All language subtitles for As Harmonias de Werkmeister

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Original subtitles

A Jumi

Um filme de Bela Tarr

AS HARMONIAS DE WERKMEISTER

S�o dez! Hora de fechar!

Senhores, por favor!

Espera um pouco para que Valuska nos fa�a uma demonstra��o.

Que fa�a fora!

Valuska. Vamos.

Nos ensina.

Deixem espa�o para que Valuska nos mostre.

Tu ser�s o Sol.

O Sol n�o se move. Fa�a isso.

Tu ser�s a Terra.

A Terra come�a aqui

e se vai movendo ao redor do Sol.

E agora...

vamos ver uma explica��o para que gente simples como n�s

possamos compreender completamente o significado da imortalidade.

Unicamente pe�o que caminhem comigo atrav�s do infinito

onde const�ncia,

quietude

e paz,

formam um reinado de infinito vazio.

Imaginem isto nesse infinito sonoro sil�ncio,

tudo � uma escurid�o impenetr�vel.

Aqui s� experimentamos o movimento geral

e a princ�pio n�o notamos os acontecimentos que estamos testando.

A luz brilhante do Sol

sempre manda seu calor e sua luz sobre este lado de a terra

A qual � empurrada a girar at� ali.

E estamos aqui em seu esplendor.

Esta � a Lua.

A Lua gira ao redor da terra.

Que acontece?

De repente vemos,

que o disco da Lua, o disco da Lua...

sobre a esfera ardente do Sol faz um buraco

e este buraco

A sombra escura, se faz maior... e maior.

E como esta, cobre o sol cada vez mais,

lentamente, s� uma estreita luz do sol permanece,

uma deslumbrante diminu�da.

E no momento seguinte...

no momento seguinte, digamos a uma da tarde,

o mais dram�tico giro dos acontecimentos ocorre.

Neste momento...

o ar se torna frio.

Podem senti-lo?

O c�u se escurece

e depois tudo se torna escuro.

Os c�es uivam,

os coelhos se encurvam, o veado corre em p�nico,

corre, se precipitando em medo.

E neste espantoso, incompreens�vel crep�sculo

inclusive os p�ssaros...

os p�ssaros tamb�m est�o confusos e v�o dormir.

E depois... completo sil�ncio.

Tudo o que vive est� quieto.

As colinas apagar�o?

O c�u cair� sobre n�s?

A terra se abrir� abaixo de nossos p�s? N�o sabemos.

N�o sabemos,

um eclipse total se encontrou com n�s.

Mas...

mas n�o necessitamos tem�-lo, isto n�o � o fim.

J� que atrav�s da esfera acesa do Sol,

lentamente, a Lua nada afastando-se.

E o sol estava de novo l� fora

e at� a terra, lentamente,

chega luz outra vez,

e o calor, novamente, inunda a Terra.

Uma emo��o profunda se apodera de cada um.

Escapamos do peso da escurid�o.

Acabou! Fora daqui, beberam cerveja demais!

Mas Sr. Hagelmayer, ainda n�o terminei.

Sr. Eszter!

Sr. Eszter!

Tio Gyuri, vamos.

Vai ficar com frio.

Por favor, vamos.

As meias.

Que descanses.

FANT�STICO: A MAIOR BALEIA DO MUNDO.

E OUTRAS MARAVILHAS DA NATUREZA! ESTRELA CONVIDADA: O PR�NCIPE.

Bom dia.

Bom dia Tio B�la.

Chegas tarde, J�nos.

Como est� J�nos? Como est�o as coisas no cosmos?

Vai tudo bem.

Obrigado.

Muitas trag�dias familiares sucedem.

Uma atr�s da outra.

Agora. Se uma fam�lia toma partido por si mesma. Simplesmente desaparece.

Ningu�m volta a saber nada deles.

E n�o digas que isto � normal. Um acontecimento normal.

O mundo se esta ficando completamente louco.

Agora n�o ocorre aqui embaixo, mas encima, algo est� indo mal.

