All language subtitles for Roses.a.Credit.2010.HDRip.XviD.HORiZON-ArtSubs(legenda amarela)

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Original subtitles

ROSAS

ROSAS A CRÉDITO

BASEADO NA OBRA DE MESMO NOME DE ELSA TRIOLET

Vamos almoçar no pátio, as crianças já estão lá.

Sr. Donelle, eu vi a Deux-Chevaux que deu a elas.

Uma joia.

Se o senhor me der licença, verei como anda o almoço.

Vamos almoçar no pátio, as crianças já estão lá.

Sr. Donelle, eu vi a Deux-Chevaux que deu a elas.

Uma joia.

Se o senhor me der licença, verei como anda o almoço.

Mas...

Onde foi parar o Sr. Gregorio?

Você sabe que...

Eles não vão se cansar.

E como fazemos? um e um ou dois?

Bem, depende, há crianças que se divertem sós

e outros, que precisam de mais companhia.

Você era do tipo solitário...

Olá, querida.

O fotógrafo já vai chegar.

Viu, fizemos certo em escolher o véu com pérolas.

Dá um charme!

Olá, Suzette.

Olá, Daniel.

Dizem que quando se casa com chuva,

isso...

traz dinheiro.

Bobagem.

Art Subs 6 Anos fazendo Arte para você!

- Legendas - Durenkian

- Revisão - Hirschen

- Doeu meu pé. - Eu cansei de dançar.

Quando pequena, eu roubava tudo que fosse brilhante assim.

E minha mãe roubava de mim.

Ela era um corvo, ladra.

Só falta eu ficar igual.

Você era tão corajosa.

Lembro que você me vigiava por trás da veneziana.

E sabia que eu acabaria ficando com você?

Honestamente, mesmo virgem eu já sabia.

E agora, você me pertence.

Deu tudo certo.

Com um véu...

Não viu, não conhece.

Marjoline Donelle.

Gostou?

Sra. Daniel Donelle.

Tenho a honra de casar com a senhora pela segunda vez.

O que sei é que é o dia mais belo da minha vida.

Por que a tristeza?

Não sei.

Talvez o seu casamento.

Deu briga com o Jacques?

Foi.

Você sabe muito bem que pode reatar quando quiser.

Não, é mais complicado que isso.

Eu disse a ele que devíamos

dar o tempo de achar um apartamento antes de casar.

Ele não gostou.

Me disse que não quer mais saber de mim.

Então é culpa minha.

O apartamento, vocês me pagam a crédito,

poderíamos morar nós três.

Mas é horrível, Cécile.

É, mas não quero seu apartamento.

E não me dê ele assim. Eu seria obrigada a me casar.

Não, eu nunca vou perdoá-lo.

Além disso, ele não combina com o estilo da casa.

Ele vai sujar o tapete, com sapato sujo,

passear meio pelado em casa

e ele fala alto, alto demais.

Ele fica escutando as notícias sem parar.

A todas as horas, em todas as estações.

Sendo assim, o que você quer, de verdade?

E você, por que faz tantas perguntas?

Você já aqui e vestida.

Eles jantaram em uma cervejaria perto de St. Lazare.

Foi tudo que consegui descobrir.

Não diga nada, mamãe.

Ela o ama, seja como for, não fale nada.

Será que posso ver se o Sr. George acordou?

Claro.

- Sim? - Sr. George?

- O senhor me permite entrar? - Sim, é claro.

Este homem feliz aqui deseja-lhe um belo dia, senhora.

E Marjoline está tomando sol.

Vai tudo mal como sempre. Nada a ser destacado.

Estão descendo?

Vamos lá, meninas, vão chegar atrasadas.

Vou para o meu quarto.

Vamos tomar uma boa xícara de chá, certo?

Não?

Venha. Vamos tomar um chá.

Nada de aumento imediato de metro e ônibus.

Essa decisão foi tomada contra a opinião do governo.

Levante brutal...

dos socialistas.

pelo salário mínimo de 3.000 francos.

Fiover Schuman entrou em contato com os notáveis berlinenses

e as autoridades de ocupação soviéticas.

Eu comprei uma máquina de lavar roupas.

Achei que ainda estava pagando seus empréstimos.

Fazia tempo que eu não comprava a crédito.

Se você desse as roupas para lavar...

não precisaria passar anos pagando prestações,

já que tem empregada para isso.

Ela enxuga o bidê e a pia com o mesmo pano

e depois ela pega o pão.

Me dá vontade de vomitar.

O que acha de um novo salão na entrada, Sr. George?

Isso não cai do céu.

Mas é indispensável.

Há pessoas que vêm jogar bridge comigo,

pessoas ricas, chiques,

não ficaria bem.

- Os amigos. - Não.

Enfim, você nunca vem nos visitar.

Cécile também não, está noiva.

Não sou mais nenhuma criança.

Você se tornou tão amarga.

Nunca pensei ser possível.

Conflitos de trabalho. O Sr. Pinot...

concluiu um acordo com o comitê de negociações dos ferroviários,

mas a federação CGT recusa.

Após haver chegado...

à truculência...

a cúpula não deu alerta porque não tinha rádio.

