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Isso aconteceu na véspera do solstício de verão de 1973.
Annie e sua filha Mia estão a caminho
da Comunidade de Stjärnberg.
Na casa de Torbjörnsson, Barbro arruma uma
barraca para ir em um evento nas montanhas.
Seu marido, Birger, o médico do distrito,
vai pescar com o policial Åke Vemdal.
Após uma discussão, Johan Brandberg
é jogado em um poço por seus meio-irmãos.
No entanto, ele consegue sair e pegar
carona com uma mulher desconhecida.
Como o namorado de Annie não a busca,
elas partem a pé para Stjärnberg.
Elas se perdem na floresta e encontram
uma tenda encharcada de sangue.
Quase 20 anos se passaram desde o assassinato em Lobberån.
O incidente se tornou uma força obscura...
que afetou a vida de muitas pessoas.
Annie liga para Birger no meio da noite.
Quando ele vai até a casa dela no dia seguinte,
Annie está desaparecida e sua arma também.
Björn?
Que tipo de cão de guarda você é?
Está mais surdo como uma pedra.
Fui ver se Annie estava em casa. Vi o carro em Strömgrensbygget.
Quando?
Ontem à tarde, quando estava dirigindo.
E quando cheguei hoje, ainda estava lá.
A arma dela também sumiu.
Por que ela levou a arma?
OUTONO DE 1991
Annie!
Annie!
Annie!
Annie!
Annie!
Annie!
Então você e ele, Johan, são um casal agora?
É muito recente.
Isso vai deixá-la muito irritada.
Sim, mas pelo menos será encontrada.
Talvez ela tenha quebrado a perna e precise de ajuda.
Deve estar procurando ajuda.
Esses malditos pássaros...
- Isso é um falcão vermelho? - Falcão peregrino.
Aagot me ensinou, eu pensava que se chamava
"falcão milagroso".
Porque ele parece tão estranho.
Tá, tá... nós estamos te vendo.
Annie!
BLACKWATER S01E02 legendas @drcaio
MEADOS DO VERÃO DE 1973
Já vou!
Os Strömgrens ligaram e perguntaram por Åke Vemdal.
Encontraram alguém em Lobberån.
Como encontraram alguém?
Tome. Beba um pouco de leite.
Não estamos longe de onde estivemos ontem.
Cuidado. Toque o mínimo possível.
Você os reconhece?
Acho que os vi no acampamento quando saímos.
Não toque em nada. Sente-se ali. Mova com cuidado
Mostre seus braços.
"Annie Raft".
"Karlbergsvägen 121, 11335 Estocolmo".
Você mora lá?
Sim. Eu morava lá.
- Para que você tem a faca? - Por nada.
Quantos anos tem a menina?
Ela tem sete anos.
E você vai para Stjärnberg no meio
da noite com uma menina de sete anos?
Eu não sabia que era tão longe.
- Onde trabalha? - Sou professora.
Mais recentemente, trabalhei na Mälarvågen Folk High School.
Sim, estudei no Colégio Pedagógico em Estocolmo
e na Academia de Música.
Terminei na primavera, mas ainda tinha...
um curso de verão de duas semanas em canto coral.
Por isso só pude sair agora.
E agora?
Agora vou ser professora das crianças de Stjärnberg.
- A comunidade Stjärnberg? - Sim.
E você vai morar com esse cara?
- Qual é o nome dele, seu noivo? - Dan.
- Ulander. - Ele é o pai da menina?
Não.
Estão juntos há muito tempo?
Desde que nos conhecemos no colégio.
- Ele trabalhava lá também? - Não.
- O que ele estava fazendo lá? - Ele morava lá.
Por que você voltou para a barraca?
Devo ter entrado em pânico.
Achou que ele tinha mais alguém na barraca? Outra garota?
- Sente alguma dor? Você dormiu? - Um pouco.
Está um pouco cansada? Coça muito?
Vamos ver se encontramos algo para parar a coceira.
- Vamos ver. Arde? - Um pouco.
- Muito bem. - Ei...
O que houve com o rosto dela? Foi espancada?
Não, foram mosquitos. Moscas varejeiras.
Pode parecer assim. Não tem problema.
Não sabe onde Dan está?
Presumo que esteja em Stjärnberg.
Mas você combinou para que ele fosse buscá-la?
- Sim, isso é bastante óbvio. - Mas ele não apareceu.
Isso te deixou triste? Ou com raiva?
Não, acho que confundimos o dia.
- Em pleno verão? - Sim.