Para Novembro

A r�dio diz que far� 17 graus abaixo de zero.

H� escassez de carv�o

e para rematar chega o circo.

Trazem essa horr�vel baleia e esse Pr�ncipe.

O melhor do melhor.

Dizem que ela o leva em seus bra�os, ser� poss�vel.

E ao parecer ele tem tr�s olhos.

N�o sei se � verdade.

Dizem que o levam de cidade em cidade

e solta esse discurso ateu monstruoso.

Ningu�m o entende.

Nem sequer os que est�o ali o entendem!

Contam que na pra�a do mercado de Sarkad,

quando se aproxima o Pr�ncipe

o rel�gio da igreja come�a a funcionar, como o ouves.

Um rel�gio que estava anos parado, se p�em novamente em marcha.

E a �rvore do choupo caiu.

Abriu uma grande greta

e suas ra�zes sa�ram

do concreto.

N�o � raro que a gente tenha medo.

Ningu�m se atreve a sair de casa pela noite.

T�m medo de que os ataquem, os roubem,

os apunhalem, os violentem. Tens que ir com c�o.

No quero nem pensar.

Tens que levar um c�o para esses canalhas.

E uma vez mais

nada � sagrado.

Tiraram a est�tua dos Jardins de Gondocs.

Roubaram as l�pides do cemit�rio.

Assim, como pode explicar isto em termos normais?

As misteriosas pragas desconhecidas est�o aqui.

H� grandes montanhas de lixo por todos os lados.

A gente fecha o ferrolho da porta e treme,

temendo o que vir�.

E � seguro que algo venha.

Como est� J�nos?

Bom dia tio Karcsi.

-Viu o que aconteceu? -N�o. O que?

N�o sabe?

-N�o. -Escuta.

Ao parecer,

Vieram ontem no trem da tarde.

A causa da baleia.

Bom, tu n�o poderia saber.

Nunca se pode estar seguro de nada.

Alguns dizem que h� ao menos trezentos,

outros dizem

que realmente s�o s� dois,

e que a atra��o intera

� a cosa mais espantosa que nunca mais ver�.

Tamb�m se conta que na realidade � s� uma fachada para outras coisas.

Para que quando chegue a noite,

se atirem sobre os habitantes pac�ficos

Tamb�m contam...

que a baleia n�o tem nada a ver.

Mas no momento,

a baleia � a causadora de tudo.

O que � seguro � que j� est�o saqueando tudo.

Abriram as janelas da loja de roupa.

O foguista viu com seus pr�prios olhos.

Se eu for por ali darei uma olhada.

Adeus.

Tenho que esclarecer isto para que n�o fique d�vida,

que n�o � um problema t�cnico

sen�o uma quest�o filos�fica.

De modo que o tom sistema em quest�o, por investiga��o,

nos conduziu inevitavelmente a uma prova de f�,

na a qual perguntamos:

O que � que nos faz crer

que esta harmonia,

A base de cada obra mestra

referendo-se a sua pr�pria irrevogabilidade,

realmente existe ou n�o?

Disto segue que

devemos falar de n�o investiga��o na m�sica,

se deve falar de uma realiza��o �nica de n�o-m�sica

algo que durante s�culos nos foi ocultado,

um esc�ndalo terr�vel

que devemos revelar.

Da� a situa��o vergonhosa

de que todos os intervalos nas obras mestras de muitos s�culos

s�o falsos.

No qual quer dizer

que aquela m�sica

e sua harmonia e eco, seu encanto paralisante

est� completamente baseado em um fundamento falso.

Sim, temos que falar de um engano inquestion�vel,

ainda aqueles que n�o est�o muito seguros,

os pequenos moderatos

devem compromete-se

Mas que tipo de compromisso,

se para a maioria

A tonalidade musical pura

� uma simples ilus�o,

e os intervalos musicais

verdadeiramente puros n�o existem?

