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Original subtitles

Tudo bem, família?

Voltei para vos ajudar no local de nascimento da América,

a cidade do amor fraterno, a cidade que também vos ama.

Como eu, Sammy D.

Em direto da Quick Stop em Crum Lynne, a comprar umas mortalhas.

Vamos ver o inventário?

Ena. Vejam isto.

É o grande paraíso dos fumadores.

Temos folha de cânhamo, mortalhas orgânicas.

Raios, imensos sabores. Não há como falhar.

Mortalhas de pétalas de rosa. Se quiseres sentir-te chique.

ABERTO

Mãos no ar! Todos! Agora!

Tu, com o telemóvel. Larga o telemóvel.

O HOMEM DO CHAPÉU

-Harold Cooper. -Harold, enviei-te uma ligação.

Estamos a seguir as notícias de última hora.

A polícia investiga uma situação de reféns

-numa loja... -Porque estou a ver isto?

Um jovem estava em direto no momento.

As imagens ficaram virais. Acho que vi o Raymond lá.

Vou agora buscar o Ressler.

Espera. O Reddington está a assaltar um supermercado?

Parece ser um refém.

Está em Filadélfia?

Não sei. Tentei ligar-lhe, mas não atende.

-O vídeo contém violência. -Espera.

Pode ser perturbador para o espetador.

-Tenho 268 seguidores. -Mãos no ar! Todos! Agora!

Tu, com o telemóvel. Larga o telemóvel.

Parece ele, não parece?

Achas mesmo que é?

Podemos arriscar que não seja?

Se for preso em direto, não podemos ajudá-lo.

A equipa está por um fio.

A Cynthia Panabaker vem hoje aos Correios.

Quer informações sobre o Wujing e o Criador de Trols.

-Não lhe disseste? -Que ele matou o Wujing

e recrutou o outro? Não.

Ainda não sei explicar isso.

Hoje não é o dia para atrasos,

por isso, vamos antecipar-nos a esta situação de reféns.

Desculpe, mas há um vídeo viral.

-Parece... -O Reddington. Eu sei.

O Ressler e o Dembe vão.

-O que posso fazer? -Temos outro incêndio para apagar.

Preciso de um inventário dos arquivos.

A sério? Porquê?

A Senadora Panabaker vem a caminho.

Não sabe que o Red usou o HexRoot

na base de dados. Se descobrirem,

tenho de saber que danos causou.

Farei isso, mas a minha autorização

não me dá acesso aos casos.

Tentaste abri-los?

Estava curiosa sobre alguns casos antigos da minha mãe.

Especificamente o último caso.

-Queres saber porque foi morta. -Foi por isso que vim para cá.

Fiz perguntas, mas ninguém diz nada,

não tenho autorização para saber.

Agora tens.

Recebi aprovação para a tua autorização interina há uns dias.

Todo o sistema está aberto a ti, mas hoje tens de estar focada.

Faz uma avaliação de danos e informa-me.

Olha para isto. Isto não é bom. Espero que o Raymond não esteja lá.

É um carro alugado. Não é assim que ele se desloca?

É uma das formas.

-Como explicamos estarmos cá? -Mentimos.

Agente Ressler. FBI. Este é o Agente Zuma.

O suspeito encaixa no perfil que temos perseguido

por assaltos à mão armada.

Temos aguentado até os grandes chegarem.

Nós tratamos disto. Qual é a situação lá dentro?

Está armado e barricado com reféns.

Temos seis agentes a vigiar.

Dois nas traseiras.

-Tentaram estabelecer contacto? -Mais ou menos.

Fui o primeiro a chegar.

Quando estacionei, o agressor viu-me

e disse para me afastar ou começaria a matar reféns.

Somos um bairro pequeno.

Não temos disto aqui.

Alguém saiu quando o atirador entrou?

Não. Mas esteve uma mulher lá dentro mesmo antes.

Temos este comando móvel.

-Ela está lá dentro à espera. -Obrigado.

Tinha acabado de comprar o meu café

e ia para o carro

quando vi o diabo em pessoa a vir para mim.

Nunca esquecerei os olhos negros. Estava todo pedrado.

