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Original subtitles

[riem]

- Vamos voltar na boca. - Assim tu vai longe, hein?

[Morello] Quero falar com o Gilmar.

Ele ficou de assinar uns documentos de quando trabalhava aqui.

Ele saiu da empresa, é isso?

[mulher] E aí eles disseram que o Evandro ia...

enterrar o corpo do seu Pedro na mata pra que ninguém encontrasse.

[Arlete] Pelo amor de Deus!

Arlete, eles vão me matar!

Pela vida dela, Wilbert.

Some daqui.

Não passe nem em casa pra pegar tuas coisas. Vai!

Onde tá o Evandro?

Paraguai.

[em espanhol] Sei o bairro: Las Carmelitas.

[Evandro em português] Vão te acusar de sequestro. Estamos bem no Paraguai.

No Brasil, vai ser foragida.

Só mais uma coisa.

Fica longe da minha filha.

[em espanhol] O carregamento pode ir.

[em português] Vou junto. Hermes fica com você.

[em espanhol] Ok.

- [em português] Uma reunião. - [em espanhol] Vem à Bolívia?

- [em português] Toma cuidado. - Pode deixar.

- [Navarro em espanhol] Quanto vale Hermes? - [em português] Não tá à venda.

[em espanhol] Matem o desgraçado.

E a família dele no Paraguai.

[em português] Bora!

[chorando] Airton!

- Que foi, chefe? - [Evandro] Fecha!

Tive que sair correndo de lá ele tentou me matar.

Quer me matar pra te pôr no meu lugar.

Fecha o olho. Vamos contar.

Eles tão com a minha família, Hermes.

[música de tensão]

[fim da música de tensão]

Eles tão com uma arma apontada pra Geise e pro meus filhos.

[música de tensão]

Desculpa.

[batidas]

- A gente é amigo, Evandro. - Eu sei, porra.

- Amigo. - Eu sei, porra!

[Evandro funga]

Agora eu sou pai, Hermes.

[fala indistinta ao longe]

[fungando] Desculpa. Eu tenho uma família, porra.

Eles não podem ficar sem mim. Desculpa.

[fala indistinta ao longe]

[música de tensão continua]

Cuida bem da minha mãe, irmão.

Ouviu, Evandro?

[respira fundo] Cuida bem da minha mãe.

Pode deixar.

[respira fundo]

Pô...

[música triste]

[tiro]

[fala indistinta ao longe]

[Evandro arfa]

[mulher] Aqui, Ralf.

[Evandro fungando]

Se você quiser manter os negócios,

liga pros seus seguranças agora e manda sair de perto da minha família.

- [em espanhol] É paranoico. - [em português] Não.

[música de tensão]

Sou realista, parceiro.

Eu faço tudo pela minha família.

Liga pra porra dos seus seguranças.

Tu não pode me matar, neguinho.

Seus planos já era.

Tu não pode me substituir, ô, seu merda.

Se tu me matar, você perde as rotas.

Você perde os Estados Unidos.

[com raiva] Liga pra porra dos seus seguranças agora.

[celular discando]

[Navarro suspira]

[em espanhol] Saiam daí.

[homem] No banheiro.

Vamos. O chefe cancelou.

[música de tensão continua]

[em português] Fecha a porta. Tranca. Tranca!

[suspiros de alívio]

[funga]

[fim da música de tensão]

[música-tema]

[buzinas]

Esse Hermes aqui?

A identidade foi confirmada.

Esse cara era muito próximo do Evandro. Tava subindo a hierarquia.

A família do Evandro tá foragida no Paraguai.

Um bebê, um menino e uma menina sequestrada.

Eles tão vulneráveis.

A hora de pegar o cara é agora.

Porra, Johnny, preciso ir pra lá.

Por que você não foi ainda?

Tenho duas questões aqui.

[Johnny] Quais questões?

Uma psiquiatra e um promotor.

Podemos ajudar nisso.

[Morello] Cacete.

Mas o que você ouviu?