Aqui temos que reconhecer o feito

que aqueles tempos eram mais afortunados que os nossos,

aqueles de Pit�goras e Aristoxenes,

quando nossos antepassados se satisfaziam com o feito

de que seus instrumentos puramente afinados

s� podiam ser tocados em alguns tons,

j� que n�o lhes inquietavam as d�vidas,

para eles as harmonias celestiais era provenientes dos deuses.

Mais tarde, como se isto n�o fosse o bastante.

Uma arrog�ncia desencontrada

decidiu tomar posse de todas essas harmonias

dos deuses.

O fizeram a sua maneira.

Deram cargo aos T�cnicos com a busca da solu��o,

Praetorius, Salinas,

e finalmente Andreas Werkmeister,

quem resolveu a dificuldade

dividindo a oitava da harmonia dos deuses, os doze tons m�dios,

em doze partes iguais.

De dois semi-tons, ele falsificou um.

Em vez de dez teclas pretas, cinco foram usadas

e assim concluiu.

Temos que dar as costas a este desenvolvimento dos instrumentos,

ao chamado Temperamento igual e a sua triste historia,

devemos trazer de volta a afina��o natural dos instrumentos.

Cuidadosamente, temos que corrigir os erros de Werckmeister.

Temos que no referir a estas sete notas da escala

mas n�o desde a oitava,

E sim como,

sete

qualidades distintas e independentes

como sete estrelas fraternais no c�u.

O que n�s temos que fazer agora,

se somos conscientes.

Essa afina��o natural tem seus limites,

e � um limite algo inquietante que exclui

definitivamente

o uso de certas

cimas demasiadamente elevadas.

-Quanto? -Cem forints.

Obrigado.

Me diga, que tem ali?

O povo fala de um pr�ncipe.

N�o, n�o � isso, Sr. �rgyel�n.

Uma baleia gigantesca chegou.

Esta misteriosa criatura veio de oceanos remotos.

O melhor � que a veja voc� mesmo.

N�o gosto de nada disso, J�nos.

N�o � nada mal, Sr. �rgyel�n.

V� e veja o animal grandioso...

...que O Senhor criou!

Que misterioso � O Senhor

que se diverte com tais estranhas criaturas.

Isto trar� problemas, J�nos.

Como est� J�nos?

Bom dia tio Lajos.

Bom dia tia T�nde.

Como est� J�nos?

Vim por um assunto muito importante.

� sobre meu ex-marido.

Sei que voc� est� muito unido a ele, que lhe dedica muito tempo.

Eu tamb�m fiz tudo por ele.

N�o, nunca desejei lhe fazer dano.

Fiz o maior sacrif�cio por ele:

Me fui.

Assim o pediu.

Quis dedicar-se inteiramente a sua arte.

Mas por fazer isto perdi meu trabalho

na cidade.

Bem, agora � sua vez.

Agora ele tem que fazer um sacrif�cio por mim.

� f�cil de entender.

Entende, J�nos?

Estamos criando uma organiza��o

com o chefe de policia e outras pessoas de boa vontade,

vamos a restabelecer a ordem, fazer uma limpeza

e para isso temos que encontrar os fundos necess�rios

� claro que um movimento como este necessita de um l�der,

um individuo forte, que...

que possa influir no outros, que seja persuasivo.

E ele,

ele cumpre os requisitos.

Sim, e agora lhe oferecem duas possibilidades.

A primeira � que aceite a lideran�a do grupo

e tudo permanecer� como at� agora.

A segunda � se disser n�o, ent�o...

Se. Ent�o.

Terei que voltar com ele,

e...

para deixar clara a seriedade das minhas inten��es

envio agora esta maleta. Todas minhas coisas est�o nela.

Tudo est� preparado.

Aqui est� a lista.

Nela aparece toda a gente

de boa vontade e boa posi��o econ�mica e social.

Ele deve busc�-los para persuadir-lhes de que se unam � causa.

S� umas poucas assinaturas,

e assim poder� voltar a se sentar em seu piano

e fazer o ru�do que quiser.