Soube que ia fazer asneiras antes de ver o revólver.

-De certeza que era um revólver? -Sim, senhor. Eu vi o cilindro.

O meu pai sempre disse que preferia ter seis absolutos a 15 talvez.

Devido às falhas das semiautomáticas.

Pode ajudar-nos a identificar os reféns.

Pode dizer-nos quem estava na loja quando saiu?

Vejamos. Estava a Ji-Min.

Uma coreana simpática. Vende-me bilhetes da lotaria.

Havia o miúdo pedrado com o iPhone e uma velhota.

E vi um homem mais velho.

Era o homem com o chapéu?

Tinha um chapéu, sem dúvida. Adoro aqueles chapéus. Dão estilo.

Então, um total de quatro reféns?

Espere, podia haver alguém com um boné dos Phillies.

Lembro-me do boné.

-Talvez cinco reféns. -Talvez.

-Cooper. -Muito aponta para o Red

como refém na loja. Mandámos-lhe uma mensagem, mas nada.

Estamos a falar do Red.

Não acredito que ainda não abateu o atirador.

Pode estar à espera que assumamos o controlo

para não se expor.

-Podem controlar? -Não sem ajuda.

Queria chamar uma equipa tática das nossas.

Temos de afastar a polícia e a imprensa.

-Assumir o comando total. -Excelente ideia.

A equipa tática que incluia um negociador.

Retirem-nos em segurança.

Cynthia! É bom ver-te.

Dizes isso agora. Há um sítio onde possamos falar, Harold?

O Cooper autorizou uma equipa. Vou chamá-los.

Não será rápido o suficiente.

-Deves estar a brincar. A SWAT? -A melhor de Filadélfia.

Eu disse que vinham os grandes. Liguei-lhes logo.

Sargento McGinley, obrigado por vir,

mas uma equipa de resgate chegará numa hora.

O suspeito armado terá a cortesia de esperar.

Powers, monta um perímetro e arranja uma parede para a câmara.

Quero ver o que temos.

-Têm a planta? -Acho que não me ouviu.

Sou de uma unidade às ordens do procurador-geral.

Se invadirem o edifício, enfrentarão o Depto. de Justiça.

Eu sei seguir ordens.

Mas assim que houver um tiroteio,

eu trato disto.

Não sei como vamos tirar o Reddington dali,

mesmo com a equipa tática.

A linha DSL para o edifício foi cortada.

A polícia acabou de a ligar.

Vou ligar lá para dentro.

Oxalá o atirador não seja impaciente

como o nosso amigo SWAT.

FECHADO

-Quick Stop. Posso ajudar? -É o Agente Zuma do FBI.

Está tudo sob controlo. Estão todos bem aí dentro?

Ele quer saber se estão todos bem.

Não! Nada está bem aqui!

Se alguém se aproximar da loja, começo a disparar!

Por favor, diga-lhe que ninguém vai entrar.

Desliga o telefone! Pronto!

Aquele rapaz vai começar a disparar antes que a equipa chegue.

Sabe disso, certo?

REGISTOS PESSOAIS CONFIDENCIAL

Há dias, levaste um criminoso famoso ao meu gabinete.

Um tal de Sr. Bo Chang. Porquê?

Acabava de roubar uma perigosa ciberarma da NSA.

Depois, permitiste que o Sr. Chang fugisse. Porquê?

Porque, sem saber,

fugiu de uma réplica deste edifício

que foi cuidadosamente recriada pelo Reddington. Porquê?

Para atrair o Wujing, ainda mais famoso,

para a sua detenção.

Se alguma história me interessaria mais,

não a consigo imaginar.

Mas desde então tens estado muito caladinho.

O nosso plano teve complicações.

Esperámos no duplicado, mas ele não apareceu.

-Porquê? -Ele foi aos verdadeiros Correios.

Encontrámos lá o corpo dele e do associado.

Tinham sido ambos alvejados.

-Onde estão os corpos? -Num armazém frigorífico.

Porque só sei agora?

Ainda estamos a investigar.

As câmaras foram limpas.

Vou poupar-te tempo e dizer-te o que aconteceu.

Aconteceu o Reddington.

Não fez aquilo para enganar o Wujing.

