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PRIMEIRA TEMPORADA
LEGENDA AlbustigriS
Pepijn?
Pepijn!
Pepijn!
Pepijn!
Pepijn!
Pepijn!
"IN HOLLAND STAAT EEN HUIS" PRIMEIRO EPISÓDIO
Fokke.
Sim, é meu pai, mas...
Sim, continuo aqui.
Sim, obrigado. Você também.
Um infarto?
Não...
É bom saber que ele teve um.
Que bonito, pai. E o café da manhã?
- Deixa pra lá. - Cadê nosso café da manhã?
O que acha que estou fazendo?
Mãe!
Não tem café da manhã? Fok, hoje é sua vez.
Não tem café da manhã? E o que estou fazendo?
- Teve uma noite difícil? - Tenho que... quero...
Estou saindo, está bem?
Pepijn, Jason não pode comprar o próprio combustível?
- Fokke, diga alguma coisa. - Que bom que ele me dá carona.
- Ainda não tenho uma scooter. - Pare de fumar maconha.
Pergunte ao papai se ele ficará de pijamas o dia todo.
- Pai? - Pessoal, quero dizer algo.
- Vamos, querida. - Ei!
Certo, escutem, pessoal! Papai vai dizer algo.
Foi impressionante.
- Tchau. - Tchau, papai.
Sim, é Augustinus.
É Van Helsen, tabelião de seu pai.
- Meus pêsames, sr. Augustinus. - Obrigado, posso te retornar?
A fazenda Hollands Hoop requer atenção urgente.
- Ela está abandonada agora. - Caro, preciso te interromper.
Não posso te ajudar. Não falava com meu pai.
Não sou a pessoa indicada...
Você é o único parente direto vivo dele.
Certo, certo.
Não há alguém que possa tomar conta?
Vou ficar um mês na Espanha de férias com minha família.
- Não há um modo... - E o enterro?
- Quem vai levar seu pai? - O enterro, certo.
Quando é o enterro?
- É do seu interesse... - Preciso desligar. Tchau.
Não entendo, Frank.
- Ele está seguro no isolamento. - No isolamento?
- Tenho que observá-lo. - Sim, sob supervisão!
Precisa falar com ele, ganhar sua confiança...
testar, checar e avaliar.
Como posso confiar meus pacientes a você?
O isolamento é bom.
Não vou ficar sozinho com seu paciente mais perigoso.
Precisa se identificar com os pacientes.
Meu método só funciona se você participar.
Reduzindo a medicação, dando uma visão da coisas,
e uma perspectiva de vida.
O cara decapitou o próprio pai,
ferveu a cabeça e jogou o corpo num rio.
Desculpe, Fokke. Mas que perspectiva?
Ele nunca vai sair daqui.
Bom dia, Dimitri.
Pode tomar os comprimidos?
Inspire.
Expire.
Muito bom, já vi isso ocorrer com muitas mulheres.
Inspire.
Expire.
Muito bom.
Mas agora é importante...
que concentrem a respiração...
na região entre o ânus e a vagina.
É chamado de mula bandha.
Então, tentem com muito cuidado...
respirar assim.
Tentem obter uma nova conexão...
com seu corpo.
Um para os ataques, um para o resto.
- Um para se acalmar... - Não faço xixi há dias.
Precisa tomar seus comprimidos.
Não preciso fazer nada. Coisa nenhuma.
- Fokke. - Oi.
Meu grande amigo.
Está bem.
Dimitri, o Frank ficará no meu lugar por um tempo.
Fokke, não pode.
Sei que uma mudança pode ser confusa,
é só para as atividades diárias.
Não é o acordo, Fokke. Acordo é acordo, certo?
Dimitri, acho que você precisa aceitar...
Fokke...
Dimitri!
Sempre falei, Fokke.
Não confie em ninguém.
- Dimitri... - Você e eu, Fokke. Você e eu.
Combinei com você, conversamos um com o outro.
- Só nós dois. - Dimitri, olhe para mim.
Solte Frank, e iremos conversar.
Então iremos conversar. Você e eu, ninguém mais.
Eu vou... dividir algo com você, Dimitri.
Posso dividir algo com você? Posso?
É sobre meu pai.
Ele está...
Ele está morto.
E eu deveria...
sentir alguma coisa agora.
Deveria estar aliviado ou triste.
Ou feliz.
Mas não sinto nada, Dimitri.
Não sinto nada.
É normal, Fokke.
Meu pai me batia.
Mas não era culpa dele. Minha mãe morreu muito jovem...
Não vai defender seu pai porque ele batia em você.
Entrem.
Ferveu bem a cabeça dele, não ferveu?
Minha nossa.
Estou ficando velha. Tudo está flácido e caindo.
