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A ESPI�
Voc� provavelmente est� pensando: "Guerra - isso n�o � da minha conta."
Bill tamb�m.
Mas essa n�o � a natureza da guerra.
Ela for�a voc� a escolher um lado.
AO POVO NORUEGU�S
Talvez nunca ouviu falar de Bill, e isso n�o � surpreendente,
porque tudo o que ela fez foi classificado como segredo.
Mas talvez voc� a conhe�a como Sonja Wigert.
N�o?
Em parte, � minha culpa que o nome dela tenha sido esquecido.
� hora da hist�ria de Bill vir � tona.
Outros podem julgar se � verdade ou n�o.
Pelo menos esta � a minha vers�o dos fatos.
O que quer que isso possa trazer agora.
Senhoras e senhores, recebam Sonja Wigert!
Obrigada a todos que est�o aqui conosco hoje. � um �timo dia.
Espero que possam sonhar um pouco com este filme,
rir um pouco e celebrar a vida.
Voc�s merecem. Desejo a voc�s uma sess�o maravilhosa!
Obrigada. Por que h� t�o poucos colegas aqui? Ningu�m do teatro.
Estou aqui.
Fiquei feliz por ter voc� aqui.
Falo de cora��o. Sa�de. E obrigado pela boa companhia.
Comiss�rio do Reich.
- Ela � boa, n�o acha? - Sim. Goebbels vai gostar dela.
Eu n�o sabia que ela tinha uma apar�ncia t�o... loira.
E o tipo certo de loira. Radiante.
Bela descoberta, Sinding.
Goebbels vem a Skaugum para um jantar no fim de semana.
- Fa�a com que ela venha. - Claro.
Voc� pode come�ar minha carreira. Poder�amos ficar juntos para sempre.
- Inspirando e dando vida um ao outro. - Juntos? Voc� e eu?
Foi realmente uma honra, Comiss�rio.
Vou acelerar o processo da melhor maneira poss�vel. Muito Obrigado.
Eles amam voc�! Toda a Noruega te ama, Sonja.
H� algu�m com quem voc� deve se encontrar durante o jantar.
Nosso sonho parece que vai se tornar realidade em breve.
Recebi sinais muito positivos de que "Else" ser� transformado em filme.
Com voc� no papel principal e eu como diretor.
Isso � verdade? Voc� est� dizendo a verdade?
Voc� vai a este jantar no Skaugum no s�bado.
- Canto em Estocolmo na sexta-feira. - Pegue o trem noturno.
E o visto?
Est� tudo preparado. Visto, ingressos...
- N�o se preocupe. - Vipsen? Espera!
Compreendo. Isso � fant�stico. Muito obrigada. Obrigada.
Por que est� indo? Voc� n�o quer tomar um copo e comemorar?
Olha em volta. Voc� quer ser celebrada por essas pessoas?
- � apenas plateia. - Sonja...
Quero que as pessoas descansem, se divirtam. Isso � errado?
N�o. Fique calma, mas vou para casa.
Se eu for vista com esta gente, amanh� estou demitida.
Relat�rio baseado em jornais noruegueses.
No dia seguinte � invas�o alem�, Quisling virou primeiro-ministro.
Duas semanas depois, Hitler o substituiu por Josef Terboven
que o nomeou comiss�rio do Reich para a Noruega.
Ele baniu todos os outros partidos e censurou � imprensa.
Ele se mudou para a resid�ncia do Pr�ncipe Herdeiro.
As consequ�ncias disso para a pol�tica de seguran�a sueca
explicarei em relat�rios posteriores.
Salve Hitler.
Precisamos de um informante perto de Terboven. Tenente Akrell.
Tamb�m h� rumores de que os alem�es querem nos atacar.
Mas j� escrevi isso em um relat�rio secreto.
A bagagem foi carregada para baixo e o carro chegou.
- Obrigada, Rudolf. - Veio com um mensageiro.
Com um mensageiro alem�o.
Coisas importantes?
Nada. Obrigada pela agrad�vel estadia.
Foi um prazer t�-la conosco, Sra. Wigert.
"Else" de Kielland...
De acordo com as estat�sticas, o n�mero de roubos dobrou.
Nosso novo seguro residencial, inclui prote��o contra isso.
Fomos chamados de escrit�rio C. Para o exterior uma seguradora,
na realidade, uma rede de espi�es trabalhando para mim.
Mesmo se nenhuma for�a hostil tivesse marchado contra n�s,
o mesmo aconteceu com todos os pa�ses em guerra.
Estocolmo estava repleta de espi�es nos espionando e uns aos outros.
Ningu�m confiou em ningu�m.
Ol�! Voc� n�o est� voltando para Estocolmo?
Sim, mas pensei muito em voc� ontem. Eu senti sua falta.
Voc� recebeu nossa mensagem ontem?
N�s n�o participamos desse absurdo de rela��es p�blicas alem�s.
- Eu vou cozinhar algo para voc�. - N�o h� necessidade.
Voc� perdeu peso. Eu cozinho alguma coisa.
Ent�o?
Sonja...
Venha aqui.
Muito pat�tico para um homem adulto se esconder e fumar, n�o �?
Isso � rem�dio, papai.
Mostre-me.
Sonja, este cineasta, Leif Sinding...
N�o quero que nosso nome seja associado a ele.
Ele � um traidor condenado.
Como voc� pode trabalhar com ele?
Voc� parece n�o entender a gravidade da situa��o.
Devo interromper minha vida e minha carreira,
s� porque tudo isso est� acontecendo aqui?
Quantas vezes voc� j� me disse para "aproveitar a oportunidade"?
- Acha que � isso que est� fazendo? - Sou apenas uma atriz.
Voc� n�o pode se esconder atr�s disso.
Voc� tem que escolher um lado.
N�o importa o que voc� interrompa para fazer.
Sonja? Sigvald?
Claro, n�o quero ser vista como amiga dos nazistas.