Era para ti e tu caíste como um patinho.

Preparado para um ataque inexistente.

Como teve a morada verdadeira?

Creio que o Red lha deu, de alguma forma.

Para executar o Wujing em vez de nos deixar prendê-lo.

Executar um homem em instalações federais. Vai ser o nosso fim.

Os dias do Reddington sem controlo acabaram.

Onde está ele agora?

Helicópteros a 20 minutos.

Isto pode acabar em cinco minutos.

Preciso de pormenores sobre a ameaça.

Como se chama o atirador? Tem cadastro?

Não podemos dizer.

Estou farto de ser enganado por vocês.

Atirador ativo. Avancem quando disser.

Pare, sargento! Intrusões cegas só colocam os reféns em risco.

-Como balas. -Uma bala.

E não sabemos se há feridos.

Vou ligar lá para dentro.

É um erro. Vão morrer todos.

Se pudermos acalmar os ânimos,

é o que faremos.

-Já chega. Vamos entrar. -Não, não vão.

Agente Ressler, do FBI. Precisamos de saber se há feridos.

Por favor, atenda o telefone.

Equipas, ao meu sinal.

-Não. -Não disparem!

Já podem entrar! O maluco está morto!

Nós vamos à frente.

Mantenha a sua equipa afastada. Não entrem sem eu autorizar.

Recuem.

Assim que entrarmos, temos de tirar o Raymond daqui.

Agentes do FBI, mantenham a calma.

Ele está morto.

-Há mais alguém aqui? -Só nós.

Vamos ver as traseiras.

-Mexam-se! -Vão, vão!

Contacto! Traseiras.

Suspenda a ordem.

Mãos no ar!

Nada. Ninguém nas traseiras.

Chamem ajuda médica.

Boas notícias. A Sue teve a consulta de 12 meses

e está a cumprir todos os marcos do desenvolvimento.

Exceto apontar o dedo, sempre achei rude.

-Estás bem? -Não sei.

O Cooper pediu-me para ver os arquivos que o Red adulterou

e não pude deixar de espreitar o ficheiro da minha mãe.

Natureza humana. Entendo.

Há uma referência a mim no ficheiro dela como "filha adotada".

Vi a minha certidão de nascimento, nunca a tinha lido.

Quem lê isso?

E mostra que nasci numa clínica de saúde em Calcutá.

Presumo que não soubesses.

Ela disse que nasci no Reino Unido.

E para piorar as coisas, fiz alguma pesquisa

e acho que essa clínica nunca existiu.

E ligares ao teu pai?

Não o quero arrastar para isto, nem ao meu irmão.

Não até saber o que se passa. Se é que se passa alguma coisa.

Ela sempre foi tão direta comigo!

Se eu fosse adotada, ter-me-ia dito.

Tem de ser um erro, certo?

Quer dizer... Tenho os pés da minha avó.

Há uma forma de descobrir.

Este ficheiro inclui uma cópia do perfil de ADN da Meera Malik.

Posso comparar com o teu. Se quiseres.

O que quero é não ter visto nada disto.

O maluco veio assaltar o cofre. Bateu-me com a arma.

O Sammy tentou detê-lo. Rapaz corajoso.

Lutaram pela arma, assim. Depois, bum!

Bateu-lhe? O que o provocou?

O senhor. O senhor não. Todos vocês lá fora.

Eu disse: "Larga a arma antes que nos magoes."

Foi quando ele me bateu.

Com licença.

Investiguei o atacante. Jack Davis, é de Filadélfia.

Crimes de droga, acusações de agressão.

-Um zé-ninguém. -Deixamos isto para a polícia.

-Não vejo razão para ficar. E tu? -Sim. Eu vejo.

A testemunha da loja,

antes do assalto, viu um homem com um revólver.

Foi muito clara.

Olha a arma que foi recuperada.

Isto não é um revólver.

Uma Browning Hi-Power.

Com cabo de madeira. Reconhecia-a em qualquer lado. É do Raymond.

E aquelas são as roupas dele.

Temos de interrogar os reféns. Todos.

Quero saber o que se passou

e para onde foi o Reddington.

Vamos rever isto desde o início, está bem?