Tia T�nde, eu...

a entendo...

O que ocorre �...

O tio Gyuri n�o se encontra muito bem e...

Gostaria de deitar um pouco,

Estive trabalhando toda a noite e creio que ele n�o ser� capaz

de assimilar isto sozinho.

-Mas... -Por favor n�o v� molest�-lo.

Tens que entender que n�o podemos perder tempo.

Se ele n�o recolhe todas as assinaturas

antes das quatro da tarde,

ent�o...

Voltarei com ele, n�o me preocupa o qu�o duro possa ser.

� imposs�vel para eu organizar tudo isto

no casebre em que vivo.

Entende?

J� vejo, mas...

Este � o tempo em que

o tio Gyuri gosta de trabalhar e eu...

Agora n�o � um bom momento

para ir a ele, por que...

olhe...

Estou muito cansado.

Veras como tudo sair� bem,

v� a sua casa e fala com ele.

S� diga que espero que

demonstre que possa faz�-lo,

para que nos consiga o dinheiro para a causa.

E acrescente que se n�o o fizer,

ent�o

Jantarei com ele

esta mesma tarde.

-Ol� Lajos. -Bom dia Senhora.

Bom dia.

Como vai?

LAJOS HARRER J�nior ZAPATEIRO

Bom dia tia Harrer.

Como vai J�nos? Assim que veio.

Aqui estou.

Que est� ocorrendo l� fora? Viu algo no caminho at� aqui?

- Poderei voltar pra casa? - Claro que pode!

Est�o dizendo que quebraram vitrines

e colocado fogo no hotel.

E que abriram a cabe�a do a�ougueiro.

N�o � nada diferente que as pessoas honestas Fiquem em suas casas.

N�o te assuste tia Harrer. Fique tranq�ila.

Pode ir a casa sem nenhum problema.

Sendo cuidadoso ningu�m nunca se dana.

Te disse que n�o fique nervosa. N�o h� nenhum problema.

Pode ir a casa sem preocupa��es.

Neste instrumento perfeitamente afinado se pode apreciar

o rangido que � o prel�dio E simples

de Wohltemperierties Klavier.

Isto � para ti da parte da tia T�nde.

Te pede que vista

com roupa de frio porque faz muito frio fora

Para que v� em busca desta gente e lhes persuadam para que

se unam � Organiza��o Cidade Limpa do qual � l�der.

Porque ela e o chefe de Policia querem restaurar a ordem na cidade

e sabem que o povo aceita o que tu lhes pedir.

Tamb�m disse que se n�o o fizer,

ter� que vir para jantar aqui, nesta mesma tarde.

� por isso que envia esta maleta com sua roupa,

para n�o ter que trazer todo este peso sozinha.

N�o iremos a nenhuma parte.

Nem agora, nem mais tarde.

Mas...

A tia T�nde disse que deveria fazer

- �s quatro de a tarde... - J�nos, n�o te preocupes...

N�o ter� nenhum problema.

N�o o faremos, n�o nos moveremos daqui.

Sobre tudo, n�o por esta cerva est�pida e seu mesquinho

e insignificante plano do dem�nio.

A tia T�nde tamb�m disse que, se tomar a lideran�a

tudo permanecer� como est�.

N�o temos que fazer nada.

N�o caiemos no mesmo erro duas vezes.

Eu irei contigo.

N�o ser� nenhum problema, tio Gyuri.

Se come�armos agora. Terminaremos antes das quatro.

E a tia T�nde n�o poder� te fazer nenhum mal.

Olhe, vamos l�, fa�amos, e em um par de horas voltamos pra casa.

Assim ela n�o vir�, nem esta tarde nem nunca mas.

Acredite em mim tio Gyuri,

A tia T�nde esta muito convencida.

Ent�o cr� que � verdade?

Sim.

Suponhamos por um momento que aceito,

levar� essa maleta pra longe daqui?

Sim.

Terminei por hoje, Sr. Eszter.

