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Original subtitles

BRIGHTON, REINO UNIDO, 1998

Os chechenos? A sério, Nigel.

De todos os mafiosos, escolheste a organização

que assusta outras organizações criminosas?

-Calma. Sei o que estou a fazer. -Lembras-te de Moscovo?

Chefes da máfia russa encontram-se com membros do gangue checheno

para negociarem a paz ao jantar. Sem armas.

À sobremesa, os russos estavam mortos. Com os talheres.

Os russos não deviam ter escolhido uma churrasqueira.

Não tem piada, Nige. Somos parceiros na agência.

Não sei como é o MI6, mas se a minha chefe

na CIA ouvisse um sussurro dos teus outros envolvimentos...

E como aconteceria isso, parceira?

As notícias espalham-se, Nigel. Os segredos não ficam em segredo.

Oxalá não seja verdade.

Levanta-te, vais para casa.

Estamos perto do nosso homem. Bom trabalho, Agente Sutton.

Não quereria fazê-lo com mais ninguém, Agente Malik.

O ERRO DE COR SICILIANO

O que está a fazer aí dentro?

Herbie. Olá. O que fazes aqui?

Vim ver a banda da Holly a dar um concerto na baixa.

Ela arrasou, como sempre. Até havia críticos.

Do Punk Planet e um da Rolling Stone.

-Impressionante. -Sim.

Vim ver-te enquanto a Holly deita a Sue, no hotel.

Depois pedimos serviço de quartos.

Talvez haja uns beijos.

-Pintaste olhos? -Sim.

É obrigatório no mundo "Klezmer".

Eu não saberia.

Como está a correr a vigilância ao Reddington?

Tanto quanto sei, está lá dentro há dois dias e meio.

Vejo a sombra dele de um lado para o outro nas janelas.

Pelo menos, sabemos dele. Não é pouca coisa.

Vou atualizar-te sobre a pesquisa de ADN que tenho feito

desde que descobriste que não és filha biológica da Meera.

Há alguma correspondência?

Nada em nenhuma base de dados da polícia a que eu tenho acesso.

Mesmo agora, depois de ter tido tempo para digerir a revelação,

ainda sinto a Meera como minha mãe.

Olha para mim, segui os passos dela nos serviços secretos.

Porque não me disse de onde vim?

E agora parece que nunca terei respostas para nada disso.

Já pensaste em pedir ajuda ao Raymond?

Aposto que conhecia a Meera melhor do que ela sabia.

Quando entrei na equipa, o Ressler avisou-me logo

para nunca dever ao Reddington.

Parece um caminho perigoso e não sei se quero segui-lo.

Só sei que o Red me tem ajudado muito. Em muitas coisas.

Vou voltar para o hotel. Não quero que a Holly adormeça com a Sue.

Boa sorte com os beijos.

Eu fico aqui, com os binóculos e o mau-cheiro.

É melhor abrires uma janela. Adeus.

Há notícias da Senadora Panabaker sobre a Equipa 836?

Ainda nada. Vou tentar ligar para o gabinete dela.

Está a ignorar. Vamos contorná-la.

Marque uma reunião com o Senador Dorf do Comité de Apropriações.

Diga ao assistente que é urgente.

Nenhuma equipa devia operar sem qualquer controlo.

-O que são vocês? -O Senador Dorf não estava.

Vão voltar a ligar, mas não têm vagas pelo menos um mês.

Vamos investigar o Clayton Dorf. Talvez haja forma de o agradar.

Alguma falha de segurança que eu deva saber?

Quase me matava. Pensei que estava lá dentro.

-De onde veio? -É para si.

Cenoura, maçã, extra gengibre. Cheguei de Aguascalientes, México.

Mas as luzes acendiam e apagavam. Vi sombras.

É um funcionário meu em part-time.

-Para que são as hastes? -Porque não entra comigo?

Preparo-lhe algo para comer e conto-lhe tudo.

Graças à conversa do outro dia,

conseguimos a morada do sacana do Minkov.

Não são só os Tigres do Tamil.

Planeia um segundo atentado a um templo em semanas.

-Os próximos passos deviam ser... -Não estou aqui para falar disso.

Raios. Apanharam-te, não foi?

Avisei-te que era perigoso, Nigel.

Um ponto para a Malik.

Quando parares de te vangloriar, podes ouvir-me.

Preciso de um favor.

Só preciso de algum dinheiro para cobrir o que eu não posso.

-Cem mil. -Não tenho tanto dinheiro.