Os truculentos!

Pessoal ligado aos navegadores da aviação.

Os sindicatos protestam contra a requisição.

Viu essa menina?

Como ela está fechada no próprio mundo.

Ela dança sozinha, eu detesto isso.

Ninguém a convidou para dançar?

É muito triste.

Jacques está me esperando lá embaixo.

Vou sair do Instituto.

Meu Deus...

Você estava tão bem lá.

E suas clientes?

Ele me fez uma proposta, conto a você amanhã.

Se apresse, você vai se atrasar.

Que história... Você contou para a mamãe?

Acho que marquei amanhã no Instituto

para fazer um penteado.

Não vá. Não gostaram muito que eu vá embora.

E onde você vai trabalhar?

Esse casaco é novo?

Eu não conhecia ainda.

Jacques me convidou para ir na loja de um cliente dele.

Uma casa de moda que acabou de abrir.

Eu ia acabar esquecendo as minhas pérolas.

Fiquei perturbada pelo que acabou de me contar.

Que saudade.

Sabe... acabei me decidindo.

- Mesmo? - É.

- Tinha azul e branco. - Sei.

Não cinza e branco, dois brancos seria mais alegre.

Você fez certo. Para que repetir.

- É claro. - Isso faz com que...

- Não ficará grande demais. - Não.

- Não acha? Um menor. - Enfim, só isso?

- Sim, claro. - Mais esportivo...

Estou contente de ter encontrado este quarto por aqui.

É.

Você não gosta de ler? Nunca vejo você com um livro.

As histórias dos outros me enchem.

Já sofro o bastante com a minha própria.

Coitada.

Me diga você que só aceita o que é impecável...

Como suporta esta verruga no meu pé?

Muito mal.

E se eu ficar careca?

Criar uma barriga?

Se eu tiver um acidente e ficar completamente desfigurado?

Ainda vai me querer?

Você, do início ao fim.

Se estiver na merda, tiro você de lá e limpo.

Eu nem acredito.

Eu sim.

Mentirosa.

Não encoste. Deixe-o descansar.

Que calor!

Alguém viu o bocal espátula?

Desde manhã estou procurando.

Perdão.

Perdão, já estou no fim.

- Bom dia, Corine. - Bom dia, Sra. Denise.

- Posso deixar a minha bolsa? - Sim, obrigada.

- Bom dia, meninas. - Bom dia, Sra. Denise.

Gisèle, não é hora de passar o aspirador, agora não.

Sabiam que as novas cores de batom chegaram?

É formidável.

Esses batons são verdadeiramente lindos.

Meninas, é com a nota do batom que se assina

todas as maquilagens.

Por isso, hoje à tarde iremos ver...

como usá-lo com maestria.

Estou muito feliz, porque é isso que veste

o rosto de uma mulher.

É maravilhoso. Este ano nos deram um presente.

É a Marjoline...

Que carinha é essa?

O que houve?

- Estou com dores de cabeça. - Dor de cabeça?

Tem clientes a tarde inteira?

- O dia inteiro. - Pois é...

O que quer? É o preço do sucesso.

Você faz sucesso demais.

Mas, você terminou a leitura na face da Sra. Belcourt?

Não, não consigo encontrar o bocal em espátula.

O que tem esse bocal a ver com isso?

Nada.

Há uma cliente esperando por você.

Não entendo você, Suzanne. Você perde seu tempo.

Você passa o dia inteiro

se arrastando nos corredores como uma sonâmbula.

Não é possível. Você precisa mudar.

Não estou nada contente com isso.

E aqui? Você deixa tudo em desordem.

Tire essa almofada daqui.

E mais...

Eu já disse, as toalhas ninho de abelha.

Não as esponjas. As esponjas vão no lugar delas.

Até logo, meninas.

Não querem ir? Já é tarde. Não precisavam me esperar.

Como foi a ondulação nos cabelos da Sra. Reahre?

- Perfeita. - Bom.

Meninas, não esqueçam de fechar a pequena grade lá.

Isso.

Terça feira é um estorvo a noite toda.

Vão logo. Boa noite, queridas.

- Boa noite. - Boa noite.

Boa noite, Sra. Denise.

Marjoline, você ainda aqui?

Sim, mas logo eu termino.

Muito bom.

Diga, você queria falar comigo?

Sim, de fato...

Sabe... Lembra daquilo que conversamos?

Eles querem um primeiro pagamento vultuoso

e só depois eles fornecem...

Ouça. Me desculpe, mas estou com pressa.

Perdão, me desculpe. Já estou terminando.

E só depois eles aceitam pagamentos mensais.

Sim. Mas está ficando bom, Sra. Gauthier.

- Pronto, terminei. - Sim.

- Ficou lindo. - A senhora gostou?

Obrigada.

A senhora poderá acertar na próxima vez, não faz mal.

- Até logo. - Boa noite, Sra. Gauthier.

Certo, então me diga...

Eu lhe disse que concordava, certo?

Mas... Vou precisar reter...

uma pequena quantidade mensal.

Sou obrigada em função das suas colegas.

Eu lhe agradeço muito.

Você sabe muito bem, gosto demais de você.