"Else" � um cl�ssico, entretanto, e Leif � um bom amigo.
Acalme-se, Sigvald.
N�o podemos parar de fazer filmes, fazer teatro
e escrever livros s� porque h� guerra!
Que tal a sobremesa?
Sonja Wigert. Nasceu em 11 de novembro de 1913 em Notodden.
Filha de Sigvald Hansen e Carmen Kirsebom.
Formada na escola estadual de artes e of�cios.
Mas trabalha como atriz desde sua estreia no teatro em 1934.
Conhecida e amada na Noruega por pap�is no cinema e no teatro.
Conhece parte da elite cultural norueguesa. Noruegueses e alem�es.
Existem planos para um filme em que ela ter� um grande papel.
O pai e seu irm�o Knut t�m liga��es com o movimento de resist�ncia.
Sonja, por outro lado, n�o parece estar totalmente convencida.
O que voc� fez na Noruega? Voc� me entende?
Levante-se. Levante-se!
- Ele n�o entende alem�o. - Sente-se.
Sente-se imediatamente! Entendido? Caso contr�rio, vou expuls�-la!
Vadia mimada!
Levante-se. D�-me seu passaporte e mala.
Levante-se!
Casada com Torsten Flod�n, dramaturgo sueco.
Mas o casamento parece estar mais ou menos em dissolu��o.
Laura Jonsson saiu de seu apartamento logo ap�s o almo�o.
- Correndo. - Senhorita?
- Laura Jonsson? - Assistente da Sonja no teatro.
N�o � bom.
Voc� se esqueceu disso!
De modo nenhum.
Ent�o agora � minha culpa? Eu sou o vil�o?
Pobre Sonja. Voc� n�o transou para pegar novos pap�is?
Saia!
- Vale a pena o esfor�o? - Acho que sim.
Ela � fluente em alem�o e ingl�s e pode se expressar em franc�s.
Seu status, seus contatos e talento tornam Sonja Wigert �nica para mim.
O governo tem que acordar.
Os alem�es levaram apenas alguns dias para invadir a Noruega.
Uma invas�o da Su�cia para impedir a interven��o dos Aliados
� n�o apenas prov�vel, mas tamb�m �bvio.
Eu compartilho sua preocupa��o. O ministro tamb�m.
Politicamente, essa quest�o � muito sens�vel. Vamos come�ar uma guerra?
Droga, olhe ao redor. Uma guerra j� est� acontecendo.
Graus de longitude. Latitude.
Eles est�o mapeando nosso arquip�lago. Neste momento.
Ilhas, profundidades, alturas de pontes, instala��es militares.
E algu�m est� enviando este material da Su�cia.
Uma de nossas andorinhas, Srta. C, acha que isso � um c�digo.
Essa "Maria" � uma espi� que se reporta diretamente a Berlim.
- Voc� tem uma teoria? - Algu�m com simpatia pela Alemanha.
Parentes na Alemanha, passado militar...
um caixeiro viajante ou jornalista.
Tor�a para sua andorinha fornecer evid�ncias concretas.
Droga.
Este � o infame cavalo de Troia.
Modernizado para a quinta coluna.
Major Quisling � um papagaio.
Ele imita o melhor que pode.
Parecemos apenas meninos pac�ficos.
Que pena! Voc� � uma vergonha para a Su�cia, Karl Gerhard!
Porque o que a Europa proclama em voz alta.
Esse poder est� certo agora recebeu um s�mbolo.
- Meu Deus, quem � voc�? - Calma, Sra. Wigert.
Eu sou do ex�rcito sueco.
- Eu s� quero falar com voc�. - O que voc� quer de mim?
Sinto muito se te assustei.
Meu Deus... os militares suecos?
Sua enorme popularidade d� acesso a muitos ambientes.
Isso � muito valioso pra mim. Portanto, quero ir direto ao ponto.
Eu quero que voc� pegue o trem noturno para Oslo hoje � noite
e v� ao jantar.
Como voc� sabe sobre o jantar?
N�o sei como voc� vai lidar com sua popularidade, mas...
quer que o que aconteceu na Noruega aconte�a aqui tamb�m?
Voc� n�o quer que a Su�cia continue a ser livre?
Os alem�es mapeiam a costa sueca,
para descobrir como eles podem nos invadir tamb�m.
Os espi�es est�o trabalhando nisso agora.
Toda a a��o � liderada por Josef Terboven.
O qu�?
Voc� estava no trem? Voc� tem me seguido?
Pe�o a voc�. V� para este jantar.
Eu quero que voc� mantenha seus olhos e ouvidos abertos.
E que eu destrua qualquer conex�o com minha fam�lia na Noruega?
Trata-se do futuro de uma na��o inteira.
O que voc� acha que vai acontecer se eles invadirem aqui?
O que vai acontecer com este teatro?
N�o acredita que seus colegas de teatro correm grande perigo,
e podem ser colocados em frente a uma parede e executados?
Eu preciso de voc� neste jantar. A Su�cia precisa de voc�.
- Mas eu n�o preciso de voc�. - V� para Oslo. Pe�o a voc�.
Obrigada pelas flores.
� uma pena, Frau Wigert. Para voc� e para n�s.
Caso mude de ideia:
Caf� Blom. Pe�a um assento na janela.
Estava bem esta noite. Tem talento para ser outra pessoa.
Deixe-me apresent�-lo ao diretor deste filme.
- Eu quero conhecer essa atriz. - Coloquei-a bem perto de voc�.
Este � Leif Sinding. Leif, este � o ministro da Propaganda.
- � uma honra, senhor ministro. - Da mesma forma.
- Onde ela est�? - N�o se preocupe, ela est� vindo.
Vamos! Vamos.
- Sra. Wigert. - Patrik.
- Voc� est� bonita. - Apenas joguei algo em mim.
Onde est� Flod�n?