Podes arranjá-lo. És inteligente, desembaraçada.

Vês algo que queres e arranjas forma de o obter, certo?

Não acredito nisto.

Quem me dera ter outra forma,

mas esgotei todos os meios.

O diretor do MI6 não acreditou na história de como me magoei.

Faz perguntas, observa-me como se fosse um jogo de críquete.

Preciso da tua ajuda com os chechenos.

Não vou perder o emprego, a casa, a família, por decisões erradas.

Tal como tu não queres que as tuas decisões erradas te afetem.

Porque isso seria uma pena, nesta fase da tua carreira.

-Quando precisas do dinheiro? -Daqui a 48 horas.

Entrarei em contacto.

Siya! A querida Siya da mamã. Olá.

Está tudo bem. Olá.

Foi a melhor "frittata" que já comi

e fê-la com uma chapa elétrica e uma torradeira.

Sim. Obrigado.

Mas só diz isso porque é a primeira refeição a sério que come em dias.

Talvez.

Então, porque anda por aí com um enorme par de chifres?

São chifres de touro. Não de um touro qualquer.

Eram do lendário Islero, o touro Miura que matou o Manolete.

-Não conheço. -O matador. O Manolete.

Talvez o toureiro mais fascinante de sempre.

Sóbrio na abordagem, até na vida,

será um herói sério e melancólico para sempre.

O que atrai uma pessoa para uma perseguição tão perigosa?

A vida perigosa não lhe é estranha, Agente Malik.

Talvez. Mas não me verá a dançar

com uma fera mortífera de 500 kg, a espetar-lhe paus afiados.

O Manolete era um guardião estoico da tradição na arena.

O seu pai tinha sido matador. O seu tio.

Um mês antes de morrer, o Manolete disse a um entrevistador:

"Estão a pedir mais do que eu posso dar. Sempre mais e mais."

Ele desejava abandonar a arena. Mas regressou.

Voltou a fazer o que fazia melhor do que ninguém.

E mal matou o Islero, a balançar-se nos dedos dos pés,

a arquear-se sobre o bafo quente e fumegante da morte feroz,

a perfuração cirúrgica da espada no punho, nesse instante,

o Islero empurrou a sua cabeça para a direita e trespassou-o.

Quanto mais perto luta dos chifres, mais perto está da morte.

Suponho que, na verdade, o Manolete tenha achado mais fácil

arriscar a vida do que viver uma vida sem risco.

Morreu a seguir as ambições do pai.

Há quem faça isso.

Sim.

O Zuma disse-me que investigou a fundo o passado da minha mãe

quando ela entrou para a equipa.

Como faço com todos. Fiz o mesmo consigo.

Sabe mais sobre a minha mãe

do que aquilo que está nos ficheiros editados que vi?

Talvez o mais importante, Siya, seja o que já sabe.

Que foi amada e cuidada pela Meera e pelo seu padrasto.

"Deseditar" o passado não mudará nada disso.

Talvez não. Mas descobri algo que não consigo esquecer.

A Meera não era minha mãe biológica. E escondeu-mo. Porquê?

Veja quem está a dançar agora com uma fera mortífera.

Está a dizer que não me vai ajudar?

É isso que quer? A minha ajuda?

É o Cooper.

-Olá, senhor. -Como vai isso em Nova Iorque?

Sabes o que o Reddington tem feito?

Estou com o Reddington.

-Falou em voltar a juntar-se a nós? -Ainda não.

Foi ao México buscar uma caveira de touro famosa.

O Islero? Não sei. Talvez signifique algo.

Pode significar algo ou pode ser só o Red vintage.

Fica com ele e informa-me de tudo o que possamos usar.

Temos de ter cuidado

até resolvermos esta situação com o Hudson.

-Obrigado. -Não sei

se é este tipo de informação que procura,

mas encontrei este artigo do verão passado.

É uma entrevista sobre um dia na vida do Clayton Dorf.

Ele adora churrasco coreano. Quem diria?

Atkins, é um génio.

A indomável Menina Mallet. Está com bom aspeto.

-Qual é o seu segredo? -Obrigada.

São os petiscos de canábis.

Aliviam toda a tensão. Quer provar um?

Acho que tenho umas gomas de melancia azeda na mala.

Não, guarde isso para depois, minha querida.

-Então, o que tem para mim? -Trouxe tudo o que pediu.

Não sabe como agradeço ter mantido tudo em segurança estes anos todos.

