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UM FILME DE IREK DOBROWOLSKI DEDICADO AO SEU PAI LESZEK,
AO TENENTE WRZOS DO EX�RCITO NACIONAL E �S CRIAN�AS VARSOVIANAS
Cinco de agosto. Um dia normal.
Preocupantemente calmo, mas a morte far� a sua colheita � noite.
Sim...
Acontecer� alguma coisa hoje.
Lutar pela Pol�nia, Lutar pela Pol�nia Ex�rcito Nacional, dura realidade
"Viva a Pol�nia!" gritou Inka Ter� ela a liberdade
Como nos sonhos do General Nil O mundo olvida
Esconde as hist�rias dolorosas Dos feitos heroicos numa varrida
As coisas s�o assim agora Mas parem por ora
Ou�am como os alem�es marcharam em Wola
Quantos ficaram bestas Nessas manh�s de agosto
Como se entregaram � tirania E para qu�?
O palacete de Michler, Zytnia, Wola Defendidos pelos rapazes do "Parasol"
A unidade Gryf ataca os boches Os fuzis marcam o ritmo
Apesar da sua debilidade N�o desistem da liberdade
Pois Deus deu-lhes a liberdade!
Sangue e l�grimas, sofrer pela liberdade
Estas belas pessoas Nunca perderam a identidade
O c�u de agosto � luz solar Esta � por aqueles que querem olvidar!
Sangue e l�grimas, sofrer pela liberdade
Estas belas pessoas Nunca perderam a identidade
O c�u de agosto � luz solar Esta � por aqueles que querem olvidar!
As casas est�o a arder em Mokot�w
Escombros caem das �rvores Malditas forcas
Bombardeiros a bramar Tanques aos muros v�o disparar
Eles gritam por ajuda Mas ningu�m escuta
Entre as ru�nas Os nossos queridos sem cruzes
N�o h� miseric�rdia Tudo � nada hoje
Os nossos antepassados A Companhia de Warszawianka
O Capit�o Pilecki mostra a honra Onde est�o os valores?
Onde h� um objetivo, h� orgulho Compreendam ou v�o dar um mergulho
Uma hist�ria com mensagem Sermos melhores, sermos n�s
Sermos preciosos como um diamante O c�u de agosto permanecer� radiante
Temos de nos lembrar disto Testamento do destino
Hoje escrevo versos Em mem�ria dos grandiosos
Mesmo sendo �s vezes pequenos Morreram por n�s
Sangue e l�grimas, sofrer pela liberdade
Estas belas pessoas Nunca perderam a identidade
O c�u de agosto � luz solar Esta � por aqueles que querem olvidar!
Sangue e l�grimas, sofrer pela liberdade
Estas belas pessoas Nunca perderam a identidade
O c�u de agosto � luz solar Esta � por aqueles que querem olvidar!
Vai abrir o Parque de Paintball Insurrei��o de Vars�via.
O or�amento estimado � de 300 milh�es de zlotys.
Localizado perto do Parque Sowinski, a C�mara subsidiar� parte
e o restante ser� por proposta.
Esta � a R�dio Lightning.
Cinco de agosto. H� um massacre em Wola.
Quarenta mil dos seus residentes ser�o mortos nos dias seguintes.
Muito poucos conseguem escapar para a baixa e para a rua Okopowa.
Os alem�es est�o a queimar Wola.
Foi um furo, Anthony?
Mal come��mos, e j� fazes uma pausa.
Ainda bem que chegaste.
Olha para aquilo.
- � uma bomba n�o deflagrada? - Pior.
Tenho de ligar ao patr�o.
"Estou escondido h� 450 dias."
H� �gua nos canos.
Estou escondido h� 450 dias.
- E agora? - Ficamos � espera dos russos.
Queria lutar na Insurrei��o. Tentei faz�-lo, n�o desisti.
Ainda podia fazer muito.
Lidei com os bolcheviques em 1920 e lidaria agora com os boches.
Mas n�o.
Dizem que sou demasiado velho. Eu, demasiado velho?
E aqueles rapazes, aqueles mi�dos? N�o s�o muito novos para morrer?
31 DE JULHO DE 1944
� amanh�.
Viva!
