa��es sobre

o movimento de muni��es em Kiel.

Um comboio cheio de tropas foi visto em direc��o a norte para a fronteira.

Isto n�o soa bem.

O Estado Maior tamb�m est� preocupado,

pelo que todas as folgas foram canceladas.

At� enviaram para aqui uma unidade de motos. Somos a sua unidade apoio.

S�o comandados pelo Sargento Bundgaard.

225 e o seu grupo apresenta-se ao servi�o.

Chegam muito tarde. Peguem nas armas e unam-se � pr�tica de tiro.

Esses tr�s recrutas. Assigne-lhes tarefas de cozinha para a semana.

Afirmativo, Tenente. Trabalhos de cozinha por uma semana.

Muito bem.

221, dispara.

Bom tiro.

212, dispara.

Tenta outra vez.

212, controla-te. Isto � uma coisa s�ria.

Sim, senhor.

N�o sei a quem temo mais, se ao Lassen ou aos Alem�es.

- Falho se te ris de mim. - Vais falhar de qualquer forma.

Algo para beber?

- Caf�, por favor. - Conhaque.

Creio que os Alem�es se dirigem para a Noruega.

Querem tomar as �guas Norueguesas. A Dinamarca n�o tem valor estrat�gico.

Os nosso vizinhos do sul n�o t�m sido muito previs�veis ultimamente.

Obrigado.

Deves estar cansado. A que horas te levantas-te?

�s 3 da manh�.

Tentei sair � socapa mas despertei a fam�lia inteira.

Esperemos que a tua mulher n�o tenha ficado muito preocupada.

N�o disse nada, mas a minha mulher conhece-me muito bem.

N�o � a primeira vez que os Alem�es est�o na fronteira.

- Vamos a ver. - Terminem a pr�tica. Descarreguem.

O exerc�cio seguinte � com as bicicletas. Para as bicicletas, v�.

- Bons dias, Gram. - Alegra-me ver-te.

- Melhoraste no tiro? - R�pido! Para as bicicletas!

- Pronto, Sargento. - Pronto, Sargento!

Muito bem o 1� exerc�cio � mudar os pneus. Dois minutos.

- Tem-los? - Sim.

Ajuda-me v�.

- D�-me a Jante. - R�pido, vamos.

- Segura nisto. - Ponham a roda traseira.

- Espera, sobe-o aqui. - Apertem essas porcas.

- Pronto, Sargento. - Pronto, Sargento!

Obrigado.

- Tenente. - Fa�am-no outra vez.

- Desta vez abaixo dos 90 segundos. - 90 segundos? Sim senhor.

Bem, fa�am-no outra vez mas agora abaixo dos 90 segundos.

De que est�o � espera?

- V� l�, Lassen. - Mais r�pido!

- 90 segundos. - Deve estar louco.

Kolding, vais comer o teu p�o todo?

- Justesen, vou com�-lo. - Tens fome, Justesen?

Agora � f�cil. N�o tens de ir at� casa.

Voc�s da cidade s�o faladores quando est�o juntos.

por�m quando est�o s�s...

N�o oi�o um pio de voc�s.

Quanto tempo cr�s que temos de fazer isto, Gram?

At� que o fa�amos em menos de 90 segundos.

J� o tent�mos. N�o vai ocorrer.

O Sub-tenente s� vos quer ver a suar.

A mulher talvez n�o tenha sido t�o boa como ele queria.

- � o teu oficial superior. - Sim.

Mas n�o me consegue ouvir.

A menos que berres, senhor Guarda do Quartel.

Tenente, tenho uma mensagem importante do Tenente Coronel.

Abortar o exerc�cio e regressar ao quartel.

Depois de uma refei��o r�pida que todos durmam com o uniforme.

- Que aconteceu? - Recebemos uma nova informa��o.

Uma coluna alem�,

Est� a marchar para a fronteira. E tem v�rios Km de comprido.

O Tenente n�o quer que entrem em p�nico.

Isto ainda tem de ser chamado exerc�cio.

Sargento Klostergaard, pare de comer.

Vamos para o quartel.

Ouviram o Tenente! De p�! Para as bicicletas!

Olhar em frente!

V�o-vos entregar 40 balas e um estojo m�dico.

Marchem directo para as casernas e durmam em uniforme.

O uniforme vestido e as botas postas e tenham o equipamento pronto.

A partir de agora as chapas de identifica��o s�o para usar o tempo todo.

Direita!

V�o!