Obrigado Sra. Harrer. Seu dinheiro est� sobre a escrivaninha.

Obrigado, Estarei aqui na sexta, na hora habitual.

Um pouco de ar fresco n�o te far� mal.

Adeus.

J�nos, ser� t�o am�vel

de levar isto daqui?

V� ao lugar mais longe da casa

e a deixe l�.

Em seguida.

Vamos ent�o, tio Gyuri.

Se vamos com isto, poderei trazer seu almo�o.

Sabia que n�o ia se render, que n�o se deixaria estar,

sabia que algum dia voltaria.

Por um momento de loucura, qual � o pre�o que devo pagar.

� tudo igual no fim.

Paguei por ele e seguirei pagando toda minha vida.

Cortarei a cabe�a dessa porca esta mesma tarde

Tio Gyuri, vamos pela pra�a do mercado

assim poder� ver o senhor mesmo a grande baleia,

mede uns vinte metros e pode olhar na sua garganta,

e o mau cheiro.

Todo o que um homem pode fazer � olhar isso,

e ver a grandeza do senhor, seu impulso criativo,

sua energia, e como essa onipot�ncia se reflete no animal.

Isso � o que se tem que olhar, deve ser visto, Tio Gyuri.

Primeiro acabemos com esta maldita lista.

-Bom dia Sr. Eszter, J�nos. -� voc� a quem buscava.

Bom dia Sr. Eszter.

- Tem que fazer algo. - N�o podemos contar com o fornecimento de energia,

A escola e o conselho municipal est�o fechados.

Devido a escassez de carv�o, o problema de aquecer as casas

tem adquirido dimens�es terr�veis...

N�o h� rem�dios, n�o se pode viajar nem de �nibus nem de carro.

Os telefones n�o funcionam. N�o h� ilumina��o na rua...

E para rematar chega o circo

com essa baleia horr�vel e esse Pr�ncipe!

Com suas blasf�mias que incitam o povo ao dist�rbio!

Ainda n�o sabemos se o fim do mundo chegara amanh�!

E vamos deixar que aquele pesadelo multiforme venha com aquele monstro pestilento,

quando a cidade est� em perigo?

Quem pode pensar em se dividir com este caos?

Gostaria de chamar sua aten��o a necessidade de ser solid�rios.

O senso comum � o mais importante...

N�o podemos olhar passivamente enquanto a cat�strofe cai abruptamente sobre n�s...

As crian�as e as mulheres choram...

A terra est� em perigo calamitoso!

Um momento, senhores.

Tio Gyuri, v� com calma.

Agora n�o...

Por suas palavras desanimadas vejo que a situa��o � seria,

e no interesse de restaurar a ordem devemos dirigir nosso esfor�o.

Tio Gyuri, vou pegar a comida antes que fechem.

Vai sim.

Agora ent�o, senhores,

Aqui est�...

Aqui trago a lista.

Agora vamos com isto

antes

que algu�m perda a cabe�a.

e tentemos deixar de lado a amea�a que pende sobre n�s.

Boa tarde!

- Como est� nosso J�nos? - Boa tarde.

Chega tarde, J�nos. Queremos fechar a casa.

Boa tarde.

Bem.

- Aqui est�. Tenha cuidado... - Obrigado.

- Adeus, tio Karcsi. - Adeus, J�nos.

O que vai acontecer com a baleia?

Meu amigo, ser�o quatro em um minuto.

O melhor que pode fazer � ir at� T�nde

e diz�-la que fiz o que pediu.

- Mas... - Faria bem

encontrar-se com esse excelente ser,

e examin�-lo, um lugar na escala evolutiva

onde eu me faria detido felizmente.

Um encontro tanto agrad�vel como divertido.

Mas...

o caminho me esgotou,

e

um encontro com sua baleia,

deve ser, creio eu, como um fascinante amanhecer.

Adeus.

Te desejo o melhor. Adeus!

Rapaz!

Que fazes aqui?

Quem �?

J�nos Valuska.