Está a brincar?

Foi uma honra proteger estes pedaços de História mundial.

O jogo de tabuleiro Senet,

deixado com cadáveres para entreter os mortos.

Do túmulo de Amenhotep, descoberto numa sala de uma das esposas.

Nenhuma das esposas foi enterrada com ele.

Boa decisão.

Por falar em coisas desaparecidas,

porque está a descarregar todos estes tesouros agora?

-Algo mudou no seu mundo? -Tudo e nada, minha querida.

Não há motivo para preocupação. Só preciso de ser mais criterioso.

Isso eu compreendo. Quanto mais velha, menos desejo.

E não pode viver sem as coisas que deseja.

O poema de Titono de Safo.

"O meu coração pesa, os joelhos não me aguentam de pé,

embora outrora pudessem levantar-me e dançar,

e saltitar leve como um cervo."

Sinto-me vista, desde o século III a.C.

É deslumbrante.

-Fique com ele. -O quê?

Ao longo das décadas, não foi nada

além de inabalavelmente leal, graciosa e engraçada.

Meu cordeirinho! Vou estimar isto.

-Todos os dias, duas vezes por dia. -Eu sei que sim.

-Obrigada. -De nada.

Estou nas nuvens. Talvez precise das gomas para me acalmar.

Cynthia, antes que me esqueça, o item de que falámos ao telefone.

Contactou através dos canais apropriados?

Sim. Garantiram-me que o comprador que tem em mente

será alertado para a disponibilidade do artigo

e esperemos que não resista a vir vê-lo pessoalmente.

Oxalá a oiça. Vá buscar aquelas gomas.

É para já. Três para si?

-Onde é a estação de metro? -Podes ir a pé, mas é longe.

Não faz mal, o exercício faz-me bem.

Obrigada, Johnno. Vim só buscar os auriculares.

-Raios. -Estás bem?

Sim. Só um pequeno encontrão. Não faz mal, está resolvido.

Até à próxima. Vai, Newcastle!

-Tem a arma de serviço? -Sempre. Porquê?

Dê-ma cá.

Nem pense que fico desarmada durante o que vamos fazer.

Quem falou em ficar desarmada?

Vê algo que lhe agrade?

Acredite, se as coisas correrem mal,

não vai querer usar a sua arma de fogo do governo.

Já agora, nesta viagem, o seu nome será Janet Grimm,

como nos contos de fadas.

Boa escolha.

Não sei. Os chechenos querem mais.

Juros, aparentemente.

Claro que querem mais, Nigel. É assim que operam.

Já devias saber.

-E não será a última vez. -Sim. Sim, será.

Um último pagamento e tudo isto passará para mim. Para nós.

Não há um "nós", Nigel. Não te posso ajudar mais.

Fala com o teu supervisor no MI6. Confessa. Acaba com isto.

Posso fazê-lo, mas não confesso só a minha parte.

Não podes provar que roubei o dinheiro.

E a tua operação paralela em Calcutá?

Uma violação significativa da ética da CIA, não achas?

Colocando-te em risco de te comprometeres.

-Os chefes não iam gostar nada... -Basta! Já percebi.

Gostes ou não, estamos nisto juntos.

Tens tanto a perder como eu. Talvez mais.

Escolhe bem o próximo passo. É o meu conselho.

EDIMBURGO, ESCÓCIA

-Não demoro nada. -O que devo fazer?

Espere aqui. Atire sobre quem sair a correr.

-Não vou fazer isso. -Como queira.

Anime-se!

Mexa-se, Janet!

Vai dizer-me como fui parar à linha de fogo ali atrás?

O Liam consegue ser muito desagradável.

Mas a verdade é que ele me tirou o sabre há anos.

Já estava mais do que na altura de o recuperar.

-Viemos à Escócia por uma espada. -Um sabre.

Pertencia ao Capitão Lewis Nolan,

morto no comando da Brigada Ligeira na Guerra da Crimeia.

"Entraram de rompante, cavalgaram corajosamente e bem."

"Para as mandíbulas da morte, para a boca do inferno."

-É fã de Tennyson? -A minha mãe...

A Meera adorava-o.

Talvez adorasse o que conhecer o trabalho dele dizia dela.

Suspeito que a sua mãe foi sincera com o seu amor por Tennyson.

Como assim?

Acho que a Meera conhecia bem

a sensação de melancolia que também assombrava Tennyson.

Ela sentiu o isolamento de habitar um mundo que sabia ser cruel.

