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O que é que se passou?
- Matei-o! - A quem?
Mataram o Samu!
Ajuda! Vamos!
Vamos!
Guerra!
Filhos da puta!
Ouviram?
Vão morrer, cabrões!
Vocês mataram-no, cabrões!
Foda-se.
Isto não nos convém agora.
Assim começam as guerras, caralho. Com um tiro nervoso no soldado.
É melhor fugires, cabrão!
Pira-te!
Quem fez isto, está morto!
OPERAÇÃO MARÉ NEGRA
Como está?
Olhe... estou velho.
E lixado.
Muito lixado.
Antón...
É o momento de vir para cá.
De vir para cá?
O cancro já se espalhou pelos outros órgãos...
e vão começar a falhar.
É uma questão de semanas... De dias, talvez.
Tem a certeza?
Está a ficar sem defesas, Antón. Se fica constipado, pode ser perigoso.
Aqui podemos controlá-lo, dar-lhe cuidados paliativos.
Vamos tentar de tudo para que seja fácil para si.
Virá acompanhado?
Deveria de vir ainda hoje.
Vá a casa e faça as malas,
traga os produtos de higiene, o carregador do telemóvel...
O que lhe seja preciso.
Tenho uns assuntos para tratar antes. Posso esperar uns dias?
Claro que sim.
Mas quanto mais cedo vier, melhor.
Necessitas estar protegido, meu.
Vou ficar alerta.
Acho que não percebeste bem.
Não mediste as consequências dos teus atos.
Fiz o que tu não tiveste coragem de fazer em dois anos.
Alguém tinha de fazer isto. Não achas?
O teu fentanil continua lá fora.
Parado.
Sim, meu.
O Sinaloa está a tentar enganar-me.
Ou vou na dele, ou então ele lixa-me.
Tens pessoal lá fora para tratar disso?
Eu já não tenho ninguém.
Preciso de um novo sócio.
Fora destas paredes e longe do Sinaloa.
Um gajo com...
...uns grandes colhões.
Continuas a ter acesso à enfermaria?
Sim, meu, porquê?
Porque me vou pirar daqui.
Com a tua ajuda.
O que é que foi?
Não me vais contar o que é que aconteceu?
Não aconteceu nada.
Nada? Queimaram-te o carro, Gema!
Uns miúdos.
Nem os vi.
Ah, muito bem.
Então temos de encontrá-los e dar-lhes um aviso.
Merecem mais que uma simples lição.
Tens de impor respeito, Gema.
Então, começa a respeitar-me tu primeiro.
Que merda estás a dizer? Gema!
Sabes qual é o problema, pai?
Não me ouves, não me dás poder de decisão,
tratas-me como se fosse uma criança. Eu quero fazer parte do negócio.
Quero mais.
Muito bem.
Então, demonstra que sabes liderar.
Tu vais decidir o que vamos fazer com os que te queimaram o carro.
Decido que não vamos fazer nada.
Isso não é decidir.
Ai não?
Então, e que é que tu decidias?
Eu?
Perguntava por aí.
Claro, Vasco. Tu e a porrada...
Realmente, és o rei da subtileza.
Sabes qual é a diferença entre eu e o Vasco, pai?
É que eu penso com a cabeça e ele pensa com os colhões.
Eu não percebo, Gema. Qual é o problema?
Nenhum.
Não é momento de atacar.
Não vamos lutar com umas crianças. Não achas, pai?
Muito bem.
Se é o que queres, deixamos estar.
Mas só desta vez.
Fogo!
Antón, então mas tu não sabes avisar?
Acabaste de me dar um susto! Olha que estou mal do coração!
Serviço de quarto!
Onde é que ponho o jantar?
Na sala de inverno, ao pé da chaminé, queres ver?
Tira a dentadura postiça, para não estragar o chão.
Olha-me este! Era o que me faltava.
Quantos anos é que tinha quando aconteceu aquilo ao filho da Carmen?
Onze ou doze anos?
Ainda não tinha onze anos...
Bem, ele deixou-o com o lábio de uma maneira!
Aquele homem nunca mais foi capaz de assobiar!
