All language subtitles for The.Blacklist.S10E12.Dr.Michael.Abani.1080p.AMZN.WEB-DL.DDP5.1.H.264-NTb

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian Download
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

ARREDORES DE TAIZ, IÉMEN

Os pontos estão a aguentar,

mas tem de ficar mais um dia para podermos excluir uma infeção.

-O que estavas a dizer? -Falamos depois.

-Devias concentrar-te. -Não, não.

Disse-te que estava livre. Ligaram do hotel?

Sim. Há outro casal interessado no mesmo chalé.

-Então, procuramos outro hotel. -Outro?

Michael, tu adoraste aquele sítio.

Não diria adorar...

Dizias que estavas entusiasmado

por passar a lua de mel no mar.

Parecias ter 16 anos.

Michael, o que se passa?

Andas estranho há semanas.

O médico que devia substituir-me recuou.

Vou uma semana antes do casamento,

mas tenho de voltar logo para cá.

-Quanto tempo mais vais ficar? -Cinco, talvez seis meses.

Sei que estás chateada.

Mas quando voltar, podemos viajar noutra altura...

-Achas que é por causa das férias? -Aïs.

É porque prometeste não prolongar a estadia.

-Outra vez. -Não pude fazer nada.

A sério? A quantos médicos ligaste antes de concordares?

Sei que o teu trabalho é importante,

e adoro a tua paixão,

mas se vamos construir uma vida juntos...

-Aïssa, espera. -Dr. Abani?

Não sei o que pensam que fazem aqui...

-Tenente... Largue-me! -O que se passa?

Largue-me. Sou médico!

-Michael? -Não. É um terrorista.

-Não, não, não, não... -Michael!

Gatorade, chá e muita água.

-O tema do dia é... -Urinar?

Manter a hidratação.

A mãe logo vem fazer-te o almoço.

-Se precisares... -Ligo-te,

à mãe, ou à Sra. Cartwright, se a casa arder. Eu estou bem.

Estás é quente.

Depois volta para a cama.

E nada de televisão.

Sabes que posso ver TV no telemóvel.

Não vejas. As melhoras, fofinha.

-Agnes. -Pinkie?

O que fazes aqui? O pai acabou de sair.

A sério? Paciência.

Ouvi dizer que te estavas a sentir um pouco em baixo,

por isso, decidi vir animar-te.

O pai tem andado à tua procura.

Parece preocupado.

Faz parte da constituição dele.

Mas agora estou aqui

e tenho tudo o que precisamos para uma recuperação rápida.

Gelado para as dores de garganta e filmes para alimentar a alma.

Sim?

Congressista.

Arthur, é a terceira noite de direta este mês.

-O que foi? -Não sei.

Revi o orçamento de gastos do FBI, ontem à noite.

-Que emocionante. -Sim.

-Ali mesmo. -Equipa 836.

-O FBI tem dezenas. -Oficialmente.

Todas autorizadas e sujeitas a supervisão.

Pelo que apurei,

a Equipa 836 só existe neste pedaço de papel.

-Então, é confidencial. -Não é reconhecida.

O FBI gasta milhões que tem de justificar.

Presumem que ninguém está atento.

-Não sabem que é... -Minucioso. Brilhante?

E humilde. Está a pensar em corrupção?

Não sei, vou fazer perguntas sem assustar o Depto. de Justiça.

A Sen. Panabaker é a mais graduada

da Seg. Interna, certo?

Ligue para o gabinete dela, quero falar-lhe.

Não há sinal do Raymond no armazém,

mas montei aparelhos de vigilância na frente e nas traseiras.

Conseguimos ver daqui.

Vou passar o fim de semana colada aos ecrãs.

Diz-me que vais fazer algo emocionante.

Vou. A biblioteca recebeu o livro que requisitei.

-"Dívida: Os Primeiros 5000 Anos." -Desculpa.

Um livro sobre dívidas? É emocionante?

Achava a minha vida aborrecida.

-Algo do Red? -Ainda não.

Que pena.

Acabei de falar com a Cynthia.

O congressista Arthur Hudson

do Subcomité de Apropriações da Seg. Interna

tem feito perguntas sobre certas despesas

no orçamento do FBI.