Eu também.

Sábado... Você gosta do Sr. Dorceaux?

Sim.

Vamos jogar bridge. Gostaria de vir?

- Sim, claro. - Será bom mudar um pouco.

Ótimo.

Boa noite, querida.

Feche bem a porta

- e não esqueça das luzes. - Não, não esqueço.

- Obrigado de novo, Sra. Denise. - Até logo.

Quando o vento e a neve Trazem um frio enorme

Quando um bom fogo nos protege Ficamos muito bem em casa

O ar parece uma carícia

Ele é morno e suave

É quando você tem em casa Uma "Calor Hiperfilé"

O melhor calor que existe

É a "Calor Hiperfilé"

Livre-se de seu fogão, Mande-o para o ferro-velho

Não precisa mais de brasas

Seu filho não ficará bem

Se você não fizer uso Da "Calor Hiperfilé"

Se você não fizer uso Da "Calor Hiperfilé"

O que há de mais vil

que um esmalte de unhas não combinando com seu charme?

Com sua roupa ou com a cor de seus cabelos?

Escolha na gama "Saquilac".

O esmalte "Saquilac" se unirá à sua beleza e elegância.

Daniel!

Vem cá!

Que maravilha é essa?

Ele é para você.

- Gostou? - Para mim?

Sim, é presente.

Gostou dele?

- Sim, gostei. - Gostou?

- Sim. - Vermelho, como você gosta.

Ficou contente?

Fiquei.

- Ficou contente mesmo? - Fiquei.

- Então fiquei também. - Deve ter custado uma fortuna.

Que fortuna...

- Aonde vamos? - Admirar a árvore do meu avô.

- Lembra dela? - Sim, eu lembro.

- Vamos indo. - Sentiu frio?

Sim, senti. Levei três horas até aqui.

- Se arrependeu? - De jeito nenhum.

Mas ele é lindo, não é?

- É ótimo. - É como você sonhava?

Espere.

Nada mudou aqui.

É uma casa velha.

Acho bonito aqui.

Está se sentindo bem?

Venha, quero lhe mostrar uma coisa.

Olhe isso.

Poderíamos arrumar de novo essa parte aqui.

Ficaria sendo a nossa casa.

Custaria alguns milhões.

Possivelmente.

De onde veio essa ideia?

Achei que você detestava fazer reformas.

E eu só gosto de coisas novas.

Não conseguiria viver aqui, é impossível.

Eu estava sonhando, desculpe.

Foi nesta casa que meu bisavô plantou a primeira roseira.

E eu gostaria de terminar meus dias aqui.

Está frio, Daniel.

O que foi?

As rosas não chegaram.

É uma pena. Eram todas para você.

Tenho certeza que é coisa do Bernard.

Desde criança, ele é contra mim.

Ficaria surpreso em saber

que não foi ele quem me denunciou aos alemães.

Viu a cara dele? Dá para ver que é um colaborador nazista.

Eu havia colocado os estames na sombra, em uma gaveta.

Quando volto, encontro a gaveta aberta, vazia.

Eu ia preparar minhas flores,

com folhas de papel em torno da corola

para evitar contaminação.

Quando voltei com o pincel... Era um dia ideal,

sem vento, sem sol,

tudo havia sumido.

Ele tinha jogado tudo fora, como sempre.

Que... Que desgraçado.

O que eu acho, é que ele tem raiva de você porque...

Como? Como eu poderia dizer?

Acho que ele tem raiva de você

porque os alemães perderam a guerra.

E que você se tornou um herói ao invés de ser fuzilado.

É por isso que ele fica fazendo isso.

Não há nenhuma relação com cromossomos.

Se eu o estripasse, ninguém aceitaria.

Estou tentando fazer uma hibridação científica.

Quero me tornar um sábio, não um feiticeiro, droga.

O ideal seria testar centenas de combinações

de fecundação artificial.

Agora que se sabe determinar a linhagem das plantas,

é possível contar o número de cromossomas.

É necessário acasalar as que têm o mesmo número de cromossomos

para obter variedades vigorosas.

Não farei cálculos genéticos para você,

mas o número 7 é importante ao lidar com cromossomas.

Se tivermos uma filha podemos chamá-la Cromossoma.

- Pronta para ir dormir? - Não.

Gostaria muito de comprar suas rosas,

quanto aquela me custaria?

Aquela é a mulher do meu filho. Dê-se por feliz em poder olhar.

Foi aqui que meu bisavô começou com a rosa dos magos.

Ele se pôs a fazer flores duplas,

eu prefiro a flor simples,

com cinco pétalas.

- É porque você é esnobe. - Se você acha...

Espero que você esqueça a genética

de tentar domar cientificamente meus roseirais mais belos.

Me explique...

Se meu bisavô não fosse um pesquisador,

você estaria onde está hoje?

Por aqui, não inventamos moda.

Temos nossos cultivadores e plena confiança neles.

Não vou lhe apresentar ninguém, demoraria demais.

Os que fizeram a cinco folhas à partir da rosa selvagem,

é difícil imaginar que isso vem da antiguidade, não é?