O palacete de Michler, Zytnia, Wola Defendidos pelos rapazes do "Parasol"
Pistolas Vis contra tanques "Tiger"
Os tipos de Vars�via s�o malandros
Sejam vigilantes, escutem! Endure�am a vossa alma jovem!
Lutem como dois homens! Sejam vigilantes, escutem!
Endure�am a vossa alma jovem como a�o!
O vosso destino � lutar O vosso destino � cantar
Os boches est�o zangados, em ebuli��o
Improvisam como podem Disparam outro Nebelwerfer!
Sejam vigilantes, escutem! Endure�am a vossa alma jovem!
Lutem como dois homens! Sejam vigilantes, escutem!
Endure�am a vossa alma jovem como a�o!
Todos os rapazes querem uma ferida
As enfermeiras s�o mi�das espl�ndidas
Se forem atingidos por uma bala
Pe�am um beijo � enfermeira
Sejam vigilantes, escutem! Endure�am a vossa alma jovem!
Lutem como dois homens! Sejam vigilantes, escutem...
- Ol�, Sra. Robaczewska. - Ol�, ainda bem que c� est�s.
Por pouco tempo, tenho de voltar � minha unidade.
Anda � nossa cave. O Sr. Rudzki ficar� feliz por te ver.
Estou quase a terminar.
Quase.
Ent�o...
PARA O ABRIGO
O quinto dia da Insurrei��o.
Os alem�es t�m bombardeado Wola desde ontem com armamento pesado.
Todos do nosso pr�dio que n�o sa�ram de Vars�via est�o aqui.
At� o zelador, o informador alem�o,
que entregou muitas pessoas boas � Gestapo.
Para quem floresce a rosa branca?
Minha pequenina.
Onde tens andado?
- Senta-te e conta-me. - Av�, estamos a lutar.
� a melhor altura da minha vida.
Porqu�?
Porqu� tu, minha menina?
Deus deu-te outros talentos. Com certeza, n�o foi para seres soldado.
N�o fiquem a�!
Esque�o-me de que o romantismo polaco � t�o contagiante como a praga turca.
At� morreria de praga pelo meu pa�s.
E como ser� o teu pa�s? Bom?
Sempre perdemos tudo o que era bom e belo.
As musas vieram adorar-te, Basia.
Os poetas n�o s�o bons soldados. N�o.
As trovas deles s�o as suas armas.
Na Irlanda celta, veneravam os poetas como profetas.
Quando dois ex�rcitos inimigos se enfrentavam,
primeiro os seus trovadores faziam um duelo. Com poemas.
D�-me um beijinho.
J�ziu, olha o que te trouxe.
- Obrigada. - De um armaz�m alem�o.
Vou andando.
Cuidado, querida.
Lembra-te de que estamos aqui � tua espera.
- H� muitas v�timas? - Algumas, mas estamos a aguentar.
- T�m comida? - Sim, o Dr. Piasecki trouxe provis�es.
Tens as m�os frias.
Basia, cuida-te, por favor.
Tens de viver.
Depois, toda a povoa��o foi reduzida a escombros.
Relat�rio das v�timas nos tanques.
O que fazes aqui?
Ol�...
Porque precisas de um espelho, desajeitada? D�-me isso.
Vamos posar para uma foto?
Porque est�o a� parados?
Perdi a pistola.
Os polacos t�m azar no que toca a insurrei��es.
Ou s�o demasiado cedo ou demasiado tarde. Ou muito mal preparadas.
Se perdermos agora...
Os alem�es n�o nos perdoar�o.
S� ficar�o mais zangados e querer�o vingar-se em n�s.
Malditos russos a trabalhar para a SS.
R�pido, vamos.
- Para a barricada! - Sigam-me!
AULAS SECRETAS PRIMAVERA 1943
Margrave Albrecht tem de prestar juramento � sua Alteza Real
e ao reino da Pol�nia
como seu senhor natural e herdeiro
e, no futuro, prestar-lhe obedi�ncia em tudo,
como, por lei, um duque vassalo tem de prestar ao senhor herdeiro.
Margrave Georg tamb�m devia,
em seu nome...
... e em nome dos irm�os...
Stas, lembra-me, por favor, as causas do tributo prussiano.
Senta-te.
Vou repetir.
Margrave Georg tamb�m devia, em seu nome e em nome dos irm�os,
tocar na bandeira.
Basia.