Onde estava quando o suspeito entrou na loja?

Ao balcão, a gritar com o Sammy. Depois ouvi uma voz alta.

Mãos no ar! Todos! Agora!

Tu, com o telemóvel. Larga o telemóvel.

Tu! Mãos!

Onde estava, na altura?

Aqui. Em frente aos acessórios para fumar.

A Quick Stop tem uma boa seleção.

E o senhor de chapéu, onde estava quando ele entrou?

É só um chocolate. Calma.

Mexe-te. Vai para ali! Todos! Onde vos possa ver.

Estava com o casaco e o chapéu, na altura.

Sim. Adoro este casaco. É muito adelgaçante.

E o chapéu. Na minha idade, faz-se o que se pode.

A minha esposa, a Maxy, adora o visual. Humphrey Bogart.

Quando o vi no vídeo viral, estava sozinho.

Não vi a sua esposa.

Estava ao fundo, nos iogurtes.

E quem gritou lá atrás? Quem mais está na loja?

Por favor, não dispares.

Vai já para ali!

-Tu, abre o cofre. -Não tenho chaves. É o gerente.

Toma, pega no dinheiro e vai-te embora!

Não estou aqui por trocos! Quero o cofre!

-A que horas chega o gerente? -Às 8h30.

Vamos esperar.

Tu, vira o letreiro ao contrário e fecha os estores.

FECHADO

Este plano é mau. Vês a câmara?

Sim. Tens uma câmara de segurança.

Aposto que acionaste o alarme.

Mas eu cortei a linha lá fora. Pensei nisto.

E tem a certeza de que vocês eram os únicos dentro da loja?

-Quer dizer, para além do atirador. -Não vi mais ninguém.

Uma cliente pode jurar

que viu alguém com um boné dos Phillies.

Refere-se àqueles?

Pode ter sido o que ela viu. Fale-nos mais sobre o tiro.

Estava aterrorizada.

Raios. Raios! Como é que eles souberam?

Um de vocês deve ter ligado. Quem ligou?

-Tiraste-me o telemóvel. -O meu telemóvel está no carro.

Ouve. Isto acabou.

Larga a arma agora, antes que alguém se magoe.

-Estás a dizer-me o que fazer? -Não.

-Quem dá as ordens aqui sou eu! -Meu, para, larga-a!

O que devo fazer, Harold?

Criámos esta equipa e não o consegues controlar.

Ou usar o telemóvel, pelos vistos.

Ultimamente, anda mais liberal do que o habitual.

Menti muito ao procurador-geral para o proteger.

Mas desta vez é demasiado para ignorar.

Conseguiremos. Como sempre.

Vou encontrar-me amanhã com o procurador-geral

e aconselhá-lo a iniciar uma investigação

à execução do Wujing

e do seu associado em instalações federais.

Entrevistas, perícias, autópsias, tudo.

Isso será o fim desta equipa.

Sabes o bom trabalho que fazemos. Como te faço mudar de ideias?

Põe o Reddington à minha frente

para se explicar. Até ao fim do dia.

Menos do que isso, vou falar com o procurador-geral.

-Ressler, preciso de um relatório. -Estamos prestes a sair.

Nenhum refém coloca o Red aqui.

Não está aqui agora.

-Acreditas que esteve? -Não sei.

Temos um casaco, um chapéu e uma arma como os dele, mas a ele não.

Pode ser tudo uma coincidência.

A boa notícia é que não há provas, escapámos de boa.

Lamento informar, mas acontecerá pior

a menos que levemos o Red à Panabaker hoje.

Agente Ressler, volto a perguntar.

Acreditas que o Reddington foi refém dentro da loja?

Sim. Acredito.

Então, voltem lá e pressionem as testemunhas.

E encontrem o Reddington.

Sei que querem ir embora e deixar este pesadelo para trás,

mas primeiro acho que precisamos de um momento de partilha.

Que tal eu começar? Como agente do FBI,

não me compete responder a assaltos à mão armada

por drogados a supermercados.

Para ser sincero, o que me trouxe aqui hoje

foi o criminoso mais procurado pelo FBI, Raymond Reddington.

Mas acho que já sabiam isso.