Estou tentando interessá-la nisso, Marjoline,

pois você acabou de entrar na família.

Você teria feito melhor ensinando a ela o pôquer,

ao menos não estragaria as cartas.

Daqui 20 anos, vai me agradecer, você verá.

Daqui 20 anos, estarei morto, meu velho.

- Nos vemos no almoço? - Sim.

Foi você quem quis se casar com a Marjoline,

eu nunca me permitiria me meter na sua vida.

Mas a força desse sentimento dá esse direito a ela?

Pense nisso.

É aqui mesmo.

Primeira porta à direita, sem escolha.

- Olá! - Olá, Sr. Berger.

- Encantada. - Muito prazer.

- Olá. - Prazer, senhor.

Daniel Donelle.

Aí está seu novo apartamento.

Meus parabéns.

Vejam só. A vista...

A decoração moderna...

A luminosidade...

E a cozinha, que é grande.

É preciso suprir o que falta.

E para isso eu lhes trouxe catálogos, olhem.

Nós temos eletrodomésticos,

para os quais nós facilitamos o pagamento.

Você vão precisar um fogão com forno elétrico.

É óbvio.

E um refrigerador com um congelador.

Sim, é claro.

E também, o que é muito importante,

uma máquina de lavar.

Porque as mulheres, atualmente,

não podem continuar a fazer serviços servis assim.

Não é mesmo? E olhem...

O terraço...

Fique com o catálogo.

- Obrigada. - Olhem, deslizante.

Nossa!

- Que lindo! - Lindo, não é?

Incrível.

Então... Olhe a vista.

Aí vocês têm o radiante futuro do mundo,

pessoas frente a vocês como espelho da felicidade própria.

Não é? Então...

Venham, vou mostrar...

Aqui, aliás, vocês podem pôr uma mesa de camping.

- Sim, claro. - Há umas lindas, olhem depois.

Estão no catálogo. Venham,

vou lhes mostrar o banheiro.

Venham. Entre, senhora.

Meu senhor...

É lindo, não é?

- Muito lindo. - Com abertura direta para fora.

Nada de mau cheiro. Pronto.

E tem uma banheira magnífica.

- Se diria... - Imensa.

Magnífica. Parece uma nave espacial.

- Muito bonita. - Vou mostrar...

- O piso, também acho lindo. - Não é mesmo?

- Mesmo. - E, aquecimento central.

Um radiador... Um segundo radiador...

E um terceiro radiador...

Podem desligá-los e, assim, modular o calor como quiserem.

Aqui é feito para... sem dúvida,

à escolha, claro,

o lugar de comer, ou seja,

podem mesmo comprar a sala de jantar.

Temos catálogos formidáveis sobre isso, aqui.

- Esses eu empresto. - Certo.

Infelizmente, eu preciso ir, agora.

Tenho um cliente me esperando no 3º andar.

Mas vou deixar as chaves com vocês.

São suas, daqui para a frente.

Aí está.

Me chamem quando quiserem. Olhem os catálogos.

Depois conversamos. Estou à disposição.

- Até logo. - Muito obrigado.

- Até logo, Sr. Berger. - Senhora...

- Eu o acompanho. - Obrigado.

E... Como eu faço? Chamo o senhor

- quando... - Sim, me chame. Estarei aqui.

- Certo. - Até logo.

Obrigada. Até logo.

Suzette, o que está fazendo?

As revistas são reservadas para nossas clientes.

Apague esse cigarro. Já foram quantos hoje?

Você exagera. Faça-me o favor!

- Me colocará na frente, não é? - Sim.

- O mesmo esmalte da última vez? - Isso mesmo.

Marjoline, eu trouxe três variações aqui.

- Certo... - De coral,

que combina com tudo. Mostre a ela.

- Sim, claro. Gosta? - Obrigada.

- Muito lindo. - Certo.

Me dê a sua mão.

Ótimo. Repouse-a aqui.

- Gostou? - Perfeito.

Espere. Um pequeno acabamento.

- Quer duas camadas? - Sim.

Nossa!

- Finalmente... - O que achou?

Ficou muito bom. E combina com sua bolsa.

- Perfeitamente. - Ficou mesmo muito bom.

- Parabéns! - Obrigada.

Lindo, lindo!

Vou fazer a outra.

Rena?

Olhe aqui.

O que acha desse quarto?

Gostei bastante dele.

Tem outros que gostei também.

Até logo.

- Certo. - Suzette, o que acha?

- É... - Gostei mais do outro.

- Boa noite. - Viu essa?

O que achou?

- Boa noite. - Boa noite.

- Você é... - Daniel.

- Isso mesmo. - Suzette.

Prazer.

Não sei.

- Olá, senhor. - Olá, senhorita.

Daniel, olhe...

O que acha desse quarto?

- Muito lindo. - Muito lindo, não é?

Gosto desse aqui também, olhe.

- Muito lindo. - O que acha? Mas, olhe!

Espera.

Esse é muito lindo.

Não, mas... Lindo, lindo... Tudo é lindo.

Prefere qual deles?

- Esse aqui. - Por quê?

Porque... Chega.

- Mas diga qual. - Vamos indo?

- Vamos. Que horas são? - São... oito e meia.

