Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
UMA SÉRIE NETFLIX
BASEADA NUMA HISTÓRIA VERÍDICA
2012
Obrigado. Anda, Stauning. Vamo-nos embora.
Como vai isso, Kenny? Estás bem?
- Raios, vamos ter saudades dele. - E da tosse dele.
Claro. Sabíamos sempre onde estava o Arne.
Sim.
Pois.
Pensei que o Arne fosse mais forte.
Éramos amigos há tantos anos.
Sim. Eu não estava à espera disto.
Que o Arne optasse pelo caminho mais fácil.
Kenny.
Ele não disse nada porquê?
Como pôde ele abandonar-nos desta forma?
Ouçam!
Quero dizer uma coisa.
O Arne...
... era boa pessoa.
O Arne era um bom pai.
Era o melhor irmão do mundo.
Muitos de vocês dizem que ele se suicidou.
Mas eu digo-vos que ele não o fez.
Isso é mentira.
É uma mentira!
Se ele quisesse morrer, teria saltado para a frente de um comboio.
Uma overdose! Onde arranjaria ele a droga?
O Arne odiava drogas.
Vamos, Stauning.
A ENFERMEIRA
- Foi ótimo eu ter arranjado boleia. - Não custa nada.
Tive uma noite louca.
- A Nanna teve dores de estômago. - Não...
É muito difícil para uma mãe.
- É o pior. - Fui com ela às Urgências.
- Eu faria o mesmo. - Pois.
- O que disseram? - Foi... Como se chama ela?
A residente, a nova.
A dos dentes.
- Referes-te à Lærke. - Lærke. Ela é completamente inútil.
Não descobriram o que era?
Não. Volto cá para a semana e peço um médico com mais experiência.
Francamente! Eu vejo que há algum problema.
Não posso ficar calada.
Se alguém ficar chateado com isso...
... que se foda.
- Ninguém se mete com a Equipa de Sonho. - Não.
A não ser que te chames Peter e sejas paramédico.
Rádio Sul da Dinamarca!
Nesse caso, podes.
Ouve.
Olá, Ida.
- Afasta-te dela. - Porquê?
É uma antiga colega. Não se cala! Há aqui muitas como ela.
Estás na parvónia. Não te esqueças disso.
Todos aqui são primos ou andaram juntos nos Escuteiros.
É a comunidade mais consanguínea a sul das Faroé.
Boa tarde.
- Olá. - Olá.
- Estamos as quatro a trabalhar? - Sim.
Pernille, diz olá à Pia. Ela também trabalha no SU e é engraçada.
Olá.
- Soube que és da Equipa de Sonho. - Sim.
Só preciso de me habituar ao ritmo.
Um turno sem ação não é um turno a sério.
- Gostas disso? - Sim, há sempre algo novo a acontecer.
Mas é difícil perder um doente.
Nunca me tinha acontecido.
É horrível. Ninguém se habitua a isso.
Vejam o lado positivo. Quando morre alguém, surge uma vaga.
A sério?
Calma, Ditte. Foi só uma piada.
- Até já. - Até já.
Até já.
Bom turno.
O que tem a Ditte?
Pessoas comprometidas são parvas.
É só isso?
E pensa que eu me atirei ao namorado da amiga dela.
- Fizeste isso? - Não faço ideia.
Talvez.
- Logo há café no telhado? - Sim.
Está combinado.
EMULSÃO DE STESOLID
- Olá. - Olá.
- Obrigado pelo outro dia. - Obrigada.
Ainda por aqui a estas horas?
Sim. A reunião de gestão acabou tarde.
Vou receitar-te uns comprimidos para o enjoo.
- Não quero falar sobre isso. - Tens historial.
- Estás comigo, vomitas. - Vergonha...
Não é nada.
Quero voltar a sair contigo.
- Sim. - Talvez.
- Tenho uma ideia para um encontro. - Desta vez, escolho eu.
- Desta vez não há água? - Não. Manda-me uma SMS e veremos.