Achou que poderia ser ele naquela barraca?
Você tem uma foto de Dan Ulander?
Não, ele não deixa ser fotografado.
Eu... eu vi um homem correndo.
- Onde? - Pelo rio.
Como ele era?
- Ele parecia um estrangeiro. - Estrangeiro? De onde?
Tipo... tipo um vietnamita.
- Eu sei que não é o Dan! - Sim. Será rápido.
Não é Dan.
Para a casa de Aagot, então. Sabe onde é, não?
Aagot Fagerlis, na estrada de lá.
Barbro queria passar a noite na montanha.
Para a manifestação.
Barbro, minha esposa.
E se tiver um maníaco lá em cima?
Ela aparecerá em breve, você vai ver.
- Åke Vemdal? - Sim, sou eu.
Detetive Inspetor Andersson. Detetive Inspetor Barkfors.
Você tinha pedido ajuda.
Sim, ótimo.
Eu ia começar isolando toda a área para...
ser capaz de registrar todos os movimentos.
O culpado ainda pode estar aqui.
Acho que preferimos ver a cena do crime.
- Esta é a Annie. - Quanto tenho que pagar?
Não, vocês duas apenas descansem por enquanto.
Ei, você vai me ajudar a escolher um livro?
Olhe. Como isto se chama?
O que está escrito? O que você acha que é isto?
- Um falcão peregrino. - Um falcão.
Está escrito "falcão peregrino",
mas sempre o chamo de "falcão milagroso".
Acha que ele parece estranho? Às vezes, mas ele é lindo.
Johan?
Björn?
Você viu Johan? Não estava em casa ontem à noite.
Sabe onde ele estava?
Talvez pescando. Não, não sei.
A comida está quase pronta.
Em seguida, jogou um balde de água para apagar o fogo.
Então tudo explodiu em seu rosto.
As sobrancelhas sumiram e o cabelo na metade da cabeça.
Parecia um leitão frito.
Ele é tão estúpido que sua esposa
deveria ser paga para tolerá-lo.
- Onde ele está? - Não sei.
Eu também não voltaria para casa se fosse ele.
Obrigado pela comida.
Sim, obrigado.
Ei. Vamos.
Torsten...
Não deve ser tão rígido com ele. Ele não quis
Noruega. Já estou cansada da Suécia.
Tudo tão medíocre.
Ou você é sueco?
Vou comprar cigarros.
Pode vir comigo?
Desculpe-me por um momento.
Reconhece esta barraca?
Queremos subir para Björnstubacken.
Por que não podemos chegar até lá?
Não podem ir. Está bloqueado.
- Que diabos está fazendo? - Maldita polícia...
- Você ainda esta aqui? - Estou vendo se Barbro vem.
Você terá que aguardar. Temos listas dos que podem ir.
- O que ele está fazendo aqui? - Trouxe Annie e a garota aqui.
A garota é holandesa. Ela havia alugado uma barraca de Lill-Ola.
Ele desmaiou quando viu.
Não sabemos nada sobre o cara. Não tem RG. Sem passaporte.
Curiosamente, sem calças também.
Eles encontraram um monte de rastros
de motos na estrada para a feira...
mas nenhuma moto.
Ele mal consegue dirigir sozinho para casa.
Quem estava na barraca? Era um menino e uma menina?
Já dei a ele um Diazepam.
Pode levar outro se precisar hoje ou amanhã...
mas não mais do que três por dia.
Havia estrangeiros, segundo soube,
e uma mãe com sua filha os encontrou.
Não sei. Agora tenho que me apressar.
- A propósito, você viu Barbro? - Não, por que deveria?
- Droga, o peixe. - O peixe?
Posso colocá-lo em seu freezer?
Fomos pescar ontem à noite. Vai estragar se eu não colocar.
- Que diabos está fazendo? - O quê?
Que diabos está fazendo?
Não... vá com calma. Pegarei o peixe mais tarde.
- Qual o seu nome? - Ylajali Happolati.
Achei que você não sabia finlandês.
Nunca diga isso a uma sueca finlandesa.
Acabei de inventar essa história
de Happolati. Você parecia estar com fome.
Pode me chamar de Ylja. Tudo bem.
Quantos anos você tem?
Dezessete.
Você está realmente a caminho de algum lugar?
Você fez alguma bobagem.
Se precisar refletir, pode ficar um pouco conosco.
Minha família tem um lugar.
Você sabe o que é isto?
- É alguma droga que conheça? - Não.
- Encontrou uma seringa? - Não.