40 balas a cada um?

Ainda pensas que isto � um exerc�cio, Gram?

Eles merecem saber o que se passa.

Sim, mas n�o � nossa a decis�o Sub-Tenente.

Ponto de controlo 3. H� muita actividade do outro lado.

Repito. H� muita actividade do outro lado.

Entendido. Os Alem�es cruzaram a fronteira?

N�o, mas podemos ouvir forte actividade.

- Qu�o grande � a for�a? - Qu�o grande?

� dif�cil de dizer. N�o os vemos s� os ouvimos.

Quais s�o as ordens?

Fiquem a� e esperem novas ordens.

Ponto de controlo 3, fiquem a�. Esperem novas ordens.

- Sim, senhor. Entendido. - Padborg, Krusaa e agora Rens.

J� n�o h� d�vida sobre as inten��es deles.

Comunica-me como o Chefe de Divis�o da Jutlandia, outra vez.

Haderslev e S�nderborg tamb�m, est�o em alerta vermelho.

Est�o � espera de autoriza��o para irem.

Est�o a 50 km de distancia. Na 1� hora estamos s�s.

Tenente Coronel? O chefe da Divis�o da Jutlandia.

Apaga o alti-falante.

Major General? Tr�s pontos de controlo

reportam um aumento da actividade das tropas.

Pe�o-lhe que me permita levar as minhas tropas para a fronteira

para que tomem uma posi��o defensiva.

Entendo isso, Major General, por�m estamos a 10 km da fronteira.

Se esperarmos aqui que atravessem, n�o haver� tempo para nos posicionar-mos.

O Estado Maior considerou pressionar o Ministro?

Considerando a recente escalada?

Sim, Major General.

Faremos os melhor que pudermos.

N�o h� noticias por agora. Permaneceremos em alerta vermelho.

O Primeiro Ministro sente que qualquer movimenta��o dinamarquesa,

poderia ser vista como uma confronta��o.

A defensiva estrat�gica � uma confronta��o?

E as manobras alem�s o que s�o?

- Guarde as suas opini�es. - Sim, Tenente Coronel,

Cavalheiros, preparem os vossos homens para a marcha.

Sim, Tenente Coronel.

- Sargento Klostergaard? - Sim.

- Inspec��o de quarto.

N�o dever�amos ter tomado uma posi��o defensiva?

Sim dev�amos. Agradece-o ao Primeiro Ministro.

Posso ver a foto?

- Podes devolver-ma? - Calma.

N�o h� muito que possamos fazer.

Nem todos s�o bons atiradores. Vamos.

Ol�, Lassen? N�o consegues dormir?

N�o muito, n�o.

- Est�s nervoso, Lassen? - Sim.

Sim. Todos os dias abastecem-nos com muni��o.

- 40 balas n�o � muito. - N�o nos deram muito.

Podes dar-me algumas das tuas?

N�o � para mim. eu tenho a metralhadora, � para o Lundgren.

Acho que n�o podemos fazer isso, Andersen.

Lassen, n�o �s o melhor atirador aqui. Sabes isso.

Mas Lindgren..sabemos o que pode fazer com uma espingarda.

- S� metade. - 20 balas.

� para o bem de todos.

- Est�. - �ptimo.

Lassen, p�ra. N�o o fa�as.

Cada um recebeu 40 balas. N�o receber�o mais que isso.

- Voc�s deveriam acostumar-se. - Sim, senhor guarda do Quartel.

- Falo a s�rio. - Gram, est� bem.

- N�o me importa. - Qual � o problema?

N�o �s tu quem decides e sabe-lo bem.

- Gram, n�o queres uma Vict�ria? - Claro que sim.

�s Alem�o? Talvez n�o queiras uma Vict�ria.

Estou orgulhoso de me chamar a mim pr�prio Dinamarqu�s.

- Mas n�o o �s. - � exactamente o que sou.

- O teu pai � Alem�o, n�o �? - Sim.

- Ent�o �s Alem�o tamb�m. - �s mais esperto do que pensei.

Isto n�o � um jogo.

Guardem-no para amanh�.

- Voltem a dormir. - � dif�cil contigo a discutir.

Ningu�m est� a falar contigo, Justesen.

A s�rio, Andersen. Mete-te na cama agora.

- O qu�? - Vai s� para a cama.

- Que se passa aqui? - Sentido!

Tinham que ir para a cama com uniforme.

Tomem aten��o! Tenho mais que fazer que vigiar-vos.

