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(Por Tr�s do Vale das) ULTRAVlXENS de Russ Meyer
Oh, � maravilhoso.
Menina Roop...
Se quiser fazer o favor.
Aten��o!
Este disco � propriedade da R�dio Rio Dio
cem mil watts de poder de f� curativa.
Qualquer utiliza��o n�o autorizada
ser� punida com multa e pris�o. Am�n.
D�em-me aquela religi�o � moda antiga...
Que � uma coisa boa para mim
Fa�am-me amar toda a gente...
Que � uma coisa boa para mim.
Small Town, EUA.
Pessoas normais
pessoas vulgares
os vizinhos da porta ao lado, passeiam por qualquer das ruas
batam a qualquer porta, e quem v�o encontrar?
Os vossos vizinhos. � disso que se trata.
Pessoas amig�ves, que gostam de se conhecer umas �s outras
juntando-se para o bem comum.
No trabalho ou no lazer
dando um novo significado � palavra "democracia".
Pessoas como o sr. Peterbuilt
um homem que faz juz ao seu nome.
A sua obsess�o: o lixo.
A sua profiss�o: engenheiro sanit�rio.
A sua propens�o: "foder".
Lola Langusta, praticante da meia preta.
Gosta de fantasias induzidas pelas drogas.
Lola Langusta
mais picante que um prato mexicano.
Semper Fidelis, o caixeiro-viajante
� procura de uma engraxadela e um cliente.
Bon vivant, fala-barato,
especialista em banhos de espuma, marroquinaria e golpes baixos.
A lingerie � o seu neg�cio, a vigarice o seu modo de vida.
Um bandido de alcova, que rouba os cofres dos maridos ausentes
enquanto p�e o v�u �s esposas deslumbradas.
Aqui a cultura � representada pelo tempestuoso teut�nico
Martin Bormann.
T�o � vontade com o piano de cauda como com a urna.
Os dois trabalhadores esfor�ados,
Beau Badger � esquerda
e Tyrone na coxa.
Escalando as Grande Tetonas
e a grande depress�o que � Junkyard Sal.
Escravizando e saboreando juntos a favor do bem comum
tanto o seu patr�o como Liee, uma amazona,
chupando sem descanso e at� � medula a classe trabalhadora.
Eis Lamar Shed
fiel ao seu nome
levantando alto o seu estandarte
sempre abrindo alas para o combate do dia a dia.
E Flovilla Thatch, ajudante de dentista
servi�al sexual, dupla especialista,
indispens�vel � popula�a de Small Town.
E o simp�tico Zebulon,
af�vel, bem intencionado, o melhor amigo do homem,
um Pai Tom�s de sempre.
Lavonia... nunca tem uma dor de cabe�a
de rins sempre dispon�veis
para golpes do baixo ventre. p�bis contra p�bis,
balou�ando-se nas selas vazias de Small Town.
Ao mesmo tempo dentista e conselheiro matrimonial.
eis o Dr. Asa Lavender
limpando o t�rtaro, arrancando ra�zes,
reconstru�ndo lares divididos.
E Rhett, um rapaz exigente,
adolescente vaidoso, potencial campe�o do decatlo
qualificado para todas as provas, menos para uma.
Small Twon � como a vossa cidade ou a minha cidade,
onde a Rua Principal ainda existe.
Se continuam em busca do Sonho Americano,
ent�o n�o procurem mais
ele est� aqui, em Small Town, EUA.
Por detr�s de cada porta, e de cada casa
uma boa mulher, como a generosa Eufala Roop.
Sim, mas essa � outra hist�ria.
D�em-me aquela religi�o � moda antiga...
Mas nenhuma hist�ria � assim t�o simples.
Sim, acreditem ou n�o, mesmo em Small Town, EUA,
ainda h� pessoas insatisfeitas e mal aliviadas,
no meio da abund�ncia.
Lavonia, amo-te. N�o te mexas.
Tira a tua pila daqui, anormal.
Oh, Lamar Shedd.
Toma l� esta!...
� a �ltima vez que ma metes no cu.
Lavonia. Lavonia.
Lavonia. Lavonia.
Lavonia.
Lavonia.
Merda.
Radio Rio Dio, Texas. 100 mil watts de poder de f� curativo.
E eu tamb�m andava cega, irm�os e irm�s
mas agora vejo.
E voc�s tamb�m v�o ver a luz na R�dio Rio Dio
100 mil watts de canal curativo
para a salva��o do Sudoeste.
E agora para todos v�s ouvintes que prepararam os vossos l�pis
durante o �ltimo e inspirador hino
eis a morada para pedirem o Len�o Aben�oado de que vos falei.
Primeiro, enviem um d�lar, Apenas um d�lar,
mas n�o cheques nem selos, por favor irm�os e irm�s,
para a "Hankie", Rio Dio, Texas,
ao cuidado da vossa Evangelista das Ondas,
irm� Eufala Roop,
que traz a salva��o e a esperan�a, a todos v�s, a� em casa
ou ao volante dos vossos cami�es,
jeeps, berliets ou descapot�veis.
E agora � de novo a hora do nosso servi�o de salva��o.
j� ouviram falar da cura pelas m�os,
j� ouviram falar da cura pelos p�s,
pois tenho uma maravilhosa novidade
para todos v�s maravilhosos ouvintes
a radio Rio Dio entrou
na idade renascida da salva��o electr�nica
a cura pela r�dio.
Sei que h� pessoas por a� que esta noite n�o est�o bem.
E talvez n�o lhe possam p�r a m�o
mas sabem que algo n�o est� bem...
talvez seja apenas uma dor de cabe�a
ou talvez estejam apenas acamados com gripe.
Pois voc�s s�o mesmo as pessoas
que n�s vamos curar esta noite.
Diz-se que a cura pode ocorrer de estranhas maneiras
pois o universo tem estranhas maneiras de funcionar.
Por isso esta noite vamos experimentar algo de novo.
Vamos curar atrav�s da r�dio.
� verdade, irm�os e irm�s.
Quero que ponham a vossa parte que est� em sofrimento
mesmo em cima do vosso r�dio.
� isso mesmo, ponham a parte que sofre em cima do r�dio.
E agora vamos � cura!