Vamos.
Pode ser complicado. Tens de o manusear corretamente.
Não vamos demorar, Jan.
Queres que eu o faça?
Não, eu consigo.
Estás bem?
Sim, estou.
Boa.
- Pronto. - Pronto.
Durma bem, Jan.
Agora deve estar tudo bem.
Venho vê-lo mais tarde.
Estamos a mudar os tubos do Jan, na cama 31,
abrimos o cateter, mas, como é óbvio, está preso.
Puxo-o com força e o suporte cai.
- Não! - O quê?
O suporte cai. E o sangue esguicha para a minha cara.
- Escorre pelo pescoço e para a boca. - Não! Que nojo!
- Quando? - Agora, há cinco minutos.
- Isso é tão nojento. - Pois.
Que nojo!
Olá.
Olá.
Está tudo bem?
Sim, está.
Queres café? Ainda há café?
Há.
- Pia, café? - Sim, por favor.
- Também quero. - Está bem.
- Podes dar-me uma ajuda? - Claro.
Boa. Só tens de fazer força.
Três, dois, um.
Há cumplicidade, não? Entre ti e a Christina.
Sim, trabalhamos bem juntas.
Mas tem cuidado.
Como assim?
É preciso ter cuidado com amigas como a Christina.
Mas não somos assim tão amigas. Três, dois, um.
- Sim. - É isto.
Estou a aprender muito com ela.
Ela quer ser o centro das atenções.
E não podes confiar sempre nela.
Podes deixar.
- Olá, querida. - Olá, mãe.
Tiveste um bom dia?
Sim. Aprendi que os humanos, em média, dão dez peidos por dia.
- Certo. - O que significa "em média"?
Estás pronta para uma surpresa?
- Põe o cinto. - O que vamos fazer?
Uma coisa que tens andado a pedir.
Mãe!
Acho que não tenho coragem para fazer isto.
O mais engraçado
quando algo parece perigoso e tens medo de o fazer
é acabares por experimentar e deixa de ser assustador.
Acho que não percebi.
Eu andei a cavalo.
Quando comecei, tinha muito mais medo do que tu.
Tu tiveste medo?
Tive muito medo.
Não fui tão corajosa como tu.
- Vamos tentar? - Está bem.
Ótimo.
E já está.
E podemos começar.
Mãe, estou a andar a cavalo.
- Temos pão moído? - Temos, mas diz-se "pão ralado".
- Certo. - Sim. Toma.
Olá?
- Pai! - Olá, querida.
- Sabes o que fiz hoje? - Não.
Andei num cavalo chamado Lurifax.
- No Lurifax? - Havia lá outra rapariga chamada Hannah.
Ela era um pouco melhor do que eu, mas já tinha montado muitas vezes.
Isso é incrível. Foi ideia da mãe aprenderes a montar?
Sim, foi. Vou mostrar-te o meu toque.
Alberte, lava as mãos.
- É bom vê-la tão feliz outra vez. - Sim.
Sim. Virmos para cá foi uma boa decisão.
Ela sente que tem uma família.
- Sim. - Espero que gostes de pão ralado.
Estão a ouvir "Tardes nas Ilhas do Mar do Sul" e o mistério...
Olá. Estou aqui em baixo.
... casa dos horrores em Lommelev, no final de outubro...
ENFERMAGEM 2 MEDICINA PARA MULHERES
A sério que leste todos estes livros?
Sim. Alguns deles mais do que uma vez.
E ainda tiraste um curso de cardiologia.
- Tenho um diploma em serviços de saúde. - Certo.
Porque não te tornaste médica?
Na verdade, não sei.
Adoro o meu trabalho. Adoro o trabalho de detetive, adoro...
... ler os doentes.
- Também és boa nisso. - Temos o melhor dos dois mundos.
O contacto próximo com os doentes e seus familiares.
E, ao mesmo tempo, não levamos o trabalho para casa.
Isso é mentira.