Que buscas aqui?

Eu...

Venho deixar um recado, sou o...

O Sr. Eszter disse...

- Sr. Eszter... - Ah.

...quem por peti��o da Tia T�nde...

- Bebe isto. - isso � todo...

Vamos, conte.

pedi que v� at� a tia T�nde...

Aten��o por favor! O espet�culo terminou por hoje.

Por raz�es t�cnicas

A apari��o do pr�ncipe foi cancelada...

O escrit�rio abrir� amanh� para a devolu��o das entradas.

Obrigado pela aten��o,

e esperamos ver-lhes novamente.

Agora por favor, v�o pra casa.

Vamos!

Bando sujo! Sem classe!

Porcos!

Porcos sujos! Gentalha!

Malandros!

Bom dia tia T�nde.

O tio Gyuri me enviou para te dizer, tia T�nde

que tudo que pediu est� feito

e a organiza��o de tudo est� em processo,

assim que trarei sua maleta aqui esta tarde, o antes poss�vel.

Isto j� n�o nos compete, J�nos.

Est�o destruindo a pra�a do mercado?

Ou a incendiaram?

A baleia, a grande sensa��o do s�culo chegou,

una baleia gigantesca, maravilhosa, e...

Espera um momento.

Adiante esquadr�o! Ao ataque!

Bastardos!

Sem piedade! Disparem pra matar!

Chamou os tanques.

N�o!

N�o.

- O que tenta fazer? - Pra cama e durma.

Pare! Afaste-se de mim!

N�o h� tempo para descansar!

- Inadmiss�vel! - J� � suficiente! Vai dormir!

Espera!

Espera um pouco!

Controle-se! Haja como um homem!

Espera!

Espera. N�o te v�!

T�nde!

Tem algo importante que quero que fa�a.

V� a casa do Chefe de Policia e coloque os meninos na cama.

Diga-lhes que ele chagar� tarde,

Depois v� a pra�a do mercado e d� uma olhada,

olhe quanta gente tem e quem fala com quem,

e depois volte pra nos contar tudo

Encantado, Tia T�nde. Irei e darei uma olhada.

Irei com muito gosto e voltarei pra contar tudo,

quem fala com quem, e tudo.

Irei averiguar

qual � o estranho secreto que se esconde ali.

- Ande v�. - Adeus!

Agora minha pequena bruxa, sabe quem comp�s esta obra?

Gosta?

Dan�a!

Dan�a!

Gosta?

Vamos, pra cama!

- N�o quero ir pra cama! - V� pra cama!

N�o quero ir pra cama!

- V� e deite-se na cama! - N�o!

S� foi um golpezinho.

N�o chegou a te dar.

Serei duro contigo.

Serei duro contigo.

Vamos, pra cama os dois!

N�o queremos!

Serei duro contigo.

Serei duro contigo.

Serei duro contigo.

Serei duro contigo. Serei duro contigo.

Serei duro contigo.

Serei duro contigo. Serei duro contigo.

Serei duro contigo. Serei duro contigo.

Serei duro contigo.

Serei duro contigo. Serei duro contigo.

Bom dia, tio Lajos.

como vai... Que fazes aqui J�nos?

A tia T�nde que me enviou.

Disse pra ir a pra�a do mercado,

e olhar o que ocorre

pra poder contar a ela tudo, o que eles fazem, etc.

N�o v� J�nos, isso n�o � para n�s...

Ter�o que trazer o ex�rcito.

N�s j� n�o podemos fazer nada.

Andarei com cuidado.

Seja cuidadoso J�nos.

Adeus, tio Lajos.

Boa noite.

Desculpa.

A baleia...

Posso ver a baleia?

Ou pela manh�?

Vai tomar no cu.

Olhe quantos problemas est� causando!

Mesmo que n�o p�de causar mal a ningu�m em muito tempo.

...e n�o de tudo como o Diretor imagina.

N�o imagino nada. O que sei � que

Ele n�o os tranq�iliza, ele os exalta,

e assim come�a tudo mais uma vez.