A vida de crianças num mundo assim.

É preciso muita força de espírito para continuar

quando vemos o que os outros não veem.

E encontrar luz nas sombras.

A investigação aproxima-se do dinheiro

que o Minkov canaliza para o terrorismo no Sri Lanka.

Graças ao seu trabalho.

-É bom para si. -Obrigada.

Agora sabemos onde o Minkov está escondido.

Crie uma operação secreta de imediato.

O Minkov tem uma massagem

em Kensington às terças, às 14h00.

Claro. Vou começar a tratar disso.

-Uma palavrinha antes de ir. -Sim?

Tenho ouvido do MI6

que o desempenho do seu parceiro Sutton tem sido errático.

-Devemos preocupar-nos? -Não, senhora.

Não reparou em nada?

Talvez esteja cansado. Muitas horas de trabalho e assim.

Mesmo assim, o Nigel é perito em vigilância.

Não confiaria mais em ninguém, dado o prazo apertado.

-Muito barulho por nada. -Parece que sim.

Ainda assim, o MI6 podia investigar melhor.

-Claro. -Depois digo-lhe

se descobrirmos algo sobre o Agente Sutton.

ZURIQUE, SUÍÇA

Raymond Reddington, há quanto tempo.

-Julguei que nunca mais te veria. -Não verás. Não depois de hoje.

Traz os redondos, com geleia no meio.

Está bem. Alguma coisa para o cão?

-Como o quê? -Não sei, um biscoito?

Tanto faz.

Despacha-te, querida, a medicação vai fazer efeito rapidamente.

Se é que já não fez.

Então, Raymond, não costumas viajar acompanhado.

-Quem é este espécime sublime? -Não importa quem é.

-Tens o que vim buscar? -Sim, claro.

Pensando melhor, talvez a aceite antes a ela, se não te importares.

Importo.

Que pena. Adorava tocar naqueles ossos.

Cuidado.

Temos de voltar para Nova Iorque.

Heinrich, quando sair, vou ligar ao Freddy.

Vai passar por cá e levar o cão. Deve estar numa casa a sério.

O Freddy chegará em breve.

E se tu ou o cão não estiverem cá nesse momento,

o Freddy vai a casa e fica com a tua mãe até voltares.

Tendo em conta que não há nada pior do que o Freddy,

nem tu, nem o pobre cão ou a tua miserável e horrível mãe,

Heinrich, por favor.

Por favor, não faças o Freddy perder a paciência.

Não te preocupes comigo. Mas não posso falar pela minha mãe.

Muito bem. Olhe, primeira cliente do dia. Bem-vinda!

Procura alguma coisa em particular?

Adoro esse candeeiro. A minha avó tinha um igual.

-É caro? -Faça-me uma oferta.

Posso dar 75, se for em dinheiro.

Ou, no máximo, 125 se for cheque.

Acho que não consigo, sobretudo tão cedo.

Pode subir um pouco? Digamos, mais 100 dólares?

É muito dinheiro por um candeeiro.

Só quero mais luz na minha sala de trabalhos manuais.

-Este candeeiro seria perfeito. -Sim, mas compro um bom

e prático a um quarto do preço.

-Certo. Mas não com vitrais. -Pois, provavelmente não.

E funciona, certo?

-Aceita 200? -Vendido.

-Posso vir buscá-lo ao fim do dia? -Claro.

Bom trabalho!

Vendeu um candeeiro Tiffany por 200 dólares.

Pois foi.

Até 20 mil é uma pechincha. Porque não lhe disse o que era?

Talvez descubra sozinha. Imagine o prazer dela.

A história que contará para o resto da vida sobre encontrar um Tiffany

numa venda de garagem e ficar com ele por uma bagatela.

Sim, mas e se ela nunca descobrir de onde veio?

-A sua verdadeira proveniência? -E se...

-Senador Dorf. -Congressista...

-Hudson, senhor. -Certo, certo.

Veio encontrar-se com alguém para almoçar?

Este sítio é muito discreto.

É privado. Surpreende-me que o conheça.

Fiz a minha pesquisa.

Queria falar-lhe sobre um assunto importante.

É sobre a Equipa 836 do FBI.

-Posso sentar-me? -Preferia que não.

A equipa está a esgotar o orçamento,

mas não encontro ninguém que saiba algo sobre isso.

Quem trabalha lá, o que faz, as suas práticas.

-Sabe o que é? -Não sei, Hudson.

Acredito que o FBI sabe do que precisa melhor do que nós.