Voc� vai ler isso na imprensa de fofocas em breve.
- Eu o chutei dessa vez. - H� homens melhores.
Que mentira! Vou morrer sozinha e esquecida.
Tenho o negativo da fotografia de Hemmet comigo.
- Voc� queria. - Sim. Obrigada, obrigada.
- Venha tomar uma bebida. - Eu n�o posso fazer isso.
- Tenho que tirar fotos. - Fazemos assim, e depois assim...
Perfeito. Vamos.
Muito obrigada! Voc�s s�o maravilhosos!
Mas agora o rouxinol precisa de uma bebida. Talvez mais tarde.
Obrigada!
- Sra. Wigert! - Bar�o von Gossler!
N�o, oh, n�o...
Que apresenta��o maravilhosa! Apresento-lhe Albert Finke.
Nosso chefe de turismo. Voc�s j� se conhecem?
- Sonja Wigert. - Albert Finke. Estou honrado.
Eu sou um grande admirador de seus filmes
e seu trabalho no palco.
- Quanto voc� sabe sobre mim! - Sou o gerente de turismo.
Tamb�m gostaria de apresentar Andor Gellert a voc�.
Adido na embaixada da Hungria. Senhor Embaixador!
Vamos dan�ar?
O trem provavelmente est� atrasado.
Transporte noruegu�s... Temos que trazer trens para l�.
Voc� me ouviu.
� dif�cil de explicar Mas n�o precisa ser t�mido.
Estou pensando em voc�.
O c�u � o limite Voc� me ouviu.
- Estou me retirando agora. - Boa noite.
Chame o Fehlis, Comandante da Pol�cia de Seguran�a.
Heinrich. � sobre uma pris�o.
Sr. Sigvald Hansen? Prenda este homem!
Diga-me o porqu�.
- Deixe-a paz! - Sigvald!
Sim!
Sim?
- Sigvald Wigert? - Sim.
Sim.
- Ol�. - Ol�. Posso ter um assim tamb�m?
Voc� tem um assento na janela?
Meu Deus.
- Sra. Wigert? - Meu pai foi levado para Grini.
Voc� foi muito est�pida por n�o ir ao jantar.
Sente-se. Estou convencido de que eles n�o est�o atr�s de seu pai.
Mas voc�, Frau Wigert. Uma estrela para a m�quina de propaganda.
Meu pai tem problemas pulmonares. H� algo que eu possa fazer?
Espero que sim.
"Maria". � um pseud�nimo.
Acreditamos que Maria � uma engrenagem em um jogo sobre a Su�cia,
que n�o devemos perder.
- Quero o nome e o rosto da Maria. - O que isso tem a ver com meu pai?
Uma pessoa pode libertar seu pai e tamb�m nos levar a Maria:
Josef Terboven.
Mas temos que come�ar de novo agora.
Tem que encontrar uma maneira de voltar a entrar em contacto com ele.
Encontre uma desculpa para n�o comparecer ao jantar.
Como isso funciona?
N�s nos ajudamos.
N�s temos um acordo?
Haver� um acontecimento na embaixada da Hungria.
Com alem�es de Estocolmo e pessoas das outras pot�ncias do Eixo.
E nessa noite tamb�m estar� um Sr. Hartmann.
Ele � um velho amigo de Terboven. Eles estudaram juntos.
Se conseguir fazer com que ele d� a Terboven um pedido de desculpas...
Como posso saber quem ele �?
Ele � bonito, de olhos azuis e provavelmente muito popular.
Certifique-se de que ele a coloque em contacto com Terboven.
Eu estava morrendo de medo! Eu estava com essa venda.
Fui levado para o por�o.
- Posso ajudar? - Boa noite.
- Voc� n�o me reconhece, n�o �? - Eu devo?
N�o fomos oficialmente apresentados um ao outro no sal�o de Berna.
Eu n�o sabia que voc� tinha sido convidada.
Eu fui. Pelo menos eu deveria ter sido convidada.
Como assim?
Voc� realmente nunca ouviu falar de Sonja Wigert?
Talvez voc� seja novo aqui.
Voc� deve se familiarizar com as informa��es mais importantes...
Voc� � muito ousada.
- Ent�o vai me deixar entrar? - Esta � uma festa privada.
Tenha uma boa noite.
Eu gostaria de poder desejar o mesmo a voc�.
- Sra. Wigert! - Ol�.
- Meu pequeno rouxinol. - Meu cavaleiro.
- Sr. Gellert. - Sr. Von Gossler.
- Voc� n�o vai embora, n�o �? - Houve um mal-entendido.
Este homem quer me expulsar.
Voc� n�o vai cantar para n�s depois?
Exatamente!
Vou cantar aqui hoje.
- Voc� quis estragar nossa noite? - De jeito nenhum, Sr. Finke.
Ent�o vamos?
Au Revoir. Agora vamos tomar uma bebida muito boa.
Eu fui convida para um jantar outro dia
em homenagem a um alem�o bem conhecido na Noruega.
- Voc� nos d� licen�a? - Claro, Sr. Hartmann.
No entanto, fui impedida de ir.
E n�o pude recusar.
Isso me deixou t�o desesperada. Eu penso nisso o tempo todo.
- Eu n�o sei se voc� entende... - Claro. Venha.
Quem era este conhecido alem�o?
Voc� pode me dizer.
Um certo Herr Terboven.
Eu gostaria que algu�m pudesse passar minhas desculpas.
Posso fazer isso por voc� quando me encontrar com Terboven amanh�.
Voc� conhece ele? Voc� faria isso?
- Ou... talvez agora? - Agora mesmo?
Seria poss�vel? Ent�o, eu n�o preciso mais me preocupar.
Venha comigo.
Desculpe o inc�modo. Tem uma linda jovem que quer falar com voc�.
Sim. Claro.
Sr. Terboven? � Sonja Wigert.
Seu convite foi t�o legal e pessoal.