Ouvi que os caras tão em cima.

Montando o caso pra ir atrás dele.

Eles têm um caso forte?

O que você acha?

A arma do crime é a arma do cara.

Ele não tem álibi. Vão indiciar ele.

[música de tensão]

[fim da música de tensão]

[Burgos] Você não vai querer começar uma guerra agora.

Se eu puder ganhar, eu vou.

[Burgos suspira]

Escuta, Evandro...

[pigarro]

...com a morte dos Urquizas, o Navarro

ficou visado pelo DEA.

Entende?

Você quer começar uma guerra na Bolívia,

tudo bem. O alvo vai acabar sendo você.

Ué, o Navarro tá visado pelo DEA?

[Burgos] Claro!

Você acha que esses caras são burros?

♪ Minha cura é em Ti... ♪

[homem na TV] Final de semana é tempo de encontrar os amigos e tomar uma gelada!

Cerveja Ouro combina com churrasco,

combina com praia, combina com você.

[mudando o canal]

[homem na TV] Não aceite imitações.

A primeira vodca produzida no Brasil

tem trinta anos de tradição.

Às vezes dói no bolso,

- mas nunca dói na cabe... - [desliga a TV]

[disca número]

[telefone chamando]

[Afonso] Oi, agora não posso atender. Deixe um recado. [bipe]

[cachorro latindo ao longe]

[suspira]

[resmunga] Merda...

Dona Arlete.

Por favor.

[disca número]

[telefone chamando]

- [Flávia] Alô? - Flávia?

Bom, dona Arlete,

eu chamei a senhora aqui pelo seguinte...

Eu sei e a senhora sabe que o Evandro, ele...

Ele tem que pagar pelo que ele fez.

E a gente sabe também que eles...

não podem ficar com a menina.

[música suave de tensão]

Então, eu quero propor um pacto.

Eu tô prometendo

que eu vou trazer a sua neta de volta pra senhora.

Agora, eu vou cobrar.

Na hora certa, a senhora vai me ajudar.

A senhora vai me dar o Evandro.

[música suave de tensão continua]

Eu quero cuidar da minha neta.

[voz embargada] Quero que ela tenha uma vida boa.

Pra eu olhar pra ela e ver que... [fungando]

...ela se tornou uma pessoa direita, sabe?

Falando assim, parece tão simples.

Mas a gente erra.

Em algum lugar,

a gente erra.

Mas eu não posso fazer nada que coloque a minha vida em risco.

Eu sou tudo que a Maria tem.

E ela é tudo que a senhora tem. Não é?

[funga] É.

Olha, eu tenho uma filha.

Eu sei bem o que é isso.

É linda ela.

É.

Eu prometo pra senhora,

pela vida da minha filha...

que eu vou proteger vocês duas.

Se eu fizesse isso...

eu ia fazer pra livrar meu filho

de viver outro inferno depois da morte.

Por isso, eu ia querer ele preso,

não morto.

E isso eu sei que o senhor não tem como me garantir.

Isso depende mais dele, né?

[fim da música suave de tensão]

Tá tudo uma merda, Flávia.

Tudo.

- Seu pai? - Não.

[música suave no rádio]

Quer dizer, é, também tem meu pai.

[Flávia] Que mais?

[suspira] É que tem mais uma pessoa.

Sou boa em arranjar problema, né?

Eu tava namorando um cara, mas não deu pra gente continuar.

Sabia! Quando alguém some assim é que tá aí...

É. Ele era a última coisa boa que tinha acontecido na minha vida.

Depois que a minha mãe morreu, foi só merda atrás de merda.

E agora tem isso.

Você trouxe?

Ó...

Não vai ficar assim, não. Tá?

Vamos lá. Vamos levantar esse astral.

Bora sair, bora beber na rua.

Bora conhecer gente.

[música ascendendo]

Bora curar essa mágoa.

Bora.

[Airton] Isso.

Vai, Maria.

Vai, não deixa barato, não.

Não é porque é mais nova, que não pode ganhar dele.

