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- Qual deles? - Aquele alto.
Voc�s dois, v�o buscar aquele garoto.
O que eles querem, Erich?
D� uma boa olhada nele.
� ele.
� este.
Baseado em um romance de Hermann Kant:
Diretor:
Sobrenome?
Niebuhr.
N-i-e-b-u-h-r.
Nome?
Mark.
Data de nascimento?
2 de setembro de 1926.
Onde?
Marne, no sul de Dithmarschen.
Marne?
Sim, Marne.
Endere�o?
Rua Prielweg, 4.
Ocupa��o?
Impressor.
11:40 AM.
Apresse-se.
Eles pedem que voc�
escreva sua vida nesta folha.
Apresse-se.
Parece bom.
Apresse-se.
Desinfec��o.
Pare.
Entre!
Heil Hitler!
Traga-o aqui.
Traduza!
Temos o prazer de receber um membro da SS.
Eu n�o sou da SS.
Ajoelhe-se, por favor.
De joelhos.
Esperamos seis anos por isto.
N�s estamos de p�
e a SS est� se ajoelhando.
Eu n�o estava na SS.
Eu realmente n�o era... n�o SS.
Tire sua roupa.
Ele quer que voc� fique de joelhos.
Nada acontecer� com voc� aqui.
As autoridades ainda precisam de voc�.
Por que os poloneses est�o aqui?
E por que n�o deveriam estar?
Temos ladr�es, saqueadores assaltantes,
policiais, procuradores, e detetives.
Somos uma na��o normal.
Mas eles n�o lhe ensinaram isso.
Voc� deveria apenas nos matar.
Certo?
Voc� precisa informar todos os dias.
E � assim que voc� ter� que fazer:
Relato que a c�lula No.40
� ocupada por uma pessoa. Todos est�o presentes.
Voc� ter� que fazer isso em polon�s.
� noite, lembre-se de acrescentar um "boa noite".
Al�m disso, voc� precisa estar vis�vel o tempo todo.
Mesmo que voc� esteja apenas sentado ali.
Nesse caso, apenas acene para o guarda.
Quando ele verificar voc�.
C�us! Isto vai demorar um pouco.
Bem, voc� tem muito tempo.
Afinal, qual � o seu nome?
Mark Niebuhr.
Vou cham�-lo Marek.
Meu nome � Eugeniusz.
Eu vivi em Viena por muito tempo.
Sr. Eugeniusz...
Eles n�o me dir�o por que estou aqui?
Eles est�o esperando que voc� lhes diga.
Eles est�o lhe dando um tratamento especial.
Voc� tem sua pr�pria cela.
Tratamento intensivo de piolhos.
- Eu n�o tenho piolhos. - DDT.
Uma inven��o americana. Seja grato.
Eles enviaram cargas desse p� para a Pol�nia.
E agora acreditamos
que os americanos tamb�m chegar�o em breve.
Eles pensam que eu sou outra pessoa.
Acho que n�o, Sr. Marek.
Pare!
Pare!
Tire o casaco.
Tire as cal�as.
Espalhe o repolho e o sal.
Marche!
Voc� pode cantar "Deutschland, Deutschland �ber alles".
Espalhe-o por toda parte.
Marche!
Est� cheio!
Est� cheio!
Entregue-me a p�.
Voc� escreveu isto?
Sim.
Vamos come�ar de novo.
Quem � voc�?
Mark Niebuhr.
Como posso saber?
De onde voc� �?
De Marne.
Como posso saber?
Voc� pode escrever para l�.
Quando voc� esteve em Lublin?
Eu n�o estava em Lublin.
Como posso saber?
H� o Erich Seifert de Pirna.
estive com ele por �ltimo na esta��o de trem.
Quando ele esteve em Lublin?
H� quanto tempo voc� est� na Pol�nia?
Desde 3 de janeiro de 1945.
Como voc� sabe?
� o anivers�rio da minha m�e.
Por favor...
O que eu fiz?
Bom apetite..
De p� como um fantoche das SS.
N�o SS, eu sou do ex�rcito.
- O arenque estava bom? - Sim, estava.
Boa noite, Sr. Diretor!
Boa noite, Sr. Diretor!
Noite silenciosa na Alemanha.
Suba l�!
Vamos!
Puxe.
Ei, alem�o!
Des�a!
Deixe-o em paz.
N�o leve para o lado pessoal, Marek.