Trouxeste alguns registos de doentes.
A Linda deu autorização.
É a única forma de melhorar.
Aprender com os nossos erros.
Tu nunca fazes uma pausa?
Só quero ser a melhor no meu trabalho.
Não sei...
- Será por causa da minha irmã. - Não sabia que tinhas uma irmã.
Já... não tenho. Ela...
Ela morreu há dois anos. Tinha leucemia.
- Lamento muito. - Foi muito mau.
Que idade tinha ela?
Tinha 23 anos.
Merda.
Ela era muito boa a jogar andebol.
Ela era boa em tudo, mas no andebol era excecional.
Muitas miúdas não têm um remate forte.
Podem ter boa técnica, mas o remate é...
... fraco.
A Cecilie, não.
Os remates dela pareciam coices de cavalo.
Uma vez, tentei defender o remate dela.
É claro que levei com a bola na cara. Acertou-me mesmo em cheio.
Partiu-me o nariz.
Sim.
Ela ficou muito doente. Foi difícil.
Felizmente, divertimo-nos muito as duas.
No final, eu cuidei dela e...
Falámos muito e rimo-nos muito.
Mas não a salvaste.
Não.
- Até já. - Vou já a seguir.
Ela enrolou-se mesmo com um dos paramédicos?
Essas coisas não me dizem respeito.
Mas é verdade.
- Eu sabia. - Ela é insaciável.
Ela é bem selvagem.
Passa-se sempre alguma coisa.
Ouvi dizer que ela, uma vez, fodeu com um dos médicos responsáveis.
- Num consultório na Urgência. - Não!
Com aquele tipo chamado Niels Lundén.
Até nos faz sentir que somos aborrecidas.
Bem, até logo.
Olá, Pernille.
Olá.
Viste as escalas? Estás no grupo de risco com a Christina.
Claro, tudo bem.
Claro que está bem.
Somos a Equipa de Sonho.
Queres saber o ponto de situação?
Vamos a isso.
As coisas têm estado relativamente calmas.
O Bo está no quarto 37 e o Bjarne está no quarto 34.
O Bjarne está demente e delirante.
Ele só diz disparates, mas podes dar-lhe algo para dormir.
Sim. Ótimo.
Viram as duas ampolas que estavam aqui?
Não.
Eu acabei de deixar aqui duas ampolas de diazepam.
Se calhar, sem querer, alguém as deitou fora.
Acho que é importante ficares atenta ao Bjarne.
É estranho.
Tirando isso, têm boas hipóteses...
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA - SINAL
Um, dois, três, quatro, cinco... Vá lá.
ASSISTÓLICO - TAQUICARDIA ARRITMIA
Pega no saco!
Sim, está estável...
- O que temos aqui? - Temos ritmo cardíaco normal.
Um minuto de massagem cardíaca.
- Eu trato disto. - Podes ficar aqui.
Sim.
Vamos levá-lo para a UCIC para observação.
- Vocês levam-no? - Sim.
Foda-se.
Bom trabalho, Christina.
Foi muito difícil.
Estiveste muito bem. És uma estrela.
Não terás uma professora melhor.
O sushi estava fantástico.
Não estou a criticar, mas o que eu tinha planeado
envolvia um balão de ar quente, um bar de karaoke e...
... pão no espeto.
Obrigado pelo jantar.
Conheces bem a Christina?
Qual Christina?
Christina Aistrup Hansen, a enfermeira com quem trabalho no SU3.
Eu conheço-a. Fiz muitos turnos com ela. É muito boa.
Sim. Toda a gente diz isso.
Uma noite, deu entrada um tipo com um simples envenenamento
e ficou internado para observação.
Mas a Christina estava muito ansiosa e não o largou.
E ela tinha razão.
Ele acabou na UCI com uma paragem cardíaca.
Se não fosse ela, ele estaria morto.
Impressionante.
Ela prefere os turnos da noite. Quando acontece algo, ela é muito fixe.