Que apontam para a existência da equipa.

Isso é um problema?

Já lidou com outras investigações.

Esta equipa só funciona se for secreta,

mesmo para o governo.

Conseguimos ser discretos

tendo casos importantes, mas recentemente...

-Não temos nada. -Infelizmente, sim.

Não podemos ficar à espera dele.

Malik, vai a Nova Iorque vigiar o esconderijo do Red.

Se o vires, diz que precisamos de um caso novo e depressa.

Vou reunir com um amigo que trabalhou com o Hudson

na Procuradoria, em Chicago.

Poderá dizer-nos quem ele é.

Estás bem? Parece que viste um fantasma.

-Tenho de ir. -Queres companhia?

Da última vez,

foste alvejado, capturado e torturado.

Se não tiver notícias tuas

a cada meia hora, ligo para a SWAT.

MARSELHA, FRANÇA, 1992

Um copo de Borgonha.

-Não. -Desculpa?

Ouviste-me bem.

Duas vezes por semana, vens cá,

pedes um copo de vinho em que não tocas

e olhas para o teu livro.

Estou farta de ver um bom vinho ser desperdiçado, por isso...

...ou pedes o meu número ou vais-te embora.

Porque achas que o quero?

Talvez o som do bar me ajude a concentrar

e peça um copo de vinho

porque não bebo, mas não quero ser mal-educado.

É possível.

Mas não.

Não, acho que tens medo.

Medo? De ti?

Logo se vê.

Sou a Aïssa.

Dembe.

-Depois ligo-te. -Acho bem.

Aïssa.

Entra.

Está tudo bem com a Isabella?

Ela e a tua neta estão bem.

Não queria incomodar, mas teve de ser.

É o Michael.

-O teu namorado? -Noivo.

Ficámos noivos. Pensei que a Isabella te dissera.

Não, deve ter-se esquecido. Parabéns.

O que aconteceu ao Michael?

Há dois dias, ele foi raptado

da sua clínica perto de Taiz por soldados iemenitas.

Liguei ao Depto. de Estado, ao congressista,

à Embaixada da Nigéria.

Como o Michael apenas tem um visto,

ninguém me pode dizer nada.

Pensei que, com os teus contactos no FBI,

talvez pudesses descobrir o que se passa.

Lamento muito, Aïssa.

Vou descobrir tudo o que puder. Vou fazer uns telefonemas.

Dembe? Obrigada.

Não te culpava se não viesses.

Sim. Volto já.

-Como está ela? -Está bem.

Como assim, "está bem"?

Vês a mãe da Isabella,

de quem nunca falas, e só dizes "está bem"?

Já tiveste notícias do teu contacto?

Não, vai mandar uma atualização.

-Estás com ela agora? -Não. Estou no corredor.

Estás a esconder-te dela.

Estou a ligar para instalações do FBI.

-Não me estou a esconder dela. -Como queiras.

-Caramba. -O que foi?

Más notícias. O Michael está numa prisão militar.

Dizem que reencaminhava

a ajuda humanitária da clínica para um grupo de rebeldes Houthi.

Dizem que é terrorista.

-Têm provas? -Não.

O Depto. de Estado está a investigar.

Há mais uma coisa.

Então? O que aconteceu?

O Michael foi imediatamente julgado por um tribunal militar.

Planeiam executá-lo em 72 horas.

-E uma operação de resgate? -É improvável.

O exército não tem muitos recursos lá

e como o Michael não é cidadão americano...

O governo não arrisca. E as pessoas do teu mundo?

Já não faço parte desse mundo. Mas ainda tenho amigos, contactos.

O Raymond?

Não temos conseguido contactá-lo.

Se conseguir, tem de saber quem são os intervenientes locais.

A ONG não teria a clínica sem a colaboração

dos rebeldes e do governo.

Temos de saber com quem o Michael teria contacto lá.

Fala com o Jon. Jon Rapchinski.

É o diretor executivo da ONG do Michael.

Voltou do Iémen há uns meses.

Vou falar com ele agora.

Achas que o Michael pode estar envolvido no contrabando?

Isso pode vai afetar quem podemos abordar e como.

O Michael nunca aceitaria nada dos pacientes.