Ent�o, eu queria me desculpar pessoalmente por n�o poder ir.
Tive problemas conjugais e...
Eu s� queria dizer que fiz o papel de Else em...
Sim, entendo que existem alternativas, mas...
Sim, eu entendo. Claro, senhor Comiss�rio.
Sim. Adeus.
Entendo. Bom.
- Venha aqui! - N�o! N�o quero.
- Eu disse n�o! - Sra. Wigert.
Voc� n�o vai cantar para n�s?
Todos est�o esperando por voc� e seu maravilhoso talento.
Sra. Wigert? Este homem n�o faz parte da delega��o h�ngara.
N�s o mandamos para seu hotel. Portanto, fique � vontade para ficar.
Obrigada, mas � tarde. Eu tenho que ir pra casa.
- Cantou de forma maravilhosa. - Obrigada.
Posso te mostrar uma coisa?
- Voc� vai gostar. - O qu�?
� uma surpresa. Eu n�o vou te decepcionar.
Eu aprecio o que voc� fez l�.
Mas estou t�o cansada e voc� tem que cuidar dos convidados.
Tudo bem. Talvez outra hora. Boa noite.
Que surpresa?
Surpreenda-me.
- S� cerveja � servida aqui. - Ent�o me surpreenda com cerveja.
- Ol�. - Ol� Andor.
Ol�. Sonja.
Est� bem. Quando a senhora e eu tivermos uma cerveja.
Voc� j� ouviu falar do Blue Note? � um clube de jazz em Nova York.
Pequeno como uma sala de estar, mas sempre cheio.
- Cheio de pessoas que amam jazz. - Parece maravilhoso.
Eu quero ir l�. Quando essa maldita guerra acabar.
Ela est� esperando pelos close-ups desde o in�cio da manh�.
E estamos filmando em frente a uma grande cachoeira.
- Liga��o. - N�o, agora n�o.
- Viro para o cameraman... - Telefone para voc�.
Ent�o ela cai na cachoeira e a c�mera n�o funciona.
- � o Comiss�rio do Reich. - O que voc� disse?
� o Comiss�rio do Reich.
Sim, senhor Comiss�rio?
Fazer um teste?
Sim, isso pode ser feito. Sem problemas.
Muito obrigado.
Sim!
Tenho que voltar para a Noruega.
Para os meus pais. � um assunto de fam�lia.
- N�o. - Andor, eu realmente tenho que ir.
Esteja interessada, ou�a-o.
Anote tudo, escreva e depois relate para mim.
Escrever relat�rios e ler tudo? Eu tenho que ir para testar as fotos...
Os pulm�es do seu pai n�o est�o muito saud�veis, est�o?
Far� o que eu disser. Caso contr�rio, vamos esquecer isso.
O que devo fazer?
Preciso de detalhes sobre Maria.
O que exatamente devo fazer?
Voc� sabe muito melhor do que eu.
Quem � Bill?
� voc�.
N�o o subestime. Terboven � culto e inteligente.
Ele parece encantador e at� humano.
Mas n�o se esque�a de que ele � movido por sua ideologia nazista.
- Muito obrigada. - Vem c�.
Pense na c�mera como seu oponente.
A c�mera � o guarda da pris�o.
Sil�ncio! Rodando. Som! C�mera!
E... a��o.
O que estou fazendo aqui? Neste lugar deserto?
Posso ter cometido muitos erros, mas acabar aqui na pris�o?
- N�o, Leif, podemos...? - N�o pare. Continue.
- Estou me sentindo doente. - Por favor.
O que estou fazendo aqui? Neste lugar deserto?
Posso ter cometido muitos erros, mas acabar aqui na pris�o?
Quando as pessoas me veem, elas veem isso do lado de fora.
Uma pobre pulga. Mas nem sempre foi assim.
Minha fam�lia � rica.
Meu pai � poderoso.
E n�o vou ficar mais aqui.
Estou aqui porque fui for�ada.
Como sempre na vida de uma pulga. Eu fui for�ada.
N�o se atreva a ir agora. Eu n�o vou deixar isso acontecer.
Se voc� exige justi�a, se voc� quer que este mundo se torne melhor,
ent�o voc� deve me tratar de acordo.
N�o sou t�o idiota quanto pare�o.
E voc� n�o � t�o pat�tico a ponto de me deixar aqui.
Seu desgra�ado.
N�o h� justi�a, pequena pulga.
N�o existe uma resposta f�cil, apenas a quest�o do certo e do errado.
Bravo! Kielland teria gostado muito, muito.
- Josef Terboven. - Sonja Wigert.
� um prazer. Voc� conhece seus outros trabalhos?
- "Gift" � meu livro favorito. - "Gift"?
"Poison", sim. Estou lendo agora.
Talvez possamos discutir isso mais durante o jantar?
Posso te enviar um carro esta noite?
Sim.
Adeus... Sr. Comiss�rio do Reich.
- Ol�, Sigrid. - Voc� voltou?
- Sr. Gleditsch. - Voc� voltou?
E voc� n�o me avisou? Voc� gostaria de se sentar conosco?
Isso...
Sr. Gleditsch. Parab�ns por tudo o que voc� faz no teatro Trondelag.
J� ouvi tantas coisas boas. Como est� indo l� em cima?
Funcionando. N�o � poss�vel,
que voc� recentemente levou Vipsen a uma festa nazista.
E voc� n�o parece ter vergonha disso.
Voc� est� andando por a� com aquele maldito Sinding.
- Voc� est� aqui com ele? - Ele entra na matilha nazista.
Isso manchar� o seu nome quando o vento mudar.
Se voc� tiver um nome quando isso acontecer.
Fiquei feliz em te ver novamente. Henry.
- O que voc� est� fazendo aqui? - Vibeke.
Este � M�ller-Scheld, o adido cultural alem�o na Noruega.
Ser� um grande esfor�o.