O que quer que seja que esteja a doer, que pare de doer!
Que aquilo que est� rijo, se distenda.
O que est� reduzido, se alargue.
E o que foi violado, renas�a!
O nosso destino est� nas tuas m�os.
Era ou n�o um belo hino?!...
E foi ou n�o foi t�o bem cantado?!...
Quase que d� arrepios na espinha, irm�os e irm�s,
ouvir uma t�o bela m�sica e tamb�m espero muito
que tenham aproveitado o maravilhoso servi�o de cura desta noite...
Pois n�o importa o sofrimento que passemos...
N�o importa qu�o torturados ou ofendidos sejamos
ou o nosso mais �ntimo seja agredido
N�o importa qu�o grande seja o nosso desespero
na escura noite solit�ria
pode sempre aparecer uma m�o curadora
que volte a dar for�a ao que est� cansado.
E n�o � maravilhoso?!...
Uma sensa��o maravilhosa e o melhor para que tudo
o que estava morto seja trazido a uma nova vida.
J� est�, Lamar, n�o � melhor assim?
Bom e quentinho.
...e assim terminamos a nossa emiss�o aqui na R�dio Rio Dio.
Em Rio Dio, Texas.
Foi a vossa irm� Eufala Roop...
S� precisas de um pouco de repouso, Lamar.
... Que vos deseja uma boa noite de sono
em nome da Salva��o do Sudoeste,
levando-vos a cura, em AM e FM,
levando-vos a cura de uma ponta � outra.
S�o 10 mil watts de terapia dom�stica
dizendo at� � vista, at� amanh�.
A luz da madrugada ilumina todos os dias Small Town.
E com ela os acontecimentos da noite anterior s�o esquecidos.
A livre empresa, a pedra de toque de Small Town.
O ferro-velho da Sal ajuda a construir o Sonho Americano.
O que sobra do progresso.
Restos de ferro transformados em arados,
arados transformados em homens.
O Pontiac trona-se o Polaris de amanh�
Small Town arma a na��o.
A ind�stria em marcha, de engenhos a vapor para engenhos de ferro
de bicicletas a bulldozers
at� ao caixote de lixo da Hist�ria.
H� grandes coisas a fazer em Small Town
e Small Twon tem os homens que s�o precisos para as fazer.
E n�o vale a pena pensar nos que j� se foram, quando vamos ao trabalho...
Lamar, esqueceste-te da tua lancheira.
Espero que seja manteiga de amendoim outra vez.
- Adeus. - At� logo.
Sal, Sal, desculpa ter chegado atrasado,
depois fa�o horas extraordin�rias para compensar.
� preciso todo o tipo de gente para trabalhar no ferro-velho da Sal.
Como o Zebulon, membro de uma das muitas minorias
que fazem o melting-pot fervilhante de Small Town.
Um dia o seu sonho � ter um ferro-velho que seja seu...
E h� tamb�m o Beau Badger e o seu compincha Tyrone.
O Beau � um burgesso, mesquinho e mau.
Tyrone � um racista, rude, cruel e tatuado.
A esc�ria da corrida de ratos que � a vida
destro�os humanos,
escolhos in�teis na avenida do progresso.
Amargamente invejosos das classes baixas
rejeitados pelo ex�rcito de voluntariado
A sua escolha na vida � triste mas simples
o �lcool ou o monte de ferro-velho.
Mas no ferro-velho da Sal eles ao menos t�m um objectivo �til.
Porque aqui at� eles podem ser reciclados
e tornados de novo �teis no esquema de vida da Sal.
O ferro-velho da Sal, um microcosmos do poder industrial
que fornece a Small Town e � na��o oportunidades de tempo de lazer.
Tempo de lazer para perseguir
o sonho de todas as mulheres de sangue quente em Small Town.
O ataque e a sedu��o de um jovem e inocente garanh�o.
E quem sen�o a nossa Lavonia conhece bem o ditado:
- deixa c� ver -
Algo como "o diabo arranja trabalho para as m�os ociosas"
ou algo assim...
Como diz a Lavonia:
D�em-me um rapaz, que eu devolvo-vos um homem...
Mas at� com uma professora t�o entusi�stica
a primeira li��o de um jovem
na aprendizagem da sexualidade humana
� muitas vezes uma quest�o de: afunda-te ou nada.
E tanto pode mergulhar de uma vez s�
nas �guas mais fundas da carnalidade
como ser encorajado a espernear enquanto a sua coragem enrijece
nas del�cias das brincadeiras preliminares.
E a Lavonia tem uma abordagem muito pr�pria, para n�o dizer mais.
E nas �guas turvas do desejo
primeiro o assalto desbragado
e a seguir a subtil sedu��o.
� bom aprender depressa,
mas os jovens aprendem depressa de mais,
mas na opini�o de Lavonia
� mais frutuoso dar alento a um jovem
nas margens da entrega, antes de soltar
o �xtase selvagem do exame final.
Em Small Town as pessoas jogam duro e trabalham no duro.
E gostam de estar sempre a fazer coisas a que d�o no duro.
Deixa-me dar-te uma m�ozinha.
"Nunca ponham um homem a fazer um trabalho de mulher."
Sai da frente.
Esse � o mote da Sal do ferro-velho
e ela levou-o � pr�tica com sucesso na ind�stria do ferro-velho.
Lamar, larga-me a porta desse carro.
Como empres�ria do ferro-velho
abrindo portas para as mulheres em todas as frentes de trabalho
Sal � uma pioneira sexual
nas linhas da frente da liberta��o da mulher.
Sabes mesmo mexer nesta coisa.
Tens ar de estar estoirado, Lamar. Dormiste bem ontem � noite?
Tive uma �ptima noite de sono.
Aposto que aquela entesoada mi�da dele tamb�m dorme tudo o que pode.
Estou contigo nessa aposta, Beau.
Bem gostava de lhe dar uma noite sem dormir.
Uma noite sem dormir.
O que achas, Lamar? Porque n�o vais at� ao escrit�rio...
e dormes um bocadinho.
Tenho l� uma grande e bela cama...
N�o, a s�rio, Sal... Eu estou �ptimo.
Est�s com medo da patroa?
� s� que tenho a cabe�a ocupada com o meu curso por correspond�ncia...