Aqui está. É Barbro. O que diabos é isso?
"Barbro Lund e filho". Saíram do local.
Esta é a Barbro. Chama-se Lund.
Então, esse era o nome de solteira dela.
Ela o usa quando assina suas fotos.
Sim, ela foi interrogada esta manhã.
Aqui está sua esposa.
Não precisa se preocupar. Vá para casa agora.
Por que não me disse que seu filho estava lá?
Olá?
Barbro?
Barbro?
O que está fazendo? Não soube do assassinato?
Sim, é horrível.
"Barbro Lund e filho", dizia.
Sim. Brincávamos que eu tinha idade para ser mãe dele.
Quem?
Um dos manifestantes. Um cara jovem.
Isso foi antes de sabermos o que tinha acontecido.
Era um jovem manifestante.
Como o chamavam? "Salvador do rio".
- Aquele com o cabelo de Jesus? - Sim, esse mesmo.
Está com fome? Posso fritar o peixe que pescamos.
Não, está tudo bem.
Temos limões.
Acho que também tem Mosel na geladeira.
Por que não estava com os outros?
Onde você estava?
Em Stjärnberg. Não se preocupe. Não vi nada.
Ligue para Åke Vemdal.
Pode ser ele que estão procurando.
Eles terão que descobrir por conta própria.
Do que você está me acusando?
- Só estou tentando entender. - Bem, você é incrível.
Pessoas foram assassinadas e você faz uma cena de ciúmes.
Pare... Estava preocupado com você.
- Quão infantil você pode ser? - Barbro...
Por que você é sempre tão mesquinho?
Solte-me. Não quero.
- Olá, Dan! - Olá, Mia!
- Onde está a Annie? - Ela está dormindo.
Vou entrar e falar um minuto com Annie.
Espera aqui.
Por que você não estava no ônibus?
Acabei de descer do ônibus.
Tínhamos combinado ontem. Véspera de verão.
Você está aqui desde ontem?
Você pensou que era a véspera de verão?
Sinto muito. Como? Sinto muito.
- Como você nos encontrou? - Calma.
Fui... Fui eu.
Fui eu quem os encontrou. Na barraca.
Filho da puta...
Vou dar um telefonema rápido.
- Está coçando. - Eu sei. Deixa eu ver.
Teremos que passar uma pomada.
- Quem era? - Ninguém em particular.
É meia-noite e os trens estão parados.
Já bebi meu brinde à derrota.
Quero ir para casa!
Para um anjo com quadris quebrados
que se queimou na fogueira do silêncio...
Mas querida, agora vamos para Stjärnberg.
Não iremos para onde fomos ontem.
As outras crianças estão esperando por você.
Vamos morar lá com eles.
Sim, estão ansiosos para conhecê-la.
Está cansada. Foi uma noite difícil para ela.
Quero ir para casa! Quero ir para casa!
Já chega, sim?
- Pare, Mia! Chega! - Quero ir para casa!
- Você pode parar? Pare! - Sim, calma...
Mia, pare. Pare!
Pare, estou mandando!
Mia! Pare!
Calma. Chega. Basta. Basta.
Ei, nós não vamos... Pare com isso!
Chega. Dan conhece outro caminho.
Não será como ontem.
- Não quero! - Você precisa!
Sinto muito. Vamos.
Ainda dá tempo de mudar de ideia.
O quê?
- Se você realmente quiser. - Que diabos você está falando?
Perdi meu emprego por sua causa.
Vendi minhas coisas e desisti do meu apartamento, tudo por você.
Não tenho nada para onde voltar.
Então não, não posso me arrepender.
Certo, tudo bem.
Vamos continuar.
- Ele não voltou para casa. - O quê?
Johan não voltou para casa.
Algumas pessoas foram encontradas
em uma barraca em Lobberån.
Eles foram assassinados. Turistas.
Turistas? Rapazes, vocês viram Johan?
Espero ter uma boa explicação quando chegar em casa.
Embaixo da sua barriga gorda pende seu
pênis como uma tulipa dourada...
Embaixo da sua barriga gorda pende seu
pênis como uma tulipa dourada...
Há uma estrada aqui?
Abrem novas estradas para madeireiros o tempo todo.
Em breve haverá derrubada de árvores.
Mas esperamos que não cheguem muito perto de Stjärnberg.
Peter não quer que os usemos.
Como? Não pode andar sobre eles?
Ei...
Venha.
Mia...
Já estão aqui!
- Bem-vinda. - Annie.
Sou o Peter. Você deve ser Mia, então.