- O maior da hist�ria da Noruega. - Mas, Sra. Wigert...
Estar� recebendo uma grande responsabilidade,
ao representar o papel de Else.
N�o vamos contratar qualquer atriz.
N�o, quem ficar com a fun��o nos representar� externamente.
Representar� a coopera��o entre o povo noruegu�s e o Terceiro Reich.
Vai representar a frente do movimento nacional-socialista.
- Voc� est� t�o animada quanto eu? - Claro que est�.
Compartilha nossa ideologia? Compartilha nossa vis�o do futuro?
Claro.
Eu realmente gostaria de ouvir isso da Sra. Wigert pessoalmente.
Diga-me, Sr. M�ller-Scheld...
- Voc� � crist�o? - Crist�o? Sim.
- Voc� acredita em Deus? - O que isso tem a ver com o assunto?
Prove que voc� acredita em Deus.
- Eu n�o posso fazer isso. - Exatamente.
Nem posso provar em que acredito.
Eu estou do seu lado. Acredite em minhas palavras.
Bebemos a isso.
- Viva Hitler. - Viva Hitler!
"Os Aliados est�o reclamando da costa."
"Reclamam o tempo todo."
"A costa que a Alemanha conquistou."
"Fran�a, Espanha."
"Os Aliados reclamam o tempo todo."
- Sra. Wigert! - Comiss�rio Terboven...
- Voc� j� esteve aqui? - Nunca.
Certamente havia uma certa eleg�ncia quando assumi.
Est� um pouco mais sofisticado agora, n�o acha?
Sim.
- Boa noite. - Boa noite.
- Vamos sentar, Frau Wigert. - Posso pedir que me chame de Sonja?
- Voc� pode. Sonja. - Josef.
- Por favor. - Obrigada.
- � Kielland. - Kielland.
Voc� acha que n�s dois nos daremos bem?
Talvez.
Talvez n�o.
Est� com fome? Venha.
Mas os aliados que eu conhe�o reclamam o tempo todo.
"O que estamos fazendo com a Fran�a? O que estamos fazendo com a Espanha?"
Posso te pedir uma coisa tamb�m?
Esta noite n�o deveria ser sobre pol�tica. Esse � meu trabalho.
Agora estou de folga.
Sobre o que voc� acha que esta noite deveria ser?
Sou sempre honesto e quero que sejamos honestos um com o outro.
N�o tenho nada contra a honestidade.
Por que voc� est� aqui?
Porque eu n�o tive chance da �ltima vez.
E eu gostaria muito de ver "Else" se tornar uma realidade.
- E eu gostaria de fazer esse papel. - Recome�ando.
Por que voc� est� realmente aqui?
Eu quero fazer voc� libertar meu pai.
Ele n�o est� bem e n�o sei se conseguir� sobreviver � pris�o.
Ele � um homem velho.
- Ficou tarde. - Sim.
Um quarto foi preparado para voc�.
- Sinta-se em casa. - Obrigada.
� muito am�vel.
Sim... se voc� quiser.
Acho que vou fazer com que ele confie em mim.
Terboven sabe que h� muitos simpatizantes alem�es na Su�cia.
Mas ele n�o disse nenhum nome.
Ele acreditava que a Su�cia iria defender a Noruega.
- Por que n�o defenderam? - Voc� n�o deve me perguntar isso.
Ainda n�o ouvi falar de uma ocupa��o na Su�cia.
Mas eles dificilmente
v�o tolerar propaganda anti-alem� ilimitada nos jornais locais.
Terboven est� zangado com a forma como os alem�es s�o retratados.
Bem. Dev�amos dar algo a ele.
Diga a ele que a Su�cia est� se mobilizando.
- Est� mesmo? - Vou inventar alguma coisa.
Informa��o errada? Isso n�o me coloca em perigo?
- Isso � tirar meu pai da cadeia? - � uma ordem, Frau Wigert.
Adeus.
O que voc� far� depois da guerra se ela acabar?
- Vai voltar para casa? - Eu n�o sei.
Voc� � um diplomata. Acha que vai viajar muito?
- E voc�? - Eu perguntei primeiro.
Talvez dev�ssemos nos mudar juntos.
- Claro... - Falo s�rio.
- Onde? - Nova York.
- Nova York? - A melhor cidade do mundo.
A cidade que nunca dorme.
Central Park, as avenidas, os clubes de jazz... voc� vai adorar.
Voc� pode fazer filmes l� tamb�m.
E se tornar uma estrela na Broadway.
Porcaria! N�o!
Um tiro fant�stico!
Olha ele aqui.
Ma��.
N�o sabemos exatamente como Berlim avalia a situa��o aqui.
N�s s� parecemos fracos e covardes sem fazer nada aqui,
vendo as pessoas se mobilizando na Su�cia.
N�o h� nenhuma mobiliza��o na Su�cia. Tudo isso s�o apenas boatos.
Estou muito bem informado sobre a situa��o por l�.
- Su�cia n�o se mobiliza. - Talvez voc� esteja certo.
Querida, o que voc� sabe sobre isso?
Um parente meu em V�rmland foi chamado.
O que foi que eu disse? Est�o se mobilizando!
Sim, mas eles chamam de "organiza��o".
Mas ele me disse que tem seu capacete e rifle.
- � s�rio? - Sim.
Portanto, n�o apenas rumores.
E ele te contou pessoalmente? Quando ele conseguiu seu rifle?
S� posso dizer o que ele me disse.
- N�o queria come�ar uma discuss�o. - Voc� acabou de fazer isso.
De quem estamos falando?
A quest�o �: Por quanto tempo ainda devemos permitir isso,
agora que sabemos que acontece bem debaixo de nossos narizes?
O que uma atriz sabe sobre a guerra?
- Ningu�m duvida de voc�. - Meus senhores, � hora de ir.
Sonja. Seu carro est� esperando l� fora.