Chamavam-lhe o "Assobia".
Juan Antonio, o Assobia.
Sim, deu-lhe uma boa coça.
Deixou-o fino!
Foi o melhor show em direto que tiveste aqui, em toda a tua vida!
Sim senhor, o teu neto.
Campeão amador de Espanha, Antón. Parece fácil...
Quando eu faltar, ele só te vai ter a ti.
- Não, ele tem o tio dele, a anormal da... - Cala-te.
Estou a falar a sério.
E tu és dos poucos que o conhece bem.
Acho que não.
Deixou de contar comigo quando começou com o negócio da cocaína.
Não conte comigo. Não me lixes.
Se tu lhe faltares, ele fica sozinho.
Se isso é assim, é culpa dele.
Ou tu e eu somos os maus da fita, agora?
Achas que o deixamos sozinho e não o ajudamos?
A prisão deixa-te cego, Antón. Deixa-te cego.
Vê-lo ali sozinho, fechado, a comer merda...
Aquilo é uma merda, é verdade. E tu não vês isso!
A pena é muito traiçoeira. A pena não deixa ver a realidade.
A única coisa que vejo é o rapaz que tinhas aqui.
E está sozinho, Cesáreo. Sozinho.
Quando eu lhe faltar, não o ignores e ajuda-o.
Já toda a gente sabe.
O pessoal já sabe.
Foi... um acidente.
Temos que falar.
Vou buscar-te uma sandes.
Não te avisámos que não queríamos guerras, caralho?
Porque é que nos desobedeceste?
De que é que estão a falar?
Do Samu.
Eu não o matei.
Então, e estas feridas são de quê?
Do treino.
Ah, claro, que conveniente.
Vais perder a nossa confiança.
E a nossa proteção.
Não preciso da vossa proteção.
Ainda bem.
Porque já não vais ter.
Recorri à sentença, como combinado, mas não creio que consigamos mudar nada.
Calhou-te a juíza Andrade, conhece-la?
Porque ela não nos vai facilitar o trabalho.
Quero falar com o Valdés.
Claro. E não queres falar com o papa?
Tu falas por mim.
Diz-lhe para avisar o Merino e o Boza.
Deixaram de me proteger.
Porquê?
Estou calado há dois anos.
Sou leal...
Obediente.
Não me podem deixar na mão assim, à primeira.
Não vou permitir que isso aconteça.
Como assim "não vou permitir"? O que é que isso quer dizer, Coira?
Não sei, não sei!
É muito difícil de perceber o que é que se passa na cabeça do Nando.
Esse é o problema, nunca sabemos!
O Boza e o Merino garantem que foi ele que matou outro preso.
Foda-se. Era um soldado do João...
Lixou-nos bem! E mesmo assim, avisámo-lo!
"Não faças nada, nada!".
Os colombianos mataram o amigo dele. É normal que ele se passe da cabeça!
Eu não quero homens que se passem da cabeça!
O negócio está parado por causa dele! Somos empresários.
Nós, os empresários, queremos confiança, números.
E o que é que vamos fazer? Abandoná-lo outra vez?
Olha...
O Nando está mais do que amortizado.
Falem com o Sigüenza.
Isto sim, é tomar decisões.
Foda-se...
O que é que aconteceu?
Saber boxear ajuda a conseguir coisas aqui dentro.
Mas temos de lutar por elas.
Pois...
Sempre pensaste que a única forma de conseguir as coisas
era tirando-as aos outros. E olha para ti agora.
Avô, estás bem?
Não me chames avô!
Essa tosse é de quê?
Quando os jovens têm dores pensam sempre que vão morrer!
Quando tiveres a minha idade começas a preocupar-te
se não te doer nada.
Preciso de um favor.
Agora sim, já me estou a preocupar.
Quero que fales com a polícia portuguesa.
Pergunta-lhes por uma tal Daniela. Ela está a tentar contactar comigo.
Preciso de falar com eles sem ninguém saber.
E só posso fazer isso com a tua ajuda.
Olha, Nando, tu não és parvo. Sabes bem como é que são as coisas aqui.
É perigoso mudar de bando.