Qual a complica��o de abotoar um casaco!

Os teus bot�es est�o torcidos! F�-lo outra vez.

225, est�s de guarda ao quartel. Essa � a tua responsabilidade.

Sim, Sargento.

Abotoem os uniformes.

- Termina essa carta e vai para a cama. - Sim, sub-Tenente.

Este lugar vai estar em completo silencio em 2 minutos!

� vontade!

- Precisa de lume, Sub-Tenente? - Acho que sim.

- Os seus homens dormem? - Tentam.

� dif�cil com uniforme.

Pensava que essa ordem era para toda a gente,

excepto para os oficiais.

- Voc� � o Bundgaard? - Sim.

Entendo que estamos a apoiar a sua unidade.

- Se cruzarem a fronteira. - Quando a cruzarem...

provavelmente seremos os primeiros a enfrent�-los.

Algu�m tem de ser o primeiro.

- D�-me um? - Com certeza.

Bem, v�o o mais r�pido que puderem.

- Precisamos de voc�s ali. - Ali estaremos.

Somos mais r�pidos do que cr�.

- Fique com os f�sforos. - Obrigado.

- Sargento Bundgaard. - Sub-Tenente.

Se os Alem�es quisessem atacar, j� o teriam feito a estas alturas.

Algu�m est� sentado nalgum lugar a negociar.

Ningu�m est� interessado numa confronta��o directa.

Passa-se algo na sala da r�dio.

Ponto do controlo 3. Por favor, repita.

As tropas alem�s est�o em movimento.

Consegues v�-las?

Podemos ver algo de infantaria e ve�culos armados.

- V�m directos a n�s. - Cruzaram a fronteira?

Ponto de controlo 3?

A fronteira foi flanqueada. Estamos sob ataque! Qu�...?

Ponto de controlo 3, repita por favor. Ponto de controlo 3, fale.

J� escutaram. o inimigo cruzou a fronteira.

A Dinamarca est� em estado de guerra.

Cavalheiros, agora � o momento de demonstrar-mos do que somos feitos.

Alerta! Alerta! Posi��es de guerra!

�s bicicletas! R�pido!

Vamos, Kolding.

2� Pelot�o de bicicletas, vamos! - Sim, Sargento.

Pr�ximo.

Sub-Tenente, 219, 4� Companhia, 2� Pelot�o. Metralhadora.

Pr�ximo.

Sub-Tenente, 223, 4� Companhia, 2� Pelot�o, ajudante.

- Pr�ximo. - 217, 4� Companhia, 2� Pelot�o.

- Ajudante. - Pr�ximo.

- 233, ajuda-o com o trip�. - Sim, senhor.

- Prontos? - Sim, Sargento!

- 217, pronto? 212? - Sim, Sargento!

Corrige essa espingarda! 219, est�s pronto?

Sim, Sargento!

Os Alem�es cruzaram a fronteira em 3 lugares, entre eles Krusaa.

V�em directo para n�s pela estrada 10.

Se segurarmos essa estrada, os Alem�es n�o podem ir para norte.

Alguma noticia dos outros quart�is?

Haderslev e S�nderborg v�em a caminho.

Temos de resistir ao inimigo at� que chegue a ajuda.

Depois obrigamo-los a retirar.

Todas as novas ordens vir�o de S�nder Hostrup.

Reunimo-nos em Lundtoftebjerg. Contenha-os at� ent�o.

Daremos o melhor. Tenente.

Sentido!

- Pelot�o pronto. - Afirmativo, Sargento.

Uma divis�o blindada alem� a cruzou a fronteira!

Isto n�o � um exerc�cio! A Dinamarca est� em guerra!

Combatam bem!

Pelot�o, sigam-me!

Pelot�o, pronto para montar nas bicicletas!

Montem!

Mais r�pido!

- Parem! - Parem! Desmontem!

Preparados!

� o pelot�o de motocicletas.

- Talvez tenha terminado tudo. - N�o creio.

Parem!

Tenente. Mal cheg�mos � posi��o.

Paramos uns ve�culos blindados e mat�mos alguns soldados a p�.

- Por�m s�o demasiados. - Quantos?

Uma ou duas companhias motorizadas apoiadas por ve�culos blindados.

Vamos para norte para preparar as defesas de modo adequado.

- H� que defender Lundtoftebjerg. - Lundtoftebjerg caiu.

Ent�o enterramo-nos aqui.

O terreno � muito aberto. Venha connosco.