Está querendo elogios? Posso pensar em alguns.
- Está tudo bem? - Não, não está.
- Posso fazer algo? - Não sei.
É muita coisa. Tenho que fazer tudo sozinha.
Vire-se.
Repita comigo.
- Eu inspiro amor. - Eu inspiro amor.
- Eu expiro estresse. - Eu expiro estresse.
- Sou Machteld. - Sou Machteld.
Eu me sinto bem como sou.
Fokke, não posso justificar isso.
Este incidente questiona seu método.
Você é um formidável psiquiatra forense
mas você os deixa aproximarem-se demais.
Por identificação? Por entendimento?
- Por identificação? - Identificação...
Meu método só funciona quando todos participam.
Se confio um paciente a alguém, deve haver acompanhamento.
Fokke, estou encerrando o tratamento.
Vá para casa, para sua família.
Enterre seu pai, e volte revigorado.
Você tem toda razão.
- Deixar pra lá. - Ótimo, Fokke. Eu sabia.
Estou fora.
Eu me demito. E outra coisa...
Na próxima vez que der uma má notícia,
dê a notícia primeiro, depois deixe espaço para sentimentos
e condolências!
Normalmente eu diria que foi o acaso.
E diria o mesmo à seguradora. Curtos-circuitos acontecem.
Meus parabéns. Muito criativo...
Uma mini plantação num armário de arquivos.
Pelo amor de Deus.
Lâmpadas, timer e até um sistema de drenagem.
Mas quem usa fita adesiva para ligar cabos elétricos?
Que droga. Pepijn.
Preciso relatar, é claro.
E talvez precise falar com a Assistência Social.
Vai ficar bem, ou devo chamar alguém?
Não, obrigado. Estou bem.
Assistência Social?
- É realmente necessário? - Regras são regras, senhor.
- Merda! - Merda!
- Puta merda, pai. - Drogas, Pepijn.
Sério, filho? De novo?
- Pai, era para uso pessoal. - Não quero saber, Pepijn.
Convivo com drogados o dia todo.
Não quero que meu filho seja um deles.
Pai, era um experimento. É permitido. Todo mundo...
- São drogas, Pepijn. - São permitidas cinco plantas.
É um lixo. E um lixo perigoso.
Só vai te empepinar.
- "Empepinar"? - Sou a favor de experimentar
mas na sua idade seu cérebro está em desenvolvimento.
Embora eu tenha minhas dúvidas. Olha o que você fez.
Água, energia, fita adesiva! Onde estava com a cabeça?
Pep, sei que a droga é uma solução fácil para os problemas.
Eu te pergunto olho no olho. Olhe para mim, Pepijn.
Você está empepinado?
Estou.
Estou empepinado.
Estou numa tremenda confusão.
O que é?
Bom, vou dizer de uma vez.
Sou homossexual.
Não. Filho...
Minha nossa...
Qual é, pai.
"Empepinado"? Foi bem engraçado. Qual é.
Estou tão envergonhada, Pepijn.
Assistência Social? Você já é fichado.
Fokke, estou preocupada. Também pode dizer algo?
Não sei o que você pensa, para mim não é normal.
Ele vai mal e você não faz nada. Não posso fazer isso sozinha.
Você é o psiquiatra. Fale com ele.
Faça contato.
Eu...
Tem algo que preciso...
Sim, eu já sei.
- Sabe? - Sei.
Que bom que tomou a iniciativa. Eu estava temendo as férias.
Sei que está fazendo isso para facilitar para mim,
mas você tem razão, acabou.
Não podemos mais viver de aparências.
Pensar em mais 15 anos, realmente...
Está tudo bem, também quero o divórcio, Fokke.
- Não era o que ia dizer? - Não.
Meu pai morreu.
Eu... preciso ir à fazenda.
Preciso organizar as coisas.
Os cavalos, enterrar meu pai,
- coisas assim. - Fok...
Você pode ir para Espanha, descansar,
ir à praia, fazer massagem.
Meditar...
- Fok, o que... - Por favor... fique.
Sem sinal? Minha nossa. Como as pessoas vivem aqui?
Segure isso junto ao celular. O sinal fica mais forte.
- Babaca. - Não faça um drama.
Quem vai querer falar com você?
Contanto que estejamos juntos, querida.
Tentem ver o lado positivo.
Tem tudo aqui. Elfos brancos, luzes fantasmas.
Pai, o que é aquilo?
É a natureza, querida.
Não é natureza, é atropelamento.
Isso acontece na zona rural. Depois são retirados da estrada.
Vida e morte, lado a lado.
Chegamos, pessoal. Hollands Hoop.
- Está tudo bem? - Sim, claro.
Hollands Hoop. Serão as piores férias da vida.