[Airton] Mãe, deixa ela fazer o jogo dela.

[Geise] Crio intriga mermo.

Que eu quero ver o circo pegando fogo, entendeu?

Aí, ataca ele, Maria!

Ataca ele. Conquista a América do Sul

- que tu merece. - [Airton] Mãe!

Tu vai ser a rainha da América do Sul.

Eu ataco a... Argentina!

- [Geise] Rá! - [Airton] Tá vendo?

Assim eu vou perder.

Vai, Maria. Mexe as peça.

[música suave de tensão]

Tudo bem?

Tá, e com você, tudo bem?

Um pouquinho cansado só.

E as crianças?

- Foi horrível. - Imagino.

Maria não percebeu, mas o Airton...

- Depois converso com ele. - Tá.

[fim da música suave de tensão]

Obrigada.

Ó, Flávia...

quando der, eu te pago.

Meu pai tá segurando o dinheiro lá em casa.

Ai, amiga, que isso. Pelo amor de Deus.

Te falei, né? Meus pais são separados.

Eles tentam compensar a ausência me dando grana.

[bufa] Não posso ficar dependendo do meu pai.

Não aguento mais.

Sabe? Preciso arranjar um jeito de fazer grana.

De ter minha independência.

Se deixar, eles querem mandar na gente a vida inteira.

- Uma merda. - [suspira]

- Tem mais uma. Bora? - [ri]

Ah lá.

É ele. Vamos lá, porra. Vamos lá.

[música de ação]

Oi.

Quietinho aí, filho da puta!

Mão na cabeça, porra!

- [Gilson] Que isso? - [Santana] Caiu, Gilmar.

Gilmar é o caralho!

Meu nome é Gilson, porra!

- Gilmar é meu irmão! - O que estão fazendo?

O que estão falando? Meu marido é trabalhador.

[homem] Tá limpo.

Seu marido é procurado pela polícia.

Me fala, cadê ele?

[fim da música de ação]

[toque de atabaques]

Maldição de mãe é foda.

Mas você tá sentindo algo, meu filho?

O problema é que eu não tô sentindo.

[fim do toque de atabaques]

[porta rangendo]

[Morello] Inês?

Tava onde?

Não enche, pai. Vou dormir. [funga]

Ei. Você bebeu, Inês?

Bebi.

[porta batendo]

- [em espanhol] Foi na Bolívia? - Sim.

Conheço esse cara.

Era brasileiro.

Funcionário do Evandro do Dendê.

Deve ter sido vingança pela morte dos Urquizas.

Não.

Navarro que está no comando agora.

É um favor que ele fez pro Evandro.

Ele inteligente, não perderia uma chance como o Evandro.

Foi outra coisa.

Só alguém com culhões faria isso.

[em português] Eu teria feito a mesma coisa.

O Navarro não é um homem fácil de lidar.

Nem a família dele.

A gente vive neste mundo ingrato, né?

E, às vezes, tem que sujar as mãos.

Pois é.

Não é porque vivemos nesse mundo não temos que ter ética.

Esse cara desrespeitou nossos acordos.

- Pôs minha família no meio, Neves. - É.

Você tem fama de passar por cima das pessoas, Evandro.

Isso gera merda.

Não passei por cima de ninguém.

Fiz o que fiz pra me defender.

E nunca fui desleal com ninguém, você sabe disso.

Evandro, não me importa o que você for fazer.

Mas só que você não pode se expor.

Tá certo.

Neves... [pigarro]

...tô chegando num teto aqui com o ouro branco,

mas eu queria diversificar.

Eu queria te...

ajudar na venda das armas pro Brasil.

[Neves] Evandro...

um passo de cada vez.

Meu negócio das armas tá num momento de maré baixa.

Sem conflitos,

as facções estão em paz em toda a América do Sul.

Quem queria ter arma, já tem. [ri]

Cuida do teu negócio agora.

[risadinha] Tá bom.

O que houve, Rosana? O que tá acontecendo?