Temos de defender Lundtoftebjerg at�

que Haderslev e S�nderborg cheguem aqui.

- N�o sabe o que a� vem. - Fa�a-o como lhe pare�a.

Nunca ignoro as minhas ordens. N�o h� tempo para disputas.

Sand. Tens de o convencer.

- Estou de acordo com ele. - Tenha cuidado, Sub-Tenente.

Vamos embora!

Que se passa?

- Sargento Klostergaard! - Sim, senhor!

A metralhadora � a nossa melhor

aposta contra os ve�culos blindados.

Vamos dividir-nos em tr�s grupos.

Quanto tempo at� que cheguem os refor�os?

- Pelo menos 20 minutos. - Est� bem.

Sand, primeiro grupo, nas �rvores. Eu levo o segundo grupo.

O terceiro grupo na colina. A metralhadora esperar� o meu sinal.

As carabinas abrem fogo quando a infantaria esteja ao alcance, certo?

-Sim, senhor. - Vamos.

- Primeiro grupo, comigo! - O Segundo, espera pelo Tenente.

Terceiro grupo, sigam-me!

Segundo grupo!

219, � �rvore! 212, ajuda o grupo da metralhadora.

50 metros al�m!

- Pomo-nos aqui, 225! - Sim, senhor.

Aqui.

Boa posi��o, 219. Estamos debaixo das ordens do Tenente.

Rajadas curtas. Concentra-te nos ve�culos blindados.

Positivo, Sub-Tenente.

Aonde ia o pelot�o de motocicletas?

Necessito que te foques nessa estrada.

Entendido.

Tenho fome. Nem sequer tom�mos caf� hoje.

- Pensas nisso agora? - Falo a s�rio, Gram.

N�o consigo funcionar sem o meu caf� matinal.

Tu e o teu caf�.

233, p�e-te em posi��o. S� a metralhadora dispara ao sinal.

O resto, espera at� ver a infantaria.

H� vento contra.

O sol come�a levantar-se.

- Boas condi��es de ca�a. - Sil�ncio, Kolding.

Espera.

- Baixa-te, 225. - Afirmativo.

Preparados.

Preparados.

- Fogo! - Fogo!

- S� lhes ressalta. - Eu sei!

Recargar!

233, espera pela infantaria.

Fogo!

Recarregar!

Eles v�o para a metralhadora! 225, cobre o flanco direito!

Tu tamb�m, 212!

Dois ve�culos blindados � direita.

Afirmativo.

Recarregar!

- Vamos, 233! - Sim, Sub-Tenente.

212?

- Recarregando! - 233, cobre o caminho!

Sim, Sub-Tenente!

Sub-Tenente, ajude-nos!

Retiro-me!

Retirada!

Vamos! Retirada! 212, segue-os!

219, retirada!

- Deste-lhe! - Acertei no maldito!

Atira-lhes! Atira-lhes! Atira-lhes, Kolding!

Kolding!

N�rreskov! Ajuda-o!

- � grave? - Sim, � grave!

Necessitamos ajuda!

N�rreskov!

Retirada!

- Temos de o tirar de aqui. - Kolding.

- Devemos retirar-nos, Sub-Tenente. - Kolding, olha para mim.

223, Pega nas muni��es. Pega nas muni��es.

N�o podemos fazer mais nada aqui! Nada mais! Vamos!

219, leva a metralhadora! Deixa o trip�!

Vamos!

Onde est� o Kolding?

- Onde est�? - Sigam-me.

- Onde est� o Kolding? - Controla-te!

- Onde est�? - O Kolding est� morto! Segue-me!

Vamos!

- Vamos. - N�rreskov!

Por aqui!

Para esta quinta.

212, esconde todas as bicicletas no est�bulo.

Vamos, r�pido.

Vamos, 212!

Entra.

219, fica nesta janela.

223, fica nessa janela.

- 225, fica naquela. - Sim, senhor.

D�-me essa espingarda.

Comp�e-te, para que possamos sair disto com vida.

- Toma, se vires algo... - Que fazem aqui?

- N�o! - calma, calma!

- Para o ch�o, senhora! - N�o!

Tem que permanecer calma.

- N�o ficaremos aqui muito tempo. - De acordo.

219, acerca-se algu�m?

N�o vejo ningu�m.

- Ainda n�o? - N�o.

N�o creio que venha ningu�m.

Senhora, pode ajudar a lavar este homem?

- Sim. - 223.

- Este? - Sim.