Curso por correspond�ncia... uma merda.
Bem dito, Beau
Estou a tentar melhorar a vida... ganhar um pouco melhor...
arranjar um trabalho extra, � noite.
Quando quiseres fazer umas horas extraordin�rias, Lamar...
Com certeza, Sal, sei onde ir.
Entretanto, de volta a Pecos,
e � escola da brincadeira buc�lica
o jovem Rhett passa o exame com um Bom com distin��o.
E a dedicada e satisfeita professora Lavonia
abriu novas e amplas perspectivas de esfor�o atl�tico
ao seu agradecido estudante.
Como te chamas?...
O meu nome � Rhett, minha senhora.
� um bonito nome... Que idade tens, Rhett?
Catorze, minha senhora.
Nunca tinha experimentado uma 'coisa' de catorze anos.
Quer dizer, um Rhett de catorze anos.
O Rhett tem um grande tamanho, para o tamanho que tem.
Olha-me para aquele lambe-coisas.
Parem de criticar o Lamar dessa maneira.
- Porque tens que dizer essas merdas? - Quais merdas?
Est�s-te a por do lado dele s� porque ele � o novo garanh�o da patroa.
N�o vou ouvir mais essa conversa. E tenho o meu trabalho a fazer.
N�o percebo porque o Zebulon
tem que se por do lado daquele rabinho lindo a que chama amigo.
Sim, Beau, rabinho lindo.
N�o quero ouvir falar assim do Lamar ou dos meus amigos.
Precisas tanto de amigos...
N�o falo mais convosco, brancos merdosos. V�o-se lixar.
Camp�nios obscenos.
Zebulon!
Ok, rapazes... Parem com isso antes que algu�m se magoe.
Est�s a ver, Tyrone?
Sempre disse que o Zebulon tinha sangue branco nas veias.
Sim, imenso sangue branco.
A �ltima bandeira da livre empresa,
Semper Fidelis, caixeiro-viajante.
Enquanto outros arriscam doen�as coron�rias sentados a uma secret�ria
ele anda na estrada.
Fidelis � o caixeiro-viajante mais bem sucedido de Small Town, EUA.
Talvez porque ele n�o vende as coisas do costume
cart�es de boas festas, tralha de limpeza e escovas de aspirador
mas antes lingerie muito especial assinada Frederico, do Wisconsin,
famosa loja que h� muito inflama
as fantasias da baixa classe m�dia.
E t�o pr�tico que � poder escolher
na privacidade da sua pr�pria sala.
Boa tarde, minha senhora. Deixe-me apresentar-me.
Semper Fidelis, da Frederico,
a marca de lingerie, e estamos a apresentar a nova linha de Primavera
a um selecto grupo de senhoras como a senhora
e tenho a certeza que trago coisas que vai achar
muito interessante, sim, muit�ssimo interessante.
E agora a 'pi�ce de resistance'
Um vestido de cetim?!...
Oh, p�rolas.
Lindo.
Uma linda peruca.
Oh, um colar de ouro.
Uma gravata.
O Espanhol simples de aprender.
Podia fazer umas horas extraordin�rias com este vestido
T�o certo como a minha m�e ter-me chamado Semper Fidelis.
Nem o seu pr�prio marido a reconheceria.
Agora gostava de ver o que tem na outra... mala.
Acho que a senhora n�o ia estar interessada naquela mala.
Ai isso � que estaria.
Os artefactos que tenho na mala s�o para clientes masculinos.
Quer dizer que os maricas vestem disto?
Ah, tenho algo que quero mesmo mostrar-lhe.
Uma bomba de desenvolvimento do peito, do Frederico do Wisconsin.
Liga-se � torneira da cozinha.
Deixe-me mostrar-lhe. Posso?
Um aumentador do peito, para mim?!... Est�pido sexista!
- N�o quis ofend�-la. - Sr. Fidelis, tem disso para homem?
- Um aumentador do peito para homem? - N�o para o peito, tonto!
Para lhes aumentar a...
para a tornar muito maior.
Que ideia curiosa. Tenho que falar disso l� no escrit�rio, em Racine.
O soutien � �ptimo, as calcinhas com racha maravilhosas...
Eu n�o sou rico nem conhecido,
mas tenho a minha parte de p�ssara por aqui
O cinto de ligas � engra�ado e rima com pernas no ar
e desde que pus estas meias de rede
n�o vejo sen�o a sua afei��o crescer.
Quando se trata de corpos, voc� � uma estrela
gra�as a Deus que tenho outras cal�as no carro.
O dinheiro � curto e os tempos est�o dif�ceis
aceita cart�o de cr�dito?
Quando se trata de ser justo, eu sou o seu homem.
Vamos arranjar um plano de pagamentos.
E pode apresentar isso ao banco.
- Onde vais, Lamar? - Direito a casa, Zebulon.
N�o vais a lado nenhum. A dona patroa quer ver-te.
Acho que isso quer dizer horas extraordin�rias.
Ainda n�o acabou o dia de trabalho.
Mas trabalhador ocupado � trabalhador feliz,
e trabalhador feliz � patr�o ocupado
e trabalhador ocupado, faz patr�o feliz.
Tudo est� bem para o Lamar, para foder o seu caminho pelo curso
desde que n�o se esque�a que � homem de entrar pelas traseiras.
�s vezes a oportunidade s� bate uma vez � porta.
Coisa que a Sal tornou abundantemente claro.
Lamar, porque n�o entras e n�o descarregas qualquer coisa.
Sal, tenho que voltar para casa. Vemo-nos amanh�, OK?
E tendo em conta que o futuro de Lamar est� em jogo...
Merda, Sal. Eu s� consigo faz�-lo de uma maneira...
Por mim pode ser de uma maneira de cada vez.
Para dentro, Lamar!
Ou ainda acabas na bicha do cheque do desemprego.
- 'Bora, vamos ver. - Sim, 'bora espreitar.
O que hei-de fazer? Ou colaboro ou perco o meu emprego...
Lamar tem uma escolha muito simples
ou se mete ao barulho ou ent�o adeus ao curso por correspond�ncia.
Mas quando o patr�o � uma patroa... quem � que vai discutir.
Os homens e a m�sica t�m que rimar.