- Estiveram juntos? - Fizemos muitos turnos juntos.
- Tivemos... - Fizeram sexo?
O quê?
Fizeste sexo com a Christina num consultório na Urgência?
Sabes que as portas dos consultórios têm janelas?
E então?
Se eu quisesse fazer sexo com a Christina,
ou com outra pessoa, não iria escolher fazê-lo no consultório.
- É... - Como é isso possível?
- Faz-se de lado? - Esquece o consultório.
A sério. Acho que não é fisicamente possível.
- Só tendo muita elasticidade. - Niels.
Não. Não fiz sexo com a Christina num consultório nem em lado nenhum.
Tens a certeza?
Sim, tenho a certeza.
Está bem.
Obrigada.
De nada.
Também acho que ela é uma ótima enfermeira.
Mas...
Há algo acerca dela que...
Não sei como o dizer.
É alguma coisa com conotação negativa?
Na outra noite, ela fez massagem cardíaca montada em cima do doente.
Parecia que ela estava a fazer sexo. Deve ter-lhe partido as costelas.
Ela é impulsiva.
Mas ela só o faz se for necessário.
Sim. Mas aquilo pareceu-me... excessivo.
Eu trabalhei com a Christina durante anos e, sim,
ela fica excitada em situações dramáticas.
Mas quem trabalha nas Urgências não fica assim?
Quando vou a correr para uma paragem cardíaca, vou assim.
Para com isso.
- Tu és louco. - Na verdade, não sou.
A louca és tu.
Tu és loucamente...
... talentosa.
E tu és...
Tu és loucamente sensual.
Tu és...
Tu és loucamente simpática.
Os quartos 34 e 35 estão estabilizados.
Atenção ao Henrik no 37. Está a receber tratamento para o cancro.
Eu fico com o 35 e 36.
- Que raio lhes andam vocês a fazer? - Charlotte, eu...
Este é o terceiro este mês
a tomar dizepam e morfina a mais sem haver registos.
É estranho. Deve ser um engano.
Isto é inaceitável. Vocês têm de se organizar.
Sim, claro.
Olá, desculpem o atraso. Eu quis ligar, mas...
... tive um acidente quando vinha a caminho. - Meu Deus!
Fiquei muito cansada depois do turno da noite.
- Adormeci na autoestrada. - A sério?
Acordei e estava prestes a bater no carro à minha frente.
Dei uma guinada ao carro e fui bater num sinal de trânsito.
Ena!
- E a Nanna estava no carro? - Sim, estava.
Está tudo bem, não aconteceu nada e os paramédicos foram muito simpáticos.
Mas o Golf vermelho ficou destruído.
- Não devias ir para casa? - Não, eu só preciso de...
- A Linda não se importa. - Não, só preciso de um minuto.
Que raio de manhã!
- Adeus, Christina. - Até logo.
Obrigada.
- Christina... - Desculpa, eu...
Se eu te puder ajudar, diz-me.
Então?
Então? Vem cá.
- Bolas. Bem... - Raios.
Está tudo bem. Eu só preciso de...
- Só preciso de me sentar um minuto. - Está bem.
Espero que seja um turno tranquilo.
Olá, Pernille.
- Olá. - Olá.
Desculpa ter aparecido assim, mas...
Tens tempo para conversarmos?
Claro. Vens comigo passear o cão.
- Boa! - Está bem.
Há coisas que me andam a incomodar e não sabia com quem falar.
Tudo bem. O que se passa?
É a Christina...
O que tem ela?
Há coisas que me intrigam.
Que tipo de coisas?
Já a ouvi dizer coisas que não consigo entender.
- Sim. - Como por exemplo?
Ele diz coisas que não são verdade.
Ela mente.
Com a Christina, é tudo fantástico. Ela tem sempre os turnos mais agitados.
Comparados com os dela, os meus são aborrecidos.
Ela adora o drama.
Mas, por vezes, não será ela que inventa o drama?
Ela consegue exagerar.