- Eu... - Sonja, eu n�o quis dizer isso.
Claro, voc� pode ter sua pr�pria opini�o.
Eu sinto muito.
Me desculpe por isso.
Voc� pode ficar.
Muito bem!
Para. Para. Saia.
Observe.
N�o! Voc� est� sangrando. Devo chamar um m�dico?
N�o, m�dico n�o. � apenas um pequeno arranh�o.
Minha nossa... meu Deus.
- Isso foi est�pido. - Sim.
Ele quer que nos vejamos com mais frequ�ncia.
Ele me conseguiu um visto e quer me ver no fim das filmagens.
A filmagem est� lenta.
Estou insatisfeita com as mudan�as que os alem�es determinaram.
Mas n�o quero piorar a situa��o de Sinding.
T visita o est�dio de vez em quando.
Leif, n�o podemos mudar o destino de Else.
24 de julho.
T teme que os suecos n�o se defendam da Inglaterra.
Ele quer discutir isso com Berlim.
Oito oficiais alem�es visitando.
Eles se gabavam de novas conquistas e de sua superioridade.
T acredita que a guerra terminar� em oito meses.
T est� chateado com a sabotagem em Trondheim.
Ele teme que a resist�ncia se espalhe
e dobrou a presen�a policial.
Ontem ele pensou que algu�m havia roubado talheres.
Como puni��o, ele mandou uma governanta para a guerra.
Ele faz coisas assim quando est� com raiva.
31 de julho. Acho que posso manter meu relacionamento especial com T.
Assim que surgir uma oportunidade, tratarei da situa��o de meu pai.
Isso � arriscado, mas n�o posso esperar mais,
por causa de sua fragilidade e por minha causa.
Eu me tornei outra pessoa.
Espero encontrar meu caminho de volta quando isso acabar.
Ainda nada de novo sobre Maria. Bill.
- Josef. Tem um tempo? - Que bom que est� aqui. Entre.
Eu gostaria de bater um papo com voc�.
Vem. Sente-se.
Conversei com Fehlis e os comandantes da Sipo.
Ele concorda comigo, mas gostaria de ouvir sua opini�o.
Aqueles malditos sabotadores l� em Trondelag.
Eu me recuso a torn�-los her�is de guerra.
E ser�o se eu os punir agora.
Eu entendo seu problema.
Amanh�, o povo da Noruega aprender� os princ�pios que s�o necess�rios.
- Que princ�pios s�o esses? - Execu��es.
Se cuspirem na m�o que lhes foi dada,
n�o temos escolha a n�o ser coloc�-los de joelhos.
N�o h� risco de que isso tenha o efeito oposto?
- Fortalece o esp�rito de resist�ncia? - Sim!
Esse � exatamente o ponto. Ent�o eles s�o her�is ca�dos na resist�ncia.
Isso n�o tem utilidade para mim. Preciso chegar ao cerne do problema.
Os que planejam. Os intelectuais. Os jornalistas.
Os agitadores dos comunistas. Todos que acendem o fogo novamente.
Um exemplo deve ser dado aos l�deres.
Vou fazer o seguinte:
Vou tirar alguns personagens principais do jogo.
Mas vou deixar todos saberem qual � o verdadeiro motivo para isso:
Sabotagem.
- Voc� nunca ser� perdoado por isso. - Eu sei.
Tem de haver outro jeito.
Eu fico com uma dor de cabe�a com essa coisa.
Desculpe. O que voc� queria me falar, querida?
Nada.
Nada.
Sonja?
- O que voc� tem? - Apenas um sonho.
Tudo bem. Tudo bem.
N�s...
Estamos libertando seu pai.
Voc� pode me fazer um pequeno favor?
Sim.
Voc� pode espionar para mim na Su�cia?
Minha pequena espi�.
Vips?
Eles pegaram Gleditsch. Ele est� morto.
O que voc� est� dizendo?
Eles o executaram, junto com outros nove, em Trondheim.
Pessoas inocentes. Sem qualquer raz�o.
Heinrich Fehlis, Comandante da Pol�cia de Seguran�a e SD na Noruega.
Onde est� Josef?
Ele tem uma guerra para enfrentar, no norte da Noruega.
Mas voc� pode se vestir e vir comigo.
Senhorita Wigert, ser� um grande prazer trabalhar com voc�.
H� um carro esperando l�. Cinco minutos.
Nem todos t�m o privil�gio de exercer influ�ncia sobre o Comiss�rio.
Voc� n�o quer sair e dizer ol�?
Se voc� se apressar, pode chegar antes que ele embarque.
Vamos, saia agora. Para que eu possa assistir.
Eu amo finais felizes.
Volte para Estocolmo. Nosso contacto ir� encontrar voc� l�.
Ele vai perguntar se voc� quer ir passear com o cachorro.
Ele lhe dar� mais informa��es sobre a miss�o.
Voc� n�o precisa saber mais no momento.
Querida m�e. Espero que o pai tenha se recuperado
e que seus pulm�es estejam curados.
Sinto tanta falta sua.
Eu gostaria de poder explicar mais para voc�, mas n�o posso agora.
Mas acredite em mim: H� uma explica��o para tudo.
Diga ao pai para n�o organizar reuni�es ou participar da resist�ncia.
Isso � importante.
Eu sei como ele vai reagir, mas a situa��o � bem delicada agora.
Sinto muito se minhas palavras parecem enigm�ticas.
Mas aconteceu algo que amea�a sua seguran�a.
A guerra agora entrou em uma nova fase.
O regime brutal do Comiss�rio do Reich Josef Terboven
mostrou sua verdadeira face h� quase dois meses,
quando assistimos a uma execu��o em massa,
e 72 homens foram mortos.
A persegui��o aos judeus � cada vez mais feroz.
A pol�cia norueguesa foi for�ada a
prender todos os homens judeus com mais de 15 anos.
- Al�? - Sra. Wigert?
Como est� seu cachorrinho?