Vamos ao trabalho, Lamar!
R�dio Rio Dio,
a Salva��o do Sudoeste,
100 mil watts curando atrav�s da f�.
E tamb�m a vossa salva��o, irm�os e irm�s,
se vos amais uns aos outros.
Sim, se vos amais uns e outros.
Sim, � mesmo a lrm� Eufala Roop
salvadora pela f� atrav�s das ondas a�reas
convidando-vos mais uma vez a deixarem-se levar pela r�dio.
Esta � a nossa sess�o de cura da tarde
uma tarde de consolo e al�vio.
Mas antes de come�armos, deixem-me fazer-vos
uma pergunta muito pessoal.
J� receberam a vossa almofada
Monte Rushmore e Terra Prometida?
Gente dos 38 estados que nos escutam
tem-nos escrito repetidamente
com encomendas destas lindas almofadas.
N�o se cansam de lhes mexer. Se ainda n�o encomendou a sua
ou�a esta descri��o
e veja se consegue resistir � oportunidade
de possuir as suas pr�prias almofadas de cetim
Monte Rushmore e Terra Prometida.
De um lado os rostos familiares do Monte Rushmore:
George Washington, Abraham Lincoln,
Teddy Roosevelt e Aaron Burr.
a olharem para si na privacidade da sua sala de estar
em cores vivas e fa�scantes sobre um fundo de cetim brilhante.
E depois do outro lado
cenas do Mar Morto, da Arca de No� e do Muro das Lamenta��es
que lhe trazem a B�blia a� mesmo no vosso sof� ou canap�.
Ao pre�o especial de 3,98 dolares.
Envie dinheiro ou cheque postal
com o seu nome e morada
- n�o envie selos nem cheques pessoais -
dirigido a "Almofada", R�dio Rio Dio, Texas.
E agora, minha gente, est� na hora da sess�o de al�vio e cura.
Com a R�dio Rio Dio
um milagre electr�nico vai acontecer.
E depois rezamos para que o que estava separado
se junte outra vez
Que o que est� fraco se torne forte.
Que o que estava pequeno se torne comprido.
E que o que estava por satisfazer seja saciado.
OK, Lamar... seja � tua maneira...
E lembrem-se, meus amigos, irm�os e irm�s,
se tiverem problemas em chegar ao vosso r�dio
ou outra coisa qualquer h�o-de lembrar-se de d�zias de usos
para as vossas novas almofadas.
Tyrone, vou-te a�oitar o rabo...
Venham c�.
Beau Badger. Estavas a pedi-las, meu sacana invejoso.
E a seguir �s tu, Tyrone!
Est�s com pressa porqu�, Tyrone?
N�o tenho pressa. Est� a fazer-se tarde e tenho que ir andando.
N�o brinques comigo que eu n�o gosto.
Toma l� esta, Tyrone, meu mariquinhas cobardolas...
Pica o ponto pela �ltima vez, meu cabr�o de espreita.
Se h� coisa que eu n�o suporto � um cabr�o de um pervertido.
E isto � tamb�m para ti, Lamar.At� que vejas as coisas � minha maneira.
Detesto os homens que n�o v�em uma boa queca de olhos nos olhos.
E assim queridos amigos,
se t�m a vossa parte que sofre junto ao r�dio
junto com a vossa almofada Monte Rushmore
juntem-se-me e cantemos esse meu maravilhoso hino:
Aliviai-me. Aliviai-me.
Cabr�o.
O Lamar deve continuar a perguntar a si pr�prio
porque tem que carregar esta cruz.
E dias como os de hoje juntam lnsultos �s feridas de um homem
que mais n�o quer da vida sen�o fazer um curso por correspond�ncia
e a felicidade conjugal com a pneum�tica Lavonia.
N�o admira por isso que Lamar se junta a Small Town e a todo o pa�s
proclamando "Gra�as a Deus � sexta-feira".
Show-business.
N�o h� como ele,
nem mesmo numa cidade pacata como Small Town.
E a super-star local � Lola Langusta,
a mais quente criatura a sul do Rio Grande.
O seu corpo enlouquecedor gravando a sua tatuagem
na libido dos seus suados espectadores.
Lola Langusta, a rainha dos espectadores gringos
Numero uno.
Sim senhor, n�1,
como dizem l� em baixo no M�xico.
Bom, o Lamar est� alguns minutos atrasado.
Em vez de ir directamente para casa para o seio da sua fam�lia
o bom trabalhador t�o americano de Small Town n�o resiste
a uma refrescante e longa pausa...
Mas porqu� este lugar, com tanto outros na cidade?
Foi o destino, ou os acontecimentos do dia que empurraram o Lamar
para a aventura que aqui o espera?
Cobarde.
Uma cerveja, se faz favor.
Aquela Lola Langusta parece uma mi�da nossa conhecida.
Na realidade ela � igualzinha � Lavonia, a mulher do Lamar.
Dois d�lares.
Bom, talvez o cabelo seja um pouco diferente
mas j� v�o ver como por baixo da pintura de guerra, � ela mesma.
Puxem um bocadinho pela mem�ria.
Talvez se lembrem que ela comprou
uma lingerie ao Semper Fidelis
que plantou uma semente na cabe�a de Lavonia
o que lhe deu uma ideia de como dar a volta
ao comportamento sexual um pouco bizarro do Lamar
e traz�-lo ao bom caminho.
A Lavonia achou que tudo o que precisava
era de um disfarce inteligente e algum palavreado mexicano sexy
para dar a volta ao Lamar.
Mas mesmo assim,
n�o acham que um homem a s�rio reconheceria a sua senhora,
mesmo de peruca?...
Acho que o que t�m que pensar
� que estamos a falar de um tipo com um Ql de 37.
Desculpa!
Bom, aquilo � que � maneira de chamar a aten��o!...
mesmo a um gajo que n�o joga com o baralho todo.
Outra cerveja, se faz favor.
Parece que ela lhe est� a dar uma droga...
Aquela pastilha at� do Godzilla dava cabo.
Obrigado, minha senhora.
Levem-me l� o Lamar.
Ainda bem que o Lamar n�o acabou a cerveja.