Oito e meia? Cheguei aqui às oito.

- Mesmo? - Sim, às oito.

- Precisou esperar? - Você tinha escolha?

Não.

Já vou.

- Estou cansada. - Trabalhou muito?

O dia inteiro. Não parei.

- Está feliz? - De estar com você? Sim.

A França assegura seu futuro.

Ao inaugurar essa enorme obra e felicitar seu construtor,

o Sr. Lacoste, Ministro da Indústria,

ressaltou a importância nacional

desse monumento gigantesco,

cujas turbinas têm o tamanho de uma casa.

... a água contida atrás da barragem de 100m de largura,

formará um lago de 23km de extensão,

que recobrirá as usinas abandonadas de Belgave

e alimentará cinco turbinas e cinco alternadores,

capazes de fornecer 1.600 milhões de KW/h,

ou seja, 1/10 da produção hidroelétrica francesa.

Ao ligar a usina da maior barragem

da Europa Ocidental,

o Sr. Lacoste disse,

"Vemos aqui um sinal indiscutível

do renascimento da França.

Aqui está uma grandeza quase terminada."

Não esqueçamos que há outras,

e não menos urgentes.

Temas assim já duraram vidas inteiras...

Nossos jovens casais entram em um mundo

onde não ousam sonhar.

Em um mundo claro, cômodo, científico.

É um verdadeiro laboratório

onde tudo é concebido para o mínimo esforço

da dona de casa.

Tais instalações levam ao casamento

até o solteirão mais renitente.

Porém, como utilizar melhor todas essas novas facilidades?

As enciclopédias estão aí

para responder as perguntas da mulher

e fornecer a ela a melhor solução

dada pela ciência exata, ou quase exata.

Com as facilidades atuais dos produtos de limpeza,

os trabalhos domésticos

se tornaram brincadeira de magia.

Histórias de família estão agora em plena infância.

Decoração? Não, coincidência.

48 horas depois, Sr. Coeuille

se encontrava à frente do novo ministério.

Sr. Schumman, com seu projeto de aço-carbono franco-alemão,

primeiro passo para a unificação econômica da Europa.

Enquanto isso, a França

conhece seu lugar de liderança entre os fornecedores em todos.

O Serviço Vain-Coin

está pintado nas três cores em excelente artigo.

Longe daqui, a Coreia do Norte comunista,

invadia a Coreia do Sul protegida pelos EUA.

Uma nova guerra começava com perspectivas incertas.

O Presidente Truman discutia o conflito na ONU,

encarregando os EUA de expulsar o agressor...

Previna-se. Seu primo Bernard planeja algo contra você.

Mesmo? Isso parece divertir você.

Pessoalmente, não me interessa.

Ele trabalha bem, as roseiras não reclamam.

Deixe-o sossegado.

Eu vou indo.

Não justifica mais a Marjoline financiar seu jardineiro.

Aceitei um emprego em parasitologia.

Tem interesse nisso?

Em parasitologia? Na verdade, não.

É suficiente colocar umas pedras ao pé de uma roseira

e não há necessidade de ir à universidade para isso!

Se acalme. Se acalme.

Mandarei o dinheiro à Marjoline todos os meses.

Eu prefiro mantê-lo aqui.

Bem... Venha cá.

- Esta roseira aqui. - Sim?

Um cruzamento aumentaria o número de rosas por pé?

Não, não acho. Acho que será o contrário.

Ela já é um híbrido.

Fazer novo cruzamento diminuirá o número por pé.

É, tem razão.

Elas são boas. Gosto da cor.

Um pouco... Um pouco pastel, certo.

Quem fez essas aí?

Não sei. Acho que foi a Sra. George Droit.

Bem banal, não é?

É sim.

- Bonita? - Juntando com essa...

- Com essa fica bom. - Deixa ver.

Não se vê nada.

- Não, nada. - Tente.

Com pétalas maiores?

Não fica bom, não.

Banal.

Deixa ver.

Isso. Está vendo?

Fica bom.

Acho que é esse.

Não é demais? Sim, é longe demais.

- Juntas... - Faz uma gama cromática.

Isso.

Vamos ver. Se umedecer um pouco?

Mais suave.

Seu pai é engraçado.

Ele não é como pensam.

Desconfio que ele é a favor da ciência.

Ele resmunga, mas por trás ele ajuda você.

Senão, por que ele faria você vir aqui pela

roseira que você precisa para suas experiências.

Ele simplesmente impediu que vocês fossem pobres.

Ficou do lado dele agora?

Vi um quarto que me agradou muito.

É muito moderno, em madeira natural.

Exatamente o que eu gosto.

- Qual quarto? - Do apartamento.

Vai ter que esperar. Agora não temos dinheiro.

Mas temos que mobilhá-lo.

Já me informei, eles facilitam o pagamento.

Estudei tudo muito bem.

Com meu salário e uma ajuda do seu pai ou da Sra. Donzert...

Sua mãe já pagou o apartamento.

Meu pai, o carro. Acabaremos afundando todos.

Está fora de questão!

Dormiremos no chão, não faz mal.

Não, não dormiremos no chão.