Vamos.

225.

Continuaremos para o norte. At� S�nder Hostrup.

Iremos com o Tenente Coronel. � onde fica o Centro de Comando.

- Podem-nos dar novas ordens. - Ent�o, continuamos?

Que outra coisa tens em mente, 233?

Nada, Sub-Tenente. Estou preparado.

225.

Necessito de um sub-comandante.

Esse �s tu.

219, d� ao 233 a tua espingarda.

Vamos.

J� est�. Agora est�s limpo outra vez. Um jovem t�o lindo.

J� est�.

Vamo-nos.

- Continuamos. - Sim, senhor. Vamos.

- Senhora. - Pode esconder-se aqui.

Pode ficar no palheiro, ningu�m os encontra ali.

- Com que fim? Estamos em guerra. - Salvaria a vida dos rapazes.

Estou-os protegendo com tudo o que tenho.

Mas nego-me a ocult�-los numa guerra. E eles t�o pouco o querem.

H� 20 anos isto era Alemanha, agora � Dinamarca.

Talvez devesse ter vergonha disso, mas n�o significa muito para mim.

Para mim importa muito.

Obrigado pela sua ajuda.

Aten��o!

N�o sei que sucedeu ao Tenente,

ao Sargento Klostergaard ou ao resto do pelot�o.

Somos os que sobram. Sabemos o que enfrentamos.

Hoje perdemos um grande soldado.

217.

Ele lutou valentemente, mas teve de render-se � vontade de Deus.

Que a sua morte seja uma lembran�a de que todos devem estar preparados.

Sigam-me.

2� Pelot�o. 4� Companhia!

Alto!

219, trata de conseguir muni��es. O resto espere aqui.

Ainda n�o h� resposta.

- Tenente Coronel. - Sub-Tenente.

S�nder Hostrup Chamando. � escuta. � escuta, ouvem-me?

Repito. S�nder Hostrup Chamando. � escuta.

- Estiveram em Lundtoftebjerg? - N�o resistimos muito tempo.

Fomos superados. Atacaram-nos ve�culos blindados e infantaria.

- Onde est� o seu Tenente? - N�o sei.

Creio que o Tenente foi capturado,

ou rendeu-se junto com o resto do pelot�o.

E o pelot�o de motocicletas?

O Sargento Bundgaard decidiu ir para norte depois da 1� escaramu�a...

Por�m estamos longe de estar vencidos.

Estamos prontos para receber novas ordens.

Ponham o r�dio no cami�o. Depressa! Vamos!

Vai-se embora?

Siga-me.

Obrigado.

- Um cigarro? - Sim, por favor.

Soubemos de Haderslev e S�nderborg.

- Eles n�o vir�o. - N�o vir�o refor�os?

Por que n�o?

Disseram-nos que seriam mais precisos na sua regi�o.

Essa foi a �ltima mensagem antes de perdermos as comunica��es

as linhas de telefone foram sabotadas pelo inimigo provavelmente.

- E a linha conjunta de defesa? - N�o haver� tal coisa aqui.

A regi�o da fronteira caiu.

Todas as unidades ou se retiraram ou se renderam,

pelo que a batalha vai ocorrer mais ao norte, no interior.

- Alguma not�cia de Copenhaga? - N�o, n�o h� havido contacto.

Quais s�o as suas ordens, Tenente Coronel?

Retiramo-nos para Haderslev e unimo-nos � guarni��o.

Estabeleceremos uma linha de defesa ali.

Ser� um dia muito comprido, Sand.

- Sub-Tenente. - Tenente Coronel.

Aten��o!

Temos novas informa��es.

N�o vir�o refor�os de Haderslev.

Nem de S�nderborg.

Dirigimo-nos para Haderslev,

para ajudar a guarni��o na defesa da cidade.

Posso fazer uma pergunta?

N�o, 233, n�o podes. Vamos atrav�s do bosque.

Devemos chegar a Haderslev antes dos Alem�es. Entendido?

- Sim, Sub-Tenente! - Sigam-me!

Sub-Tenente.

- Sim, 212? - Tenho um furo.

Detemo-nos aqui brevemente. 219, ajuda-o.

- 233, p�e-te de guarda ali. - 223, tu para ali.

- 225, �s desta �rea, n�o? - Sim, Sub-Tenente.

Qual � o caminho mais r�pido para Haderslev?

Quero evitar o caminho principal.

E terrenos abertos. Que aconselhas?