As pessoas não querem saber de orçamentos.

Querem saber de segurança.

Pagam de bom grado pela perceção de que estão em segurança,

saibam disso ou não.

O contribuinte quereria saber. Não faz parte da ATF, da DEA.

Estamos a falar de quantias enormes.

Gostava de saber o que raio estamos a pagar, senhor.

É casado, Hudson? Eu sou.

A conselho da esposa, ignoro os pequenos problemas.

E isto parece-me ser muito, muito pequeno.

Se achar necessário, marque uma reunião e falaremos sobre isso.

Mas agora tenho de voltar ao "bulgogi" antes que arrefeça.

Tentei marcar, tem a agenda cheia.

Ninguém ganha quando abusam do poder na sombra.

Meu Deus, eu... Porque não nos deixamos de tretas?

O que quer é manchetes.

Quer que o ajude a fazer alarido sobre uma treta numa audiência

para poder aparecer de repente e ser o salvador da república.

A ótica não me interessa, senhor.

-Só quero responsabilidade. -Não soube?

A responsabilidade já foi à vida.

Não está nem um pouco curioso sobre o destino daquele dinheiro?

Onde raio estás agora?

A ver o Reddington a descarregar séculos de História inestimável

na sua própria feira da ladra.

Promete-me que me dizes se ele vender um Boba Fett.

Não é esse tipo de venda de garagem.

O Cooper manda-me vigiar o Reddington e o que acontece?

Uma viagem mundial improvisada cheia de personagens duvidosas.

Já ouviste falar do Heinrich Wittelsbach?

-Não, o que queria o Red dele? -Não sei. Trocaram envelopes.

Não envolveria um tipo duvidoso se não tivesse um bom motivo.

Quanto a ti, estás a fazer o melhor que podes.

Devias estar com ele e estás.

O que acontece não é culpa tua.

Tenho de ir. Adeus, Siya.

Custa a crer que goste de massagens nos pés.

Toda a gente gosta, Nige.

Fico com o rádio. Se algo acontecer, dou sinal.

Faz o mesmo.

Trinta e aqui estão os cinco. Bom proveito.

Desculpe. Disseram para dizer que a Menina Mallet me enviou.

Sim.

Tenho algo que creio que procura.

O ERRO DE COR SICILIANO ITÁLIA, 1859

Erro de Cor Siciliano.

Nem acredito no que vejo.

Fiquei espantada quando soube que o selo tinha aparecido.

Aqui está, diante dos meus olhos. Um de apenas dois no mundo.

Imagine. Uma impressora italiana em 1859 imprime dois selos

em tinta azul em vez de laranja e, 160 e tal anos depois,

é dos erros de impressão mais lucrativos da História.

Sim. O meu marido era obcecado por este selo.

Era a sua baleia branca. Ou melhor, a sua baleia azul.

-Paz à sua alma. -Lamento a sua perda.

Já foi há algum tempo, mas ainda parece que foi ontem que o perdi.

O meu marido sempre disse que os selos eram "simples e comuns,

mas também pequenas obras de arte que podiam durar para sempre."

Como os casamentos.

Desculpe. Não pediu para ouvir a história da nossa vida.

De todo. Não, de todo.

Seja como for, sei que não posso pagar o que este selo vale.

Só queria muito vê-lo pessoalmente, depois de tanto tempo.

-Talvez possa tirar-lhe uma foto? -Não, não, não.

Devia ter mais do que uma fotografia.

Estou disposto a oferecer-lho por uma fração do que vale.

Não, não faça isso. Nem poderia pagar uma fração de uma fração.

-Poderia pagar dois? -Dois milhões? Não.

E que tal dois mil?

Da última vez que foi vendido, foi por mil vezes mais.

Ai foi? Não imagino ninguém

que valorize mais este selo do que a senhora.

Compre-o. Compre-o. Em honra do seu marido.

-Verificação de rádio. -Oiço bem.

-Entendido. Já entraste? -Afirmativo.

-Nigel, escutas? Nigel! -Escuto. Estou aqui.

Meera. Falaste?

Meera. Ainda estou seguro?

Meera? Muito bem. Mais um pouco de pressão.

-O que se passa? -Desculpe.

-Quem és tu? -Meera!

-É ele. -Um tipo bem-parecido.

Um verdadeiro patife.

Deu-me muito trabalho com as façanhas que fez ao longo dos anos,

mas não o trocaria por uma dúzia de Gregory Pecks.