É um belo chapéu. Importa-se que veja mais de perto?

Um Borsalino.

-É italiano? -Acho que sim.

Parece italiano. E este casaco? Loro Piana.

Esta é a marca preferida do nosso fugitivo.

Não percebo de moda,

mas o meu parceiro segue as tendências.

Agente Zuma, quanto achas que custa este conjunto?

Cerca de 5000.

Cinco mil dólares.

É muito dinheiro para um camionista com incapacidade, Ron.

Maxy, aprovou esta compra extravagante?

Bogart. Adoro o Bogart.

O Bogart.

Sabemos que estão assustados

e que a arma deixada para trás era do nosso fugitivo.

O que fez ele? Ameaçou-vos? Prometeu-vos dinheiro?

Sabemos que fez algo para o convencer a vestir a roupa dele.

E a si, para inventar uma história.

E a si, para ser um herói.

Pronto, chega de mentiras!

Digam-me exatamente o que se passou nesta loja,

ou vamos prender-vos por serem cúmplices de um assassino.

Estão a perceber?

Está bem. Estava aqui um homem. É verdade.

-Este homem? -Sim, é ele.

Ele entrou na loja antes do maluco.

Queria chocolates de amendoim.

Olhem para isto. Temos folha de cânhamo, mortalhas orgânicas.

Raios, imensos sabores.

Mortalhas de pétalas de rosa. Se quiseres sentir-te chique.

Desculpe, vende chocolates de amendoim da Goldenberg?

Não resisto à tentação quando venho a Filadélfia.

-Segundo corredor à direita. -Obrigado.

Acho que os iogurtes são ao fundo.

Que bom! Preciso do meu iogurte matinal.

Ouve. Se abres, tens de levar.

Sai! Sai! Já!

Vejo que está muito agitada, mas oiça.

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Mãos no ar! Todos! Agora!

Tu, com o telemóvel. Larga o telemóvel!

Tu! Mãos!

É só um chocolate. Calma.

Então, o homem que aparece no vídeo é o Reddington.

Sim, Sr. Guarda.

-Somos agentes. -Desculpe.

Então, não foi o senhor que alvejou o agressor.

Não, senhor. Sr. Agente.

Porque não nos dizem como se deu esse tiro?

Raios!

Raios! Como é que eles souberam? Um de vocês deve ter ligado.

-Quem? -Tiraste-me o telemóvel.

O meu telemóvel está no carro.

Ouve, isto acabou. Larga a arma antes que alguém se magoe.

-Estás a dizer-me o que fazer? -Não.

-Eu é que dou as ordens! -Para, meu!

Ouve, pistoleiro.

O que fez a seguir?

Disse-nos que era procurado.

Era alguém que não queríamos trair. Disse-o de arma na mão.

Fez-me trocar de roupa.

Tinha o boné.

Sabia que o FBI viria atrás dele. Mas e se ele vier atrás de nós?

Terão proteção federal.

Mas onde está o Red? Como saiu do edifício?

Pelas traseiras. Saiu por trás quando entraram.

Ele disse para onde ia?

Perguntou se havia autocarros. Disse onde era.

Acreditas na história deles?

Não é dele ameaçar civis,

mas estava encurralado.

Como conseguiu sair sem ser visto?

A SWAT estava na saída.

Ela disse que o atirador estava morto.

O McGinley e a equipa devem ter-se reagrupado antes de entrarem.

É Bruxelas outra vez.

Passei anos atrás do Reddington,

ele estava sempre um passo à frente.

Temos uma pista. A central de autocarros.

Talvez desta vez consigamos chegar primeiro.

Feito. Fiz uma análise rápida aos perfis de ADN

no sistema, teu e da tua mãe.

E?

E imprimi o resultado e coloquei-o neste envelope.

Não li. Não queria violar a tua privacidade

ou ficar sujeito a queixas dos RH.

Não tens de abrir.

Posso rasgá-lo agora aos pedacinhos

e podemos esquecer isto.

O que farias se descobrisses hoje que talvez fosses adotado?

Não haveria problema. Celebraria.

Seria uma chamada louca com os meus pais.

Talvez faça essa chamada na mesma.