-Eu conheço-o. -Todos temos segredos, Aïssa.

O Michael não. Não de mim.

Durante algum tempo, servi às mesas,

depois passei a "sommelier".

-Nada de desperdiçar vinho. -É pecado.

Quando o meu pai morreu, a minha mãe queria

que eu voltasse com ela para os Camarões,

mas eu fiquei para terminar o curso.

Saúde Pública.

E também és chef?

É a coisa mais deliciosa que já comi.

Sabes cozinhar?

Se tiveres sorte, ensino-te.

Gostaria muito.

Como é que um estudante

universitário compra roupa de marca?

Foi um presente de um amigo.

-Esse amigo tem nome? -Chama-se Raymond.

Tornámo-nos amigos no Quénia.

Deu-me a oportunidade de seguir os meus estudos.

-É como o romance de Dickens... -"Grandes Esperanças."

Estudas Literatura?

Economia e História. Mas gosto de ler.

E que tipo de trabalho faz esse Raymond ao certo?

Comércio.

Um pouco vago para um estudante de Economia e História, não?

Estás a desviar-te.

Está a resultar?

Não tens de me contar tudo.

Mas nunca me deves mentir.

Estás a perceber?

Dembe? Ouve, Dembe.

A CIA confirmou que há rumores sobre um ativo dos EUA

na região desde a primavera.

Logo após o Michael ter chegado ao Iémen.

-Obrigado pela ajuda. -Claro.

Se o governo está de mãos atadas devido ao estatuto dele,

somos a única hipótese que ele tem.

Já que te sentes grato,

porque não me contas como conheceste a Aïssa?

Conhecemo-nos em Marselha.

Eu estava na universidade

e a trabalhar com o Raymond.

Era jovem, curioso, a aprender

e ela era a mulher mais incrível que já conhecera.

E depois acabou.

Não, isso é impossível.

O Michael deu o litro para conseguir as provisões.

Ele nunca as daria.

Mas supervisionou a aquisição de provisões.

Teoricamente, é possível

que as redirecionasse.

Não tem como saber.

É uma clínica pequena, cada um tem várias funções.

O Michael arranjava sempre forma de conseguir o que queríamos, até...

Até o quê?

No ano passado, uns soldados arrastaram três miúdos da clínica.

Suspeitavam que eram batedores dos rebeldes Houthi

e mataram-nos na rua.

O Michael ficou muito abalado.

Começou a discutir com o pessoal, com a Aïssa.

Disse-lhe para ir para casa, espairecer.

Ele não quis saber.

Quem era o seu contacto no exército?

O Tenente Abdul Hassan. Nunca o conheci.

Falava sempre com o Michael.

Se ele quisesse contactar os Houthi,

a quem acha que recorreria?

Havia um homem, Abu Saleh.

O pessoal disse que trabalhava com os rebeldes.

Mas o Michael é bom homem e ainda melhor médico.

Se pudermos ajudar, seja com um suborno, advogados, provisões,

seja o que for, fá-lo-emos.

Obrigado, Dr. Rapchinski.

-Contactá-lo-emos. -Obrigado.

Provei muitas variedades de gelado de menta ao longo dos anos

e aqueles muito verdes nunca são os melhores.

Talvez seja do corante alimentar.

Porque vens sempre aqui

e eu nunca vou a tua casa?

Não tenho uma casa. Agora já não, pelo menos.

-O que aconteceu? -Bem, vendi uma. Ofereci quatro.

Afundei a sexta e a sétima.

E a oitava e a nona...

Não sei bem o que lhes aconteceu.

Porque te livraste das tuas casas?

Acho que...

...recentemente dei por mim a abdicar de cada vez mais

para me agarrar melhor ao que realmente quero.

E continuar a ser leve.

Agnes, porque não preparas um dos filmes?

Vou arrumar isto e já vou.

Sim, o que foi?

Não querias interrupções,

mas houve um sinal na Seventh com a Wharf.

Obrigado, Giorgio. Adeus.

Raymond.

Não sabia se ainda estavas a vigiar.

Estou. É só para emergências.

Se o Harold te mandou fazer isto...

-É a Aïssa. -A Aïssa?

Ora, ora. Diz-me.