É mais complicado... Não te posso dizer nada.
Sim...
Só te posso pedir para confiares em mim.
É o último favor que te vou fazer. Não te faço mais favores.
Cuida de ti.
Tu também.
Antón Barrera?
Você chama-se Daniela, a inspetora que se encarrega
do caso do meu neto?
Há quanto tempo é que está aqui à minha espera?
Não muito, só um bocadinho.
O que quer de mim?
Podemos tomar um café?
Aqui perto há um café muito bom.
Estava onde o Samu morreu.
Isto prova que o cabrão do Nando o matou!
Muito bem. Tu és o CSI da prisão?
Porque é que nos vens dizer isto a nós?
Vocês protegem-no.
Já não.
Isso mudou.
O Nando está sozinho.
Pira-te.
Não tenho a tarde toda.
Não vou demorar.
Como é que tem passado?
Sei que tem ido ao médico.
Qual é o problema? Está a investigar-me?
Preocupa-me o seu neto. E estou preocupada consigo, também.
Deixe lá, não se preocupe tanto, eu estou melhor do que nunca.
Obrigada, mano.
Tem o branco do olho amarelado.
Icterícia.
Pode ser um problema hepático.
A sério?
Mas você é polícia ou médica?
Estou?
Avô, sou eu. Estás com ela?
Sim, passo-te agora.
Olá, Fernando.
Só tenho dois minutos. Ouve-me.
Eu preciso de ajuda para sair de aqui.
Não tenho essa autoridade.
Mas conheces pessoas que têm.
E porque é que eu haveria de ajudar-te?
Porque eu posso dar-te o que andas à procura:
Valdés.
Se isso for verdade...
Antes vais ter de me provar que posso confiar em ti.
Como?
Facilitando uma detenção.
Se alguém cair agora vou ser o primeiro suspeito.
Não é boa ideia.
Então, não te posso dar nada.
Vou dar-te um nome.
Mas tens de me prometer que vais atrasar as detenções
por enquanto, OK?
Mas sim, isso é possível.
E que nome é esse?
Um agente.
Ele chama-se Sigüenza.
Ele controla toda a droga aqui dentro.
Eu quero é o Valdés.
Já sei, mas é só o primeiro.
Virão mais.
Mas para isso você precisa de mim.
Se me ajudar...
eu posso ajudá-la.
Comigo, você vai chegar muito longe.
Inclusive, até ao Valdés.
OK.
Vou averiguar.
O seu avô quer falar consigo. Vou passar-lhe o telefone.
Não demore demasiado, se não, se calhar já não vou poder responder.
Nando.
Precisas de mais alguma coisa?
Não tens um helicóptero para me tirar de aqui?
Vou ver.
Se não, mando-te um bolo com uma lima.
Era fixe.
Avô, tenho de ir embora.
Cuida-te, vá.
Adeus, Fernando.
É um bom rapaz.
Mas a porcaria do dinheiro...
Não seja muito má com ele.
Não podes entrar aqui!
Onde é que está o teu amigo? Não sei.
Onde é que está? Não sei.
Sai daqui, ou queres levar, como ele?
Muro, o Nando precisa de ajuda.
O Nando precisa de ajuda. Tem de ser agora!
Muro, tem de ser agora!
Parem, filhos da puta!
Muro, não te metas.
Tens alguma coisa a ver com aquilo em que me meto?
Dou-vos dez segundos para saírem daqui vivos.
Vamos embora!
Sete...
Seis...
Cinco...
Quatro...
Levem-no à enfermaria. Rápido.
Julia!
Julia!
Depressa! Rápido.
Segura-o.
Ponham-no aqui.
Aqui.
Temos que levá-lo ao hospital, Julia.
Com cuidado.
Cuidado com a cabeça.
Sigüenza, peçam uma ambulância, por favor.
Não, nada de hospital.
O quê?
Tem um corte na cabeça. Não sei se o vou poder curar.
Tem de ir para o hospital!
Não! Faz o que puderes com ele.
E se morrer?
Menos uma despesa para a administração.
Filho da puta!
Todos fora daqui! Leva-os daqui!
Já!
Cujo.