Sim?
- Chega aqui num instante. - M�e, estou cansada.
- Podemos falar ao pequeno-almo�o. - Pelo menos, d�-me um beijo de boa noite.
Est� bem.
- O que aconteceu � tua perna? - Nada...
- Sentei-me em tinta fresca... - N�o me mintas.
Os mentirosos s�o mais sujos...
... do que a tinta.
M�e, n�o entendes.
Est�s a comportar-te como uma crian�a
que foi marota e n�o tem nada de sensato para dizer.
Vejo que �s imatura de muitas maneiras.
N�o achaste que algu�m podia ver a tinta e te prender?
Isso pode colocar outros em risco.
Eu sei. Compreendo os tempos em que vivemos.
Fazes o que fazem os teus amigos.
Perdoo-te.
Perdoo-te por ajudares a verdade.
Mas n�o por arriscares a tua vida por descuido.
E esse Stas...
... falarei com ele.
N�o! M�e, n�o fa�as isso, por favor.
Prometo lavar o ch�o todos os dias. Por favor, n�o me envergonhes.
Mas crescer�s?
Achas que � um esqueleto?
Parece ser parte de algo maior. E haver� uma exuma��o.
De onde veio? Qual foi a causa de morte?
Sei o que significa essa palavra. Muitos problemas para o construtor.
Um cliente diz ao empregado:
"Pode trazer um consomm�, como este..."
O empregado vai � cozinha, volta e diz:
"N�o h� consomm�, mas temos sopa de ervilha, como esta..."
Ela tem de tocar? N�o conseguimos ouvir os nossos pensamentos.
Agora, ou�am com aten��o.
Antes de anunciarem os planos de desenvolvimento,
podemos construir quanto quisermos.
Certo.
A C�mara pagar� a compensa��o. Detalhes legais.
Zdzislaw, estes s�o os documentos pr�-datados completos.
Condi��es de desenvolvimento, constru��o e licen�a de prote��o.
Minuta de um milh�o de zlotys.
Como assim?
Zdzislaw...
... devemos confiar.
Por favor, assina o nome completo.
E o n�mero do Cart�o de Cidad�o aqui.
Isto � ultrassecreto. Sem cortes, sem esc�ndalos.
� um acordo de cavalheiros que deve ser tratado com cuidado.
J� me conhecem h� algum tempo. Nunca fiz asneiras no trabalho.
E a tua vida privada?
O meu filho fez o MBA nos EUA.
O meu neto tem sete anos.
Faz hoje anos. Vou v�-lo depois de terminar aqui.
D�-lhe os nossos parab�ns. E a tua nora?
Tinha uma foto aqui.
O meu filho � muito complicado nestas quest�es.
Parab�ns � Miss Pol�nia!
�timo.
Dez por cento para ti e para os custos.
E toma...
... um presente para o teu neto.
Waclaw, sinto-me mal por aceitar. Est� bem, se � para o meu neto, aceito.
Muito bem.
"Pois o homem fechou-se,
at� ver tudo atrav�s de pequenas frestas da sua caverna."
O que raio est�s a fazer? O presidente ficar� furioso.
Sabes o quanto ele gosta de ti. Este projeto � muito importante para ele.
Est�o ali ossadas.
Sou respons�vel por completar os procedimentos.
Devia informar a pol�cia.
- Sim? - Sim.
Podes limpar o rabo com o registo que eles trar�o.
Andrzej, pareces um escuteiro.
O Zdzislaw ajudar-te-� e responder� por ti.
N�o ganhas o que o banco quer, mas ele certificou o contr�rio.
Resolve isto.
N�o percas tempo.
Pega numa retroescavadora, abre um buraco em volta dos alicerces,
transfere o problema para a� e fica tratado.
Segue o meu conselho, pela sa�de da tua m�e.
Algu�m escreveu a l�pis na margem, � um di�rio da Insurrei��o ou da ocupa��o.
Sabe dizer-me que livro �?
Um poema sobre a ilus�o de uma porta com espa�o infinito atr�s dela.
S� a nossa mente a pode fechar.
N�o sei se sabe, mas os The Doors
ficaram com esse nome por causa da porta no poema de Blake.
Tenho todos os seus �lbuns.
Que ossadas s�o essas de que falou?
Uma bra�adeira branca e vermelha num osso.