Era difícil seu pai perder a missa,
então, vim vê-lo. Toquei a campainha e nada.
Pensei que, talvez, ele estivesse nas plantações.
Mas... num domingo?
Não o via há 20 anos.
Não mudou nada.
Ele sempre teve um brilho no olhar.
Como se soubesse algo que desconhecíamos.
Pai, não durmo de jeito nenhum numa casa com um cadáver.
Lara, é seu avô.
- Nunca falaram sobre ele. - Lara!
- O quê? Nunca o vi. - Mas ele te viu.
De vez em quando, eu mandava fotos das crianças para ele.
Eu me sentia mal por ele.
Não que ele tenha me retornado.
Não podemos deixá-lo na estrada?
Lara, vá para fora!
Não é assim na zona rural? Vida e morte.
Lara, saia!
- Desculpe. - Sim...
- Ainda são... - Crianças.
- Isso. - Isso.
Merda!
Tomei a liberdade de organizar
os preparativos da cerimônia. O túmulo da família...
Gostaria muito que levasse meu pai para a igreja.
Mas era um desejo expresso do seu pai
ser enterrado no túmulo da família, ao lado de sua mãe.
Sim, mas a terra não pode ser vendida com túmulos nela.
Mas o enterro é amanhã.
Isso... terá que ser adiado. Não tem outro jeito, desculpe.
- Mas... - Sim, sei que é incomum...
E minha mãe?
Quero que meu pai seja enterrado junto dela, mas não aqui.
- Quer que sua mãe seja... - Sim, enterrada de novo.
Sim. Não pode ficar nada aqui.
Onde você o encontrou?
Aí.
Não há nada que possa fazer hoje?
Absolutamente nada. Tem outra coisa.
Pode ter certeza, como executor do testamento do seu pai,
fiscalizarei a utilização correta do espólio dele.
Esta é uma promessa que posso cumprir.
Até mais.
Rapaz, o que essas coisas fazem aqui?
Aqui costumava ser uma longa linha verde.
- Chocolate, banana, limpador. - Fazia o trajeto de bicicleta.
15 km, todos os dias, no vento e na chuva.
Carne, pano de cozinha, cereais.
- E podia ser difícil. - Absorvente, limpador...
Se chegasse uma tempestade e não estivesse preparado...
Bom, você ficava muito vulnerável.
Vulnerável? Você ficava vulnerável, pai?
Com quem ficaremos quando se divorciarem?
Divorciar?
Por que diz isso? Não vamos nos divorciar.
Deixa pra lá.
Pepijn, sua mãe só precisa de um pouco de espaço.
Está certo!
- Não faz ideia, não é? - De quê?
- Nada. Deixa pra lá! - Pepijn, tento te entender.
Não quero discutir sempre, mas não depende só de mim.
A mamãe tem outro!
Entendeu?
Como sabe sobre sua mãe, se não estiver mentindo de novo?
Como assim, de novo? Como se eu sempre...
- Meu calcanhar. - Sem choro, responda-me.
Por que pergunta a mim? Pergunte a mamãe.
Lara, olha estes pisos.
São lindos. Têm 100 anos, no mínimo.
Talvez tenha sabão verde. Senão, vou ligar para seu pai.
Pula, pula, cavalinho...
Filippa, não, não, não.
- Estão de férias? - Não.
Sim e não, na verdade.
Vim para o enterro do meu pai.
- É filho do velho Augustinus? - Sou.
Então deve ser Fokke.
Mart, sou Mart. Meus pêsames.
Seu pai era um homem bom.
- Meu pai? - Sim, seu pai.
Então...
- Vai assumir a fazenda? - Não mesmo.
Saí daqui por um motivo.
E não vejo a hora de ir embora para casa.
Hollands Hoop será vendida.
Tudo será vendido. A fazenda, terras, tudo.
Não aceitamos esse aqui. Tem dinheiro?
Não.
Coloque na minha conta, Mart.
Não se lembra de mim, não é?
Um pouco mais velho e pesado, mas não mudei muito, mudei?
Não, quase nada.
E o restante? É casado? Tem filhos?
Bom, sim e não.
- Meu pai tinha o haras, lembra? - Sim, claro.
Isso se tornou um tipo de passatempo.
Cavalos. Venham me visitar qualquer hora.
Eu? Não.
Pepijn gosta mais de scooters. Mas Lara, minha filha, gostará.
Então, você é casado?
Sim, sou. Ainda sou.
Não se ouve muito isso hoje. A maioria é divorciado.
Liesbeth e eu também, 20 anos felizes.
- Preciso ir, Matthias. - Sim, claro.
Estão aguardando as compras. Foi muito bom te ver.
Igualmente, cara. Apareça antes de ir embora.