Ele n�o deveria dar uma volta?
- Sim, pode ser. - Excelente.
Acho que podemos nos encontrar em Hagapark.
Nos veremos l�.
Cuidado!
- Sra. Wigert? - Bar�o von Gossler?
- Que prazer. - Onde est� seu cachorrinho hoje?
Aguardo com expectativa a nossa coopera��o de forma muito positiva.
� uma grande honra para mim jogar este jogo com os melhores.
Para que voc� precisa de mim?
Veja o quadro geral nas pequenas coisas.
Os lugares que voc� frequenta est�o cheios de coisas pequenas,
e pode n�o ser t�o pequeno se voc� pensar sobre isso.
Eu n�o deveria saber que pequenas coisas procurar?
O que voc� acha de uma invas�o aliada? Aqui na Su�cia?
Uma invas�o aliada? Isso seria algo e tanto!
O que voc� acha?
Voc� deve saber se voc� � um espi�o. Voc� �?
Fiquei feliz em v�-lo, Bar�o von Gossler.
N�s vamos nos encontrar um dia.
Mas se n�o houver mais nada, tenho que ir agora.
Acreditamos que algu�m em nossas fileiras n�o � totalmente leal.
Vazando informa��es para os Aliados que queremos manter em segredo.
Infiltre-se em nossas fileiras e encontre o informante.
Eu farei o meu melhor.
Farei as melhores observa��es poss�veis com minhas conex�es...
Mas n�o s�o tantas.
Por que voc� n�o usa seu amante h�ngaro?
N�o se preocupe. N�o direi ao Comiss�rio do Reich sobre ele.
O pr�prio Terboven faz muita merda.
Mas n�o terminaria feliz se ele soubesse disso.
Portanto, o h�ngaro fica entre n�s. Adeus, Sra. Wigert.
Vamos, vamos Eva.
Eu preciso de um informante real desta vez. N�o apenas fofoca.
Eles est�o me ouvindo? Estou sendo grampeada? Estou?
Ent�o voc� tem que parar agora. A menor suspeita,
que trabalho com voc� vai matar minha fam�lia. Voc� entende?
Estar� em todos os jornais. Preciso de algo tang�vel, nome.
Voc� gostaria que eu entregasse voc�?
Verei o que posso fazer.
Talvez algumas fontes possam ser dispensadas.
O contacto com von Gossler pode nos levar a Maria.
- Traga minha fam�lia para a Su�cia. - Agora n�o. Temos de ter cuidado.
- Isso pode levantar suspeitas. - H� homens � minha porta!
Se voc� nos ajudar a encontrar Maria, vou manter sua fam�lia segura.
- Bom. - Andor Gellert.
Como � a rela��o dele com os alem�es?
Ele sai de Estocolmo em intervalos regulares. Sabe para onde?
- Onde ele est� indo? Para onde? - Sim, gostar�amos de saber.
N�o! Eu o conhe�o.
Realmente? Qu�o bem?
Se ele mant�m as viagens em segredo, pode estar mantendo mais segredos.
- Saiba mais sobre ele. - Akrell...
Esta � uma das nossas andorinhas que encontramos afogada.
O irm�o a traiu. Relacionamentos pr�ximos n�o s�o uma garantia.
Como est� a atriz que aguenta qualquer clima?
- Voc� conhece ele? - S� um ilh�u.
Ele alugou uma cabana aqui tamb�m.
O que foi? Nosso relacionamento � um segredo?
N�o.
- O que est� fazendo aqui? - � o meu sanat�rio.
Isso me mant�m s�o.
Eu quero te mostrar algo.
N�o conte a ningu�m sobre isso.
Com voc�. E isso.
Eu poderia viver assim para sempre.
Sonja?
Voc� quer casar comigo?
Desculpe. N�o responda. Foi o momento errado.
Eu tenho que ir.
Patrik? Patrik?
- Podemos conversar? - Agora n�o.
- Eu tenho uma pergunta. - N�o d� agora.
Isso a�... o que � isso?
Minha nossa! Isto...
- O que � isso? O que � isso?! - Algumas fotos da natureza.
Para quem? Para os alem�es?
Voc� est� louca? Para os alem�es?
Droga!
S�o apenas algumas fotos.
Quem te paga?
Eu n�o sei.
Eu nunca conheci ningu�m.
Foi alguns dias depois de Berns.
Ent�o veio a primeira carta.
Eu deveria receber o dobro,
quando as fotos fossem tiradas e entregues no local combinado.
Tirei fotos da costa, do arquip�lago, de alguns portos.
Est� bem. Para quem voc� as entrega?
Eu as coloco em uma lata de lixo em Hagapark.
- Ent�o voc� viu algu�m? - N�o, eu n�o sei quem �.
Talvez eu tenha visto algu�m uma vez, mas poderia ter sido qualquer um.
Voc� deve entreg�-las?
- Quando? - Esta tarde. �s quatro horas.
O que voc� quer com isso?
� uma p�ssima ideia.
- O que diabos voc� tem...? Sonja! - Confie em mim.
- Do que se trata? - Voc� est� atrasado.
Maria vai peg�-las �s quatro horas no Hagapark.
- Proteja minha fam�lia. - N�o d�...
Ent�o tenha uma boa guerra!
N�s discutimos isso. Claro que vou trazer sua fam�lia.
Me d� isto.
Esta n�o � sua identidade. Mas se ele nos levar a Maria...
Ent�o seu pedido � realizado.
Trarei sua fam�lia o mais r�pido poss�vel.
O que mais devo dizer? Eu prometo? Eu juro?
- De onde voc� tirou essas fotos? - De um amigo.
Devem estar numa lixeira embaixo do pavilh�o �Gustav III�.
E como voc� conseguiu as fotos?
Apenas fa�a com que ele seja pego.
�s 17H no Caf� Blom.
- Ningu�m apareceu? - Sen�o eu n�o as teria agora.