Temos de observar a exuma��o.
Soube que os construtores encobrem esses problemas.
O diretor deu a entender que teria problemas se n�o tratasse disto.
Vendi-lhe a ideia. Ele prometeu tr�s milh�es.
N�o t�m nada melhor para fazer, v�ndalos malditos.
- Aconteceu algo? - Nada.
- Toma. - Obrigado.
Estranho. O presidente ainda n�o disse nada.
O que achas que ele far�?
Estou preocupado.
Soube da escava��o. Onde �?
A tr�s quarteir�es daqui.
- Far�o um pr�dio novo. - Sobre a campa?
Esta cidade � um cemit�rio.
Dizem que um budista que visitou Vars�via,
depois de ouvir a hist�ria da Insurrei��o, disse que a cidade
j� teria feito uma oferta de sangue. Compensou o seu carma.
Ent�o, nem sofreria um desastre.
Sei que n�o �s assim agora
Passaste dias sangrentos
O desespero e a dor esmagam-te
Tenho de te chorar
Mas como est�s na minha mem�ria
Vou restituir o teu sacrif�cio de sangue
Acredita, Vars�via Sem contar com as m�sicas e l�grimas
Estou pronto para dar a minha vida por ti
Disse que a cidade tinha potencial ilimitado.
- Concordas, n�o? - As boas ideias v�m sempre a tempo.
Ol�, Bilet, onde est�s?
Onde?
Certo, vou subir.
- Ent�o, meu? - Ent�o?
Estou a tentar entender o que se passou.
- Os comunas criaram o Pal�cio da Cultura. - Exato.
Um s�mbolo do comunismo.
- Consegui isto numa livraria. - O que �?
Uma carta de um soldado alem�o para o pai.
O MUNDO � TEU
De Vars�via. Interessante.
"Querido pai, quando atravess�mos o V�stula, a vista era incr�vel.
O c�u de Vars�via parecia os quadros de Friedrich.
� direita, a luz e o leito do rio escuro refletiam-se na �gua.
Por cima de n�s, as estrelas brilhavam no c�u azul-escuro
e, � esquerda, a cidade queimada.
A luz dos inc�ndios tornou o c�u vermelho-sangue,
e tudo estava sinistramente refletido na �gua."
Encontraram ossadas da Insurrei��o nas obras em Wola.
- E? - V�o continuar a construir.
N�o consegues o empr�stimo?
Vamos ter o apartamento. O dep�sito est� legalmente confirmado,
s� precisamos da aprova��o e mudamo-nos.
A tua m�e, sempre que pode...
- N�o te irrites. - Estou?
Stas!
O que se passa?
N�o foi nada.
A Basia ia tratar dos feridos e deslocou o tornozelo.
Espera um segundo. P�e-na aqui.
Com cuidado.
J� veremos o que aconteceu.
Ela vai melhorar num instante, Stas.
A perna nem est� inchada. � uma luxa��o leve.
- Eugeniusz, vem aqui, por favor. - Claro.
Ajuda-me, por favor.
Segura com firmeza no joelho dela.
Vou puxar. Est�s a segurar?
Sim, estou pronto.
Est� tudo bem, descansa.
N�o colapse, Sr. Podsiolak.
- Os alem�es n�o lhe tocar�o. - Mete-te na tua vida, malandro.
Os alem�es est�o a disparar bombas com uma tonelada.
Est� tudo bem, querida.
Est�s a salvo.
Se a perna te doer, a Sra. Robaczewska p�e uma compressa.
Mietek, levanta-te!
Temos de a tirar daqui.
C�us, o que fui fazer? Devia t�-la levado para o hospital.
Sabes o que �?
� uma viga, mais pesada do que um carril. Pesa, pelo menos, meia tonelada.
Como a levantamos? S� com as m�os? N�o temos ferramentas.
Vamos tentar.
Desculpe, Sr. Podsiolak...
Wieslaw, tens ferramentas.
Um tubo de metal? Temos de a tirar dali.
Agora � "Wieslaw".
Mas cuspiram-me na cara quando vim para aqui.
Devia ter ido ter com a minha m�e em Wolomin, em vez de ficar c�.
Deixa o maldito boche.
J� n�o basta ter denunciado os vossos filhos � Gestapo?
Queres ma��?