Vamos lá ver.
Andor!
Tranquilo.
Calma, está tudo bem.
Está em isolamento.
Ninguém entra aqui sem a minha autorização.
Entendido? Entendido?
Não tens noção!
Ramón Sigüenza.
É o agente prisional há doze anos,
tem o processo limpo e o comportamento imaculado.
Nunca tínhamos reparado nele.
Pois não.
Nunca houve motivo de suspeita.
OK, continua com a investigação.
Temos a certeza que queremos confiar na palavra do Barreira?
Não sei.
Mas ele não tem outra hipótese para negociar.
Está desesperado. E pode ser uma boa oportunidade para nós.
Seguimos o Sigüenza?
Não, o outro carro.
Já sabemos quem é que paga ao Sigüenza.
Anxo López Palomo, natural de Vigo.
Trabalha em construção e venda de carros.
E pela tua cara, trazes alguma informação escondida.
Duas das empresas onde ele trabalhou pertencem ao Valdés.
Se esta informação for boa, Barreira é justamente quem nós procuramos.
Um verme que já lá esteja e que rebente a organização.
Como estás?
Tens sorte de poder dizer como estás.
Também, não me dói assim tanto.
Pois não, estás completamente drogado.
Quando o efeito passar, vais-me pedir heroína na veia.
Por pouco, acabavam contigo. Mais dois pontapés... e não estavas aqui.
Tu és a Júlia.
Amiga do Muro.
O que queres dizer com "amiga"?
Vendes-lhe receitas médicas.
Aproveitas a enfermaria para traficar.
Toda a gente faz negócios na prisão. É uma questão de sobrevivência.
Às vezes, até arranjo namorados.
Somos todas giras, aqui dentro.
- Porque é que não fui para um hospital? - Porque o Sigüenza não deixou.
- Tenho de ir já a um hospital. - Ei, calma.
Vais ter de mudar de planos.
Preciso de um telemóvel.
O menino precisa de mais alguma coisa, já agora?
De qualquer forma, também não podia. O Sigüenza deu novas ordens:
controlar tudo o que trazemos, em cada turno.
A desculpa perfeita, depois do outro ter morrido.
Ele acha que tu estás metido nisso.
- Não. - Claro, "fake news", não é?
Preciso de um telemóvel, por favor.
Já te disse que não.
Por acaso, queres que vá para a prisão, também?
Enquanto aqui estiveres, não vais ter problemas.
Estás seguro aqui, fica tranquilo. Estou lá dentro, se precisares de mim.
Antón, tens a certeza?
Viste o preço?
Cobra e cala-te.
Dá-me um saca-rolhas.
Cuidados paliativos, "Gran reserva".
Deixa-me ver.
Com que então, com o Muro?
Ainda funciona?
Ah, tu também queres provar?
Vá...
Quanto tempo é que vou estar aqui?
Por ser tu, cinco ou seis dias.
Endireita-te.
O que é que foi?
Qual é o problema?
Assim que lá chegar, vão acabar comigo.
Da próxima vez, vou parar à morgue.
Júlia!
O quê?
Este aleijou-se no braço, na oficina.
OK.
Olha, desculpa, mas fora da enfermaria eu não te posso ajudar.
Vais ter de te desenrascar sozinho.
Lamento.
O que é que aconteceu, homenzinho meu?
Vamos lá ver.
Agora temos um agente corrupto.
Uma ponte que liga um agente corrupto ao Valdés.
Não sabemos.
Não temos provas para mostrar que o agente é corrupto.
Nem de que o Anxo é um traficante.
Precisamos do Fernando Barreira. Temos que ajudá-lo.
Sim, mas isso é complicado. Vamos estar a violar a lei.
E ele irá virar-se contra nós.
Sim, arriscamo-nos a isso. Mas também...
Não vencemos os narcotraficantes sendo precavidos.
Além disso, se as coisas correrem mal eu vou assumir a responsabilidade.
Ei!
O que é que estás a fazer?
Polícia!
Polícia!
Para, Nando!
Estás bem?
Para o módulo 4.
Estás bem?
Foda-se!
Esse gajo está doido!