Duas bravas peregrinas.
Sigam-me.
Bem-vinda. Estávamos ansiosos
para conhecê-la. Meu nome é Brita.
Sigrid e Gertrud, digam olá para Mia.
Bom dia.
Bert e Enel.
E aqui temos a Önis, direto da ordenha.
Oi. Marianne Öhnberg.
- Pode me chamar de Önis. - Annie. Raft.
Devem estar exaustas depois da caminhada.
- Dan vai te dizer onde ficar. - Dan?
Por favor, mostre a Annie e Mia onde elas vão dormir.
Vamos comer em breve.
Venha aqui.
Lotta?
- Lotta? - Sim.
- Estas são Annie e Mia. - O quê?
Olá.
Vou deixá-las à vontade. Organizem como quiserem.
Vou pegar alguns cobertores.
Isso é grátis?
Você não quer morar com outra pessoa, não é?
Como? Não, não...
Quem mora aqui? Bem, eu sei
quem mora aqui, mas em que casa?
Sim, só tem esta. Sim, e a casa principal.
Peter e Brita moram lá.
Bert e Enel moram lá com seus filhos pequenos.
E Önis mora lá com Mats.
Mas há apenas uma cama.
Ou há duas camas. Uma destas.
Mia, você quer dormir no andar de cima ou no andar de baixo?
Vai ser muito legal.
Podemos colocar lençóis aqui, vai ficar como uma cabana.
Por que os dentes dela estão tão brancos?
Mia...
- Está doente? - Droga! Quieta.
Droga! Droga!
Não fique assim!
Peter! Não quero viver com elas!
Peter!
Não quero viver com elas!
O que diabos é isso?
Você disse que teríamos nossa própria casa, você e eu.
Agora não pode ser.
- Mas você disse isso. - Sim, mas tudo bem assim.
Não?
- Aquela Lotta ficou brava. - Não liga. Ela não está bem.
- Por quê? - Ela está de mau humor.
Os... os dentes dela estão caindo.
Ela está sendo tratada?
Ela está aqui. Isso basta.
Vamos caminhar a última parte.
55 minutos. Você pode ficar com a bebida.
Aqui você pode soltar a enguia.
Você pode dormir no galpão.
Você e eu primeiro temos que fazer uma coisa.
E então deixarei você dormir.
Mia, você tem que comer alguma coisa.
Pelo menos tente.
É feio sussurrar.
- O cheiro é nojento. - Mia!
Como chulé de sapato.
Desculpe...
A garota está certa.
Cheira a couro, não?
Bela imagem, Mia.
Parece que você tem uma boa linguagem.
O leite que bebemos aqui é leite de cabra.
Cheira um pouco diferente, mas você se acostuma.
Ficaram sabendo? Pegaram a Yvonne em Röbäck.
Ela cruzou a fronteira com uma carga. Maconha.
Ela estava indo para uma festa com dois noruegueses
quando os policiais a pararam.
Mas ela disse que não tinha vendido nada.
Aquela porcaria não poderia ser vendida de qualquer maneira.
- Ela ainda tem o ônibus VW? - A alfândega está de olho nele.
Mas eles encontraram a plantação na fenda da montanha?
Não se preocupe, está intacta.
- Lotta dorme na outra casa. - Mia está lá em cima.
Ela está dormindo.
Annie!
OUTONO DE 1991
- Ei, continuamos esta noite. - Sim.
Sim, paramos por aqui.
Vá para casa comer, vejo você às sete.
Se Annie estiver por aí, precisamos encontrá-la.
Não temos tempo a perder.
Oi, mamãe.
Quer comer algo? Björne e eu acabamos de comer.
- Como ele está? - Está bem.
Ele vai levar eletrochoques uma vez por mês, mas tudo bem.
Não sabia que você conhecia Mia Raft.
É minha namorada.
Você colocou a fazenda à venda?
Sim, quero vender desde que Torsten morreu.
Você não veio ao funeral.
Por que você é tão difícil? O que eu fiz?
Quero que saiba que tudo o que fiz, fiz por você, Johan.
Você não precisa fazer isso.
Sim, tem que ver o óleo de vez em quando.
É preciso mais do que você pensa.
- Muito tempo sem ver. - Sim.
Soube que você mora no galpão.
Sim.
É bem alto. Eu gosto de lá.
Você acha que vamos encontrá-la?
Ela é simpática, Annie.
Continuaremos procurando.
Annie!
Annie!
Annie!
Não! Não!
Solte-me!
Não!
Não!
Mamãe!
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