E agora a Lavonia, quer dizer a Lola Langusta vai tentar
o que s� n�o � imposs�vel para ela que � a brasa mais quente
dos dois lados do Rio Grande.
E para inspirar uma erec��o a um homem drogado at� � inconsci�ncia
manipulando a sua pila de todas as maneiras poss�veis.
e assim libertando Lamar do vale profundo
para que at� ele seja capaz de olhar de frente uma boa queca.
H� muitas maneiras de enfrentar um problema
mas uma boa doutora come�ar� por tratar dos mais b�sicos.
OK, gringo, a Lola tem algo muito melhor para ti.
Vais dar a melhor queca da tua vida.
Ah, gostas mais de cerveja do que de sexo?
N�o te enganes que isto ainda n�o � nada.
Ah, que � isto?!... N�o � nada!
Ah, �s s� meio homem? A Lola vai fazer de ti homem a dobrar.
Andale gringo! N�o estamos a sul da fronteira.
N�o fazemos como no M�xico. N�o � amanh�, � agora!
Aye, caramba!
O que est�s a dizer que n�o te percebo bem.
N�o achas que a Lola Langusta � a mais linda mulher do mundo?
Resoluta, indom�vel,
Lola tem que mergulhar mais fundo na sua reserva de magia carnal.
J� sei do que precisas,
a meia preta nunca falha.
Nas pr�prias palavras de Lola, a meia preta nunca falha.
O teu �nico problema � o medo.
Ela come�a por enfiar com destreza
o burrito fl�cido do Lamar na meia.
Deixa-me dar cor ao teu chouricito.
lsso, assim ningu�m te v�,
N�o tenhas medo
que j� vais fazer da Lola Langusta uma mulher muito feliz.
E em pouco tempo os seus esfor�os v�o ser recompensados
recorrendo ao velho estratagema do cabo de vassoura.
O resultado m�ximo � quase instant�neo.
Oh, � a verga mais grande que alguma vez vi!...
Adoro-a.
Adoro a tua verga.
Agora s� falta o grande teste.
� isso. Est�s melhor assim. Bom. Muito bom.
Lola celebra os excelentes resultados dos seus procedimentos,
usando sob si o corpo inerte de Lamar como se fosse um dildo vivo.
V� gringo, tu sabes, tu sabes...
N�o falas muito
mas na cama �s bom e n�o d�s problemas...
Onde estou?
O que � isso, gringo?
Est�s a dizer que a Lola � a mais bela do mundo?
Assim se percebe bem,
que o que a Lola quer � sexo do bom e normal sem coisas esquisitas.
Um homem silencioso e dispon�vel � um membro dispon�vel.
Ay, ay, ay,
a Lola n�o come o gringo
e o gringo n�o come a Lola.
Faz-me vir!...
Faz-me vir outra vez, kemosabe!
N�o h� nada melhor que uma boa queca! Uma queca como deve ser...
Onde estou?
O que aconteceu?
Sou eu, gringo,
do que tu precisas � de algo que te fa�a reviver.
Andale gringo.
For�a, gringo, continua assim.
Para secar um alco�lico � preciso mais do que conversa
E para dar a voltar �s tend�ncias dele para entrar pelas traseiras,
Lola ou Lavonia, como preferirem... sabe que os servi�os que prestou,
embora espectacularmente terap�uticos
n�o s�o de forma alguma a cura.
Uma coisa � certa, Lola tem que se desembara�ar depressa do Lamar
se quer que a terapia continue
e a amea�a recorrente do marido que regressa, ser� suficente
para que tudo recomece.
E mesmo se continua a falar latino
j� deu um bom retrato do seu homem:
dois metros de altura e mais mau que um c�o de ferro-velho
e com um instrumento duas vezes maior
do que ela tem na m�o
na companhia de 6 'vaqueros' sanguin�rios
odiando os gringos.
Bom, Lola, ou vamos antes trat�-la pelo seu nome verdadeiro
a persuas�o din�mica da Lavonia penetrou o mel�o do Lamar
pondo o seu canastro em andamento.
E sem querermos esquecer o enorme acontecimento
que pode entrar para a hist�ria da medicina,
o Lamar deu realmente uma queca normal,
apesar de inconsciente e protegido pour uma meia preta de nylon.
Mas, e isto � muito importante,
ele continua a ter que encarar pela frente uma boa queca.
N�o vi nada...
V�... volta l�...
Alguma vez tiveram um daqueles dias em que nada parece correr bem?
Vamos ver o que a Lola, quero dizer, a Lavonia anda a preparar.
- Obrigado. - Esqueceu-se do chap�u...
Obrigado, muito obrigado.
Confusos? N�o vale a pena.
Esta � �ma hist�ria mesmo muito simples.
Responda Sr. Peterbuilt...
ou ent�o eu como-lhe o almo�o.
Adoro!
3 da tarde,
ainda faltam 2 horas para acabar por aqui o dia de trabalho.
Mas h� pessoas que nunca est�o prontas para acabar.
E que ensinam com entusiasmo e com entusiasmo aprendem.
Esta manh� a Lavonia teve escola de Ver�o com o jovem Rhett
e agora est� a fazer p�s-gradua��o com o industrioso sr. Peterbuilt.
E porque olha o rel�gio t�o intensamente.
Penso que o Lamar vai levar muito tempo a mudar os pneus furados.
Olha, mais cedo do que eu pensava.
A coisa vai ser interessante de ver.
D�-mo todo.
Lavonia, diz alguma coisa em mexicano.
Ouviste, diz alguma coisa em mexicano.
Adios!...
E estas coisas? Esta peruca?
E este vestido? E estes malditos sapatos vermelhos?
Sabes, aqueles cup�es que eu andei a coleccionar...
O raio que os parta! E quem � este cabr�o?
Desaparece!
Desaparece!
J� disse, p�e-te a andar!
E nunca mais voltes!...
�s um grande porco.
N�o me importa que o sr. seja a melhor queca de Small Town, EUA.
Amanh� j� vais ouvir do meu advogado.
No tribunal n�o far� vencimento.
� conversa fiada do Peterbuilt e a Lavonia tem o n�mero dele.
Mas haver� aqui mais do que parece?
Tu pensaste que eu estava a ser m�,
que me estavas a ver ser infiel.