Traremos nosso colchão para cá e todo o resto.

Em primeiro lugar, pare de gritar assim.

Está parecendo minha mãe.

Está fora de questão, eu dormir nesse colchão podre.

Que cheira a suor.

Parece um caixão de enterro.

- Está falando bobagem. - Não, não estou!

E podia me ajudar a fazer a mala.

Estou cheia de fazer tudo sozinha nessa casa.

Me perdoe.

Daniel, me perdoe.

Me beije.

Quem começa a comprar a crédito,

quase sempre é obrigado a recomeçar.

É tão agradável comprar sem dificuldade.

Permite tudo isso.

Há muitos que não conseguem pagar?

Às vezes, desaparecem.

As mulheres querem resolver tudo sozinhas

e descobrem que gastaram tudo que o marido tinha.

O crédito é a mãe da guerra.

Emprestam... Emprestam...

E um dia é necessário pagar.

Ou seja...

Estou contando com o senhor...

para o próximo pagamento.

Não gostaria que o senhor e eu...

nos encontremos na frente do juiz.

Você?

- Boa noite, senhor. - Boa noite, senhora.

Seu marido está encrencado. Chega de maluquice, menininha.

- Obrigado, senhor. - Obrigado por me receber.

- Até logo. - Até logo.

Passei no armazém, comprei um vinho para você,

um pastel e um pão.

Esse cara que saiu queria meu fígado.

- Significa algo? - Eu ajudarei.

Não é esse o problema.

Por que está trabalhando até tão tarde?

Consegui outro trabalho fora do Instituto.

Arranjei clientes em domicílio.

Foi tentador ganhar um pouco mais.

Venha ganhar seu beijo.

Espere, preciso arrumar a mesa.

Pegue isto.

Faz tempo que não nos vemos.

Sabe que Cécile e Jacques

- vão se casar? - Mesmo?

Vão.

Ele trabalha em algo...

Em uma usina de material plástico.

É na Alemanha, ou algo assim.

E eu me tornei boa no bridge.

Viu o Stalin? Começou manobras.

É, eu sei. Falamos nisso no Instituto.

O que achou dessas almofadas? São fofas, não acha?

Como eu dizia, estou muito boa no bridge.

E a Sra. Denise me levou à casa de umas pessoas

e querem que eu volte.

Eles têm um apartamento no Champs-Élysées.

Um apartamento muito bonito.

Tem quadros nas paredes.

Magníficos.

Parece que valem uma fortuna.

Mas não é jogando bridge que vai pagar isso.

Esqueci de contar.

Recebi um aumento.

A Sra. Denise deu um aumento. Formidável.

Não impediu você de pedir à Sra. Donzert

dinheiro para pagar o fogão.

E como você sabe disso?

Pela Cécile, idiota.

Ela me telefonou, sua mãe precisou penhorar

a corrente de ouro dela.

Cécile me pediu para reembolsá-la,

antes que o Sr. George perceba.

Não posso mais pedir dinheiro ao meu pai.

Se isso continuar, vou trabalhar de consultor agrícola,

todos me deixarão em paz e será ótimo.

Me dói, porque se eu conseguisse criar a rosa Marjoline Donelle,

você teria tudo o que quer.

Porque só quero uma coisa. Fazer você feliz.

Me revolta estarmos brigando por simples objetos.

Você está virando escrava deles.

Perdi a fome.

Vamos dormir.

- Entendeu bem a pergunta? - Sim, foi com Herolde.

E aconteceu em 1823 na Ópera de Paris,

em colaboração com Herolde, drama lírico em um eixo.

Espere, eu acho que se trata de... espere...

Com Herolde... Acho que é Vendôme, na Espanha.

Isso mesmo, Vendôme, na Espanha.

Bem, eu acho, senhoras e senhores do júri que...

Seus... Seus...

Pare com isso! Pare!

... que o Céu, não nos é favorável, no entanto,

no plano que imaginamos. Hoje...

... libera frente aos pilares.

Mas ele atendeu ao menos,

em relação à chance de sucesso de Jean Claude Bodoin.

Ele respondeu, "Vendôme, na Espanha."

E foi sem hesitar, vocês escutaram.

E agora, devo a vocês, ao final da emissão...

Esse encontro tem algo de sobrenatural.

Precisamos de meninas românticas, só isso.

É necessário contar a ela.

Preveni-la.

Do quê?

Eu não tenho nada contra esse menino.

O que tem ele de tão preocupante?

A paixão que ela tem por ele não é normal.

O que sabemos dele ao certo?

Ele foi heroico na resistência, tudo bem,

mas depois, dizem que o Bernard,

aquele colaborador nazista, o teria visto...

A mim, isso parece exagerado demais.

Se Marjoline é apaixonada por ele,

não quer dizer que ele tem a mesma paixão por ela.

Que história, me deixa maluca.

Seja como for... É culpa minha, isso é certo.

Depois que começaram a trabalhar,

elas não pisaram mais na igreja e nós também não.

Eu respeito sua religião,

mas não me peça para mudar meus hábitos aos domingos.

- Não é isso, mas... - Onde está sua estrela?