Estou a ver. Então, queres que te ajude a salvar

o homem que vai casar com a mulher que amaste.

Parece ser uma série de emergências embrulhadas numa.

Dizem que ele trabalhava

com um comandante, Tenente Abdul Hasan,

e um agente Houthi chamado Fadl Abu Saleh.

-Não conheço nenhum deles. -Nem eu.

Não que isso importe muito.

O superior do superior do tenente está envolvido num conflito

entre alguns dos mais malcomportados do Próximo Oriente.

Tirar um homem daquele pesadelo não podia ser mais complicado,

-mas vou ver o que descubro. -Obrigado, Raymond.

Dembe.

-Aquela noite em Marselha... -É passado.

Ligo-te quando souber algo,

mas entretanto, Dembe, pensa que o passado

e o presente não estão tão bem divididos como gostaríamos.

Vê isto. É uma conta

do Michael num banco em Istambul.

Estes depósitos...

Mais de 200 mil em seis meses.

O Michael não fornecia provisões aos Houthis por ser humanitário.

Era para ficar rico.

Se isso é verdade,

o Depto. de Estado não negociará a libertação dele.

Vão executá-lo.

Tens de lhe dizer.

-Não posso. -Porque não?

Porque já lhe menti uma vez e partiu-lhe o coração.

Não sei se consigo ver isso de novo.

Foi muito aborrecido!

Foi brilhante.

-O Kieœlowski é um génio. -Era a mesma mulher!

Uma em França, outra na Polónia.

Ambas enfadonhas.

Queres brilhante. "Rutura Explosiva."

Esse foi brilhante.

Vais lá a casa esta noite?

Tenho de falar contigo sobre uma coisa.

Que misteriosa!

Olha quem fala.

O que foi?

Prometi a um amigo

que o ajudava a estudar para um exame.

Aparece depois de fecharmos. Faço-te uma omelete.

Nervoso, mordes o lábio.

-Há outra pessoa? -O quê? Não!

É a loira do cinema?

Eu amo-te.

Amo-te, Aïssa.

Também te amo.

Não. Não temos tempo.

Tenho de abrir o café.

Vai.

Até logo.

Nos últimos oito meses,

entrou dinheiro na conta dele

de empresas-fantasma associadas

a iranianos que apoiam os rebeldes Houthi.

Achas que ele fez mesmo isto?

Achas que apoiava o terrorismo?

Parece que sim, mas pode haver um lado positivo.

Se a equipa descobrir toda a rede de contrabando

com que o Michael trabalhava,

talvez convençamos os iemenitas

a extraditar o Michael para os EUA.

Lamento, Aïssa.

Já comeste?

Senta-te. Vou fazer-te alguma coisa.

-Tenho de ir. -Senta-te, já disse.

Descobri que o meu noivo pode ser mentiroso e terrorista.

Vais ficar aí enquanto cozinho.

Se não fizer nada com as mãos, vou gritar.

É isso que queres?

Então, senta-te.

Quando terminar, vamos ver esses papéis

até te convencer de que o Michael é inocente.

Não estou a pedir. Senta-te.

Harold, quando falaste em reunirmos,

achei que falaríamos do setor privado,

não do Arthur Hudson.

É óbvio que ele teve impacto.

Quanto tempo trabalharam juntos?

Quatro anos.

A maioria dos assistentes de procurador demora a orientar-se.

O Arthur não.

Os casos de corrupção política podem ser um pesadelo.

Eram o sustento dele.

Construiu toda a campanha para o Congresso em torno disso.

Digo-te, ninguém vê uma história à volta de números suspeitos

como o Arthur Hudson.

É duro, inteligente e ambicioso.

Quase me faz ter pena do Congresso. Quase.

Está mesmo tudo bem?

Sim. Só umas perguntas sobre um caso antigo.

Obrigado pelo teu tempo. Cumprimentos à Bea.

Harold, se o Arthur Hudson anda à procura de alguma coisa,

assumo que irá encontrar.

E, quando encontrar, vai dizer ao mundo inteiro.

Percebes?

Era ainda melhor do que eu me lembrava.

É o preferido do Michael. É assim que conquisto homens.

Quando foi a última vez que se viram?