- As ferramentas. - Stas!
N�o podes, ele � um civil.
N�o houve julgamento, n�o podes.
- Cadete Poraj! - Deixa-o, Stas.
� um desperd�cio de balas.
Precisa de ajuda?
Sim...
O meu neto tem sete anos.
Quanto quer gastar?
Bem...
... at� cem zlotys.
Cem zlotys para um menino de sete anos.
Acho que tenho a prenda ideal.
� um jogo de mesa que ensina hist�ria e pensamento estrat�gico.
- Sobre a Insurrei��o de Vars�via. - Sim...
N�o tem nada sobre �vnis?
VARS�VIA
Junt�mos mais faixas.
- Est� bem. - Sim.
- Tudo bem? - Tudo bem?
- Ent�o, meu? - Est� tudo bem?
Encontraram perto daqui ossadas da Insurrei��o.
Est�o sempre a encontrar coisas.
Est�o a ganhar dinheiro, e as campas atrapalham.
Acendemos velas, grafitamos. Lembramos.
Aquele dia n�o foi normal, ainda que parecesse igual aos outros.
Assustadoramente pac�fico, jovens como n�s
A querer viver
Uma tarde h�mida de agosto, 17h05
A morte faz a sua colheita...
CRIAN�AS VARSOVIANAS
E assim
Lembro-me de quando passei Pelas placas
Na pressa di�ria A lutar por uma vida melhor
Uma mancha de sangue onde arde uma vela Marcada com um "X" na cruz, RIP
Se o nosso grupo recuasse no tempo
Derramar�amos o nosso sangue como o Ex�rcito
Pelos pecados do mundo, ao �ltimo f�lego Para dormirmos tranquilamente
Batalh�o GH, Juras WSP Em nome da mem�ria
Honrar essas pessoas Elogi�-las
Apesar de terem imagina��o limitada Com os corpos amontados
O �ltimo grito foi "Hitler kaput!"
Uma campa pela sua desgra�a Palavras neste som
As suas dificuldades e fome Merecem respeito com humildade
Stas, livra-te disso.
Alexander, tira essas t�buas.
Com cuidado.
Temos de lhe pegar deste lado.
Tenho de ver o que aconteceu ali, pois � importante.
- Cuidado. - Empurra com for�a contra isto.
J� est� solto.
Boa!
- Vamos a isto. - Est� bem.
- Pega nisso e faz o que eu fa�o. - Agora, puxa.
Isso.
Est� tudo bem.
Vai.
Ser�o chamados, chegou o dia do ju�zo...
S� a deixei por um momento.
Atei-lhe uma fita branca no cabelo dela esta manh�.
O diabo veio e deu-lhe um doce. A Ceifeira.
O cabelo claro dela estava vermelho.
Sangue e fogo.
O Massacre dos Inocentes.
Tentei que tamb�m me matassem, mas foram para a rua Wolska.
Transformaram os doentes e feridos em tochas vivas.
Halina!
Onde est�s?
Chegou a hora.
Ficar� tudo bem, querida.
Vamos procurar ajuda.
E se os alem�es nos encontrarem aqui?
Ouviram? Queimam todos os doentes vivos.
Acalma-te, ningu�m nos encontrar� aqui.
Vou tentar tapar a janela.
N�o pode ficar assim. Correr� tudo bem.
A Sra. Robaczewska tem raz�o.
Se houver �gua nos canos, sobreviveremos.
S� temos de salvar a Basia.
A ajuda vir� em breve.
Uma vez, tive um sonho.
Estava escondida com o J�ziu,
n�o tinha para onde fugir, e tudo � nossa volta eram bestas
enormes, sedentas de sangue, que nos queriam devorar.
Sabia que tinha de salvar o J�ziu, mas tamb�m sabia...
... que nos encontrariam, pois conseguiam ver atrav�s das paredes.
UM ANO ANTES
Soubeste do teu marido?
N�o.
N�o mudou nada em dois anos.
Devem t�-lo levado do campo de prisioneiros e n�o pode escrever.
- Sim. - Ele voltar�.
Regressar� a casa e ficar� orgulhoso por ter uma mulher t�o bela e corajosa.
De todo.
Se n�o fosse a senhora e a Sra. Robaczewska n�o teria conseguido.