Parecem as histórias dos pescadores. Apanham peixes cada vez maiores.
Também me contaram histórias pouco abonatórias a respeito dela.
Ela gera controvérsia.
Algumas pessoas acham-na fantástica, outras acham que é exagerada.
Sim. E tu? O que achas?
- Eu? - Sim.
Eu vou trabalhar.
Mantenho-me afastada de todos os mexericos.
Isso é inteligente.
Mas há outra coisa.
Sim?
Acho que andam a desaparecer alguns medicamentos.
Mas não tenho a certeza.
Nem se isso tem algo que ver com a Christina.
Eu também reparei nisso.
Mas o hospital anda sempre em alvoroço. E não pensei muito nisso.
Podemos combinar ficar atentas a coisas estranhas que aconteçam?
Eu agradecia muito.
Vamos fazer isso.
Alberte, levanta um pouco as mãos.
CHRISTINA - AGORA
ESTAMOS DE TURNO NA SEXTA. VOU BUSCAR-TE.
- Olá, Pernille. - Olá.
Entra.
Querias falar comigo sobre alguma coisa?
Sim...
Já vi que me colocou no turno da noite este fim de semana.
Eu gostaria que pudesse alterar isso.
Porquê?
É por causa...
... da Christina.
Há algum problema entre vocês?
Aconteceram algumas coisas que me deixaram um pouco insegura.
Que tipo de coisas?
Ouve, Pernille.
Eu não suporto discussões e calúnias.
Neste departamento, somos leais e apoiamo-nos uns aos outros.
Não andem por aí a espalhar boatos sobre os vossos colegas.
Não é...
Sobretudo colegas competentes e respeitados.
A Christina pode vir a ser chefe. Pensa bem no que estás a dizer.
Certo.
Muito bem.
Digamos que tomei nota do que falámos.
Fica outra pessoa com a Christina nas próximas semanas.
Mas se tens um problema, resolve-o.
Não posso ter aqui enfermeiros que só trabalhem com certos colegas.
Não. Claro que não.
- Olá, Katja. - Olá. Não estavas de noite?
- Sim, mas foi alterado. - Que bom.
O que se passa?
- Como estão as coisas? - Estamos no grupo de baixo risco.
- E tivemos algumas admissões. - Olá, meninas.
- Olá. - Alguma de vocês me pode vir ajudar?
Eu posso ir.
- Que bom. - Vamos.
- Levo-a emprestada. - Sim.
O John tem retenção urinária e dores fortes.
Agora que inserimos um cateter, ele vai conseguir fazer chichi sem dor.
- Tudo bem, John? - Sim.
Gostaríamos que ficasse cá esta noite para garantir que tudo funciona.
O John gostaria de ir para casa depressa.
- Não gosta das enfermeiras, John? - Gosto. São bonitas.
A nossa bisneta nasceu na semana passada.
Ainda não a vimos porque o John adoeceu de repente.
Amanhã, ele estará em casa.
- Queres que lhe traga sumo? - Sim, por favor.
Certo...
O consultório não é assim tão pequeno. Consegue-se fazer muita coisa aqui.
- Não que eu tenha feito. - Espero que não.
Não.
- Desirée? - Sim.
Leva um doente para o consultório.
Obrigada. E rápido, por favor.
- É melhor guardarmos isto para logo. - Sim.
- Bem, é só perguntares. - Sim.
- Boa. Olá, Ella. - Olá. Estava a pensar...
Os jovens convidaram-me para jantar para conhecer a bebé.
- Ótima ideia. Vai poder conhecê-la. - Sim. Mas prefiro não deixar o John.
- Prometo que tratamos bem dele. - Obrigada.
- Pode vir buscá-lo amanhã. - Estarei aqui às sete.
E trago a nossa bisneta.
Boa ideia.
- Obrigada pela ajuda. - De nada.
HOSPITAL NYKØBING F.
Preciso de medir a sua tensão. Pode ser, John?
Força.