No fim de outubro.

Passámos uma semana na praia no Chipre.

O que foi?

Nunca te imaginei sentada numa praia.

A Isabella vem cá com a Ella.

Ela insistiu.

Deve estar a chegar.

É tão teimosa como a mãe.

Fiquei feliz por saber que voltaram a falar.

Criaste uma filha maravilhosa.

Não o fiz sozinha.

Mesmo com o que passaste,

estiveste na vida dela.

Quem me dera ter estado mais presente.

Obrigada por teres ficado.

-Sabes que não tinhas de o fazer. -Claro que tinha.

Desde que te conheci,

nunca consegui dar-te um não.

Já deves saber isso.

Sabes, eu estava...

Estava nervosa por te ver.

Tinha medo de que me achasses...

Velha?

Eu tinha medo do mesmo.

Não estás.

Céus, Aïssa, não estás...

Quando estiveram no Chipre?

No fim de outubro, porquê?

Estiveram lá a 28 de outubro?

-Tens a certeza? -Sim. Porquê?

Segundo isto, ele fez um levantamento

no banco em Istambul nesse dia pessoalmente.

Alguém tem acesso à conta dele.

Vão executá-lo

por um crime que ele não cometeu.

Aïssa, desculpa, temos de sair já da cidade.

Está um avião à espera em Cabriès,

parte daqui a 36 minutos.

Digo tudo quando chegarmos,

mas nós temos de ir. Já.

Nós? Não vou a lado nenhum até tu...

Não estavas a estudar com um amigo. Estavas com ele.

Ele não é só um homem de negócios, esse Raymond.

É um criminoso. E tu trabalhas para ele?

-É complicado. -Descomplica.

O Raymond salvou-me a vida.

Em Nairobi. Hoje retribuí.

Tens de compreender,

ele era a pessoa mais importante para mim.

-Até te conhecer. -Tu mentiste-me. Por ele.

Sim. É verdade, desculpa.

Prometo que te conto tudo o que queres saber,

mas temos de ir, agora.

Por favor.

O Depto. de Estado disse aos iemenitas o que descobrimos.

Esperemos que os convença a suspender a execução.

Esperemos? Não foi ele.

Eu sei e espero que os iemenitas concordem,

mas só sabendo quem geria a conta

é que temos a certeza.

E mesmo assim... não há garantias.

Tenho de ir.

Dembe.

Não deve ter sido fácil.

Deixares o Raymond e juntares-te ao FBI.

Sempre soube que podias fazer algo incrível na vida.

Estou orgulhosa de ti.

Fico feliz por ter estado errado quanto ao Michael.

Aviso-te se soubermos algo.

-Espera aqui. -Está bem.

O Iémen não cede.

Dizem que o Michael tinha um cúmplice,

não que é inocente.

Querem a execução.

Talvez não. Consultei os registos

de quem tinha acesso ao fornecimento da ONG.

Rapchinski voou para Istambul dois dias

antes do último levantamento dele

e também do penúltimo.

Dirão que é coincidência.

Talvez, mas oiçam isto.

Depois de irmos lá, reservou um voo para o Líbano.

-Parte esta noite. -Encontrem o Rapchinski.

Terão um mandado quando chegarem.

Está bem. Calma. Calma.

Alguém da tua ONG tramou-o, Jon.

Quem mais tinha acesso ao fornecimento?

Não tenho a certeza.

Há várias organizações que nos enviam mantimentos.

Assistentes, voluntários.

Olá, fala a Aïssa Joachim.

Agora não posso atender, mas...

Quem teria dados para criar

uma conta no nome dele?

Aïssa, sou eu. Liga-me assim que ouvires isto.

Disseste-lhe que ligarias.

Disse.

Alguém com acesso ao sistema.

E que estivesse no país, certo?

Não pode ser muita gente.

-Jon? -Sim. Certo.

Vou pedir à Fatima uma lista.

Está bem. Ótimo. Muito bem.

PASSAPORTE

-Isabella, onde estás? -Pai, olá.

Eu e a Ella chegámos a casa da mãe.

-A mãe está? -Acho que não.

-Espera, a mãe cozinhou para ti? -Isabella, ouve-me.