Não é isso, mas... sem a missa...

eu me sinto culpada.

Sou de uma família de trabalhadores.

Então entendo que minhas filhas queiram subir na vida.

- Você chegou! - Esqueci a minha chave.

Isso é o quê?

É só aparecer algo meio oficial que você fica desse jeito.

Você age como criança.

Parece alguma droga.

E, no entanto, temos mais que o necessário para viver.

Nunca vai parar, não é?

Você me dá vergonha.

Faz de conta que não é nada.

Sua vulgaridade e bobagens dão vontade de vomitar.

Estamos virando escravos dessas porcarias.

E olhe para mim quando estou falando!

Dá para ver de onde você saiu e sequer percebe isso.

Sabe os problemas que estou enfrentando?

Puseram meu filho para fora da escola.

Os jovens de hoje...

Não ajudam. Você tem sorte, não tem filhos.

Pode ser, mas essa sua cara não é por isso.

Está indo mal com o novo companheiro?

Por quê?

Você acha... que não vai dar certo como sempre?

E você? Por que não se divorcia?

Nunca pensei nisso.

Talvez o Daniel pense?

Vocês se veem sempre?

- Ele passa, de vez em quando. - Vocês ainda dormem juntos?

- Por que a pergunta? - Não sei...

Vocês não vivem mais juntos. Largaram um ao outro.

Você deveria refazer a sua vida.

É o que acontecerá, cedo ou tarde.

É melhor... Cedo que tarde.

Após os 20 anos,

quanto mais tarde,

mais você encontrará apenas homens casados.

Você não entendeu nada, minha pobre Suzanne.

É... Pense como quiser.

É...

E você acha o quê? Que vai se livrar de mim, assim?

E dai você chega e...

Mas você sabe o que você é?

Quer que eu diga? Você é uma puta.

E sabe o que fazem com as putas?

Acabam com elas. Há uma lei contra as putas.

Mas é isso... Os homens adoram as putas.

Puta sujas que correm atrás deles?

Tem certeza que não preferem as loucas?

É, talvez sejam as loucas.

Você se enxerga?

Acha que vou deixar meu lugar para você?

Estou ajudando como posso. Só estou avisando você.

Sua puta! Caia fora daqui!

- Eu lhe agradeço... - Puta, puta, puta!

- pelo café. - É isso, saia correndo.

Caia fora! Sua puta!

Sabe que há coisas que não se faz?

Mesmo que não seja contra a lei, não se faz.

Sabia que nunca aconteceu isso nesta casa?

Não sei do que está falando.

Não banque a inocente.

Cândida fingida.

Sua vilãnzinha.

Não se rouba. Não se rouba as colegas.

Não se rouba as instituições.

Você desviou a clientela daqui para ter clientela própria.

Acha que é certo fazer isso?

Em relação a mim e às suas colegas?

Em relação a esta casa?

Eu precisava de dinheiro e você paga mal.

E ainda quer reivindicar.

Não quero mais você aqui.

Você não pertence mais a esta casa.

Não ponha mais os pés aqui.

Vá, suma daqui!

Pegue as suas coisas e suma daqui.

Vão trabalhar.

É você?

Marjoline não está?

Estou à espera dela.

Entre, entre.

Você não soube?

Soube do quê?

Ela teve uma conversa com a Sra. Denise,

que descobriu uma coisa.

Descobriu o quê?

Marjoline tem...

uma clientela privada.

Mesmo?

São clientes do Instituto.

E daí?

E daí...

é algo que não se faz.

Ela foi mandada embora.

Eu queria ajudar.

Se é amiga, ou não.

E depois, a Sra. Denise é uma biscate.

Se eu pudesse, também sairia de lá.

Mas não posso... Sou só eu para cuidar do meu filho.

Mas,

eu vi a cara das outras meninas do Instituto.

Elas ficaram contentes.

Elas têm muita inveja da Marjoline.

Você tem um belo terraço.

Você ficou triste.

Não fique assim. Vim justamente dizer à Marjoline

que tenho uma amiga,

a qual trabalha em uma casa muito boa

e que ela pode procurá-la se ela quiser.

Tenho certeza que... Não?

Não fique assim contrariado.

Você parece tão meigo.

Se você soubesse como é difícil

criar uma criança sozinha.

Não tive muita sorte com os homens.

Pode ser uma questão de escolha.

Não acha?

Não.

Eu acho que... quando...

não se tem sorte, na primeira vez...

depois isso nos persegue, a vida inteira.

Em seguida, com um filho, o tempo passa e...

E depois, todos os homens já estão ocupados,

como você.

Aos quinze anos, Eu tenho quinze anos

Somado aos seus isso faz 30

Aos 30 anos Não somos mais crianças

Já temos direito a trabalhar

Já temos

direito a nos beijar

Ficou tarde

Será tarde demais

Nossa vida é um enterro

As ruas de Paris Cantam canções

Que fazem Três pequenas voltas

E vão embora

Foi na rua das "virtudes" Que ele conheceu

Na Ponte Alma

Ele pegou-a pelo braço

No cais do Sena

Disse a ela, "Eu te amo"

Um momento

Já vou!

O grande amor desaparecido

Sr. George...