J� chega, Lavonia, temos que pedir ajuda...
ajuda de um profissional se queremos salvar a nossa rela��o.
Salvar a rela��o?!
... isso pode ser um meio que acaba num fim.
N�o tenho nenhuma d�vida.
O �nico homem que pode solucionar o meu problema � o dr. Asa Lavender.
H� anos que ele � o dentista preferido de Small Town
e conselheiro matrimonial em part-time.
Oh, oh, l� v�m eles.
Como estava a dizer mesmo na pac�fica Small Town
n�o h� nada que ele n�o tenha visto ou feito.
Mas este � um caso especial.
Um jovem simp�tico com uma bela mulher
que n�o consegue satisfazer as suas necessidades sen�o...
bem, voc�s j� conhecem o problema do Lamar.
O problema dela, se o que ela tem � um problema, � muito mais simples.
Ela sofre de... entusiasmo.
De qualquer forma � caso para tratamento individual.
Mas deixemos a Lavonia e o Lamar
aos ternos cuidados do dr. Lavender e da enfermeira Flovilla Thatch.
E qual � o seu problema hoje?
Eu s� consigo satisfazer-me... quando lhe dou por tr�s
- E � uma grande chatice. - Sim, percebo perfeitamente.
Esse � o problema do Lamar. Eu vim para uma limpeza dos dentes.
Uma limpeza dos dentes... certo.
Sim, estou a ver. Comecemos pelo princ�pio.
Voc� vem comigo, minha querida...
Enquanto a enfermeira Thatch...
faz um diagn�stico preliminar...
ao seu marido.
Que casal maravilhoso!...
N�o, minha senhora, isso ainda nos vai por em problemas.
Para que vai meter-se no meu problema
nunca ouviu falar em deitar �leo no fogo.
Pare, Lamar, n�o era isto que eu queria.
N�o � esta a minha ideia de divertimento.
Eu preciso de ajuda... preciso muito de ajuda...
Cala-te cabra.
Mas voc� levou-me pelo mau caminho.
Porque � que as mulheres n�o podem ser mais parecidas com os homens?
Enfermeira Thatch! Trocar!
... serem mais como os homens.
Um maricas!...
Um passivo.
O que se passa?
Nada que o seu homem n�o aguente.
lsto vai aquecer...
Sai do arm�rio, minha putinha.
Gatinha...
gatinha...
Vamos divertir-nos � grande.
Ora vejamos...
Meio metro dividido ao meio d�...
Gatin... cabra!
Est�s-me a ouvir, Lamar.
Estou a falar contigo, put�fia.
Sua Jezebel.
Abre a porta, Lamar.
� a tua �ltima hip�tese.
Lamar, � a tua rainha que te fala. Est�s-me a ouvir?
Sua cabra.
N�o brinques comigo!
Sai do arm�rio imediatamente.
Est�s a ouvir, minha cabra.
Sai imediatamente ou eu dou cabo da porta.
Sua puta, sua cabra. Sai c� para fora.
Vais pag�-las caro.
Espera que j� vais ver, minha cabra.
Lamar,
a tua teimosia est�-me a levar a fazer coisas extremas
sai da� para fora ou eu... ou eu rebento com a porta!
Lamar, afasta-te para o lado.
Lamar, Lamar,
est�s bem, gatinha?
O paizinho n�o te magoou, pois n�o?
Vai-te foder, maricas.
Eu s� te quero a ti...
minha puta velha.
A mim ningu�m me nega isso...
A mim ningu�m me nega isso... As minhas necessidades ser�o saciadas.
Sua puta velha. Sua cabra.
Beija-me. C� estou eu.
Uma peruca!
At� o teu cabelo � esquisito.
Lavonia!
Lavonia!
Temos que fugir desta casa de loucos
Mais.
Mais.
Que pila incr�vel.
Lavonia, temos que nos p�r a andar daqui para fora.
Vamo-nos embora!
Oh, Lamar...
Mais pila grande.
Estou pronta. Estou pronta.
Voc� � a vergonha dos conselheiros matrimoniais.
- Vai-te foder, gatinha. - Aldrab�o.
Se aquilo foi exemplo do profissionalismo do dr. Lavender
a tabuleta dele devia estar pendurada por um fiozinho.
Ele at� a neglig�ncia profissional diria de boa sa�de.
Quanto ao Lamar, acho que ele est� a chegar ao limite.
Ele enganou-se na porta e n�o tem muitas op��es.
Ou se arranja � sua maneira
ou ent�o pode dizer adeus � sua Lavonia e aos prazeres e ao amor.
� pena.
Tu e as tuas brilhantes ideias.
E se o Lamar quer brincar ao "Deliverance"
tem que descer o rio pelo estreito de outra.
Est� a ouvir a Radio Rio Dio
que est� no top das melhores 40 do para�so celeste.
Esta semana estamos a oferecer
a nossa fonte luminosa de pl�stico por apenas 9,98 dolares.
� verdade, s� 9,98 com embalagem e envio inclu�dos.
Queridos vizinhos,
voc�s v�o querer esta obra de arte na vossa sala.
Parece mesmo uma fonte luminosa.
Lembra-me a minha maravilhosa viagem a Tijuana...
quer dizer ao Niagara.
Mas ao contr�rio de uma verdadeira esta nunca seca.
� feita de pl�stico inquebr�vel,
produzida para funcionar 24 sobre 24 horas, meses a fio,
anos a fio. As pilhas n�o est�o inclu�das.
Enviem 9,98 d�lares, n�o aceitamos selos nem cheques,
em nome de "fonte luminosa" Radio Rio Dio, Texas.
Ao cuidado da irm� Eufala Roop,
A maior das curadoras da f�. Salvadora do Sudoeste.
E agora uma pergunta: j� pensaram abandonar a auto-estimula��o
em troca da auto-realiza��o?
A auto-realiza��o atrav�s da �gua, fonte da vida, que a todos deu vida,
aos passarinhos e aos peixinhos
aos c�ezinhos, �s bonequinhas e aos beb�zinhos.
N�o � maravilhoso?...
A �gua que limpa o corpo, a alma, as extremidades
A imers�o � a �nica resposta.
A �gua que alimenta e salva, que inunda e lava.