Se continuamos nesta direc��o terminaremos nesta estrada.

Ent�o iremos atrav�s de Aabenraa.

Desde ali podemos montar nas bicicletas at� Haderslev.

- Deve ser poss�vel. - Bem. Faremos isso.

- Sub-Tenente? - Sim?

223, N�rreskov e Kolding, 217. Eram muito amigos.

- Eles que se despachem. - Sim, Sub-Tenente.

212, 219. T�m que se despachar.

Como foi tudo?

Desfrutas-te da tua folga?

- Sim, Sub-Tenente. - Tens fam�lia?

Uma noiva.

- Foi a quem escreveste a carta? - Sim.

Fixaste uma data?

Ainda n�o mas com sorte ser� no ver�o.

Ent�o � melhor que cheguemos salvos a tua casa.

N�rreskov, fazes parte da 4� Companhia, 2� Pelot�o de Bicicletas.

N�o est�s s�.

Certo.

A �ltima parte, vamos.

- Est� quase. - Despacha-te.

- Vamos, Andersen. - Necessitamos mais tempo.

N�o temos tempo a perder.

- A guerra n�o espera por ti. - N�o posso ser mais r�pido!

- Tens de o fazer. - Quem te cr�s tu que �s?

V� l�! Arranja essa bicicleta.

- Qual � o problema? - Estou...

- Tens d�vidas? - N�o.

- Esqueceste-te do teu dever? - N�o.

- N�o, Sub-Tenente. - Ent�o termina com isso.

Sim, senhor.

- Nunca discutas uma ordem. - Sim, Sub-Tenente.

- Pronto, Sub-Tenente. - Mexam-se 233, 223.

2� Pelot�o, 4� Companhia.

- Podem ajudar? - 223, 233, ajudem-os.

Sigam-me.

225, vem comigo.

- O resto fica aqui. - Sim, senhor.

Ol�. Querem comprar leite? � barato. S� duas coroas.

Ol�. Que fazes aqui?

Quer comprar leite? � barato. S� duas coroas.

- Sargento Bundgaard. - Sim.

- Que se passa? - Sub-Tenente.

Quisemos por-nos aqui mas os locais est�o por todos os lados.

Negam-se a ir para casa. Que h� de Lundtoftebjerg?

- N�o resistimos muito. - Baixas?

Um homem. Kolding.

N�o ouve refor�os.

- Nem de Haderslev nem S�nderborg? - N�o.

- As nossas ordens? - Uma linha defensiva em Haderslev.

Uma linha defensiva t�o ao norte n�o faz sentido nenhum.

Essas s�o as nossa ordens.

N�o vou sacrificar os meus homens por algo sem sentido.

Leve os seus homens a Haderslev. Entendido?

- Entendido? - Sim.

- Posso ver isso? - Sim.

- Onde conseguiu isto? - Os avi�es Alem�es largaram-no.

Sub-Tenente. Avi�es Alem�es t�m estado a largar isto.

"Proclama��o aos soldados e ao povo da Dinamarca."

Um conselho, n�o oferecer resist�ncia. Em Noruegu�s.

V�em os Alem�es!

V�em a� os Alem�es!

- Tomem posi��o! - Afastem-se da estrada!

- Tirem esses mi�dos! - Sub-Tenente, que ordens temos?

219, coloca a metralhadora! 212, tira essas pessoas do caminho!

- R�pido. - Afastem-se!

Tirem essas pessoas. Agora!

Fujam!

- V�em os Alem�es! - Frederik!

- V�em a� os Alem�es! - Frederik!

-Frederik! - Sai da estrada!

Deixem-me ir! Frederik!

Abriguem-se!

Tanques!

Cobre-te!

Lassen, cobre-te!

Sub-Tenente, Quais s�o as suas ordens?

- Pelot�o de Bicicletas, retirada! - Vamos! Retirar!

Vamos, vamos!

- Quem pode guiar um cami�o? - Eu.

- 219, ajuda a carregar as bicicletas. - Sim, senhor.

Vamos, todos subam.

- Vamos. - Termin�mos.

Tira-nos fora da estrada principal.

- Avi�es, avi�es. - Encosta.

Continuamos para Haderslev.

Tomamos a rota de L�gumkloster.

- N�o deveremos encontrarmo-nos com eles. - F�-lo.

- Conheces a �rea? - Nascido e criado em Haderslev.

- Ent�o agora vais a casa? - Assim parece.

Fizeste um bom trabalho hoje.