[irritada] A Polícia Federal bateu lá em casa.

E tu deu sorte de eu não saber onde tu tava.

Taí tuas coisa.

Fica tranquilo, que ninguém me viu sair.

E trata de arrumar outro lugar pra morar. Pra lá, tu não volta.

Quer dizer...

tu já não morava naquela casa há muito tempo, né?

Meu amor, olha só. Rosana,

por favor, meu amor, me escuta. Olha só.

Isso tudo é por culpa da maldição. Te falei, amor,

isso tá ferrando a minha vida.

Você tá fazendo isso comigo porque tô broxa, meu amor, é isso?

Gilmar, tu tinha duas vida.

Tu escondeu isso de mim quanto tempo? Me fala!

Olha pra mim, Gilmar!

- Tu tem outra mulher? - Não tenho, meu amor. Que isso?

Só tenho você. Você é o amor da minha vida. Você é minha mulher.

[chorosa] Porra.

De onde tu tirou de virar bandido, porra?

[indignada] Bandido, Gilmar?

Meu Deus.

- Eu já... - Não conheço você!

Essa pessoa na minha frente, não faço a mínima ideia de quem seja!

Mas eu não tava arrumando emprego, meu amor.

[celular tocando]

Olha só, eu tenho que atender esse telefonema.

Me espera, por favor, meu amor. Me espera.

Alô? Fala aí, Evandro.

Como é que é, Bolívia?

Tá, tá, tá.

Escuta só, tenho que desligar porque tô resolvendo uma parada séria.

Escuta, meu amor,

fiz isso tudo pelo bem da nossa família.

[irritada] Essa culpa não é minha, Gilmar.

Não é!

Tu podia ter me pedido ajuda.

Eu ia te ajudar, porra!

É isso, Gilmar.

Mentira dá nisso.

Afasta as pessoas.

Não dá pra voltar atrás.

Tu quer saber por que tu broxou?

Quer?

Porque aquele homem que tava comigo na cama

não era mais você.

Aquele Gilmar que eu conheci

não existe mais.

Assim como não existe maldição. Não existe!

Só existe mentira, Gilmar. Mentira! Chega!

- Chega! - Olha só, meu amor. Me escuta.

Eu te quero muito, você é tudo na minha vida, por favor.

Também te quero, Gilmar.

Mas eu não consigo.

Dá uma chance pra mim. Por favor.

Eu te amo muito.

[música suave]

Porra...

[fim da música suave]

[Salvador] Na moral, Bagdá.

[feliz] Tamo rico pra caralho!

Rico mermo, cumpadi.

Tipo, empresário, jogador de futebol...

É o bicho essa parada de sequestro, meu irmão!

É. E o crack também tá vendendo bem.

Mas mais importante que o dinheiro...

Se liga, Salvador.

[funk tocando no rádio]

Aqui, ó...

Com a Favela do Cerol,

tomamos toda a dissidência de Segunda Armada.

É isso aí, meu irmão. É o IDI, os Irmão Dos Irmão.

É, mas acho que chegou a hora.

- Chegou a hora de quê? - De bater de frente com o Comando.

Tamo com a grana pra comprar o armamento...

É isso. Vamos chegar com tudo pra cima deles. Tamo com um exército.

Tá maluco, Badgá?

Que hora o quê! Isso é hora de curtir, rapaz.

Salvador e Bagdá,

essa é a mistura do Brasil com o Egito.

Tipo É o Tchan!, porra! [ri]

Vai pra porra, Salvador. Bagdá não fica no Egito, caralho.

[fim do funk na rádio]

[Rosana ri e suspira]

[suspira]

[Rosana] Viu?

Não tem nada de maldição.

Que bom, meu amor. Que bom.

Eu não tava aguentando mais. [ofegante]

Isso não quer dizer que você pode voltar pra casa, tá?

Eu sei disso.

E pra onde você vai?

Eu vou arrumar um jeito de não precisar trabalhar mais.

Pra gente ficar tranquilos.