Deste � luz durante os bombardeamentos de setembro
e criaste o teu filho sozinha, enquanto trabalhavas.
Criou a Basia sozinha
e o seu marido ainda n�o voltou da guerra.
A Basia tinha 13 anos em 1939.
O meu pai ajudou-me.
N�o te preocupes.
Kaziu, �s um homem grande agora.
Toma cem zlotys do av�.
Compra o que quiseres. O av� n�o soube escolher.
Pai, temos de festejar.
Ganhei a proposta para a manuten��o de uma grande empresa fiscal.
Deixaste o telem�vel em casa. Liguei o dia todo.
Pois.
- � para o aniversariante. - Estive ocupado.
Que raio quer o Milski? Com licen�a.
- N�o quero essa coisa verde. - Est� bem.
Um bra�o. Quer dizer, um osso.
Com restos de uniforme.
Ainda est� vivo.
� melhor vend�-lo aos alem�es.
� um senhor polaco, do tipo que o meu pai assassinou em 1920.
Vamos lev�-lo.
"Da for�a uma parcela
Que sempre quer o Mal e o Bem faz nascer dela."
O dualismo do Bem e do Mal. Fausto. Mefist�feles.
"Ver o Mundo num gr�o de areia.
E o Para�so numa flor silvestre,
Segurar o Infinito na palma da m�o,
E a Eternidade numa hora."
Hermetismo.
Espera.
"Jacob Shapiro, que escreveu a sua poesia entre guerras.
Um fil�sofo, poeta e m�stico,
aprisionado no gueto de Vars�via."
Isto parece parte de um di�rio.
"Basia Rudzka..."
Basia Rudzka...
"Ela vai morrer solteira. O mart�rio enche-a de luz.
Ela chama os anjos,
para que a levem pelo batismo do fogo."
Basia. Basia Rudzka.
M�os ao ar!
Os la�os desfeitos da vida e do amor.
Digo adeus aos dois.
A noite n�o mais te esconder�, entre a escurid�o das suas sombras.
Desejar mais uma vez um casamento nobre aprisionar-te-�...
... at� que o possuas...
... fale�as e te voltes a transformar.
Ou ser�s um convidado l�gubre neste planeta eternamente escuro.
Quem �s tu, anjo negro?
Chamo-me Johan.
H� seis meses, estudava Literatura em Hannover.
Agora, mato a liberdade
num batalh�o disciplinar na Frente Oriental.
N�o fa�a perguntas. N�o posso falar. Ordena a voz do dever.
Mostrar-lhe-ia a minha alma.
Exato.
Mexam-se.
Depressa!
Vamos embora!
Ol�. Existem ossadas ali.
N�o podemos escavar.
Onde est�o?
Ali.
O que est�s... Como sabes que n�o s�o ossos de vaca?
Olhe bem. V�-se uma faixa vermelha e branca.
Vai!
Johan!
Johan!
Johan!
Merda!
Foda-se!
Um corpo significa pol�cia.
Uma investiga��o, processos, imprensa.
Cala-te ou est�s despedido.
Nivela esta porcaria. Tu tamb�m! Se abrires a boca,
n�o arranjar�s trabalho nem a limpar o cu de drogados.
J� me amea�ou antes. Nem se deve lembrar, n�o �?
Disse que se n�o denunciasse os meus colegas na f�brica,
o meu rapaz n�o teria medica��o do Ocidente.
Sabe que mais?
Escave voc�.
P�e-te andar, traste!
Ainda te voltarei a ver.
Tenho o certificado para o banco com o teu ordenado falso.
Podes come�ar.
"Liberdade! Cuja bondade est� perdida,
Para a opress�o comum, mal�fica, b�sica,
� marca de grandes almas! � adorno do homem,
� riacho divino, Fonte de ilustres virtudes!
O escudo dos polacos durante s�culos.
A nossa felicidade veio de ti numa corrente.
Maior do que a viol�ncia!
E quem fosse digno de ti,
Quebrou a opress�o ou caiu como um homem livre."
Ignacy Krasicki Hymn do milosci Ojczyzny
O pre�o foi a morte Pela liberdade
O tempo j� passou Mas lembrem-se
O pre�o foi a morte O vosso av� deu a vida
63 dias de gl�ria Sem contar v�timas...