Gostaste da tua infância? Sentias-te amada?

Sim. Até ao momento em que a minha mãe foi morta.

Se a tua visão do mundo está a resultar,

porquê correr o risco de reparar algo que não está avariado?

Porque preciso de saber.

RELATÓRIO GENÉTICO COMPARATIVO

CORRESPONDÊNCIA: 0 %

Essa visão do mundo?

Agora está avariada.

Alguma pista? Temos pouco tempo

para o levar à Panabaker.

Saiu um autocarro para Washington

logo após ele fugir.

Deve ser isso, já que a loja é a sul de Filadélfia.

Excelente. Dá-me o número do autocarro.

Vamos ao armazém dele ver se teve outra forma de entrar na cidade.

Autocarro 2250, tenho o FBI em linha.

-Precisam de falar consigo. -O FBI?

Margo, está em linha com a Siya Malik, do FBI.

Preciso de saber se tem um passageiro a bordo.

Homem branco, uns 60 anos, encorpado.

De casaco cinzento e boné dos Phillies.

Parece metade dos homens no meu autocarro. Espere.

Vejo um assim. No banco de trás. Ou está a dormir ou a fingir.

O que faço? Estamos a sair de Baltimore.

Continue e aja normalmente.

Encontramo-nos na última paragem em Washington DC.

Muito bem. Vens?

Não será excessivo? É só o Raymond.

Que vais fazer? Matá-lo?

Espera aqui.

-Oiça! -O que...?

Desculpe.

Quando posso abrir a minha loja?

Querem vir cá, depois do tiroteio.

Já pode usar o local,

mas não reabrir sem contratar uma equipa de limpeza.

É muito sangue.

CHURRASCO COREANO

Não, três copos.

Aquilo é que foi pensar rápido. "A porta das traseiras." Boa.

-Acha que ele acreditou? -Espero que sim.

Se o nosso amigo cumprir o prometido,

nunca mais terei de trabalhar.

-Já tens incapacidade. -Está bem.

E se passámos por isto e nos deixa pendurados?

Não, ele é um homem honrado. Salvou-nos a vida.

Ele fará o que diz.

Isto foi desagradável.

Não temos muito tempo. Sou um criminoso procurado.

O pior dos piores, se acreditarmos na lista do FBI.

Claro que eu também não gosto muito de listas.

Prefiro confiar nos meus instintos

quando se trata de julgar o caráter de alguém.

Ignore aquilo.

Muito bem. Eis o que aconteceu. O vilão aqui...

-Como se chama, querida? -Ji-Min.

Ele bateu na Ji-Min com a arma.

O jovem da internet foi ajudá-la, lutou pela arma e ela disparou.

Senhor, se não se importar, o seu casaco, por favor.

-Vamos mentir? -Posso assustar-vos a todos

e dizer-vos que mandarei os meus homens maltratar-vos,

mas de que serve, se é muito mais fácil

deixar-vos felizes?

Ou, pelo menos, deixar-vos ricos.

Agente Ressler, do FBI.

Precisamos de saber se há feridos. Por favor, atenda o telefone.

Quão ricos?

Ricos tipo jackpot. Um desejo tornado realidade.

Ricos o suficiente para pagarem as contas e começarem algo novo.

Algo empolgante.

-Ji-Min, tem algum bar preferido? -Chikin-Ba.

Chikin-Ba?

Vou enviar um representante para ir ter convosco lá esta noite.

Ele vai dar-vos o dinheiro.

Só preciso de uma forma de sair daqui.

Céus.

FECHADO

Revi os arquivos todos.

Como esperado, o Reddington usou o HexRoot

para se apagar dos registos.

Referências a ele ou informações que forneceu

eliminadas ou editadas.

-O acordo de imunidade? -Nada.

Como se nunca tivesse estado cá.

Não percebo a jogada do Raymond.

Deixou-se desprotegido de uma acusação pelo governo dos EUA.

E amanhã, quando a Panabaker nos entregar?

Nós vamos arcar com as culpas pela morte do Wujing.

A Panabaker irá agir.

Montamos uma boa defesa para o Depto. de Justiça.

Não podemos fazer nada sem o encontrarmos,

está cada vez mais instável.