Diga a verdade
e eu vou trat�-lo com uma grande refei��o.
Quem � voc�?
Mark Niebuhr.
Quando voc� esteve em Lublin?
Eu n�o estive em Lublin.
Diga a verdade.
Essa � a verdade.
Voc� s� est� tornando isso mais dif�cil para voc� mesmo.
Esperando n�o descobrirmos.
Mas n�s o pegamos.
E n�s temos tempo.
Sr. Eugeniusz, o que aconteceu em Lublin?
O que voc� quer dizer com isso?
O que aconteceu l�?
Esperamos...
voc� cair um dia.
Ent�o seu caso estaria terminado.
Mas, n�o � a paz agora?
Se voc� cair
tudo isso n�o vai importar.
O que voc� fez?
Por que voc� est� aqui?
Eu...
Sou um artista captador.
De acordo com a acusa��o.
Ei, voc�!
Est� fraturada.
Eu n�o vou tocar nisso.
Voc� ter� que esperar pelo m�dico.
Voc� � um exc�ntrico?
N�o � suficiente se quebram seu pesco�o.
Por que quebrar o bra�o, tamb�m?
N�o h� beleza na pris�o.
Precisamos de construtores.
E voc� quebra seu bra�o.
Um verdadeiro exc�ntrico!
Vire de costas!
Ei, alem�o!
Ei, seu exc�ntrico!
Voc� est� autorizado a olhar.
Veja.
Continuem, senhoras.
Ele � um assassino, minhas queridas senhoras.
Um assassino da SS.
Vamos.
Depressa.
Oficial...
Eu tenho algo a dizer.
Eu n�o sou um assassino.
Eu n�o estava em Lublin.
Eu sou Mark Niebuhr.
Estou dizendo a verdade.
Voc� pode verificar.
Voc� pode perguntar �s pessoas que me conhecem.
Aten��o!
O l�der da c�lula informa
21 ocupantes, todos est�o presentes.
Bem-vindo, compatriota.
Eu sou o General Eisenstick.
Por favor, d�-nos uma apresenta��o adequada.
Granadeiro Mark Niebuhr, Batalh�o 164, apresentando-se ao servi�o.
Obrigado.
Instale-se, granadeiro.
Seja bem-vindo de cora��o.
Um compatriota em Vars�via.
Soldado.
Voc� est� em boa companhia aqui.
Infelizmente, s�o apenas homens.
Venha aqui, garoto.
Sente-se.
Os poloneses quebraram seu bra�o?
N�o, a culpa foi minha.
Por que voc� ainda mant�m o casaco?
N�o � o meu casaco.
Como isso aconteceu?
No trabalho.
Onde voc� trabalhou?
Na parte de fora da pris�o.
H� quanto tempo voc� est� aqui?
Quatro meses...
Pelo que?
Eu n�o sei.
Claro.
Sorgemehl.
Errado.
Major Ludenbroich.
Errado.
Muller.
Errado.
Rotlauf.
Errado.
O jardineiro.
Correto.
Adivinhou no n�mero sete.
Voc� vem em quarto lugar.
Durma bem na sua primeira noite aqui.
Este � um bom local.
Ningu�m vai pisar em voc�.
Posso lhe perguntar uma coisa?
V� em frente, garoto.
De onde voc� �?
Holanda.
Como voc� chegou at� aqui?
Garoto!
Boa pergunta.
Eu cheguei aqui como jardineiro.
Sou especialista em tulipas.
Onde?
Na Pol�nia?
Eu vou explicar,
em algum outro momento.
Importa-se que eu pergunte algo mais?
De forma alguma.
Ser� que todos sabem por que eles est�o aqui?
Depende.
Alguns foram informados.
E outros j� sabiam.
Agora fique quieto.
Cale a boca, policial!
Quem � esse?
Um oficial da Gestapo.
Eles sabem disso?
Claro.
Eles o pegaram com seu arquivo pessoal.
Meu nome � Mark Niebuhr.
Esse � meu nome verdadeiro.
Eu sou Jan Beveren.
Me chame de Jan.
Ou�a, Jan.
Eu n�o podia falar com ningu�m por um tempo.
Eles est�o me chamando de assassino.
Assassino?
Isso n�o � muito agrad�vel.
Eles alegam que eu estava em Lublin.
Mas eu nunca estive l�.
Eu n�o sei o que eles querem de mim.
Garoto,
o que voc� diz parece convincente.