� uma bela ideia,
irm�os e irm�s...
s� a ideia j� me d� arrepios pela espinha acima e abaixo.
Deixem-me fazer-lhes outra pergunta:
quantas vezes j� se viram no escuro?
Lavonia, se isto n�o funcionar, nunca mais te incomodo.
� verdade, 12 pilhas super-potentes.
Nunca se sabe quando se pode precisar
e 2 pilhas n�o ser�o suficientes.
Para um pequeno trabalho sim, mas para um grande trabalho
v�o precisar de uma grande e bela lanterna.
12 pilhas.
Maior e de maior dura��o que nunca se gaste
que nunca se v� abaixo, sobretudo quando mais precisar dela.
E agora a emiss�o da vossa r�dio salvadora
vai continuar dentro de uma hora, mas antes...
um pequeno intervalo, meus caros amigos
voc�s s�o-me muito queridos todos e cada um de voc�s.
Nem imaginam quanto.
E agora a emiss�o da vossa r�dio salvadora
ser� interrompida durante uma hora
por dificuldades t�cnicas independentes dos nossos desejos.
Quer dizer, independente do nosso controle.
Mas prometo-vos, meus muito caros amigos
desde que eu consiga, h�, h�...
os meus problemas, os meus... sexuais...
os meus problemas t�cnicos.
Porque vos amo a todos...
e por isso juntem-se a n�s ouvindo estes hinos entusiasmantes.
O que posso fazer por si, meu irm�o?
Quero ser salvo, quero ser consolado e apaziaguado.
Est�dio A "Banheira da Alegria"
Deixe-me s� vestir algo mais devoto.
Onda Grande, fala a Ta�a da Salada,
a minha cambalhota est� atrasada.
V�, por favor...
Por favor, vem-te.
lrm�os e irm�s,
interropemos agora este programa da Radio Rio Dio
100 mil watts de energia curadora pela f�
transmitindo pela primeira vez em directo do nosso est�dio
uma reportagem no local sobre o al�vio e consolo dados
pela nossa irm� Eufala Roop a um homem
cujo nome n�o podemos revelar sem a autoriza��o da fam�lia.
Vamos agora em directo para o Est�dio A
onde est�o � irm� Roop, o pecador X e a banheira da alegria.
E agora meu irm�o, estamos prontos? Est� na hora da salva��o?
Est�s pronto para passar pela experi�ncia?
Vem comigo para a banheira da vida. A �gua fonte da vida.
A banheira da felicidade.
A �gua vai lavar-nos de tudo.
A �gua vai lavar-nos, aos nossos corpos e �s nossas almas.
Sim, as nossas almas e os nossos pensamentos.
Os nossos pensamentos e os nossos p�s.
N�o consigo respirar!
Sim, a �gua vai-nos purificar.
j� est�s limpo? j� est�s limpo?
Sim, j� estou limpo.
Vamos atingir a entrega? Vamos?
Vamos atingir a eternidade? Vamos?
Vamos atingir o karma? Vamos?
E ficar l�?
Vamos atingir a salva��o?
Vamos atingir a eternidade?
Vamos atingir o karma? Vamos? E ficar l�?
Temos...
Temos que ser salvos.
Vem comigo, agora. Vem. Vem comigo e vem-te.
Antes de mim, vem-te!
Temos que nos entregar. Temos que ser salvos.
Temos que atingir a reencarna��o.
Vamos atingi-la nesta vida? Ou na pr�xima?
Salva-me! Salva-me!
Atingiremos a auto-realiza��o...
A nossa realiza��o.
Realiza��o!
Realiza��o!
Salva-me!
De volta o vosso anunciante. Acabaram de ouvir em directo
a presta��o de um servi�o de consolo e salva��o
pela Salvadora do Sudoeste.
E agora os pensamentos finais da irm� Eufala Roop
lrm�os e irm�s, se n�o est�o salvos, Fa�am o que eu fa�o:
Salvem-se a v�s mesmos!
E agora, irm�os e irm�s, enquanto a irm� Roop realinha
as suas protuber�ncias de confian�a espiritual
uma selec��o de belos hinos e �reas que nos s�o oferecidos pela nossa
r�dio irm�, Radio joplin.
Gaivota a Ta�a de Salada
Ainda temos um cami�o cheio de lixo a desapachar antes que seja tarde.
Mete-me esse cu em andamento.
Talvez um soci�logo pudesse explicar
porque � que Lavonia arrisca o seu casamento ideal,
as perspectivas de um futuro cor de rosa
tudo por uma rela��o ad�ltera com o rei do lixo de Small Town.
�s tesa, tu.
Mais uma vez, sr. Peterbuilt.
Mais uma vez.
Tenho que me p�r a andar.
Al�m de que o teu homem pode estar a voltar a qualquer momento
e eu n�o quero mais merdas.
S� jantamos daqui a uma hora.
Temos imenso tempo.
Tira-me esse rabo de cima da cara.
Eu n�o fa�o minetes, � anti-americano.
Cuidado, Lavonia, cuidado.
Essa coisa ainda est� a ferver.
Oh, seis vezes em duas horas!...
Concentre-se, sr. Peterbuilt.
S� tem que se concentrar.
Mas porque raio � que a Lavonia tem que dar outra queca com ele.
Uau, toca a dar-me a volta e j�.
Lavonia, estou sem for�as.
V�, sr. Peterbuilt, vamos subir a montanha mais uma vez.
Vai ser a melhor.
Talvez tenhamos sido demasiado duros com a Lavonia.
N�o � o desejo carnal o que a motiva.
Nem mesmo o instrumento do sr. Peterbuilt vale um lar destru�do.
Daqui fala a sra. Peterbuilt.
Est�s duas horas atrasado para a minha mudan�a do �leo.
Ou vens j� para casa ou vemo-nos no tribunal.
Lamar, estava a ver que nunca mais vinhas.
Tamb�m eu.
Salta para aqui.
Lamar, est� todo entesoado.
N�o serviu de nada.
Afinal a cura pela f� n�o deu nada.
Desculpa, Lavonia.
Oh Lamar, sinto o p�ssaro na gaiola.
Mais pila,
d�-me mais pila.
Aperta as pernas, aperta as pernas � minha volta.