Há quanto tempo estás com aquele médico?
- O quê? - Aquele médico que esteve aqui.
Há quanto tempo estão juntos?
Bem, nós não estamos...
Porque pergunta isso?
Tenho dificuldade em fazer chichi, mas não sou cego.
Parece que está a ver coisas.
Talvez seja melhor eu sedá-lo.
Está bem, quero uma Tuborg.
Há quanto tempo a sua mulher o atura?
- Há 49 anos e 11 meses. - Meu Deus!
Também não entendo.
- Estão quase a fazer bodas de ouro. - Se sair daqui vivo, sim.
É possível. Não está assim tão doente.
Acho que só está a evitar lavar a louça em casa.
- Aquele médico é um sortudo. - A sua mulher também.
Tente descansar agora.
A sua linda mulher vem buscá-lo amanhã e vai trazer a bebé.
Eu vou descansar.
- Foi bom falar contigo, Pernille. - Obrigada. Durma bem.
- Diana, tu vives no fio da navalha. - Sim.
- Então? - A Diana trouxe um bolo brunsviger.
Ela diz que temos de o comer com chantili. Isso é de doidos.
- É muito bom. - O que tens para mim hoje?
Só vão passar aqui a noite alguns doentes do grupo de baixo risco.
A Ingeborg está em observação por DPOC.
A Lene tem diabetes descontrolada e o John fez retenção urinária.
Estão todos estáveis e em tratamento. O turno será tranquilo.
Perfeito. Vou cuidar bem dos teus doentes.
Olá, Pernille. Vens?
Esta manhã, não há problemas no trânsito.
Não temos relatos de acidentes
para quem vai no seu carro ou de transportes públicos.
Não há engarrafamentos.
O que aconteceu?
Isto foi um pesadelo.
Tivemos três mortes.
Quem?
A que tinha DPOC. Mas deve ter sido outra coisa. Não é normal...
E os outros?
Bem, o Lasse no quarto 35.
E o tipo no quarto 37...
O John.
O John?
Não pode ser.
Entrou em paragem cardíaca.
Fizemos tudo para o salvar.
Acho que fizemos 12 ciclos de reanimação e demos-lhe Cordarone. Fizemos tudo.
- Parecia que ia recuperar, mas... - Ele entrou aqui com retenção urinária.
Foi repentino. O coração dele parou.
- Não posso acreditar. - Nós também não.
É horrível.
Liguei à mulher dele, mas foi para as mensagens.
Olá, outra vez.
Ele está acordado?
O que aconteceu?
Podem acompanhar-me, por favor?
- Por aqui. - Está bem.
Lamento muito dizer-vos isto.
O John faleceu esta noite.
Mas...
Mas como?
Entrou em paragem cardíaca.
Não o conseguiram salvar.
- Quer água, Ella? - Diz-me... Volta a dizer-me...
... o que aconteceu.
O John entrou em paragem cardíaca...
... e faleceu.
Disseste que ele ia ficar bem.
- Sim. - Tu e aquele médico.
- Foi o que pensámos. - Mas o coração para?
Ele só tinha dificuldade em fazer chichi.
Não lhe consigo dar uma explicação melhor, mas...
... assim que eu falar com o médico-chefe, prometo...
O John nunca teve problemas cardíacos.
Estivemos juntos quase todos os dias...
... durante 50 anos.
E eu não estive lá ontem à noite.
JOHN DALGAARD 240842-1623 16 DE FEVEREIRO DE 2015
CHRISTINA AISTRUP HANSEN
Um...
... dois, três, quatro...
... cinco...
... sete, oito, nove...
... 10, 11, 12, 13, 14, 15...
... 16, 17, 18, 19, 20...
CHRISTINA AISTRUP HANSEN
Vinte e dois.
Katja.
O que foi?
É a Christina.
Acho que ela faz algo aos doentes.
Como assim?
Acho que ela os anda a matar.
Não posso...
Legendas: Rita Menezes
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.