Infelizmente, eu fui capturados em um lugar chamado
Auschwitz.
Se voc� vem de l�,
os poloneses querem v�-lo morto.
Quanto tempo mais, voc�s dois?
Cale a boca, policial!
Aten��o!
Isto voc� pode fazer com um bra�o.
Por que eu?
Porque eu estou dizendo.
Os poloneses o est�o chamando de assassino.
de Lublin
D�-me a vassoura.
Voc� n�o se importa que o chamem de assassino de Lublin?
Sim.
Esque�a que eles est�o chamando voc� de assassino.
Diga-nos o que voc� realmente fez.
Diga apenas o que voc� quer dizer.
Posso lhes contar tudo.
V� em frente.
O que exatamente?
Onde voc� lutou?
Leste de Poznan.
Foi l� que os russos me capturaram.
-Em 27 de janeiro. - E antes disso?
Em Szczecin, para treinamento.
Os russos nos entregaram aos poloneses.
N�s nos movemos entre diferentes campos. Mas n�o nos pareceu incomum.
Durante o tr�nsito em Vars�via
Uma mulher se aproximou de n�s na esta��o de trem.
Eu nunca a havia visto antes.
Ela apontou para mim.
Isso � tudo?
Sim.
Estou aqui desde ent�o.
Eu estive no ex�rcito, n�o nas SS.
Deixe os poloneses separar isso.
Jan, posso lhe perguntar outra coisa?
Pergunte.
O que havia em Auschwitz?
Por que voc� est� perguntando?
Os campos sempre existiram.
Eles s�o uma inven��o brit�nica da Guerra dos B�eres.
- � verdade o que os poloneses est�o dizendo? - Eu n�o acreditaria neles.
Eu estava encarregado das tulipas. Vielas inteiras de tulipas.
� quando eles come�am a florescer.
Se elas ainda estiverem l�.
Voc� n�o esteve no ex�rcito por muito tempo.
Meio ano.
E antes?
Voc� tinha um emprego?
- Eu era impressor. - Muito bom.
Eu era um homem do g�s.
Eu n�o estava na guerra.
Por causa da minha perna.
Voc� tem algu�m em casa?
Uma mulher?
N�o, eu n�o tenho.
Eu acredito em voc�.
Eu sou o �nico que acredita em voc�.
Mas por que voc� est� aqui... nesta cela?
E onde foi que voc� pegou o casaco?
Eu peguei do guarda.
Na minha cela anterior.
Por que?
Eu estava congelando.
Est�vamos congelando, tamb�m.
Diga-me por que voc� est� aqui?
E por que voc� est� aqui, cara?
Senhor, para voc�
e Hauptsturmf�hrer.
Eu vi um cara antes
sufocar sob seu casaco pesado.
E os poloneses n�o davam a m�nima.
N�o estou mais falando com voc�.
Desculpe, � uma ordem.
Senhores, por favor...
N�o percam o comportamento militar.
Era uma ordem.
Eu emito ordens aqui.
Besteira.
N�o vou aceitar essa atitude.
Eu o repreendo.
Voc� � um soldado, tamb�m.
E deveria demonstrar disciplina nestas circunst�ncias.
Aten��o!
Formem uma linha!
Pare!
Voc�!
Voc� n�o!
Voc�.
Voc�.
Voc� ser� o l�der da cela.
N�o voc�.
N�o!
Voc�.
Meus senhores, est�o dispensados.
Os poloneses n�o conhecem limites.
Primeiro passo.
O novo l�der da cela vai dormir
ao lado do antigo l�der da cela.
Boa noite.
Boa noite.
Eu sou o tenente M�ller.
Execu��o de ref�ns.
Aten��o!
Pare!
Venha aqui.
O idiota fala polon�s.
Emiti uma ordem.
De hoje em diante
vamos nos revezar varrendo a cela.
N�o aceitaremos ordens de um assassino da SS.
Aten��o.
Onde est� a vassoura?
Voc�.
N�o voc�.
Voc� � o l�der da c�lula.
Varra.
Varra!
General ..
General Eisenstick.
D�-me a vassoura.
Eles n�o podem me humilhar, meu caro Lundenbroich.
Ou�am bem.
� �bvio que eles est�o tentando nos colocar uns contra os outros.
Eles querem instigar caos e �dio.
Em resposta, precisamos nos organizar
em torno do l�der da cela.
mesmo que seja ele.
Ele foi obviamente
coagido a isso.
Que monte de besteiras.