Central, qual é a situação?

Temos uma emergência em Grand Regent Circle, 24.

O Agente Nigel Sutton foi atingido, presumivelmente alvejado.

Repito, o meu parceiro Nigel Sutton foi atingido e perdi o contacto.

Entendido. Código 471. Necessária assistência.

Olá! Que surpresa maravilhosa, embora um pouco esperada!

Vamos ao Museu de História Natural.

E cá em Nova Iorque, fez sentido vir visitar-te.

A Agente Malik deve ter-vos dado a morada.

Tenho uma coisa.

Esta é a bola que o Pelé usou

para marcar o seu primeiro golo no Mundial. Para ti.

-Obrigado, Pinky. Queres jogar? -Siya, jogue.

Talvez um pouco da magia do Pelé contagie a Agnes no próximo jogo.

-Temos de falar. -Espera, quase me esquecia.

Espero que isto seja um caso novo.

Muito melhor do que isso.

Trata-se do teu passado como oficial da Marinha.

Achei que isto podia dizer-te alguma coisa.

Uma planta original da USS Constellation.

Uma das seis fragatas feitas para Marinha dos EUA em 1794.

Estás bem, Raymond?

-Não gostas da prenda? -Gosto muito da prenda. Obrigado.

Mas a Agente Malik diz que tens andado pelo mundo

a recolher e praticamente dar alguns dos teus bens.

-Há algo que eu deva saber? -Estou só a divertir-me, Harold.

Lembras-te da diversão? Envelhecemos

e percebemos que complicamos a vida quando não tem de ser.

-Complicamo-nos até à morte. -Pode ser.

Mas agora o meu mundo, o mundo da Lista Negra, está complicado.

-Ainda mais com a tua ausência. -Tem calma.

Voltaremos ao trabalho em breve, prometo. Entretanto, descansa.

A Agente Malik está aqui para vigiar.

O Senador Dorf está aqui. Entra?

Obrigado, menina. Não, não se levante.

Não fico muito tempo.

Só passei por cá para dizer que até gosto do seu estilo.

-Senhor? -A ótica interessa-me.

Expor o desperdício do governo tende a ter sucesso na imprensa.

Nas sondagens também.

Vai falar deste assunto ao seu comité?

Vou pensar em associar-me a si e ao seu ábaco de justiça.

Envie-me tudo o que achar que tenho de ver e começamos.

Obrigado, senhor.

Sem dúvida que algo de errado se passa com aquela equipa.

-Vamos descobrir. -Sim, sim.

E aqui tem.

Siya?

Aqui está a sua percentagem das vendas de hoje.

Dois mil dólares? Sabe que não posso aceitar.

Estou a fazer o meu trabalho.

Considere-o um bónus por me aturar.

Um bónus em mais do que um sentido.

-Como assim? -Pelo que percebi,

está decidida a investigar o passado da Meera Malik

e as suas origens, aconteça o que acontecer.

O cheque que tem na mão vai ajudar a abrir a porta,

caso decida entrar.

Não acredito que isto não se vendeu.

Passámos meses a isolar o Minkov e agora ele desapareceu.

Não sabemos quando será o ataque ao templo.

Tudo porque uma simples vigilância descarrilou.

Mal vi o carro, tentei alertar o Agente Sutton

de que o guarda-costas do Minkov tinha voltado.

Pensei que me tinha ouvido. Tinha de ouvir! Mas não respondeu.

Ou talvez tivesse razão. E ele estivesse distraído.

A culpa é minha, por insistir que ele conseguia.

Devia ter feito mais, devia ter entrado.

Lamento muito.

Coitada da esposa dele.

Vou recomendar que tire 21 dias de licença.

Passe algum tempo com a querida bebé Siya.

Fale com alguém. O departamento iniciará o inquérito,

mas, tanto quanto sei, duvido que encontremos algo

que pudesse ter feito para evitar a morte do Sutton.

Preciso que continues a vigiar o Reddington.

Já imaginava.

Não tens de entrar onde ele entra.

Mas tens de lá estar quando ele sair.

Ele parece ter um respeito genuíno por ti.

Parece quase protetor.

Não me senti muito protegida em Edimburgo.

Tal como disse, a tua segurança está primeiro.

-Faz o que puderes para o vigiar. -Assim farei.

Dê cumprimentos à equipa.

Quem és tu, Sra. Kathleen Sutton?

E o que tens tu que ver comigo?

Tradução das legendas: Cláudia Pereira

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