A tua mãe disse-te onde poderia estar?

Não. Pai, estás a assustar-me. O que se passa?

-Mãe, olha. -O que é?

A mãe deixou um recado.

Foi ter com o Jon qualquer coisa.

-Rapchinski? -Pai, o que se passa?

Diz a que horas ela saiu?

Não. Pai, fala comigo.

A mãe está em apuros. Ligo-te assim que puder.

Acho que deixei o telemóvel no carro.

Sim, está bem.

Lamento. Por favor, nunca quis que isto acontecesse.

Prometeram-me que ninguém descobriria.

Tens de entender. Pensei que era o melhor para todos.

Que se concordasse em ajudar,

arranjaríamos material para a clínica.

Se tivéssemos de apoiar os rebeldes, paciência.

Arrisquei a vida para ajudar aquelas pessoas todos os dias.

Paguei ao governo, aos Houthis. Do meu bolso!

Porque não reaver algum?

No meu lugar, o Michael teria feito o mesmo.

Ele não fez isto, Jon. Foste tu!

Juro que não entendo

porque o arrastaste.

Nunca quis envolvê-lo, a sério.

Fui ao banco, nem podia acreditar,

estava assustado e dei o nome do Michael.

Nunca previ isto.

Está bem, acredito em ti, Jon. Mas o Michael está em apuros.

Vão matá-lo

se não formos à polícia.

Nunca o libertarão.

-Mesmo que eu confesse. -Não sabes!

Sei que ele é teu amigo e sei que gostas dele.

Só tens de dizer a verdade sobre o que realmente aconteceu

e podemos salvá-lo.

Não é tarde demais.

Não posso! Está bem? Porque vieste aqui?

Não devias ter vindo!

Aïssa!

Estava com medo... Estás bem?

A casa está vazia.

-Está bem? -Sim. Estou bem.

Que se passou? O Jon?

Como estavam a demorar, pedi ajuda...

...a um amigo.

-General Thabit. -Quem é?

Um amigo do Al-Ashabi.

Vi-o perder bastante dinheiro numa mesa

no Líbano, há anos.

Reddington?

-Ele falou de mim. -Como tem o meu número?

Neste momento, como tenho o seu número

importa menos do que o que farei por si.

Pelo que sei, alimenta

e abastece três regimentos de infantaria.

O custo para si e para os seus apoiantes sauditas

é pouco mais de dois milhões de dólares por mês.

Posso reduzir esses custos para metade.

Tudo o que peço em troca

é que garanta que o Dr. Michael Abani

é libertado da sua prisão nos arredores de Taiz.

A oferta é generosa,

mas não posso permitir que um terrorista seja solto.

Claro que não, por isso proponho uma troca.

Ambos sabemos que o Abani é inocente.

Entregue-o aos americanos

e eu entrego o homem que ajudava os seus inimigos.

Pode dizer ao príncipe, seja lá quem for,

que lhe poupa mais de 11 milhões por ano,

ou pode dar aos homens, à sua amante

ou a si próprio o que bem entender.

Então, general, o que me diz?

Sabe, vou ter saudades suas.

Por favor! Nem vai dar pela minha falta.

Com licença.

O que desejas?

Um copo de Borgonha.

-Aïssa... -Estás vivo.

Não esperava ver-te.

Dembe.

Há alguém que devias conhecer.

Esta é a Isabella. A tua filha.

-O quê? -A tua filha.

Acabou de fazer 14 meses.

É perfeita.

Na noite em que foste embora, eu ia dizer-te.

Juro que se soubesse...

Desculpa.

Desculpa não ter estado aqui.

-Mas agora estou aqui. -Dembe, nós não estaremos.

Vamos embora.

Consegui um cargo de investigação na América.

Vamos mudar-nos no fim do mês.

Eu vou contigo.

Agradeço a oferta, a sério, mas...

Aquele homem, o polícia ao balcão.

Mais ninguém saberia o que faz,

mas tu soubeste assim que entraste, não foi?

E se viesses connosco,

estarias sempre a olhar assim por cima do ombro.

Não estarias?

Sim.

E se alguém te visse, o que aconteceria?

Malas feitas a meio da noite?

Nova cidade, com novos nomes?