O pre�o foi a morte Pela liberdade
O tempo j� passou Mas lembrem-se
O pre�o foi a morte O vosso av� deu a vida
63 dias de gl�ria Sem contar v�timas...
A realidade das lutas de rua A Insurrei��o
Uma faixa branca e vermelha Uma revolta escondida no umbral
Atiram um cocktail molotov ao tanque Com dedicat�ria aos sacanas
O rugir das bombas
Fumo negro dos inc�ndios A tapar o sol
No outro lado do V�stula O Ex�rcito Vermelho
Observa calmamente a nossa cidade morrer A derrota inevit�vel dos rebeldes
Hoje prestamos homenagem
E lembramos os 63 dias de gl�ria
Juras sa�da-vos Uma crian�a varsoviana...
O pre�o foi a morte Pela liberdade
O tempo j� passou Mas lembrem-se
O pre�o foi a morte O vosso av� deu a vida
63 dias de gl�ria Sem contar v�timas...
O pre�o foi a morte Pela liberdade
O tempo j� passou Mas lembrem-se
O pre�o foi a morte O vosso av� deu a vida
63 dias de gl�ria Sem contar v�timas...
Vars�via, nasci nesta cidade Gra�as a eles ainda falamos polaco
A Pol�nia n�o morre Enquanto vivermos
Cada cent�metro de terra Ensopado em sangue
Fazemos o caminho dos her�is imortais Deixaram uma marca
Alcan�aremos os objetivos Tantos jovens
Desistem da vida Crian�as de rua - a colheita da morte
Eles defenderam a capital Apoiando-se mutuamente
Contaram uns com os outros Nove semanas, irm�os de sangue
Nas ru�nas da cidade A unidade marcha ao c�u em quatro
Uma chuva de granadas, uma luta desigual
A cor da independ�ncia Nas barricadas
Nada troca a liberdade Dignidade e honra
Gl�ria aos rebeldes Vars�via n�o esquecer�...
O pre�o foi a morte Pela liberdade
O tempo j� passou Mas lembrem-se
O pre�o foi a morte O vosso av� deu a vida
63 dias de gl�ria Sem contar v�timas...
O pre�o foi a morte Pela liberdade
O tempo j� passou Mas lembrem-se
O pre�o foi a morte O vosso av� deu a vida
63 dias de gl�ria Sem contar v�timas...
Nenhuma derrota acabar� com a liberdade
Nenhuma dificuldade Amedrontar� os corajosos
Conquistaremos a vit�ria juntos
Quando estivermos lado a lado
Crian�as varsovianas, para a batalha!
Derramaremos sangue por cada pedra Vars�via!
Crian�as varsovianas, para a batalha!
Quando soarem as ordens Mostraremos a raiva ao inimigo!
Powisle, Wola e Mokot�w
Cada rua, cada casa
Quando ouvirem o primeiro disparo Estejam prontos
Como um raio dourado Nas m�os de Deus
Crian�as varsovianas, para a batalha!
Derramaremos sangue por cada pedra Vars�via!
Crian�as varsovianas, para a batalha!
Quando soarem as ordens Mostraremos a raiva ao inimigo!
Carpinteiros, pedreiros, trolhas
Vars�via, os filhos da tua gl�ria
Os leais est�o contigo
A guardar os teus direitos de ferro
Crian�as varsovianas, para a batalha!
Derramaremos sangue por cada pedra Vars�via!
Crian�as varsovianas, para a batalha!
Quando soarem as ordens Mostraremos a raiva ao inimigo!
Gl�ria aos derrubados Liberdade aos vivos
Que a nossa m�sica orgulhosa Suba aos c�us
Acreditamos que os justos
Nos pagar�o o sangue derramado...
Crian�as varsovianas, para a batalha!
Derramaremos sangue por cada pedra Vars�via!
Crian�as varsovianas, para a batalha!
Quando soarem as ordens Mostraremos a raiva ao inimigo!
Minha menina do Ex�rcito Nacional
Admitir�s que foi um bom jogo
O fim dos nossos caminhos Foram t�o diferentes
E creio Que nunca te voltarei a ver
Ainda que fosse outono Eu vivia a primavera
E sem medo Por o mundo estar em chamas
Quis conhecer a tua alma
Minha menina do Ex�rcito Nacional
Legendas: Maria J. Marques
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