[Gilmar suspira]

[sirene distante]

[música de tensão]

Vim falar com a senhora sobre a dona Jerusa.

[suspira]

O que vocês querem com ela, Afonso?

Querem continuar matando inocentes?

Não, não. Não é isso.

Eu tô atrás dela...

porque os filhos dela que enterraram meu pai.

Eu quero saber onde.

[música triste]

É o corpo do meu pai, tia Arlete. Eu mereço isso.

Eu conheço você, Afonso.

Eu sei que você continua sendo um bom menino.

Mas eu salvei a Jerusa do alto do morro.

- Queriam matar ela! - [Afonso] Eu soube.

Eu sei.

Fala pra mim, por favor.

Pra onde ela foi?

Eu não sei. Eu não tenho o endereço dela.

[música triste continua]

[suspirando] Afonso...

ninguém mais pode saber.

Obrigado.

[fim da música triste]

[Geise] Eu fico pensando em tudo que tá acontecendo.

Você foragido.

Eu ter que me virar.

Tenho tanto medo que aconteça alguma coisa com você, Evandro.

Não vai acontecer nada.

Evandro,

abre o olho.

No mundo do crime,

ninguém sempre se dá bem, não.

Nem os caras mais sinistro.

Uma hora, o mundo cobra.

[música triste]

Tanta gente já morreu...

Eu tenho medo, sabe? Eu tenho medo por todo mundo.

Tenho medo por você...

do doutor Burgo...

do Gilmar.

[Evandro funga]

O que foi, neguinho?

O que foi?

[chorando] O Hermes morreu.

O quê?

[chorando] O Hermes morreu, porra.

[música triste continua]

Neguinho. Neguinho.

É disso que eu tô falando, neguinho.

Tu não vai conseguir sustentar isso pra sempre.

Vamos sair dessa vida.

- Vamos juntar um dinheiro e fugir. - [Evandro funga]

Vamos reconstruir a nossa vida em outro lugar.

[Airton] Ô, mãe.

[Geise] O quê?

A Maria tá com aquela alergia de novo.

Ela tá muito...

Tá com alergia?

É.

Era bom levar no médico, né?

Vai lá com a tua irmã.

Vai lá, moleque. Vai.

- [funga] - [fim da música triste]

[Morello] Isso é hora de tomar café?

Eu dormi tarde.

Você tá bem?

Pai, o que você quer saber?

É sobre o Afonso?

Porque se for, não tô mais vendo ele.

Satisfeito?

Você vai viajar?

[suspira]

Vou.

Deixa um dinheiro aí.

Sabe que não posso deixar.

A moça tá arrumando a casa, fazendo comida...

Dinheiro pra quê?

Pra viver, pai.

Pra qualquer coisa.

Tá bom. Eu vou deixar. Mas não muito.

E você sabe por quê.

[em espanhol] Vamos ver...

[médica ri]

[inaudível em português] Calma.

[em espanhol] Olha...

[em português] É Carolina. [em espanhol] Meu nome. Carolina.

[em espanhol] Carolina, Rafaela está com uma alergia bem forte.

[em português] Mas... é... [em espanhol] O que é...

isso?

Pode ser por vários motivos.

Precisamos ficar de olho.

Um dos motivos poderia ser alergia por causas emocionais.

Ela passou por algo recentemente

que poderia ter causado ansiedade?

[em português] Ansiedade?

[em português] Não. [em espanhol] Não que eu lembre.

Vamos analisar a amostra que coletamos.

Por enquanto, aplique isto.

Duas vezes ao dia nos próximos três dias.

Preciso que vocês voltem

para vermos o resultado da análise

e descobrirmos o que ela tem.

Ok. Muito obrigada.

Doutora... É, obrigada.

Fique com Deus.

- Muito obrigada, doutora. - De nada, Rafaela.

[em português] Vamos, Maria.

Rafaela Maria. Vamos, que eu não tenho o dia todo.

[em espanhol] Obrigada.