Quando o encontrarmos, precisarei de vigilância contínua.

Eu faço isso. Não tenho vida.

A tarefa é tua.

Vão todos para casa. Durmam bem.

Amanhã, discutimos a melhor estratégia.

Agente Malik. Um momento.

Só para saber. Estás bem? Queres mesmo fazer isto?

Sim.

Mas hoje estive a ver os arquivos.

Todos eles.

A morte da tua mãe.

Entre outras coisas.

O ficheiro dizia que foi atacada por trás numa discoteca

e que lhe cortaram a garganta.

-Lamento. -Não faz mal. Esperava o pior.

O que eu não esperava era...

Vim para a equipa por querer saber

o que lhe aconteceu e porquê.

Esta equipa tinha as respostas, por isso, queria ser uma de vocês.

Descobrir se a morte dela significou algo. Era minha mãe.

Depois, leste o ficheiro. E era como qualquer outro.

Não havia lógica para o crime. Nem motivo. Nem respostas.

Quando algo importante não se sabe,

pode levar a uma sensação de impotência.

Vieste para os serviços secretos

para controlares com conhecimento.

Mas, neste trabalho, o único conhecimento

é que a maioria das perguntas não tem uma resposta.

Se queres saber se a morte dela

significou mais do que para ti, eu digo-te.

A Meera era uma boa mulher e uma ótima agente.

Salvou vidas.

E a perda dela foi imensurável.

Cynthia. Hoje recebi uma mensagem de voz do Harold

a dizer que tens assuntos urgentes para discutir comigo.

-Falhaste o meu prazo. -Falhei.

Mas estou aqui agora.

Não importa. Não posso continuar a encobrir-te, Raymond.

Ou o teu desrespeito pela vida humana

destruirá a minha carreira.

E carreiras de outros.

Amanhã estou com o procurador

para contar o que sei,

a começar pela execução do Wujing e do Zhang Wei

dentro dos Correios.

Não importa o que me vai custar. E eu sei o que me vai custar.

Deves estar a referir-te a isto.

O meu desrespeito pela humanidade deu-te jeito

quando precisaste de interrogar alguém para salvar um familiar.

Ainda tenho a gravação, claro.

Envia-a para o The New York Times, não me interessa.

Estou pronta para pagar pelos meus erros. Faz o teu pior.

Cynthia, estou a tentar fazer o meu melhor.

Não é do interesse de ninguém que só ajudes a equipa

porque te estou a obrigar.

Ajuda-os porque o mundo é um lugar melhor com eles.

O Wujing e os membros da Lista Negra que ele libertou,

essa confusão foi criada pelo meu antigo associado, Marvin Gerard.

Eu tinha de a resolver.

Seja como for, é a minha opinião. Usa-a como quiseres.

Lorelei, cancela a minha reunião com o procurador-geral amanhã.

Fundação Barnes. Onde arranjaste isso?

É do Pinky.

-Quando é que ele te deu isso? -O Pinky é muito misterioso.

Estava lá em cima e vim lanchar

e isto estava na mesa da cozinha com um bilhete.

Posso ler o bilhete?

"Querida Agnes.

Da última vez, adorei ouvir as tuas histórias emocionantes

sobre a tua visita de estudo ao Museu de Arte de Filadélfia.

Mas depois de refletir, fiquei desiludido

por não teres tido a oportunidade de experienciar

as incríveis obras de arte da Fundação Barnes.

Ontem aluguei um carro e fui até lá

comprar-te um catálogo."

-Parece que o Red não está aqui. -Ele esteve aqui.

"Ter-te-ia dado o catálogo mais cedo,

mas tive alguns problemas quando parei a caminho de casa

para comprar os famosos chocolates de amendoim da Goldenberg.

Adiante, queria que visses como a Coleção Barnes

integra arte e objetos de várias culturas e épocas

para revelar o impulso universal de criar fascínio.

O fascínio que existe dentro de cada um de nós

e faz a vida valer a pena.

Desfruta do catálogo.

Espero que um dia possamos ir juntos à Barnes.

Adoro-te. Pinky."

É querido, não é?

Fantástico.

Legendas: Cláudia Pereira

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