Como vai o senhor?

Faz tanto tempo.

Não está com boa cara. Está doente?

Ando um pouco cansada.

Vai tudo bem em casa?

Sim, estamos bem.

Tudo bem.

O senhor vem?

Só estou um pouco triste

por não ver você com mais frequência.

Preciso ter uma conversa com você.

Estou escutando, Sr. George.

Você está acabando com o seu casamento, querida.

Como assim?

Era uma vez, um pescador que morava com a mulher

à beira do mar. Eles eram muito pobres.

Um dia ele pescou um pequeno peixe de ouro

que disse a ele, "Pescador, me deixe ir

e lhe darei três vezes o que pedir."

O pescador soltou o peixe que desapareceu na água.

Ele voltou para casa e contou a história à mulher.

Ela disse, "Imbecil, não temos o que comer."

"Então, vamos tentar", disse o pescador.

A mulher, para mostrar a ele seu desprezo e grita,

"Quero que meu tanque todo furado fique novo."

Imediatamente, há um barulho enorme.

E uma magnífica máquina de lavar aparece.

Durante 24 horas a mulher fica muito feliz...

Depois, começa a resmungar.

"Por que me deixou pedir tão pouca coisa?"

"É só fazer outro pedido. Temos direito."

"Agora quero uma casa com todo o conforto."

Imediatamente, há um barulho enorme.

E ambos se descobrem em um palácio com todo conforto.

Elevadores, carro americano na porta,

a cada passo, serventes perguntando o que desejam.

Se passam duas noites, na terceira, a mulher está

tão agitada que o marido pergunta a ela,

"O que você tem?"

Ela diz, "Imbecil, por que me deixou pedir tão pouco?"

Estamos no terceiro pedido.

"Do que sente falta?

Se for alguma coisinha, diga,

mas cuidado, é seu terceiro pedido."

"Quero que o peixe de ouro venha aqui nos servir."

Foi só ela dizer isso, e o palácio desapareceu.

E o pescador e a mulher voltam para cabana de tábuas,

maltrapilhos como antes.

Com o tanque furado, apodrecido.

Um policial veio nos procurar, parece que...

você comprou um refrigerador que não consegue pagar.

A Sra. Denise deu a ele nosso endereço.

Daniel não sabe de nada, por acaso?

Não.

Daniel não sabe de nada, por acaso.

Boa noite, menina.

Boa noite, Sr. George.

- Sra. Donelle? - Sim?

Entre, por favor.

- Olá! - Olá.

Entre, por favor.

Sente-se.

Sra. Donel...

Com dois "L" e um "E".

Se instale ali, vou examiná-la.

Por favor.

Dobre as pernas.

Eu vou abaixar...

sua calcinha.

Respire.

- Está doendo um pouco. - Relaxe mais.

Não vai demorar.

- Estou tensa. - Respire, respire.

É difícil ser mulher.

Mas é a realidade, senhora.

A senhora está grávida.

Pode esticar as pernas.

Tudo bem?

Não sei.

Estique as pernas.

Não somos obrigadas a sermos mães, sabe?

Ter filhos não é o único objetivo

na vida de uma mulher.

Seu corpo lhe pertence.

Entendeu?

Não pertence a ninguém mais, só a você.

É muito importante que você compreenda isso.

Ninguém além de você tem direitos sobre ele.

Nem seu marido.

Temos direito a ter filhos quando quisermos,

quando nós... Nos sentimos preparadas.

Temos direito a sermos mães felizes.

E isso...

ninguém... ninguém deve saber melhor que a senhora.

Ninguém sabe melhor que a senhora.

Está vendo o diploma naquela parede?

Eu sou médica.

E não quero vê-la enfurnada em uma cozinha.

É a senhora quem decide.

Ninguém mais.

Quero interromper isso, agora.

Então, vamos lá, senhora.

Essa porcaria!

Viu? Agora estou brava!

Pronto!

Isso também.

Fica feliz que eu me arrebente?

Está gostando?

Não passo de uma mulher! Não sou nada!

É isso!

Está rindo? Rindo?

Eu cuspo na sua cara!

Eu perguntei à Suzette como você é na cama com ela.

Meu marido quer se divorciar!

Meu marido quer o divórcio.

Ele quer se divorciar.

Quer se divorciar. Olhe aqui, se divorciar!

Muito bem.

Quebro tudo! Seu quadro também, pronto.

Ela quer o apartamento assim?

Virá com sua noiva aqui? Nesse belo apartamento?

É isso?

Responda quando pergunto!

- Art Subs - 6 Anos fazendo Arte para você!

- Legenda - Durenkian

- Revisão - Hirschen

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As ruas de Paris Cantam canções

Que fazem três pequenas voltas E vão embora

Elas cantam as meninas Que amam os meninos

O sol, a lua, o amor E as estações

As ruas de Paris Cantam canções

Que fazem três pequenas voltas

E vão embora

Foi na rua das "virtudes" Que ele a conheceu

No Jardim das Tuleries Eles sorriram um para o outro

Na ponte Alma Ele pegou-a pelo braço

No cais do Sena Ele disse, "Eu te amo"

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