Eu amo-te, Dembe. Amo mesmo.

Mas não é essa a vida que quero para nós.

Não te volto a incomodar.

-Queres pegar nela? -Sim.

Muito. Mas tenho de ir.

PIZA DO NICK

-Raymond. -O Abani acaba de ser entregue

no Hospital Red Crescent, em Saná.

Tem umas costelas partidas

e um alto do tamanho de uma ameixa na nuca,

-mas ficará bem. -E o Dr. Rapchinski?

Saiu de Lisboa num transporte saudita.

Chega a Riyan de manhã.

O Thabit garantiu

que não pediriam a pena de morte,

desde que o doutor entregasse os colaboradores iranianos.

O que imagino que esteja a fazer neste momento.

Raymond.

-Se não tivesses chegado a tempo... -Ainda a amas.

Acho que sempre amei.

Raymond, tens de falar com o Harold.

Há um congressista a investigar-nos.

Eu teria entendido.

Se não tivesses aparecido no aeródromo, naquela noite.

Eu sei. Também sabia nessa altura.

Ótimo.

-Boa noite, Dembe. -Boa noite, Raymond.

Não entendo. O que ganha o Hudson?

Não sei, mas muitos congressistas

acham que ganham pontos

ao criticar o FBI.

Pedirá uma audiência?

O Arthur Hudson quer respostas.

Se puder usar o clima político

para avançar com a investigação, vai usar.

Se levar os registos,

o Congresso vai descobrir

que o Reddington invadiu uma instalação secreta do FBI,

assassinou dois homens

e corrompeu os ficheiros.

Abrindo as nossas condenações a recurso.

Já pensei nisso.

Temos de provar

que ainda somos indispensáveis.

Para isso, precisamos do Red. O Dembe não sabe dele?

Estava sobre o Atlântico. Mas desde então, quem sabe?

Talvez ajudar o Dembe inspire o Reddington

a voltar a entregar-nos casos, mas não apostaria nisso.

Nem eu.

Não podemos fazer nada

para que faça o que queremos.

-Queres que chame a Siya de volta? -Ainda não.

Não o obrigaremos, mas saberá que estamos à espera.

Passas-me isso, por favor?

O Michael vai para a Alemanha e eu parto dentro de horas.

O que é isso?

Uma prenda de anos antecipada para Ella. Elas já foram?

Foram buscar o jantar.

-Obrigada. -De nada.

Fico feliz por se reunirem.

Obviamente, não nestas circunstâncias, mas...

Isso é verdade?

Estás feliz por voltarmos a estar juntos?

Por ele estar bem.

Podes dar isto à Ella, quando chegar?

Fica para jantar. Podes dar-lhe pessoalmente.

Não quero incomodar.

Não incomodas.

A Ella adoraria ver-te.

Fica.

Olá. Como te sentes, fofinha?

-Um pouco melhor. -Ainda bem.

Tem piada, eu...

Não me lembro de comprar gelado.

O Pinkie trouxe-o.

Veio ver como estava.

Estou a ver.

E o Pinkie disse alguma coisa sobre para onde poderia ir?

Ele parecia diferente.

Ou talvez não diferente, mas mais.

-Como assim? -Não sei.

Como se procurasse uma coisa, mas não a visse,

e, quando para, vai contra ela.

Como se procurasse algo que já lá está.

Ou à frente ou atrás dele.

E o que achas que é?

Vida ou morte, acho eu.

Não é o que costuma ser?

Vida e morte? Como em "A Teia de Carlota".

Sim. Como em "A Teia de Carlota".

Para o Pinkie,

talvez tenha sido sempre vida ou morte.

Talvez agora seja apenas "mais". Como disseste.

Ama-lo, não amas, pai?

Às vezes, ele deixa-me tão zangado, tão preocupado!

E mal o compreendo.

Acho que...

... de certa forma, talvez ame.

Ama-lo mesmo, pai. Como poderias não amar?

É tão suave e fofinho, como tu.

Acho que já chega de gelado por hoje.

Além disso, está na hora de ires para a cama.

-Boa noite, pai. -Boa noite, querida.

Suave e fofinho.

Tradução das legendas: Cláudia Pereira

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.