CRIANÇAS DESAPARECIDAS VOCÊ PODE AJUDAR!

Aí, Salvador.

Chegou o cara que eu queria te mostrar.

Ele tem de tudo. Aí, irmão.

- Mostra as arma aí. - [homem] Aí, ó.

Não. Pó parar. Pó parar...

- Qual foi? - Não falei que não quero saber de arma.

[irritado] Porra! Vamo ficar na boa, meu irmão!

[irritado] Qual foi, Salvador? Quer estagnar?

Presta atenção. Se a gente não passar os inimigo,

eles vão passar a gente, porra.

Salvador não quer guerra com ninguém.

Olha aí. Ou!

- Olha aí, Bagdá. Porra, meu irmão. - [carro buzinando]

- É disso que tô falando, ouviu? - [buzina]

- Vem comigo, vou te mostrar. - [Badgá] Vem comigo pra onde?

- Porra, tu tá de sacanagem. - [Salvador] Vem, vem, vem, porra.

[Bagdá] Puta que pariu. Caralho.

[funk tocando no carro]

[animado] Aí, Bagdá. Dá uma olhada. Arma é o caralho!

Isso que é vida!

Caralho!

[grita] Essa é a mistura do Brasil com o Egito!

Bagdá! Tem que ter charme pra ficar bonito, porra!

[funk continua]

Uh! Que beleza! Que beleza!

[Gilmar] Caralho, meu irmão. Porra.

Vem cá...

quantos aviões o Navarro tem?

[em espanhol] Tem dois. Este e aquele de carga.

E é só você?

Não, eu sou piloto deste.

Ele é o outro piloto do de carga.

[em português] Puta que pariu! Que exploração, hein, meu irmão?

É foda, hein?

Também me exploram pra caralho no meu trabalho, meu irmão.

Não muda essa porra.

[em espanhol] Vamos ficar de olho na família do Evandro.

Se os encontramos, encontramos ele.

Está bem. Sim.

Mas não quero me envolver em loucuras.

Não se preocupe.

Não vou fazer loucuras.

Vou agir de acordo com a lei.

Prometo.

[em português] Nossa, filha. Tem muito, né?

Mas você vai ficar melhor.

- Tá, minha linda? - Uhum.

O que ela tem?

A médica não sabe, né?

Falou que é alergia.

[sussurrando] Pode ser emocional.

Aí ela passou esse remédio aqui.

Aí gente volta lá depois de amanhã...

- e você já vai tá melhor. - [Maria] Uhum.

Né?

Amor, já volto. Rapidinho.

Não leva, Evandro. Tem dois só.

[Evandro] Vou devolver. Rapidinho.

[buzina distante]

[música de suspense]

[Jerusa] O que faz aqui?

Eles me deixaram ir embora. Não volto mais pro Dendê, juro.

Dá licença.

[Afonso] Não vim fazer mal. Só quero uma informação.

[cachorro latindo distante]

[música de tensão]

Vou querer um de cinquenta.

Vem cá...

quanto você dá nesse colar?

É ouro puro.

- É ouro mesmo? - Uhum.

Toma dois desse aqui.

[cachorro continua latindo]

No depoimento, a senhora disse que seus filhos enterraram o seu Pedro.

Não sei se a senhora lembra de mim...

eu sou o Afonso, filho dele.

A senhora sabe onde tá o corpo?

[música de tensão continua]

[portão abrindo]

Sei, sim, meu filho.

Só quero dar um enterro decente pro meu pai.

Entra.

Licença.

[música de guarânia tocando]

[celular vibrando]

[abaixando o volume]

- [em espanhol] Alô? - Preciso falar com você urgente.

Mas tem que ser pessoalmente.

Pode vir ao Paraguai?

Sim, mas o que houve?

[música de tensão]

Algum problema?

É sobre algo que afeta nós dois.

E precisamos conversar para resolver direito.

Sim, mas sobre o quê? O que está havendo?

A DEA.

A DEA está se aproximando.