Tu �s �ptimo.
Melhor que o sr. Peterbuilt. Adoro!
Essa foi bem dada.
O sr. Peterbuilt � mau, Lavonia.
Sim, Lamar. Muito mau.
Volte a por isso dentro das cal�as, Sr. Fidelis.
� o que vos digo, amigos, esta can��o consola-me
Nem posso dizer como me conforta.
Especialmente nestes tempos ocupados
quando nunca se sabe o que esperar.
Uma can��o destas transporta-nos para o �xtase do bem.
E � assim mesmo que me sinto
e quem dera poder ficar aqui para sempre.
Mas h� sempre algu�m a salvar.
Algu�m que precisa de consolo ainda mais do que eu.
Mas vamos todos gozar...
gozar... este interl�dio musical
da R�dio Rio Dio.
Curando-vos em AM, curando-vos em FM
curando-vos duma ponta � outra.
lrm�os e irm�s, disto � que n�s precisamos.
Auto-realiza��o,
no melhor sentido da palavra.
Estou a receber muito boas vibra��es
Muito boas vibra��es de voc�s todos...
Anda l�, Rhett...
Tu tocaste-me na alma...
Os adolescentes precisam tanto de consolo como toda a gente.
� de novo o vosso anunciante.
Temos uma queca sem precedentes nos anais da r�dio.
Sim, pela segunda vez neste dia a irm� Eufala Roop vai proporcionar
abundante consolo e al�vio a um pecador.
Aleluia, irm�os e irm�s. Aleluia.
D�em-me aquela religi�o de antigamente
Se � boa para mim...
Deixem-me amar toda a gente.
Se � boa para mim...
� claro que as pessoas se divertem em Small Town
mas � apenas para que as coisas n�o se tornem demasiado tranquilas
e se n�o conseguem as coisas � primeira,
bom h� sempre amanh�...
Para al�m do campeonato,
h� sempre mais do que um jogo para ser jogado.
Sempre quis ter o meu pr�prio ferro-velho.
Pila, pila... d�em-me mais pila.
RM... n�o sabia que ainda andavas por aqui!
H� sempre alguma coisa para cada um em Small Town...
E � por isso que � um s�tio t�o agrad�vel para viver.
Para o Lamar, por exemplo, agora que ele e a Lavonia entraram em sintonia
aposto que ele vai acalmar e at� fazer uma p�s-gradua��o.
E da�... talvez nunca mais volte aos livros.
O que � que me vais dar no dia dos meus anos?
J� tu estou a dar!
Volt�mos ao princ�pio.
Mas s� no dia dos teus anos!
Se por acaso passarem por aqui...
venham fazer-nos uma visita a Small Town,
ber�o da na��o.
... para esta morada, amigos,
mas n�o aceitamos cheques nem selos,
endere�ados a " Almofada", Rio Dio, Texas.
E agora, meus amigos...
J� conhecem o meu filho de 14 anos, o Rhett
mas acho que n�o conhecem a minha mulher austr�aca, Supersoul.
Digam ol� �s pessoas que vos est�o a ver na terra do cinema.
- Ol�. - Wie gehts?
Meu filho,
se queres estar por aqui quando fizeres 15 anos
� melhor tirares c� para fora essa coisa a que chamas pila
e deixares o teu pai mostrar-te como se faz.
Fa�amo-la forte e que o que estava por saciar, seja saciado!
Como dizia o velhote
des�am qualquer rua, batam a qualquer porta, e ver�o
pessoas normais, pessoas comuns, pessoas caseiras,
como qualquer dos nossos vizinhos.
O Rhett, por exemplo.
O jovem delinquente com um grande futuro.
Mas na realidade ele est�-se a marimbar.
Ou a Lola Langusta,
pioneira mexicana da liberta��o das mulheres.
Pena � que aquelas mamas
n�o tenham sido imortalizadas em notas de banco.
E o palerma do Peterbuilt, rebentado pelo seu pr�prio instrumento.
Flovilla Thatch, essa sim sabia-a toda.
E agora � uma enfermeira com muito pr�tica.
E o Zebulon, provou que a maneira americana � a �nica maneira.
E agora para ele �: sempre em frente at� Hollywood.
E a esposa austr�aca, Supersoul, que muge alcezinhos �-vontade.
Eufala Roop, consoladora e aliviadora das massas
com os seus tesouros inchando... e livres de impostos, � claro.
Asa Lavender foi desmascarado, mas h�-de voltar
talvez como m�dico, advogado ou... chefe �ndio.
Ou at� mesmo professor.
E sobre Lavonia, que posso eu dizer?
Um esmagador cadinho de satisfa��o.
Se a sua patente de adult�rio pudesse ser comercializada
ela seria rica e dona da cidade.
E depois temos o Lamar.
Esse descobriu que algo t�o querido como o amor
tamb�m precisa de vez em quando de mudar.
Kitten Natividad, uma Brunhilda latina,
todas as Lorelei's numa s�.
Mas acreditem-me. Essa � outra hist�ria.
A moda de Paris vinda do Paraguai.
Semper Fidelis,
cujo castorzinho do sexo abrindo os diques de Small Town
A Sal do P�tio do Ferro-velho... a trabalho igual, sal�rio igual.
E nunca cobra pelas horas extraordin�rias.
E j� me esquecia... Bormann!
Que descuidado que sou.
O Marty! Finalmente encontrou a paz no seu bem amado deserto.
Oh, fode-me... fode-me.
Kitten, vamos embora!...
Onde raio est� a equipa?
N�o importa.
Deixem-me confirmar uma quest�o de hist�ria
e registos militares.
A dentadura de Bormann
foi encontrada alguns anos depois da ll Guerra,
mas nunca o encontraram a ele.
Mas ele ali est�, vivo e de boa sa�de, querida
prova viva de que tudo se arranja
quando se vai para l� do vale dos ULTRA VlXENS.
Oh, Marty,
� muit�ssimo melhor sem os teus dentes.
N�o percam as pr�ximas aventuras da generosa Lavonia
desafiando uma fornada de novas amigas do peito
para as honras horizontais...
de Russ Meyer e
As Mand�bulas de VlXEN.
"...ele nunca o h�-de soltar!"
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