E lhe diga tamb�m que n�o gosto de sua insol�ncia.

Traduza! -Por qu�?!

Para que sua cabe�a infantil compreenda

que n�o vai sair, que voc� n�o vai manifestar,

que n�o vai sair pra traduzir suas mentiras.

Mas ele se ap�ia em mim!

N�o ag�entarei que exalte a multid�o com suas mentiras.

Diga a ele que o nosso acabou.

Ele nunca quis ir a nenhuma parte. � o Diretor quem o leva.

O contrato para fazer espet�culos e n�o para incitar uma rebeli�o.

N�o o vou deixar sair nem o vou deixar que fale. Diga-lhe isso.

N�o vale a pena.

Ningu�m poder� deter-lo fa�am o que fa�am.

J� basta de choramingo, A cidade n�o quer estes bandidos.

N�o colocarei em perigo o bom nome da companhia.

Na �ltima vez j� se passou da linha.

De nenhuma maneira!

Rid�culo!

Ele n�o reconhece nenhuma autoridade superior. Nada disso.

Nos olhos de seus seguidores, a� est� o Pr�ncipe.

Nenhuma for�a ordin�ria pode deter-lo, ele tem energia magn�tica!

Sua energia magn�tica � sua desfigura��o! � aberrante!

Um monstro nato que n�o sabe nada de nada!

O t�tulo de Pr�ncipe lhe outorguei por motivos comerciais.

Pergunta-lhe se n�o foi eu quem o inventou.

Seus seguidores lhe esperam!

Est�o perdendo a paci�ncia. Para eles ele � o Pr�ncipe!

- Ent�o est� despedido! - Bem!

De agora em diante � independente. E eu vou com ele.

- Tu! - Eu.

Farei o que ele quiser, porque ele tem o dinheiro.

Tu � pobre. O Pr�ncipe ganha o dinheiro para ti.

Deixa de dizer tonteiras!

Por que n�o tentamos consert�-lo?

Diga...

que o deixarei ir l� fora, com uma condi��o.

Que n�o abra a boca, n�o diga nem uma palavra,

deve ser t�o silencioso como uma tumba.

Diga-lhe isso.

O diretor n�o pode determinar as regras!

O Diretor recebe o dinheiro e o Pr�ncipe recebe seus seguidores.

N�o h� nada mais pra discutir! S� o Pr�ncipe v� tudo.

E o tudo � nada.

Todo � ru�na.

O que constroem e querem construir,

o que fazem e far�o, n�o s�o mais que ilus�es e mentiras.

Quando se constr�i, s� se completa a medias.

Em ru�nas, tudo est� completo.

O que pensam � rid�culo. Pensam porque t�m medo.

E quem tem medo n�o sabe nada.

O diretor n�o entende

que seus seguidores n�o t�m medo

Seus seguidores v�o fazer ru�na de tudo!

Tonteiras!

V� contar a gentalha e n�o a mim.

N�o ficarei escutando isto. Eu lavo minhas m�os,

n�o encarregarei com a responsabilidade de suas a��es.

E voc�, cavalheiro, a partir deste momento � livre.

Pode fazer o que te der vontade.

Quando destru�rem as cidades,

n�o lhe restar� nenhum lugar para se esconder.

Compreende isto?

Seus seguidores lhe dizem: H� desilus�o em tudo.

N�o entendem por que.

Mas o Pr�ncipe sabe, perfeitamente,

que � porque o tudo � nada. Acabou-se.

Os esmagaremos com nossa f�ria!

Os castigaremos! Seremos impiedosos!

O dia est� aqui!

Depois n�o ter� nada!

A f�ria vencer�!

Nem sua prata nem seu ouro...

servir� de prote��o!

Tomaremos posse de suas casas!

O terror est� aqui! Massacre!

Sem piedade! Matan�a!

Inc�ndios. Matan�as!