Com o devido respeito, o ex�rcito � s� uma fase para mim.

Que preferes fazer?

Quero ser dono de uma loja, Sub-Tenente.

- Dono de uma loja? - Sim.

Arranjar uma boa rapariga. Ter muitos filhos.

Gosto do simples.

Se te gosta o simples, ent�o o ex�rcito � o certo.

J� podiam ter dado dez voltas com essas motos.

Sim, mas os Alem�es vinham por esta estrada.

Ent�o apressa-te as estradas secund�rias est�o fechadas.

- Bundgaard. Capit�o. - O Capit�o n�o nos deixa passar.

Voc�s est�o na nossa linha de fogo d�em a volta.

- Estar�o aqui brevemente. - N�o h� entrada pelo sul.

- Necessito falar com o seu Coronel. - O Coronel Hartz est� na pra�a.

Pode falar com ele quando mover os seus ve�culos.

Tenho informa��o importante dos Alem�es.

E eu tenho as minhas ordens, Sub-Tenente.

- Ainda n�o viram ac��o? - N�o.

Isso foi o que pensei.

N�s perdemos camaradas na fronteira

enquanto esper�vamos por voc�s.

Necessitamos de ajuda.

Abram o suficientemente grande para que passe o cami�o.

- Obrigado. - Andem.

Vamos ajudar a defender o Quartel.

Vamos reportar-nos ao Coronel.

Um estranho deu-me isto. Merece bem um cigarro.

- Obrigado. - Sub-Tenente.

Arranca.

Em Vojens. Escutaram-no pela r�dio.

- Des�am. - N�o fa�am barulho.

- Verifica isso. - As linhas telef�nicas est�o ca�das.

Busca outro telefone ou r�dio.

Coronel Hartz? Sub-Tenente Sand, 4� Companhia, 2� Pelot�o.

O Tenente Coronel Hintz pediu-me que me reportasse a si.

Tive uma manh� atarefada. Lamento n�o haver podido ajudar,

mas ordenaram-nos defender esta vila.

Avi�es Alem�es t�m estado a largar isto.

J� os vi. � um peda�o de papel. N�o muda nada.

Os Alem�es motorizaram infantaria e ve�culos blindados.

- N�o pudemos nada contra eles. - J� sabe como �.

- Ordens s�o ordens. Nielsen! - Coronel?

Mostra ao Sand e aos seus homens as posi��es na parte norte.

Poder�o dar uma ajuda.

Sim, Coronel. Um dos meus homens perdeu a espingarda.

- E necessitamos muni��es. - Abastece-os.

Deus, Rei e Pa�s.

O Coronel ordenou-nos uma nova posi��o. Deixem as mochilas.

Andersen, ter�s uma nova espingarda. O resto ter� mais muni��es.

- Espingarda? - � para mim.

- Obrigado. - Muni��es?

Dividam-nas entre v�s.

Despachem-se!

Sigam-me!

Temos soldados em posi��o a� e ali.

Se recebermos novas ordens diga-mas de imediato. Sigam-me!

Afastem-se da rua agora!

Afastem-se!

O Coronel ordenou-nos que os ajud�sse-mos. Que armas t�m?

Uma metralhadora aqui, mas s� espingardas do outro lado.

Necessitamos dos homens com espingardas a�. Andersen, N�rreskov.

Ponham-se em posi��o ali.

Andersen, est�s � frente. Cuida da tua retaguarda.

- Sub-Tenente. - Posicionem-se.

Sigam-me!

- Que se passa? - V�em os Alem�es.

Saia da janela!

Vamos!

T�m tempo para isso? Larga esse copo.

- S� um copo. - Despacha-te, Justesen.

Estou no comando. Gram, Lassen, por ali.

Gram em cima, Lassen ao fundo. Justesen, na porta.

Posicionem-se ali. Tu, p�e-te na esquina.

Lassen, entra mais. Est�s vis�vel.

- Tenho um perfeito ponto de disparo. - Faz o que te digo, soldado.

Tanques!

Est�o demasiado em cima! Retirada!

Tomem posi��o ali!

- Retiro-me, cobre-me. - Vou-te cobrir!

N�rreskov, vem!

Temos de continuar!

- Andersen, cubro-te! - Andersen! Corre! Corre!

- Corre! - Cubram-no!

Vamos!

Atira!

- Sub-Tenente! - Andersen, N�rreskov, retrocedam!

Retirada! Posicionem-se a�! Vamos! Cubram-os!