[respira fundo]

Temos que conversar urgente.

[pássaros cantando]

[Evandro em português] Geise?

[música de suspense]

[engatilhando a arma]

[música de suspense continua]

[disparo]

[disparo]

[fim da música de suspense]

- Porra, Geise! - [susto]

Tá de sacanagem? O que é isso?

- Evandro, que susto. - O que tá fazendo?

Ué. Tenho que aprender a me defender

pra aprender a defender nossos filho.

Você não precisa disso.

Como não preciso disso?

Neguinho, agora sou procurada.

Eu sou foragida.

Tem que saber mexer nisso aqui. Não sei nem ligar isso.

- Tá bom. Quer aprender? - Quero.

Vou te ensinar. Vamos lá.

- Vai me ensinar? - Vou.

- Tá apontando onde? - Na ponta da pedra.

- Ótimo. Aponta lá. - Não ri, não.

Não tô rindo, não.

Vamos lá.

Apoia a outra mão.

Relaxa.

Força.

Inspira.

- [disparo] - [susto]

[música animada]

E aí?

[Geise] As criança. Olha as criança, sério!

- [Evandro] Tão dormindo. - Não tão.

- Para. - Então vamos...

♪ Eu ainda me lembro do nosso amor ♪

♪ Do teu sabor ♪

♪ Eu ainda não te esqueci ♪

- [Geise] Deita. - [Evandro] Para!

♪ Sinto a sua falta ♪

[fim da música]

[bipe do alarme do carro]

[sirene se aproximando]

[freada brusca]

[em espanhol] Parado aí.

Espera. O que houve?

- Calado. - O que houve?

- Calado. - Ei!

Pode dizer o que está havendo?

[sirene continua]

- O que é isso? - Parado.

Herrera, olha.

Isso não é meu. O que é isso?

Não faço ideia do que seja.

Isso não é meu. Ei!

Ei!

[Gilmar em português] Alô? Fala aí.

Pegaram o cara, compadre.

[música animada]

[fim da música animada]

PROIBIDO FUMAR

[homem em espanhol] Senhor. Sr. Navarro.

Senhor.

Temos um problema, senhor.

O outro piloto sumiu.

O que houve?

Não sei. Estou tentando ligar, mas...

não me atende. Não sei o que houve. Desculpe.

Ok.

Você vai me levar.

Fiquei de levar a carga para o Paraguai.

A menos que queira ir junto.

[celular tocando]

[em português] Alô?

[Johnny] Recebemos uma denúncia anônima

indicando a chegada de dois traficantes no Paraguai.

Um avião noturno com carga.

Um boliviano e um brasileiro.

Tudo indica que é Evandro e Navarro.

Uma pista boa. Fonte segura.

[em espanhol] Viajar com carga...

[suspiro]

Não gosto disso.

Posso deixar a carga e te levar no outro avião.

Não.

A carga tem que chegar lá.

Vamos neste aqui.

[música de tensão]

[Morello em português] De quem é a operação?

[Johnny] É sua. Você tem responsabilidade pela prisão da carga e possíveis prisões.

Morello, você sabe que Navarro e Neves

têm grande parte da polícia paraguaia comprada.

Pode ter resistência.

Não se preocupa com isso. Tenho policiais paraguaios de confiança.

Deixa comigo.

- Vem comigo. - [em espanhol] Aonde?

[música de tensão continua]

Senhores, quero confidencialidade absoluta nessa missão.

Nada de celulares, pagers. [em português] Porra nenhuma, entendeu?

[em espanhol] Os celulares ficam aqui.

Em cima da mesa, certo?

Coloquem aqui.

Todos os celulares aqui.

Aqui. Por favor.

Rápido. Por favor.

Vamos, vamos.

Vamos, vamos!

Por ali, andem!

[música de tensão continua]

[fim da música de tensão]

- [em português] Ô, amiga. - Aqui.

Obrigada.

- Ó. - Fui pegar pra mim também.

É mais caro porque quem vende é meu amigo de Botafogo.