Quando o clamor se extinguiu,

o Pr�ncipe disse isto:

"O que constroem

"e o que construir�o,

"o que fazem

"e o que far�o,

"� enganos e mentiras.

"O que pensam

"e o que querem pensar,

"� rid�culo.

"Pensam por que t�m medo.

"E quem tem medo, n�o sabe.

Ele disse que gosta disso,

quando as coisas se derrubam.

"H� constru��o em toda ru�na...

"� a emo��o de destruir, implac�vel, mortal.

"n�o encontramos a causa de nosso �dio e desespero,

"assim que nos atirarmos sobre tudo Com f�ria selvagem.

"destru�mos as lojas, jogamos e pisoteamos tudo

"aquele que se movia mas que n�o podia mover,

"O destru�mos tudo com barras de ferro e sarrafos de contravento.

"tombamos os carros nas ruas,

"arrancamos os miser�veis letreiros,

"destru�mos a central telef�nica

"por que vimos luzes dentro,

"violentamos duas garotas dos correios

"e nos marchamos unicamente

"quando elas haviam desmaiado como dois trapos usados,

"sem vida, com as m�os atadas abaixo dos joelhos,

"encurvadas, sobre a ensang�entada mesa..."

- Ol�! - Ol�!...

- Tudo bem? -Sem problemas.

Um momento...

Me permite lhe apresentar.

Senhora Eszter.

� um privilegio, senhora.

Senhora.

� aqui onde dizia?

Aqui

E aqui?

� prov�vel, mas n�o creio.

E...

O que h� disto?

Aqui!

Ent�o ir�, senhora? No carro?

Sim, vamos.

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FANT�STICO: A MAIOR BALEIA DO MUNDO.

E OUTRAS MARAVILHAS DA NATUREZA! ESTRELA CONVIDADA: O PR�NCIPE.

Tio Lajos.

- Como esta J�nos? - Bom dia.

N�o viu o meu Lajos?

N�o soube nada dele em toda noite.

O vi na pra�a pela noite.

Estou segura de que se meteu de algum modo naquele alvoro�o.

Sempre est� onde n�o deve.

N�o tem nenhum fundamento. Sempre mete seu nariz em tudo.

E tu, J�nos.

E tu.

Eles te procuram tamb�m.

Vieram aqui e vi seu nome na lista.

Acabaram te colocando, J�nos.

-N�o fiz nada. -Pra eles tanto faz.

Eles n�o reconhecem, nem ao homem, nem a Deus.

Saia do povoado o antes poss�vel.

Vai pelas linhas do trem. Ali ningu�m vigia.

Busca ref�gio em algum lugar escondido, e j� veremos o que passa.

Entende?

Sim, tia Harrer.

Se vir o meu Lajos, diga que venha imediatamente.

Eu passo mal por aqui e ele perambulando por a�.

H� tanto o que fazer.

Adeus tia Harrer.

Se cuida.

LAJOS HARRER J�nior SAPATEIRO

Encontrou um lugar para ti.

Ver� se sai.

Vivo na a cozinha de ver�o.

Porque essa mulher...

e o chefe de policia pegaram tudo e o tra�ram

para ficarem com o lugar inteiro.

Mas nos arranjaremos bem com a cozinha de ver�o.

O sof� com a manta verde ser� pra voc�.

Na parte superior do arm�rio

ter� algum espa�o.

Tem que consertar as janelas.

Tem correntes de ar

e entra frio.

� o segundo dia que durmo ali

E, gra�as a deus, fora,

n�o se ouve nenhum barulho

Sil�ncio absoluto.

Reafinei o piano.

Agora volte a ser como qualquer outro.

Poder� voltar a tocar com ele.

E se andamos escassos de dinheiro

ser� mas f�cil desta maneira.

Dei minha blusa cinza pra �rgyelan.

Me prometeu que o adaptar� a sua altura.

Quando sair

estar� pronto.

Nada importa.

Nada importa de verdade.

Se cuida.

Voltarei amanh�, na hora habitual.

Se cuida.

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