- Algu�m deve ter me visto. - Quando?
- Patrik! - Sonja? Sonja, espere!
Sonja...
Patrik...?
Patrik?
Meu Deus!
Patrik? Patrik?
Patrik? Patrik?
Patrik!
Sonja. N�o podemos ficar aqui. Eu preciso ligar com urg�ncia.
Temos quase certeza. Seu nome � Andor Gellert. Diplomata h�ngaro.
- Ela achou evid�ncias na casa dele. - De onde voc� tirou essas fotos?
- S�o do fot�grafo morto. - Encontrou as mesmas fotos dele.
- Preciso de mais que... - Major, com todo o respeito...
Eu posso ficar sem o seu respeito.
Fa�a o trabalho para o qual � pago e o pegue vivo.
Estou t�o feliz em te ver.
Achei que havia destru�do tudo com minhas palavras.
Eu simplesmente n�o estava preparada e fiquei impressionada.
Sinto-me lisonjeada, mas ainda n�o estou divorciada.
Eu sei.
- N�s n�o temos pressa, n�o �? - Eu posso esperar.
Contanto que eu saiba que voc�... que n�s...
Ent�o posso esperar para sempre.
Eu quero te mostrar algo.
Encontrei-as no apartamento do Patrik.
- Talvez te ajudem. Ou n�s. - Voc� n�o deveria ter isso.
Isso � muito valioso para os alem�es.
- Sabe que tipo de fotos s�o essas? - Sim.
Para quem voc� trabalha? Quem � voc�?
Andor, eu sei que voc� � Maria. Est� bem.
Ele escapou. Mas vamos peg�-lo.
Agora os alem�es sabem que trabalhei com voc�.
- Calma. - Sim, � f�cil para voc� falar.
O que eu devo fazer agora?
Minha fam�lia e eu estamos praticamente mortos.
Eu disse que �amos busc�-los.
Conecte-me com Akrell.
Eu disse a von Gossler que sei quem � o seu informante.
N�o, n�o sei, mas disse assim mesmo.
Eu disse a ele que s� contaria para Maria.
Cara a cara. Amanh�, Bellmansro, meio-dia.
Akrell? Envie toda a for�a policial, se necess�rio.
- Tem algo para n�s... - N�o aqui e agora n�o.
O que pode ser dito amanh� que n�o pode ser dito hoje?
O local � excelente. Quase nunca somos grampeados.
Porque voc� n�o teve contacto com o servi�o secreto sueco, teve?
Claro, eles entraram em contacto comigo.
Eles me perguntaram sobre tudo.
Eles n�o s�o idiotas.
Boa noite.
Ainda n�o terminamos aqui, Sra. Wigert.
Para onde foi seu jovem amante h�ngaro?
Eu n�o sei.
Atire em mim. Ent�o levo meu conhecimento comigo para o t�mulo.
E voc� pode contar com uma disputa com o comiss�rio Josef Terboven.
Tidholm! O carro.
Sra. Wigert!
Maria.
- Sr. Finke? - Sra. Wigert!
Vamos! Vamos!
Um verdadeiro prazer. Como sempre.
Eu quero ir direto ao ponto: N�s suspeitamos por um tempo,
que esse jovem e estiloso h�ngaro seja o informante.
Ele tinha acesso quase ilimitado � nossa embaixada.
E agora ele est� se escondendo em seu pequeno ninho de amor.
Eu sugiro que voc� nos mostre o caminho.
Sra. Wigert! Eu n�o vejo um barco.
N�o tem ningu�m.
Sr. Finke! Voc� pode ver isso.
Essas s�o nossas fotos.
- Ele copiou todas elas. - Maldito traidor.
Encontre-o!
- Talvez ele tenha escondido o barco. - Onde?
L�!
Fique a�.
O agente Bill identificou "Maria" como Albert Finke,
o diretor de turismo alem�o.
Ele e von Gossler espionaram ao longo de nossa costa.
Eles foram presos na embaixada alem� enquanto destru�am evid�ncias.
Eu mantive minha promessa, e com algum esfor�o consegui
levar a fam�lia e ela para a casa de ver�o em Falkenberg.
O compromisso de Bill foi crucial para o resultado da guerra?
Provavelmente n�o.
Mas seu relacionamento com os alem�es prejudicou seriamente sua carreira.
N�o � f�cil afastar as suspeitas.
� ainda mais dif�cil quando voc� trabalha como espi�o duplo.
RETORNAR AO REMETENTE
Tudo indica que ele est� escondido.
Sem endere�os, sem vest�gios de parentes. Nada.
Se ele trabalhou para os americanos,
ele est� agora talvez na Inglaterra ou nos EUA.
Sinto muito.
"Por servir o rei e a na��o"?
Voc� prestou um servi�o heroico � nossa na��o e � nossa liberdade.
Infelizmente ningu�m saber� disso, pelo menos n�o num futuro pr�ximo.
Portanto, n�o espere aplausos. N�o existe tal coisa nesse ramo.
Akrell?
Se descobrir onde ele est�, voc� pode dar isso a ele?
Sonja, Sonja...
Guarde isso.
Eu prometo, vou fazer tudo ao meu alcance,
para descobrir onde ele est�.
Obrigada.
SONJA ENCONTROU ANDOR GELLERT APENAS UMA VEZ.
FOI EM NOVA YORK, EM 1961. ELE A REJEITOU.
OS SUECOS TENTARAM RESTAURAR A REPUTA��O DE SONJA AP�S A GUERRA.
OS AMERICANOS TAMB�M, MAS FORAM APENAS PARCIALMENTE BEM-SUCEDIDOS.
ELA MORREU EM 1980, E AS INFORMA��ES SOBRE SEU TRABALHO COMO AGENTE DUPLO
FORAM APENAS DIVULGADAS NOS ANOS 2000 PELAS AUTORIDADES SUECAS.
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