Agora, vamos descobrir.
Qual nome come�a com A?
Com B?
Beveren.
O jardineiro.
Por favor, Beveren.
Errado.
Errado.
Errado.
Onde voc� estava em Lublin?
Eu n�o estava l�.
Voc� pode me dizer. Eu tamb�m estive l�.
Eu queria perguntar-lhe...
sobre meu caso.
Estou constantemente pensando sobre isso.
Tamb�m n�o perten�o a este lugar.
Meu caso n�o � nada simples.
"Agindo sem autoridade".
Eu sou um homem simples.
Eu trabalhei muito para ser um homem do g�s.
Eu lia os medidores.
Um trabalho de confian�a em tempos de guerra.
O uso de g�s era racionado.
Em certas ocasi�es,
com vi�vas de guerra solit�rias, em sua maioria
Eu era indulgente
E elas eram "acolhedoras".
Sou um sujeito jovial e simples.
E nesse aspecto, n�o muito cat�lico.
Durante uma de minhas visitas
Encontrei uma mulher junto com um polaco.
Eu sabia o que eles estavam fazendo.
Honestamente,
Eu sempre olhei para o outro lado.
De acordo com a lei, no entanto,
o Polaco n�o poderia fazer isso.
A mulher tampouco poderia.
Eu queria me encarregar disso de modo normal, mas o Polaco
ficou louco.
Come�ou a gritar, quebrando coisas.
Ele tentou me atacar.
Enquanto isso, os vizinhos saem.
Eles podem provar isso.
Eles me ajudaram a jogar ele pela janela.
Isso � considerado "agir sem autoridade".
Eu acho.
Ele teria sido morto de qualquer maneira.
Mas eu n�o deveria tomar a lei em minhas pr�prias m�os.
Certo?
Talvez voc� tenha algum conselho legal
que me ajudasse, por favor.
Circunst�ncias atenuantes, talvez?
Algum tipo de legitimidade pelo que eu tinha feito.
E voc� n�o vai para a pris�o por isso?
A mulher n�o viu as coisas dessa maneira.
Ela n�o se importou que eu a salvasse de ser estuprada.
Eu estava na pris�o.
Durante a investiga��o.
At� a chegada dos brit�nicos.
E ent�o a cadela
me denunciou a uma comiss�o polonesa.
Eu tenho seis filhos em casa, esperando por mim.
Voc� agiu sem ordens.
Ningu�m poderia ter emitido uma ordem.
A� reside a diferen�a.
Eu n�o nego a execu��o de ref�ns, mas somente sob ordens.
O que s�o ref�ns?
Voc� est� brincando?
Eu realmente n�o sei.
Ref�ns...
s�o aqueles retirados de �reas ocupadas por raz�es de seguran�a.
Sempre fez parte das regras de engajamento.
Granadeiro.
E n�o h� problema em execut�-los?
Sim, ao matar ref�ns
assume-se algum tipo de retalia��o.
Mesmo que eles sejam inocentes?
Sim, esse � o protocolo.
Protocolo de quem?
Quem se importa?
Como soldados, n�s n�o fazemos leis, n�s os protegemos, agimos legalmente.
� por isso que os poloneses
est�o nos tratando de forma ilegal.
Meus pr�prios compatriotas se viraram contra mim. Isto � legal?
Se voc� me perguntar, n�o �.
Voc� entende agora?
Eu n�o sei.
Eu nunca participei nisso.
Espere um segundo.
Voc� atirou nesta guerra?
Uma vez.
Um tiro?
Durante todo o tempo.
Voc� acertou o alvo?
Um tanque.
Com uma granada.
Muito bem. Voc� deve ter matado pelo menos quatro homens.
Dois fugiram.
Isso deixa dois.
Voc� ainda fez mais do que alguns de n�s aqui.
Pare de dizer "u n�o participei". � uma besteira.
Niebuhr Mark.
D� um passo � frente se algu�m conhecer este homem.
Vamos l�.
D� um passo � frente se algu�m conhecer este homem.
Ningu�m o conhece.
Mas talvez voc� conhe�a.
Erich.
Ei, Erich!
Voc� n�o me reconhece?
Sou eu, Mark Niebuhr.
Eu quebrei meu bra�o. Sou eu, Mark.
Est�vamos juntos na esta��o.
Por favor, diga a eles que voc� me conhece.
Eu sei quem voc� �.
Erich Seifert de Pirna.