Não, tranquilo.

Você quer?

Claro!

[música animada]

[Inês] Você vai curtir. Esse é tão bom quanto ouro branco.

[Flávia] Tá.

[música animada continua]

Pô, esse é bom mesmo, hein?

- Também acho. Eu gosto. - Gostei.

[em espanhol] Mais.

[em português] Calma.

[em espanhol] Vamos!

O que está havendo?

[música de ação]

Merda!

O desgraçado sabia!

- Navarro! - [Navarro] Não!

Merda!

[Morello] Saia do avião!

- [Pilar] Saia do avião! - Calma!

- [Morello] Saia do avião! - Saia com a mão na cabeça!

- [Navarro] Calma, tudo bem. - [Pilar] Saia.

[Navarro] Está tudo bem.

Podemos resolver isso de outra forma?

- [Pilar] Não. Saia daí. - Certo.

- Saia. - [Navarro] Só tem isso.

Que se foda!

[em português] Cadê ele?

[música de suspense]

- [em espanhol] Certo. - [em português] Cadê o Evandro?

- [cliques] - [falas indistintas]

[em espanhol] Eram quantos?

Por quanto tempo planejou?

Então a informação do Evandro era falsa,

ele não estava no avião.

Foi para chamar atenção.

Queríamos pegar Navarro.

[suspira]

O que foi?

A morte do Hermes

pode acabar sem solução.

Pode ter sido vingança.

Acha que foi o Evandro que o entregou?

Que filho da puta.

[em português] Essa manchete vai me ajudar.

[bipes de mensagem]

[em espanhol] Viram a Geise.

- No hospital. Volta amanhã. - [em português] Que horas?

[música de tensão]

[apito de brinquedo]

[clique de câmera]

[clique de câmera]

[clique de câmera]

[clique de câmera]

- Entraram no hospital. - [chiado]

[Neves em português] Foi um serviço bem feito.

Pelo que eu vi da Bolívia, não sabem que foi você.

- Sim. - Pareceu um assalto.

Então foi um serviço bem feito pela DEA.

Valeu a ajuda aí, hein?

Ele merece passar um tempo na cadeia.

Sim.

E o primo dele está disposto a fazer negócio.

Boa.

Mas vim aqui falar dos próximos passos, Neves.

Quero entrar pro ramo das armas.

Não dá pra depender do Navarro pra sempre. Quero expandir.

[suspira]

Evandro,

você pode ter sucesso no ramo das drogas, né?

Mas o negócio das armas é outro mundo.

Na verdade, é um submundo, né?

É muito maior.

- É muito mais sério. - E muito mais lucrativo, né?

Tô pronto, Neves.

E você tá pronto pra...

virar meu concorrente? Hum?

Porque eu sei como você opera.

Não. Quero ser sócio, Neves.

Você não tá querendo descansar?

Hein? Tô te propondo uma aposentadoria.

Pra você ficar mais tranquilo.

[Neves] A ideia até que é boa, mas não é a hora.

Quando o mar está calmo,

as vendas caem.

E, no Brasil, as vendas diminuíram.

E temos que esperar por quê?

Não podemos fazer acontecer?

Nós precisamos da guerra.

[sinal do rádio]

[em espanhol] Saíram. Vou segui-las e te passo.

[ligando o carro]

[em português] Sou cria do Dendê.

Do Rio de Janeiro.

Eu vi a guerra de perto, Neves.

Perdi meu irmão. Perdi meus amigos.

Eu vivi a guerra.

Eu sou cria de uma guerra.

E posso criar guerra a hora que eu quiser.

[em espanhol] Está por perto?

[Morello] Seguindo as coordenadas.

[música de tensão]

Ela saiu, Morello.

Parados!

Vá atrás dela!

[música de tensão continua]

[em português] Vamos, Maria.

[Morello] Perdeu, filhota.

[Geise] Vem pra cá, vem pra cá.

Perdeu.

[fim da música de tensão]

[música de encerramento]

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