- Penso que não ficará aqui. - Não, claro que não.
Não há trabalho aqui para um psiquiatra.
Eu não teria essa certeza. Traga sua esposa, certo?
Tchau.
Tchau.
Pula, pula, cavalinho.
Oi. Olha que lindo.
Incrível.
Pai, mamãe disse que o vovô pode ter nos deixado algo de herança.
O vovô não pensava muito nos outros.
Fok, você não sabe. São os netos dele.
Não quero decepcioná-los se não tiver nada para vocês.
Tudo bem, venham.
Testamento.
Bom, acho que não.
E isto...
Bom, isso não vai acontecer.
Pessoal, deixa pra lá.
Preciso examinar todo o inventário.
Verificar as dívidas e então...
- Pai... - Isso não é bacana, certo?
Sim, vamos, pai.
Tudo bem, Machteld.
Cabe a você decepcionar Lara de forma responsável.
Porque a partir de hoje, Lara é dona do Fernando.
Parabéns pelo cavalo.
- Isso! - Vai levá-lo para passear?
Isso!
Mas primeiro temos de esperar o tabelião cuidar de tudo.
Pai... e eu?
É claro que o velho já não pensava direito.
- Pepijn, ficará com Francotte. - O que é?
Este é meu pai.
Dar uma espingarda de cano duplo a um menor de idade...
É uma boa ideia, Machteld?
- Que demais! - Acho que não, Pepijn.
Por quê? É o último desejo do vovô.
Então vai gostar do próximo. Também ficará com o Taunus.
- Que porra é um Taunus? - Era um carro de luxo do vovô.
Um carro!
Isso!
Bom, foi uma péssima ideia.
Para Lara, um cavalo, e Pepijn, uma espingarda e um carro.
E nós?
Não estava me deixando?
Oi.
Não queria atrapalhar.
Vocês.
Por que não me pergunta nada?
Fokke, estou aqui agora.
É agora ou nunca. Pergunte.
Mamãe!
Pessoal, acordem.
Pepijn, acorde.
Machteld.
Machteld, acorde. Você tem razão.
É agora ou nunca. Venha.
Venham, pessoal. Quero dizer algo.
Pessoal, algo ficou bem claro para mim.
É verdade que não estive presente para vocês.
E pensar em perder vocês...
Pai, vai com calma.
- Fokke, não. - Sim.
Machteld, sim. É agora ou nunca.
Precisamos virar a página.
E acho que podemos começar de novo aqui.
Machteld, você é o amor da minha vida.
Não sei onde te perdi,
mas dói muito pensar em te perder para outro.
Mas, para a pergunta da mamãe se também quero o divórcio,
- a resposta é... - Divórcio? Nossa, mãe!
Não.
- Porque eu te amo. - Como pode fazer isso, mãe?
Fokke... Minha nossa...
Lara, querida!
Foi demais!
Minha nossa.
Queria conversar, então vamos.
Diz que não é verdade, diz para mim!
Fokke, acabou. Está bem?
- Então vai correndo para outro? - Outro não é o problema.
Mas Machteld...
Machteld, então qual é o problema?
Abra, por favor.
Por favor...
Faço tudo sozinha, Fokke.
Há muito tempo já.
Você se enfia no trabalho...
e tenho que cuidar de tudo em casa.
Você nunca me pergunta nada.
Se eu te pergunto, você não responde.
Simplesmente não fala.
Só fala com loucos perigosos, criminosos.
Acha que basta morarmos noutro lugar e começarmos de novo...
Mas se nada mudar entre nós, não será novo, certo?
Será exatamente a mesma coisa, e a morte para mim.
- Por que devo ficar com ele? - Ele está chateado.
- Sim, por sua causa! - Isso não é justo!
Por que a Lara não pode ficar?
Ela quer ficar. Mãe, por favor.
Não dá, está bem?
- Teria que vigiar você. - Certo, eu me comporto.
- Fico no meu quarto. - Você não tem quarto mais.
Vai ficar com seu pai. Converse com ele.
- E conversar o quê? - Não sei.
- Simplesmente converse. - Sim, tanto faz.
Pepijn.
Pep!
Droga, poderia ter morrido!
Pepijn!
Pepijn!
Pepijn!
- Pepijn! - Pai...
Pai!
Pai!
Estamos ricos!
Sou o Ganjaman!
Sinta isto.
Vamos fumar maconha esta noite.
Pepijn! Pepijn! Pepijn, olhe para mim.
Precisamos sair daqui. Vamos.
TWITTER _AlbustigriS_
NO PRÓXIMO EPISÓDIO...
Por favor, não faça isso.
Tudo mudou. Eu mudei.
Venha, preciso te mostrar algo.
Você planta uma vez, colhe uma vez e pronto.
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