Eu costumava descrever filmes para voc�.
"Camaradas no Mar"
"Dr. Crippen an Bord"
E "Kongo-Express" com Ren� Deltgen e "Sargento Berry" com
Hans Albers.
E "A Mulher dos Meus Sonhos" com Marika R�kk.
E "S�dseeliebe"
Eu cantei uma m�sica para voc�.
Atravessando o mar at� a praia com palmeiras verdes
Chega um barco de uma terra distante
Uma ilha de contos de fadas
Cumprimenta suavemente com uma melodia
�s velas brancas no mar azul
E amanh� vai cantar o adeus.
O que voc� pode me contar sobre o Major Lundenbroich?
Acreditamos que ele queimou uma pris�o com pessoas dentro.
Eu n�o sei de nada.
Ele n�o est� no banheiro.
Ele est� chorando.
Saia, Niebuhr.
Onde voc� estava hoje?
Todos querem saber.
Talvez voc� n�o saiba mais onde pertence?
Deixe-me fazer isso.
Saia!
Niebuhr!
Isto � um interrogat�rio.
Vamos ver se isso funciona.
Vamos come�ar com perguntas simples.
Nome?
Resposta, qual � o seu nome?
Mark Niebuhr.
Tanto faz.
Voc� provavelmente est� mentindo, de qualquer forma.
N�s sabemos porque os poloneses o colocaram aqui.
Tamb�m sabemos que voc� lhes disse muito hoje.
Isso � trai��o.
Voc� entendeu?
Nada al�m de uma vil trai��o.
Mas n�o deixe que isso o assuste.
Voc� provavelmente n�o tem ideia do que voc� est� fazendo.
Voc� � jovem, e voc� ainda pode retificar seus erros.
Voc� deve dizer a verdade.
Vamos decidir juntos o que dizer aos poloneses.
Voc� precisa se recompor.
Deixe-me em paz.
Deixem-me em paz, seus idiotas!
Acredite quando eu digo isso, eu n�o era realmente um nazista.
Eu quase me casei com uma judia.
Elas tinham mulheres bonitas.
O sobrenome da minha noiva era Chorin.
Anne-Dorre Chorin.
Isso foi depois de 1933.
Est�vamos apaixonados, noivos, e prestes a se casar.
Durante o tempo do putsch de R�hm, as leis de N�rnberg, etc.
Tempos tumultuosos.
Um dia, encontrei um bilhete: "O nome da sua noiva n�o � Cohn?"
Voc� sabe o que isso implicava, Cohn ao inv�s de Chorin.
"Voc� n�o viu o pequeno Cohn?"
Eu n�o levei esse tipo de chantagem a s�rio.
No entanto, como um funcion�rio do governo, fiquei um pouco alarmado.
�s vezes, eu pensava reconhecer uma caracter�stica sem�tica nela.
Como a forma estranha da sua p�lpebra.
Mas n�s resolvemos tudo. Ela era uma ariana loira pura.
Depois de ter me casado com a Sra. Chorin
n�s r�amos de tudo isso.
Eles deveriam ter prosseguido com a Opera��o Le�o Marinho.
em Gibraltar, tamb�m.
Se tiv�ssemos apreendido Gibraltar em 40, n�o ter�amos perdido a Tun�sia mais tarde.
Franco n�o queria se envolver.
A Legi�o conseguiu sair.
E o bastardo fica neutro.
Eu era um nomeado especial no Reichsbank.
Eu posso dizer agora.
Est�vamos prontos para tomar a ind�stria ferrovi�ria brit�nica.
Seu bra�o ainda d�i?
O que est� acontecendo l� fora?
� primavera.
O m�dico era polon�s?
Sim.
Ele disse alguma coisa?
Nada.
Os polacos s�o melhores do que estes caras aqui.
Eles v�o destruir voc�.
Voc� disse que o seu lugar n�o era aqui?
Em toda a guerra eu fui apenas um motorista de caminh�o.
Eu n�o era como os que est�o aqui.
Eu n�o emitia ordens. Eu n�o tinha privil�gios.
Eu era apenas um motorista.
Eu s� estava interessado em carros.
E por que voc� est� aqui?
Uma mistura de coisas.
Confundiram-me com outra pessoa.
Sairei em breve, voc� vai ver.
Eu falei a eles sobre o que havia feito.
Na esperan�a de obter alguns conselhos.
Mas agora eles n�o falam mais comigo.