Agora! Cubram-nos! Entrem aqui!

- Segurem-nos tanto como possam. - Sim, senhor.

N�o tenho balas!

- Traz essa metralhadora! - As �ltimas tr�s balas!

Necessitamos muni��es, Sub-Tenente!

Toma.

Retirada! Lassen, retirada!

- Vamos! - Corre, Lassen!

A tua vez, Justesen! Vem aqui!

Gram, cobre o Justesen do lado direito da rua!

Justesen! Justesen!

Lassen, damos a volta e buscamos o justesen!

Gram, tens de nos cobrir!

- Cobre-nos, Gram! - Vai busc�-lo!

Soldados, cubram-nos! Lassen, vamos agora! Agora!

Lassen, agarra-o aqui.

Lassen! Vamos! H� que arrast�-lo at� ali.

P�e-o aqui. P�ra o derrame de sangue.

Escutaste-me? Det�m o derrame.

Vem para tr�s! P�e-te atr�s de mim!

Vamos!

- Sub-Tenente. N�rreskov! - Que vamos fazer?

Gram, retirada! Agora! Agora! Agora!

Olha para mim! Respira! Respira!

Sub-Tenente!

Sub-Tenente, perdemo-lo.

N�o temos muni��es.

- Justesen, olha para mim. - Sub-Tenente, que fazemos?

Sub-Tenente, quais s�o as suas ordens?

Sub-Tenente, necessita tratamento!

- Olha para mim, Justesen. - Sub-Tenente!

- N�o quero morrer. - Que fazemos, Sub-Tenente?

Terminou.

Acabou-se!

Baixem as armas! Baixem as armas!

Baixem as armas! M�os ao alto!

Dizes assim: "N�o disparem, rendemo-nos"

"N�o disparem, rendemo-nos"

N�o disparem! Rendemo-nos!

N�o disparem! N�o disparem!

- N�o disparem! - Rendemo-nos!

- N�o disparem! - M�os ao alto!

N�o disparem! Rendemo-nos! N�o disparem!

- M�os ao alto! - Mantenham as m�os ao alto.

- Detr�s de mim, soldados. - M�os ao alto!

- N�o disparem. - Detr�s de mim. Detr�s de mim.

- N�o disparem. - Sem armas! rendemo-nos!

De p�! De p�!

- Levem os prisioneiros. Agora. - Todos, levantem-se.

- De dois em dois, detr�s de mim. - Vamos!

Frente Marche!

Algu�m no vosso grupo fala Alem�o?

- Gram. - Eu falo Alem�o.

"Isso n�o � necess�rio."

"Sou o Tenente Becker da 170� divis�o de infantaria."

Sub-Tenente Sand.

"Est� a meu cargo e ser� escoltado ao Quartel."

Tenho uma pergunta.

Quer saber por que continu�mos a combater.

N�o compreendo. Que quer dizer?

Foi uma perda desnecess�ria de vidas.

O nosso governo j� havia capitulado.

N�o sabiam isso?

N�o, n�o o sabia.

Quando aconteceu isso?

H� um par de horas.

Pode subir com ele no carro ao quartel.

Obrigado, mas n�o . Gostar�a de ir com os meus homens.

Entendo.

Foi ambas as coisas: Decepcionante por um lado...

e algo bom, que tenha terminado t�o r�pido.

Assim muitos Dinamarqueses n�o morreram.

Vimo-nos obrigados a rendermo-nos. N�o pudemos com os Alem�es.

Por certo n�o gost�mos.

N�o quer�amos que viessem e tomassem o nosso Pa�s.

Matar pessoas n�o � algo de que se possa ter orgulho.

� disso do que se trata.

Mas quanto mais se mata mais f�cil � a Vict�ria.

N�o me posso esquecer pois houve coisas,

que pensei eram mais duras. Mas...

N�o h� nada que se possa fazer sobre isso.

Nada. Foi algo que passei.

O meu pai conheceu todos os meus amigos e disse:

"Vou-te dizer um coisa.

Prefiro escutar,

que Frode caiu,

a que voc�s n�o tenham dado luta."

Est�s s�. N�o tens noiva, esposa nem filhos,

assim que se o pior tiver tiver de acontecer,

n�o ser� t�o mau, apesar de tudo.

As Altas Patentes, obviamente disseram:

"N�o foi em v�o."

Mas o pre�o...

Foi demasiado alto para alguns.

--- Tradu��o Fernando Neiva ---

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