Aleijou o braço só para te fazer isto?
Agora percebes porque é que tenho de sair daqui?
E o que queres que faça?
No hospital ia ter uma oportunidade.
O Sigüenza nunca iria autorizar a tua deslocação.
E se for uma emergência?
Há presos que se auto-lesionam.
Sim... e se calcularem mal, acabam num saco.
Temos de saber o que fazemos.
Ouve-me bem.
Se beberes isto, são obrigados a operar-te.
OK?
É uma urgência.
É lixado porque dói muito.
Faz isto às oito, que é quando o Sigüenza sai.
Vai ficar mais fácil.
Esta noite? E só agora é que me avisas?
Quando é que querias que te avisasse?
Vai ao médico e vai precisar de ajuda.
Vou avisar o pessoal que tenho lá fora.
Tenta que não o matem. Que não se meta em problemas.
Olha para ela...
Gostas desse garoto maldito?
Gosto de tudo o que é produto local, Murito.
Até amanhã.
Olha, estão a ligar-te.
O que é que se passa? Estou a sair.
OK, OK. Obrigado.
Outro sicário?
Quantos vão mandar vir?
Não é nada disso.
É por causa do teu avô.
O que é que lhe aconteceu?
Morreu ontem à noite.
Tinha cancro há algum tempo. Estava nas últimas.
O que é que foi?
Não te tinha dito isso?
Amanhã é o funeral dele.
Dão-te autorização para ires ao funeral dele,
por ser o teu único familiar direto.
Queres ir?
Sim.
Obrigado.
Vais ter uma benemérita bem colada a ti
e vais voltar aqui assim que acabar, entendido?
Entendido.
Por mim, só saías desta prisão com os pés à frente.
- Olá, Cesáreo. - Cesáreo, uma merda.
Estava à espera que tivessem a decência de não aparecer aqui...
Antón é da família.
Sim, e vocês são a parte da família que lhe lixou a vida, e bem!
Sempre respeitamos o Antón.
-Rapariguinha...
O Antón não estaria nesse caixão se não fosse por causa do Nando.
E o que aconteceu ao Nando foi culpa vossa,
porque vocês são uns grandessíssimos filhos da puta.
Cesáreo.
Estamos numa igreja.
Então, esta que se preocupe com a água bendita...
Ainda vai queimar as mamas quando se for santificar.
O que é que foi?
O que é que foi?
Que teimoso...
Não me contaste nada?
Tu és o meu farol, avô.
Vou ter saudades tuas.
...estrela dos mares...
Obrigada, Antón, por fazer parte das nossas vidas.
E deixar a sua marca nelas.
Eu vos abençoo.
In nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti.
Podem ir em paz.
Demos graças ao Senhor.
Com licença, posso?
Vamos.
Boa tarde. Esta janela abre-se?
Sim, tens aqui uma porta, filho.
Obrigado.
Fernando?
Não está! Não está!
Entra.
Vá, entra. Esconde-te no banco de trás!
Daniela?
Rápido, não temos tempo!
Tragam o Barreira!
Filhos da puta!
Cabrão!
Guerra!
Que colhões!
Assim é que é!
Podes sair.
Isto é seguro?
É.
Podes ficar tranquilo.
Então, o plano vai para a frente?
Ouve, eu estou a arriscar demasiado.
Eu vou querer muito em troca.
Toma.
Estamos em contacto.
Só tens de nos dar informações contra o Valdés.
OK.
Mas eu quero saber uma coisa.
Se vocês me apoiarem, se eu precisar de vocês,
...apoiam-me?
Sempre que sejas honesto.
Isto só funciona se nós confiarmos um no outro.
Se não, estamos fodidos.
Tu estás fodida.
Mas eu vou estar morto.
TODAS AS PERSONAGENS, SITUAÇÕES E FACTOS CONTADOS NESTA SÉRIE,
INCLUSIVE OS QUE ESTÃO BASEADOS EM PESSOAS REAIS, SÃO FICTÍCIOS.
ESTA PRODUÇÃO NÃO TERIA SIDO POSSÍVEL SEM A COLABORAÇÃO DA GUARDA CIVIL.
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