Eles s� falam de si mesmos.
Karl-Heinz Fenske!
Aqui!
Vamos.
O que aconteceu?
O que eles queriam?
O que eles fizeram com voc�?
Considerando que n�s n�o sabemos o que eles querem de n�s
� seu dever nos contar tudo.
Se o trataram legalmente.
O garoto enlouqueceu.
Ele n�o est� fingindo.
O homem do g�s se enforcou.
Me d� uma m�o.
Eu tenho minha senten�a.
Eles me sentenciaram � morte.
O que voc� disse?
O que est� acontecendo?
Eu dirigi o caminh�o da morte.
O que isso significa?
O caminh�o de g�s.
Nunca ouviu falar disso?
Parecia um caminh�o de a�ougueiro.
Tinha portas seladas.
Servia para setenta pessoas.
Eu tinha que conectar um tubo incomum para o escapamento.
E deixar o motor funcionando.
Eu dirigia at� as fossas.
Dez viagens por dia.
Sempre cheio.
Homens, mulheres, velhos, jovens.
Merda.
Voc� se acostuma com isso.
Livrar-se da praga
Eles zumbiam como abelhas l� dentro.
E agora, sou condenado � morte.
E o que voc� fez?
Eu?
Voc� tem que ter feito alguma coisa.
Todos aqui s�o culpados de alguma coisa.
Diga-me.
N�o eu.
O que voc� fez, seu porco?
Espere aqui.
Karl-Heinz Fenske.
Camaradas, o judeu est� vindo para me pegar.
A couve-flor combina com a noz-moscada.
N�o muito, no entanto.
H� provavelmente
uma medida perfeita de noz-moscada.
Para uma couve-flor m�dia,
um quarto de colher de ch�.
O estranho � que voc� n�o pode ouvi-lo.
Mas voc� sabe.
Tempo para a li��o de economia.
Vamos l�.
Certo.
Algumas coisas parecem ser legais.
Voc� acha que pode se salvar?
Eles v�o poup�-lo?
Algo est� acontecendo entre voc� e os poloneses.
Eu estaria disposto a
cooperar, tamb�m.
Eu entendo o que eles querem.
Estou em uma posi��o est�pida.
Eu nem estava l�.
Tivemos que destruir uma pris�o.
Eu coloquei outra pessoa no comando.
Deus, isso � totalmente absurdo,
eu serei enforcado!
isto � um absurdo, Niebuhr!
Acusa��es contra certos indiv�duos podem ser justificadas.
Contra certos camaradas, claro, podem ser aceitas.
O ex�rcito n�o pode ser responsabilizado por tudo.
N�o pelos campos, por exemplo.
N�o por certas a��es.
Nem por certos m�todos.
E Vars�via?
O ex�rcito n�o teve nada a ver com isso?
Bem.
Eles podem ter Fenske, ou qualquer que fosse seu nome.
E o pervertido da companhia de g�s.
O que eu era?
Eu Cumpri o meu dever no meu posto.
E os inimigos n�o estavam apenas no campo de batalha.
N�o � verdade, General?
Havia aqueles que matavam.
E aqueles que organizavam os transportes.
N�o que algu�m pudesse considerar a Reichsbahn respons�vel.
Isso � besteira legal.
Eu era o respons�vel.
� claro.
Por centenas de trens diariamente.
Em todas as dire��es poss�veis.
Por isso
eu era respons�vel.
Mesmo quando as circunst�ncias de guerra permitem a��es extremas,
incluindo os ref�ns,
devemos nos abster de certas viola��es.
Essa � a lei europeia, mesmo aqui na Pol�nia.
Eu confio na Liga das Na��es.
e at� mesmo em Churchill.
O que eu fiz?
Eu estava em uma unidade militar que "capturou" apenas pinturas.
E eu n�o sei nada sobre arte.
Ou�a, garoto.
Uma coisa � certa.
Voc� n�o sair� daqui vivo.
Mark Niebuhr.
Uma mulher de Lublin
o acusou de atirar em sua filha.
Ela testemunhou a execu��o.
Durante uma incurs�o.
Descobrimos que voc�
n�o estava em Lublin, afinal de contas.
Isso combina com seu testemunho.
Voc� � Mark Niebuhr.
E voc� n�o estava em Lublin.
Pegue-o.
25 de abril de 1946.
N�o espere que n�s pe�amos desculpas.
Legendas PtBr: RC *Para Sonata Premi�re*
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